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Novidades

Escola das Artes integra a programação de Serralves em Festa 2025

Entre os dias 30 de maio e 1 de junho, centenas de artistas darão vida à nova edição do Serralves em Festa, um evento gratuito que oferece anualmente 50 horas consecutivas de exposições, espetáculos de música, dança, teatro de rua, circo contemporâneo, visitas orientadas, oficinas e sessões de cinema.

A Escola das Artes marcará mais uma vez presença num dos maiores eventos culturais do país, destacando o talento e a criatividade dos seus estudantes naquele que é o maior festival de expressão artística contemporânea em Portugal e um dos mais relevantes da Europa.

Este ano, Dila Yumurtacı, Inês Leal, Lei, Ricardo Salgado, Tomiris Shyngyssova e Vida Oliveira apresentam os seus projetos pelos diversos espaços de Serralves.

Durante três dias, o público poderá descobrir ‘Becoming With’ (performance de Dila Yumurtacı), ‘A Garganta que Projetava Homens’ (instalação de Inês Leal), 'Abismo' (instalação de Lei), Supervadios (Curta-metragem / documentário de Ricardo Salgado), ‘IN BETWEEN / ENTRE’ (instalação interativa de Tomiris Shyngyssova) e 'Abaeté' (espetáculo de Vida Oliveira).

A programação é vasta e conta com centenas de atividades gratuitas que irão juntar 500 artistas de mais de 20 nacionalidades e perto de 100 projetos e espetáculos.

Consulta aqui os horários e locais dos projetos da Escola das Artes:

- BECOMING WITH
Performance de Dila Yumurtacı
Duração: 25 min
1 JUN | 12:00 e 19:30
Local: Alboreto
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- A GARGANTA QUE PROJETAVA HOMENS
Instalação de Inês Leal
30 MAI - 1 JUN
08:00 - 00:00
Local: Casa de Serralves
+info

- ABISMO
Instalação de Lei
30 MAI - 1 JUN
08:00 - 00:00
Local: Casa de Serralves
+info

- SUPERVADIOS
Curta-metragem / documentário de Ricardo Salgado
Duração: 30 min
31 JUN | 14:00, 15:00 e 18:00
1 JUN | 14:00, 15:00 e 19:00
Local: Casa do Cinema Manoel de Oliveira
+info

- IN BETWEEN / ENTRE
Instalação interativa de Tomiris Shyngyssova
30 MAI - 01 JUN
50 horas non-stop
Local: Parterre Central
+info

- ABAETÉ
Teatro de Marionetas de Vida Oliveira
Duração: 30 min
31 MAI | 14:00
1 JUN | 13:00
Local: Bosque das Faias
+info

Mais informações sobre a programação ininterrupta do Serralves em Festa no site oficial.

 

30-05-2025

Jovens do secundário apresentam ciência com futuro na Católica

A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, acolheu no passado dia 28 de maio a segunda edição do Congresso de Investigação em Bioengenharia no Ensino Secundário. Com mais de 120 participantes — entre alunos, professores e investigadores — o evento voltou a afirmar-se como uma verdadeira celebração da curiosidade científica e do talento jovem.

Ao longo do dia, foram apresentados 33 projetos desenvolvidos por estudantes de oito escolas secundárias de todo o país — de Alfragide, Leiria, Maia, Paredes, Porto, Rio Tinto, S. Mamede de Infesta e Tomar — abordando temas tão diversos quanto: implantes subcutâneos para pacientes cardíacos, eliminação de microplásticos do corpo humano, produtos menstruais sustentáveis, filtros para medicamentos poluentes em rios, têxteis retardantes de fogo e lentes de contacto biodegradáveis.

“Este congresso é uma janela para o futuro da ciência. É notável ver a capacidade dos jovens do secundário para identificar problemas reais e propor soluções com base no conhecimento e na criatividade,” destacou Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia. “A Escola tem um compromisso firme com a educação científica em todas as etapas do percurso educativo, e este congresso reflete essa missão de inspirar e capacitar os talentos de amanhã.”

Para além das apresentações orais e dos posters científicos, os participantes tiveram ainda oportunidade de visitar laboratórios, interagir com investigadores da ESB e do CBQF, e conhecer de perto o ambiente académico da Católica.

A cerimónia de encerramento distinguiu os projetos que mais se destacaram pela sua originalidade, qualidade científica e clareza na comunicação. O prémio de Melhor Apresentação Oral foi atribuído ao projeto Green Flux, da Escola Secundária da Maia. “O nosso projeto consiste em encontrar alternativas mais sustentáveis e biodegradáveis aos produtos tradicionais de higiene feminina. Foi uma experiência incrível. Sentimos que o nosso trabalho foi valorizado, apesar de ainda ser um tema tabu… aprendemos imenso ao longo de todo o processo,” referiu Catarina, em nome do grupo.

Já o prémio de Melhor Poster Científico foi entregue à Escola Secundária de Rio Tinto. “O nosso projeto procura encontrar uma solução capaz de tratar uma doença que afeta o gado bovino e os canídeos. Gostámos muito de apresentar a nossa ideia e ficámos a perceber o quão difícil e desafiante é trabalhar na área da investigação,” afirmou Mariana, da equipa vencedora.

A organização atribuiu ainda uma menção honrosa à Park International School. “Testámos propriedades antibióticas de plantas alimentícias não convencionais e comparámo-las com antibióticos como a nitrofurantoína. Foi uma experiência incrível e esperamos voltar no próximo ano!”, referiu Pedro Raimundo.

O Congresso de Investigação em Bioengenharia no Ensino Secundário volta assim a demonstrar a importância de criar espaços de diálogo entre a escola e a universidade, promovendo a literacia científica, o pensamento crítico e a construção de soluções inovadoras para os desafios do futuro.

29-05-2025

Católica recebe Amena Karimyan, astrónoma e ativista afegã, para um testemunho inspirador

Amena Karimyan esteve na Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto para uma manhã inspiradora sobre o tema “Science, Freedom and Thriving Futures”. Fundadora do Kayhana Astronomical Group, criado em 2018 para promover a astronomia entre os jovens, especialmente raparigas, no Afeganistão, Amena Karimyan destacou a importância do conhecimento científico como ferramenta de empoderamento individual e coletivo.

Durante a sua intervenção, partilhou a sua história de vida e o fascínio que, desde a infância, tem por constelações, o que motivou a criação do Kayhana Astronomical Group. Amena Karimyan refere-se à astronomia como “uma paixão, um amor”. Apesar do contexto marcado pela repressão e conflito, a ativista afegã assumiu o risco e empreendeu este grupo que conta, atualmente, com 300 membros ativos. “No Afeganistão temos de lutar pelos mais básicos direitos humanos”, refere.

Sobre a importância da educação, Amena Karimyan afirma que “a nova geração é a esperança do futuro” e sublinha “têm de ser melhores do que nós”.

A afegã Amena Karimyan é engenheira civil, astrónoma e promove o ensino da astronomia junto de jovens no Afeganistão. Em 2021 liderou uma equipa feminina premiada na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica e, no mesmo ano, foi distinguida pela BBC como uma das 100 mulheres mais inspiradoras e influentes do mundo, pelo seu papel na promoção do conhecimento e da igualdade de oportunidades. A história de vida de Amena Karimyan é um exemplo de como o acesso ao conhecimento pode ser um instrumento de emancipação e de esperança.

O evento, que decorreu a 29 de maio e que sublinhou a importância da resiliência e do trabalho em prol da Ciência, contou com a presença da pró-reitora da UCP, Isabel Braga da Cruz, de diretores de faculdades, de estudantes, de docentes e de outros membros da comunidade académica.

Amena Karimyan, durante a sua visita ao Porto, vai, também, participar na Mostra Nacional de Ciência organizada pela Fundação da Juventude, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, integrando uma mesa-redonda subordinada ao tema “Caminhos de Futuro”, ao lado da pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Braga da Cruz.

29-05-2025

Juliana Campos: “A Enfermagem do Trabalho é uma área de grande impacto nas comunidades.”

Juliana Campos é enfermeira e é pós-graduada em Enfermagem do Trabalho pela Escola de Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa. É de Paredes, tem 40 anos e é, atualmente, coordenadora de Enfermagem do Trabalho na IKEA Industry, cuja principal missão se prende com a prevenção e com a educação para a saúde. O que é que a move? “É o cuidar que me chama.”

 

É enfermeira, na IKEA Industry. Quer percurso profissional a trouxe até aqui?

Trabalhei durante vários anos no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental. Em 2021, regresso ao norte do país, por motivos pessoais. É nessa altura que surge a oportunidade de ir para a IKEA Industry trabalhar na área da Enfermagem do Trabalho. Era uma área completamente nova para mim e, na altura, representou um grande desafio. Deixei de tratar de doentes para passar a cuidar de colaboradores. Deixei de me focar na vertente curativa para me concentrar na vertente preventiva.

 

Qual é o foco da Enfermagem do Trabalho?

O principal objetivo da Enfermagem do Trabalho é a prevenção. Claro que lidamos, também, com acidentes de trabalho e, por isso, também agimos na vertente curativa, mas o foco não está aí. O foco está na prevenção, na sensibilização. Na IKEA Industry temos cerca de 2000 colaboradores e é junto desta comunidade que trabalhamos na educação e promoção da saúde.

 

“A Católica ajudou-me a abrir horizontes.”

 

Quando é que decide fazer a pós-graduação em Enfermagem na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa?

Tomo essa decisão já depois de assumir o cargo de coordenação na IKEA Industry, tinha eu já uma equipa de 9 enfermeiros a meu cargo. Senti uma necessidade grande de aprofundar os meus conhecimentos. Para gerir eficazmente, é fundamental compreender o que se está a fazer. Havia muitas questões que me suscitavam dúvidas e queria compreendê-las melhor. Procurei uma instituição de ensino de referência e, dadas as referências, confiei na Universidade Católica.

 

O que é que mais a marcou durante a pós-graduação?

A Católica ajudou-me a abrir horizontes. Quando iniciei a pós-graduação, já tinha alguns meses de trabalho na área, mas havia ainda práticas que eu desconhecia ou que realizava sem compreender plenamente o sentido. Tive professores com experiência prática na área e isso foi fundamental. Ajudaram-nos a perceber que a Enfermagem do Trabalho vai muito para além da realização de exames e rastreios. Por exemplo, nunca tinha ouvido falar de avaliação de riscos. Sabia que as pessoas estavam expostas a ruído e que deviam usar abafadores, mas não compreendia os níveis de decibéis prejudiciais à saúde. Foi uma experiência muito gratificante e recomendo vivamente a formação a quem esteja a trabalhar na área. Recentemente estive na Católica, numa conferência, onde tive oportunidade de partilhar a minha experiência com muitos alunos de licenciatura. Dou, sinceramente, os parabéns à Católica, porque são poucas as instituições que abordam esta área da Enfermagem e é uma área de grande impacto nas comunidades.

 

É uma área que exige constante atualização…

Sim, é uma área que está em constante evolução, com novas normas, riscos emergentes e realidades diferentes a surgir. Temos de estar atentos às alterações legais, às novas abordagens na prevenção de doenças e aos comportamentos da população. O que funcionava há cinco anos pode já não fazer sentido hoje. É esse dinamismo que me motiva também.

 

Ser enfermeira numa indústria implica estar mesmo no terreno?

Sim, sou uma enfermeira que usa colete e botas de biqueira de aço (risos). O meu local de trabalho é a fábrica, no meio de poeiras, químicos, ruídos. É muito importante estarmos no terreno e no contexto real de trabalho dos colaboradores, porque é no local que conseguimos garantir que são usados os equipamentos de proteção individual (EPI) e é fundamental estarmos perto das pessoas para que consigamos, efetivamente, sensibilizar para a importância de se protegerem e para a importância de cuidarem da sua saúde e da dos que os rodeiam. Por exemplo, só estando no terreno é que conseguimos compreender por que razão uma pessoa não utiliza um determinado EPI. Pode não ser apenas por desleixo, mas talvez por desconforto. É importante explicar as consequências dessa escolha. Por exemplo, não utilizar abafadores de ruído, hoje, pode resultar em perda auditiva ou mesmo surdez no futuro. Muitas vezes, os colaboradores não estão sensibilizados para estas questões. Realizamos, também, visitas aos postos de trabalho de todos os colaboradores. Se um colaborador regressa de baixa com limitações físicas e o seu posto de trabalho não está adequado, temos de verificar as condições e adaptá-las à dua nova realidade física.

 

“É o cuidar que me chama.”

 

Como foi o processo de passar de enfermeira em ambiente hospitalar para enfermeira numa fábrica?

Foi um grande desafio e foi, por isso, que precisei tanto de fazer formação. No hospital, administrava medicação endovenosa, realizava pensos, focava-me na vertente curativa. Não havia continuidade, pois os pacientes eram internados e depois iam embora, sem que tivéssemos feedback. Aqui, temos os colaboradores diariamente connosco e prestamos-lhes cuidados de forma contínua, acompanhamos a sua evolução. É muito gratificante acompanhar este caminho. Um outro aspeto importante prende-se com o facto de o nosso trabalho acabar por ter um impacto grande fora da fábrica. Quando fazemos campanhas de sensibilização e diferentes rastreios queremos garantir que a mensagem não chega só aos próprios, mas que também a possam levar para as suas casas e famílias. Queremos que tudo o que fazemos aqui na fábrica tenha um impacto lá fora.

 

Há mais de 20 anos decidiu que queria ser Enfermeira. O que é que a motivou a escolher esta profissão? Provavelmente sem sequer sonhar que viria a trabalhar na área da Enfermagem do Trabalho…

Jamais (risos). Nunca me passou pela cabeça que iria acabar nesta área. O que me trouxe para a Enfermagem foi o desejo de poder cuidar. Na minha infância, cuidei dos meus avós. O meu avô era diabético, sofreu vários AVCs e ficou acamado. Sempre cuidei dele. Já mais tarde, quando regressei ao norte, depois de tantos anos em Lisboa, vim para cuidar da minha avó. É o cuidar que me chama.

 

 

29-05-2025

Primeira edição do Católica TIPS encerra com novas perspetivas sobre a inovação pedagógica no Ensino Superior

Sob o mote “relação pedagógica e inovação”, decorreu a 4.ª e última sessão da 1.ª edição do Católica TIPS – Teaching Innovation Partnerships, uma iniciativa promovida pelo Católica Learning Innovation Lab (CLIL), que tem vindo a reunir docentes e investigadores da Universidade Católica Portuguesa em torno de temas-chave da inovação pedagógica no Ensino Superior.

A sessão final realizou-se num ambiente marcado pela reflexão partilhada e pela inspiração cruzada entre diferentes áreas do saber, consolidando o espírito colaborativo que caracterizou toda a edição. À semelhança dos encontros anteriores, o debate teve início com a leitura de excertos literários, que serviram de ponto de partida para uma discussão rica e envolvente sobre a relação pedagógica e a construção de confiança no contexto universitário.

Durante a sessão, os participantes foram convidados a refletir sobre diferentes dimensões da relação pedagógica, como a importância de estabelecer uma relação de confiança com os estudantes, a necessidade de acreditar no seu potencial, a criação de um espaço para o seu coprotagonismo em sala de aula, a presença do docente com intencionalidade, a promoção do sentido de pertença e, por fim, o estabelecimento de indicadores que permitam refletir continuamente sobre o tipo de relação que se está a construir ao longo do percurso académico.

Pedro Lima, docente da Católica Porto Business School, destacou que a sua participação no Católica TIPS foi “um equilíbrio entre a inquietude e a tranquilidade”. Sublinhou que a inquietude surgiu da constatação de que “as mudanças que atualmente abalam o status quo do nosso modelo de ensino são transversais a todas as áreas do saber e a todos os contextos académicos — representando não apenas um desafio, mas uma verdadeira mudança de paradigma.” Ao mesmo tempo, destacou a tranquilidade proporcionada pela experiência de partilha: “a experiência permitiu-me sair do meu ‘porto seguro’ e partilhar experiências, ferramentas e metodologias num ambiente de debate e reflexão estruturado, mas ao mesmo tempo descontraído e dinâmico.” Para Pedro Lima, este foi “um espaço onde foi possível criar pontes e relações que me fizeram crescer enquanto profissional e, mais profundamente, enquanto membro de uma comunidade.” E concluiu com uma interpelação que resume o espírito da iniciativa: “Haverá algo mais importante do que isso?”.

O Católica TIPS encerra assim a sua 1.ª edição com um balanço extremamente positivo, tendo contado com a participação ativa de docentes e investigadores de várias unidades académicas da Universidade Católica Portuguesa. As sessões deixaram sementes para futuras edições e afirmaram-se como espaços privilegiados para o aparecimento de novas Teaching Innovation Partnerships, reforçando o compromisso da Universidade Católica Portuguesa com uma aprendizagem centrada na pessoa, na inovação e na humanização do ensino.

 

28-05-2025

Católica Porto Business School é finalista dos Prémios Marketeer 2025

A Católica Porto Business School é uma das marcas finalistas dos Prémios Marketeer 2025, na categoria Estabelecimentos de Ensino. As votações já estão a decorrer e pode clicar aqui para votar nas diversas categorias.   

A competição que distingue todos os anos as marcas, personalidades e empresas que têm um impacto significativo em Portugal, nomeia nesta 17ª edição marcas de diferentes categorias, que vão desde a Grande Distribuição aos Festivais de Música, Seguros e Telecomunicações, passando pelo Grande Consumo, Turismo e Banca e Saúde. 

A lista de finalistas é elaborada através de um cruzamento de avaliações por parte da redação e do Conselho Editorial da Marketeer.   

As votações para os Prémios Marketeer 2025 estão abertas até ao dia 18 de junho. Pode votar aqui.  

Os vencedores vão ser conhecidos numa cerimónia a decorrer no dia 3 de julho no Convento do Beato, em Lisboa.

 

27-05-2025

Universidade Católica lança concurso de fotografia "Esperança em Ação"

No dia 24 de maio, assinalando os 10 anos da Encíclica Laudato si’ e no âmbito do Ano Jubilar Peregrinos de Esperança', a Universidade Católica lança o concurso de fotografia "Esperança em Ação".

«Todos esperam. No coração de cada pessoa, encerra-se a esperança como desejo e expetativa do bem, apesar de não saber o que trará consigo o amanhã». - Papa Francisco, Spes non confundit, 1

Consegue tirar uma fotografia que capte a essência da esperança em ação?

A sua fotografia pode contribuir para tornar vivo o melhor da experiência humana na sua relação com um mundo que se deseja fraterno e solidário, registando atos de bondade, ativismo popular, envolvimento comunitário e outros símbolos de esperança ou liderança inspiradora.

«Basta um homem bom para haver esperança!» - Papa Francisco, Laudato si’, 71.

A partir de 24 de maio, e até ao próximo dia 15 de setembro, convida-se toda a comunidade académica e amigos da Católica a participar neste concurso através deste link.

Participe e partilhe o seu olhar sobre a esperança em ação.

 

REGULAMENTO

 

26-05-2025

Filme de alumna da Escola das Artes exibido no Festival de Cannes

A curta-metragem O Pássaro de Dentro, da realizadora Laura Anahory (mestre em Som e Imagem – Animação pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa), foi exibida esta semana na La Cinef, secção oficial do Festival de Cannes dedicada a revelar novos talentos do cinema internacional.

O Pássaro de Dentro foi o único filme português a integrar esta competição, onde competiu com obras oriundas de algumas das mais reputadas escolas de cinema do mundo, como a La Fémis (França), a National Film and Television School (Reino Unido), a ESCAC (Barcelona) ou a NYU Tisch School of the Arts (EUA).

O filme, que está a ser distribuído pela Agência da Curta-Metragem, continuará agora o seu circuito nacional e internacional por festivais de cinema.

23-05-2025

Universidade Católica coordena projeto europeu que impulsiona empreendedorismo em ciência, saúde e indústrias criativas

Transformar conhecimento em soluções com impacto real. Este é o objetivo do ELEVATE, um projeto europeu liderado pela Universidade Católica Portuguesa, que promove o empreendedorismo e a inovação nas áreas da (bio)tecnologia alimentar, (bio)medicina, inteligência artificial e indústrias criativas e culturais. Financiado pelo EIT HEI Initiative da União Europeia, o projeto junta instituições de ensino superior e parceiros empresariais de três países: Portugal, Itália e Dinamarca.

Com uma abordagem interdisciplinar e ancorado no quadro europeu de formação para empreendedores EntreComp, o ELEVATE inclui aceleração de projetos, mentoria especializada e um conjunto de atividades que promovem a colaboração entre empresas, municípios e centros de investigação. Está prevista a realização de três edições de um curso desenhado especialmente para potenciar a criatividade e o empreendedorismo em contexto interdisciplinar, abrangendo também a realização de duas Summer Schools e de um conjunto de mais de 25 atividades de formação, dirigidas a estudantes e colaboradores de instituições de ensino superior, mas também acessível ao ecossistema alargado de inovação.

O ELEVATE vai procurar impulsionar mudanças institucionais nas universidades parceiras, promovendo estruturas internas mais ágeis e focadas na transferência de tecnologia e no fortalecimento de parcerias estratégicas,” refere João Cortez, diretor do Research and Innovation Office da Universidade Católica Portuguesa. A equipa do projeto pretende ajudar a transformar ideias inovadoras em soluções com impacto real, potenciando a criação de startups, novas oportunidades de emprego e fortalecendo a ligação entre academia, indústria e sociedade.

 

Multiplicidade de entidades envolvidas

O consórcio do projeto ELEVATE é coordenado pela Universidade Católica Portuguesa (Portugal - membro da rede SACRU e da aliança Transform4Europe) e composto pela Università degli Studi di Trieste (Itália – membro da aliança Transform4Europe); Università Cattolica del Sacro Cuore (Itália - membro da rede SACRU); Aarhus University (Dinamarca); Food4Sustainability CoLAB (Portugal); TecmaFoods (Portugal – empresa do setor alimentar); MateraHub (Itália - centro de inovação cultural e criativa).

Na Universidade Católica Portuguesa são cinco os centros de investigação envolvidos a nível nacional: Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF/ESB); Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR/EA); Centro de Estudos em Gestão e Economia (CEGE/CPBS), Unidade de Investigação Empresarial e Económica da CATÓLICA-LISBON (CUBE/CLSBE) e o Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS/FM), coordenados pelo RIO – Research and Innovation Office.

 

Projeto europeu procura ser catalisador de inovação

O ELEVATE quer ser um catalisador de inovação em setores-chave como o agroalimentar, a saúde, as TIC e as indústrias culturais, criando pontes entre o conhecimento gerado na academia e os desafios concretos da sociedade,” sublinha João Cortez.Esta é uma oportunidade única para criar um ecossistema interdisciplinar que combinará perspetivas e mentes criativas de áreas distintas incluindo alimentar, saúde e indústrias criativas, potenciadas pelo uso de inteligência artificial,” conclui.

Com impacto previsto em três ecossistemas de inovação europeus — em Portugal, Itália e Dinamarca — o ELEVATE posiciona-se como uma alavanca estratégica para o reforço da competitividade e sustentabilidade no espaço europeu.

 

22-05-2025

Mafalda Folhadela: “O mercado de trabalho valoriza cada vez mais pessoas com uma formação multidisciplinar.”

Mafalda Folhadela tem 22 anos, é do Porto e é estudante da licenciatura em Ciências e Sociedade da Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica Portuguesa, uma licenciatura pioneira em Portugal, inspirada em programas de algumas das melhores Universidades internacionais que se caracteriza pelo seu currículo multidisciplinar: “O curso é único em Portugal e permite-nos fazer o nosso próprio caminho”. Integra a Associação de Estudantes da Faculdade e também uma juventude partidária. Entusiasma-a “a intervenção política” e o poder dar “um contributo para uma sociedade melhor”.

 

Porquê a licenciatura em Ciências e Sociedade da Universidade Católica?

Descobri a licenciatura em Ciências e Sociedade quando frequentava a licenciatura em Bioquímica e estava muito desanimada. Não estava a fazer sentido para mim e procurava outro caminho. Quando fui explorar outras opções, cruzei-me com Ciências e Sociedade. Quando vi o plano do curso, chamou-me a atenção a interdisciplinaridade e o facto de incluir áreas como o Direito e a Gestão, que eram algumas das opções que eu ponderava, mas sem abdicar da dimensão científica. O curso é único em Portugal e permite-nos fazer o nosso próprio caminho, porque temos muitas cadeiras opcionais ao longo dos três anos. Vejo Ciências e Sociedade como uma oportunidade para conhecer e aprofundar várias áreas. Mesmo acabando por me especializar em alguma área em específico, vou poder contar sempre com este olhar multidisciplinar e transversal.

 

Qual é a grande mais-valia da multidisciplinaridade?

O facto de estudar diferentes áreas obriga-me a entrar na lógica de pensamento de cada uma delas. Tenho de adotar diferentes formas de raciocínio e de ver o mundo e acho que isso é extraordinário. Desenvolve muito a nossa capacidade de adaptação e de compreensão da complexidade dos desafios que nos rodeiam. A grande vantagem da licenciatura em Ciências e Sociedade é dar-nos ferramentas para olhar para os problemas a partir de várias áreas. Isso entusiasma-me: saber que serei capaz de encontrar soluções mais completas para os desafios atuais, porque tenho uma formação que não se limita a uma só área. Nenhuma área, por si só, consegue dar resposta aos grandes desafios do mundo. A colaboração e o cruzamento do conhecimento são cada vez mais precisos.

 

Quais as expectativas para o seu futuro profissional?

Apesar de ainda me encontrar no final do primeiro ano do curso e de ainda estar a maturar ideias, tenho a expectativa de conseguir conciliar as várias visões que vou adquirindo ao longo do curso. Acredito que, hoje em dia, o mercado de trabalho valoriza cada vez mais pessoas com uma formação interdisciplinar e isso é, de facto, uma mais-valia para as empresas. As empresas precisam, cada vez mais, de perfis multidisciplinares. Imagino-me a trabalhar num ambiente empresarial, talvez na área alimentar. Não tanto numa vertente técnica, mas mais numa vertente ligada às relações humanas, à gestão de pessoas, por exemplo. O facto de também ter conhecimento técnico é um complemento importante, mas o que me motiva mais é essa componente humana.

 

Como tem sido a experiência de estudar na Escola Superior de Biotecnologia?

Destaco, em primeiro lugar, o ambiente, que é muito familiar e próximo. Em segundo lugar, a relação com os professores, que são muito disponíveis e próximos dos alunos. Sinto que temos um apoio constante. Temos ainda um tutor que nos acompanha ao longo do curso, o que faz muita diferença.

 

Em que consiste o acompanhamento por parte do tutor?

O curso tem muitas disciplinas opcionais, o que nos permite, desde cedo, moldar o nosso percurso. Além disso, temos três projetos: um no segundo semestre do segundo ano, outro no primeiro semestre do terceiro e um projeto maior no segundo semestre do terceiro ano. O papel do tutor é guiar-nos nesse processo: ajudar na escolha das cadeiras opcionais, na definição dos temas dos projetos e, no fundo, abrir-nos portas e incentivar-nos a explorar mais profundamente as várias áreas.

 

O que gosta de fazer nos tempos livres?

Fui convidada logo no início do ano para integrar a Associação de Estudantes da Faculdade, por isso, estou envolvida nesse trabalho. Além disso, tenho ligação à política e faço parte de uma juventude partidária.

 

Porquê a intervenção política?

A política é algo que ocupa grande parte do meu tempo livre e que me dá muito gosto. A política é uma forma de intervenção cívica. É uma maneira de darmos o nosso contributo para uma sociedade melhor, de defendermos aquilo em que acreditamos e de tentarmos transformar positivamente o mundo. A minha mãe teve alguma influência em mim neste campo. Inspirou-me na forma como olha para a política, como um serviço aos outros.

 

O que é que a move?

Quero ser útil e fazer a diferença. Não sozinha, mas em conjunto com os outros. Vivemos em sociedade e isso também me move: estamos aqui para nos ajudarmos uns aos outros.

 

Espaço favorito no campus?

No segundo piso do Edifício Central há duas mesas no corredor. Gosto de estudar ali porque tem muita luz natural, há um grande janelão. E tem uma bela vista para o Edifício de Biotecnologia.

 

22-05-2025

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