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Novidades

Transform4Europe lança financiamento para projetos conjuntos

Já estão abertas as candidaturas para o Seed Funding Programme, um programa da Transform4Europe (T4EU) cujo objetivo é financiar e promover projetos de investigação entre duas ou mais instituições membro da Aliança.

De 30 de junho a 30 de setembro, investigadores, docentes, e investigadores de pós-doutoramento da Universidade Católica Portuguesa podem candidatar-se a este financiamento. É uma oportunidade para colaborar com outras instituições europeias e desenvolver projetos conjuntos, partilhando conhecimento e recursos.

As oportunidades de financiamento começam nos 3 mil euros e podem chegar aos 30 mil euros. O tipo de iniciativas que podem ser financiadas são, por exemplo:

  • Criação de "seamless mobility schemes".
  • Esforços com o objetivo de melhorar a mobilidade vertical.
  • Desenvolvimento de novas ofertas de estudos conjuntos.
  • Desenvolvimento/criação de microcredenciais.
  • Desenvolvimento/criação de programas de doutoramento conjuntos.
  • Desenvolvimento/criação de percursos de doutoramento.
  • Desenvolvimento/criação de ofertas de aprendizagem ao longo da vida.
  • Outras iniciativas e projectos conjuntos (por exemplo, iniciados por um laboratório de transformação T4EU).

A T4EU valoriza projetos relacionados com os seguintes temas: ambiente, inclusão e diversidade; multilinguismo; cooperação entre universidades e setor cultural; transformação digital; transformação da sociedade.

Para facilitar esta candidatura, a T4EU disponibiliza uma ferramenta de parceria, onde é possível encontrar e comunicar com outros investigadores das áreas de estudo e temas em que trabalham.

A T4EU organiza duas sessões de esclarecimento, nos dias 23 de julho de 2025 e 20 de agosto de 2025. Para participar, envie um e-mail para t4eu-seedfunding@uni-saarland.de.

 

MAIS INFORMAÇÃO | Conheça a Connect4Research

 

07-07-2025

Docente reflete sobre inovação pedagógica e aprendizagem ao longo da vida na Bienal de Educação da Universidade do Minho

Diana Soares, docente da Faculdade de Psicologia e de Educação da Universidade Católica Portuguesa, coordenadora do Católica Learning Innovation Lab (CLIL) e investigadora no Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH), participou na Bienal de Educação organizada pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho, que decorreu entre 16 e 20 de junho de 2025, em Braga, sob o tema “O Futuro é Educação. As Pessoas, a Vida e a Escola”.

Este encontro reuniu especialistas, docentes e investigadores para debater os principais desafios e oportunidades do sistema educativo atual.

No âmbito do Simpósio “Ensino Superior em Transformação: Inovação e Desafios da Inclusão”, Diana Soares apresentou a comunicação intitulada “Ready to work or ready to learn? Da inovação pedagógica à aprendizagem ao longo da vida”.

A sua intervenção baseou-se em dados recentes que evidenciam a urgência da mudança: até 2030, estima-se a criação de 170 milhões de novas funções e o desaparecimento de cerca de 92 milhões de empregos, sendo que 63% dos empregadores apontam a lacuna de competências como a principal barreira à transformação dos negócios (World Economic Forum, 2025).

Este cenário coloca uma pressão crescente sobre as Instituições de Ensino Superior: como preparar os estudantes para profissões que ainda não existem? Como potenciar o desenvolvimento de competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida?

Diana Soares destacou que, num contexto de elevada volatilidade, a inovação pedagógica e curricular tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante, não só como resposta imediata às exigências do mercado de trabalho, mas também como uma estratégia estruturante para o desenvolvimento de competências transformadoras e para a promoção de uma aprendizagem ativa.

A comunicação problematizou o papel do Ensino Superior na formação de profissionais críticos e reflexivos, realçando a importância do desenvolvimento pedagógico e profissional dos docentes, assim como da sua agência, como motores essenciais na transformação dos modelos de ensino-aprendizagem.

Como exemplo concreto, apresentou o Católica Learning Innovation Lab (CLIL), um laboratório interdisciplinar de inovação pedagógica da Universidade Católica Portuguesa. Assente nos princípios do Scholarship of Teaching and Learning (SoTL), o CLIL promove um conjunto diversificado de iniciativas de capacitação pedagógica que apoiam os docentes na transformação das suas práticas, criando ambientes de aprendizagem mais flexíveis, inovadores e estimulantes, potenciando o desenvolvimento de competências para a aprendizagem ao longo da vida.

A participação de Diana Soares contribuiu para reforçar a reflexão crítica sobre o papel transformador da inovação pedagógica no Ensino Superior, alinhando as práticas institucionais com os desafios globais de um futuro cada vez mais incerto, mas repleto de oportunidades.

 

04-07-2025

Tiago Braga: “A tolerância, a cooperação e a bondade foram valores que aprendi na Universidade Católica.”

Tiago Braga é licenciado pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e ocupa atualmente o cargo de presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto. Dos anos passados na Católica, destaca os valores de “tolerância, bondade e cooperação”, que continua a transportar para a vida profissional. Tem, desde a sua infância, um grande interesse pelo mundo natural e pelas questões do ambiente e foi no curso que encontrou “estrutura para transformar inquietações em soluções”. Sobre a necessidade de mudar mentalidades e hábitos no que à mobilidade sustentável diz respeito: “Ainda há um longo caminho a percorrer.”

 

Quando era criança, que ideias tinha para o seu futuro profissional?

Tive aqueles sonhos habituais das crianças. Sonhava ser piloto da Força Aérea, jogador de futebol e até quis ser bombeiro. Mas, desde muito cedo, comecei a sentir um fascínio muito grande pelo mundo natural. Lembro-me de passar horas a observar girinos, rãs, tudo o que tivesse a ver com o mundo animal. Ainda miúdo, tornei-me membro da Greenpeace. Recordo-me bem da discussão sobre energia nuclear em Portugal, dos autocolantes antinucleares com os smileys amarelos, e do impacto que esses temas já tinham em mim, apesar de ser ainda muito jovem. No 9.º ano, na Escola Secundária de Valadares, tive um professor que marcou bastante o meu percurso. Com ele e outros colegas, formámos um grupo ligado à questão ambiental. Montámos um sistema de suporte de vida para peixes, uma estrutura mais próxima de um pequeno ecossistema do que de um aquário comum. Já naquela altura, percebia que a minha curiosidade estava muito ligada às ciências da natureza e ao ambiente e, de forma especial, ao meio aquático.

 

Porquê esse fascínio pela área do ambiente?

Não tive propriamente referências familiares e de amigos nesta área. Foi uma área que fui explorando e que me inquietava. Naquela altura, o ambiente não era um tema “da moda”. Mas, para mim, já tinha importância. Sentia que havia uma relação emocional forte com a natureza, um impulso para querer compreender e proteger. Não conhecia os conceitos que hoje usamos, como “economia circular”, mas já intuía que não era possível mantermos uma lógica predatória sobre os recursos naturais.

 

É na sequência desse seu interesse que se candidata à licenciatura em Engenharia do Ambiente da Escola Superior de Biotecnologia.

Cheguei a estar muito inclinado para o curso de Ciências do Meio Aquático no ICBAS, mas acabou por não acontecer, porque um primo meu, que estudava Direito na Universidade Católica, falou-me de um curso novo que ia abrir em Engenharia do Ambiente da Escola Superior de Biotecnologia. A proposta pareceu-me interessante e acabei por me candidatar ao ano zero.

 

De que forma é que a licenciatura foi ao encontro do seu entusiasmo e inquietação pelas questões do Ambiente?

O curso veio dar estrutura e racionalidade a uma inquietação que era, até então, sobretudo emocional. A Engenharia ensinou-me a pensar em soluções, ensinou-me a colocar-me diante de problemas e procurar como os resolver. Começávamos a viver uma fase em que a União Europeia desenvolvia legislação ambiental relevante: na área da água, dos resíduos, das emissões… Não se falava ainda de clima com a intensidade de hoje, mas o tema das alterações climáticas e do aquecimento global começava a ganhar terreno. Como o curso era da Escola Superior de Biotecnologia, tinha uma abordagem multidisciplinar e diferenciada. Estávamos rodeados de alunos e professores das áreas da Microbiologia e da Engenharia Alimentar, e isso obrigava-nos a pensar de forma mais aberta e articulada.

 

O que é que foi mais marcante para si no seu percurso na Universidade Católica?

A tolerância, a cooperação e a bondade foram valores que aprendi na Universidade Católica e que me marcaram profundamente até hoje. Éramos poucos alunos e isso criou um ambiente muito próximo. Entre alunos, havia uma ligação forte, quase como uma grande turma. Entre alunos e professores, havia proximidade e respeito. A autoridade não se exercia de forma autoritária, mas sim pelo exemplo. Nunca assisti a conflitos ou tensões, nem dentro nem fora das aulas. Ao contrário de outras universidades onde se falava de contextos mais agressivos, na Católica vivia-se um ambiente profundamente bom, onde imperava a tolerância, a cooperação e a bondade. O bar da Escola, por exemplo, era frequentado por alunos de outras instituições, precisamente porque ali se sentia um ambiente diferente, mais saudável e respeitador.

 

De que forma é que esse ambiente o influenciou?

O ambiente da Católica não foi apenas um contexto favorável. A Católica influenciou o que sou hoje e todos os colegas daquela geração partilham, de certa forma, essa marca. Aprendemos a pensar de forma holística, a integrar diferentes áreas do saber. Até ao terceiro ano, tínhamos várias cadeiras em comum com os outros cursos. Isso obrigava-nos a discutir problemas em conjunto, a encontrar soluções a partir de olhares complementares.

 

Como aplica essa visão enquanto presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto?

Vivemos num mundo cada vez mais instável, volátil e ansioso. As relações de força mudam de um dia para o outro, as decisões são contraditórias, os cenários imprevisíveis. Neste contexto, é fundamental manter a consistência e a clareza de propósito. E isso só se consegue com pensamento coletivo, empatia, tolerância, uma visão integrada e humanista.

A Metro do Porto é uma infraestrutura absolutamente transformadora. É a espinha dorsal da mobilidade da região. Estamos num momento de grande expansão com novos investimentos, novas linhas, maior cobertura. Estamos a chegar a territórios onde não havia transporte público estruturado e a melhorar o serviço onde já existia. É uma operação com um investimento global de cerca de dois mil milhões de euros, com enorme impacto na vida quotidiana das pessoas. Liderar esta organização significa estar permanentemente a gerir múltiplas dimensões. A motivação nasce da clareza do propósito e da perceção do impacto do nosso trabalho. Gosto de lembrar a quem trabalha comigo que estamos do lado certo da história. Que aquilo que fazemos tem um efeito que se sente todos os dias: na redução do tempo de deslocações, na coesão territorial, na criação de oportunidades para quem vive longe dos centros urbanos. Na Metro, trabalhamos muito sob pressão. Os projetos são complexos, os prazos apertados, os interesses múltiplos. Há momentos de tensão, é inevitável. Mas é exatamente nesses momentos que é preciso recordar a missão maior: estamos a ajudar a transformar a cidade e a melhorar e transformar a vida das pessoas.

 

Acha que a sociedade está, hoje, mais desperta para a importância da mobilidade sustentável?

Gostava de dizer que sim, mas temo que ainda haja um longo caminho. Em alguns contextos, até parece que estamos a andar para trás. Veja-se o debate atual nos Estados Unidos sobre o fim dos incentivos aos veículos elétricos. Até podemos discutir se a eletrificação é a única solução, mas o essencial é reconhecer que as alterações climáticas existem e que as emissões de carbono contribuem para esse fenómeno. Mas mesmo para quem insiste em negar estas evidências, há factos que se impõem na nossa realidade, como são exemplo os congestionamentos. Um estudo do Tribunal de Contas Europeu de 2021 apontava que os congestionamentos urbanos custam à Europa 280 mil milhões de euros por ano. Na Área Metropolitana do Porto, um cidadão passa em média 70 minutos por dia no trânsito. Isso dá cerca de 30 dias por ano. Ou seja, estamos mais tempo no trânsito do que em férias. Será que as pessoas já pensaram verdadeiramente nisto? Mas, por agora, o essencial é garantir mais e melhor oferta de transporte público: com mais frequência, mais conforto, mais pontualidade e mais regularidade. Só assim se consegue que a escolha pelo metro, pelo autocarro ou pelo comboio seja uma escolha racional e vantajosa. É, também, preciso que o serviço exista, que funcione e que responda às necessidades das pessoas. É preciso oferecer mais conforto, frequência, pontualidade. O transporte público tem de competir com o carro, que tem a seu favor um enorme investimento publicitário. Mas claro que só a oferta não é suficiente, é mesmo necessário uma mudança de hábitos e sabemos bem como é difícil mudá-los.

 

O que é que o move?

Desde a minha juventude, o propósito é o mesmo – o ambiente. A mobilidade está no centro das questões ambientais. Quando falamos de mobilidade, o impacto é mais do que apenas ambiente. Estamos a falar de impacto social, económico e humano. Quando expandimos uma linha, damos acesso a novos mercados de trabalho, reduzimos desigualdades, melhoramos a qualidade de vida das pessoas. Por isso, estamos a falar de dar às pessoas a possibilidade de uma vida melhor e isso é o mais importante. Que, no fundo, entronca com o espírito da Universidade Católica, o tal espírito de tolerância, bondade e cooperação que acaba por motivar e dar propósito à minha vida.

 

03-07-2025

Artista plástico Pedro Huet expõe "Karle: Cartas" na Escola das Artes

"Karle: Cartas", do artista portuense Pedro Huet (n. 1993) e com curadoria de Nuno Crespo, é a nova exposição da Escola das Artes. O trabalho apresentado propõe um diálogo entre objetos fílmicos, fotográficos e escultóricos, cruzando estruturas narrativas com imaginários fragmentados.

Karle é o nome de uma personagem, cuja forma é desconhecida, destinatária de uma série de cartas onde se reflete sobre os dias guiados por máquinas, intersecções entre natureza e tecnologia, entre capitalismo e trabalho e os animais que nos acompanham. Ao longo de uma hora, estes textos vão-se desvendando, acompanhados por imagens vertiginosas onde diferentes locais se cruzam para questionar a forma como os construímos e habitamos - entre natureza e zonas residenciais, empresarias ou industriais.

Em "Karle: Cartas", o espectador pode viajar por estes lugares, como se estivesse numa dimensão virtual, ou como se os seus olhos fossem a câmara que permite captar essas imagens e pudessem ser transportados de um para outro ambiente.

Artista plástico a viver e trabalhar no Porto, a prática artística de Pedro Huet tem-se desenvolvido em torno de teias narrativas que se servem de objetos fílmicos, fotográficos ou escultóricos para refletirem sobre estruturas, discursos ou imagéticas que têm vindo a moldar a forma como vivemos e nos organizamos.

Esta exposição integra o programa Porto Summer School on Art & Cinema "Technology/Transformation", que se realiza de 30 de junho a 4 de julho de 2025, na cidade do Porto, e que inclui conferências, cinema e um concerto. Com curadoria de Daniel Ribas, Inês Grosso, João Laia, José Alberto Gomes e Nuno Crespo, a Porto Summer School on Art & Cinema reforça a ligação entre a academia e o tecido cultural do Porto, trazendo à cidade nomes incontornáveis da arte contemporânea nacional e internacional.

A exposição "Karle: Cartas"  estará patente até setembro no Porto, na Sala de Exposições do Católica Art Center que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

03-07-2025

Projeto do CBQF entre os cinco finalistas do Prémio Bolsa Jorge de Mello Indústria e Inovação

O projeto “RECELDERMIS – Advancing 3D Skin Models with Rabbit Derived Dermis for scalable in vitro screening”, do grupo de Biomateriais e Tecnologia Biomédica do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), foi selecionado como um dos cinco finalistas do Prémio Bolsa Jorge de Mello Indústria e Inovação, entre 55 propostas elegíveis.

A iniciativa resulta de uma colaboração entre as investigadoras Ana Leite Oliveira, Viviana Pinto Ribeiro e Marta Rosadas (CBQF), Alda Sousa (Cortadoria Nacional do Pêlo) e Brigitte Onteniente (Phenocell AXOL, França), e tem como objetivo o desenvolvimento de modelos de pele 3D mais éticos e escaláveis para testes in vitro.

Para Ana Leite Oliveira, “esta distinção reflete não só a qualidade da investigação no CBQF, mas também o valor das parcerias com a indústria para criar soluções com impacto real”.

A nomeação do projeto como finalista reforça o compromisso da Escola Superior de Biotecnologia e do Centro de Biotecnologia e Química Fina com a inovação colaborativa, a ciência aplicada e a promoção de práticas mais sustentáveis e éticas no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.

A Bolsa Jorge de Mello – Indústria e Inovação afirma-se como um estímulo à investigação aplicada em Portugal, promovendo a colaboração direta entre o meio académico e o setor empresarial.

02-07-2025

Escola de Enfermagem dinamiza formação em Suporte Básico de Vida com escuteiros

Docentes e alunos da Licenciatura e do Mestrado em Enfermagem da Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa promoveram recentemente uma ação formativa em Suporte Básico de Vida (SBV) dirigida ao Agrupamento de Escuteiros 521 – Senhora da Hora, reforçando o compromisso com a capacitação da comunidade para agir em situações de emergência.

A formação contou com a participação de 18 escuteiros, de diferentes idades, e foi conduzida pelas docentes Constança Festas e Clara Braga, com o apoio das estudantes do 4ºano de Enfermagem, Maria João Costa Leite, Inês Rodrigo e Ana Beatriz Mayer.

Segundo um dirigente do Agrupamento de Escuteiros 521 da Senhora da Hora, “momentos formativos como os de hoje são de extrema importância para o nosso Agrupamento de Escuteiros e para a nossa associação. Enquanto educadores não formais dos nossos jovens, é necessário prepará-los para a vida futura, dando-lhes ferramentas que lhes permitam atuar em caso de emergência, bem como nas atividades com as suas particularidades da vida em campo. Estas ações formativas ensinam práticas que salvam vidas.”

02-07-2025

Porto acolheu conferência internacional sobre o futuro sustentável da alimentação

A investigação de ponta em proteínas e coloides alimentares passou pelo Porto quando, de 16 a 18 de junho de 2025, a Universidade Católica Portuguesa acolheu a décima edição do CIPCA – Conferência Internacional sobre Proteínas e Coloides Alimentares. Sob o lema “Abordagens Inovadoras em Proteínas e Coloides Alimentares para um Futuro Sustentável”, o encontro funcionou como um fórum multidisciplinar onde cientistas, profissionais da indústria e jovens investigadores exploraram como os avanços na ciência das proteínas e nos sistemas coloidais podem impulsionar a inovação alimentar, a sustentabilidade e a saúde pública. Organizada pelo Centro de Biotecnologia e Química Fina, a conferência reforçou o papel de Portugal na vanguarda da investigação que transforma conhecimento fundamental em aplicações industriais e soluções concretas para os desafios do setor alimentar.

Ao longo de três dias, reuniram-se 108 participantes de 14 países – da Alemanha ao Peru, passando pela Dinamarca, Itália, Micronésia ou Turquia – para apresentar e discutir as mais recentes inovações na área das proteínas alimentares. No total, foram partilhadas 38 comunicações orais e 60 apresentações em formato poster pitch, com a participação de 12 oradores convidados de referência internacional.

Entre os temas em destaque estiveram as novas fontes de proteína – como plantas, algas, insetos e soluções baseadas em fermentação de precisão – e os desafios que estas ainda enfrentam, desde o sabor ao valor nutricional e à aceitação por parte dos consumidores. O objetivo comum: desenvolver alimentos mais sustentáveis sem comprometer a qualidade ou o prazer de comer.

O programa incluiu ainda sessões sobre o desenvolvimento de novos produtos alimentares, soluções de embalagem biodegradável e estratégias para uma comunicação eficaz com os consumidores – aspetos cruciais para o sucesso da inovação nesta área.

Com mais de 95 comunicações científicas e uma forte articulação entre ciência e indústria, o CIPCA 2025 colocou Portugal no centro das soluções alimentares do futuro. Uma oportunidade única para acompanhar como a ciência está a transformar ingredientes emergentes em respostas concretas para os desafios do sector alimentar – e a moldar a alimentação do amanhã.

30-06-2025

Duas investigadoras do Centro de Biotecnologia e Química Fina entre as 10 finalistas portuguesas do programa Empowering Women in Agrifood 2025

Os projetos AgriDerma e BioUpCycle, ambos liderados por investigadoras do Centro de Biotecnologia e Química Fina, da Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica Portuguesa, foram selecionados para o programa EWA 2025 Portugal — Empowering Women in Agrifood, promovido pelo EIT Food, com o apoio da União Europeia. A iniciativa apoia mulheres empreendedoras com ideias inovadoras no setor agroalimentar, promovendo soluções sustentáveis, justas e resilientes.

O projeto AgriDerma, coordenado por Viviana Pinto Ribeiro, tem por base a valorização da pele de coelho, um subproduto da indústria alimentar habitualmente descartado, para o desenvolvimento de modelos 3D de pele humana, com aplicações nas indústrias cosmética, farmacêutica e biomédica. Através de processos biotecnológicos, a derme de coelho é transformada em matrizes dérmicas biocompatíveis para engenharia de pele humana. O objetivo é duplo: reduzir o desperdício agroindustrial e oferecer uma alternativa ética e sustentável a substitutos dérmicos e aos testes em animais. Com base numa patente internacional em colaboração com a Cortadoria Nacional do Pêlo e a Universidade Católica Portuguesa, o AgriDerma representa uma ponte entre ciência, sustentabilidade e inovação tecnológica. Nos próximos três anos, prevê-se escalar a produção e atingir o mercado europeu, promovendo uma bioeconomia circular e local.

“A participação no EWA 2025 é uma oportunidade única para acelerar o impacto do AgriDerma e ampliar a visibilidade de soluções científicas que promovem a sustentabilidade e a inovação”, sublinha Viviana Pinto Ribeiro, coordenadora do projeto.

Já o projeto BioUpCycle, representado por Ana Martins Vilas Boas, é resultado do trabalho conjunto de cinco investigadoras na área da biotecnologia e ciência alimentar, unidas pela missão de valorizar resíduos agroindustriais de forma sustentável. A proposta nasceu no âmbito de um curso de empreendedorismo científico, onde a equipa estruturou o modelo de negócio e o plano de impacto. A BioUpCycle propõe transformar resíduos de frutas e legumes em bioestimulantes sólidos e líquidos, que regeneram o solo e promovem o crescimento de culturas, e em meios de cultura líquidos, com aplicações em biotecnologia e microbiologia. Estes produtos são desenvolvidos localmente, com processos biotecnológicos sustentáveis, reduzindo o desperdício e promovendo práticas agrícolas mais ecológicas.

“Estamos muito entusiasmadas por integrar esta rede de mulheres inovadoras e por continuar a desenvolver soluções com impacto real no setor agroalimentar!”, afirma Ana Martins Vilas Boas, que representa a equipa da BioUpCycle ao longo do programa.

Com a seleção de dois projetos do mesmo centro de investigação, a Universidade Católica Portuguesa destaca-se no panorama nacional de inovação agroalimentar liderada por mulheres, reforçando o papel transformador da ciência na construção de um futuro mais sustentável.

30-06-2025

Investigadora do CBQF premiada com distinção europeia na área da biologia vegetal

A investigadora Marta Nunes da Silva, do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), foi distinguida com o FESPB Young Researcher Prize 2025, atribuído pela Federação Europeia das Sociedades de Biologia de Plantas (FESPB).

Este prémio, concedido bienalmente, reconhece jovens investigadores que se tenham destacado na área da biologia vegetal a nível europeu, e constitui uma distinção de elevado prestígio no panorama científico internacional.

Como parte deste reconhecimento, a investigadora foi convidada a apresentar o seu trabalho na Plant Biology Europe 2025, a principal conferência europeia na área da biologia vegetal, que decorreu entre os dias 25 e 28 de junho em Budapeste, Hungria. A sua comunicação “Inside the host: Mechanisms of tolerance and control against vascular pathogens” aborda os processos de resistência e estratégias sustentáveis de controlo de agentes patogénicos, com enfoque em dois modelos de estudo de elevada relevância agroflorestal.

Além do reconhecimento institucional, o prémio conta com o patrocínio da revista Physiologia Plantarum, que atribui um apoio adicional ao vencedor, e com o convite da Journal of Experimental Botany para a publicação de um artigo, proporcionando uma oportunidade valiosa de divulgação científica internacional.

Para a investigadora, "Este prémio não é apenas um reconhecimento do meu trabalho individual, mas também do ambiente científico estimulante e do apoio contínuo que encontrei no CBQF."

 

27-06-2025

Explore o Renascimento das Artes Liberais com a T4EU WEEK TransformEd

"A tradição das Artes Liberais começou com uma questão simples mas radical: O que significa ser livre? Não apenas no sentido político, mas intelectualmente, moralmente e imaginativamente. Este modelo de educação convida os estudantes a envolverem-se em textos difíceis e questões incómodas; a descobrirem como a linguagem, a cultura, o poder e o conhecimento se entrelaçam; e a desenvolverem a capacidade de interpretar, desafiar e criar."

A Universidade Católica Portuguesa, membro da Aliança Transform4Europe, abriu candidaturas para a T4EU WEEK TransformEd: Renaissance of Liberal Arts, que terá lugar de 20 a 24 de outubro de 2025, em Kaunas, Lituânia. Há 5 vagas, com todas as despesas pagas, para alunos de licenciatura, mestrado e doutoramento da Católica participarem nesta experiência cultural e curso imersivo.

A Semana T4EU acontecerá na Universidade Vytautas Magnus com uma agenda que combina atividades acadêmicas e culturais. Durante o evento, os estudantes participam num curso selecionado de entre os nove disponíveis: Making Sense of Disagreement: How to Communicate Effectively with Epistemic and Moral Awareness; The Idea of Europe; Critical Heritage; Globalization and International Communication; Field Notes to Frontlines: Anthropology That Matters; Creating A Musical from Scratch: Workshop Internacional de Teatro Musical; GIS 360°: Mapas que Transformam a Sociedade; Conservação da Biodiversidade: Understanding, Threats & Solution e Climate Change Science and Solutions.

Além das aulas, haverá várias atividades opcionais, incluindo eventos desportivos, culturais e científicos, promovendo a troca de experiências entre os participantes das 10 universidades europeias.

Ao longo de cinco dias, os participantes irão explorar temas na intersecção entre conhecimento e cuidado, tradição e inovação. Em vez de oferecer respostas prontas, este modelo encoraja o questionamento profundo, a exploração interdisciplinar e o crescimento pessoal. Através de discussões na encruzilhada do conhecimento, da cultura e da responsabilidade, os estudantes envolver-se-ão em ideias complexas e desenvolverão as ferramentas para ligar disciplinas e comunidades.

Cada curso oferece 3 ECTS, reconhecidos no Suplemento ao Diploma da Universidade Católica, e incluirá componentes presenciais e online.

As candidaturas estão abertas até 7 de junho e devem ser submetidas online aqui. Os resultados da seleção serão anunciados até 14 de julho de 2025. Mais informações estão disponíveis na página oficial do Transform4Europe no site da Católica, na página do Transform4Europe ou via email para t4eu@ucp.pt.

 

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27-06-2025

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