X

Novidades

RUMO à Saúde abre portas a oportunidades internacionais para estudantes de Enfermagem

A Universidade Católica Portuguesa no Porto promoveu a 3.ª edição do RUMO à Saúde – Oportunidades Internacionais, um evento dedicado à empregabilidade e mobilidade internacional na área da Saúde. Dirigida sobretudo a estudantes finalistas da Licenciatura em Enfermagem, esta iniciativa visou dar a conhecer possibilidades concretas de trabalho fora de Portugal, num setor com forte procura de profissionais qualificados a nível europeu.

Realizado em formato online, o evento reuniu um hospital universitário – o Centro Hospitalar Universitário de Liège – e seis empresas internacionais de recrutamento - Amplia Talents, Holalemania, Moving People, Temporales Group (Care Talent), Ventimiguis e Vitae Professionals.

A apresentação das empresas esteve a cargo de Tânia Costa, docente e coordenadora das Relações Internacionais e Mobilidade da Escola de Enfermagem (Porto) da UCP. A sessão contou com a presença de cerca de 100 estudantes finalistas, refletindo o interesse crescente pelas oportunidades de internacionalização no início de carreira.

A iniciativa, que decorreu a 2 de junho, integra a estratégia da Universidade Católica no apoio à empregabilidade dos seus estudantes, levada a cabo pelo Serviço de Estudantes e Empregabilidade, que tem a seu cargo a organização de eventos e feiras de empregabilidade, oficinas de empregabilidade, portal de emprego, apoio a estágios e apoio aos estudantes nesta temática.

11-06-2025

Nuno Pinheiro Torres nomeado secretário de Estado Adjunto da Política da Defesa Nacional

Docente da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa, Nuno Pinheiro Torres, integra o XXV Governo Constitucional como secretário de Estado Adjunto da Política da Defesa Nacional. A cerimónia oficial de tomada de posse teve lugar a 6 de junho, pelas 12h00, no Palácio Nacional da Ajuda.

Com uma carreira consolidada na área do Direito Internacional, Nuno Pinheiro Torres faz parte do corpo docente do International Studies Programme da Universidade Católica Portuguesa. Em novembro de 2024, foi nomeado membro executivo do Conselho de Administração da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).

Ao longo do seu percurso profissional, acumulou vasta experiência em organismos nacionais e internacionais, tendo desempenhado funções como diretor-geral de Política de Defesa no Ministério da Defesa Nacional entre 2012 e 2020. Participou, ainda, na missão das Nações Unidas para a investigação de crimes cometidos pelo Da’esh/ISIL no Iraque (UNITAD), bem como na Administração Transitória das Nações Unidas em Timor-Leste (UNTAET).

Refira-se que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, são antigos alunos da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa, sendo este último também docente convidado na área de Ciência Política.

09-06-2025

Católica Porto Business School e Universidade dos Açores lançam Pós-Graduação em Gestão Sustentável

Resultado de uma parceria entre a Universidade Católica Portuguesa (Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia) e a Universidade dos Açores (Faculdade de Ciências Agrárias e do Ambiente e Faculdade de Economia e Gestão), a Pós-Graduação em Gestão Sustentável pretende capacitar profissionais para integrar a sustentabilidade no centro das decisões estratégicas e operacionais das organizações. Com início previsto para setembro de 2025, as aulas vão ter lugar no Campus de Angra do Heroísmo, na Terceira. 

O programa tem uma abordagem multidisciplinar e prática, cruzando a sustentabilidade com áreas como as finanças, o marketing, a liderança ou a estratégia corporativa. Ao longo do curso, os participantes vão desenvolver um plano de ação para a sustentabilidade, adaptado à realidade das suas empresas ou áreas de intervenção. 

“Precisamos de líderes que saibam criar valor sem comprometer o futuro”, afirma o diretor da Católica Porto Business School, e um dos diretores da pós-graduação, João Pinto. “Esta formação responde à urgência de preparar profissionais capazes de tomar decisões informadas, éticas e alinhadas com os desafios ambientais e sociais que enfrentamos”. 

Também Nuno Martins, professor catedrático da Católica Porto Business School e outro dos diretores da pós-graduação, sublinha a atualidade do programa: “os problemas complexos que atravessamos exigem soluções integradas. A Pós-Graduação em Gestão Sustentável cruza pensamento estratégico com sustentabilidade, e dá resposta a uma necessidade real das organizações”. 

A parceria com a Universidade dos Açores confere ao programa uma dimensão territorial e ambiental relevante. Para João Carlos Teixeira, diretor da pós-graduação e docente da Faculdade de Economia e Gestão da instituição açoriana, “esta formação representa uma oportunidade para preparar quadros que compreendam o valor da sustentabilidade em contextos reais e periféricos, com impacto direto nas comunidades e nos ecossistemas locais”. 

 

As candidaturas já se encontram abertas, e os interessados podem obter mais informações na página oficial da pós-graduação: catolicabs.porto.ucp.pt/gestao-sustentavel 

Sobre a Católica Porto Business School  

A Católica Porto Business School está entre as melhores escolas de negócios do mundo, fazendo parte de um grupo muito restrito, a nível global, de 1% de escolas com distinções de acreditação EQUIS, AMBA e AACSB. Integra também o Top100 do Financial Times European Business School Rankings – 2024. Este reconhecimento atesta a excelência de toda a atividade, incluindo Ensino, Investigação e Impacto na Sociedade. A Católica Porto Business School é uma faculdade da Universidade Católica Portuguesa reconhecida internacionalmente pelo desenvolvimento integral de profissionais para uma sociedade sustentável e global, assim como pela produção de conhecimento nas áreas da Gestão e da Economia. https://catolicabs.porto.ucp.pt 

06-06-2025

Investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina reforçam cooperação em biofabricação para a saúde

A cidade de Vigo acolheu a IV Conferência IBEROS+, um encontro que reuniu os 17 grupos de investigação que integram o Instituto de Biofabricação em Rede para o Envelhecimento Saudável (IBEROS+), bem como representantes de empresas e centros de inovação da Galiza e do Norte de Portugal, nomeadamente do Centro de Biotecnologia e Química Fina. O objetivo: partilhar avanços científicos, identificar sinergias e potenciar novas colaborações na área da biofabricação.

Ana Leite Oliveira, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia, destacou a importância desta rede para a investigação em curso: A rede IBEROS+ tem sido fundamental para o grupo de Biomateriais e Tecnologia Biomédica criar parcerias estratégicas em áreas técnicas complementares à nossa, completando o ciclo de desenvolvimento dos materiais e tecnologias que temos proposto. Por exemplo, a validação da resposta imune, dos materiais que estamos a desenvolver, com vista a garantir a segurança e eficácia dos mesmos, tem sido possível graças à colaboração com o grupo da investigadora África González da Universidade de Vigo, dada a sua reconhecida experiência na área.

Ao longo da conferência, foram apresentadas as competências e linhas de investigação dos diferentes membros do consórcio, com especial destaque para o desenvolvimento de terapias avançadas, a bioimpressão 3D e a engenharia de tecidos e órgãos.

A sessão de abertura esteve a cargo de Lorena Boquete, em representação do Centro de Fabrico de Terapias Avançadas da Galiza (Galaria), que destacou a importância de transformar os avanços em biofabrico em soluções clínicas concretas, com impacto direto na saúde pública.

Daniel Nieto apresentou os projetos do Laboratório de Biofabricação Avançada do CICA (Universidade da Corunha), centrados na bioengenharia translacional e na inovação em bioimpressão. Já María Gloria Álvarez deu a conhecer o trabalho da plataforma de impressão 3D do Instituto de Investigação Biomédica da Corunha (INIBIC), com foco na prototipagem de dispositivos médicos e participação em redes internacionais.

A componente empresarial foi sublinhada por Loli Pereiro, diretora do Bioga – Cluster Galego das Ciências da Vida –, que salientou o papel das empresas e centros de I&D na transferência de tecnologia nas áreas do agroalimentar, biomateriais, bioprocessos e biomedicina.

Durante a conferência, os membros do consórcio IBEROS+ apresentaram ainda os progressos dos projetos colaborativos em curso, assim como os primeiros contributos para o Livro Branco sobre Biofabricação. Este documento estratégico procurará antecipar tendências e apoiar a tomada de decisão por parte de investigadores, decisores políticos e empresas da Eurorregião Galiza–Norte de Portugal, face a um mercado em forte expansão.

O evento, que se realizou a 30 de maio, reforçou, mais uma vez, o valor das redes de colaboração transfronteiriça para acelerar a inovação e posicionar a Eurorregião como uma referência na medicina regenerativa, bioimpressão e bioengenharia ao nível europeu.

05-06-2025

Chukwuemeka Gerald Ugwuanyi: “Recomendo vivamente estudarem na Universidade Católica Portuguesa no Porto!”

Chukwuemeka Gerald Ugwuanyi tem 38 anos e é nigeriano. É estudante do Mestrado em Engenharia Biomédica da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Entusiasmado pelo currículo do curso, Chukwuemeka Gerald Ugwuanyi veio atrás do desejo de aprofundar o seu conhecimento nesta área para poder seguir para investigação. Planos para o futuro? Voltar para a Nigéria para poder contribuir para o desenvolvimento da área da Engenharia Biomédica. Lugar preferido do Porto? A praia!

 

É estudante do Mestrado em Engenharia Biomédica da Escola Superior de Biotecnologia. Porquê a escolha deste mestrado?

Na Nigéria, estudei Engenharia Eletrónica. Antes de vir para o Porto, trabalhava como engenheiro de software na área da tecnologia para a saúde. Na área da Engenharia Biomédica, tenho especial interesse em Engenharia de Tecidos e Neuro próteses. Escolhi este mestrado porque o plano curricular me motivou muito. A Engenharia Biomédica é uma área muito ampla e, consoante a instituição, pode ter uma vertente mais focada na física ou na engenharia eletrónica, ficando a parte clínica e biológica mais como complemento. No caso da Católica, como o mestrado é oferecido pela Escola Superior de Biotecnologia, o foco está na componente biotecnológica. É um mestrado único. Claro que também há conteúdos da área da engenharia, mas a estrutura curricular tem uma abordagem muito centrada na biotecnologia, com muitos professores e investigadores da área.

 

Como é que descobriu a Universidade Católica Portuguesa no Porto e o mestrado que frequenta?

Descobri sobretudo através do website. A informação estava muito clara, tanto sobre o currículo como sobre os professores. Havia também detalhes práticos sobre propinas e calendário, o que ajudou muito na decisão. Além disso, troquei alguns e-mails com os serviços académicos, que foram muito prestáveis e esclareceram todas as minhas dúvidas. Acabou por ser tudo uma surpresa agradável para mim. Eu nem conhecia a cidade do Porto. Conhecia Lisboa e o Algarve, mas não o Porto. Foi o interesse pela Católica que me levou a conhecer o Porto.

 

Como decorreu o processo de adaptação?

Adaptei-me bem e tive uma surpresa muito positiva: houve sempre uma grande quantidade de pessoas dispostas a ajudar. Para quem acaba de chegar sozinho a um país novo, é muito reconfortante saber que há pessoas que nos podem dar apoio e que podem ajudar no processo de integração.

 

Como descreve o ambiente académico da Universidade Católica?

A Universidade Católica no Porto tem-me proporcionado, até agora, um ambiente de aprendizagem muito positivo. É revigorante poder conviver com um grupo tão vasto de pessoas intelectualmente curiosas, reunidas numa só comunidade. A minha relação com os colegas e professores é calorosa e motivadora. Todos demonstram entusiasmo em apoiar-se mutuamente nas explorações académicas. Através da Católica, também já tive a oportunidade de me envolver noutras causas, como é exemplo o voluntariado que fiz na cantina da Porta Solidária. Foi uma experiência muito boa. Outro aspeto importante de destacar é o facto de o horário das aulas ser compatível com a vida profissional e permite que os estudantes mantenham a sua atividade profissional em paralelo, se necessário.

 

Como é a relação com os professores?

Há uma proximidade grande com os professores e há uma grande vontade para nos ajudarem em tudo o que precisamos. Quando algum aluno tem dúvidas, os professoras não hesitam em dar-nos todo o apoio necessário. Outro elemento importante de destacar é o facto de os professores não estarem exclusivamente preocupados em darem a matéria que lhes compete. A preocupação dos professores é genuína e o que mais querem é acompanhar-nos no nosso percurso académico. É um tipo de postura que não é habitual, é rara e, por isso, é de grande valor para todos os que estudam na Católica. É um aspeto muito diferenciador.

 

De que forma considera que estudar na Universidade Católica vai impactar o seu futuro profissional?

Desde já, os professores mostram-nos como aquilo que estamos a aprender se aplica na indústria. Em algumas cadeiras, chegam a convidar profissionais do setor para nos explicarem como usam esses conhecimentos no dia a dia. Isso ajuda-nos a perceber qual pode ser o nosso caminho. Acredito que estudar na Católica vai ter um impacto muito positivo na minha vida profissional.

 

Quais os planos que tem para o seu futuro profissional?

O meu objetivo, a curto prazo, é seguir para investigação. Idealmente, gostaria de fazer isso na Nigéria, porque é a minha casa e porque a área da Engenharia Biomédica ainda está pouco desenvolvida lá. Há muito a fazer. Mas o problema no meu país é mesmo a falta de oportunidades: quase não há empregabilidade nesta área. Por isso, é provável que os primeiros anos da minha carreira não possam ser passados na Nigéria, mas se possível, gostaria de regressar mais tarde e ajudar a criar e desenvolver esta área.

 

Porque é que é importante investir em investigação?

A investigação é um investimento a longo prazo. É como perguntar “Vale a pena mandar uma criança para a escola ou pô-la, desde nova, a trabalhar no campo?” Pode não haver retorno imediato, mas o impacto transforma gerações. A investigação responde às grandes questões, permite-nos melhorar vidas, desenvolver soluções - seja na saúde, na tecnologia, no ambiente. A investigação devia ser mais valorizada e apoiada, tanto pelos governos como pelas empresas.

 

E sobre viver no Porto… Como tem sido a hospitalidade?

Surpreendentemente acolhedora. As pessoas fazem questão de garantir que se percebe bem as indicações que se pede e fazem-no com entusiasmo!

 

Qual a maior diferença cultural sentida?

A comida, claro.

 

Qual o seu local preferido da Cidade do Porto?

A praia.

 

Que conselho daria a outros estudantes internacionais que estejam a considerar estudar na Universidade Católica no Porto?

Não hesitaria em dizer que é um bom local para estudar. Aqui terão todas as oportunidades para aprenderem a fundo a área que escolherem. Recomendo vivamente estudarem na Universidade Católica Portuguesa no Porto!

 

05-06-2025

Escola das Artes lança mestrado inovador em Criatividade Digital com parcerias Europeias

A Escola das Artes abre no próximo ano letivo um programa inovador na área da criatividade digital, uma área que combina arte, tecnologia e inovação, desenvolvido em colaboração com duas instituições parceiras.

Com foco na interdisciplinaridade, o programa Digicréa é oferecido por um consórcio de três instituições europeias: Universidade Católica Portuguesa (Portugal), Universidade Jean Monnet Saint-Étienne (França) e University of Silesia in Katowice (Polônia).

O Mestrado, com duração de dois anos, proporciona uma formação interdisciplinar e internacional, preparando os estudantes para os desafios do mercado global.  O programa é estruturado de forma que os estudantes passem um semestre em cada uma das universidades, sendo que o local do último semestre de estudos é escolhido pelo próprio estudante. 

O objetivo deste mestrado europeu é que os alunos se tornem na próxima geração de criadores nas diversas áreas artísticas, desenvolvendo competências multidisciplinares em imagem, som, música, vídeo, cinema, informática e arte digital

A primeira edição do Digicréa teve todas as suas vagas preenchidas, evidenciando o interesse crescente por formações que combinam criatividade e tecnologia. Foram aceites 23 alunos entre 136 candidatos de países como Polónia, EUA, Colômbia, Ucrânia, França, Geórgia, Taiwan, Rússia, Cazaquistão, Grécia, Argentina, Brasil, Turquia, México, Nigéria e Irão.

Para este curso, a União Europeia financiou 16 bolsas Erasmus Mundus e garantiu ainda a isenção de propinas para os outros 7 participantes.

Descobre mais informações sobre o programa aqui.

05-06-2025

BIP na Roménia: estudantes e investigadores da Faculdade de Educação e Psicologia em semana dedicada à aprendizagem socioemocional

A Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP) rumou à cidade de Cluj-Napoca, na Roménia, para participar num Blended Intensive Programme (BIP) dedicado ao tema “Evidence-based Practices in Psychology and Educational Sciences: Social and Emotional Learning (SEL) for the 21st Century. A FEP-UCP teve uma presença destacada no programa, com a participação ativa de docentes, investigadores e estudantes.

O BIP na Roménia, promovido ao abrigo do programa Erasmus+, e organizado pela Babeș-Bolyai University, combinou atividades de aprendizagem presencial intensiva com momentos de trabalho colaborativo virtual, reunindo participantes de várias universidades europeias em torno de um objetivo comum: desenvolver competências socioemocionais fundamentais – como a empatia e o pensamento crítico – ancoradas em práticas pedagógicas baseadas na evidência científica.

 

Conferência de abertura e contributos da Faculdade de Educação e Psicologia

O programa, que decorreu de 12 a 16 de maio de 2025, iniciou com uma conferência de Patrícia Oliveira-Silva, professora na FEP-UCP e diretora do Human Neurobehavioral Laboratory (HNL), que abordou o tema “Neuroscience of Belonging: Using empathy and neuroscience to rethink international education”. Com a sua intervenção, a docente convidou os participantes a pensarem na educação internacional como algo profundamente humano.

“A mensagem central que tentei transmitir foi que pertencer não é um luxo, é uma necessidade humana fundamental. E a neurociência torna-o claro. A dor social que sentimos quando somos excluídos ou ignorados ativa os mesmos circuitos cerebrais que a dor física. E é importante saber que isto não é uma metáfora, é biologia real”, afirma.

É por essa razão que a empatia é tão importante. “Quando concebemos as nossas salas de aula e os nossos campus tendo em mente a empatia, estamos a reduzir o peso neurológico da exclusão e os alunos sentem que pertencem àquele grupo”, aponta a docente.

 

Promoção de ambientes educativos mais inclusivos

Ainda durante a semana, Filipa Sobral, professora na FEP-UCP e investigadora no Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) e Eva Dias-Oliveira, professora na Católica Porto Business School (CPBS), conduziram uma sessão dedicada ao tema “SEL as a Foundation for Inclusive Environments”.

A sessão contou com duas partes complementares: uma dinâmica colaborativa de identificação de desafios vividos em contexto académico e uma análise fundamentada no modelo CASEL, com foco nas cinco competências SEL (autoconsciência, autorregulação, consciência social, competências relacionais e tomada de decisões responsável) e nos quatro contextos de aplicação: sala de aula, escola, família e comunidade.

“Foi extraordinário ver o entusiasmo e o envolvimento genuíno dos estudantes. A diversidade cultural e institucional dos grupos enriqueceu muito as discussões”, partilhou Filipa Sobral.

“Através das atividades colaborativas, os participantes mostraram não só uma compreensão profunda das competências socioemocionais, mas também como estas podem transformar verdadeiramente os ambientes académicos, tornando-os mais inclusivos, empáticos e acolhedores.”, remata.

 

Pensamento crítico e empatia em destaque no workshop do HNL

Um dos momentos centrais da semana foi a sessão dinamizada por Ana Moreno e Pedro Ribeiro, investigadores do HNL, sob o tema “Why Critical Thinking & Empathy Matter: Fostering Social Emotional Skills in Psychology Service Learning”.

“Este workshop foi a prova viva do quão frutífera pode ser a colaboração interdisciplinar e internacional”, sublinha Ana Moreno. “Na companhia do nosso colega Marco Valério, de Itália, um dos nossos estagiários internacionais vindo da LUMSA - Libera Università Maria Ss. Assunta, desenvolvemos uma experiência prática que desafiou os participantes a repensar a sua relação e intervenção nas comunidades onde atuam.”

Na perspetiva de Pedro Ribeiro, a sessão teve grande sucesso: “conseguimos dar aos participantes, não só a possibilidade de aplicar o conhecimento adquirido, como também uma boa referência para pensarem e desenvolverem projetos.”

Ana Moreno reforça que competências como o pensamento crítico e a empatia são fundamentais para qualquer psicólogo que quer ser bem-sucedido e eficaz: “A presença, a escuta ativa, a empatia e a capacidade de análise crítica são completamente basilares. Psicólogos do século XXI devem ser profissionais que abraçam além de saber ‘o que fazer’, compreendem ‘porquê’ e ‘para quem’ se destina a sua missão.”

 

Testemunhos de uma experiência transformadora

Os estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia que participaram no BIP destacam o impacto positivo da experiência.

Beatriz Pratas descreve a semana em Cluj-Napoca como "uma das mais enriquecedoras", destacando que a experiência internacional permitiu desenvolver "o nosso conhecimento em psicologia" e também "competências como autonomia e relacionamento com novas pessoas de outras nacionalidades".

Para Daniela Jara, esta experiência também permitiu “conhecer colegas de diferentes nacionalidades e contextos culturais, promovendo um intercâmbio intercultural enriquecedor e abrindo espaço à descoberta de novas perspetivas sobre o mundo". A estudante conclui: "Sem dúvida, regresso a Portugal com uma bagagem cheia de novas aprendizagens, novas amizades e com uma grande motivação de colocar em prática, no meu futuro profissional, tudo o que aprendi com esta experiência."

Por fim, Carlota Lobo partilha uma perspetiva semelhante. A estudante destaca particularmente como positivo "o contacto com estudantes e professores de diferentes países, o que permitiu uma verdadeira troca de ideias e culturas" e "a combinação entre o trabalho prático em equipa e as sessões teóricas, que foram muito bem organizadas". Carlota sublinha ainda que "a oportunidade de explorar um pouco da cultura e da história romena tornou a experiência ainda mais completa" e "recomenda vivamente a participação neste tipo de programa a qualquer estudante que queira sair da sua zona de conforto e crescer a vários níveis."

 

Internacionalização como compromisso formativo

A participação no BIP reforça o posicionamento da FEP-UCP como instituição empenhada numa formação sólida, global e humanista. Através da mobilidade internacional e do diálogo entre instituições, áreas científicas e culturas, os estudantes desenvolvem não só competências técnicas, mas também uma visão alargada e integrada do seu papel profissional.

Ana Moreno deixa uma mensagem aos estudantes que estejam a considerar participar em futuras edições do BIP: “digam ‘sim’ a novas ideias, aprendizagens e experiências. Programas como o BIP são uma porta para expandir o currículo formativo, mas mais do que isso, permitem abrir espaço para o crescimento pessoal e criação de ligações que transcendem fronteiras.”

Pedro Ribeiro conclui: “Vale a pena. É uma boa oportunidade para aprender e aplicar e, fora do contexto educativo, é uma boa oportunidade de fazer novos amigos, aumentar a network profissional, conhecer novas culturas e adquirir independência."

05-06-2025

Faculdade de Educação e Psicologia celebra 20 anos da Licenciatura em Psicologia com corrida comemorativa

A Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP) assinalou os 20 anos da Licenciatura em Psicologia com uma tarde de celebração, dinamismo e reencontros.

No dia 30 de maio de 2025, estudantes, alumni, docentes e colaboradores vestiram a camisola – literalmente – e participaram numa corrida comemorativa, que uniu gerações e reforçou o espírito de pertença à comunidade FEP-UCP.

O evento teve início com uma corrida simbólica, que partiu do campus da Universidade Católica no Porto e seguiu até ao Edifício Transparente. A iniciativa contou com a dinamização de Matilde Santos, alumni da Licenciatura em Psicologia e fundadora do Can Run Club, parceiro essencial do evento. O ambiente descontraído e entusiasta marcou o tom de toda a celebração, contagiando os presentes.

De regresso à Universidade, seguiu-se um momento de convívio com música, comida, bebida e muitas conversas à mistura. A forte adesão e o envolvimento dos participantes deram corpo a uma celebração que refletiu os valores da Faculdade: proximidade, partilha e compromisso com a saúde e o bem-estar.

 

“Mais do que uma corrida, foi um momento de encontro”

A Diretora da FEP-UCP, Raquel Matos, destacou a importância do evento: "Esta foi uma forma muito especial de celebrar os 20 anos da Licenciatura em Psicologia. A presença de tantos elementos da nossa comunidade mostra que o percurso que iniciámos há duas décadas continua vivo e dinâmico. Mais do que uma corrida, este foi um momento de encontro".

Matilde Santos concorda: “celebrar os 20 anos da Licenciatura em Psicologia na Católica com esta corrida foi muito especial. Se há coisa que este curso me ensinou, foi a valorizar as relações humanas. E foi exatamente isso que esta corrida procurou fazer: ligar alunos, ex-alunos e professores através do desporto”. A ex-aluna e dinamizadora da corrida espera que estas iniciativas continuem: “É preciso inovar para chegar aos jovens, e acredito que a Católica está no caminho certo.”

 

“Os quilómetros percorridos são apenas o início de muitos outros que vamos correr juntos”

Para Carolina Garcez, estudante da Licenciatura em Psicologia, a corrida foi uma experiência muito especial, uma vez que “foi uma ótima oportunidade para interagir com os professores e colegas fora do ambiente de sala de aula. O clima era leve, animado, e cheio de energia positiva. Depois da corrida, o convívio foi um momento de muita diversão, que nos uniu ainda mais como comunidade académica!”.

A também estudante da Licenciatura, Ir. Thaís Vogt, destaca o simbolismo da corrida: “Foi uma honra e uma enorme alegria celebrar estas duas décadas de história, sobretudo ao lado de quem esteve lá desde o início, de quem sonhou, acreditou e tornou realidade o percurso que hoje continuamos a trilhar.”

“A corrida dos 5 km foi simbólica, mas também um sinal claro: a jornada continua. Os quilómetros já percorridos são apenas o início de muitos outros que ainda vamos correr, juntos, com a mesma coragem e paixão que nos trouxeram até aqui.”, acrescenta.

Esta celebração está perfeitamente alinhada com o objetivo de projetos como o UCP 2 Mental Health e o UCP4SUCCESS, dinamizados para promover o bem-estar dos estudantes e a sua melhor integração no contexto universitário, respetivamente.

A Faculdade agradece a todos os que participaram neste momento de celebração. Por mais 20 anos juntos, pelo menos!

 

Visualize o vídeo com alguns dos melhores momentos

05-06-2025

Exposição "Adesão de Portugal à União Europeia"

Durante o mês de junho, a Biblioteca do Paraíso, no campus do Porto da Universidade Católica Portuguesa, assinala o Dia da Adesão de Portugal à União Europeia — celebrado a 12 de junho — com a exposição “Adesão de Portugal à União Europeia”.

Esta exposição comemorativa convida o público a recordar este marco histórico e a conhecer melhor o percurso de Portugal desde 1986, através de imagens, documentos e momentos que marcaram a integração europeia do país.

Visite a mostra até ao dia 25 de junho.

04-06-2025

Universidade Católica lidera projeto europeu para promover carreiras intersectoriais em investigação e inovação no sector agroalimentar

Capacitar recursos humanos em investigação e inovação (I&I) através de formação avançada, reforçar a mobilidade entre sectores académico e não académico e desenvolver políticas que promovam carreiras mais atrativas, interoperáveis e sustentáveis são os grandes objetivos do novo projeto europeu designado por LETSGROW liderado pela Universidade Católica Portuguesa. Financiado pelo ERA TALENTS, concurso europeu HORIZON WIDERA 2024, este projeto envolve 11 parceiros de sete países europeus, entre os quais sete instituições académicas da aliança Transform4Europe e quatro entidades não académicas, incluindo uma empresa, um parque industrial, um centro tecnológico e a LIPOR.

O LETSGROW representa um passo ambicioso na construção de carreiras mais diversificadas, valorizadas e alinhadas com os desafios reais da sociedade e da indústria. Acreditamos que a transição para um sistema agroalimentar sustentável exige talentos capazes de cruzar fronteiras entre a ciência e a prática,”, destaca João Cortez, diretor do Research and Innovation Office da Universidade Católica Portuguesa. Em quatro anos, o LETSGROW vai procurar promover percursos profissionais que cruzem fronteiras sectoriais e geográficas, através da implementação de mecanismos estruturados de mobilidade entre os sectores académico e não académico. O projeto visa preparar recursos humanos em I&I com as competências necessárias para enfrentar os grandes desafios globais do sector agroalimentar – como a segurança alimentar, as alterações climáticas e a sustentabilidade – aliando investigação de excelência, experiência prática e inovação aplicada.

O LETSGROW parte da necessidade de tornar as carreiras em I&I mais interoperáveis, ou seja, capazes de cruzar fronteiras sectoriais e geográficas promovendo o reconhecimento das carreiras e percursos dos investigadores pelos vários setores, contribuindo para a criação de soluções concretas para problemas. Para isso, aposta em três eixos estratégicos: formação de excelência, com 37 atividades que abrangem temas como gestão de I&I, empreendedorismo, ciência aberta e tecnologias emergentes; a mobilidade estruturada, através da implementação de Planos de Desenvolvimento de Carreira Pessoal (PCDP), incluindo mobilidades de investigação e mobilidades de capacitação institucional, acompanhadas por sistemas de mentoria e planos de retorno; e o desenvolvimento de políticas e ecossistemas de carreira, com mapeamento de necessidades do ecossistema, criação de uma Comunidade de Prática, realização de workshops de co-criação e elaboração de um policy brief com recomendações para a promoção de carreiras em I&I mais atrativas e sustentáveis.

O consórcio do projeto integra a Universidade Católica Portuguesa, a LIPOR (PT), a Sofia University (Bulgária), a Vytautas Magnus University (Lituânia), a UAB Nando (Lituânia), University of Silesia (Polónia), University of Primorska (Eslovénia), Saarland University (Alemanha), a Universidad de Alicante (Espanha), National Technology Center for Canning (Espanha), a University of Alicante Science Park (Espanha). Esta replicação será potenciada através da aliança de universidades Transform4Europe.

Com este projeto, a Universidade Católica Portuguesa consolida o seu papel como líder europeia na capacitação de investigadores e gestores de ciência, posicionando-se como ponte entre o conhecimento académico e a aplicação prática. A coordenação do LETSGROW reflete a capacidade científica, organizativa e estratégica da Universidade para liderar consórcios multidisciplinares e intersectoriais no Espaço Europeu de Investigação.

Com um forte compromisso com a colaboração europeia, o desenvolvimento de competências e a mobilidade qualificada, o LETSGROW será também um modelo replicável noutros sectores,” refere João Cortez.

 

Mais informações

 

03-06-2025

Pages