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Francisca Magano: “A Justiça Social é concretizável através de pequenas conquistas diárias.”

Francisca Magano tem 34 anos, é natural de Aveiro e é a atual Diretora de Políticas de Infância e Juventude da UNICEF Portugal. Mudou-se para o Porto com 18 anos para estudar Psicologia na Faculdade de Educação e Psicologia, da Universidade Católica no Porto. Faculdade onde, também, se fez mestre em Psicologia da Justiça e do Comportamento Desviante. O voluntariado foi uma peça chave no seu percurso, porque abriu portas para a “área da cooperação internacional” e porque “permitiu o contacto com realidades diferentes e a compreensão do outro”. O que é que a move? A Justiça Social!

 

Desde cedo soube que queria estudar Psicologia. Qual a motivação para esta área?

Sempre houve uma vontade muito grande e muito explícita de lutar pela justiça. Tive a oportunidade de estudar sempre em escolas multiculturais e muito diversas e isso permitiu-me o contacto com diferentes realidades e algumas até muito complexas. Este contexto deixou-me sempre com vontade de lutar pelo melhor destas realidades e criou em mim uma sensibilidade grande. No fundo, nunca ponderei outra área que não a Psicologia. Quis sempre compreender o outro, sempre fui muito interessada pelas pessoas, sempre me fascinou compreender porque é que as pessoas se comportam de uma determinada maneira. Cheguei a participar naquelas sessões de orientação vocacional com o psicólogo da escola, mas sempre numa ótica de validar uma certeza que já tinha. 

 

E que se confirmou …

Sim, não há dúvidas! O engraçado é que hoje em dia olho para o que me rodeia da mesma forma. Sempre centrada na pessoa, no indivíduo e com vontade de construir a justiça social. Move-me esta vontade de trabalhar para conseguir promover lugares e relações mais justas.

 

“Entusiasmou-me o facto de poder contribuir para a própria construção do curso.”

 

Aos 18 anos sai de Aveiro e vem para o Porto para ingressar na Licenciatura em Psicologia na Universidade Católica. O que é que a motivou a fazer esta opção?

Em primeiro lugar, eu queria sair de Aveiro, mas não queria ir para muito longe. Como tenho família no Porto, pareceu-me uma boa opção. Entrei em 2006 para a Católica. As minhas primas já tinham estudado aqui e, por isso, tinha muitas referências positivas. Lembro-me que, quando vim conhecer a Católica e saber mais sobre o curso, me interessou muito o facto de ser um curso recente, com um corpo docente novo e com um programa curricular que também trazia muitas novidades. Entusiasmou-me o facto de poder contribuir para a própria construção do curso. Rapidamente tomei a decisão de que era aqui que queria ficar.

 

“Consegui que as minhas experiências de voluntariado fossem positivas e, acima de tudo, transformadoras.”

 

Qual a memória mais marcante dos seus tempos de licenciatura?

Fiz a minha primeira missão de GAS’África em 2007 e foi absolutamente marcante. Gostei tanto que voltei a repetir a experiência em 2008. Estive no Lubango, em Angola. Foi determinante e estruturante para as decisões que tomei a seguir e para o caminho que fui traçando. Nunca mais larguei a área da cooperação internacional. Foi, também, através desta experiência que acabei por me abrir ainda mais ao que a Católica tinha para me oferecer. Pude conhecer pessoas das outras faculdades da Católica no Porto e passei a estar mergulhada em diferentes atividades e sessões de formação. O tempo que eu passava na Católica ia muito para além do tempo que passava nas aulas e, por isso, a experiência foi muito enriquecedora. Fiquei muito desperta para os temas da justiça e do comportamento desviante e acabei por ingressar, depois de ter terminado a minha licenciatura, no Mestrado em Psicologia da Justiça e do Comportamento Desviante.

 

De que forma é que o voluntariado transformou a sua vida?

Para além de ter participado em duas missões do GAS’África, também participei em voluntariado regular numa casa de acolhimento. Foram duas experiências muito diferentes que me permitiram o contacto com realidades distantes da minha e foi essencial para o meu percurso e para aquilo que sou hoje. Todas as experiências foram marcantes e todas me colocaram numa espécie de conflito interior que me ajudou a olhar para o mundo por outra perspetiva. Na altura, enquanto estudante de psicologia, também foi muito bom, porque pude contactar com muitos dos temas que abordávamos nas aulas. Depressa percebi que o que aprendia não estava, afinal, só nos livros e nos artigos científicos. O voluntariado pôs-me em contacto com muitas dúvidas, questões essenciais e colocou-me a refletir e a querer agir em prol de uma justiça social. No fundo, foi sempre isto que me moveu e é isto que ainda hoje me move. Mais importante do que o voluntariado que fiz, foi também o acompanhamento que fui tendo e o esforço que fiz por ir compreendendo o que ia sentindo e todas as minhas inquietações. Só desta forma é que somos capazes de dar sentido a estas experiências. Consegui que as minhas experiências de voluntariado fossem positivas e, acima de tudo, transformadoras.

 

“Estou na UNICEF há 8 anos e sinto-me, verdadeiramente, realizada.”

 

Viveu 3 anos em Londres. O que é que destaca dessa sua experiência?

Comecei por ir para Londres, enquanto voluntária, para uma organização que acompanhava jovens estrangeiros. Mais tarde comecei a trabalhar numa outra organização que tinha projetos de educação na África subsariana. Eu geria os programas de educação e a relação com os parceiros em sete países da África subsariana. Essencialmente, mudo-me para Londres para ir à procura de desafios (risos). E confesso que foi isso que encontrei, apesar de, também, ser uma cidade acolhedora. Foi um grande desafio trabalhar noutra língua e numa organização que integra pessoas de diferentes partes do mundo. Para além disso, era uma organização pequena, mas com uma capacidade de escala e de impacto muito considerável. A uma dada altura estava a gerir um orçamento muito significativo e a tomar decisões sobre vários projetos. Cresci muito nestes 3 anos em Londres.

 

Porque é que voltou para Portugal?

Eu sempre disse que voltaria para Portugal se surgisse uma oportunidade nas Nações Unidas, concretamente na UNICEF, e acabou por acontecer. Estou na UNICEF há 8 anos e sinto-me, verdadeiramente, realizada.

 

Qual é a missão da UNICEF Portugal?

A UNICEF é o Fundo das Nações Unidas para a Infância e trabalha para defender e promover os direitos da criança em todo o mundo. Lutamos para que todas as crianças em qualquer lugar onde estejam, onde quer que vivam, tenham os seus direitos assegurados. Em Portugal, a missão é a mesma. Não temos programas de intervenção, como existe em mais de 150 países, e, por isso, aqui trabalhamos para a influência de políticas públicas e recolha de fundos os programas de terreno.

 

Atualmente, ocupa o cargo de Diretora de Políticas de Infância e Juventude. Foi sempre esta a função que ocupou ao longo destes 8 anos?

Não, quando entrei para a UNICEF integrei um programa específico: o programa das Cidades Amigas das Crianças. Entrei com a missão de relançar esse programa com as autarquias locais. Passados alguns anos é que fui convidada para criar o departamento de advocacy e políticas públicas. Somos sete pessoas neste departamento e a minha função é coordenar e dirigir a equipa. Trabalhamos diretamente com o Governo num conjunto de políticas em matéria de direitos da criança e com várias entidades públicas e privadas num conjunto de áreas prioritárias para as crianças, nomeadamente relacionadas com a pobreza infantil e com a integração de crianças migrantes em contexto escolar
na sociedade. Em suma, trabalhamos para capacitar os profissionais na área dos direitos da criança e influenciar para a adoção e implementação de melhores políticas públicas.

 

“A UNICEF não se quer eternizar nas respostas, porque quer que os Estados estejam capacitados para responder.”

 

Qual é o maior desafio do seu trabalho?

É ter a capacidade para responder aos desafios emergentes e ser, também, capaz de antecipar problemas e gerir a resposta que damos, tendo em conta os recursos existentes. Outro desafio é o do impacto, área sobre a qual a Católica também tem produzido muito conhecimento. Temos trabalhado muito para medirmos com rigor o impacto do nosso trabalho. Todos estes desafios me inquietam, mas é uma inquietação positiva (risos). Para além disto, começamos por ser uma equipa pequena e agora já somos sete elementos. Houve um crescimento exponencial da equipa que acarreta também um crescimento das expectativas relativamente ao trabalho que desenvolvemos.

 

Porque é que em Portugal a UNICEF não atua ao nível da intervenção direta com as crianças?

É um orientação da organização a nível mundial que reconhece que países como Portugal têm um Estado que é capaz de dar resposta e daí não haver necessidade de programas de intervenção diretamente promovidos pela UNICEF. A UNICEF admite que o Estado é capaz de os implementar. Claro que isto não dispensa uma colaboração direta com o Governo. É sempre definido um plano estratégico de atividades e trabalhamos sempre numa lógica de capacitação e sustentabilidade. A UNICEF não se quer eternizar nas respostas, porque quer que os Estados estejam capacitados para responder. O nosso papel passa, também, pela monitorização e avaliação dos compromissos do Estado em matéria de direitos das crianças.

 

“A pobreza infantil tornou-se numa prioridade política.”

 

Estamos mais despertos hoje em dia para os problemas relacionas com a pobreza infantil e com a importância dos direitos da criança?

Ainda há muito para fazer, mas desde que entrei na UNICEF, há oito anos, que, claramente, que a pobreza infantil se tornou numa prioridade política. Já era um problema social, mas não era encarado como prioridade e agora é. Para além disso, também tem de ser um compromisso de todos, de toda a sociedade civil, na qual se enquadra a UNICEF e outros diferentes atores. Na UNICEF estamos empenhados em acompanhar o trabalho realizado e todos os compromissos assumidos, queremos que se reflitam em medidas concretas e em mudanças efetivas na vida das crianças, em particular daquelas que estão em situações mais vulneráveis.

 

Já teve oportunidade de referir que a move a vontade de promover e construir a justiça social. Quanto dessa sua vontade pode ser uma utopia? 

Não acho que a justiça social seja uma utopia, porque acredito que é importante que todos nos sintamos comprometidos com uma missão que contribua para a construção da justiça. É um trabalho sempre inacabado, mas não é assim a vida? Tudo aquilo que sonhamos para a nossa vida tem sempre um quê de inatingível e de pouco realizável, mas, também, é isso que nos dá alento e que alimenta a vontade concreta de atingir certos objetivos. A Justiça Social é concretizável através de pequenas conquistas diárias e, por isso, não considero que seja uma utopia. Ou se o é, deixe-me dizer que é uma “utopia realista”, na medida em que há formas de estarmos cada vez mais próximos de a atingir, ainda que nunca de forma plena.

 

Que livro recomendaria a alguém que se interessa pela área da defesa dos direitos da criança?

Um livro que me marcou muito é sobre crianças soldado. A Long Way Gone: Memoirs of a Boy Soldier de Ishmael Beah. Fala sobre a experiência real de uma criança soldado, que viu os seus pais e irmãos morrerem na guerra, e com o apoio da UNICEF conseguiu escapar e reconstruir a sua vida. Ainda que aborde uma realidade específica, fez-me sentir e refletir muito sobre a dureza da guerra para a criança e o papel que podemos ter na transformação das vidas de muitas crianças.

 

12-01-2023

Ligação à comunidade: Universidade Católica no Porto dinamiza iniciativas solidárias

A Universidade Católica no Porto, através da CAtólica SOlidária (CASO), promoveu um conjunto de iniciativas solidárias que espelham a sua ligação à comunidade e o compromisso com a solidariedade.

Em novembro, estudantes e colaboradores e suas famílias estiveram empenhados na campanha anual do Banco Alimentar, tendo recolhido 3.454 kg de alimentos que permitirão apoias muitas famílias e instituições. Já durante o mês de dezembro, decorreu no campus da Católica no Porto uma campanha de recolha de alimentos, intitulada “A Alegria do Dar”, que permitiu a doação de cerca de 250 bens alimentares à Casa da Mãe Clara e ao Porto Solidário, instituições que apoiam pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social.  Decorreu ainda uma outra campanha, “SOS Paróquia Marquês”, através da qual foram recolhidos cerca de 35 cobertores e mantas destinados a aquecer e a dar conforto a quem mais precisa.

As iniciativas decorreram no âmbito da campanha nacional de Natal da Universidade Católica Portuguesa que teve como mote “A alegria de estar juntos”. Estiveram envolvidos nesta campanha os quatro campi da UCP – Porto, Lisboa, Braga e Viseu. No Porto, foi a CASO que deu corpo a diferentes iniciativas que apelaram ao espírito de solidariedade dos membros da comunidade académica.

12-01-2023

Ciclo de Seminários junta académicos, estudantes e professores do ensino secundário

Refletir sobre a avaliação, questionar as práticas da avaliação para o desenvolvimento das aprendizagens e das pessoas e gerar oportunidades para transformar os modos de avaliar, ensinar, aprender. Estes são os três objetivos do Ciclo de Seminários de Aprofundamento em Administração, Supervisão e Organização Escolar (ASOE), organizado pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa. Um conjunto de 4 seminários que junta académicos, estudantes e professores de todo o país, em formato online, e que se realizam entre janeiro e maio de 2023.

“Não deixar ninguém para trás” (ONU, 2015) O desafio está em tornar esta máxima exequível e é aqui que Cristina Palmeirão, coordenadora da 13º Edição do Ciclo de Seminários de Aprofundamento em Administração, Supervisão e Organização Escolar, considera que esta iniciativa pode marcar a diferença.

A ação das escolas, dos seus professores, da educação e da avaliação em particular, passa por desafiar-se diariamente,” salienta Cristina Palmeirão acrescentando “neste sentido, a melhoria dos processos educativos, de aprendizagem e de avaliação requerem a construção dialética de pontes interinstitucionais e de uma relação pedagógica positiva, interativa e equitativa e o nosso contributo com a organização deste Ciclo de Seminários anual é este, contribuir para o diálogo, envolvendo todos.

Paradoxos e Tensões da Avaliação” é o tema do primeiro seminário que se realiza online já a 25 de janeiro. Um evento online que conta com intervenções de Ariana Cosme (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade do Porto), José Matias Alves (Faculdade de Educação e Psicologia, Universidade Católica Portuguesa), Luís Gonçalves (Diretor do Externato Marista de Lisboa); Lília Silva (Diretora Agrupamento de Escolas nº1 de Gondomar), com moderação de Ilídia Cabral (Faculdade de Educação e Psicologia, Universidade Católica Portuguesa). Vão estar também presentes alunos do Agrupamento de Escolas de Pinheiro e do Agrupamento de Escolas de Alexandre Herculano.

A avaliação como desenvolvimento profissional e como aprendizagem” é o tema do segundo seminário que se realiza a 15 de fevereiro. Com moderação de Isabel Baptista (Faculdade de Educação e Psicologia, Universidade Católica Portuguesa), conta com a participação de Maria Palmira Carlos Alves (Universidade do Minho), Ilídia Cabral (Faculdade de Educação e Psicologia, Universidade Católica Portuguesa), Manuela Sanches Ferreira (Instituto Politécnico do Porto), Fátima Braga (Escola Secundária/3 Henrique Medina, Esposende). No painel sobre “Na voz dos alunos: relatos que contam” vão participar alunos da Escola Secundária Inês de Castro e do Agrupamento de Escolas Sudeste de Baião.

A 29 de março, realiza-se o terceiro seminário sob o tema “Práticas inovadoras de avaliação”. Marisa Carvalho (Faculdade de Educação e Psicologia, Universidade Católica Portuguesa) irá assegurar a moderação de um painel composto por Miguel de Carvalho (Externato S. Cristóvão), Diana Mesquita (Faculdade de Educação e Psicologia, Universidade Católica Portuguesa), Maria Arminda Fonseca e Margarida Azevedo (Escola Secundário/3 Prof. Dr. Flávio F. Pinto Resende), Paulo Almeida (Diretor do Agrupamento de Escolas de Rio Maior). No painel “Envolver os alunos: percursos a construir” vão marcar presença alunos da Escola Secundário/3 Prof. Dr. Flávio F. Pinto Resende e do Externato Marista.

O último seminário intitulado “Avaliação como investigação e empoderamento” realiza-se a 24 de maio. A moderação está a cargo de Cristina Palmeirão (Faculdade de Educação, Universidade Católica Portuguesa), e conta com a presença de Cristiana Madureira (Instituto Politécnico de Leiria), Diana Soares (Faculdade de Educação e Psicologia, Universidade Católica Portuguesa), Isabel Fialho (Universidade de Évora), e Albino Pereira (Agrupamento de Escolas de Vilela). No painel “Realidades e Perspetivas na voz dos alunos”, vão estar dois estudantes do Externato Ribadouro (Porto) e do Agrupamento de Escolas S. Torcato.

A 13ª edição do Ciclo de Seminários de Aprofundamento em Administração, Supervisão e Organização Escolar (ASOE), é organizada pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa.

11-01-2023

Católica Learning Innovation Lab organiza 1º Ciclo de Workshops Pedagógicos UCP

É docente ou investigador da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e gostaria de conhecer novas metodologias de ensino-aprendizagem aplicadas ao Ensino Superior? Poderá fazê-lo no 1º Ciclo de Workshops Pedagógicos UCP, a decorrer entre 23 de janeiro e 3 de fevereiro de 2023, em formato online. O Ciclo inicia no dia 23 de janeiro, no Porto, com a Conferência “All-Hands Call: Inovar para as Competências de Futuro na UCP”, na qual marcarão presença Pedro Nuno Teixeira (Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) e Isabel Capeloa Gil (Reitora da UCP).

O ciclo de workshops, organizado pelo CLIL | Católica Learning Innovation Lab, com o apoio do CATH, é dirigido aos docentes e investigadores da Universidade. Serão dinamizadas 27 sessões temáticas por 33 oradores (6 convidados externos à UCP), que trarão a debate vários temas associados a metodologias pedagógicas inovadoras no processo de ensino-aprendizagem no Ensino Superior.

O programa completo, incluindo os temas a focar, está disponível AQUI. As inscrições terminam no dia 18 de janeiro de 2023 e devem ser realizadas no seguinte formulário.

 

Conferência dedicada à inovação para as Competências de Futuro na UCP

O Ciclo de Workshops inicia no dia 23 de janeiro, no Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, com a conferência “All-Hands Call: Inovar para as Competências de Futuro na UCP”, que será também transmitida online.

A sessão, a decorrer entre as 9h30 e as 13h00, e cujo programa está disponível AQUI, contará com a presença de Pedro Nuno Teixeira (Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) e de Isabel Capeloa Gil (Reitora da UCP).

Na Conferência, pautada por apresentações de vários convidados, vai ser divulgado o 1º Ciclo de Workshops Pedagógicos e as próximas atividades a realizar pelo CLIL, nomeadamente, as comunidades de aprendizagem, onde os professores da UCP poderão testar novas abordagens de ensino, aplicando-as às suas unidades curriculares.

 

Sobre o CLIL

O CLIL foi criado com o objetivo de identificar, experimentar e ensaiar abordagens pedagógicas inovadoras, contando com a colaboração de docentes, investigadores e estudantes da UCP, assim como com o apoio de um conselho de parceiros estratégicos do tecido empresarial e da sociedade civil.

O laboratório enquadra-se no projeto “Skills 4 Pós-COVID - Competências para o futuro no Ensino Superior”, financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do PO CH – Programa Operacional Capital Humano, através do FSE – Fundo Social Europeu.

11-01-2023

Aluna de Doutoramento distinguida com Prémio “Inovação e Investigação ligada ao setor alimentar do mar”

Sara Cunha, aluna de doutoramento em biotecnologia na Escola Superior de Biotecnologia e investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina, venceu um dos prémios “Inovação e Investigação ligada ao setor alimentar do mar” no evento Expo Fish Portugal 2022.

O trabalho apresentado baseou-se numa metodologia que permite produzir ingredientes bioativos e nutricionais a partir de resíduos orgânicos marinhos e microalgas.

Os ingredientes produzidos têm elevado potencial para serem aplicados em diversas áreas industriais, nomeadamente alimentar, nutracêutica e cosmética. Assim, esta inovação contribui para a valorização de resíduos e espécies marinhas, permitindo a criação de produtos de elevado valor acrescentado alinhados com a procura de mercado por produtos naturais e sustentáveis. O trabalho foi desenvolvido por Sara Cunha, sob orientação da investigadora Manuela Pintado e com o apoio do investigador Ezequiel Coscueta, do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF).

Este trabalho de investigação foi iniciado em parceria com a empresa Allmicroalgae no âmbito do projeto VALORMAR - Valorização integral dos recursos marinhos: Potencial, inovação tecnológica e novas aplicações, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI) (POCI-01-0247-FEDER-024517). Este prémio distingue o potencial dos trabalhos desenvolvidos no grupo para a aplicação industrial, assim como para o desenvolvimento de projetos na área do empreendedorismo.

O evento, que contou com a presença da ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, decorreu no dia 16 de novembro no Terminal do Porto de Leixões.

10-01-2023

Research Scholarship - Project MEDISMART-BI-2

10-01-2023

Boas práticas ambientais valem “Coração Verde” à Universidade Católica no Porto

O contínuo esforço da Universidade Católica Portuguesa no Porto na promoção de boas práticas de prevenção e reciclagem de resíduos foi alvo de reconhecimento pela LIPOR, Associação de Municípios para Gestão Sustentável de Resíduos do Grande Porto, que a distinguiu como uma das instituições onde é visível o pulsar do “Coração Verde”. 

Isabel Braga da Cruz, presidente da Universidade Católica no Porto, enalteceu o papel de todos no percurso que levou à atribuição do “Coração Verde”, reiterando que este“ é o reconhecimento de que a Universidade e a sua comunidade estão empenhadas em reduzir a pegada ecológica e em contribuir para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)”. Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto e membro do conselho de administração da Lipor, elogiou o trabalho desenvolvido pela Católica no Porto, salientando que “Este é um processo contínuo de mudança que deve ser liderado por todos em prol de um bem comum.”

Seguiu-se uma mesa redonda sobre o tema “A Sustentabilidade na Universidade Católica no Porto”. Célia Manaia, vice-presidente da Católica no Porto, moderou uma conversa entre especialistas que deram exemplos da abordagem ao tema Sustentabilidade.   As iniciativas pioneiras “Cadeiras ODS” e “A Natureza em Sala de Aula” foram dois exemplos trazidos para ilustrar o que se tem vindo a fazer ao nível do ensino.  Helena Gonçalves, docente da Católica Porto Business School, explicou que na iniciativa pioneira da Universidade Católica, as cadeiras ODS são pautadas por uma forte interdisciplinaridade, ministradas por docentes de diferentes áreas do conhecimento para estudantes de diferentes cursos dos 4 campi da Católica. Marisa Costa, docente da Faculdade de Educação e Psicologia, explicou como se pode incutir nos mais jovens, simultaneamente o gosto pela natureza e pelo conhecimento através de aulas que decorrem na Natureza. Ezequiel Coscueta, investigador do Centro de Biotecnologia e Química Fina, explicou como a investigação e a inovação podem dar valor ao que temos vindo a considerar desperdício, os ditos subprodutos industriais que podem ganhar uma nova vida na indústria cosmética, farmacêutica ou alimentar, reintegrando assim a economia. Carlos Ferreira, investigador do projeto Alchemy do Centro de Biotecnologia e Química Fina, referiu como todos podemos ser embaixadores de sustentabilidade, dando o exemplo de opções como os orçamentos participativos, como forma de incentivo à criatividade e proatividade no desenvolvimento de soluções promotoras de sustentabilidade. No final da mesa redonda, todos concordaram que ainda há um longo caminho a percorrer, mas que se cada um conseguir fazer o seu papel, estaremos mais perto de contribuir para o cumprimento dos grandes objetivos europeus: reduzir as emissões de gases com efeito de estufa até 2030 e alcançar a neutralidade climática até 2050.

 

O caminho rumo à sustentabilidade na Universidade Católica no Porto

A Católica no Porto tem mantido um olhar atento ao contínuo desafio da otimização dos processos de gestão ambiental. Neste sentido, em janeiro de 2019, com o objetivo de reforçar o seu compromisso com a sustentabilidade, a Universidade Católica no Porto iniciou o processo para obtenção do Certificado “Coração Verde” junto da Lipor. Através desta cooperação, os resultados são visíveis: alteração de comportamentos na deposição seletiva de resíduos; melhoria na qualidade da separação efetuada; envolvimento de alunos, colaboradores e investigadores nas opções das áreas de maior influência; eliminação significativa de pontos de deposição de resíduos indiferenciados desnecessários; colocação de novos pontos de recolha seletiva, em especial de plástico/metal; reforço dos pontos de recolha de papel/cartão, nomeadamente junto de todas as impressoras e dos gabinetes; uniformização dos equipamentos de deposição, solução com aproveitamento de contentores existentes, aquisição de novos contentores complementados com a colocação de contentores fornecidos pela Lipor; melhoria da recolha seletiva nos laboratórios de investigação e na recolha das áreas académicas e espaços de restauração, entre muitos mais aspetos.  

A sessão de entrega do Certificado “Coração Verde”, que se realizou a 6 de janeiro num Auditório do Edifício Américo Amorim da Universidade Católica Portuguesa no Porto, contou com a presença da presidente da Universidade Católica no Porto, Isabel Braga da Cruz; do vice-presidente da Câmara Municipal do Porto e administrador da Lipor, Filipe Araújo; do CEO da Lipor, Fernando Leite; de um membro da WEGHO, Elsa Alves; e da diretora de infraestruturas da Universidade Católica no Porto, Isabel Figueiredo.

09-01-2023

Aluno da Católica Porto Business School vence prémio Gastambide Fernandes

Jorge Ribeiro da Silva, alumni da Licenciatura de Gestão e do mestrado de Auditoria e Fiscalidade, concorreu e ficou classificado, em 1.º lugar, no prémio Gastambide Fernandes promovido pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.

Trata-se de uma distinção honorífica, que premeia, de dois em dois anos, trabalhos originais técnico-científicos em língua portuguesa, no âmbito da Contabilidade Internacional e Auditoria, que se evidenciam pelo seu caráter inovador e aplicabilidade prática.

O aluno da CPBS venceu este prémio com o seu trabalho final do mestrado em Auditoria e Fiscalidade - “Transformação digital no relato da informação financeira”. Este foi realizado sob orientação da professora Luísa Anacoreta Correia, respondendo à questão de investigação ”Que novas perspectivas se abrem na área de auditoria com a entrada em vigor do relato financeiro europeu em formato eletrónico?”.

O Prémio Gastambide Fernandes consubstancia-se na atribuição de um valor monetário de €7000 para o 1.º Prémio, €2000 para o 2.º Prémio e €1000 para o 3.º Prémio.

09-01-2023

Diretor da Escola de Enfermagem da Católica no Porto distinguido pela Ordem dos Enfermeiros

Diretor da Escola de Enfermagem da Católica no Porto distinguido pela Ordem dos Enfermeiros

Paulo Alves, diretor da Escola de Enfermagem do Porto e diretor-adjunto do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Católica, foi distinguido na categoria Mérito, pela Ordem dos Enfermeiros na 3ª edição dos Prémios Valoriza.

“É com muito orgulho que recebo esta distinção. É um reconhecimento do trabalho realizado e é, também, um incentivo para que continue de forma consistente, empenhada e sempre com um sentido de missão e de serviço à Enfermagem”, afirma Paulo Alves.

A Gala dos Prémios Valoriza, iniciativa que pretende marcar o reconhecimento entre pares, decorreu a 10 de dezembro, na Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP). Na categoria Carreira, foi entregue ao Professor Paulo Parente – Docente ESEP, nas categorias Mérito de Excelência e de Investigação, foram vencedores os Enfermeiros das Ambulâncias SIV do Norte e Andreia Lima, respetivamente. As menções honrosas foram atribuídas ao Grupo de Fados da ESEP e às equipas de enfermagem dos Serviços de Urgência do Hospital Padre Américo e do Hospital de Famalicão, mas também aos colegas do Serviço de Pneumologia do Hospital de São João.

05-01-2023

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