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Novidades

Católica abre candidaturas para programa de bolsas para refugiados

Estão abertas as candidaturas ao programa de atribuição de bolsas para refugiados da Universidade Católica Portuguesa até dia 27 de abril. Este programa destina-se a estudantes em situação de emergência humanitária, com documentação emitida pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Ao abrigo do programa, serão abertas 15 vagas para cursos de licenciatura e de mestrado (12 vagas para cursos de licenciatura e 3 para cursos de mestrado) em Lisboa, Porto, Braga e Viseu, com isenção de propinas. O processo de seleção dos candidatos com documentação aprovada inclui entrevistas que decorrem de 2 a 9 de maio.

Para mais informações, consulte: https://www.ucp.pt/pt-pt/noticias/catolica-abre-candidaturas-para-programa-de-bolsas-para-refugiados

18-04-2023

Filme da Escola das Artes selecionado para o Indie Lisboa


A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa volta a marcar presença no Indie Lisboa que decorre de 27 de abril a 7 de maio. A 20ª edição do festival conta com a participação de um aluno da EA nas suas competições e com o apoio da Escola das Artes que, tal como em anos anteriores, irá atribuir o Prémio na secção competitiva Silvestre.



“Litoral”, o filme produzido pela Escola das Artes, de Francisco Dias, aluno do Mestrado em Cinema da EA, foi selecionado para o Indie Lisboa no âmbito da competição Novíssimos, dedicada a produções realizadas por jovens cineastas. Este ano, a secção reúne 18 estreias de novas vozes do cinema mundial.

No âmbito desta participação no festival, a EA pretende promover e apoiar o desenvolvimento do cinema português.

Mais informações: https://indielisboa.com/seccao/novissimos/

Litoral
Portugal, 2023, FIC, 13'09''
Realização: Francisco Dias
Sinopse: Numa noite de inverno, o mar volta a ameaçar a torre de apartamentos onde moram duas vizinhas. No dia seguinte, os alhos vêm pressioná-las a deixarem tudo para trás.

 

 

17-04-2023

É possível mudar a gramática escolar? Já está disponível o 24º número da Revista Portuguesa de Investigação Educacional

 

MUDAR A ESCOLA TAREFA [IM]POSSÍVEL” é o nome do 24º número da Revista Portuguesa de Investigação Educacional, a revista científica da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) da Universidade Católica Portuguesa, editada pela Universidade Católica Editora.

Trata-se de um número interpelante da Revista, pois procura responder a uma questão essencial: é possível mudar a gramática escolar?

Joaquim Azevedo, docente da FEP, explica que “no já longínquo ano de 1994, David Tyack e William Tobin interrogavam-se sobre por que era tão difícil mudar "the Grammar of Schooling", isto é, a estrutura e as regras de organização e funcionamento das escolas, passando pelo currículo, pelos espaços, pelos tempos, pelo modo de agrupar alunos e professores, pelas diversas “grades” que parecem aprisionar a liberdade de pensar, organizar e praticar a escolarização segundo outras lógicas e modos.”

Neste número, debate-se esta questão, mostrando as evidências das (im)possibilidades. O que se tem feito à escala nacional e internacional e que ajuda a compreender quais são os becos e os caminhos de uma metamorfose educativa que esteja ao serviço das pessoas.

Joaquim Azevedo destaca, também, Richard Elmore, “um célebre professor de Harvard”, que chegou a “descrer da possibilidade das políticas centralizadas e da matriz uniforme produzirem melhorias expressivas, das escolas aprenderem, de poderem ser comunidades profissionais de aprendizagem e lançou um forte movimento de defesa dos Massive Open Online Courses (MOOCs) abertos a aprendizagens de todas os sujeitos interessados.” No seu entendimento, “a instituição escolar era uma fábrica de credenciais com escassa ou nula relevância para o desenvolvimento do ser humano, sendo relevante que as pessoas pudessem aprender tudo o que lhes interessasse em qualquer tempo e lugar."

“Sabe-se, entretanto, que, no campo educativo, 'não se pode mudar por decreto'”, explica. “Que a lógica do comando e do controlo não produz resultados satisfatórios”, conclui.

Diversos outros autores, como Santos Guerra e Antonio Bolivar, interrogam-se sobre os motivos das “escolas não aprenderem”, colocando em crise o conceito das organizações que aprendem e que deveriam melhorar continuamente a partir da autoavaliação dos seus processos e resultados educativos.

A Revista Portuguesa de Investigação Educacional dedica-se ao estudo, à prática e à investigação no âmbito das Ciências da Educação ou das Ciências Sociais e Humanas com relevância para a área da Educação.


Encontram-se abertos os Call for papers para as duas edições da Revista Portuguesa Investigação Educacional de 2023:

1 - Ensinar e aprender na era dos ecrãs, re-imaginar a educação
Data limite: 31 de agosto de 2023

2 - Lideranças, bem-estar e justiça
Data limite: 31 de dezembro de 2023

Contacto: rpie@ucp.pt
 



Consulte o site da Revista Portuguesa de Investigação Educacional

 

17-04-2023

Recordar a obra e o pensamento de Diogo Vasconcelos

As Associações de Alumni de Direito e de Biotecnologia, associaram-se à Universidade Católica Portuguesa no Porto, para organizar uma sessão que permitiu recordar e dar a conhecer melhor a obra e o pensamento de Diogo Vasconcelos. A sessão “Diogo Vasconcelos: Um Exemplo de Visão, Talento e Liderança na Inovação Social” realizou-se no dia 13 de abril de 2023 na sala Assis de Magalhães.

Diogo Vasconcelos, Alumnus da Universidade Católica Portuguesa, foi pensador, promotor e participante de importantes momentos no desenvolvimento de Portugal nas duas décadas que mediaram o seu percurso como estudante na Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e o seu desaparecimento prematuro em 2011.

Uma sessão que contou com a presença de Isabel Braga da Cruz, presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, de Ana Rita Ramos, autora do livro “Diogo Vasconcelos - O homem que tocou o futuro”, e amigos de longa data, nomeadamente Jaime Quesado e António Couto dos Santos, ambos participantes com o Diogo Vasconcelos em vários projetos ao longo de muitos anos.

17-04-2023

Programas da Católica Porto Business School mantêm acreditação da Association to Advance Collegiate Schools of Business para os próximos cinco anos

Os programas da Católica Porto Business School continuam incluídos na acreditação internacional da AACSB (Association to Advance Collegiate Schools of Business), recentemente renovada pela Universidade Católica Portuguesa. Esta é uma das mais prestigiadas acreditações internacionais na área da gestão, atribuída apenas a cerca de 6% das instituições de ensino nesta área científica, em todo o Mundo.

A Escola revalida assim a sua posição a nível global, fazendo parte de um grupo muito restrito de menos de 1,5% de escolas de negócios com distinções de acreditação EQUIS (EFMD Quality Improvement System, da European Foundation for Management Development), AMBA (Association of MBAs) e AACSB.

A AACSB foi fundada em 1916, sendo a maior agência de acreditação de escolas de negócios do mundo, interligando docentes, estudantes e empresas para alcançar um objetivo comum: criar a próxima geração de líderes. O processo de acreditação é baseado numa criteriosa avaliação internacional, de forma a assegurar a sua missão em promover o envolvimento, acelerar a inovação e ampliar o impacto do ensino da Gestão.

De acordo com o Dean da Católica Porto Business School, Rui Soucasaux Sousa “este reconhecimento atesta de forma independente a excelência das atividades da Escola a nível da investigação, ensino e impacto na sociedade. O painel de avaliação destacou várias áreas de excelência da Escola, incluindo, entre outras, a aposta estratégica na investigação; um ensino baseado em valores que é fortemente reconhecido pelos empregadores; a experiência de aprendizagem dos alunos; e o grande comprometimento das empresas e stakeholders para com a Escola.”

A avaliação da AACSB abrangeu adicionalmente a Católica Lisbon School of Business & Economics que foi também reconhecida por esta agência internacional. Em Portugal, a Católica Porto Business School e a Católica Lisbon School of Business & Economics são duas das três únicas escolas cujos programas têm tripla acreditação.  

13-04-2023

Isabel Madureira: “Acredito que uma pequena ação faz sempre a diferença no dia de alguém.”

Isabel Madureira tem 19 anos e é estudante do segundo ano da Licenciatura em Direito, da Escola do Porto da Faculdade de Direito. Determinada, decidida e com muito interesse pela área dos Direitos Humanos, confessa que “a partir do momento em que soube que queria ingressar na Licenciatura em Direito, não hesitei em escolher a Católica.” A estudante refere, também, que a CAtólica SOlidária, da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP), representa uma dimensão importante da sua vida académica, porque ao fazer voluntariado sente-se “plena e realizada.” Dinâmica e com vontade de servir a sociedade, não se cansa de participar em diferentes projetos, porque acredita que vale a pena fazer diferente. Lugar favorito do campus? Edifício Paraíso!

 

Porquê estudar Direito?

Eu sempre fui aquela pessoa que nunca soube ao certo o que é que ia fazer, mas a uma dada altura parece que se fez “clique” na minha cabeça. Desde nova que sempre tive muito interesse e uma grande preocupação com os temas relacionados com os direitos fundamentais das pessoas e, realmente, nada melhor que o Direito, enquanto veículo para conseguirmos garantir a defesa destes direitos para todos.

 

Porquê escolher a Católica para estudar?

A partir do momento em que soube que queria ingressar na Licenciatura em Direito não hesitei em escolher a Católica. É uma Universidade de excelência. Ao nível do Direito, a Católica tem um histórico grande que é incontornável e isso pesou muito na minha decisão. Para além disto, identifico-me profundamente com a instituição. A Católica tem os seus valores muito bem frisados.

 

“A CASO é uma dimensão muito importante da minha vida universitária.”

 

Está atualmente no 2º ano da licenciatura. O que é que tem sido mais marcante?

Entrar para a Universidade foi muito marcante, porque é o terminar de um ciclo e o iniciar de outro. Entrar para a Universidade acarreta uma grande responsabilidade e, por isso, marcou-me muito esta mudança na minha vida e a oportunidade de poder entrar para um mundo novo que me vai trazer novos desafios. O apoio dos professores é excelente e tenho-me deixado surpreender pelas diferentes áreas do Direito. Este 2º ano da licenciatura, acabou por trazer um novo sentido à minha vida universitária, porque entrei para a CAtólica SOlidária, da UDIP, e pude retomar um lado da minha vida que é muito importante para mim: o voluntariado.

 

O que é que a fez ter vontade de integrar um projeto de voluntariado e qual a importância da CASO na sua vida universitária?

Ao fazer voluntariado sinto-me, verdadeiramente, plena e realizada. Para além das diferentes missões que cada voluntário tem, na CASO, também, há uma grande união entre todos. É uma dimensão muito importante da minha vida universitária. A CASO integra voluntários de áreas muito diferentes, sente-se muito a multidisciplinaridade do campus da Católica. Tenho amigos de cursos muito diferentes e vive-se um ambiente muito dinâmico e equilibrado. Este facto é muito enriquecedor para o voluntariado. Para além disto, integrar este grupo também nos faz sentir de forma mais intensa que somos parte da Católica. Temos todos um verdadeiro sentido de pertença e une-nos a missão do serviço. Tem sido uma oportunidade que me tem feito crescer muito.

 

Faz voluntariado numa associação de pessoas com necessidades especiais. Qual é o grande desafio e o que é que mais aprende?

Trabalho com jovens com necessidades especiais. Esta associação atua, precisamente, na integração desses mesmos jovens na sociedade. É um trabalho fantástico. O grande desafio de fazer voluntariado nesta área é conseguirmos perceber que as pessoas com necessidades especiais são pessoas capazes. É preciso eliminar alguns preconceitos e ideias feitas e temos de nos abrir à realidade deles. Já aprendi tanta coisa! São eles que me ensinam e que me estão a formar. Com eles aprendo o verdadeiro significado da bondade.

 

“A minha família é a minha grande inspiração.”

 

Só se pratica a bondade quando nos fazemos próximos das pessoas?

Sim e quando aprendemos a olhar para as pessoas por aquilo que verdadeiramente são. Por trás de todas as escolhas e caminhos que cada um opta – bem ou mal – percorrer, há sempre a pessoa. É o mais importante e é precisamente isso que tenho aprendido com o voluntariado. Acredito que é através da empatia e da capacidade de nos colocarmos perante outras realidades que conseguimos esta proximidade com as pessoas. Sermos próximos dos outros é a melhor coisa que a vida nos dá.

 

Através da CASO vai participar no Fly, um programa de voluntariado europeu. E também integra outros projetos de ação social …

Através do Fly, vou estar em missão, no verão de 2023, em Leioa e vou trabalhar junto de uma comunidade de migrantes. Estou muito entusiasmada com a experiência. Também estou envolvida no projeto Let it flow, que promove o combate à pobreza menstrual. A pobreza menstrual é todo aquele momento em que as mulheres não conseguem ter acesso a produtos de higiene íntima e, infelizmente, há muitas pessoas – mesmo em Portugal - a sofrer deste mal. A maioria das pessoas toma como garantido o acesso a este tipo de produtos, mas há quem não tenha possibilidade de os adquirir. Nós trabalhamos para garantir informação e educação sobre o tema e também fazemos angariação e distribuição de produtos para mulheres necessitadas. Por exemplo, a Let it Flow esteve agora dedicada à angariação de produtos para enviar para a Síria e Turquia depois da catástrofe dos sismos.

 

“Parece-me que estamos a formar sociedades conhecedoras dos problemas, mas muito egoístas e individualistas.”

 

Que influência é que a família teve nesta sua vontade de fazer voluntariado e de se envolver em projetos de ação social?

A minha família é a minha grande inspiração. São os meus pais, a minha irmã e os meus avós que me desafiam e que me fazem avançar. Relativamente ao voluntariado e à vontade de dedicar o meu tempo aos outros, desde nova que é esse o exemplo dos meus pais. Foram eles que me contagiaram. Lembro-me bem de ser criança e de estar a sair do supermercado com a minha mãe num dia de chuva. A minha mãe reparou numa senhora idosa que estava carregada de sacos e ofereceu-lhe boleia no nosso carro. Não conhecia a senhora de lado nenhum, mas era alguém que, naquele momento, precisava de ajuda.

 

O que é que ambiciona para a sua vida profissional?

Trabalhar no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (risos). Sou uma pessoa que gosta de sonhar devagarinho e que vai celebrando cada passo e cada pequena conquista. Essencialmente, o que quero mesmo é conseguir contribuir para que as pessoas não sofram de injustiças e que não se vejam privadas dos seus direitos fundamentais. Seja no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos ou num projeto mais pequeno, mas com igual impacto na vida das pessoas. Há uns tempos cruzei-me com uma senhora que partilhou comigo a sua história. Sofria de violência doméstica e estava à espera que a Segurança Social lhe atribuísse um advogado e estava a demorar muito. O botão SOS não estava a ser minimamente eficiente e temia todos os dias pela sua vida. Esta história é só um exemplo, porque há muitas assim e os órgãos superiores têm de agir de maneira eficiente para que situações como esta não se protelem. Profissional e pessoalmente, quero fazer parte de algo que lute pelos direitos humanos.

 

Que problemas sociais é que mais a preocupam?

A desigualdade entre géneros é algo que me inquieta muito e, infelizmente, continua a ser um problema com o qual temos de nos preocupar e dedicar verdadeiramente. É um tema exigente que afeta muitas mulheres. Paralelamente a este tema, também há cada vez mais minorias e grupos em risco de exclusão social. Tenho a sensação de que vivemos tempos um bocadinho contraditórios. Ora falamos muito de determinados temas, ora nos esquecemos que eles existem. É importante que se fale sobre os temas, mas é mais importante ainda que das reflexões surjam ações concretas. Temos de sair do nosso mundo e mergulhar na verdadeira realidade. Parece-me que estamos a formar sociedades conhecedoras dos problemas, mas muito egoístas e individualistas, o que bloqueia a capacidade de ação e de resolução dos problemas.

 

O que é que a leva a querer fazer diferente?

Porque acredito que é preciso remar contra a maré e porque acredito que uma pequena ação faz sempre a diferença no dia de alguém. Isto basta-me.

 

“Procuro todos os dias da minha vida sentir-me, verdadeiramente, viva.”

 

Lugar favorito do campus?

Não posso dizer, porque senão toda a gente vai querer ir para lá agora (risos)! É o Edifício do Paraíso, gosto muito de estudar lá. Para não falar da vista privilegiada, de lá consigo ver o mar.

 

Cadeiras preferidas até ao momento?

Direito da União Europeia, Direitos Fundamentais e Teoria Geral da Relação Jurídica.

 

O que é que a move?

A vida! Sou muito grata por poder acordar todos os dias com a possibilidade de viver mais um dia. Vivo na expectativa de saber o que vem a seguir. Seja bom ou mau: pelo menos estou a viver. Gosto de uma frase que diz “Não é só viver, é preciso sentir-se vivo.” Procuro todos os dias da minha vida sentir-me, verdadeiramente, viva.

 

13-04-2023

Internacionalização nas universidades em debate na Semana Internacional da Faculdade de Educação e Psicologia

A Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), da Universidade Católica Portuguesa no Porto, abriu as suas portas para a FEP-UCP Spring International Week 2023 (SIW23), evento que decorreu de 27 a 31 de março e que teve em vista promover e refletir a internacionalização no ensino superior, enquanto desafio essencial da agenda da Faculdade em integrar uma mentalidade internacional e intercultural que ultrapassa as fronteiras do campus da Universidade.

New Routes to Global Engagement – Part II” voltou a ser a temática central da semana internacional do segundo semestre da FEP, que incluiu 17 comunicações, 3 mesas redondas e 1 workshop com a participação de 10 países: Áustria, Brasil, Chipre, Espanha, EUA, Índia, Itália, Polónia, Roménia e Turquia.

Esta semana internacional contou no primeiro dia com mais de 90 participantes do Correctional Research Symposium, cujo pré-evento ocorreu no campus da Católica, sob a organização de Raquel Matos, diretora da faculdade.

A SIW23 ofereceu ainda um workshop dinamizado pela equipa do EAT-Erasmus Project - Enhancing Equity, Agency, and Transparency in Assessment Practices in Higher Education, na qual faz parte a investigadora do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH), Diana Mesquita.

Na FEP, continuamos a acreditar firmemente na relevância e até na urgência de um maior enfoque internacional dentro das instituições de ensino superior, de forma a estarmos bem preparados para o futuro”, sublinha Patrícia Oliveira-Silva, membro da direção da FEP, sobre a importância de organizar e participar em semanas internacionais.

Sobre o evento que reuniu vários docentes e investigadores internacionais, Adina-Elena Glava, da Universidade Babeș-Bolyai, na Roménia, realça “o apoio e a dedicação de todos, incluindo o empenho dos alunos de doutoramento.” Francisco Mendes-Palma, diretor do Global Engagement da Universidade Católica Portuguesa, refere que esta iniciativa “é o fio condutor que um Estudante Internacional (professor/investigador/colaborador) deve ter da aprendizagem e experiência social de ir estudar para o estrangeiro.

Em cada semestre, a FEP acolhe uma Semana Internacional, que permite criar uma comunidade global com uma vasta gama de eventos para os seus parceiros e outras universidades que celebram e reconhecem a importância da educação global e da mobilidade internacional no Ensino Superior.

12-04-2023

1500 estudantes do secundário aprendem na Escola Superior de Biotecnologia

Embalagens de futuro a partir da folha de oliveira e casca de camarão e um Cantinho da Gastronomia Molecular. Estas são duas das dezenas de experiências que cerca de 1500 estudantes do ensino secundário vão poder explorar na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Durante três dias, entre 19 e 21 de abril, vão descobrir as múltiplas facetas estimulantes da biotecnologia no seu sentido mais lato.

A Semana Aberta é uma iniciativa que mobiliza docentes, investigadores e estudantes da faculdade para, de uma forma rigorosa e ao mesmo tempo leve e até divertida, demonstrar que a ciência está presente nas nossas vidas e contribui decisivamente para a nossa saúde e bem-estar,” salienta Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia. “Ao longo de 20 anos já recebemos mais de 30 mil alunos do secundário nesta iniciativa anual que divulga bioengenharia, microbiologia, nutrição e biomedicina junto de um público mais jovem,” acrescenta.

São quase 30 as atividades programadas e os alunos vão poder descobrir, por exemplo, o que se esconde nos alimentos que comem diariamente, quer de saudável, quer de menos bom! Tornam-se detetives que desvendam o mistério de um surto alimentar e descobrem se conseguem organizar o frigorífico. Também vão partir em busca dos aromas presentes nos alimentos, enquanto tentam não se deixar enganar, pois nem tudo é o que parece! Vão aprender mais sobre a água e como ela torna a vida possível, sobre o aproveitamento de resíduos para criação de novos alimentos e medicamentos e ainda sobre a análise dos seus impulsos bioeletrónicos. Para cuidar de feridas crónicas vão descobrir soluções, no mínimo, originais, e para fazer compras no supermercado terão de descobrir truques que revelam a verdade perdida na publicidade.

A diretora da Escola Superior de Biotecnologia refere também: "Levamos a sério a nossa responsabilidade de transmitir conhecimento à comunidade. Ao longo do ano marcamos momentos que elevam a literacia científica: desde as olimpíadas de biotecnologia ao concurso da defesa dos oceanos, do convite para uma semana de imersão em nutrição ao encontro para conhecer a realidade da vida dos cientistas, são inúmeras as iniciativas dinamizadas e a reação de escolas, professores e alunos revela-se sempre gratificante."

A Semana Aberta da Escola Superior de Biotecnologia decorre de 19 a 21 de abril, no Edifício de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Consulte mais informações sobre a Semana Aberta

11-04-2023

Mestrado Europeu junta alunos de 23 nacionalidades na Escola Superior de Biotecnologia

A Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa recebeu estudantes de diferentes partes do globo para mais uma edição do European Master of Science in Sustainable Food Systems Engineering, Technology and Business (BiFTec-FOOD4S). No presente semestre são 48 os alunos que frequentam este mestrado europeu, oriundos de 23 países.

O BiFTec-FOOD4S decorre no âmbito de um Mestrado Conjunto Erasmus Mundus (EMJMD), sendo organizado por quatro instituições parceiras europeias: Universidade Católica Portuguesa (UCP), KU Leuven (Bélgica), Universidade de Ciências Aplicadas de Anhalt (Alemanha) (HSA) e University College Dublin (UCD) (Irlanda). O mestrado tem como objetivo promover a inovação, a tecnologia e a sustentabilidade na área alimentar.

Rui Morais, coordenador do BiFTec-FOOD4S na ESB, sublinha a importância do mestrado resultante desta parceria, “num sector da maior importância na economia portuguesa e mundial”, com “elevada ligação ao ecossistema empresarial industrial”, aproveitando as “unidades de investigação de elevada competência científica e com atividade relevante no setor”.

 

Nicolle Sibrián (Guatemala), Paula Daguer, Beatriz Araújo (Brasil), Xiao ou Fu (China), Anissa Catalina Davel (África do Sul), Laura Ratner (Argentina) and Monika Pradhan (Butão) - (esquerda para a direita)

 

Beatriz Araújo, aluna do mestrado, é natural d Brasil e é licenciada em Engenharia Química. Escolheu o BiFTec-FOOD4S porque “queria especializar-me em Alimentação dado que que trabalho nessa área. Esta é uma oportunidade para sair da minha zona de conforto, desafiar-me e conhecer diferentes culturas. O Porto é uma cidade incrível!

Já Monika Pradhan, que é do Butão e que estudou anteriormente Biotecnologia, afirma que “a experiência até agora tem sido incrível e muito diferente do Butão. Eu pretendia experimentar o sistema de ensino e obter experiência prática com a tecnologia utilizada nesta área.”

Lioni Carol Singarimbun (Indonesia), Shreya Hore e Geethika Menon (India) - (esquerda para a direita) Iris Joy Abrigo, Isabela Daras e Tristan Zamora – students from the Philippines (esquerda para a direita)

 

África do Sul, Albânia, Argentina. Bangladesh, Butão, Brasil, China, Colômbia, Egito, Filipinas, Guatemala, Grécia, India, Indonésia, Itália, Líbano, Malásia, México, Nigéria, Portugal, Quénia, Singapura e Turquia são os países de origem dos estudantes que frequentam o BiFTec-FOOD4S.

Alguns dos estudantes tiveram, já no presente semestre, a oportunidade de realizar uma visita de estudo à empresa 100Mistérios, no âmbito do módulo de Óleos e Gorduras do mestrado, tendo sido acompanhados pelos professores Ana Gomes e Rui Morais. Os alunos do BiFTec-FOOD4S têm, ainda, a possibilidade de realizar o estágio e a dissertação em ambiente empresarial, facilitando a integração no mercado de trabalho, amplificado pela rede de contactos profissionais estabelecidos em diferentes países.

 

11-04-2023

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