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Voluntariado Universitário Europeu: Estudantes da Católica participam em formação

O trabalho em equipa. A gestão de conflitos. O voluntariado no mundo real e o voluntariado transformador. A gestão de emoções e o mindfulness. Estes foram alguns dos temas das sessões de formação de voluntariado universitário europeu onde participaram vários estudantes da Universidade Católica Portuguesa no Porto e em Braga.

Durante dois dias, estudantes da Universidade Católica rumaram a Bilbau para participarem num evento de formação do programa europeu de voluntariado Fly, que irá decorrer no verão de 2023, e que promove experiências de intercâmbio e aprendizagem no terreno. Participaram no evento cerca de 125 voluntários. Da Universidade Católica marcaram presença sete estudantes voluntárias do Porto e duas de Braga.

Para Mafalda Sá, estudante da Licenciatura em Psicologia, da Faculdade de Educação e Psicologia, “este fim de semana de Formação do Fly foi uma experiência incrível, que me completou enquanto voluntária e, também, enquanto pessoa.”

Durante o encontro, foram vários os momentos que permitiram um conhecimento das equipas, dos processos e do projeto. No final, todos os voluntários foram desafiados a escrever uma carta ao seu “eu voluntário do futuro”, registando como se sentem em relação à experiência que vão realizar.

 

Rumo a Bilbau, Sevilha e Bósnia

O programa de voluntariado Fly tem como propósito primordial reforçar o compromisso das universidades parceiras com o desenvolvimento sustentável e sensibilizar as comunidades universitárias para os problemas decorrentes da desigualdade e da injustiça. No verão, as estudantes voluntárias da Universidade Católica irão participar em dois projetos em Espanha e um na Bósnia. Em Bilbau, com crianças e adolescentes em situação vulnerável, em Sevilha com adultos com incapacidade intelectual e em Bihac com migrantes refugiados.

Isabel Madureira, estudante de Direito, da Escola do Porto da Faculdade de Direito, partilha que “foi gratificante viver a experiência e partilhá-la com tantos jovens que querem distribuir amor pelo próximo.” A estudante refere, também, que as atividades promovidas durante a formação “foram a chave para solidificar o compromisso enquanto voluntária e para compreender de que maneira começa e termina este papel” e destaca a “resiliência” e a “bondade” que caracteriza as estudantes da Católica que foram selecionadas para o Fly.

“Ajudar os outros e marcar a diferença no mundo” é o que move Mafalda Sá para participar neste programa que lhe vai permitir “sair da zona de conforto e agarra uma oportunidade de crescimento e de aprendizagem.” Para a estudante de psicologia, “foi um fim de semana intenso, onde conheci pessoas maravilhosas que, tal como eu, querem ir mais longe e ser uma voz para a mudança positiva.”

Coordenado pela Universidade de Comillas (Madrid), o programa Fly 2023 junta, para além da Universidade Católica Portuguesa, as Universidades de Deusto (Bilbao), ESADE (Barcelona), Loyola (Andaluzia), LUMSA (Roma, Itália) e Mateja Bela (Banská Bystrica, Eslováquia).  Cada uma das instituições envolvidas apresenta projetos de voluntariado e/ou de aprendizagem-serviço no país de origem, com a possibilidade de receber estudantes, bem como de enviar alunos para projetos de outras universidades parceiras.

O encontro de formação decorreu nos dias 25 a 26 de março, na Orduña, em Bilbau.

30-03-2023

MetroBus vai passar junto à Universidade Católica no Porto

Em breve a cidade do Porto vai ter um MetroBus que, face ao seu percurso e princípios aliados à sustentabilidade, tem “total alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Estratégico da Universidade Católica Portuguesa.” As palavras foram de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, que atua no interesse do Centro Regional do Porto, no âmbito da sessão “A nova mobilidade urbana verde”, que decorreu na Universidade Católica Portuguesa no Porto, no dia 29 de março.

Em 2024 será possível, em apenas 12 minutos, ir da Casa da Música para a Praça do Império, junto à Universidade Católica Portuguesa no Porto, utilizando o MetroBus. Veículos elétricos movidos a hidrogénio verde que irão beneficiar de um sistema de semaforização inteligente, de um canal dedicado (exclusivo) e que serão integrados no sistema de bilhética Andante (utilizado pelos autocarros e metro do Porto). Uma iniciativa que vai ao encontro da estratégia de mobilidade sustentável no acesso ao campus da Universidade Católica no Porto.

Segundo o diretor de comunicação da Metro do Porto, o novo modelo de transporte tem como “grande vantagem competitiva a regularidade e pontualidade associado ao serviço de qualidade do Metro do Porto,” sendo que esta vantagem é ainda reforçada por uma “fonte energética completamente limpa, feita no Porto, sem combustíveis fósseis e através da energia solar.” Joana Barros, arquiteta responsável pelo projeto, acrescentou que o MetroBus "permitirá a ligação em dois pontos ao Parque da Cidade, e fará também a ligação à marginal de Matosinhos e à marginal do Porto."

Na sessão estiveram presentes a equipa técnica da Metro do Porto: Jorge Afonso Morgado, diretor de comunicação, Joana Barros, arquiteta responsável pelo projeto, e o engenheiro Pedro Carvalho. Com um investimento de 66 milhões de euros, totalmente financiado a fundo perdido pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), “este projeto vai permitir reabilitar e requalificar a Avenida da Boavista”, indicou Jorge Afonso Morgado quanto à requalificação urbana. No final os participantes tiveram a oportunidade de colocar perguntas e esclarecer as suas dúvidas.

30-03-2023

Maria Isabel Tavares: “A Universidade é muito mais do que a sala de aula.”

Maria Isabel Tavares é natural do Porto e é docente e investigadora da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica. Foi, também, na Católica que fez o seu percurso académico e dele destaca a excelência dos professores e o ambiente dinâmico de diálogo e de debate. “O Direito não resolve o mundo, mas o que seria de um conflito sem o Direito?” é o que a move. Filha mais nova de seis irmãos, sonhava com o Jornalismo e com as Relações Internacionais. Mais tarde, na licenciatura, apareceu o Direito Internacional: “Foi determinante”. Nos tempos livres? Ir ao Dragão, ler e jogar sudokus. Uma memória marcante em viagem? “Sobrevoar Bagdade.”

 

É alumna de Direito da Universidade Católica no Porto. Como é que foram os seus anos de licenciatura?

O primeiro e o segundo ano não foram fáceis, devo admitir. Durante o curso (como penso na vida em geral) não tem de ser tudo perfeito e ótimo - é um percurso. Lembro-me, inclusivamente, de ter tido uma importante conversa com uma das minhas irmãs que me ajudou a perceber que era importante continuar a empenhar-me ainda que não estivesse propriamente animada com o curso e que, no fundo, não haveria problema algum se no final decidisse que este não era o caminho. O importante era ter a consciência tranquila, de que não estava a autossabotar o meu percurso e que a decisão que viesse a tomar seria totalmente consciente. Entretanto, acabei por me cruzar com o Direito Internacional e, esse momento, foi determinante. Foi nessa área que consegui imaginar uma profissão para a minha vida.

 

O que é que a entusiasmava no Direito Internacional?

Era esta ideia de vermos o ‘outro’ de forma muito diversa. Aquilo que estava a estudar era igual ao que era estudado noutras partes do mundo, sob perspetivas, histórias, culturas completamente diferentes. No Direito Internacional, cumpria o objetivo de ter um impacto global mesmo se atuasse a um nível local. A uma dada altura, durante a licenciatura, fiz uma oral de subida de nota e o professor permitia-nos escolher um tema. Escolhi falar sobre o Afeganistão, os Talibã e as violações de direitos humanos. Passado algum tempo, em 2001, dá-se o ataque às Torres Gémeas. Lembro-me que tinha estudado o assunto e, de repente, via a história a acontecer à minha frente.

 

Que recordações guarda dos tempos de grande entusiasmo com o Internacional?

A uma dada altura, ainda estudante, comecei a trabalhar no Gabinete de Estudos Internacionais, que era, até ser fechado, a parte da biblioteca da Católica que reunia a bibliografia sobre Direito Internacional. Nós, os estudantes, assegurávamos a abertura do gabinete a quem queria consultar as publicações, e esses momentos foram de grande debate de ideias. Foram tempos importantes, organizavam-se muitas conferências e havia muitas discussões em torno dos assuntos que mais me interessavam. Como a licenciatura em Direito só tinha duas cadeiras de Direito Internacional, acabei por continuar a estudar esta área ao longo do curso por minha conta. A vontade era muita e havia um espaço de discussão livre e qualificada muito estimulante. Este ambiente foi decisivo para mim e para o meu percurso.

 

“[Da infância] guardo memórias muito felizes (…) de um espaco de liberdade e responsabilidade na família”

 

Mas chegou a querer ser repórter de guerra …

Quando andava ainda na escola gostava de Jornalismo e de Relações internacionais. Já em pequenina simulava entrevistas. Lembro-me de uma cassete que, infelizmente, entretanto se perdeu em arrumações, onde simulava uma entrevista a Jonas Savimbi. O Direito surgiu com a ideia de que era um curso de banda larga que me daria uma boa formação de base e depois poderia fazer o que quisesse. 

 

O que é que mais marcou a sua infância?

Sou a mais nova de seis irmãos e penso que esse facto determinou o meu percurso. A diversidade, o interesse genuíno uns pelos outros, a curiosidade, a adaptabilidade e tolerância era algo “vivido” numa casa com tanta gente, muitas conversas e diferentes interesses. Guardo memórias muito felizes e aos meus pais só posso agradecer o espaço de liberdade e responsabilidade que cultivaram na nossa família.

 

“Aquilo que me move é o estudo a partir do caso concreto e da realidade.”

 

Como é que a carreira académica surge no seu caminho?

Apesar do Direito ser um curso de banda larga, havia sempre alguma pressão para seguir um percurso mais convencional, mas acabei por resistir. Sabia que queria ter uma profissão que me permitisse estudar e refletir. Depois da licenciatura, acabei por ingressar no mestrado da Católica e, um ano mais tarde, começar a dar aulas. Quando comecei a dar aulas, apercebi-me que o meu fascínio passava, também, pela própria relação com os estudantes e pela possibilidade de participar num processo dinâmico. Não gosto muito da ideia de ensinar de forma estanque, prefiro lançar perguntas e de em conjunto encontrar respostas.

 

É mais de perguntas do que de respostas?

A Universidade é isso mesmo. O que seria da Universidade só com respostas? Respeitando o passado e a tradição, não podemos nunca perder a capacidade de nos questionarmos constantemente e de nos espantarmos com o conhecimento. A minha grande preocupação com os meus alunos é que tenham capacidade de colocar questões e que cada um seja capaz de refletir e de encontrar por si as respostas.

 

Enquanto antiga aluna da Universidade Católica, o que é que mais a marcou durante o seu percurso?

O que mais me marcou foram os professores de excelência que proporcionaram um ambiente de muita exigência, rigor e desafio. Destaco, também, as pessoas com quem me cruzei e as amizades muito sólidas que fiz aqui. E, claro, o ambiente muito dinâmico que a Católica proporciona. Acabei por me envolver na Associação de Estudantes, na ELSA (European Law Students’ Association), na organização de conferências e debates. A Universidade é, de facto, muito mais do que a sala de aula.

 

Qual foi o tema da sua tese de Doutoramento?

A minha tese de doutoramento é o estudo de caso da guerra do Iraque em 2003. Curiosamente, passaram agora 20 anos do início da guerra. A escolha do tema acabou por ser natural. Durante a licenciatura comecei a interessar-me pelo direito internacional humanitário que é o direito dos conflitos armados. Era uma matéria que me interessava muito, a par, também, da questão da responsabilidade internacional e do uso da força. São temas estruturais. Por outro lado, esta ideia do estudo de caso também teve particular importância, porque aquilo que, realmente, me move é o estudo a partir do caso concreto e da realidade. Aí sim, a partir da realidade chamar o Direito e compreender que regimes se aplicam e como é que se resolvem as questões.

 

“O Direito não resolve o mundo, mas o que seria de um conflito sem o Direito?”

 

Estudar o Direito em ação com a realidade …

Precisamente. Na nossa Faculdade de Direito é a abordagem que adotamos. Não basta haver um conjunto de teorias, é preciso que haja uma verdadeira preocupação e um olhar atento para com o que está a acontecer. O livro Regimes Jurídicos Internacionais, coordenado pelo Professor Azeredo Lopes e editado na casa, retrata muito bem a visão que nós temos do Direito Internacional. O livro é constituído por 2 volumes. O primeiro aborda a teoria e o segundo é de “Questões, casos e materiais”. Fomos buscar resoluções do Conselho de Segurança, decisões do Tribunal Internacional de Justiça, comunicados dos diferentes Estados, discursos em fora internacionais, entre outros. O que realmente nos interessa é desenvolver a capacidade para estar atento e ler o que está a acontecer no mundo.
Esse é também um elemento que temos muito presente no International Studies Programme. Aí, nomeadamente pela presença de professores e estudantes estrangeiros, somos confrontados com leituras diferentes, experiências distintas, culturas diversas. A internacionalização acontece nesse diálogo com o ‘outro’.

 

Que impacto é que a Guerra na Ucrânia tem tido nos estudantes?

Como já referi, como estudante, ao “viver” o 11 de Setembro, a invasão do Afeganistão e depois do Iraque, senti que aquilo que estava a estudar se relacionava diretamente com o que estava a acontecer no mundo. Penso que, atualmente, com a Guerra na Ucrânia, o mesmo se passa. Os estudantes também sentem essa proximidade e um maior envolvimento e interesse. É difícil sermos indiferentes a um conflito desta natureza, tão próximo e que tem um impacto sensível no nosso dia a dia.

 

Ao longo do seu percurso, que experiências internacionais destaca?

Fiz alguns cursos de Direito Internacional Humanitário, um deles em San Remo, em Genebra. Frequentei, também, a Academia de Direito Internacional da Haia. Foi uma experiência fantástica. Eu era muito nova, tinha sede de aprender direito internacional, e de repente estive algumas semanas num ambiente, com pessoas de todo o Mundo, onde só se falava e se respirava Direito Internacional. No edifício do Tribunal Internacional de Justiça. Com acesso a uma Biblioteca ímpar para um internacionalista. Já no Doutoramento, estive no Max Planck Institut, em Heidelberg, num período de investigação. Foi determinante estar concentrada na minha investigação. Ao lado de outros investigadores nas mesmas circunstâncias. Discutíamos, debatíamos, ajudávamo-nos.

 

“Sobrevoar Bagdade (…) foi muitoemocionante”

 

Estudar Direito Internacional pode ser inquietante?

Sem dúvida, há uma grande inquietação humana ao estudar estas questões. Estudar a guerra mexe comigo e nem sempre é fácil, principalmente porque as vidas profissional e pessoal comunicam entre si e, por isso, nem sempre consigo (ou quero) desligar-me das matérias que estudo. Lembro-me bem, quando comecei a estudar o Direito Internacional Humanitário, de me confrontar com o facto de este ramo do direito aceitar a guerra como um facto e procurar regular a condução das hostilidades. Isto significa aceitar que pode haver gente que morre numa guerra. No início, tudo isto levantou em mim uma grande discussão interior e até uma reflexão ética, filosófica e espiritual. O Direito não resolve o mundo, mas o que seria de um conflito sem o Direito? Hoje em dia, claro, já lido de outra forma, mas são sempre temas que causam algum desassossego. Há dias melhores e dias piores.

 

O que é que mais gosta de fazer nos seus tempos livres?

Ir ao Estádio do Dragão ver os jogos. É um momento que me permite desligar de tudo (risos). Gosto muito de ler, ver filmes e de poesia. O meu lado mais nerd leva-me a gostar muito de sudokus.

 

Viagem favorita?

Visitar o Iraque foi muito marcante por motivos óbvios. Sobrevoar Bagdade e estar naquele local foi muito emocionante. Também me marcou muito uma viagem a Berlim. Eu acho que Berlim é uma cidade que nos diz muito hoje, há naquela cidade uma confluência daquilo que somos enquanto sociedade, resultado de um grande processo de evolução. É uma cidade muito efervescente artisticamente, há sempre coisas a acontecer. É muito mais do que a capital da Alemanha. Nesta viagem, parece que descobri, de alguma forma, a minha identidade enquanto pessoa que pertence a uma comunidade europeia, geográfica e muito mais do que geográfica.

 

30-03-2023

Caixa Geral de Depósitos premeia o mérito de estudantes da Católica no Porto

São quatro os estudantes da Universidade Católica no Porto que foram distinguidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) com o Prémio Caixa Mais Mundo (2022/23).

Mariana Barros, estudante da licenciatura em Psicologia, Xavier Cunha e Daniela Bessa, estudantes de Direito, e Diana Monteiro, estudante de Cinema, receberam o prémio que tem como objetivo alargar o acesso a oportunidades para todos os jovens que desejem estudar no Ensino Superior. A iniciativa valoriza o mérito académico dos estudantes que finalizaram o ensino secundário, incentivando a continuidade dos estudos em Instituições do Ensino Superior.

Diana Monteiro partilha que se sente “muito agradecida pela distinção” e que “integrar o curso de Cinema da Universidade Católica foi sempre um objetivo para o qual trabalhou. Todo o trabalho que desenvolvi até agora valeu a pena, porque me permitiu atingir o meu objetivo!”.

Xavier Cunha afirma que “é com enorme satisfação que recebe este prémio”. O estudante do 1º ano da licenciatura em Direito partilha que com esta distinção “ganho um novo ânimo para obter resultados de excelência no futuro, na certeza de que o mérito dos alunos é recompensado.”

Mariana Barros também destaca que é “com muito orgulho” que encara a distinção e que representa “uma motivação para continuar a trabalhar”.

Já Daniela Bessa refere que o prémio “é um reconhecimento de todo o meu esforço a nível académico. Esta iniciativa serve, para todos, como um enorme incentivo a continuar com trabalho árduo. Não trabalhámos com este objetivo, trabalhámos por nós e pelo nosso futuro, ser reconhecido e recompensado é só um extra.”

Os prémios e bolsas do Prémio Caixa Mais Mundo abrangem quatro categorias: Prémio Mérito Académico, Bolsas de Estudo para estudantes carenciados, Prémio de Mérito para estudantes de Cursos Profissionais e Prémios de Mérito para estudantes dos PALOP.

No total foram premiados 300 estudantes de instituições de Ensino Superior Públicas e Privadas que têm protocolo com a CGD. Os prémios, no valor unitário de 1000,00€, foram entregues em cerimónia pública na Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, que decorreu no dia 28 de março em 2023.

30-03-2023

Innovative Portugal Interview with Manuela Pintado

28-03-2023

Can hot food be put in the fridge? What are the risks?

27-03-2023

Projeto lança versão piloto de Mecanismo de prestação de contas transparente para Organizações de Economia Social

Até 30 de março de 2023, a Área Transversal de Economia Social (ATES) da Católica no Porto convida as OES Portuguesas a realizarem um autodiagnóstico organizacional sobre prestação de contas transparente. O preenchimento deste Mecanismo permite uma análise preliminar de um conjunto de dimensões organizacionais e gestionárias, vertida num relatório de recomendações.

O Mecanismo de Prestação de Contas Transparência construído, de forma crítica e colaborativa, com representantes do setor da Economia Social em Portugal, na fase I do projeto ‘Transparência nas Organizações de Economia Social Portuguesas’ (2019-2021), promovido pela ATES/ UCP – Porto, encontra-se atualmente (2022-2023) em fase de teste para identificação de ajustes necessários e aprofundamento de evidências sobre as práticas de prestação de contas junto das Organizações da Economia Social (OES) portuguesas.  

A versão piloto do Mecanismo, de preenchimento online, pretende proporcionar às OES um autodiagnóstico organizacional em termos de Transparência e Accountability, com recomendações, encaradas como oportunidades de melhoria em áreas temáticas específicas, numa lógica de aprendizagem organizacional contínua.

Para mais informações sobre o atual projeto, consulte aqui

24-03-2023

Católica Porto Business School anfitriã da Conferência da European Foundation for Management Development

Entre os dias 19 e 21 de março, a Católica Porto Business School foi anfitriã da Conferência internacional "MBA under tension: Leading through continuous turmoil", da European Foundation for Management Development (EFMD). Durante três dias, houve oportunidade de refletir e debater sobre os atuais avanços e desafios que estes programas enfrentam.  E também de debater temas como as tensões geopolíticas, os desafios e as oportunidades do Chat GPT, o possível uso do Metaverso e a forma como o MBA pode proteger a carreira de um profissional, entre outros temas.

A sessão de abertura contou com a presença de Rui Soucasaux Sousa, diretor da Católica Porto Business School, e de Friedemann Schulze-Fielitz, diretor da Business School Services da EFMD. Houve espaço para ouvir os contributos das empresas: no painel “Feedback from the corporate world” esteve presente Marta Cunha, diretora de Transformação da SONAE, e Luis Marques, membro do Conselho de Administração da Rangel e diretor do MBA da Católica Porto Business School. No último dia, o encerramento da conferência esteve a cargo de Vanina Farber, professora de Social Innovation e dean do programa de Executive MBA do IMD (MBA Executivo do International Institute for Management Development).

Para Rui Soucasaux Sousa, diretor da Católica Porto Business School, “é muito importante para a Católica Porto Business School estar na linha da frente a refletir sobre o presente e o futuro dos MBA, juntamente com a European Foundation for Management Development.” Luís Marques, diretor do MBA Executivo da Católica Porto Business School, refere “vivemos num mundo em constante mudança, onde questões como a geopolítica e a inteligência artificial influenciam o dia a dia dos profissionais e organizações, pelo que poder contribuir ativamente para uma possível mudança de paradigma nos MBA é uma oportunidade única.

Estiveram presentes mais de 80 diretores de programas de MBA, reitores e também quadros de empresas de todo mundo. Entre os 20 países representados, a conferência contou com participantes dos Estados Unidos, Japão, Canadá, África do Sul, Líbano, Egito, Finlândia, Croácia e outros. 

A EFMD é a entidade que gere o sistema EQUIS, que é um dos principais sistemas internacionais de avaliação, melhoria e acreditação de qualidade de business schools, um restrito grupo ao qual a Católica Porto Business School pertence.

23-03-2023

Maria Leonor Neves: “A vertente prática que caracteriza o ensino da Escola Superior de Biotecnologia tem sido determinante.”

Maria Leonor Neves tem 20 anos e é estudante da licenciatura em Bioengenharia, da Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica no Porto. Atualmente, está em Dresden, na Alemanha, em mobilidade internacional pelo programa Erasmus. Entusiasmada e curiosa, adora estar no laboratório e ver a Ciência a acontecer. Desejos para o futuro? Ambiciona trabalhar na área da Biomédica, onde poderá contribuir para o desenvolvimento de soluções que impactem a sociedade.

 

Neste momento, encontra-se em Dresden, na Alemanha, a fazer um semestre de Erasmus. Como tem sido a experiência?

Cheguei há cerca de um mês e estou a gostar muito. Essencialmente, procuro que seja uma experiência muito enriquecedora e que me ajude no meu crescimento. É a primeira experiência fora da casa dos meus pais e, paralelamente, também, está a ser muito diferente de um semestre normal, porque não estamos num regime de aulas convencional, mas sim a estagiar num laboratório, no Biotechnology Center (BIOTEC), da TU Dresden. Aqui sinto-me a experimentar um bocadinho daquela que poderá vir a ser a minha profissão no futuro.

 

Porquê escolher a Alemanha e que sítio da cidade de Dresden é que a marcou mais até ao momento?

É um país com uma posição de grande destaque no mundo da Engenharia que acabou por me cativar muito e por prender a minha atenção e curiosidade. Tenho gostado muito da zona de Neustadt por motivos óbvios (risos). É uma zona muito frequentada por jovens e tem imensos locais de convívio. É um ponto de encontro de muitas pessoas que estão a fazer Erasmus e por isso é um espaço com uma diversidade cultural muito grande.

 

“É uma relação de proximidade que facilita a aprendizagem.”

 

Porquê escolher estudar Bioengenharia na Escola Superior de Biotecnologia?

Conheci a Escola Superior de Biotecnologia quando andava no secundário e cheguei a ter a oportunidade de fazer atividades para os laboratórios. Foram experiências ótimas e que me ajudaram a perceber aquilo que realmente queria. Sempre tive muita curiosidade pela Biologia,mas também pela Matemática e pela Química. Na Bioengenharia consigo reunir todas estas áreas que me interessam, é uma área muito versátil. Lembro-me que, quando escolhi a licenciatura que queria e a universidade onde ia estudar, pesou muito o facto de se tratar de um curso relativamente novo, mas com uma garantia grande de qualidade e de excelência.

 

“Interesso-me sobretudo pelo desenvolvimento de soluções para problemas da área da Biologia.”

 

Está no último ano da licenciatura. O que é que tem sido mais marcante ao longo do seu percurso académico?

A vertente prática que caracteriza o ensino da Escola Superior de Biotecnologua tem sido determinante. Aqui temos a oportunidade de mergulhar verdadeiramente naquilo em que estamos a estudar. Esta constante ligação à investigação é muito marcante e faz toda a diferença no nosso percurso. A relação que existe entre os professores e os estudantes também é especial. É uma relação de proximidade que facilita a aprendizagem e que nos permite ir mais além. O ambiente que se viva na Faculdade é um ambiente muito entusiasmante e feliz e é um privilégio poder estudar numa Escola assim. Estou no terceiro e último ano da licenciatura e sinto-me muito realizada com o percurso feito até aqui.

 

“Tudo está relacionado e os resultados a que assisto no laboratório vão acabar por se refletir de alguma forma no dia-a-dia das pessoas.”

 

Escolheu a especialização em Biomédica. Porquê esta escolha?

É nesta área que eu consigo explorar mais a vertente ligada à Biologia. Na Biomédica consigo estar em contacto com o desenvolvimento de soluções para as áreas médica, farmacêutica e outras. Interesso-me sobretudo pelo desenvolvimento de soluções para problemas da área da Biologia. Quero estar entre estes dois mundos.

 

Movida pela missão de fazer parte da construção da Ciência?

Sim, quero fazer parte da construção da Ciência para poder impactar o mundo. A constante vontade de descobrir coisas novas é o que me faz querer estar inserida nesta área. Entusiasma-me a possibilidade de poder vir a conseguir ajudar pessoas, a resolver problemas que afetam a nossa saúde e de poder contribuir para melhorar a nossa qualidade de vida. É isto que me traz felicidade.

 

O que é que mais a entusiasma no laboratório?

Sem dúvida que é o poder ter a oportunidade de assistir aos resultados mesmo à minha frente. É fascinante poder verificar que os resultados podem ser desta ou daquela forma e que se assim forem vão impactar de uma certa maneira a nossa vida. Tudo está relacionado e os resultados a que assisto no laboratório vão acabar por se refletir de alguma forma no dia-a-dia das pessoas.

 

Iniciou a sua formação na Dança aos 3 anos e praticou assiduamente até aos 15. Existe algo em comum entre dançar e estar no laboratório?

As duas atividades trazem-me uma imensa felicidade. Em ambas consigo entregar-me totalmente. Quando estou a dançar, estou só a dançar e mergulhada no meu mundo e quando estou no laboratório, também, estou totalmente concentrada no meu trabalho e longe de outras preocupações e distrações. São duas atividades que exigem muita concentração e dedicação. 

 

De que forma é que a Dança ocupou um lugar importante para a sua formação?

Foi uma experiência fabulosa que desenvolveu muito as minhas competências, não só na dança, mas também no mundo das artes em geral. Na Dança, eu encontrava uma forma de me exprimir, era uma linguagem que eu usava para comunicar as minhas emoções. Permitiu-me ter experiências de palco e de espetáculo estupendas e também estive envolvida em troca de experiências com escolas de dança da Europa, como em França, em Espanha e na Noruega, onde conheci outros bailarinos. Foi mesmo importante para a minha formação. Atualmente, já não pratico, mas acompanho o mundo da dança e gosto imenso de assistir a espetáculos e atuações.

 

Lugar favorito do campus?

Gosto especialmente do Bar das Artes. É um lugar de encontro, de convívio e de muitas conversas. Os corredores e os laboratórios do Edifício de Biotecnologia também são especiais. São lugares de memórias muito felizes.

 

23-03-2023

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