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Carlos Lobo vence prémio para melhor realizador português no Curtas Vila do Conde

Com a curta-metragem Aos Dezasseis, o professor da Escola das Artes Carlos Lobo venceu o Prémio Kino Sound Studio para melhor realizador português na Competição Nacional do Curtas Vila do Conde- International Film Festival.

O júri justificou a vitória do seguinte modo: "Pela criação de imagens de forma clara e precisa, por dirigir os atores com sensibilidade e humanidade e por criar um dos melhores planos de abertura que o júri viu no festival."

Aos Dezasseis teve sua estreia internacional na 72ª edição da Berlinale - Berlin International Film Festival. Alumni da EA integram a equipa técnica da produção: Miguel Santa, André Guiomar, Tiago Carvalho, Luís Costa e Maurício d'Orey. O filme também teve a colaboração do professor da EA e supervisor de composição digital Ricardo Ferreira nos efeitos especiais.

Aos Dezasseis foi produzido por Olhar de Ulisses e Cimbalino Filmes, e distribuído pela Agência da Curta Metragem. O projeto tem financiamento do Município de Guimarães e Compete 2020. A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa apoia a produção.
 

Entre os premiados no Curtas Vila do Conde também está Garrano, dos alumni David Doutel e Vasco Sá, que recebeu o prémio do público para melhor filme da competição nacional.
 

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18-07-2022

Investigadora da Católica lidera projeto para melhorar cuidados paliativos na Europa

Sandra Martins Pereira, Investigadora Principal FCT no Centro de Estudos em Gestão e Economia da Católica Porto Business School, perita em investigação em ética em cuidados paliativos e em fim de vida, está envolvida na liderança de um projeto de 5.5 milhões de euros financiado pela Comissão Europeia, que tem em vista suavizar a transição entre o hospital e o domicílio para doentes com cancro e melhorar a sua qualidade de vida.

“Estamos a investigar se uma transição ótima de cuidados pode ser facilitada desde os cuidados hospitalares aos cuidados comunitários, de modo que os doentes possam permanecer no domicílio durante mais tempo, recebendo cuidados paliativos de elevada qualidade, resultando numa melhor qualidade de vida para doentes com cancro em fase avançada e no fim de vida e seus familiares, promovendo uma comunicação compassiva sobre temas eticamente sensíveis, diminuindo hospitalizações desnecessárias e minimizando o sofrimento”, explica a investigadora que e também Vice-Presidente da EAPC – Associação Europeia de Cuidados Paliativos.

Sandra Martins Pereira vai liderar o work package “Ethical, Sociocultural and Policy Analysis” (Análise Ética, Sociocultural e Política) que fica sob a responsabilidade da Universidade Católica Portuguesa no projeto de investigação multissectorial e interdisciplinar europeu intitulado ‘PAL-CYCLES: PALliative Care Yields Cancer welLbEing Support’, que se inicia em setembro de 2022.  

O projeto vai receber 5.5 milhões de euros ao longo dos próximos 5 anos, com mais de meio milhão de euros atribuídos à Universidade Católica Portuguesa.

As bases do programa de transição de cuidados paliativos ‘PAL-CYCLES’ foram desenvolvidas num estudo previamente realizado nos Países Baixos. Este estudo será agora mais desenvolvido e ajustado à realidade de outros países europeus, incluindo Portugal.

“O desafio com o ‘PAL-CYCLES’ é facilitar uma comunicação centrada na pessoa doente e a continuidade e integração de cuidados paliativos no contexto comunitário, bem como melhorar a prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade às pessoas com doença oncológica em fase avançada e em fim de vida, que necessitam cuidados paliativos, dentro e através de países europeus com uma grande variedade de sistemas de saúde e diferentes modelos de financiamento, organização e prestação de serviços de saúde”, esclarece Sandra Martins Pereira.

A equipa portuguesa implementará uma série de estudos e avaliará os desafios éticos, socioculturais e políticos inerentes à transição de cuidados paliativos e implementação do programa 'PAL-CYCLES'. Este projeto de investigação internacional inclui parceiros de nove países europeus (Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Polónia, Portugal, Roménia, Espanha e Países Baixos).

18-07-2022

Vânia Sousa Lima eleita presidente do Grupo Internacional de Investigação em Psicologia da Federação Internacional de Universidades Católicas

A docente da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), Vânia Sousa Lima, foi eleita presidente do Grupo Internacional de Investigação em Psicologia da Federação Internacional de Universidades Católicas (FIUC), e representante europeia no seu Comité Executivo, para o próximo biénio. O momento da eleição decorreu na Assembleia Geral, organizada no âmbito do 7º Congresso Internacional em Psicologia da FIUC: "Psychology in Dialogue: Three paths, one goal", que decorreu no campus da Católica no Porto..

Vânia Sousa Lima encara esta nomeação com “sentido de missão e de responsabilidade” e “com vontade de contribuir para os desafios do mundo através da importante dimensão da Psicologia”. Para a docente, “o Grupo Internacional de Investigação em Psicologia da Federação Internacional de Universidades Católicas tem um papel muito relevante, na medida em que promove a partilha e a convergência de conhecimento e de experiências, permitindo o desenvolvimento de um trabalho conjunto de valor”. Para Raquel Matos, diretora da Faculdade de Educação e Psicologia, “é uma enorme honra ter um membro da nossa Faculdade na presidência de tão importante grupo internacional.”

Doutorada em Psicologia Clínica, Vânia Sousa Lima é professora Auxiliar da FEP, onde tem desenvolvido investigação sobre relações íntimas, avaliação psicológica e intervenção psicoterapêutica. É, também, terapeuta da Clínica Universitária de Psicologia (CUP), onde acompanha adultos, casais e famílias.

O 7º Congresso Internacional da Federação Internacional de Universidades Católicas (FIUC), subordinado ao tema “Psicologia em Diálogo: 3 caminhos, um objetivo” decorreu entre 6 e 9 de julho, tendo reunido, presencialmente e em modo remoto, docentes e investigadores de Universidades Católicas de todo o Mundo na Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Como oradores principais convidados, o congresso contou com a participação de Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa e presidente da Federação Internacional de Universidades Católicas (FIUC), que apresentou uma conferência sobre “Universidades Católicas e o futuro do Ensino Superior”; Andrea Gaggioli (Università Cattolica del Sacro Cuore) que apresentou uma conferência intitulada “Experiência transformadora: Mente e Identidade na Era Phy-gital”; Jesús Labrador (Universidad Pontifícia de Comillas) que falou sobre “Uma breve viagem pelas vastas fronteiras da Psicologia” e Carles Perez (Universitat Ramón Llull – Blanquerna) que abordou a temática das “Redes inter-universidades: Uma experiência de investigação colaborativa.”

 

 

14-07-2022

Enfermagem da Católica no Porto é a melhor a nível nacional e está no top 10 das melhores escolas do Mundo, segundo o U-Multirank 2022

A Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa, segundo a edição de 2022 do U-Multirank World University Rankings 2021-2022, é a melhor escola de enfermagem portuguesa e está no Top 10 das melhores de todo o Mundo. Pelo segundo ano consecutivo, a Escola de Enfermagem (Porto) vê a sua posição confirmada. O U-Multirank compara o desempenho de instituições de ensino superior nas diferentes atividades em que cada universidade está envolvida.

Para nós este é o reconhecimento de todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em prol dos nossos estudantes, dos nossos docentes, investigadores e de proximidade com toda a comunidade,” salienta Paulo Jorge Alves, diretor da Escola de Enfermagem do Porto da Universidade Católica Portuguesa. O U-Multirank compara o desempenho de instituições de ensino superior nas diferentes atividades em que cada universidade está envolvida, através de 30 indicadores, divididos em 5 áreas de desempenho: ensino e aprendizagem; investigação; transferência de conhecimento; internacionalização; e envolvimento regional.

Na avaliação U-Multirank 2022, a Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa surge como a primeira a nível nacional, ocupa o 3º lugar Europeu e surge no 7º lugar entre 192 das instituições com formação em enfermagem avaliadas a nível mundial, considerando o total de classificações máximas em todos os itens avaliados. Apresenta 4 itens com classificação máxima dentro da categoria “ensino e aprendizagem” (tempo de graduação e corpo docente com doutoramento; contacto com ambientes da prática clínica e paridade de género); três itens com nota máxima na investigação (nomeadamente na produção científica e em acesso livre); e um na internacionalização (referente à produção científica em parceria com outros países).

14-07-2022

Research Scholarship - Project cLabel+

14-07-2022

Escola das Artes e Fundação Calouste Gulbenkian divulgam selecionados para Formação Avançada em Realização de Cinema e Televisão

A Escola das Artes e a Fundação Calouste Gulbenkian divulgam a lista dos selecionados para Curso de Formação Avançada em Realização em Cinema e Televisão, que decorrerá no Porto entre setembro e dezembro de 2022. 

Os candidatos selecionados são:

Mário Jorge da Cunha Veloso
Clara Villaverde Cabral Jost
Ana Sofia Marques Vilela da Costa
Nuno Miguel Ochôa Pimentel Gonçalves
Ágata de Pinho Lopes
Luisa Albuquerque de Mello
Diego Bragà Portugal
Marta Sousa Ribeiro

 

Combinando perfis e processos do cinema contemporâneo e do showrunning televisivo, o curso permitirá desenvolver um projeto original entre as duas áreas. Ao longo de 15 semanas, os alunos serão acompanhados por realizadores e profissionais de renome internacional (mais informações sobre os formadores aqui), em contexto de residência artística. A encabeçar este grupo de professores, estão Atom Egoyan, Lucrecia Martel e Céline Sciamma – todos eles nomes fundamentais do cinema contemporâneo de ficção e com experiências em diversos campos artísticos – para além dos cineastas portugueses Marco Martins e João Canijo.

Lecionado em português e inglês, o curso é gratuito e oferece um programa de criação artística direcionado para oito profissionais ou artistas em início de carreira. O projeto final a realizar pelos participantes será uma curta-metragem ou um episódio-piloto de uma série televisiva com transmissão prevista na RTP2.
 
A residência artística funcionará em regime de tempo integral, ao longo de 13 semanas distribuídas entre 15 de setembro e 16 de dezembro de 2022 (pré-produção e rodagem), acrescidas de duas semanas a definir entre janeiro e fevereiro de 2023 (para montagem e pós-produção). +info
13-07-2022

Mariana Barbosa: “A paz tem de implicar a justiça e a igualdade social”

Chama-se Mariana Barbosa, nasceu em Braga e tem 41 anos. É docente e investigadora da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica no Porto e é co-coordenadora da Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos. Dedica-se ao estudo da Psicologia da Paz, com especial enfoque na área dos direitos humanos. Determinada e muito envolvida em projetos de voluntariado e de ação social, afirma que não se revê na “lógica do académico puramente teórico”.  Nos tempos livres? “Estou completamente viciada no surf!”

 

Como é que se pode definir a Paz?

Normalmente associamos a paz apenas à ausência de conflito, mas eu acredito que seja muito mais que isso. Há um autor muito importante, Johan Galtung, considerado o fundador dos estudos para a paz, que veio introduzir a chamada “paz negativa” e a “paz positiva”. Esta diferenciação parte do pressuposto de que olhar para a paz apenas através da ausência de conflito é muito redutor e até perigoso. Se olharmos para a paz apenas desta forma, nunca conseguiremos sarar verdadeiramente as feridas e resolver os ciclos de violência. A paz tem de implicar a justiça, a igualdade social e, também, a restauração de dignidade humana, sob pena de se perpetuar a violência e a vingança. É por isso que trabalhar a paz não é só acabar com a guerra, mas sim abrir caminho e trabalhar com programas de reconciliação e de promoção da justiça e da igualdade social. Porque aquilo que alimenta a vontade de pegar numa arma é a sensação de que algo é injusto.

 

“Não adianta só baixar as armas, porque há feridas e traumas que ficam.”

 

Quando é que se começou a interessar pelos temas relacionados com a Psicologia da Justiça?

No terceiro ano da licenciatura em Psicologia, tive a disciplina de Psicologia da Justiça e foi amor à primeira vista. Fiquei completamente fascinada. Na verdade, sempre senti tendência pelas áreas mais sociais e que envolvessem a exclusão social, mas foi um caminho de descoberta. Acabei por me cruzar com pessoas que muito me inspiraram, como é o exemplo da Professora Carla Machado que mais tarde escolhi para ser a minha orientadora de doutoramento e que infelizmente já faleceu. No último ano da licenciatura, tinha de escolher uma área de especialização. É engraçado porque durante toda a minha vida tinha achado que ia seguir a área Clínica e então, apesar de estar completamente fascinada com a área da Justiça, achei que o mais sensato seria tirar à sorte. Lembro-me que escrevi Clínica num papelinho e Justiça noutro. Na secretaria antes de escolher a área tirei um papelinho e saiu “Clínica”. Fiquei desiludida com a sorte que me tinha calhado e acabei por ignorar aquele esquema que tinha montado e escolhi Justiça. Aí percebi realmente o que queria.

 

Foi no âmbito do seu doutoramento que viveu em Boston …

Sim, que grande experiência! Quando soube que queria fazer o doutoramento, fui ter com a Professora Carla Machado. Quando lá cheguei, a professora disse-me que tinha acabado de ser contactada por um grupo de investigadores da Universidade de Boston a propósito de um projeto relacionado com a violência de Estado. No fundo, a investigação estudava de que forma é que as pessoas legitimam ou não a violência quando esta é cometida pelos Estados. Escusado será dizer que quando ouvi a palavra Boston fiquei logo entusiasmada. Este tema também acabou por mudar a minha vida, porque, entretanto, passei a debruçar-me sobre os direitos humanos. O tema do doutoramento foi uma revolução para mim, porque me apaixonou imenso e porque me senti profundamente envolvida. Tentei e tento ainda hoje compreender o que é que leva as pessoas a serem violentas e depois a usar estes mesmos conhecimentos para tentar promover os direitos humanos. A minha tese representou o primeiro contributo em Portugal para a afirmação da área específica da Psicologia da Paz.

 

“Quando vamos para o terreno ficamos ligados a famílias e às suas histórias.”

 

Durante muitos anos, a Psicologia contribuiu para a guerra?

Sim, durante muitos anos a Psicologia contribuiu imenso para esforços de guerra, através dos testes psicotécnicos de inteligência, através da seleção das pessoas mais capazes de matar, entre outros exemplos. Não é por acaso que num pelotão de fuzilamento disparam todos ao mesmo tempo, é para fazer o efeito de ilusão da responsabilidade. A Psicologia é uma arma muito poderosa que, muitas vezes, é utilizada para a guerra e não para a paz. Se a Psicologia pode ajudar a matar, então temos de ser capazes de usar toda a informação e conhecimento para usar ao contrário, contribuindo para a prevenção. Toda esta experiência e o caminho que tenho feito tem sido no sentido de contribuir para a criação de mecanismos de justiça. Não adianta só baixar as armas, porque há feridas e traumas que ficam. É preciso haver reparações, indemnizações, intervir nos encontros das vítimas com os ofensores, intervir nos processos de reconciliação.

 

De que forma é que o trabalho no terreno é importante para a sua atividade académica e de investigação?

É no terreno que criamos uma ligação profunda com o tema em questão. É totalmente diferenciador e fortalece muito o nosso trabalho. Quando vamos para o terreno ficamos ligados a famílias e às suas histórias. Nunca me revi na lógica do académico puramente teórico. Só depois de ter estado na Grécia com a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) é que passei a falar com conhecimento de causa sobre a intervenção em crise e sobre aquele que é o papel de um psicólogo num campo de refugiados.

 

Como é que surge a oportunidade de ir como voluntária para os campos de refugiados, na Grécia?

Eu estava a trabalhar estes temas, mas só numa lógica teórica, e no início de 2016, na crise de refugiados no Mediterrâneo, senti que precisava de ter um papel ativo, na linha da frente. Em janeiro de 2016, pedi autorização à direção da Faculdade para ir para a Grécia e autorizaram. Dei apoio na chegada dos barcos, na organização logística dos campos, fiz intervenção em crise. Quando lá estive apercebi-me que havia muita informação que se estava a perder e alguns processos que não estavam a ser desbloqueados. Fui com a ideia de intervir mais enquanto psicóloga, mas acabei por ter um papel mais de facilitador e de ligação. Quando regressei, o responsável da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) falou comigo e disse que era muito importante continuar a haver um representante português no local que ajudasse a fazer este contacto com Portugal. Fui desafiada a ir novamente e lá fui eu 3 meses em missão, com a função de montar as bases do programa de voluntariado PAR Linha da Frente.

 

“Esta cultura de humanismo e de voluntariado diferencia-nos muito.”

 

Em março de 2022 vai de viagem num autocarro até à Polónia para trazer ucranianos que fogem da guerra para Portugal. O que é que mais a marcou?

Na viagem de regresso, lembro-me que um camionista entregou um peluche que era da filha dele a uma menina ucraniana. De forma geral, havia muita gente que vinha ter connosco e que se interessava. Lembro-me que fomos abordados por duas pessoas que nos vieram entregar um bocado de chouriço. Coisas tão pequenas, não é? As áreas de serviço desbloqueavam as casas de banho para podermos aceder livremente sem termos de colocar a moeda. Havia uma generosidade profunda das pessoas. É muito bonito de ver. Outro momento que me marcou aconteceu também numa área de serviço, quando um senhor, que por acaso me fez muito lembrar o meu pai e que estava com a sua mulher, me perguntou para onde é que nós íamos. Eu disse-lhes que íamos para Portugal e ofereci-me para os ajudar a marcar um alojamento algures através da internet. É no entretanto que lhes digo para ficarem com o meu contacto se precisarem de vir para Portugal e ele responde que tem dinheiro para os próximos 15 dias e começa a chorar. Naquele momento percebi que mais do que terem de sair do seu país, sentiam que tinham perdido a sua dignidade, porque até quando lhes ofereci comida lhes custou a aceitar que, verdadeiramente, precisavam. Acho que projetei neste casal os meus pais e emocionou-me bastante.

 

O voluntariado é ainda uma dimensão pouco valorizada na vida das pessoas?

Sim, embora ache que se está no bom caminho. Acredito que o voluntariado tem de ser uma parte da nossa vida. Da mesma forma que estudamos, que trabalhamos, que nos dedicamos à família e amigos, também temos de nos dedicar ao voluntariado. A Católica valoriza muito a dimensão do voluntariado e proporciona aos estudantes experiências variadas que os ajudam a desenvolver diferentes competências e que os ajudam a compreender a importância do serviço aos outros. Outro bom exemplo é a questão da metodologia Aprendizagem-Serviço que tem sido implementada. Todo este dinamismo da Católica é extraordinário. Esta cultura de humanismo e de voluntariado diferencia-nos muito.

 

“A educação para a paz, em primeiro lugar, tem de ser, essencialmente, um exercício de humildade.”

 

É uma das coordenadoras da Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos da Católica no Porto. De que forma é que considera que é uma formação diferenciadora?

Na Católica temos vindo a implementar um caminho de consolidação nesta área específica dos direitos humanos. A Pós-Graduação já está na 4ª edição, está sempre cheia e, por isso, o teste já está feito, não é verdade? Aquilo que realmente diferencia esta formação é ser verdadeiramente interdisciplinar e é a única formação deste tipo oferecida em Portugal. É uma iniciativa conjunta da Faculdade de Direito, da Faculdade de Educação e Psicologia e da Área Transversal de Economia Social da Universidade Católica Portuguesa. Reúne contributos das áreas do Direito, da Educação, da Economia Social e da Psicologia de igual forma.

 

Como é que se educa para a paz?

A educação para a paz, em primeiro lugar, tem de ser, essencialmente, um exercício de humildade. Sem humildade, vamos sempre sentir que estamos um bocadinho superiores aos outros e este é o primeiro ingrediente para desumanizarmos quem está ao nosso lado. Outro elemento importante é não nos conformarmos com aquilo que é mais confortável. Por exemplo, é mais confortável pensarmos que o Holocausto aconteceu porque existiu o Hitler. No entanto, esquecemo-nos de que houve pessoas que foram espetadoras e que foram alimentando tudo o que estava a acontecer.  Estes espetadores são na sua maioria pessoas que se justificam dizendo que estavam a cumprir ordens. O mesmo acontece quando assistimos a situações de bullying e nem nos apercebemos que direta ou indiretamente estamos a alimentar episódios de violência. Há um conjunto de circunstâncias que nos levam a alterar o comportamento e que nos levam a conformar e a cooperar com muitas das coisas que acontecem à nossa volta. O projeto Heroic Imagination, fundado e liderado pelo Philip Zimbardo, Prof. Emeritus da Stanford University, e do qual eu sou coordenadora em Portugal, trabalha precisamente para a consciencialização de que qualquer pessoa aparentemente vulgar neste planeta é capaz de cometer atos heroicos. Ninguém está isento da possibilidade de ser coagido pelo mal, no entanto, o inverso também é verdade. Este heroísmo comum e do quotidiano é sobretudo sobre a humildade. Há uma frase que gosto muito que é “a linha que separa o bem e o mal atravessa o coração de cada ser humano” e eu acredito nisto. Não há os bons. Nem há os maus, porque tudo nasce de uma decisão. Todos os dias da nossa vida tomamos essa decisão.  

 

O que é que mais gosta de fazer nos seus tempos livres?

A pandemia trouxe-me um vício: o surf! Estou completamente viciada e até ando a pensar em projetos que relacionem o surf e a psicologia. Vivi em Viana do Castelo até aos meus onze anos e, por isso, tenho esta ligação profunda com a praia e com o mar. Sou um bichinho de água e tenho um lado radical. Mas, essencialmente, gosto daquilo que me desafia e daquilo que pode sair fora do meu controlo. No surf basta haver uma alteração no vento que tudo muda. Eu gosto de lidar com esta imprevisibilidade. É a mesma imprevisibilidade com que tinha de lidar quando estava em contexto de crise e emergência nos campos de refugiados. Gosto de me superar perante os desafios imprevisíveis da vida.

 

13-07-2022

Produtos alimentares inovadores desenvolvidos por estudantes distinguidos pelo Prémio Ecotrophelia Portugal

E se o ovo fosse vegetal e as almôndegas tivessem farinha de inseto? As ideias e as fórmulas destes produtos alimentares inovadores surgiram durante o segundo semestre do Mestrado em Engenharia Alimentar, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto. O «notEggo» e o «MealBalls» foram os dois projetos de estudantes da ESB distinguidos com o 2º e o 3º lugar do Prémio Ecotrophelia Portugal, promovido pela PortugalFoods. Um concurso que distingue produtos alimentares eco inovadores desenvolvidos por estudantes do Ensino Superior. A cerimónia final de atribuição de prémios decorreu a 5 de julho, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.

Conceição Hogg, docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia, que coordena a participação dos estudantes neste concurso, afirma que “atividades opcionais como este concurso trazem, ao longo do ano letivo, o mundo real para dentro da sala de aula. Graças a estas iniciativas, os alunos defrontam problemas concretos, com critérios estabelecidos por profissionais.” Neste sentido, ao longo dos anos os docentes da Escola Superior de Biotecnologia incentivam os seus estudantes a participarem em concursos e iniciativas na certeza de que são oportunidades importantes de crescimento e desenvolvimento.

Nesta sexta edição do concurso, a escolha dos oito finalistas partiu de um total de 15 candidaturas, onde estiveram envolvidos cerca de 60 alunos das mais variadas instituições de Ensino Superior do país.

Substituir o ovo da galinha? Sim, é possível!

O «notEggo» é um substituto vegetal do ovo. Estes ovos que vêm das plantas trazem consigo a esperança de separar o ovo da galinha e, finalmente, pôr fim à produção em massa e insustentável de um dos alimentos mais conhecidos do mundo. O «notEggo», cujo grupo de trabalho é constituído por Beatriz Costa, Ema Camacho e Lígia Cruz, estudantes do Mestrado em Engenharia Alimentar, foi distinguido com o 2º prémio, tendo recebido, também, o prémio Born from Knowledge, atribuído anualmente pela Agência Nacional de Inovação na cerimónia do Prémio Ecotrophelia Portugal.

Almôndegas com farinha de inseto. Porque não?

O grupo constituído, também, por estudantes do Mestrado em Engenharia Alimentar – António Pedro Sousa, Beatriz Maria Gonçalves, Fernanda Barros, Sónia Marques e André Roseiro – criou o produto «MealBalls». Trata-se de almôndegas vegetais que integram farinha de inseto. O grupo foi distinguido com o 3º prémio.

 

12-07-2022

Finalistas de Enfermagem terminam licenciatura em cerimónia de compromisso na Sé Catedral

Os novos diplomados em Enfermagem pela Universidade Católica no Porto fizeram o tradicional compromisso profissional na Sé Catedral, após uma Eucaristia de Ação de Graças presidida pelo Bispo da Diocese, D. Manuel Linda. A cerimónia decorreu a 2 de julho e contou com a presença de 28 finalistas e respetivas famílias, de docentes, de representantes das instituições parceiras e da Ordem dos Enfermeiros e, também, com a presença de Isabel Vasconcelos, vice-reitora da Universidade Católica Portuguesa, e de Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto.

O compromisso profissional, comummente reconhecido como “Juramento Nightingale” desde o fim do século XIX, é habitualmente pronunciado à entrada na profissão. O texto atualmente utilizado, com pequenas adaptações, é o proposto pela Ordem dos Enfermeiros e resume os deveres ínsitos no Código Deontológico em vigor. Como sinal de envio o bispo da Diocese do Porto benzeu as mãos dos finalistas que, após receberem a lamparina acesa, proferiram a uma só voz o compromisso profissional perante todos os presentes.

Ao longo da cerimónia foi várias vezes salientada a necessidade dos enfermeiros promoverem sempre um cuidado competente assente no conhecimento e com foco na atenção e dignidade do próximo. O Doutor Paulo Alves, Diretor da Escola de Enfermagem – Porto da UCP, após a introdução do rito do compromisso, reforçou ainda a necessidade de cada um dos novos enfermeiros, à luz das palavras do Papa Francisco, ser um perito em Humanidade. É alicerçada nestes valores que a Escola de Enfermagem, do Instituto de Ciências das Saúde da Universidade Católica no Porto, assume a missão de promover um ensino e investigação de excelência que contribua para o crescimento e desenvolvimento dos estudantes em todo o seu potencial pessoal e profissional.

Parabéns a todos os diplomados!

 

 

12-07-2022

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