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Novidades

Católica Doctoral School lança concurso de bolsas de mestrado e doutoramento

A Universidade Católica Portuguesa (UCP), através da Católica Doctoral School (CADOS) anuncia a abertura de concurso para atribuição de bolsas de investigação para mestrandos(as) e doutorandos(as) em regime de dedicação exclusiva, ao abrigo do Regulamento de Bolsas de Investigação da UCP.

O concurso abrangerá as áreas de Arte, Cultura e Humanidades; Ciências Sociais (incluindo Direito, Ciências Políticas, Ciências da Comunicação, Ciências da Educação e e Psicologia); Religião e Teologia bem como Saúde e Biotecnologia.
 
As bolsas serão financiadas ao abrigo do Protocolo entre a Fundação Amélia de Mello e a Universidade Católica Portuguesa.
 
O concurso estará aberto entre 4 de julho de 2022 e as 17h00 (hora de Lisboa) de 15 de julho de 2022.

Mais informações aqui.


MESTRADOS · 3ª Fase até 21 SET


 

DOUTORAMENTOS · 2ª Fase até 31 SET 

 

23-06-2022

Alumna da ESB condecorada pelo Presidente da República

O Presidente da República condecorou Susana Frazão Pinheiro, alumna da Escola Superior de Biotecnologia (ESB), com o grau de Comendador da Ordem da Instrução Pública.

Susana Frazão Pinheiro estudou Microbiologia, construiu uma carreira como investigadora e trabalha para causas humanitárias ligadas à saúde em vários países.

A Escola Superior de Biotecnologia, convicta da sua missão nos campos da educação e investigação, manifesta o profundo orgulho que sente na sua comunidade alumni que dá constantes provas de sucesso e de dedicação à sociedade.  

23-06-2022

Paula Castro: “É muito bom poder contribuir para a sustentabilidade do planeta.”

Paula Castro é docente, investigadora e atual diretora da Escola Superior de Biotecnologia (ESB). Cresceu numa família muito numerosa, onde aprendeu “a respeitar o outro e a saber partilhar”. Alumna da ESB, licenciou-se em Engenharia Alimentar e mais tarde doutorou-se em Engenharia Bioquímica na University College London, em Londres. Regressou a Portugal com vontade de se dedicar à carreira académica, tendo criado a linha de investigação em ambiente e sustentabilidade porque “é muito motivante poder investigar numa área com um impacto social tão grande!” E nos tempos livres? Caminhadas ao ar livre com os dois filhos algures na Serra da Estrela.

 

Que memórias guarda da sua infância?

Tive uma infância muito feliz passada na aldeia e numa rua onde só havia a casa do padre, uma igreja (românica e muito bonita) e um mosteiro (de Landim) perto da quinta da minha mãe. A minha especialidade era subir às árvores. Fui uma verdadeira maria-rapaz e aos quatro anos já tinha partido a tíbia e o perónio (risos). Sou a quinta de um grupo de treze irmãos, com dez rapazes. Sempre ouvi o meu pai dizer que nos daria o que considerava essencial: a educação, para além do muito “colinho” que tivemos. Ensinaram-me que com isto podíamos ser o que quiséssemos. Foi uma infância muito rica em vivências.

 

O que é que se aprende com uma família tão numerosa e de que forma é que isso a moldou?

Aprende-se a viver em harmonia numa grande variedade de personalidades. Aprende-se muito a respeitar o outro e a saber partilhar não só aquilo que é material, mas também tudo aquilo que não é. Aprende-se a ser-se organizado, aprende-se a gerir e acima de tudo ganha-se muita responsabilidade. Sou uma das mais velhas e acabamos por ter um sentido de grande responsabilidade para com os outros irmãos. Claro que os pais estão lá, mas já não são só os pais, porque somos todos uma equipa. No meio de tanta brincadeira e trabalho, responsabilização e partilha, moldou-me a simplicidade e a capacidade de valorizar apenas o essencial. E a de respeitar a diferença – de outra forma seria difícil viver em harmonia entre tantos espíritos rebeldes. Acho que trouxe isso para a vida, onde tento cultivar a riqueza da diferença. De alguma forma tudo isto me ajuda a lidar com a incerteza e mantém-me o ânimo quando as coisas correm menos bem.

 

O que é que a marcou nos seus tempos do liceu?

Tive a sorte de encontrar ao longo de oito anos, no colégio dos Jesuítas nas Caldinhas, professores que passaram o gosto pelo conhecimento. Mas houve um professor que me marcou imenso: o meu professor de filosofia. Esse professor era o então jovem Padre Nuno Gonçalves, agora Reitor da Universidade Gregoriana em Roma. Fazia algumas aulas diferentes, no bosque do colégio no meio da natureza. Registei a serenidade e a orientação para a necessidade de tempo para a contemplação e o pensamento livre e ainda hoje esses momentos me reavivam a determinação de proteger o tempo para pensar, para a introspeção, onde nascem diferentes formas de ver a vida. 

 

Ingressou na licenciatura em Engenharia Alimentar da Escola Superior de Biotecnologia. Porquê esta escolha?

Eu sempre quis seguir um curso de engenharia, sempre gostei de matemática, mas não queria abandonar as ciências da vida. Quando eu estava no 12º ano soube que ia abrir uma nova faculdade na Universidade Católica, a Escola Superior de Biotecnologia, com um curso novo, com muita ligação às empresas e que incluía um estágio no estrangeiro no último ano. Eu não sabia muito bem o que seria após o curso, mas sabia que ia para fora, à época completamente inovador, e que ia ser dos primeiros estudantes a fazer aquela licenciatura. Isto bastou-me para decidir.

 

No 5º ano do curso parte rumo aos Estados Unidos da América, mais concretamente para a Universidade da Virgínia.

Sim, o estágio no estrangeiro que tanto ansiava concretizou-se na Universidade da Virgínia, onde escolhi um tema que não tinha nada de Engenharia Alimentar: produção de fármacos com células. O facto de estar envolvida numa temática que não tinha a ver com a Engenharia Alimentar fez-me perceber que o curso que tiramos é como se fosse uma carta de condução que nos permite seguir por direções diferentes. Foi, verdadeiramente, libertador para mim perceber que eu não tinha de estar agarrada à área do meu curso, porque eu realmente ainda não sabia o que queria fazer, mas senti-me preparada para agarrar oportunidades. A licenciatura tem de nos dar ferramentas, através das quais vamos poder atuar em realidades e contextos diferentes.  

 

Gostou tanto da experiência internacional que depois também foi fazer o seu doutoramento para Londres …

Sim, fiz o doutoramento na University College London onde trabalhei com células e fármacos, era uma investigação com um propósito muito aplicado. Foram tempos muito bons. Lembro com muito carinho um dos meus orientadores, o Professor Alan Bull. Em cada momento importante, ao invés de me dizer o que fazer, sabia ouvir o que eventualmente seria até um caminho menos correto e fazia-me acreditar que a decisão era uma proposta conjunta onde eu tinha tido uma palavra. Sabia confiar, orientar e fazer acreditar que o mérito de cada escolha era fruto do nosso trabalho. Inspirou-me muito. Foi, também, durante o doutoramento que me comecei a interessar por outros temas mais ligados ao ambiente.

 

“Tenho muito presente que o percurso na faculdade pode, por si só, transformar a vida de um jovem.”

 

Quando é que desperta para o interesse pela carreira académica?

Ainda em Inglaterra acabei por conseguir um lugar numa empresa de biotecnologia, onde fiquei dois anos. Foi uma ótima oportunidade que muito me ensinou, mas a verdade é que sentia o apelo pela carreira académica. Regressei, assim, para Portugal para desenvolver uma linha de investigação em ambiente e sustentabilidade.  Eu já tinha sido monitora no quarto e no quinto ano do curso, em que dei aulas práticas de bioquímica e, por isso, já tinha tido algum contacto com a experiência de ensinar.

 

O que é que mais gosta na sua profissão, enquanto investigadora e docente?

Fascina-me o desenvolvimento de soluções sustentáveis para problemas que nos põem à prova todos os dias, como a disponibilidade de solo e água para alimentar um planeta de 8 mil milhões de pessoas, fora todas as outras espécies, claro. É muito bom poder contribuir para a sustentabilidade do planeta. É muito motivante poder investigar uma área que tem um impacto social muito grande. Paralelamente à investigação, tenho o privilégio de canalizar esse conhecimento para a docência. Gosto imenso desta proximidade com os alunos e o privilégio que temos de os acompanhar na sua evolução. É um desafio muito grande!

 

Assume o cargo de diretora da Escola Superior de Biotecnologia. Como é que encara esta missão?

Enquanto diretora e, também, alumna da ESB, cabe-me criar para os atuais alunos o mesmo que a faculdade fez por mim quando era jovem: garantir uma formação inovadora e com um horizonte global, capaz de preparar profissionais que criem um mundo melhor. Tenho muito presente que o percurso na faculdade pode, por si só, transformar a vida de um jovem.

 

“A aspiração mais profunda de cada um é ser feliz.”

 

O que é que a move nesta missão?

O desígnio mais nobre da universidade é de facto a geração de conhecimento, mas não podemos interpretá-lo de forma limitante. Por exemplo, queremos inspirar os nossos alunos de modo a trazer ao de cima o melhor do seu potencial. Sabemos que ao abrir as portas da vida profissional estamos também a mostrar como viver: e a aspiração mais profunda de cada um é ser feliz. Somos responsáveis por ajudar a otimizar esse cruzamento de aspirações em particular com base no exemplo, que é um dos mais fortes manuais que temos.

Como é que construímos felicidade num mundo imprevisível? Essas e outras perguntas complexas não têm respostas fáceis. Pessoalmente, defendo uma busca através da reconexão com o que temos de mais intrínseco: valores básicos como a solidariedade, a honestidade, o diálogo e a tolerância. Eu sei que não é apenas a universidade que é chamada a fazer face a estes grandes desafios, mas é a instituição onde mais oportunidade temos para ganhar consciência destes processos e, quem sabe, onde poderemos descobrir o «abre-te sésamo» por que todos ansiamos. Em suma, necessitamos de fomentar modelos inovadores assentes em abordagens holísticas e interdisciplinares que promovam o pensamento crítico e a ligação ao mundo. É tudo isto que me move! Cada estudante, funcionário ou docente tem um papel crucial na preparação do mundo que as gerações futuras virão encontrar. Quero ser uma facilitadora desse processo.

 

“Os jovens estão mais disponíveis para a mudança!”

 

De que forma é que a Escola Superior de Biotecnologia se distingue?

Uma das coisas que melhor nos define é a proximidade entre todos os alunos, professores e funcionários. Vivemos intramuros com o Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) e também com empresas e é muito importante estarmos numa faculdade onde se convive de perto com a construção da ciência.  Isto traz rigor ao raciocínio e acaba também por impulsionar o espírito empreendedor dos alunos. Aquilo que a ESB é para os seus estudantes, através de tudo o que proporciona, como a formação de excelência, as oportunidades de mobilidade e outros projetos, acaba por ser uma forma de estar na vida. É isto que queremos que os nossos alunos levem quando partem.

 

Dedica-se à investigação de temas relacionados com a sustentabilidade. Considera que as gerações mais jovens estão mais permeáveis a estas temáticas?

Sim, os jovens estão mais acordados para a urgência da mudança e para mobilizar a sociedade nessa transformação. Mas, atenção, que isso não basta porque nós, “os jovens há mais tempo” como diz o nosso capelão, temos de abrir o caminho às novas gerações, sobretudo pelo exemplo, e nas universidades essa interação tem espaço para frutificar. Na ESB/CBQF em particular a sustentabilidade é pano de fundo para a nossa atividade e o critério que permite selecionar opções. Por exemplo não faz sentido trabalhar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas apenas em determinados projetos ou unidades curriculares e ignorá-los noutras. Cabe-nos entrosar essas prioridades no dia-a-dia e permitir que elas nos guiem e inspirem. Só desta forma é que conseguimos ajudar a capacitar as gerações mais novas para o imenso desafio que as aguarda.

 

“Acredito que a felicidade, quando se encontra, percebe-se que ainda é gratuita!”

 

De que forma é que a ESB e o CBQF assumem a missão de estarem abertos ao exterior e servirem a sociedade?

A investigação é crucial para o futuro da sociedade e para a sobrevivência do planeta e uma faculdade sem investigação não serve bem nem os seus alunos, nem a comunidade que a apoia. A ESB e o CBQF existem como duas faces da mesma moeda. O CBQF desenvolve investigação de ponta precisamente nas áreas nucleares do nosso ensino. Esta vivência intramuros, além de se refletir diariamente na oferta formativa e estar à disposição dos alunos, também alimenta a inovação e abre a porta para mercados internacionais extremamente competitivos. Orgulhamo-nos de responder aos atuais desafios da sustentabilidade, saúde e bem-estar. O nosso trabalho só faz sentido se servirmos a sociedade e se estivermos verdadeiramente abertos ao mundo.

 

O que é que mais gosta de fazer nos tempos livres?

Quando era mais jovem pratiquei mergulho de garrafa e cheguei a experimentar voo em planador… Agora o meu tempo é passado com os pés bem assentes na terra. Os meus tempos livres são essencialmente dedicados aos meus dois filhos, com quem faço longas caminhadas na serra... ou com quem vejo algumas séries assustadoras! Tudo coisas simples e ao alcance de todos porque acredito que a felicidade, quando se encontra, percebe-se que ainda é gratuita!

 

Existe algum sítio onde goste de caminhar preferencialmente?

Na Serra da Estrela. É a minha serra de eleição e passo lá o que posso do meu verão.

 

23-06-2022

Duas equipas de alunos da ESB são finalistas no Ecotrophelia 2022

O concurso Ecotrophelia distingue produtos alimentares eco-inovadores desenvolvidos por alunos do ensino superior. É um concurso nacional mas com uma componente internacional: os selecionados da Alemanha, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Lituânia, Reino Unido, Roménia e Sérvia, além de Portugal, desafiam-se na finalíssima europeia que este ano terá lugar em outubro em Paris. Em Portugal a competição inclui três prémios monetários (2.000€, 1.000€ e 500€) e vai olhar para os oito grupos finalistas agora anunciados. Desses oito, dois são de alunos do mestrado de engenharia alimentar da ESB. Os restantes são provenientes do Instituto Politécnico do Porto, Universidade do Porto, Universidade de Aveiro, Universidade de Lisboa, Universidade de Coimbra, Universidade do Minho, Instituto Politécnico de Lisboa e Instituto Português de Administração de Marketing.

Nesta sexta edição do concurso a escolha dos oito finalistas partiu de um total de 15 candidaturas onde estiveram envolvidos cerca de 60 alunos das mais variadas instituições de ensino superior do país. Os produtos vão ser apreciados pelo júri no dia 5 de julho no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, num evento que também anunciará os vencedores. Os critérios incluem a inovação, a sustentabilidade, e interesse nutricional e sensorial.

Abaixo encontram as equipas da ESB e seus produtos.

1 - notEggo

O «notEggo» é um substituto vegetal do ovo, com forma e consistência semelhantes a um ovo de galinha. A gema e a clara vegetal podem ser usadas separadamente e oferecem aos consumidores a liberdade de fazer uso da sua criatividade ao construir o seu ovo vegetal. Estes ovos que vêm das plantas trazem consigo a esperança de separar o ovo da galinha e, finalmente, pôr fim à produção em massa e insustentável de um dos alimentos mais conhecidos do mundo.

Elementos do grupo:

Beatriz Costa - Licenciada em Biotecnologia pela Universidade de Aveiro e atualmente aluna do Mestrado de Engenharia Alimentar da Universidade Católica Portuguesa. A área alimentar e ambiental são as suas áreas de interesse. Também adora ler um bom livro e aproveitar a Natureza.

Ema Camacho - Estudante da Universidade Católica Portuguesa na área de engenharia alimentar e entusiasta pela química e pela ciência. Apaixonada pelo desporto e por tudo o que a faz sentir-se viva corre em busca da melhor versão de si própria.

Lígia Cruz - Natural de Vila do Conde é estudante do Mestrado em Engenharia Alimentar da Escola Superior de Biotecnologia onde também se licenciou em Bioengenharia. É conhecida pela sua espontaneidade, espírito aventureiro e criatividade. Gosta de viajar e é apaixonada pela Natureza.

2 - Mealballs

 

As mealballs são almôndegas de vegetais que incluem farinha de inseto.

Elementos do grupo:

António Pedro Sousa - 21 anos, licenciado em Bioengenharia e estudante do 1º ano do Mestrado em Engenharia Alimentar da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Neste projeto é responsável pelo plano de negócios, rentabilidade do projeto e aspetos de sustentabilidade.

Beatriz Maria Gonçalves - 22 anos, licenciada em Bioengenharia e estudante do 1º ano do Mestrado em Engenharia Alimentar da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Neste projeto é responsável pelo plano de marketing e estudo regulamentar do produto.

Fernanda Barros - 22 anos, licenciada em Bioengenharia e estudante do 1º ano do Mestrado em Engenharia Alimentar da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa.
Neste projeto é responsável pelo design da embalagem, imagem e marca do produto e pelo estudo do consumidor e análise de mercado. Também faz a gestão das respetivas redes sociais.

Sónia Marques - 23 anos, natural de Viana do Castelo. Licenciada em Tecnologia Alimentar e neste momento aluna do Mestrado em Engenharia Alimentar da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Responsável pela elaboração do processo a nível técnico com foco na segurança alimentar.

André Roseiro - 24 anos, natural de Leiria e licenciado em Tecnologia Alimentar. Aluno do 1º ano do Mestrado em Engenharia Alimentar da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Neste projeto é líder da equipa, responsável pelo contacto com fornecedores, desenvolvimento e elaboração da embalagem. Orientou também o desenvolvimento da dimensão de sustentabilidade do produto.

Boa sorte aos dois grupos!

22-06-2022

Produções da EA selecionadas para o Curtas Vila do Conde

 


O festival Curtas de Vila do Conde 2022, que ocorre este ano de 9 a 17 de julho, conta com uma forte representação da Escola das Artes. O documentário Enquanto Houver Ovelhas, do aluno da Licenciatura em Cinema João Pinto vai a concurso na secção Take One! – que escolhe os melhores filmes realizados em escolas de cinema. A curta-metragem Aos Dezasseis, do professor Carlos Lobo, que teve sua estreia na 72ª edição da Berlinale, está na Competição Nacional e na Internacional.

Há ainda quatro filmes de alumni da EA em competição: Garrano (de David Doutel e Vasco Sá), O casaco rosa (de Mónica Santos), Raticida (de João Niza Ribeiro) e Saturno (de Luís Costa, André Guiomar).

Destaca-se a presença dos filmes Against Time, de Ben Russel, artista residente na EA em 2021, e O teu peso em ouro, de Sandro Aguilar, artista visitante em 2022/2023. Também em competição está a obra Mangrove School, de Sónia Vaz Borges e Filipa César, artistas que expuseram na Escola das Artes em 2021

A Escola das Artes é parceria do Festival Curtas Vila do Conde 2022.

 

Cursos nesta área

 


Enquanto Houver Ovelhas, de João Pinto
Documentário (2022)
Competição Take One!
 

Sinopse: A vida diária de um casal que subsiste através da cada vez mais extinta arte pastorícia numa zona remota do interior Português. 
 



 


Aos Dezasseis, de Carlos Lobo
Ficcção (2022)
Competição Nacional


22-06-2022

Qual o impacto da aprendizagem socioemocional? Investigadores publicam artigo em revista internacional

Avaliar e compreender o impacto da aprendizagem socioemocional foi o objetivo de um estudo desenvolvido por investigadores e docentes do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica no Porto.

Intitulado “Socioemotional Skills Program with a Group of Socioeconomically Disadvantaged Young Adolescents: Impacts on Self-Concept and Emotional and Behavioral Problems” e desenvolvido pelos investigadores Lurdes Veríssimo, Isabel Castro, Marisa Costa, Pedro Dias e Francisca Miranda, o artigo, publicado na revista internacional Children, descreve a investigação que pretendeu avaliar a eficácia da aprendizagem socioemocional, implementada num grupo de jovens adolescentes socioculturalmente vulneráveis. Lurdes Veríssimo, primeira autora do artigo, explica que esta aprendizagem diz respeito ao processo de desenvolvimento de competências socioemocionais (e.g., capacidade de gerir a frustração, autoestima, assertividade), nomeadamente através de programas estruturados.

Os resultados indicam um impacto significativo no autoconceito, nomeadamente um aumento no ajustamento comportamental, felicidade e satisfação e uma diminuição na ansiedade no grupo de intervenção.

Lurdes Veríssimo refere, também, que “o desenvolvimento de competências socioemocionais permite (Durlak et al., 2011): 1) aumento da realização académica (e.g., melhores notas); 2) melhor ajustamento de comportamentos e atitudes (e.g., automotivação); 3) diminuição de problemas de comportamento (e.g., agressividade); 4) diminuição de problemas psicopatológicos (e.g., ansiedade e depressão).”

Este estudo realizou-se no âmbito do projeto de intervenção e investigação Aprender Com Todos (ACT), promovido pela Faculdade de Educação e Psicologia e pela Área Transversal de Economia Social da Universidade Católica no Porto que terminou em fevereiro de 2022.

22-06-2022

U-Multirank atribui nota máxima à Universidade Católica Portuguesa em 11 indicadores

A Universidade Católica Portuguesa obteve a classificação de “Muito Bom” em 11 indicadores e classificação de “Bom” em outros 10 indicadores, na edição de 2022 do U-Multirank, que avaliou mais de 2200 universidades de 96 países, através de múltiplos indicadores.

Destaca-se o excelente desempenho obtido pela UCP nas áreas da investigação, transferência do conhecimento, orientação internacional e envolvimento regional, com nota máxima em 11 indicadores, entre os quais: “Publicações mais citadas”; “Publicações mais citadas em patentes”; “Captação de financiamento privado para investigação”; “Captação de rendimentos gerados por formação profissional contínua”; “Docentes internacionais”; Mobilidade dos alunos”; “Mestrandos que trabalham na região”, “Equilíbrio de género”; “Publicações científicas profissionais”; “Publicações científicas conjuntas regionais”; e “Autoras femininas”.

Os resultados refletem uma melhoria face à edição de 2021, em que a UCP tinha obtido a classificação de “Muito Bom” em 10 indicadores e classificação “Bom” em outros 10 indicadores.

O ranking compara o desempenho de instituições de ensino superior nas diferentes atividades em que cada universidade está envolvida, através de 30 indicadores, divididos em 5 áreas de desempenho: ensino e aprendizagem; investigação; transferência de conhecimento; internacionalização; envolvimento regional.

22-06-2022

Escola das Artes lança podcast em parceria com a Cinemateca Portuguesa



Está no ar o primeiro episódio do podcast FILMar, uma parceria da Escola das Artes com a Cinemateca Portuguesa. O podcast propõe, através de um conjunto de várias conversas, entrevistas e debates, uma viagem pela história do cinema português, acompanhando paralelamente o trabalho feito pelo FILMar, projeto da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, com apoio do programa EEAGrants. O podcast é uma parceria entre a Cinemateca e a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, com apoio do CITAR e da FCT, através do projeto UIDB/0622/2020. A autoria é de Daniel Ribas e Miguel Mesquita, e a edição de José Lobo.
 
No primeiro episódio, o podcast mergulha no trabalho de Paulo Rocha, realizador cujos filmes "A Ilha dos Amores" e "A Ilha de Moraes" foram recentemente lançados pela Midas Filmes. O mar, e a viagem, no cinema do realizador, é o mote para o primeiro episódio deste podcast, dedicado à relação do cinema português com o mar. Tiago Bartolomeu Costa (coordenador do projeto FILMar) e Paulo Cunha (professor da Universidade da Beira Interior) são os primeiros convidados.
 

Para ouvir:
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21-06-2022

Reitora da Católica reúne com o Secretário-Geral das Nações Unidas

O encontro entre Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, e António Guterres, Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, no passado dia 16 de junho, em Nova Iorque, constituiu uma oportunidade para a apresentação da Federação Internacional de Universidades Católicas, da qual a Reitora é presidente, e para a discussão de estratégias para a educação superior.

A reunião ficou marcada pelo debate de estratégias concretas para a concretização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4: Educação de Qualidade “Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”, num tempo em que a educação superior se está a tornar um fator de crescente desigualdade. Foi neste contexto que a Reitora deu a conhecer o Programa Ser Capaz, a ser lançado pela Católica.

21-06-2022

Docentes da Católica Porto Business School publicam artigo sobre a experiência do confinamento dos seus alunos

De um momento para o outro, tudo mudou: no ano de 2020, o mundo ficou em suspenso e refém de um vírus que afetou o nosso quotidiano e cujas consequências, a longo prazo, ainda são desconhecidas. Através de um artigo de três docentes da Católica Porto Business School - Cláudia Carvalho Amador, Sandra Lima Coelho, Maria Isabel G. G. Castro Guimarães -, deu-se visibilidade às vivências juvenis do primeiro período de confinamento e chamou-se a atenção para o impacto do mundo digital. 

Assim, as autoras recolheram dados junto de  um conjunto de 43 jovens estudantes do primeiro ano das licenciaturas de Economia e Gestão , com idades compreendidas entre os 17 e os 19 anos que transitaram, de forma inesperada e sem qualquer tipo de preparação, para um regime de ensino à distância, que culminou numa experiência de confinamento nunca antes vivida. Se, por um lado, os dados recolhidos permitiram compreender o papel desempenhado pelas redes sociais durante o período de isolamento, por outro lado, permitiram esclarecer aquela que foi uma experiência única, no âmbito mundial, de implementação do ensino à distância. 

Os relatos dos jovens só provam que o mundo digital permitiu, de facto, superar o afastamento geográfico, contribuindo para a diminuição da solidão e da depressão, uma vez que foi através de ecrãs que muitos destes jovens conseguiram contrariar sentimentos de solidão, alimentando-se de momentos de socialização online com familiares e amigos e encarando as redes sociais como principais aliadas contra o isolamento e o afastamento físico. 

Por sua vez, os jovens estudantes que integraram esta amostra associaram uma panóplia de dificuldades ao ensino à distância durante esse primeiro confinamento – quando eram, ainda, estudantes do ensino secundário -  que vão muito para além do fator económico. Realçaram as dificuldades de ajustamento dos professores daquele nível e ensino ao ambiente online, um ambiente em que os próprios estudantes se sentiram mais suscetíveis a mecanismos de distração e no qual admitiram ser mais difícil manter a concentração,  concluindo-se que esta amostra de  estudantes, na sua grande maioria,  prefere o sistema de ensino presencial. 

“Sentia, e ainda sinto, que este tipo de ensino [online] não é tão rentável como o ensino presencial. Penso que há uma tendência muito maior para nos distrairmos, visto que estamos sempre na nossa zona de conforto (a nossa casa). É como se nunca saíssemos realmente do nosso estado de repouso e, mesmo quando estamos a ouvir uma aula, a nossa atenção acaba por não ser a maior.” 

Desta forma, os resultados demonstram  que estes jovens, extremamente familiarizados com o mundo digital, encararam as redes sociais e a escola à distância como uma oportunidade de manter as suas práticas de sociabilidade e concluir o ano letivo, mas de uma forma que os obrigou a efetuar ajustes e reestruturações. Conclui-se, portanto, que apesar de todo o mal-estar e incerteza associados àquela nova realidade, foi o mundo digital que permitiu manter uma certa “normalidade”, possibilitando a estes jovens estudantes cumprir os seus objetivos e ingressar no ensino superior. 

Ler artigo na íntegra aqui.

 

20-06-2022

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