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Novidades

Católica Porto Business School anfitriã da Conferência Europeia sobre Produtividade e Eficiência

Entre os dias 27, 28 e 29 de junho, a Católica Porto Business School acolheu mais de duas centenas de participantes na XVII European Workshop on Efficiency and Productivity Analysis (EWEPA). Académicos e profissionais de todo o mundo participaram na principal conferência bienal dedicada a metodologia e aplicação da produtividade, eficiência e análise de desempenho de empresas, serviços públicos e indústrias.

Maria Conceição Silva, docente da Católica Porto Business School, membro do comité de organização e responsável pela coordenação deste evento, avança que “depois de uma pandemia mundial, que com o súbito aparecimento mudou as nossas vidas, pudemos finalmente reunir-nos nesta conferência que tinha como objetivo principal o debate e análise de produtividade e eficiência”.

“Foi uma honra abrir as portas para uma nova etapa das nossas vidas com conferências presenciais, confraternizações, reuniões de trabalho e, claro, networking. Organizar esta conferência foi um enorme desafio, obrigando-nos a adaptar à incerteza do contexto, com algumas alterações ao programa tradicional. Este ano, pela primeira vez, tivemos as sessões de discussão de doutorados incorporadas na conferência e, em vez dos habituais quatro dias, a conferência durou apenas três”, destaca Conceição Silva.

Rui Sousa, dean da Católica Porto Business School, salienta ser “muito importante para a Católica Porto Business School ter sido a anfitriã de tão prestigiada conferência internacional,” acrescentando “foi uma oportunidade única para investigadores e docentes do ensino universitário e profissionais da área poderem apresentar e debater boas práticas nas áreas da produtividade, eficiência e análise de desempenho de empresas, serviços públicos e indústrias.”

Após ter passado por cidades como Londres, Helsínquia, Verona, Bruxelas e Copenhaga, este ano a conferência foi acolhida pela Católica Porto Business School, para três dias de intensa partilha e experiência. Durante o evento decorreram várias sessões plenárias e paralelas, bem como a discussão de trabalhos de Doutoramento, onde foram debatidos resultados de estudos em diversas áreas como Saúde, Sustentabilidade e Eco-Eficiência, Agricultura, Educação, Produtividade, entre outros temas.

Além das apresentações académicas, houve ainda lugar para eventos sociais, onde todos os participantes puderam conviver e trocar experiências e sinergias, havendo espaço para conhecerem a cidade do Porto e socializarem.

A próxima edição, a realizar-se em 2024, irá decorrer também em Portugal, na cidade de Faro.

30-06-2022

Jorge Teixeira da Cunha: “A vida com os alunos é o melhor que se pode ter.”

Jorge Teixeira da Cunha nasceu em Sendim, em Felgueiras, em 1958 e é docente e investigador da Faculdade de Teologia do campus da Universidade Católica no Porto. Pertence ao clero da Diocese do Porto e é doutorado em Teologia Moral, sendo esta uma das suas linhas privilegiadas de investigação que descreve como “a parte da Teologia que se ocupa de justificar e de mostrar as exigências éticas da fé cristã”. De que forma é que a Igreja pode ser uma resposta para os grandes desafios do mundo? “Sendo um espaço de abertura à criação autêntica do divino.”

 

Em que é que pensa quando se lembra da sua infância?

Vem-me a ideia de uma sociedade muito diferente da de agora. Nasci numa pequena aldeia em Felgueiras e o mundo era tão diferente. Nós, crianças, passávamos os dias juntas e criávamo-nos umas às outras. Íamos juntos para a escola, fazíamos asneiras juntos, éramos muito livres e os nossos pais preocupavam-se connosco, mas não nos controlavam tanto como agora. Vivíamos com muito pouco, mas apesar disso éramos felizes. O que tínhamos chegava para construirmos grandes mundos de fantasia e imaginar aquilo que poderia estar ao nosso alcance.  

 

“A vocação é um carisma.”

 

Entrou cedo para o seminário. Como é que surgiu essa opção na sua vida e que memórias tem desses tempos?

Nunca houve nenhuma pressão da família em entrar para o seminário. Foi através do padre da freguesia que se colocou a hipótese e eu pensei “vamos lá ver no que isto dá” e a verdade é que deu. Isto aconteceu em 1969. A nossa vida é feita de acasos e este acaso acabou por se tornar no meu caminho. Lembro-me que os primeiros tempos do seminário não foram fáceis, eu estava habituado a um ritmo muito livre e natural e, por isso, tive de me adaptar ao regime de internato, aos estudos e também ao facto de eu ter de conviver com outros rapazes que vinham da cidade e que acabavam por ter uma desenvoltura diferente da minha que vinha de um meio mais pequeno. Claro que acabei por me habituar e tenho excelentes memórias desses tempos. Tenho grandes companheiros dessa altura e reunimo-nos sempre todos os anos. Acabamos sempre por contar as mesmas histórias, já estamos a ficar velhos (risos). 

 

Quando é que despertou para a sua vocação de uma forma mais consciente?

Nunca tive a ideia de um destino e por isso não olho para a minha vocação dessa forma. Foi um caminho que fui construindo e que acabou por se tornar verdadeiro. Foi uma opção que tomei em liberdade e que não se impôs de modo algum. A vocação é um carisma que se encarna numa personalidade. Fui formador de padres durante muitos anos e acabei por viver esse problema de outro modo completamente diferente, neste outro sentido de que a vocação é cada vez mais um carisma, isto é, uma afetação da alma que acontece a algumas pessoas, mas que não tem uma regra fixa, como era no passado quando a figura do clérigo era uma figura muitíssimo marcada. O apostolado que existe são as pessoas, a quem a graça encaminha para um tipo de testemunho e vivência. A configuração social da nossa vida tem-se tornado cada vez menos institucional, portanto as pessoas não são a instituição, mas sim o modo como vivem.

 

Estuda aprofundadamente a Teologia Moral. Como é que pode ser definida?

A Teologia Moral é a parte da Teologia que se ocupa de justificar e de mostrar as exigências éticas da fé cristã. A nossa fé é a advertência de que um frente a frente com o divino, o reconhecimento de Deus, tem aplicações na nossa vida. A Teologia Moral ocupa-se de tentar compreender quais são as implicações éticas da fé.  No passado, a fé configurou a sociedade de uma maneira muito vincada. A partir da Idade Moderna essa configuração da sociedade a partir do cristianismo e da fé é muito menos visível, de tal maneira que, hoje, as pessoas já nem tomam conta disso e nem têm noção de que a sociedade democrática, desenvolvida e tecnologicamente avançada, que tão bem conhecemos, tem origem no cristianismo. Por exemplo, o reconhecimento dos direitos humanos tem origem no cristianismo e as pessoas acham que isso é um dado natural, mas não é. E não é porque os ambientes em que o cristianismo não é tão marcante não vivem da mesma maneira que nós.

 

“Os nossos futuros investigadores vão levar isto ainda mais longe e fazer com que a Teologia no Porto continue a prosperar.”

 

Explicar a moral do cristianismo é um desafio grande. É por isso que se dedica ao seu estudo?

Sim, acabei por me instalar comodamente neste aspeto da vida teológica e costumo defender aos nossos alunos que a teologia moral devia ser a última coisa que se estuda, porque enquanto que as outras partes da teologia, como as outras partes da ciência, descrevem o que nós vemos, esta aqui não descreve, esta aqui prescreve e prescrever é muito mais difícil do que descrever, claro, e, portanto, a moral é a ciência da liberdade e da resposta. Todo o ser humano tem de responder por aquilo que vive e a moral é aquilo que nos capacita para respondermos por aquilo que vivemos.

 

Quando é que o seu caminho se cruza com a Católica no Porto?

Quando eu estudei Teologia, o curso ainda não existia aqui na Católica e por isso estudei no Instituto de Ciências Humanas e Teológicas. Posteriormente, lembro-me que estava a estudar em Roma quando me ligaram a dizer para me ir preparando porque eu ia ser preciso na Faculdade de Teologia da Católica no Porto. Cheguei em 1988 e passei por toda esta solidificação da instituição da Universidade Católica. Foram tempos muitos bons na minha vida.  

 

O que é que mais gosta na sua vida de professor no curso Teologia?

A vida com os alunos é o melhor que se pode ter, porque a nossa matéria-prima não são substâncias, mas sim pessoas. É muito gratificante acompanhar a evolução dos alunos e verificar que quando saem da universidade já têm outra experiência e já são mais capazes e que serão até melhores que os próprios professores que os ensinaram.

 

“É essencial pensar na instituição política, económica e cultural na base da amizade e não na base do inimigo.”

 

Existem não-crentes que estudam Teologia?

Pode-se estudar Teologia como não crente absoluto, mas isso não é frequente. Mas é uma boa questão, na medida em que por um lado todo o crente tem uma parte de ateu. Os cristãos têm a noção de que Deus não é abarcável pela nossa doutrina e pelos nossos conceitos. Eu até costumo dizer uma coisa um pouco louca que é que Jesus Cristo também nos iniciou para o ateísmo, no sentido de nos ensinar a desconfiar do objeto da nossa fé e de não definirmos Deus com tintas demasiado precisas. Essa dose de ceticismo é o antídoto do fanatismo e quando a gente desconfia das nossas doutrinas, tornamo-nos mais realistas e mais livres. Deus é sempre maior do que as nossas doutrinas e conceitos.

 

A criação da Faculdade de Teologia veio introduzir a prática da investigação nesta área.

Essa foi a vantagem da criação da Faculdade de Teologia. A prática da Teologia apenas tinha a componente do ensino, mas também era essencial promover a investigação. E o que é que é uma faculdade sem investigação? Não é nada. Concretamente, aqui no Porto sempre houve um investimento grande na investigação e eu tenho muito orgulho nisso.

 

Que linhas de trabalho da faculdade gostaria de destacar?

Inicialmente, começamos por criar o gabinete de investigação de Bioética juntamente com a Ordem dos Médicos. Mais tarde criamos, também, o Centro de Estudos do Pensamento Português, porque o Porto tem uma característica única que é o ser a cidade onde se pratica a filosofia e o pensamento cujo tema principal é a justificação de Deus. Os portuenses filósofos sempre tiveram como problema principal a questão de Deus: Sampaio Bruno, Leonardo Coimbra, Basílio Telles. Estes filósofos do Porto sempre se ocuparam de Deus, mesmo quando eram ateus, agnósticos, gnósticos ou até quando eram anticlericais. Uma faculdade que está sediada no Porto não pode deixar de se ocupar dessa gente que fez trabalhos excelentes, mesmo quando estes trabalhos impugnam a nossa maneira de compreender. É muito curioso porque no Porto a modernidade, a democracia, a tecnologia e as exigências da razão crescem na medida em que cresce, também, a interrogação sobre Deus. É precisamente sobre isto que temos trabalhado aqui. Para além disto, aqui na faculdade fizemos ainda uma terceira coisa que também é muito da minha preferência que foi uma linha de investigação sobre a fenomenologia, nomeadamente, fenomenologia da vida. Para além disto, a Faculdade de Teologia tem também o Centro de Estudos da História Religiosa, que tem produzido trabalhos muito interessantes. E outras coisas virão. Os nossos futuros investigadores vão levar isto ainda mais longe e fazer com que a Teologia no Porto continue a prosperar.

 

“Não tenho nenhum receio que o programa de Jesus se possa extinguir, não acredito que isso possa acontecer.”

 

Quais são alguns dos principais desafios da Igreja?

O primeiro desafio da Igreja e da Teologia é pensar-se como centralidade da vida e não como centralidade da representação. Nós temos de pensar em nós para lá das representações do passado e de determinadas representações idealistas. O segundo desafio é o pensar a vida com base na amizade. Temos pensado o passado na base da identificação do inimigo. Qualquer político pergunta logo: quem é o meu inimigo? quem é o meu adversário? quem é o meu competidor? Esta pergunta está muito mal feita, porque para que o mundo seja bom temos de questionar quem são os nossos amigos, os nossos cooperantes, os nossos aliados. É isto que o Papa nos propõe fazer. É essencial pensar na instituição política, económica e cultural na base da amizade e não na base do inimigo. A nossa sociedade é feita da guerra de todos contra todos ou da amizade de todos com todos? Esta é a grande pergunta. Para além disso, há também um terceiro desafio que é a forma como vamos pensar o trabalho no futuro. Não me refiro só ao trabalho no sentido profissional, mas, também, no sentido da manutenção da vida e da garantia da nossa vida. A tecnologia está a ter um impacto fora de série na nossa vida e isto é inegável e está a livrar-nos da escravatura do passado. Mas existe um outro lado que é o problema da máquina. Como é que nós vamos manter a máquina dentro do nosso horizonte humano? É que a máquina não trabalha, quem trabalha é o ser humano. Como é que vamos repartir o produto da produtividade do futuro se nós não tivermos a mesma ligação ao banco do trabalho como temos tido até agora?
Este é um problema do futuro e, por isso, é um problema teológico e filosófico muito grande. O problema não são as mudanças climáticas, o problema é a nossa maneira de gerir o mundo físico, químico, vegetal e animal.

 

De que forma é que a Igreja pode ser espaço de resposta para estes desafios?

A Igreja é um espaço de abertura à autêntica criação do divino. A Igreja não é uma instituição que tem de velar pela sua eternidade e pela sua perenidade, é uma instituição que tem de se pensar a si própria como um espaço de invenção do mundo segundo a criação divina. Eu não estou muito preocupado em como é que que vão ser os cristãos ou como é que vão ser a Igreja e os padres. Eu estou preocupado em saber como é que o cristianismo vai continuar a dar frutos no futuro.

 

“A amizade é a parte pública do amor.”

 

Tem curiosidade em saber como é que será o futuro do Cristianismo?

Tenho curiosidade em saber como é que se vão ler as escrituras, como é que vão fazer a Teologia, como é que vai ser o mundo da fé. Desafia-me muito pensar nisso.  António Alçada Batista, um escritor que já morreu há algum tempo, disse uma vez numa conferência para teólogos que não estava na preocupado em identificar os primeiros cristãos, mas o que, verdadeiramente, lhe ocupava o pensamento era em saber como é que serão os cristãos do futuro. Como é que será o cristianismo quando a instituição eclesial não for tão marcante na nossa vida? Aliás, como já tem vindo a deixar de ser, se pensarmos em como era no tempo da Idade Média, por exemplo. Mas, paralelamente a isto, não tenho nenhum receio que o programa de Jesus se possa extinguir, não me acredito que isso possa acontecer. A representação do cristianismo como o conhecemos pode morrer, mas aquilo que é a base do programa de Jesus e a sua escuta do divino não acabará nunca e, aliás, tem imenso futuro. É por isso que gosto muito de estudar e de compreender o ser humano, a forma como pensa a amizade e a escuta de Deus. É esta a maior abertura que há no mundo.

 

O que é que mais gosta de fazer nos seus tempos livres?

Gosto muito de jantar fora e gosto de escrever literatura. Já escrevi alguns livros de literatura. Escrevi uma vez um pequeno romance e, também, um livro de contos. A literatura permite-nos inventar o tal futuro com quase total liberdade, digo quase, porque temos sempre de responder pelas nossas personagens (risos).  Gosto, também, muito de viagens e de música. Acima de tudo, gosto de estar com pessoas amigas e isso é muito importante.

 

Já falou da amizade algumas vezes ao longo desta entrevista …

Claro, a amizade é a nossa parte comum. A amizade é a parte pública do amor, não é?

 

30-06-2022

Nova Exposição É Noite na América, de Ana Vaz, propõe uma viagem a uma outra Brasília

É Noite na América é o nome da mais recente exposição da artista brasileira Ana Vaz, com curadoria de Daniel Ribas, que estará patente na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto. A inauguração da instalação vídeo multicanal está agendada para o dia 4 de julho, às 19h30, e integra o Programa Público da Porto Summer School on Art & Cinema 2022. É Noite na América é uma comissão e produção da Fondazione in Between Art Film e coproduzida pela Pivô Arte e Pesquisa e Spectre Productions. A exposição teve estreia mundial no prestigiado Jeu de Paume, em Paris, tendo seguido depois para Veneza. Chega, agora, ao Porto.
 
“Nesta exposição, a partir de materiais filmados em Brasília, Ana Vaz adensa a sua pesquisa sobre o confronto entre a utopia modernista da cidade com os animais, ditos ‘selvagens’, numa espécie de filme de terror experimental, questionando as nossas preconceções sobre cidade, natureza, humano ou ecologia”, refere Daniel Ribas, coordenador do mestrado em Cinema e curador da exposição da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto.
 
Ana Vaz é uma das mais relevantes artistas e cineastas contemporâneas, tendo os seus filmes e exposições circulado por diversos museus, festivais e cinematecas. O seu trabalho é marcado por um constante desafio experimental sobre as formas poéticas do cinema contemporâneo, ressaltando as profundas contradições do nosso tempo, sobretudo com as práticas destruidoras das instituições. 
 
“Azul meio-dia. Sol de verão. Um corpo morto no meio da calçada. Nenhum ruído a não ser o zunido dos carros. Os passos desaceleram enquanto me aproximo do corpo: pelos ásperos, compridos, rajados de preto e rosa, patas em arco, unhas compridas como se congelado em pleno movimento, focinho longo de quem a terra quer comer. O corpo do filhote desgarrado de uma mãe em luto, atropelou-me. Na estrada da cidade-avião, Necrópole transformada em oásis pelos arquitetos, milhares de vidas acurraladas buscam refúgio nos seus jardins. Como velar por este morto? O filhote de tamanduá a quem não encontro nome a não ser Fuga, atropelado pela ferocidade dos carros, envenenado pelas peçonhentas plantações, morto pela expansiva cidade que acurrala qualquer vida que não se adapte a ela. 55 milhões de anos, neste instante. Azul meia-noite. Os bichos retornam à cidade. Fazem ninhos nos parques de estacionamento. Celebram o lixo de seus habitantes num festim noturno que foge à tirania do sol, dos monumentos, das estradas, dos palanques. Feitiço animalesco contra o império da morte na calada da noite americana: tempo que faz do dia noite. Também tempo do bicho-cinema que tenta acompanhar Fuga através de sua própria pele de filme vencido, em vias de extinção. Analógica pele escamando o fim de um século marcado pela sua maior característica: o lixo. Analógico lixo resgatado como testemunha desta fauna em fuga da extinção” – É assim que a artista Ana Vaz retrata através de uma visão muito própria as criaturas da noite do jardim, ao mesmo tempo que faz o paralelismo com a vida na cidade e as suas inquietudes. 
 
É Noite na América é uma exposição em formato de instalação vídeo multicanal gravada no jardim zoológico de Brasília, habitat de centenas de espécies resgatadas na cidade. Tamanduás, lobos-guará, corujas, cachorros-do-mato, capivaras, carcarás se encontram com biólogos, veterinárias, cuidadores e a polícia ambiental, que através de uma trama soturna onde os desafios da preservação da vida tecem uma trama de perspetivas cruzadas. Nesta iteração, a exposição expande-se de forma poética, assim como de arquivo, contos e conversas num diorama ilusionista onde é possível observar e sermos observados. No final de contas, quem são os verdadeiros cativos? As criaturas, ou nós? Uma exposição a não perder, patente na Escola das Artes da Universidade Católica no Porto até 7 de outubro. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.
 
 

 
Exposição É Noite Na América
Instalação vídeo multicanal
Ana Vaz · 4 JULHO· 7 OUT 2022
Curadoria de Daniel Ribas
Entrada Livre · de terça a sexta · 14H00 – 19H00
Sala de Exposições da Escola das Artes
29-06-2022

Semana dedicada ao cinema e à arte está de regresso à cidade do Porto

Ao longo de cinco dias, a Escola das Artes da Católica no Porto, o Cinema Trindade e a Casa do Cinema Manoel de Oliveira vão ser palco do programa público da 4ª Edição da Porto Summer School on Art & Cinema, com organização da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto, em parceria com a Kebraku - associação cultural sediada em Portugal que fomenta a diversidade da cultura brasileira. Uma semana de arte e cinema aberta ao público, que decorrerá entre os dias 4 e 8 de julho. e que contará com a presença de reconhecidos artistas e realizadores portugueses e brasileiros.
 
Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, revela “com este conjunto de iniciativas integradas na nossa Summer School queremos mostrar o papel que a Escola das Artes tem como dinamizador da atividade cultural da cidade, dando a oportunidade ao público em geral de estar em contacto com a arte e com os artistas.” Nuno Crespo acrescentar ainda que “é para a Escola das Artes muito importante realizar estes eventos para que toda a nossa comunidade tenha a oportunidade de contactar e aprender com artistas e realizadores relevantes do nosso contexto contemporâneo.”
 
O tema da edição deste ano - BRAZIL: CROSS DYNAMICS OF OTHERNESS” (BRASIL: DINÂMICAS CRUZADAS DA ALTERIDADE) - pretende trazer para primeiro plano as reflexões sobre a América do Sul, os conceitos de entrelaçamento e os movimentos pendulares que se tornaram instrumentos-chave para navegar nas complexidades trazidas pelas culturas brasileiras das últimas décadas.
 
Entre os artistas e realizadores convidados estão nomes como Ana Vaz, Kleber Mendonça Filho, a dupla João Salaviza e Renée Nader Messora, Susana de Sousa Dias. Os programadores Guilherme Blanc e Ricardo Vieira Lisboa, e o diretor da EA, Nuno Crespo, estarão a moderar as conversas com os realizadores. Na sexta feira, dia 8, decorre na Escola das Artes a Festa Kebraku, aberta à comunidade. Haverá concertos de Kaê Guajajara e Arcana, além de DJ sets de Farofa, MissJade, Ara Flama, Kawaii XTC e Lava.
 
A entrada para todos os eventos público é gratuita.
 
Na Porto Summer School deste ano, os participantes inscritos terão a oportunidade de participar em discussões que abordarão o tema principal, em workshops a realizar durante o dia com os artistas convidados, aliados às práticas artísticas, atmosferas criativas e um mergulho histórico e contemporâneo nas epistemologias do sul. 
Do programa faz parte a exposição É Noite na América, uma instalação vídeo multicanal de Ana Vaz, que será inaugurada no dia 4 de julho, pelas 19h30, na Sala de Exposições da Escola das Artes. 

Mais informações aqui



Programa Público
Entrada Livre

4 JUL · 19H30 · Sala de Exposições da Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa 
Inauguração da Exposição
É Noite na América - Ana Vaz - Instalação vídeo multicanal
 
5 JUL · 21H30 · Cinema Trindade 
Sessão de Cinema 
Bacurau, Kleber Mendonça Filho + Conversa entre o realizador e Guilherme Blanc
 
6 JUL · 21H30 · Casa do Cinema Manuel de Oliveira 
Sessão de Cinema 
Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, João Salaviza + Renée Nader Messora + Conversa entre os realizadores e Ricardo Vieira Lisboa
 
7 JUL · 19H · Auditório Ilídio Pinho, Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa 
Sessão de Cinema
Fordlândia Malaise, Susana de Sousa Dias + Conversa entre a realizadora e Nuno Crespo
 
8 JUL · Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa 
18H30
FESTA KEBRAKU + Pop-up Food
 
21H30
Concerto 
Kaê Guajajara
Arcana 
 
22H30
Kebraku Club Night
Farofa, MissJade, Ara Flama, Kawaii XTC, Lava

 

29-06-2022

Católica debate a transformação da Universidade através da Aprendizagem-Serviço

“Transformar a Universidade através da Aprendizagem-Serviço” foi o nome do evento organizado pela Universidade Católica Portuguesa (UCP), pela Universidad de Deusto e pelo Observatório de Responsabilidade Social e Instituições de Ensino Superior (ORSIES) com o objetivo de discutir e refletir acerca da metodologia de ensino Aprendizagem-Serviço (ApS). Trata-se de uma metodologia de ensino que combina a aprendizagem académica com o serviço à comunidade, de modo a que os estudantes se formem, pessoal e profissionalmente, a partir do trabalho com necessidades reais da comunidade.

O evento realizou-se nos dias 22 e 23 de junho, no Auditório Carvalho Guerra no Porto, no âmbito do programa UNISERVITATE, que promove a ApS no Ensino Superior Católico, do qual a Universidade Católica Portuguesa faz parte, e vem reforçar o projeto CApS– Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social, cujo objetivo é institucionalizar e consolidar a metodologia ApS em áreas curriculares específicas, transversais e extracurriculares dentro da Universidade, bem como criar linhas orientadoras para outras instituições de ensino superior que queiram seguir os mesmos passos.

“A Universidade Católica Portuguesa está comprometida com um desígnio que é a ação”

No primeiro dia, durante a manhã, decorreu um encontro com as entidades parceiras do projeto CApS para aprofundar a aprendizagem em ApS. A tarde, dedicada à comunidade da Universidade Católica, contou com a presença e abertura de Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP, e, também, com a presença das universidades parceiras do programa UNISERVITATE - Deusto (Bilbao), St Mary’s (Londres), Sacro Cuore (Milão e Roma).

Isabel Capeloa Gil, durante o discurso de abertura, afirmou que “A inquietude como estratégia exige que a universidade se ponha a si própria em causa e se torne estúdio inquieto de transformação para um mundo melhor. E é justamente essa a proposta que a metodologia da Aprendizagem-Serviço inspira a universidade a fazer”. “A Universidade Católica Portuguesa está comprometida com um desígnio que é a ação: assumir a educação como desígnio de ação implicada tendo como objetivo a defesa da Casa Comum”, concluiu.

Docentes e especialistas, puderam fortalecer laços, trocar experiências, refletir, debater e, sobretudo, aprender mais sobre a metodologia ApS e sobre o projeto CApS.

As experiências da aplicação da metodologia ApS

O segundo dia do evento foi organizado em colaboração com o ORSIES e incluiu uma conferência de Andres Peregalli, da Uniservitate, subordinada ao tema: "Transformar a Universidade através da Aprendizagem-Serviço" e uma apresentação sobre "O processo de institucionalização da Aprendizagem-Serviço na Universidade de Deusto", realizada por Almudena Eizaguirre e José Ramón Canedo, da Universidade de Deusto.

No fim do dia, os intervenientes das várias universidades participaram numa mesa redonda onde refletiram sobre Boas Práticas da ApS através dos 4 pilares: Aprendizagem, Serviço, Participação e Reflexão.

O evento permitiu a troca de experiências e testemunhos que reforçam a importância desta metodologia na transformação positiva das universidades. Alinhada com este princípio, a Universidade Católica Portuguesa avigora a sua missão de transformação da sociedade, orientada para o bem comum.

29-06-2022

Marisa Carvalho é a nova provedora da Igualdade e Inclusão da Católica no Porto

Marisa Simões Carvalho, professora auxiliar convidada da Faculdade de Educação e Psicologia, é a nova Provedora para a Igualdade e Inclusão da Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto.

No seu Plano para a Igualdade de Géneroa UCP compromete-se a defender e a promover os princípios fundamentais da dignidade e da integridade da pessoa, que enquadram a matriz humanista cristã da universidade e repudiam qualquer forma de discriminação por razões culturais, de género, etnia, de nacionalidade, de orientação política e ideológica ou a discriminação da pessoa com deficiência. É neste âmbito que surge a Provedoria da Igualdade e Inclusão que se compromete com a missão de contribuir para a concretização da política de igualdade de género expressa no plano da universidade, bem como contribuir para a inclusão plena de todas as pessoas, considerando as múltiplas dimensões da diversidade e da sua interseccionalidade.

“A inclusão na sociedade e na educação tem-me movido no trabalho e na vida. Esta nomeação é, por isso, uma oportunidade para que eu possa continuar a contribuir ativamente para uma sociedade mais justa e inclusiva”, afirma Marisa Simões Carvalho.

A nova provedora reconhece “os desafios e as responsabilidades deste cargo”, encarando-o “como um estímulo a uma comunidade UCP mais consciente do valor da diversidade, mais ativa na defesa da dignidade e integridade da pessoa e, em especial, no combate a todas as formas de discriminação e exclusão.”

28-06-2022

Alberto Castro é o novo Provedor do Estudante da Católica no Porto

Alberto Castro, professor catedrático convidado da Católica Porto Business School, é o novo Provedor do Estudante da Universidade Católica Portuguesa no Porto. O Provedor do Estudante tem como missão principal defender e promover os direitos e os interesses legítimos dos estudantes da Universidade Portuguesa no Porto, através de uma atuação independente e confidencial. “Encaro este desafio com a responsabilidade de suceder, no cargo, a uma pessoa única, um símbolo da Católica no Porto, que ele ajudou a fundar e afirmar na cidade e no País”, salienta Alberto Castro.

A participação ativa dos estudantes na vida da Universidade é essencial, sobretudo na apresentação de soluções concretas que conduzam à melhoria do serviço e prossecução da missão e objetivos da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Assim, o Provedor do Estudante tem como “missão providenciar um canal complementar a que os estudantes possam recorrer, com garantias de isenção, sempre que, em geral, considerem que a Universidade não agiu de acordo com o preceituado pela doutrina social da Igreja”, realça o professor.

Isabel Braga da Cruz, Presidente do Centro Regional do Porto da UCP, destaca que “o Provedor do Estudante representa uma figura imparcial e experiente, disponível para ouvir e apoiar os nossos estudantes. A senioridade do Professor Alberto de Castro marcada pela longa vivência na nossa academia inspira e alicerça a função que agora inicia”.

Alberto Castro sucede a Francisco Carvalho Guerra que foi o 1.º Provedor do Estudante da Universidade Católica no Porto entre 2013 e 2022. “Neste momento de sucessão, quero deixar uma palavra de reconhecimento ao Professor Carvalho Guerra, que ao longo de várias gerações desempenhou, com o carisma que lhe conhecemos, não só a função de Provedor do Estudante, mas também a de “mentor” de toda a nossa comunidade! Esse papel tão especial continua vivo!” afirma Isabel Braga da Cruz.

Saiba mais sobre o Provedor do Estudante aqui.

28-06-2022

Marisa Carvalho é a nova provedora da Igualdade e Inclusão da Católica no Porto

Marisa Simões Carvalho, professora auxiliar convidada da Faculdade de Educação e Psicologia, é a nova Provedora para a Igualdade e Inclusão da Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto.

No seu Plano para a Igualdade de Género, a UCP compromete-se a defender e a promover os princípios fundamentais da dignidade e da integridade da pessoa, que enquadram a matriz humanista cristã da universidade e repudiam qualquer forma de discriminação por razões culturais, de género, etnia, de nacionalidade, de orientação política e ideológica ou a discriminação da pessoa com deficiência. É neste âmbito que surge a Provedoria da Igualdade e Inclusão que se compromete com a missão de contribuir para a concretização da política de igualdade de género expressa no plano da universidade, bem como contribuir para a inclusão plena de todas as pessoas, considerando as múltiplas dimensões da diversidade e da sua interseccionalidade.

“A inclusão na sociedade e na educação tem-me movido no trabalho e na vida. Esta nomeação é, por isso, uma oportunidade para que eu possa continuar a contribuir ativamente para uma sociedade mais justa e inclusiva”, afirma Marisa Simões Carvalho.

A nova provedora reconhece “os desafios e as responsabilidades deste cargo”, encarando-o “como um estímulo a uma comunidade UCP mais consciente do valor da diversidade, mais ativa na defesa da dignidade e integridade da pessoa e, em especial, no combate a todas as formas de discriminação e exclusão.”

27-06-2022

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