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Novidades

As plantas absorvem bactérias através das suas raízes

Uma possível forma de transmissão de bactérias resistentes a antibióticos aos humanos

Nazareno Scaccia, Ivone Vaz-Moreira, and Célia M. Manaia

Universidade Católica Portuguesa, CBQF (Centro de Biotecnologia e Química Fina), Escola Superior de Biotecnologia, Rua de Diogo Botelho 1327, 4169-005 Porto, Portugal.

As bactérias resistentes a antibióticos são uma ameaça à saúde humana, à escala global. Sentida sobretudo em ambiente clínico, a resistência a antibióticos pode ocorrer em animais e também ser um contaminante ambiental, podendo transitar entre os humanos e o meio com que interagem. Esta visão integrada, designada de Uma Só Saúde, assume que a saúde humana não pode ser dissociada da animal e ambiental. Por exemplo, a contaminação de solos e águas com substâncias químicas e microrganismos patogénicos pode representar um risco para a saúde humana, sobretudo se forem usados para o cultivo e rega de plantas usadas na nossa alimentação. Como as bactérias resistentes a antibióticos são contaminantes ambientais que podem ocorrer em solos e em águas de rega, neste estudo de revisão bibliográfica procurámos compreender se haveria o risco de estas serem absorvidas por plantas, aumentando assim o risco de transmissão para os humanos.

A nossa pesquisa centrou-se na avaliação da diversidade de bactérias endofíticas (que vivem no interior das plantas) em plantas que habitualmente são consumidas sem serem cozinhadas, como por exemplo alface, cenoura, rabanete, tomate ou pepino. Da ampla diversidade que pode constituir o microbioma endofítico de uma planta, constam bactérias que pertencem a grupos onde se integram agentes patogénicos oportunistas e/ou resistentes a antibióticos, por exemplo dos géneros Enterobacter, Acinetobacter, Pseudomonas ou Staphylococcus, entre outros. Embora nestes grupos possamos encontrar bactérias de origem ambiental que não representam um risco para a saúde humana, se as suas congéneres resistentes a antibióticos existirem nos solos ou águas poderão igualmente ser captadas pelas plantas e mais tarde ser transmitidas aos humanos.

O que este trabalho mostra é que a qualidade dos solos e das águas são determinantes para produzir alimentos seguros. Ou seja, se o cultivo e rega envolverem solos e água não poluídos, as plantas captarão bactérias benéficas. Se pelo contrário, os solos e as águas estiverem contaminados com bactérias resistentes a antibióticos, estas podem tornar-se endofíticas nas plantas e vir a ser consumidas pelos humanos. Esta conclusão reforça a visão de que a saúde humana é indissociável da saúde ambiental.

O artigo na integra pode ser consultado em:
Scaccia N, Vaz-Moreira I, Manaia CM. The risk of transmitting antibiotic resistance through endophytic bacteria. Trends Plant Sci. 2021 Dec;26(12):1213-1226. DOI: https://doi.org/10.1016/j.tplants.2021.09.001. Epub 2021 Sep 27. PMID: 34593300.

 

30-12-2021

Mensagem de Natal da Reitora da Universidade Católica Portuguesa

A Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, deseja a toda a comunidade um Feliz Natal!

22-12-2021

Recrutamento de Técnico de Empreendedorismo - Projeto EBRI

21-12-2021

“CAtólica SOlidária – CASO” reforça equipa de voluntários do Viveiro do Projeto FUTURO - 100.000 árvores

Três alunos da Universidade Católica Portuguesa no Porto que integram o programa de voluntariado “CAtólica SOlidária – CASO”, na área “SER+: Ambiente”, juntaram-se em novembro e dezembro de 2021 à equipa do Viveiro do Projeto FUTURO - 100.000 árvores para auxiliar nas tarefas de produção e para cuidar das futuras árvores nativas.

As quinze horas que já dedicaram ao FUTURO foram essenciais para os trabalhos de final de ano, como a monitorização e organização do canteiro exterior e transplantes de urze-branca (Erica lusitanica) que aprenderam a realizar. Durante as sessões tiveram oportunidade de conhecer algumas das espécies existentes.

A equipa complementou o trabalho com transplantes de bétula (Betula pubescens) e envasamentos de pilriteiro (Crataegus monogyna), de modo a garantir que todas estas plantas tenham mais condições para se desenvolverem bem nas estações seguintes. No decorrer do mês de dezembro, a estufa está também a ser preparada para receber as sementeiras desta época.

As primeiras impressões dos voluntários são positivas e contamos com o contributo deles para a nova temporada de trabalho. Muito obrigad@ a tod@s!

 
FOTOS |©2021CRE.Porto.malmeida ©2021CRE.Porto.amourao

As ações foram desenvolvidas no âmbito do FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto. O Viveiro de Árvores e Arbustos Autóctones do FUTURO é uma parceria entre o CRE.Porto, a Câmara Municipal do Porto e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. O Viveiro está licenciado pelo ICNF como fornecedor de materiais florestais de reprodução.

21-12-2021

Professora do ICS e investigadora do CIIS recebe menção honrosa por trabalho pioneiro na área da reabilitação em interfaces cérebro-máquina

No passado dia 16 de dezembro, a Professora Carla Pais-Vieira do ICS - Porto recebeu uma menção honrosa, correspondente a 2º e 3º lugar, no âmbito do Prémio de Investigação Científica em Reabilitação Drª Maria Lutegarda atribuído pela Fundação AFID Diferença.

O trabalho intitulado “Redução de níveis de dor em lesão vértebro-medular durante avaliação de conforto na utilização de interface cérebro-máquina multimodal: Estudo de Caso” demonstrou que a realização de um pequeno número de sessões em ambiente de realidade virtual com feedback tátil e térmico foi suficiente para reduzir os níveis de dor de um paciente com lesão vértebro-medular em várias escalas de avaliação. Pretende-se agora aumentar o nível de evidência relativo a estes resultados aumentando o número de pacientes estudados.

O estudo resultou do trabalho conjunto de uma equipa de investigadores de várias instituições, que além da Universidade Católica Portuguesa incluíam: Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e Hospital de Guimarães.

20-12-2021

Universidade Católica lança plataforma Ciência-UCP

A Universidade Católica Portuguesa tem um novo espaço online de dimensão nacional que dá a conhecer o que de melhor se faz na Universidade em termos de investigação e da sua rede de colaboração à escala nacional e internacional.  

plataforma Ciência-UCP permite agregar de forma sistemática toda a informação referente à investigação. Caracterizada pelo seu elevado nível de interoperabilidade e alinhamento com as melhores práticas que definem os sistemas CRIS (Current Research Information System), contempla, de forma integral, todas as necessidades de gestão de informação decorrentes da atividade das Unidades Académicas e Centros de Investigação da UCP.

Para Peter Hanenberg, Vice-Reitor para a Investigação e Inovação da Universidade Católica Portuguesa, “tornar público o Portal do Ciência-UCP representa dar a conhecer, em toda a sua dimensão, o que melhor se faz na UCP ao nível da investigação e da sua rede de colaboração à escala nacional e internacional e, mais do que tudo, o assumir que o lançamento deste portal não é um fim em si, mas o princípio de uma nova etapa de um processo que, por natureza, nunca estará terminado: a busca contínua do saber”.

A apresentação pública decorreu online no dia 15 de dezembro de 2021.

16-12-2021

Investigadores criam tecnologia que minimiza impacto ambiental de resíduos no tratamento de efluentes suinícolas

Freetilizer é uma nova tecnologia desenvolvida pela empresa Pipe Masters, em colaboração com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto, que permite o tratamento e valorização de efluentes de suiniculturas, dando origem a um fertilizante orgânico.

Através de uma hidrólise enzimática de resíduos e subprodutos orgânicos, o Freetilizer permite a recuperação de nutrientes. Desta forma é possível aproveitar o que atualmente é um custo e transformá-lo num proveito para as organizações, numa ótica de economia circular e de minimização do impacto ambiental de resíduos” explica Miguel Ramos, da Pipe Masters. “O processo desenvolvido dura apenas 24h, em comparação com, por exemplo, um processo de compostagem que demora meses,” acrescenta.

Ana Teixeira Oliveira, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Católica no Porto, refere que “os estudos realizados, que incluíram a avaliação do potencial da matéria fertilizante e ensaios de fitotoxicidade e de performance com plantas modelo para avaliar a qualidade e segurança do produto desenvolvido,” concluíram que o “fertilizante orgânico gerado com esta tecnologia é rico em nutrientes e apresenta um efeito promotor do crescimento das plantas”.

Para além disso, “a caracterização microbiológica do produto assegura a sua segurança de utilização para produção de alimentos e para o meio ambiente”.

Aplicada como possível tratamento e valorização de efluentes de suiniculturas, tendo sido testada em efluentes provenientes de explorações da região de Leiria, a tecnologia Freetilizer “valoriza as diferentes componentes do resíduo aquoso que após centrifugação, permite separar e obter uma fração líquida e uma fração sólida,” explica Miguel Ramos. “A fração sólida é posteriormente processada num reator industrial pelo processo de hidrólise enzimática, o que permite a conversão da matéria orgânica da fase sólida em compostos mais bio disponíveis, ​​obtendo-se assim um fertilizante orgânico. A fração líquida será concentrada utilizando um sistema de vácuo que permite uma secagem eficiente com baixo consumo energético originando um fertilizante orgânico líquido”.

A tecnologia Freetilizer nasce da transferência de conhecimento entre a academia e a indústria, ou seja, entre a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e a Pipe Masters.

16-12-2021

Research Grant - Project BIOMA

15-12-2021

Market and Competition Law Review entra na prestigiada base de dados Scopus

A Scopus, maior base de dados de publicações revistas por pares (revistas científicas, livros e atas de conferência), integrou a Market and Competition Law Review na sua plataforma.

De acordo com a Scopus, é uma revista “bem produzida e orientada sobre o Direito da Concorrência, de interesse para outros neste domínio”.

De forma a manter o seu elevado prestígio como uma das melhores bases de dados científicas, todas as publicações aceites nas listas da Scopus passam por um rigoroso processo de seleção supervisionado pelo seu Content and Selection Advisory Board.

Assim, a entrada da Market and Competition Law Review nesta lista constitui um reconhecimento da excelência e da relevância do conteúdo científico produzido pelo Centro de Estudos e Investigação em Direito da Universidade Católica Portuguesa.

Fundada em 2017 sob a orientação da Professora Doutora Sofia Oliveira Pais, a MCLR dedica-se ao estudo de matérias relacionadas com o mercado interno e direito da concorrência: “A indexação na Scopus da revista jurídica em inglês, MCLR, é o resultado de uma estratégia duradoura e consistente da Faculdade de Direito da UCP no desenvolvimento de uma investigação de qualidade de cariz internacional.”

Ao longo das suas dez edições, a MCLR consolidou-se como um fórum de relevo para o debate científico, contribuindo para uma melhor aplicação da lei nas áreas de Direito da União Europeia.

15-12-2021

Research Grant - Project RE-EAT Rocha Pear

13-12-2021

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