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Mensagem do Dia da Universidade Católica 2021: O valor de uma universidade com valores

 O valor de uma universidade com valores

A educação constitui o mais elevado valor intangível de uma sociedade. Dela depende a possibilidade de uma comunidade ter futuro, dando esperança e ambição aos jovens, capacitando-os profissionalmente, incutindo-lhes princípios e estrutura para a vida. O valor da educação, e em particular de uma educação superior, pode ser aferido na sua dimensão social, ética e moral, e também materializar-se no retorno económico para o graduado. Todavia, no seu cerne, e sobretudo para uma Universidade Católica, o valor da educação é formar para a vida digna, a própria e a dos outros que nos rodeiam.

Em contexto de pandemia, o valor de uma educação fundada nos valores do humanismo cristão ultrapassa largamente o utilitarismo instrumental. A pandemia afetou tudo e, como salientou o Papa Francisco1, demonstrou que o que está em causa “é uma crise na forma como nos relacionamos com a realidade e uns com os outros.” O que está em causa é, portanto, uma crise de perceção do mundo e da humanidade, que exige um impulso transformador. E uma educação superior transformadora, como é missão da Universidade Católica Portuguesa, deverá ser radical na forma como faz dos jovens do presente o garante de um futuro melhor. Empenha-se na interpelação de todos os níveis e setores da sociedade, ancorada no respeito pela dignidade humana, na defesa da justiça, da democracia, no cultivo do bem e na valorização estética, contribuindo para o crescimento económico baseado na equidade. Uma educação superior baseada nos valores é arriscada num contexto de crise de princípios, mas por isso mesmo necessária.

O valor de uma universidade de valores verte-se no assumir da radicalidade proposta pelo nosso Pontífice: “Educar é arriscar, mostrando ao presente uma esperança que estilhace o determinismo e o fatalismo que a ideologia, o egoísmo dos fortes e o conformismo dos fracos, nos querem convencer ser o único caminho.” (Papa Francisco, GCE)

 

Isabel Capeloa Gil
Reitora

 

1 Papa Francisco, Mensagem à Congregação de Educação Católica, por ocasião do Encontro ‘Global Compact on Education”, 15 de outubro 2020. (GCE)

 

05-02-2021

Abertura de Candidaturas para Mobilidade Internacional 2021/2022 - Escola das Artes

 

Se és estudante da Escola das Artes ou recém licenciado, estão abertas as candidaturas para Mobilidade Internacional, estudos ou estágio, com financiamento Erasmus para países da Europa ou mobilidade internacional fora da Europa sem financiamento, para o ano letivo de 2021/2022, até ao dia 15 de Fevereiro 2021.

 

A experiência internacional, através da mobilidade de estudos ou estágios, possibilita enriquecer o curriculum ao permitir adquirires competências transversais, conheceres novas culturas, línguas, novos métodos de trabalho e novas tecnologias. É uma oportunidade única, que ajudar a preparar-te para o mundo global, ao fomentar uma maior capacidade de adaptação, flexibilidade, autonomia, iniciativa e espírito empreendedor.

 

Se estiveres interessado, contacta o IO_International Office através do e-mail international.porto@ucp.pt ou o coordenador académico da Escola das Artes, o prof. Luís Teixeira, através do e-mail lteixeira@ucp.pt

DOCUMENTOS
Lista de Parcerias Internacionais
Regulamento ERASMUS Estágios
Regulamento Mobilidade Internacional

 

04-02-2021

Mais de 80 estudantes participam em atividades de voluntariado

O voluntariado é uma parte intrínseca à formação dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Neste sentido e apesar do momento complexo que atravessamos, são várias as iniciativas promovidas pela CAtólica SOlidária (CASO) da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa.

Cumprindo todas as recomendações da Direção-Geral da Saúde, mais 80 estudantes da Católica no Porto estão envolvidos em diferentes atividades em regime presencial e em regime online: apoio a refeições a pessoas carenciadas; apoio ao estudo a crianças e adolescentes; dinamização de atividades para pessoas portadoras de deficiências; visitas domiciliárias; e também a troca de correspondência e de chamadas para o combate à solidão.

A crise vivida, fruto da pandemia da Covid-19, veio reforçar a cada vez maior necessidade de se estender a mão ao próximo porque é nos momentos mais difíceis que a solidariedade e o serviço se tornam ainda mais vitais para o mundo.

Desafiamos três estudantes da Católica a partilharem as suas experiências de voluntariado. São três testemunhos – da Constança Avides Moreira, da Rita Franco e a Beatriz Correia - que enaltecem a importância da solidariedade enquanto verdadeiro motor de crescimento pessoal, académico e profissional.

 

“O voluntariado enriquece qualquer estudante.”

Constança Avides Moreira, 19 anos, estudante do 2º ano da Licenciatura em Enfermagem da Escola de Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde

Qual é a sua missão enquanto voluntária da CASO? A área em que estou inserida na associação de voluntariado CASOé a Ser+ Abrigo. Neste momento, estou a dar aulas de português a um jovem imigrante de 14 anos, tendo como principal objetivo ajudá-lo na adaptação à língua do seu novo país de residência - Portugal. Ao longo das aulas invisto e dou especial atenção à fala uma vez que esta constitui uma componente crucial para uma boa comunicação e integração na nova comunidade.

Qual tem sido o maior desafio deste trabalho enquanto voluntária? Enquanto voluntária, o maior desafio que tenho sentido é o ensino à distância, resultante das restrições impostas pela pandemia da Covid-19. Torna-se mais difícil cativar o aluno e mantê-lo motivado. Desta forma, vejo este momento como um tempo em que é imperativo desenvolver a criatividade e reinventar formas dinâmicas de aprendizagem, que visam proporcionar aulas mais animadas e interessantes. Inevitavelmente, a chegada do novo coronavírus a Portugal obrigou a uma restruturação e adaptação do voluntariado, além de ter exigido um esforço e empenho ainda maior por parte dos participantes. Neste período é ainda mais importante a presença do voluntariado, uma vez que o número de pessoas com dificuldades está aumentar e, se todos ajudarmos com pequenos gestos, podemos fazer uma grande diferença nas suas vidas. Dessa forma, e a juntar à imprevisibilidade pela qual os dias de hoje são dominados, é urgente a solidariedade, pois hoje somos nós quem oferece ajuda, mas amanhã poderemos ser nós a precisar dela.

Qual é a sua maior motivação para ser voluntária? O que me motiva a ser voluntária é saber que posso, através dos meus conhecimentos e capacidades, ajudar o próximo. No meu caso, enquanto portuguesa, não podia haver um tema que me fosse mais próximo do que a minha própria língua. Além disso, por ter uma enorme estima por esta tão diversificada e bonita língua e, como referido anteriormente, por ser um tema quase inato, posso afirmar que partilhá-la e fazê-la chegar aos outros é, sem dúvida, um privilégio.

De que forma é que o voluntariado é uma parte importante no percurso académico? O voluntariado enriquece qualquer estudante, quer do ensino superior, quer do ensino secundário ou básico e, por isso, acredito que tem um papel bastante relevante na sua vida.

Em primeiro lugar porque permite-nos não só desenvolver competências que a formação académica não engloba, mas também, aperfeiçoar outras que coincidem com a nossa área, e que serão igualmente vantajosas no futuro. Por outro lado, oferece-nos ainda uma visão e experiência de outras realidades, o que nos leva a ter uma perspetiva diferente do mundo, fazendo com que o olhemos de uma forma cada vez mais holística. Da mesma maneira, põe-nos à prova ao enfrentarmos novas situações e desafios, e promove, igualmente, o autoconhecimento, na medida em que ganhamos uma maior consciência das nossas qualidades e características a melhorar, contribuindo, assim, para o desenvolvimento pessoal de cada um. Por todos os aspetos mencionados, o voluntariado desempenha, então, um papel significativo no dia-a-dia de um estudante, complementando e potencializando a sua preparação para o complexo mundo que o espera - o mundo profissional.

 

“Ser voluntário é dar e receber”

Rita Franco, 19 anos, aluna do 2º ano da Licenciatura em Gestão da Católica Porto Business School

Qual é a sua missão enquanto voluntária da Caso? Estou na área Ser+ Exemplo tutoria da CASO. Todas as semanas acompanho uma aluna de 7º ano, ajudando tanto na organização e motivação para o estudo como no esclarecimento de dúvidas.

Qual tem sido o maior desafio deste trabalho enquanto voluntária? Tive experiências de voluntariado muito diferentes e senti dificuldade ao passar de um tipo de beneficiário para outro. Fazer voluntariado com crianças é distinto de o fazer com sem-abrigo, e também de o fazer com idosos. A experiência que fui ganhando num tipo de voluntariado, não é completamente transferível para outro tipo de voluntariado. Assim, tem sido um desafio persistir na experiência nova, até começar a sentir que as pessoas são recetivas às minhas iniciativas e formas de abordagem. No caso da tutoria, voluntariado que faço atualmente na Caso, o desafio é conhecer bem a aluna na hora semanal em que a acompanho e conseguir perceber quais os métodos mais eficazes para a ajudar. A pandemia veio dificultar essa tarefa. As tutorias são online, tornando todo o processo mais impessoal e mais lenta a construção de confiança. Para a aluna, a tutoria virá a ser, neste contexto, provavelmente ainda mais importante do que em situação normal, dada a interrupção das aulas e o novo formato que as escolas terão que adotar.

Qual é a sua maior motivação para ser voluntária? Para mim, ser voluntário é dar e receber. É entregar-me ao outro, abdicando de parte do meu tempo para acrescentar ao do outro e, no fim, ver esse tempo reavido no sorriso de quem está do outro lado. É no sorriso que me apercebo que naquela hora, naquela semana, estou a fazer a diferença na vida daquela pessoa, por muito pequena que seja.

De que forma é que o voluntariado é uma parte importante no percurso académico? Acredito que apenas a licenciatura não é suficiente para me desenvolver de forma completa, como pessoa. Desde o secundário que o voluntariado faz parte da minha semana e quando cheguei à faculdade desde logo soube que queria que essa experiência se mantivesse na minha vida.

 

“O maior desafio é dar o meu melhor!”

Beatriz Correia, 21 anos, Aluna do 4º ano da Licenciatura em Ciências da Nutrição da Escola Superior de Biotecnologia

Qual é a sua missão enquanto voluntária da CASO? Colaboro na área Ser + Exemplo e Ser + Abrigo. É no projeto Porta Solidária que entrego refeições ao jantar a pessoas que necessitam e recorrem a ajuda.

Qual tem sido o maior desafio deste trabalho enquanto voluntária? O maior desafio é dar o meu melhor e não desapontar ninguém, estar presente e fazer o máximo que posso enquanto estou a fazer voluntariado. Especialmente nesta área em que faço voluntariado, a área dos sem abrigo, que com o evoluir da pandemia mais pessoas ficaram sem emprego, os salários foram reduzidos e consequentemente as pessoas recorrem mais a este tipo de ajuda. Por exemplo, a Porta Solidária em março de 2020 servia à volta de 100 refeições, em novembro estávamos a servir à volta de 600 e agora em janeiro há dias em que alcançamos as 1000 refeições. Isto é uma prova de que as pessoas estão a passar muitas dificuldades. É importante referir que a Porta Solidária não precisa de ser obrigatoriamente para sem abrigo e eu já cheguei a entregar comida a casais com 7 filhos. Tendo em conta estes dados há uma grande necessidade de voluntários para que o serviço seja cumprido, é necessária uma grande equipa de voluntários, presentes e com vontade de trabalhar.  

O que é que a move a querer ser voluntária? Eu sempre tive a sorte de ter uma vida facilitada e agradeço muito por ela. E é por saber desde sempre desta sorte que sempre quis contribuir para que os outros possam ter nem que fosse um terço da que eu tenho. A felicidade das pessoas, os sorrisos rasgados, as lágrimas a escorrer pela cara, os olhos brilhantes são momentos que fazem tudo valer a pena. Eu faço voluntariado há alguns anos e foram poucas as vezes que me disseram obrigada por isto e por aquilo, mas a verdade é que sempre senti pelos olhares e pelas atitudes os agradecimentos e isso vale mais que mil palavras. Poder saber que um pai se deita de consciência tranquila, porque conseguiu que os seus filhos não fossem para a cama sem comer faz valer a pena todas as horas gastas a preparar refeições e a trabalhar sem parar. Faço com uma alegria que ninguém imagina e quero ser voluntária a minha vida toda.

De que forma é que o voluntariado é uma parte fundamental no seu percurso académico? O voluntariado no meu percurso académico apareceu no meu segundo ano da faculdade. Inscrevi-me através da CASO e fiz voluntariado um ano na FAP no bairro. Para mim o voluntariado traz muitas vantagens: faz-me ser uma pessoa mais organizada com o tempo, pois como quero estar muito tempo a ajudar, o tempo de estudo tem de render o máximo possível; faz-me ser uma pessoa mais compreensiva, paciente, trabalhadora e lutadora tanto nos trabalhos em grupo como nos trabalhos individuais. 

Vontade em ajudar? Entre em contacto com a CAtólica SOlidária através do caso@porto.ucp.pt

1 de fevereiro de 2021

Artigos relacionados:
Estudantes combatem Covid-19. Miguel e o desejo de ajudar
In Forum Estudante | 3.02.2021

04-02-2021

Bolsas Gulbenkian Mais

Bolsas Gulbenkian Mais
A Fundação Calouste Gulbenkian atribui Bolsas destinadas a apoiar a formação académica de jovens de reconhecido mérito que simultaneamente tenham escassos recursos económicos para o prosseguimento de estudos ao nível da licenciatura, mestrado e mestrado integrado.
Mais informações aqui
 
Para informações contactar: bolsas@gulbenkian.pt
04-02-2021

Católica, CITEVE e MTEX NS juntos no combate ao SARS-CoV-2

No dia 29 de janeiro realizou-se a apresentação do consórcio português do projeto PHYS – tecnologia certificada quanto à inativação do SARS-CoV-2 -, que esteriliza roupa e objetos.  Um consórcio que integra o laboratório associado Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, o CITEVE e a empresa MTEX NS.

Este projeto vai permitir consolidar a investigação científica relativa à eficácia do PHYS, já certificado em Espanha, quanto à inativação de duas variantes de SARS-CoV-2. O CITEVE irá avaliar se o processo PHYS desgasta ou não tecidos e se sim, em que valores/condições. Será ainda analisada a hipótese de o PHYS ser, ou não, igualmente eficaz não só relativamente à inativação de mais variantes de SARS-CoV-2 bem como de uma listagem mais alargada de organismos já correntemente identificados como danosos para a saúde pública, nomeadamente bactérias hospitalares multirresistentes, ficando esta extensão da investigação a cargo da equipa da investigadora Paula Teixeira, do CBQF da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa.

Janeiro 2021

02-02-2021

Provas de Mestrado em Som e Imagem

 
PROVAS DE MESTRADO EM SOM IMAGEM:
 
Unidade Académica: Escola das Artes
Curso: Mestrado em Som e Imagem – especialização em Design de Som
Candidato: Pedro Manuel Nunes Gaspar
TítuloProdução de Áudio no Serviço Público de Rádio e Televisão de Portugal "
Orientador: Doutor José Vasco Barroco Carvalho
Data da prova: 04 de fevereiro de 2021
Hora09h30
Sala: Serão realizadas através do serviço de videoconferência Blackboard Collaborate Ultra. Para assistir, envie um email para csouto@porto.ucp.pt, indicando o seu nome e o código da prova “P_MSI_PG”, até às 15h00 do dia anterior ao da realização da prova.
 
Unidade Académica: Escola das Artes
Curso: Mestrado em Som e Imagem – especialização em Design de Som
Candidato: Miguel Canelhas de Sousa Castro Correia
Título“100 Aura, Passado, Presente e Quimera"
Orientador: Doutor José Vasco Barroco Carvalho
Data da prova: 04 de fevereiro de 2021
Hora10h30
Sala: Serão realizadas através do serviço de videoconferência Blackboard Collaborate Ultra. Para assistir, envie um email para csouto@porto.ucp.pt, indicando o seu nome e o código da prova “P_MSI_MC”, até às 15h00 do dia anterior ao da realização da prova.
 
Unidade Académica: Escola das Artes
Curso: Mestrado em Som e Imagem – especialização em Design de Som
Candidato: Artur Miguel Tavares Pires
Título“Relatório de Estágio na FilmesDaMente"
Orientador: Doutor José Vasco Barroco Carvalho
Data da prova: 04 de fevereiro de 2021
Hora11h30
Sala: Serão realizadas através do serviço de videoconferência Blackboard Collaborate Ultra. Para assistir, envie um email para csouto@porto.ucp.pt, indicando o seu nome e o código da prova “P_MSI_AP”, até às 15h00 do dia anterior ao da realização da prova.
 
Unidade Académica: Escola das Artes
Curso: Mestrado em Som e Imagem – especialização em Design de Som
Candidato: Miguel Francisco Milhazes Araújo
Título“Relatório de Estágio na Sketchpixel"
Orientador: Doutor José Vasco Barroco Carvalho
Data da prova: 04 de fevereiro de 2021
Hora12h30
Sala: Serão realizadas através do serviço de videoconferência Blackboard Collaborate Ultra. Para assistir, envie um email para csouto@porto.ucp.pt, indicando o seu nome e o código da prova “P_MSI_MA”, até às 15h00 do dia anterior ao da realização da prova.
01-02-2021

Escola Superior de Biotecnologia promove projeto LeguCon

No dia 28 de janeiro, decorreu um webinar sobre o projeto LeguCon, promovido pela Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Católica no Porto e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. O projeto assenta no desenvolvimento dum consórcio único e inovador em Portugal, promotor do aumento de produção de leguminosas no país, com uma vertente participativa e interativa entre a ciência e a cidadania.

O evento contou, para além da divulgação do projeto e das atividades associadas, com um ciclo de oradores de referência, com a apresentação de uma seleção de temáticas relevantes para a compreensão do cenário atual da produção de leguminosas a nível nacional e ainda com a abertura de um concurso para agricultores com interesse na área das leguminosas com candidaturas abertas até 28 de fevereiro.

O concurso pretende apoiar 6 explorações agrícolas na implementação de leguminosas nos seus terrenos com um prémio de 2000,00€ e de acompanhamento técnico e dirige-se a produtores agrícolas da região Norte, disponíveis para partilhar o processo da sua colaboração com o projeto LeguCon através de vídeos, entrevistas, fotografias e através da organização de dias de campo.

Carla Santos, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da ESB e moderadora deste webinar, explicou que o projeto permite estabelecer “um elo de ligação entre todos os intervenientes da cadeia de valor das leguminosas: do prado ao campo” e Maria Nicolau de Almeia, responsável pelo Programa Gulbenkian Desenvolvimento Sustentável, apontou para o valor inovador do projeto e para a forte aposta da Fundação Calouste Gulbenkian nesta iniciativa.

 

Um webinar, muitos contributos de referência

Na sessão de abertura do webinar, Manuela Pintado, diretora do CBQF, realçou a “importância de ressuscitar a cultura das leguminosas, que fazem parte da nossa tradição, mas que devem voltar a fazer parte da nossa alimentação, para a sustentabilidade e futuro”. Salientou, também, o papel da alimentação, da nutrição e da agricultura enquanto interesses para a investigação da Universidade Católica Portuguesa.
Seguiram-se várias apresentações com oradores de referência: Ana Maria Barata, responsável pelo Banco Português de Germoplasma Vegetal, salientou os valores da baixa produção de leguminosas no país e a necessidade de a aumentar para retomar a biodiversidade na cadeia alimentar e no campo agrícola; Patrícia Vidigal, investigadora no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, focou o seu discurso nas espécies de leguminosas esquecidas e nas suas vantagens agronómicas, bem como a importância da partilha entre ciência e conhecimento tradicional; Marta Vasconcelos, docente e investigadora da ESB da Católica no Porto, partilhou várias iniciativas a nível europeu que fomentam o aumento da produção de leguminosas e explicou que “cerca de 40% dos consumidores já aderiram ou querem aderir à inclusão de leguminosas na sua dieta”; Maria do Céu Godinho, professora do Instituto Politécnico de Santarém,  ressalvou a importância duma abordagem holística do sistema cultural para a manutenção da produção com um solo saudável; Rosa Moreira, responsável do projeto Cientista Agrícola, descreveu a sua experiência de sucesso com a introdução de soja num terreno agrícola na região de Entre Douro e Minho; e Susana Carvalho, professora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, finalizou a ronda de apresentações com uma perspetiva integradora dos desafios atuais e da importância de inovação para responder às necessidades dos consumidores e ambientes.

O evento contou ainda com uma mesa redonda, moderada por António Mexia, professor do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, que se centrou na discussão acerca dos entraves associados ao cultivo de leguminosas em Portugal e das diretrizes políticas europeias.
O debate contou com os contributos de António Monteiro, engenheiro agrónomo da DRAP Norte, que enumerou algumas iniciativas da DRAPN apoiadas no sentido de promover o consumo de leguminosas e, dessa forma, estimular o mercado; de João Silva, engenheiro do Centro de Competência para o Tomate Indústria, que reforçou a importância da regulamentação política para a movimentação dos interesses agrícolas e explicou, face à perspetiva da sustentabilidade económica, o papel das leguminosas como promotoras da rentabilidade de culturas associadas; e de Inês Vinagre, engenheira da Torriba, que, entre outros casos, utilizou como exemplo o sucesso da introdução de amendoim em terrenos agrícolas e o seu efeito benéfico no controlo de infestantes.

O evento contou com cerca de 300 participantes, nomeadamente produtores agrícolas, membros da indústria agro-alimentar, investigadores da área das Ciências Agrárias e consumidores interessados pela alimentação sustentável.

Consulte mais informação

29 de janeiro de 2021

29-01-2021

Católica no Porto promoveu terceiro Encontro com Párocos

A 3ª edição do Encontro da Católica no Porto com Párocos, que este ano decorreu em formato digital, promoveu a oportunidade de reflexão e de discussão sobre “Os desafios da comunicação na Pandemia” nomeadamente as dinâmicas no âmbito dos desafios do mundo digital e da, cada vez maior, necessidade de se saber comunicar.

Na sessão de abertura a presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Braga da Cruz, deu as boas-vindas e reforçou a importância deste encontro que pretendeu “criar um espaço de diálogo, de encontro e de partilha das várias dinâmicas desenvolvidas.” D. Armando Esteves Domingues, Bispo Auxiliar do Porto, saudou os presentes e salientou a “oportunidade fantástica de formação e de crescimento”.

A sessão contou com as apresentações de Rodrigo Viana de Freitas, CEO da Agência Central de Informação, sobre “Os desafios da comunicação na Pandemia. O que Muda?”; de António Vicente, Pároco de Alcanede e responsável da Pastoral Familiar da Vigararia de Rio Maior, com a apresentação “O que já começou a mudar: GRANDE LUZ: projeto na Diocese de Santarém”; e de André Baltazar, vice-diretor da Escola das Artes da Católica, com uma apresentação sobre o Centro de Criatividade Digital desta unidade académica.

A inevitabilidade de uma edição em formato digital permitiu que se combatessem as distâncias e que mais pessoas pudessem participar, tendo, assim, contado, entre outras pessoas, com a presença de párocos da Diocese do Porto, da Diocese de Vila Real, de Diáconos e membros de Secretariados e Serviços Diocesanos,  de diretores das Unidades Académicas da Católica no Porto e de estudantes do 6º ano de Teologia.

“Encontros como este que permitam reforçar os laços entre a Universidade Católica Portuguesa e o clero têm uma dupla vantagem”, começou por afirmar D. António Augusto Azevedo, Bispo de Vila Real, durante o momento de encerramento da sessão, explicando que “para a universidade reforça o seu compromisso com a própria Igreja, da qual faz parte, e para o clero porque permite uma maior consciência acerca do papel e do trabalho que a Católica assume, ajudando-nos a ultrapassar algum desconhecimento e até algumas resistências”.

A 3ª edição do Encontro da Católica no Porto com os Párocos é, segundo a Presidente do Centro Regional do Porto da Católica, uma oportunidade que se repetirá nos próximos anos com o compromisso reforçado “de servir, de construir pontes e de saber colher os resultados”. Também os participantes realçaram o interesse na iniciativa, bem como os contributos que puderam retirar para a sua atividade pastoral.

Janeiro de 2021

27-01-2021

Projeto da Católica recebe financiamento das bolsas EUROBENCH/H2020 para benchmarking de exosqueletos e robôs humanoides

O projeto ´Thermotactile feedback for improved exoskeleton control´ (Thertact-FB), desenvolvido pelos investigadores Carla Pais-Vieira, do Brain-Machine Interface Research Lab (BMIsLab) do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) do Instituto de Ciências da Saúde (ICS), e André Perrotta, do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) – Escola das Artes, foi financiado no âmbito das bolsas EUROBENCH, ao abrigo do programa H2020.

Este projeto – realizado em colaboração com a Universidade de Aveiro e com a empresa de exoesqueletos ExoAtlet (Luxembourg) - visa contribuir para se estabelecer no espaço europeu, os critérios para benchmarking de exoesqueletos e de robôs humanoides. Neste projeto, pessoas saudáveis irão utilizar um exosqueleto robótico para membros inferiores em cenários que testam as potencialidades do exosqueleto em situações “reais”, tais como subir e descer degraus, ou caminhar em terrenos com diferentes inclinações e irregularidades. A realização de testes nestas condições permitirá determinar até que ponto os atuais exosqueletos e robôs humanoides estão ou não preparados para uma utilização mais generalizada a nível dos serviços de saúde, da indústria, e mesmo no quotidiano do cidadão comum. 

Janeiro 2021

27-01-2021

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