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Novidades

Escola das Artes lança nova rubrica mensal dedicada ao cinema português

A Escola das Artes iniciou o ano letivo com uma nova proposta que promete aproximar os estudantes ao cinema nacional. A partir deste mês, o Cineclube da EA inicia uma rubrica mensal inteiramente dedicada ao cinema português, promovendo o diálogo direto entre estudantes e realizadores de renome.

Todos os meses, um(a) realizador(a) irá apresentar um dos seus filmes no Auditório Ilídio Pinho, seguido de uma conversa com os estudantes. Este formato permitirá não só a exibição de relevantes obras do cinema português, mas também uma discussão aprofundada sobre o trabalho dos convidados.

O Cineclube da Escola das Artes, que já conta com uma programação rica e diversificada, reforça assim o seu papel como plataforma de divulgação e reflexão sobre o Cinema. Esta nova rubrica promete fomentar o interesse dos estudantes pelo cinema nacional, estimulando o seu espírito crítico e oferecendo-lhes uma oportunidade de aprender diretamente com alguns dos nomes mais importantes da sétima arte em Portugal.

A iniciativa é de entrada livre e inicia já no dia 30 de outubro, às 18h30, no AIP, com a apresentação de "Mal Viver" de João Canijo, que estará presente após a sessão para uma conversa. +info

Em novembro, no dia 19, às 18h30, no AIP, receberemos Cláudia Varejão que estará presente após a sessão de "Lobo e Cão". + info

Em dezembro, no dia 3, também às 18h30, no AIP, será a vez de acolhermos João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata que conversarão com os alunos após a exibição do filme “Onde Fica Esta Rua? ou Sem Antes Nem Depois”. + info

16-10-2024

Outubro Rosa na UCP: Sensibilização para a prevenção do cancro da mama

A Universidade Católica Portuguesa associa-se à iniciativa Outubro Rosa, com o objetivo de sensibilizar a comunidade académica para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do cancro da mama.

Durante o mês de outubro, a UCP organiza várias iniciativas e disponibiliza informação sobre os fatores de risco associados ao cancro da mama e recomendações para a prevenção e o diagnóstico precoce desta doença.

No dia 26 de outubro, a Católica Medical School Students’ Union, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade Católica, o ABC Indoor Padel Sintra e o Gabinete de Responsabilidade Social, organiza a 2.ª Edição do Torneio de Padel, cujas receitas reverterão a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Já no dia 30 de outubro, a Faculdade de Medicina, em colaboração com a Católica-Lisbon School of Business & Economics, promove uma iniciativa educativa. Durante este evento, os alunos utilizarão modelos anatómicos para demonstrar técnicas de prevenção do cancro da mama a toda a comunidade académica.

O Centro Regional do Porto associou-se ao habitual Peditório Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que acontecerá este ano nos dias 31 de outubro e 1, 2 e 3 de novembro.

No campus de Viseu, os estudantes de 2.º ano da Licenciatura em Gestão, no âmbito da Unidade Curricular de Psicologia Social, em parceria com a Delegação de Viseu da Liga Portuguesa Contra o Cancro, dedicaram a semana de 7 a 11 de outubro à sensibilização e consciencialização sobre esta temática. A iniciativa visou também a angariação de fundos e a mobilização da comunidade académica para a realização de exames de rastreio e para a adoção de um estilo de vida saudável

O movimento Outubro Rosa (Pink October) foi criado nos Estados Unidos da América, nos anos 90, com o objetivo de inspirar mudança e mobilizar a sociedade para a luta contra o cancro da mama. A cor rosa foi escolhida como símbolo desta causa, sendo amplamente utilizada para sensibilizar para a importância da prevenção, apoiar a investigação científica e homenagear as mulheres afetadas pela doença.

O cancro da mama continua a ser um grave problema de saúde pública, sendo o tipo de cancro mais prevalente em Portugal e no mundo. Embora a maioria dos casos ocorra em mulheres com mais de 50 anos, 1 em cada 100 casos afeta homens. Fatores como a idade, histórico familiar, alterações genéticas, excesso de peso, tabagismo, consumo de álcool, início precoce da menstruação e menopausa tardia são considerados de risco para o desenvolvimento da doença. O diagnóstico precoce é essencial, uma vez que aumenta a taxa de cura para mais de 90%, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

 

Mais informação aqui 

 

15-10-2024

Equipa do Projeto Hymenaeus ouvida na Assembleia da República Portuguesa sobre a proteção das vítimas de violência doméstica

A equipa de investigadores do Projeto Hymenaeus da Escola do Porto da Faculdade de Direito, liderada pela docente Elisabete Ferreira, deslocou-se no dia 10 de outubro à Assembleia da República para ser ouvida pela Subcomissão para a Igualdade e Não Discriminação. A audição teve como objetivo a apresentação de sugestões de alteração legislativa no domínio da violência doméstica, fruto da investigação desenvolvida no âmbito do Projeto.

"O dia de hoje representa o culminar de cerca de um ano e meio de investigação académica que agora colocamos à disposição da comunidade, cumprindo a essência da missão da Universidade Católica: investigação ao serviço da sociedade", afirmou a coordenadora na audição.

Foi sugerida a revisão do artigo 152º do Código Penal, para incluir no âmbito de proteção do tipo legal todos os ascendentes e descendentes do agressor, independentemente da coabitação com este, ou da aferição da especial vulnerabilidade daqueles. A equipa do Projeto chamou ainda a atenção para a necessidade de alterar o regime da inibição do exercício das responsabilidades parentais previsto no artigo 152º, n.º 6, do Código Penal, no sentido de ser permitido o seu levantamento, caso as circunstâncias que a determinaram cessem, entretanto. Defendeu a eliminação da possibilidade de aplicação da suspensão da execução da pena de prisão, no caso de condenação pelo crime de violência doméstica, e a necessidade de repensar o instituto da suspensão provisória do processo, medidas que visam aumentar a eficácia na proteção destas vítimas e dissuadir a reincidência.

Para além de Elisabete Ferreira, fazem parte deste projeto Sandra Tavares e Pedro Freitas, docentes da Escola do Porto, e Mariana Vilas Boas, aluna do doutoramento em Direito.

O Projeto Hymenaeus, financiado pelo Fundo de Relações Bilaterais da EEA Grants, é uma iniciativa da Escola do Porto da Faculdade de Direito, em colaboração com a Universidade de Bergen, Noruega.

Aceda à audiência completa

 

14-10-2024

Sofia Salgado: “Quanto mais tecnologia temos à disposição, mais importantes são as competências pessoais.”

Sofia Salgado é alumna e docente da Católica Porto Business School. De 2013 a 2020, foi diretora da Escola, tempos de “grande desafio e realização”. Vem de uma família de “educadores”, missão que também abraça com grande convicção. Divide a sua vida entre a academia e o tecido empresarial, assumindo atualmente cargos de gestão em empresas como a Monta-Engil, a EDP e a Corticeira Amorim. Sobre a Católica, Sofia Salgado destaca a importância da proximidade, como marca identificativa da Universidade. “Maníaca com listas e agendas”, a sua prioridade é “a Família sempre em primeiro lugar.”

 

Principais memórias de infância?

Sempre memórias felizes, sobretudo em família. São estas memórias que ficam. Tenho duas irmãs e tenho os meus pais ainda vivos. São com eles as principais memórias que tenho. Muito tempo em família, muitas brincadeiras com muita imaginação. Eram tempos onde havia menos coisas, mas eram tempos onde se usava verdadeiramente a imaginação.

 

Quando é que surge a ideia da Gestão na sua vida?

Algures na adolescência, não sei precisar bem quando, mas lembro-me de, a uma dada altura, saber que queria trabalhar em empresas. Não sabia bem a fazer o quê, mas a ideia estava nas empresas. Durante a minha juventude, estive sempre muito ligada à Igreja e sempre envolvida em muitas atividades. Fiz parte de muito projetos, era muito intensiva nas atividades e no dia-a-dia. Acho que este meu perfil já indiciava a minha tendência para a Gestão.

 

“Faço parte de uma família de educadores e gosto muito disso.”

 

Havia alguma referência na área da Gestão na família?

Não, aliás grande parte da minha família está ligada ao ensino. O meu pai tem quatro irmãos e dos cinco só ele é que não seguiu a carreira do ensino. Os meus avós também tinham um colégio. Faço parte de uma família de educadores e gosto muito disso. Mal sabia eu que também ia ser professora. Gosto desta vocação de educadora, ajudar os outros a desenvolverem-se.

 

Ingressa em Gestão na Universidade Católica Portuguesa no Porto. Quando entra para a licenciatura, já havia algum sonho profissional?

Não, nenhum objetivo profissional, nem grandes sonhos. Fui à descoberta. Postura, aliás, que fui mantendo e que mantenho, ainda hoje, relativamente ao meu percurso. Fiz um caminho sem um rumo determinado, de alguma forma gosto de lhe chamar incerto. Eu sabia que gostava de Gestão, de empresas e das matérias estudadas, mas fui fazendo o caminho sem grandes objetivos. Só mais tarde é que foram surgindo algumas questões. Foi no quinto ano da licenciatura que começaram a surgir as primeiras questões. Eu não queria especializar-me só no marketing ou só nas finanças, sabia que queria continuar com um leque alargado de possibilidades. Lembro-me inclusivamente que os meus colegas diziam a brincar “tu queres é ser diretora-geral” (risos). Na verdade, eu não tinha ambição disso, simplesmente não me revia particularmente em nenhuma especialização e foi nessa altura que surgiu uma oportunidade que considero ter sido um privilégio e uma grande escola no meu percurso. Ainda antes de terminar o curso, comecei a trabalhar numa empresa, enquanto assessora da direção. Foi uma excelente oportunidade onde pude aplicar os meus conhecimentos de uma forma transversal e onde pude acompanhar novos projetos. As pessoas têm apelos diferentes e eu senti que aquele era o meu.

 

De estudante passa a professora assistente na Católica …

Sim, depois de terminar o curso fiquei como na altura se chamava de “monitor”. Atualmente, diríamos um professor assistente. O meu percurso como docente na Católica começou após terminar o curso. Depois, houve uma altura em que por motivos profissionais e pessoais acabei por não conseguir conciliar tudo e tive de deixar de dar aulas. Regresso em 1997, ano em que também comecei a fazer o meu mestrado. Mais tarde surge o desejo do doutoramento. O que me levou a fazer o mestrado foi também o que me levou a fazer o doutoramento. Em ambas as situações, eu estava insatisfeita com o que sabia e queria saber mais. Na altura, eu tinha percebido que gostava de gestão de operações e gestão de serviços, no fundo é uma área que mantém a lógica da não especialização por área funcional. Foi sempre aquilo que procurei, uma visão transversal e abrangente da Gestão.

 

Parte para Warwick para o seu doutoramento…

Sim, nessa altura já tinha duas filhas e, por isso, ir para Inglaterra foi uma decisão pensada em família. A família ficou cá. No primeiro ano, eu ia à terça e voltava à sexta. Foi preciosa a ajuda dos avós. Foram quatro anos dedicada exclusivamente ao doutoramento.

 

Como descreve a experiência do doutoramento?

O doutoramento realizou-me em várias dimensões e cresci muito. Foi um tempo importante para me conhecer e perceber o que é que era esta minha curiosidade constante. Fui-me descobrindo e fui descobrindo, também, todo este contexto da academia, da investigação e das publicações. Ter estado numa universidade boa e com grande dimensão foi muito importante. Foi uma experiência muito rica quer na universidade, quer na própria cultura inglesa que gostei muito de conhecer.

 

Uma cultura de trabalho bastante diferente da portuguesa…

É uma cultura muito exigente em termos de mérito e na qualidade do trabalho, mas, simultaneamente, são informais na relação uns com os outros, são cuidadosos. Para eles o que interessa é a qualidade do trabalho, os títulos não importam.

 

Para quem sempre quis estar ligada às empresas, o doutoramento não foi um processo um pouco solitário?

No meu doutoramento desenvolvi um estudo empírico, por isso acabei por estar ligada às organizações. Estudei os handlings aeroportuários, na altura a TAP e a Portugália (PGA), nos seus serviços em terra. Passei muitas horas no aeroporto de Lisboa, nos corredores que ninguém conhece, entrevistei administradores da TAP e da PGA, ia no avião da manhã do Porto para Lisboa, passava o dia no aeroporto e vinha no último avião do dia. Com a minha tese aprendi muito sobre o escrito e o não escrito, o comportamento das pessoas, fiz muita observação. Mas falando sobre trabalho solitário, é claro que um doutoramento tem uma carga de trabalho de secretária muito grande e dessa parte eu não gosto tanto. Eu gosto de interação, gosto do envolvimento com pessoas. É isto que também me define profissionalmente, a minha capacidade de interagir com os outros e de envolver uma equipa.

 

“O maior desafio começa antes de entrar numa sala de aula.”

 

E depois do doutoramento regressa à Católica?

Quando acabei o doutoramento, perguntei-me “E agora?” Foi claro para mim que eu gostava de dar aulas, já tinha dado aulas na Católica e fui dando algumas durante o doutoramento. Apesar disso, a ideia de carreira é uma coisa que nunca me encaixou muito bem na cabeça. Nunca tive um plano definido e, por isso, nunca pensei “quero fazer esta carreira, quero chegar àquele grau ou àquela posição”. Até este momento o que me tinha movido tinha sido a minha curiosidade em saber mais. É com base nisto que posso afirmar que as grandes questões profissionais surgiram precisamente na altura em que terminei o doutoramento e não propriamente quando entrei para a faculdade. Porque é que eu fiz isto? Porquê este caminho? Porque é que eu não me especializei? O que é que eu faço agora com isto que tenho na mão? A verdade é que o caminho depois seguiu com muita naturalidade na Católica. Regressei para dar aulas e quando se começa a dar muitas aulas não há grande tempo para pensar (risos).

 

Em 2008, integra a equipa de direção da Católica Porto Business School.

Sim, na altura era diretor o Prof. Álvaro Nascimento. Fiquei surpreendida quando me convidou para fazer parte da sua equipa. Foi a partir daqui que comecei a desempenhar cargos de gestão na faculdade. Em 2013, sou nomeada diretora, mas continuava a dar aulas. Tudo fazia sentido, porque eu ensinava o que fazia e fazia o que ensinava.

 

Tempos desafiantes?

Muito desafiantes. Na altura, já tinha a minha terceira filha, por isso a minha vida requeria uma ginástica grande para que ninguém nem nada de importante ficasse para trás. Nesse tempo, os dias eram muito longos e tudo muito intenso. Foi uma altura da minha vida particularmente exigente, mas também foi uma altura em que as coisas fizeram muito sentido e, por isso, de uma grande realização pessoal.

 

Qual é o maior desafio de ser professora?

O maior desafio começa antes de entrar numa sala de aula. Tento parar sempre um bocadinho para pensar. O que é que estes alunos podem aprender com isto? Como é que eu consigo desafiar os meus alunos? É um exercício muito importante.

 

Enquanto gestora, o que é que mais aprende com o facto de ser professora?

Continuo a acumular cargos de gestão, apesar de serem não executivos. Estou na Mota-Engil no meu terceiro mandato, na EDP no segundo e este ano aceitei o desafio da Corticeira Amorim. Tem-me feito muito sentido, porque me permite aprender a indústria, aprender a empresa, aprender as equipas de gestão, conhecer áreas de atividade diferentes. Integro, também, o Conselho Fiscal da Media Capital. O que é que estas experiências me permitem? Permitem-me acompanhar de perto os momentos em que as organizações estão a enfrentar fases mais críticas. Porque estando num cargo não executivo, não nos chegam os problemas do dia-a-dia, mas os momentos mais críticos e de alguma forma estruturais. Temas como a pandemia, as guerras, a inteligência artificial, a digitalização. É um privilégio acompanhar as empresas nesse furacão e estas experiências ajudam-me muito nas minhas aulas. Levo para as aulas casos concretos, levo quadros de análise, levo uma capacidade de ver os problemas de uma forma muito mais abrangente. E, porque não estive num setor de atividade muito tempo, levo-lhes, também, uma independência grande. Tenho um quadro mental independente, não condicionado pelas áreas de atividade, o que me permite uma abordagem e uma análise global e transversal.

 

“Temos de ajudar as próximas gerações a pôr pés ao caminho.”

 

Internacionalmente, integra, também, uma entidade em Bruxelas.

Sim, dois dias por semana são dedicados à EFMD Global, como Associate Director. É uma entidade que dá as acreditações às Escolas, como por exemplo a acreditação EQUIS que a Católica Porto Business School tem. Eu fiz o percurso todo com a escola, desde a primeira acreditação e posterior reacreditação. Depois comecei a colaborar com a EFMD em pequenas coisas de forma voluntária e, há um ano, desafiaram-me a começar a trabalhar com eles. Sou a única portuguesa na minha equipa que conta com um espanhol, um alemão, uma escocesa, um chinês e um italiano. Gosto muito de trabalhar em equipas internacionais, é uma experiência muito rica.

 

O que é que distingue e caracteriza a Católica Porto Business School?

Na Católica Porto Business School damos prioridade à proximidade, porque um mundo de distância não funciona. Temos de ajudar as próximas gerações a pôr pés ao caminho. No mundo da Gestão em particular, se eu quero fazer acontecer, eu tenho de ir bater à porta, tenho de ir ter com o meu colega, tenho de cultivar a interação. Na Católica abrimos as portas para essa proximidade e trabalhamos com os estudantes as competências transversais. Já o fazemos há muitos anos e sabemos fazê-lo muito bem. Isto é uma marca que continua a identificar a nossa Escola. Quanto mais tecnologia há, mais importantes são as competências pessoais.

 

O trabalho tem uma grande importância para si …

Nasci numa família de pessoas trabalhadoras. O meu avô materno, que conheci bem, é uma referência para mim. Lembro-me das histórias de que ele trabalhava em duas empresas e trabalhava horas a fio para poder sustentar a família em alturas difíceis da história e da economia portuguesa. A noção de ter de trabalhar e de se ter gosto em trabalhar está em mim de forma muito natural.

 

A família ocupa também um lugar muito importante na sua vida. Qual é o segredo para haver tempo para tudo?

A família está sempre em primeiro lugar. Diria que não tenho um segredo. Coloco-me frequentemente a questão: qual é a coisa com a qual eu não quero mesmo falhar? Ajuda-me muito a discernir sobre o que é ou não é prioritário.  Sejamos realistas, quando fazemos muitas coisas, nalgumas poderemos falhar. Esta pergunta ajuda-me a orientar as minhas escolhas de forma a não falhar naquilo que é mais importante. Tenho um perfil muito perfeccionista e não gosto de falhar e esta é a minha forma de definir prioridades. Sou, também, um bocadinho maníaca com agendas e listas. Revejo a minha agenda do ano, a minha agenda do mês e a da semana. Costumo, aliás, dizer que não há super-mulheres ou super-homens, há famílias que tomam opções em conjunto. E, na minha vida, a família está em primeiro lugar. Se só uma prioridade houver, a minha família é a minha prioridade. Nunca foi uma questão para mim falhar aos momentos importantes da minha família, das minhas filhas, do meu marido, dos meus pais e das minhas irmãs. Pela minha família eu largo tudo. Ao mínimo sinal de que algum deles precisa de mim, eu largo tudo e vou.

 

Conseguir esse equilíbrio implica algum discernimento …

E no meu caso esse discernimento e equilíbrio vem da oração. Eu não faço isto sozinha, não é? Desta forma, a minha experiência é muito mais rica. Em alturas intensas e de caos, ofereço a minha vida a Deus. Digo-lhe “Olha, isto está complicado e difícil …” E, de repente, tudo encaixa…

 

Que livros tem na sua mesinha de cabeceira?

Estou a ler dois livros:  o “The Coming Wave”, sobre a Inteligência Artificial, e o “O perigo de estar no meu perfeito juízo”, da Rosa Montero, uma jornalista espanhola.

 

10-10-2024

Doutorando com instalação sonora na Casa da Música

Rafael Maia, aluno de doutoramento em Ciência e Tecnologia das Artes, teve uma instalação na segunda edição do PEMS (Porto Electronic Music Symposium), organizado pela Casa da Música através da Digitópia.

O PEMS é um ponto de encontro que celebra a criação artística, a performance e a inclusão através da relação entre a tecnologia e a música.

Recentemente, através de uma Bolsa de Criação da Digitópia 2023, Rafael Maia apresentou na Casa da Música “Sonic Iterations for Intangible Existences: Dark Matter ”. Inspirada na sua pesquisa de doutoramento, em que Rafael repensa a nossa relação com o timbre, esta peça explora o potencial para desvendar as dimensões intangíveis da nossa realidade.

Através de uma escuta ativa, os visitantes são convidados a expandir a sua compreensão das camadas ocultas da nossa realidade. Uma linha de pensamento que se cruza com as explorações de Christina Kubisch, onde o som expõe de forma semelhante a dimensão electromagnética invisível que nos rodeia.

Mais informações aqui.

 


NOTA BIOGRÁFICA

Rafael Maia, nascido e residente no Porto, Portugal, é um artista sonoro e investigador cuja prática se situa na interseção entre ciência e arte. O seu trabalho investiga a complexa relação que partilhamos com o timbre, explorando como este pode expandir a nossa perceção do mundo e oferecer uma profunda reinterpretação das nossas realidades.

Com um percurso estabelecido nas artes performativas, Rafael colaborou com artistas de teatro e dança de renome internacional, contribuindo com composições e experiências sonoras inovadoras pela Europa. As suas performances e instalações foram apresentadas na Bélgica, França, Alemanha, Lituânia, Países Baixos e Suécia.

Entre outros reconhecimentos, destaca-se o Prémio MAAT Acquisition e a distinção da sua primeira instalação a solo, Sonic Iterations for Intangible Existences: Dark Matter, pelo projeto “Laboratório Utópico” da Digitópia.

A olhar para o futuro, Rafael Maia pretende continuar a construir uma trajetória de interseção entre ciência e arte que entoe pelo meio do ruído das tensões globais que obscurecem a perceção e compreensão humana. Através das suas peças, convida a repensar a forma como ouvimos o mundo, os outros e a nós próprios, na esperança de inspirar reflexão sobre as narrativas culturais, sociais e políticas frequentemente ocultas no meio do ruído da vida contemporânea.

Para mais informações, por favor visite o link.

08-10-2024

Professora Catarina de Oliveira Carvalho coordena Relatório Anual sobre Negociação Coletiva

Na passada sexta-feira, 4 de outubro, a Professora Associada Catarina de Oliveira Carvalho da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa apresentou o 9º “Relatório Anual sobre a Evolução da Negociação coletiva em 2023”. O evento teve lugar no Salão Nobre do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e contou com a Ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho e com os representantes dos Parceiros Sociais e da Administração Pública.

Coordenado cientificamente pela nossa docente, atual coordenadora do Mestrado em Direito com especialização em Direito do Trabalho,  e por Paula Agapito, o relatório oferece uma análise detalhada das tendências da negociação coletiva portuguesa e do impacto na mesma das recentes alterações legislativas em matéria laboral. Elaborado pelo Centro de Relações Laborais (CRL), o estudo revela um aumento significativo de cerca de 24,5% no número de convenções coletivas em 2023, além de uma duplicação das portarias de extensão, embora se verifique uma redução da taxa de cobertura negocial, consequência provável do aumento do número de acordos de empresa em detrimento da negociação setorial. Além do mais, o documento reflete sobre os impactos iniciais das mudanças legislativas operadas pela designada "Agenda do Trabalho Digno", aprovada pela Lei n.º 13/2023, com início de vigência em 1 de maio de 2023, no conteúdo desta importante fonte de direito do trabalho.

Para aceder ao relatório completo, consulte o seguinte link.

 

08-10-2024

Católica Porto Business School patrocinou sétima edição da AEP Golf Business Cup

“A Associação Empresarial de Portugal é um parceiro nosso de longa data e foi, portanto, com grande agrado, que aceitámos o convite para patrocinarmos uma prova que já faz parte do panorama do golfe nacional”, começou por explicar o diretor da Católica Porto Business School, João Pinto. 

A AEP Golf Business Cup é um torneio organizado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), em conjunto com a Fundação AEP, que faz parte de um conjunto de atividades que procuram fomentar cada vez mais a interação entre o tecido empresarial nacional. Ao longo das seis edições já realizadas, participaram na iniciativa mais de 300 jogadores, em representação de 145 empresas. 

Dessa forma, “faz todo o sentido que a Católica Porto Business School esteja presente num evento desta natureza, demonstrando que somos uma Escola que está ao lado das empresas portuguesas e que tem em conta as suas necessidades, seja em termos de formação ou de investigação aplicada”, salienta João Pinto. 

A Católica Porto Business School fez também representar no torneio através de dois antigos alunos, Ana Ribeiro e Hugo Moreira, que estiveram presentes em todas as provas realizadas - Golfe de Amarante, Royal Óbidos, Oporto Golf Club e Estela Golf Club. 

A quinta e última prova da AEP Golf Business Cup, que teve entre os participantes golfistas internacionais, realizou-se no passado dia 5 de outubro, em Ponte de Lima. 

 

Sobre a Católica Porto Business School (CPBS) 

A Católica Porto Business School está entre as melhores escolas de negócios do mundo, fazendo parte de um grupo muito restrito, a nível global, de 1% de escolas com distinções de acreditação EQUIS, AMBA e AACSB. Este reconhecimento atesta a excelência de toda a atividade, incluindo Ensino, Investigação e Impacto na Sociedade. A Católica Porto Business School é uma faculdade da Universidade Católica Portuguesa reconhecida internacionalmente pelo desenvolvimento integral de profissionais para uma sociedade sustentável e global, assim como pela produção de conhecimento nas áreas da Gestão e da Economia. https://catolicabs.porto.ucp.pt

08-10-2024

Universidade Católica Portuguesa lança novo curso online em parceria com Santander: Introdução à Sustentabilidade nas Empresas – Perspetiva Financeira

A Universidade Católica Portuguesa, através do Center for Sustainable Finance da Católica Lisbon School of Business and Economics e em parceria com a Católica Porto Business School, lançou o novo curso online "Introdução à Sustentabilidade nas Empresas – Perspetiva Financeira".  

Único em Portugal e focado na importância da sustentabilidade nas finanças das empresas, o curso é destinado a profissionais de todos os setores, sem necessidade de experiência prévia, e tem o apoio da Fundação Santander. Gratuito para os primeiros 1000 participantes, o programa facilita a capacitação e o aumento da literacia em Finanças da Sustentabilidade em Portugal.  

Com duas horas de duração, é o primeiro de uma série de programas educativos desenvolvidos pelo Center for Sustainable Finance na área das Finanças da Sustentabilidade, com o propósito de apoiar todos os profissionais e empresas interessadas em iniciar ou fortalecer o seu caminho de transição para uma economia mais sustentável. 

No curso, os participantes vão explorar estratégias de integração da sustentabilidade na gestão financeira e empresarial, garantindo uma compreensão da sua transição. Haverá oportunidade para abordar os desafios e oportunidades para as empresas e o enquadramento legislativo atual. Vão poder ainda analisar como os mercados financeiros estão a apoiar a transição para a sustentabilidade, com destaque para as finanças sustentáveis, e aprender a iniciar ou melhorar o processo de incorporação da sustentabilidade na estratégia de negócio, com foco nas oportunidades competitivas e no acesso ao financiamento. 

As inscrições já estão abertas e decorrem até 20 de outubro, através da plataforma Open Academy do Santander

O curso será lecionado online e em português.  

SAIBA MAIS E INSCREVA-SE

 

07-10-2024

INCREASE Recebe Oficialmente o Prémio Europeu de Ciência Cidadã 2024 no Ars Electronica Festival

O projeto INCREASE foi anunciado em junho de 2024 como o vencedor do Prémio Europeu de Ciência Cidadã 2024. Agora, durante o Ars Electronica Festival, que decorreu em Linz, Áustria, de 4 a 8 de setembro, a equipa do INCREASE teve a honra de receber oficialmente este prestigiado prémio.

O Ars Electronica Festival é um evento internacional onde ciência, tecnologia, arte e ecologia se encontram, sendo realizado anualmente. Este ano, o festival teve como tema "HOPE: Who Will Turn the Tide?", convidando pessoas de todo o mundo a explorar ideias inovadoras e participar em experiências interativas. A cerimónia de entrega dos prémios teve lugar no dia 5 de setembro, no Design Center Linz, onde 13 prémios de grande renome foram atribuídos, incluindo o Prémio Europeu de Ciência Cidadã.

Este prémio da União Europeia visa reconhecer "iniciativas notáveis de ciência cidadã que promovem mudanças, expandem o conhecimento e abordam desafios sociais, políticos, culturais e ambientais, através do envolvimento ativo dos cidadãos" (Comissão Europeia).

Ao longo dos últimos quatro anos, o projeto INCREASE tem-se destacado pelo envolvimento de cidadãos na sua experiência de ciência cidadã, um dos pilares centrais da sua investigação. O principal objetivo deste projeto é promover a agrobiodiversidade, convidando cidadãos europeus a conservar e a caracterizar diferentes variedades de feijão através de uma aplicação especialmente desenvolvida para este efeito. Desde o seu início, mais de 16.000 cidadãos dedicados já participaram no projeto, e o número continua a crescer.

A Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa é um dos parceiros ativos deste projeto, tendo desempenhado um papel importante no envolvimento de cidadãos portugueses na experiência de ciência cidadã. Através do INCREASE, os participantes são convidados a cultivar diferentes variedades de feijão em suas casas, mesmo em pequena escala, como alguns vasos numa varanda.

Em Portugal, um dos exemplos de sucesso é o ATL Centro Social do Bairro, em Famalicão, que tem participado entusiasticamente no projeto desde a primeira ronda. As crianças envolvem-se em todo o processo, desde o cultivo ao consumo das leguminosas, contribuindo para uma maior aceitação destes alimentos na infância. Recentemente, o ATL partilhou nas redes sociais um almoço especial confecionado com leguminosas cultivadas no âmbito do INCREASE, demonstrando os benefícios educacionais e nutricionais desta iniciativa.

As inscrições para a experiência de 2024 já estão encerradas, mas todos os interessados podem inscrever-se para a edição de 2025 no site do projeto. Mais informações em: https://www.pulsesincrease.eu/pt/experiment

Este reconhecimento internacional reforça a importância da colaboração entre ciência e cidadãos no desenvolvimento de soluções para desafios globais, como a preservação da biodiversidade e a promoção de uma alimentação sustentável.

 

07-10-2024

Centenas de Estudantes participam na 3ª edição do Dia Internacional do Microrganismo na Escola Superior de Biotecnologia

A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa – Porto celebrou com sucesso a terceira edição do Dia Internacional do Microrganismo, um evento que realça a importância dos microrganismos nas nossas vidas, com enfoque em áreas cruciais como o ambiente, alimentação e saúde. Este ano, a iniciativa contou com a participação de mais de 750 alunos, desde o 5.º ano até ao ensino secundário, que tiveram a oportunidade de viver uma experiência científica interativa e educativa em cerca de 30 atividades dinamizadas por mais de 50 investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina.

Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, sublinhou o papel crucial destas atividades para a promoção do conhecimento científico: "Faz parte da nossa missão entusiasmar os mais novos pela ciência e a microbiologia é precisamente uma das nossas áreas de investigação, o que também se reflete na nossa licenciatura em Microbiologia ser a única do país. Hoje todos ficaram mais familiarizados com o papel fundamental dos microrganismos no nosso dia a dia e como de forma invisível, e muito generosa, sustentam a vida no planeta. Também perceberam como as coisas às vezes se complicam, com doenças e contaminações... e percebe-se que tudo tem uma lógica e uma solução, o que torna esta área de estudo profundamente fascinante.

Joana Barbosa, uma das investigadoras responsáveis pelo evento, destacou o impacto desta experiência nos estudantes: "É sempre gratificante ver o entusiasmo com que os alunos exploram o mundo dos microrganismos. O contacto direto com estas temáticas ajuda-os a entender, de uma forma prática e divertida, como os micróbios estão presentes no nosso dia-a-dia e desempenham papéis cruciais em áreas tão diversas como a agricultura e a saúde."

Maria Sousa, professora de Ciências Naturais da Academia de Música de Vilar do Paraíso, que acompanhou os seus alunos ao evento, também partilhou a sua perspetiva sobre a importância da iniciativa: "Esta formação in loco, com todas estas experiências enriquecedoras e diversificadas, é fundamental para partilhar conhecimento científico."

Joana Cristina Barbosa, outra das investigadoras responsáveis pela iniciativa, comentou: "O interesse e a curiosidade dos jovens por estes temas foram evidentes. Estes momentos de partilha são fundamentais para despertar vocações e, quem sabe, inspirar futuras carreiras na ciência e biotecnologia."

Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina, salientou a importância de iniciativas como esta: "É uma honra ver o centro de investigação que dirijo tomar a iniciativa de criar uma ponte direta à comunidade para partilhar o prazer da descoberta e a paixão do conhecimento pelo mundo dos microrganismos."

Com atividades práticas e um concurso final, onde alguns participantes puderam ganhar prémios, o evento proporcionou uma verdadeira celebração da ciência e do conhecimento, reforçando o compromisso da Escola Superior de Biotecnologia e do Centro de Biotecnologia e Química Fina com a educação e a disseminação da literacia científica.

03-10-2024

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