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Novidades

Desafios e oportunidades da Psicologia no século XXII em discussão nos Dias da Psicologia

Os Dias da Psicologia marcaram regresso de 19 a 21 de março. Estudantes, alumni, investigadores, docentes e profissionais da área da Psicologia – a nível nacional e internacional – reuniram-se na Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa para discutir “A Psicologia no Século XXII: Desafios e Oportunidades”. No total, três conferências, seis workshops e várias conversas e momentos de debates.

“Antecipando-se que os 3/4 que restam do século XXI vão trazer transformações que não conseguimos antecipar, este debate urge”, sublinha Raquel Matos, diretora da Faculdade de Educação e Psicologia.

“O mais marcante desta edição dos Dias da Psicologia foi o momento das FEP TALKS dos nossos alunos”, refere Mariana Barbosa, docente da FEP-UCP e membro da Comissão Organizadora dos Dias da Psicologia. “Os speakers foram fantásticos, os temas superinteressantes, sem dúvida uma inspiração para todos nós”, completa.

As conversas e debates – os desafios e as oportunidades da Psicologia no século XXII – mostram-se relevantes numa altura em que a discussão sobre as rápidas mudanças sociais, culturais, ambientais e tecnológicas tem vindo a ser vastamente debatida entre os psicólogos.

A edição de 2024 dos Dias da Psicologia foi organizada pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa e contou com participações como Frederick (Ted) Scharf, consultor sénior no Human Neurobehavioral Laboratory (HNL), António Fonseca docente da FEP-UCP, Sofia Ramalho, vice-presidente da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Luís Scorzafave, professor na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto / USP, e Raúl Manarte, Psicólogo Humanitário.

04-04-2024

Bibliotecas da UCP organizam Ciclo formativo de Direito

As Bibliotecas da Universidade Católica Portuguesa organizam um ciclo formativo na área do Direito, constituído por 3 sessões de fornecedores de bases-de-dados: LegiX, Coletânea de Jurisprudência e HeinOnline. Cada sessão será composta por uma apresentação sobre a base-de-dados em questão e das ferramentas de pesquisa que disponibiliza.

Este ciclo formativo será aberto a todos os interessados, sem limite de participantes, existindo apenas inscrição prévia na sessão da HeinOnline. Pode encontrar os links para as sessões e inscrição aqui:

LegiX | 24 de abril às 15h00-16h00 - Link para a sessão

Coletânea de Jurisprudência | 30 de abril às 15h00-16h00 - Link para a sessão

HeinOnline | 7 de maio às 15h00-16h00 - Link de registo

Para mais informações, consulte o Portal das Bibliotecas UCP ou o Portal de Formação de Utilizadores.

Também poderá entrar em contacto com a equipa de formação das Bibliotecas da UCP através do endereço eletrónico: formacao.bibliotecas@ucp.pt

03-04-2024

Mensagem de Páscoa da Reitora

À Comunidade Académica da UCP

No calendário cristão, a Páscoa apresenta o exemplo último do amor de Deus pela humanidade. Constitui, por um isso, um momento particular de renovação e reconciliação. Numa universidade católica, a celebração da Páscoa é renovada ocasião para assinalar a responsabilidade da universidade para o desenvolvimento da sociedade, para a promoção da solidariedade social, de quadros de crescimento que propiciem maior integração e menos desigualdade, para a defesa da paz e da coesão social.

Na UCP promovemos o espírito de reconciliação pascal nas inúmeras atividades de voluntariado que promovemos, sempre que integramos as missões país e iniciativas de intervenção comunitária, mas também quando estimulamos a aprendizagem em serviço, quando produzimos ciência que melhora a condição humana e do planeta, quando reinventamos de forma criativa o nosso habitat.

Perante as enormes contradições das sociedades atuais e a disseminação de focos bélicos, a missão da universidade na defesa da dignidade das pessoas toma um papel de crescente relevância. O desafio que se nos coloca é o de utilizar o imenso arsenal de conhecimento e de criatividade que congregamos para formar ética e intelectualmente a rica e diversa realidade dos nossos estudantes oriundos de mais de 108 países com diferentes culturas e distintas opções religiosas, de promover a realização académica dos incríveis docentes e investigadores da UCP e o crescimento profissional dos colaboradores. 

Que a renovação pascal vos traga e às vossas famílias um renovado sentido de propósito e comunhão. Só assim ganharemos o futuro! Uma feliz Páscoa!

 

Isabel Capeloa Gil
Reitora

 


 

The President's Easter message

To the UCP Academic Community,

In the Christian calendar, Easter presents the ultimate example of God's love for humanity. It is also a particular moment of renewal and reconciliation. In a catholic university, the celebration of Easter is a renewed occasion to point out the university's responsibility for the development of society, for the promotion of social solidarity, for growth frameworks that foster greater integration and less inequality, for the defence of peace and social cohesion. 

At UCP we promote the spirit of Easter reconciliation in the countless voluntary activities we promote, whenever we integrate country missions and community intervention initiatives, but also when we stimulate service learning, when we produce science that improves the human condition and the planet, when we creatively reinvent our habitat.


Faced with the enormous contradictions in today's societies and the spread of war, the university's mission to uphold people's dignity is becoming increasingly important. The challenge facing us is to use the immense arsenal of knowledge and creativity that we have gathered to form ethically and intellectually the rich and diverse reality of our students from more than 108 countries with different cultures and different religious options, to promote the academic fulfilment of the UCP's incredible professors and researchers and the professional growth of our collaborators. 

May the Easter renewal bring you and your families a renewed sense of purpose and communion. Only in this way will we win the future! Happy Easter!

 

Isabel Capeloa Gil,
President

27-03-2024

Diogo Costa: “Um investigador é ansioso e inquieto.”

Diogo Costa tem 40 anos, é natural de S. João da Madeira e é investigador do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), da Universidade Católica Portuguesa. É licenciado em Psicologia, mestre em Psicologia da Saúde e doutorado em Saúde Pública. Investiga nas áreas da Psicologia da Saúde, da Epidemiologia Social e da Igualdade de Género. É uma das contratações recentes do centro de investigação da FEP e desta oportunidade espera desenvolver novos projetos e novas ideias. Durante o seu percurso profissional esteve em Angola, na Alemanha e na Lituânia. Dedicar a vida à investigação é “viver para a descoberta”.

 

Relativamente ao estigma com a saúde mental, considera que Portugal tem vindo a dar passos positivos nesse sentido?

Sim, claro que sim. A saúde mental evoluiu imenso, sobretudo desde que surgiu o primeiro plano nacional para a saúde mental. Estes planos trouxeram muitas atividades e estratégias fundamentais. A criação da Ordem dos Psicólogos, que não é assim tão antiga, também foi muito importante, porque também tem vindo a fazer um trabalho enorme. Agora há um reconhecimento cada vez maior da necessidade dos psicólogos estarem integrados na comunidade, e nos cuidados de saúde primários, assim como de mais psiquiatras e enfermeiros da especialidade. São apenas alguns exemplos de como o caminho já foi iniciado. Mas temos de continuar a caminhar, e colocar a saúde mental no topo da agenda política.

 

Como é que é uma vida dedicada à investigação?

É viver para a descoberta. É muito gratificante quando vamos fazendo pequenas descobertas, avanços ou contributos, e quando os conseguimos partilhar com a comunidade científica. Eu tive esta sorte de poder trabalhar com várias redes internacionais e, portanto, fazer investigação em conjunto com investigadores de todo o mundo, e perceber também diferenças culturais na valorização dada a pequenos avanços nas áreas em que estava a estudar. É muito interessante. Mas, atenção, porque a vida de investigador, em particular, em Portugal, não é nada fácil. Há pouco financiamento e poucas estruturas. Tem evoluído imenso, mas devemos continuar a crescer, porque somos muito bons em muitas áreas.

 

Porquê Psicologia? Quando é que sentiu que o seu caminho profissional passava por aqui?

O gosto por esta área surgiu ainda durante o secundário e muito concretamente durante as aulas de Filosofia. Tive a Filosofia um daqueles professores inesquecíveis que nos fazem pensar sobre a vida e sobre aquilo que gostamos verdadeiramente. O professor era, também, psicólogo e muitas das aulas eram mais sobre Psicologia, do que propriamente sobre Filosofia.

 

“A Psicologia da Saúde trata de quase todos os temas que impactam a saúde mental das pessoas.”

 

Depois de licenciado, ingressa no Mestrado em Psicologia da Saúde …

Sim e foi, também, um momento que coincidiu com a procura de trabalho. Nessa altura, a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto estava a recrutar para vários projetos de investigação e houve um projeto para o qual fui recrutado que tinha a ver com avaliação da prestação de cuidados de saúde mental de população marginalizada. É interessante porque foi este trabalho que me levou a começar a interessar-me por determinados temas, como as desigualdades socioeconómicas. Acabei por fazer o meu mestrado com uma tese intitulada "Desigualdades socioeconómicas na expressão de sintomas depressivos: Estudo observacional numa amostra urbana". Digamos que foi a partir daqui que comecei a delinear o meu caminho de investigação.

 

O que é a Psicologia da Saúde?

A Psicologia da Saúde trata de quase todos os temas que impactam a saúde mental das pessoas. Está preocupada com os fatores psicológicos, comportamentais e também sociais e culturais, que impactam a saúde dos indivíduos. O meu interesse, em particular, tem a ver com um tema muito específico, ligado à vulnerabilidade de alguns grupos que conheci. Estudo as experiências de violência interpessoal e, também, derivei para estudar a violência ao longo do ciclo de vida, também contra crianças, entre pais e crianças, contra pessoas idosas. Tudo tem nuances diferentes e também resultados e impactos em níveis de saúde mental diferentes.

 

Em janeiro de 2024, entra para a equipa de investigadores do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH). Como é que se dá este encontro?

O CEDH estava a recrutar investigadores para a sua equipa e o lugar chamou muito a minha atenção, porque o centro tem um historial de trabalho de grande qualidade e porque faz muita investigação dentro dos temas que me interessam e que têm feito parte do meu percurso. Quando me candidatei à vaga, pesquisei o trabalho do CEDH, as coisas que estavam a ser feitas e considerei logo que seria uma boa oportunidade poder regressar a uma faculdade de Psicologia e Educação.

 

Quais são as suas expectativas?

A minha expectativa é a de conseguir autonomizar-me, com ideias e projetos de investigação meus. Quero desenvolver projetos nas minhas áreas de interesse, como os temas da violência interpessoal e o impacto na saúde e também quero trabalhar a área dos estereótipos de género e da igualdade de género.

 

“A investigação tem o seu próprio timing.”

 

O que é que o fascina na Psicologia?

Fascina-me o estudo da mente, de como as pessoas pensam, sentem e se comportam. Tenho, também, um gosto particular pelo método, que sempre foi uma força e uma fraqueza da Psicologia. Quem faz investigação aplicada em Psicologia, no meu caso da saúde, sente necessidade de aceder à mente com as ferramentas que existem, que muitas vezes não são perfeitas, muitas vezes são aproximadas daquilo que nós achamos que as pessoas estão a pensar, a sentir, e recorrem-se muito do autorrelato. Claro que também houve uma evolução tremenda nos últimos anos sobre aquilo que conseguimos ligar do ponto de vista fisiológico, neurofisiológico, do funcionamento cerebral, associado às emoções, aos pensamentos, e sobretudo aos comportamentos, e isso traz novas possibilidades. E, portanto, eu continuo a sentir um fascínio sobre como é que estas coisas funcionam.

 

Há sempre uma dimensão de mistério por trás da Psicologia…

É para isso que investigamos, para ir desvendando o mistério. Tentamos aprofundar na investigação ainda que sejam dados passos pequeninos de cada vez. Permanece um mistério que continuamos a tentar desvendar. Não é só para a perceção do público em geral, mas, também, das pessoas que estão dedicadas a isto, como eu. Eu tenho muitas dúvidas, muitos enigmas para desvendar. É isso que nos move, a nós investigadores, a continuar a pesquisar e a aprofundar.

 

Ser investigador é um exercício de paciência …

Muitas vezes temos becos sem saída, que não dão em nada. Quando estava na faculdade diziam que as três características que um psicólogo devia ter eram a paciência, a paciência e a paciência (risos). Acho que, também, se aplicam aos investigadores. É preciso muita persistência e resiliência, porque, em quase todas as áreas, a investigação tem o seu próprio timing. A investigação é normalmente lenta.

 

Para além da capacidade de persistir e de se ser paciente, que outras características são importantes num investigador?

Um investigador tem, também, de ter muita preocupação com o rigor, com a atenção ao detalhe. E, claro, é essencial ter honestidade intelectual. E um investigador é normalmente ansioso e inquieto.

 

“Todos estes fatores de contexto são elementos importantes do retrato da saúde mental.”

 

Tem aumentado a incidência de patologias ligadas à saúde mental?

Sim, penso que em Portugal estamos entre os países europeus com maior prevalência de perturbações do humor e questões relacionadas com consumo de álcool e drogas. Todos os anos parece aumentar a prevalência de determinadas patologias, como a depressão, a ansiedade, mas não só.

 

Os casos são realmente em maior número ou porque falamos mais do tema é uma realidade mais evidente?

Acredito que seja uma mistura dos dois. Hoje em dia sabemos, efetivamente, mais desses casos e por isso inevitavelmente acabamos por identificar mais situações, mas, apesar disso, vivemos atualmente um contexto que, realmente, motiva uma maior incidência desse tipo de perturbações e doenças. Acredito que é um bocadinho das duas perspetivas. Atualmente, detetamos e identificamos com muito mais facilidade e as próprias pessoas também vão estando mais alertas para isto. O reconhecimento social tem um papel muito importante. Mas importa olhar para o caso português em concreto e para a forma como a sociedade foi evoluindo. Antes da pandemia, tínhamos atravessado uma transição demográfica e epidemiológica. Somos uma população mais envelhecida, aliás acompanhamos o resto da Europa nesse sentido. Isto leva ao aumento da frequência de outras doenças físicas, mas também outras de doenças mentais. O facto de vivermos mais, de termos menos filhos, de nos preocuparmos mais com a carreira, com a educação e o facto de nos empenharmos mais na competição influencia muito a saúde mental. Todos estes fatores de contexto são elementos importantes do retrato da saúde mental.

 

Tem também experiências internacionais que marcam o seu currículo.  

Estive um ano e meio em Angola, no Centro de Investigação em Saúde de Angola, a fazer trabalho mais aplicado no âmbito da saúde pública, mas também alguma epidemiologia social e também participei num estudo sobre a violência contra mulheres grávidas. Foi um período que abriu os meus horizontes para outros temas. Percebi como é que o trabalho é feito num lugar complicado em desenvolvimento, com algumas dificuldades de recursos e com uma cultura que, apesar de próxima, é muito diferente. Foi uma experiência que também me trouxe alguma humildade. O que nós fazemos aqui, nos países desenvolvidos, não deve necessariamente ser imposto nos países em desenvolvimento, a todos os níveis. Porque as pessoas têm as suas formas de fazer, têm a sua cultura, têm os seus valores, têm a sua história, têm as suas crenças, que as faz desenvolver outras formas alternativas de chegar aos mesmos fins.

 

De Angola vai para a Alemanha …

Sim, estive num contexto muito diferente, o aposto talvez. Estive no norte da Alemanha, na Universidade de Bielefeld. Estive lá durante a pandemia e abordarmos os temas relacionados com a pandemia. Lá aprendi, também, que não precisamos de trabalhar tantas horas, como em Portugal estamos habituados a fazer. Os alemães são muito bons a equilibrar a família, o trabalho e o lazer. Aprendi, também, que em Portugal fazemos muito com pouco dinheiro. Depois, a minha última experiência internacional foi na Lituânia. Estive num contexto muito diferente, porque estive a trabalhar para uma agência da Comissão Europeia, que é o Instituto Europeu para a Igualdade de Género. Aprendi acerca da responsabilidade de ser um investigador e funcionário público europeu, que, para além de representar um país individual, contribui para o trabalho de organismos que se preocupam e impactam todos os europeus, mais de 400 milhões de pessoas.

 

O que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Sou um nerd das guitarras. Tenho uma coleção de guitarras e de aparelhos de música.

 

Recomenda algum livro?

The Spirit Level, de Richard G. Wilkinson e Kate Pickett. É um livro um bocadinho controverso, mas acho que traz uma reflexão muito importante. Aborda a forma como as desigualdades socioeconómicas impactam quase tudo na nossa saúde, incluindo a violência, incluindo a agressão e quase todos os campos da saúde mental e da saúde física. Do ponto de vista mais estrutural e mais, se calhar, de saúde mental pública, é algo que deve ser combatido e mitigado. Durante a pandemia isto ficou bem claro, porque as primeiras populações a serem mais afetadas foram as mais vulneráveis do ponto de vista socioeconómico e da sua posição social. Os Anjos Bons da Nossa Natureza, de Steven Pinker, também é um bom livro, estou a lê-lo, precisamente, agora. Fala sobre a violência ao longo dos vários períodos da História e demonstra como, no global, a violência de todos os tipos, incluindo as guerras e outro tipo de agressões, tem vindo a diminuir. O autor relata como é que a humanidade tem conseguido declinar essa violência. Porque morríamos muito mais, éramos muito mais violentos do que somos agora, felizmente. Mas, claro, ainda não estamos livres de violência. Há muito caminho para fazer.

 

27-03-2024

MBA Executivo encerra a sua 17ª edição com entrega de diplomas

A última sexta-feira, 22 de março, ficou marcada pelo término da 17ª edição do MBA Executivo da Católica Porto Business School. A cerimónia, que decorreu em Matosinhos, reuniu os alunos que fizeram o seu trajeto entre 2021 e 2023, naquele que é um dos programas de excelência da Escola e que está cotado, pelo QS Executive MBA Ranking, entre um dos melhores MBA europeus.

Antes do habitual momento de entrega dos diplomas, houve lugar a discursos por parte do diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, do diretor do MBA Executivo, Luís Marques, e da coordenadora executiva do MBA Executivo, Sara Pacheco. A maior intervenção ficou a cargo do ‘keynote speaker’, o secretário geral da Associação Business Roundtable Portugal, Pedro Ginjeira do Nascimento.

Após o memorável encerramento de mais uma edição do MBA Executivo, as atenções viram-se agora para a edição que abre em outubro, e que assinala 20 anos de MBA Executivo. Há novidades no programa, como a unidade de Human & Leadership Skills, que vai acompanhar os alunos nos dois anos seguintes à conclusão do programa, ou a recente parceria com a Vienna University of Economics and Business para a realização de uma das semanas internacionais.

Saiba mais sobre a 20ª edição do MBA Executivo da Católica Porto Business School aqui.

27-03-2024

Universidade Católica elabora estudo que evidencia potencialidades e fragilidades do território Porto Ocidental

A Universidade Católica Portuguesa, através da Área Transversal de Economia Social (ATES), elaborou o Estudo de Diagnóstico Social Território Porto Ocidental (2023), que compreende as Uniões de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos e de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. Deste estudo resulta um conjunto de recomendações de intervenção futura em áreas como a dinamização do tecido empresarial local, o aumento da habitação acessível, a ampliação, concertação e maior divulgação de serviços sociais existentes, a redução da insegurança e a promoção da saúde.

O estudo, encomendado pela ADILO – Agência de Desenvolvimento Integrado de Lordelo do Ouro, justifica-se pelas transformações das dinâmicas comunitárias nas zonas altamente vulneráveis do território em análise e no aparente crescente processo de marginalização e estigmatização desta comunidade.

 

As fragilidades e potencialidades do território

Filipe Martins e Filipe Pinto, docentes da Universidade Católica, explicam que “o estudo de diagnóstico social permitiu identificar, para cada uma das dimensões em análise, um conjunto de fragilidades e potencialidades do território.”

Os docentes destacam “os contrastes socioeconómicos e culturais que marcam o território e as disparidades no que se refere aos níveis de qualificação escolar, à taxa de desemprego, aos níveis remuneratórios e à situação residencial da sua população, bem como a presença persistente de fenómenos de violência e atividades ilícitas que limitam a vivência comunitária e prejudicam a imagem externa do território.”

Produzir dados sistematizados e atualizados que permitam uma avaliação da realidade socioeconómica do território e sustentem um planeamento estratégico para a intervenção social no mesmo; fazer convergir políticas locais com os objetivos definidos a nível municipal, regional e nacional; e orientar as decisões de gestão do território e as oportunidades de financiamento que venham a surgir de forma alinhada com as reais necessidades do território foram os objetivos estratégicos que orientaram o desenvolvimento do estudo.

 

A diversidade e o potencial de mobilização do tecido associativo local

O estudo realça a diversidade e o potencial de mobilização do tecido associativo local e a relevância das respostas socias existentes que, apesar de ainda limitadas em algumas áreas específicas, demonstram uma elevada capacidade e qualidade de resposta e um forte potencial de trabalho em rede.

Filipe Martins e Filipe Pinto esclarecem que do estudo surgem “recomendações de intervenção futura em domínios complementares”: na dinamização do tecido empresarial local, no aumento da habitação acessível, na ampliação, concertação e maior divulgação de serviços sociais existentes, na redução da insegurança e da criminalidade, na promoção da saúde e prevenção da violência, na promoção da aprendizagem ao longo da vida e do envolvimento comunitário, na promoção do sentimento de pertença e melhoria da imagem externa do território e na revitalização do tecido associativo local.

A Área Transversal de Economia Social é uma estrutura de trabalho colaborativo e interdisciplinar da Universidade Católica no Porto que tem como missão fortalecer a economia social através do desenvolvimento das capacidades das pessoas e das organizações que atuam neste setor com vista à construção de melhores respostas aos problemas sociais, num quadro de promoção do desenvolvimento local e de defesa da inclusão e dos Direitos Humanos. Atua através de projetos e serviços de formação e capacitação, de investigação, de consultoria e de sensibilização e intervenção.

27-03-2024

Faculdade de Educação e Psicologia promove sessões sobre os desafios da parentalidade

Birras, literacia digital, parentalidade saudável após o divórcio, sinais de alarme em crianças e jovens em termos de saúde mental, desenvolvimento socioemocional dos filhos e como conciliar os múltiplos papéis na parentalidade. Estes são alguns dos temas das sessões de mais um ciclo da iniciativa Aprender a Educar, promovida pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa. Dinamizado por psicólogas, as sessões dirigem-se a pais. Realizam-se na Universidade Católica Portuguesa no Porto, às sextas-feiras, das 21h30 às 23h30.

O programa Aprender a Educar é uma ferramenta valiosa para todos os pais que querem explorar e desenvolver competências parentais e fortalecer as relações pais-filhos,” assegura Lurdes Veríssimo, docente da Faculdade de Educação e Psicologia e coordenadora da iniciativa Aprender a Educar. Estamos constantemente a aprender e a evoluir e a parentalidade não é exceção,” refere Lurdes Veríssimo acrescentando que “além de ser maravilhosa, a parentalidade é também desafiante porque está sempre a adaptar-se em função dos tempos e, por isso, temos de encontrar estratégias para abraçar estes desafios.”

A primeira sessão realiza-se a 12 de abril sobre “Contextualizar e Discutir Estratégias Para Prevenir e Gerir Birras”, com a presença de Lurdes Veríssimo, psicóloga na Clínica Universitária de Psicologia da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa. A segunda está agendada para 19 de abril e abordará o tema da “Literacia digital: como lidar com o tempo que o/a meu/minha filho/a passa ao telemóvel?!”, com a intervenção de Raquel Duarte, psicóloga na Clínica Universitária de Psicologia. No dia 10 de maio a sessão será sobre a “Parentalidade Saudável Após o Divórcio”, com Benedita Silva Pereira, psicóloga na Clínica Universitária de Psicologia. “Saúde Mental: sinais de alarme em crianças e jovens!” é o tema da sessão agendada para 24 de maio, com Alexandra Carneiro, psicóloga na Clínica Universitária de Psicologia. Sob o tema “Quero que o/a meu/minha filho/a seja feliz!”, a sessão de 7 de junho terá como oradora Lurdes Veríssimo, psicóloga na Clínica Universitária de Psicologia. A última sessão está agendada para 21 de junho e abordará o tema “Sou pai/mãe, mas não só … como conciliar os múltiplos papéis?”, com a intervenção de Francisca Pereira, psicóloga na Clínica Universitária de Psicologia.

Desenvolvido por especialistas em psicologia, o programa tem como objetivo suscitar a reflexão e debate em torno de desafios importantes e atuais na educação de crianças e jovens, discutindo estratégias práticas que otimizem o papel parental. O programa é dirigido a todos quantos reconhecem a necessidade de aprender e de refletir mais sobre a tarefa de educar.

O programa “Aprender a Educar” realiza-se sempre à sexta-feira, das 21h30 às 23h30, na Universidade Católica Portuguesa no Porto, permitindo aos pais escolher os temas que mais gostariam de aprofundar, adaptando-se desta forma aos seus interesses e necessidades.

27-03-2024

Católica Porto Business School e KEDGE Business School assinam protocolo para novo Double Degree nos programas de Mestrado

A Católica Porto Business School tem um novo Double Degree disponível, nos seus programas de Mestrado, em parceria com a KEDGE Business School, uma prestigiada escola de negócios francesa. Através da candidatura a um Double Degree com a KEGDE Business School, os alunos dos mestrados de Gestão ou Marketing poderão obter dois certificados: o diploma de mestrado da Católica Porto Business School e o diploma internacional EBP - "Diplôme de l'Ecole Multinationale des Affaires" da KEDGE Business School.  

A assinatura do protocolo realizou-se no dia 14 de março, na Católica Porto Business School, e contou com a presença de Santiago Garcia-Rodriguez, Vice-Presidente para o Desenvolvimento e Relações Internacionais da KEDGE Business School, João Pinto, Diretor da Católica Porto Business School e Alexandra Leitão, Diretora Adjunta para Global Education.  

De acordo com João Pinto, esta nova possibilidade "reforça o atual conjunto de possibilidades de Double Degree que a Católica Porto Business School disponibiliza, fortalecendo o compromisso de internacionalização da nossa Escola. Atualmente, há uma crescente valorização de currículos internacionais sólidos e diversificados, pelo que esta se constitui como uma oportunidade de intensificar o networking dos estudantes, ganhar experiência multicultural internacional e melhorar as suas oportunidades de carreira.” Alexandra Leitão acrescenta que "um dos principais compromissos da Católica Porto Business School é reforçar a experiência internacional dos alunos de mestrado. Neste contexto, o desenvolvimento de percursos de Double Degrees com escolas de negócios internacionais conceituadas é uma ferramenta importantíssima para atingir esse objetivo.” 

A KEDGE Business School é uma escola de negócios francesa de excelência e, tal como a Católica Porto Business School, faz parte de um restrito grupo de 1% de escolas de negócios em todo o Mundo que possui tripla acreditação, atribuída por 3 das mais prestigiadas agências de acreditação internacionais EQUIS (EFMD Quality Improvement System, by the European Foundation for Management Development), AMBA (Association of MBAs) e AACSB (Association to Advance Collegiate Schools of Business). 

Para além do protocolo agora assinado, a Católica Porto Business School já tem protocolos de Double Degree para mestrados com a Lancaster University Management School, a Aston University, a Corvinus University of Budapest e a Neoma Business School.

26-03-2024

Mensagem de Páscoa da Pró-Reitora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa

Estimada Comunidade Académica da Universidade Católica Portuguesa, no Porto,

Num tempo marcado por desafios globais, condicionado por incerteza e insegurança, a Páscoa surge como um farol de esperança e renovação. Tal como nos pede o Papa Francisco, é preciso “procurar e arriscar”, ter coragem para “ser protagonistas da mudança”! Que estas palavras nos transmitam em cada momento a luz e o amor de Jesus, com as quais o Papa Francisco nos quis inspirar.

Que este período de renovação e esperança traga alegria, paz e união entre todos. Que os valores da Páscoa inspirem cada um a ser melhor, a partilhar amor e compaixão, a celebrar a vida em família e em harmonia, não esquecendo os que sofrem e que pacientemente aguardam por dias melhores.

Faço votos de uma Santa Páscoa para toda a comunidade da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

Isabel Braga da Cruz
Pró-Reitora do Centro Regional do Porto
Universidade Católica Portuguesa

26-03-2024

Mestrado Europeu junta na ESB alunos de 23 nacionalidades

A Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa recebeu estudantes de diferentes partes do globo para mais uma edição do European Master of Science in Sustainable Food Systems Engineering, Technology and Business (BiFTec-FOOD4S). No presente semestre são 45 os alunos que frequentam este mestrado europeu, oriundos de 23 países e seis continentes.

O BiFTec-FOOD4S decorre no âmbito de um Mestrado Conjunto Erasmus Mundus, sendo organizado por quatro instituições parceiras europeias: Universidade Católica Portuguesa, KU Leuven (Lovaina, Bélgica), Universidade de Ciências Aplicadas (Anhalt, Alemanha) e University College Dublin (Dublin, Irlanda). O mestrado tem como objetivo promover a inovação, a tecnologia e a sustentabilidade na área alimentar.

Rui Morais, coordenador do BiFTec-FOOD4S na ESB, sublinha a importância desta parceria: «trata-se de um setor da maior importância na economia portuguesa e entrosado intimamente no ecossistema empresarial, onde a convergência de unidades de investigação de elevada competência científica e com atividade aplicada relevante pode fazer toda a diferença».

25-03-2024

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