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Católica no Porto promove evento de boas-vindas sustentável para estudantes em mobilidade internacional

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Com o objetivo de promover a sustentabilidade e fomentar uma receção calorosa aos estudantes em mobilidade internacional, a Universidade Católica Portuguesa no Porto organizou um evento de boas-vindas único que combinou iniciativas eco conscientes com experiências de imersão cultural. Do programa fez parte a prova de iguarias portuguesas, um passeio no rio Douro e uma visita às caves do vinho do Porto.

O evento, realizado no campus Porto da Universidade, acolheu estudantes internacionais que iniciam o seu percurso académico na instituição. O que diferenciou este evento de boas-vindas foi o seu foco na sustentabilidade, refletindo o compromisso da UCP com a gestão ambiental e a cidadania global.

Em linha com a dedicação da universidade ao intercâmbio cultural, os estudantes internacionais tiveram a oportunidade de provar iguarias portuguesas durante o cocktail de boas-vindas. Além disso, os alunos puderam conhecer um pouco mais da cidade, com um passeio no rio Douro e uma visita às caves do vinho do Porto.

Magda Ferro, head do International Office da Universidade Católica Portuguesa no Porto, manifestou o seu entusiasmo pela iniciativa, afirmando: “Estamos muito satisfeitos por receber os nossos estudantes de mobilidade internacional na UCP e no Porto de uma forma que se alinha com os nossos valores de sustentabilidade e inclusão. Ao promover um sentido de responsabilidade ambiental e valorização cultural, esperamos capacitar os nossos alunos para se tornarem cidadãos globais que contribuem positivamente para a sociedade."

Durante o segundo semestre de 2023/2024, as Faculdades da Universidade Católica no Porto acolhem mais de uma centena de estudantes de intercâmbio de cerca de 30 nacionalidades provenientes da Europa, Ásia e América do Norte e do Sul.

 

15-02-2024

Diplomados do Programa ADN Jurista dão início ao “Prémio ADN Jurista – Cavaleiro & Associados”

No âmbito do programa ADN Jurista, foram anunciados no dia 8 de fevereiro os seis alunos de Direito que irão colaborar com a Cavaleiro & Associados, em parceria com a Escola de Direito. Esta é a 7ª geração de diplomados deste programa e a 1ª edição do Prémio. O evento foi marcado pelo sorteio dos temas com os quais os alunos irão trabalhar: Direito das Empresas e Negócios, Direito Público e Energia, Private Clients & Wealth, e Direito Internacional.

Manuel Fontaine, diretor da Faculdade destacou a importância deste programa, salientando que é uma mais valia para os estudantes contactarem no seu dia a dia com profissionais de Direito, afirmando que "regressam sempre destas experiências com uma vontade acrescida de estudar, permitindo-lhes ficar com uma noção do que gostam e do que é que não gostam; o que querem fazer com o Direito".

O programa também se destaca pelo seu caráter inovador, como ressaltou João Quintela Cavaleiro, advogado da Cavaleiro & Associados: "Há um aspeto inovador neste projeto que é o de estimular os alunos a desenvolverem um projeto de investigação que, em regra, está reservado para o Mestrado. Faz todo o sentido que se inicie na licenciatura". Mencionando a diversidade e a importância da pesquisa na prática jurídica, incentivou os alunos a contribuírem para uma "organização da vida das pessoas" por meio de soluções jurídicas bem fundamentadas.

O programa ADN Jurista proporcionará aos alunos selecionados uma experiência prática onde, como é transversal no programa, se vão debater sobre problemas da comunidade em alinhamento com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, contribuindo, através da produção de artigos científicos com o departamento de investigação da mencionada Sociedade de Advogados, para as soluções para os mesmos. Para além da construção de redes profissionais, os participantes terão a oportunidade de compartilhar conhecimentos, de entender a importância da constante atualização e da necessidade de publicar artigos, contribuindo para a comunidade académica e profissional.

No final, o prémio monetário será feito com base na seleção dos melhores artigos científicos, através de um júri composto por um docente da Faculdade e um sócio da Cavaleiro & Associados, como reconhecimento do seu trabalho e contribuição para o desenvolvimento de soluções para problemas da comunidade, contribuindo para a promoção da cidadania ativa dos nossos estudantes.

Com o ADN Jurista, a Faculdade e a Cavaleiro e Associados reforçam o compromisso de promover a integração entre a academia e o mercado de trabalho, em interseção com os valores da cidadania e dos objetivos de desenvolvimento sustentável, designadamente :

  • ODS 5 – alcançar a igualdade de género e empoderar todas as mulheres e raparigas;
  • ODS 8 – promover o crescimento económico inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todos;
  • ODS 10 – reduzir as desigualdades no interior dos países e entre países;
  • ODS 16 – proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis.

Estiveram presentes no evento Manuel Fontaine Campos, diretor da Faculdade, João Quintela Cavaleiro, Sofia Garriapa e Pedro Seixas Silva, advogados da Cavaleiro & Associados, Ana Martins, coordenadora executiva do programa ADN Jurista, e quatro dos seis alunos selecionados: Mafalda Cruz, Inês Ribeiro, Joana Xavier, Paula Vieira, Catarina Ferreira e Tomás Guerra.

14-02-2024

Let's Care: o projeto que quer construir Escolas Seguras e Cuidadoras para promover a inclusão educativa e o desempenho académico

O projeto Let's Care, financiado pelo programa Horizon Europe, tem o objetivo de combater o insucesso e o abandono escolar precoce, promovendo a construção de um modelo de Escola Segura: um ambiente educativo cuidador num contexto relacional e emocional eficaz que promova a inclusão e a motivação.

Desde a educação pré-escolar até ao ensino secundário, o projeto Let's Care visa identificar os fatores subjacentes ao insucesso, ao baixo envolvimento, ou ao abandono escolar precoce, tendo em consideração quatro pilares diferentes: individual, relacional, comunitário e político. Além disso, o projeto defende uma investigação inovadora para promover uma Aprendizagem Segura, um Ensino Seguro, Escolas Seguras e uma Educação Segura, ao realçar a importância de relações emocionalmente seguras em contexto escolar. Em situações de vulnerabilidade e desvantagem social, a construção de relações emocionalmente securizantes no âmbito de uma "escola segura" pode desempenhar um papel crucial na inversão destas dinâmicas.

O projeto iniciou-se em outubro de 2022 e estender-se-á pelos próximos 3 anos. Os trabalhos iniciais focaram-se num conjunto de atividades, como a organização de uma comunidade de escolas, a realização de uma investigação teórica e de campo preliminar, e o desenvolvimento do online hub que reunirá material de formação, boas práticas e espaço de discussão para os 2400 professores/as participantes. O objetivo é identificar as ações a serem implementadas para melhorar as relações entre professores/as e alunos/as, escola e famílias, comunidades locais e políticas.

Os alunos/as integrados num ambiente escolar positivo, no qual as suas capacidades e potencialidades são reconhecidas, terão maior probabilidade de se tornarem cidadãos proativos e bem ajustados. Para concretizar este objetivo ambicioso, é essencial o envolvimento ativo da comunidade envolvente da escola. Para isso, o projeto Let's Care envolverá mais de 300 stakeholders, incluindo autoridades públicas, organizações não governamentais e da sociedade civil, associações de professores/as e de pais, bem como instituições académicas.

As próximas etapas do projeto incluirão a participação ativa das escolas envolvidas em workshops práticos, cursos de formação e conferências. Em cada país parceiro, serão organizados cursos de formação em ensino seguro, presenciais e online, com base em abordagens inovadoras.  Em seguida, realizar-se-ão conferências nacionais em cada país membro para divulgar o modelo LET’S CARE e os resultados do projeto e para formar professores/as, educadores/as e investigadores/as na utilização das diferentes ferramentas.

A Conferência Internacional final do LET'S CARE terá lugar em Espanha, em 2026, e contará com a participação de agentes educativos, decisores e responsáveis políticos, juntamente com os representantes de outros projetos europeus.

12-02-2024

Católica lança programa Women+ para incentivar a liderança feminina

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) lançou o projeto Women+, um programa de mentoria e job shadowing que pretende inspirar a liderança feminina em jovens recém-graduadas. A iniciativa contará com mentoras de vários setores da sociedade, mundo académico e empresarial.

“É importante inspirar as jovens licenciadas a seguir uma carreira de serviço e liderança. Sabemos que são capazes, mas têm de estar dispostas a assumir esses papéis”, explica Isabel Capeloa Gil. A Reitora da UCP refere ainda que é necessário mostrar a estas jovens que “é difícil articular a vida profissional com a carreira”, mas que é possível. Para isso, “é importante ter modelos para seguir e com quem aprender”.

Segundo Isabel Capeloa Gil, a iniciativa Women+ pretende “impulsionar o desenvolvimento das mulheres no meio académico, e também apoiá-las, através dos exemplos de liderança” das mentoras. O projeto, ainda em fase de desenvolvimento, surge no seguimento de vários programas já estruturados para encorajar as mulheres a desenvolverem as suas capacidades empreendedoras na UCP.

Esta iniciativa vai juntar uma recém-graduada a uma mentora durante um ano de acompanhamento. No fim desse ano, será avaliado o impacto que as atividades tiveram na jovem e se a inspiraram a assumir uma posição de liderança.

No almoço de lançamento desta iniciativa, no dia 2 de fevereiro, a Reitora recebeu a Irmã Helen Alford O.P., Presidente da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, para refletir sobre o papel da Doutrina Social da Igreja e o seu potencial para desvendar as grandes questões que desafiam as mulheres da sociedade atual.

Também Pauline Nugent, Provost da Universidade de Notre Dame, Austrália, e Lilian Ferrer, Vice-Presidente de Relações Internacionais na Pontifícia Universidade Católica do Chile, estiveram presentes para partilhar a sua experiência pessoal enquanto líderes.

No discurso de abertura do evento, Helen Alford refletiu sobre uma experiência transformadora que teve enquanto estudante de Engenharia. Ao ler um artigo sobre o trabalho realizado numa linha de montagem, Helen chegou a uma conclusão que mudaria para sempre a sua vida: “tudo o que estamos a fazer está errado. Estamos a construir as máquinas e depois a organizar o trabalho das pessoas em função das máquinas. Devíamos construir as máquinas a pensar nas pessoas. O ser humano deveria estar no centro”. A partir desse momento, tem dedicado a sua vida a resolver esta questão.

Para a economista, a organização do trabalho dos últimos 250 anos não evoluiu ao ritmo da sociedade, com “custos colaterais para as mulheres e famílias”. Helen Alford defende que “não podemos continuar a aceitar isto, pois o sistema é demasiado disfuncional e, precisamente porque as mulheres são as mais afetadas por ele, as mulheres podem ser as líderes da mudança”.

Já Pauline Nuget falou sobre a sua experiência pessoal. Foi Provost de duas universidades católicas na Austrália, tem formação como enfermeira, e uma carreira distinta nos Negócios. Foi eleita Victorian Business Woman of the Year, em 2009, e já participou em inúmeros organismos de liderança empresarial. Apesar de todas estas qualificações, Pauline explicou que em muitas salas de reuniões nem sempre era levada a sério, simplesmente por ser mulher. Reforçou a importância de haver programas como este, que preparem as mulheres para todos os cenários, sem perderem a confiança nas suas capacidades.

Sobre este tema, Lilian Ferrer, responsável pela iniciativa estratégica da SACRU sobre igualdade de género, destacou a importância que outras mulheres tiveram na sua vida, ao incentivarem-na a evoluir na carreira e a não desistir, apesar das adversidades.

Neste evento de lançamento estiveram presentes Maria de Belém, ex-ministra da saúde, Ana Costa Freitas, ex-reitora da Universidade de Évora, Céline Abecassis-Moedas, Diretora da Formação de Executivos da Católica Lisbon, e Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da UCP, entre muitas outras personalidades de destaque convidadas a participar neste programa.

08-02-2024

Tiago Mesquita: “Ter um pincel na mão, ou uma caneta para escrever, ou uma câmara para filmar pode ser uma arma muito positiva.”

Tiago Mesquita é realizador e produtor de Cinema e é licenciado em Direito pela Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Estudou, também, no Colégio da Europa e na Los Angeles Films School. Desde criança que viveu rodeado de estímulos artísticos, o que acabou por influenciar a sua vida para sempre. Ainda assim, garante que o percurso em Direito lhe deu ferramentas importantes para a sua vida. Vive em Bruxelas há quase quinze anos, cidade onde fundou a sua própria produtora de Cinema. Qual é o seu sonho? “Criar e partilhar beleza no dia-a-dia.”

 

É realizador e produtor de Cinema, mas, em 1993 começa a licenciatura em Direito.

Sim, ingressei na Faculdade de Direito da Católica para estudar Direito. A verdade é que só quando comecei a estudar Direito é que me apercebi que me fazia muita falta explorar o meu lado mais criativo. Ainda assim, até no meu percurso em Direito pude aplicar aquilo que mais gostava de fazer. Recordo-me que, a uma dada altura, me deram a missão de fazer o chamado “serrote”, uma espécie de peça de teatro a brincar com os professores que se fazia no quinto ano do curso. Em vez de teatro, eu fiz uma longa-metragem. Longuíssima-metragem, aliás. Foi uma coisa mais ou menos a sério (risos), porque estive empenhado nisso meio ano, obriguei os meus colegas a serem atores e ainda consegui um patrocínio de uma pequena produtora de televisão, terminando com a projeção no auditório do Seminário de Vilar, cuja sala era ótima e permitiu albergar as centenas de pessoas que vieram ver o nosso filme.

 

O que é que influenciou e estimulou o seu lado mais criativo e ligado às Artes?

Sempre fui muito estimulado pela minha família a criar, a fazer pequenas curtas-metragens, a inventar histórias. Aliás, as principais memórias da minha infância estão precisamente relacionadas com aquilo que faço atualmente. Em miúdo, sempre quis brincar com tudo que tinha a ver com projeção, com sombras chinesas e fachos de luz. Portanto, tudo o que tem a ver com luz, sombras, som, audiovisual e música sempre me fascinou. Sempre gostei de inventar histórias. A minha mãe também estava sempre a escrever teatros e nós eramos os atores das suas criações. Cresci rodeado por esta explosão criativa e de imaginação.

 

Quais foram os momentos mais marcantes dos seus anos na Católica?

Na Católica, o momento mais importante e que marcou a minha vida para sempre foi o ter encontrado a minha mulher. É inevitável referir isto (risos). Foi uma história muito bonita que acompanhou praticamente todo o período do curso, que envolveu poesia, cartas anónimas, muitos amigos a ajudarem na conquista. Mas, também, foi uma relação marcada pela distância de vários países e estadias, viagens, bailes e uma imensa crença e persistência. O meu Erasmus em Paris também marca profundamente o meu percurso e, também, o ter sido presidente da comissão de curso e ter integrado a Associação de Estudantes. Sempre fui muito movido pela vontade de fazer a diferença e de trazer algo inspirador para as pessoas e na Católica tinha espaço para isso. Tenho memórias muito engraçadas e felizes. Como sabiam que eu era um criativo e com ideias diferentes, nomearam-me o ministro do pelouro do “Amor”. No fundo, na Associação de Estudantes, eu tinha a função de pensar nas pessoas, de organizar ações de mobilização, integração, solidariedade e de prestar atenção às pessoas que mais precisavam e estimular as demais para o fazerem. Trouxe sempre muito humor durante o ano, gostava de pensar no marketing criativo, na comunicação, na imagem e adorava provocar algum pendor demasiadamente conservador. Arrisco-me a dizer, por vezes, pseudo-conservador, patente só nalguns dos colegas da altura, mas não a maioria.

 

Apesar de sempre ter alimentado o seu lado criativo, terminou a licenciatura e prosseguiu os seus estudos na área do Direito …

Na verdade, já me começava a passar pela cabeça a ideia de trabalhar profissionalmente na área do Cinema, mas ainda assim continuei pela via do Direito. No fim do curso, tive uma bolsa para o Colégio da Europa e lá fui eu. Nunca deixei de explorar a minha veia criativa e, por isso, durante esse tempo em Brugge, dediquei-me à produção de um filme que se chamava “The art of being portuguese in Brugge”, inspirado na Arte de Ser Português, de Teixeira de Pascoaes, mas, claro, não tinha praticamente nada de semelhante, só mesmo o nome (risos). Tratava-se da história burlesca e cómica de que todo o mundo, um dia, se ia nacionalizar português, para poderem usufruir das vantagens únicas desta nacionalidade, do estado de espírito, do charme, etc.

 

“O facto de ter tido alguns professores brilhantes instigou em mim esta vontade de argumentar e de negociar.”

 

Depois do Colégio da Europa, ruma para os Estados Unidos para estudar Cinema …

Sim, mas antes ainda estive a trabalhar na Comissão Europeia. Só depois, é que fui para os Estados Unidos. Conheci o John Malkovich num filme realizado por ele, onde pude ter uma pequena participação. Deste trabalho resultou uma boa relação entre nós e ele acabou por me escrever umas cartas de recomendação que me abriram portas em Los Angeles.  Acabo por conseguir uma bolsa para estudar Cinema na Los Angeles Films School. Nessa altura já tinha alguma bagagem técnica de todas as experiências que tinha tido e também já fazia os meus projetos, alguns filmes e curtas-metragens. Eu sempre tive um fascínio pelo Cinema americano e, por isso, entre ficar na Europa ou ir para os Estados Unidos não tive dúvidas. Agarrei-me àquilo com uma paixão enorme.  

 

Atualmente, vive em Bruxelas. Foi em Bruxelas que montou a sua própria produtora.

Precisamente. Tenho um estúdio de cinema visual, com todo o tipo de infraestruturas para filmar, produzir cinema, também com estúdio para cinema virtual, infraestruturas completas de pós-produção, efeitos visuais, imagem, som, montagem, estúdio para gravação musical, maquiagem, adereços, design, guarda roupa - (cobrindo a produção de filmes de A a Z, atualmente com grande enfoque nas mais recentes tecnologias, combinado com a arte de cinema tradicional e bastante cinema internacional e americano).  Oferecemos um serviço muito completo. Cobrimos filmagens históricas: Roma antiga, Grécia, Egito, época medieval e até futurista, cinema de ação, etc.

 

Sempre foi importante para si conhecer de perto todas as dimensões do Cinema?

Sim, essa foi sempre a minha prioridade. Sou produtor e realizador, sobretudo, mas com uma bagagem técnica muito forte. Quis conhecer tudo e quis entender profundamente toda a técnica que está por trás do Cinema. Passei por tudo e é isso que, hoje em dia, na minha produtora me faz poder oferecer um serviço de A a Z. A ideia do Cinema é a colaboração de todas as dimensões. O Cinema é, na sua natureza, profundamente colaborativo.

 

“Um líder só é líder quando serve os outros.”

 

De que forma é que liga o Direito àquilo que faz hoje em dia?

Uma das coisas que o Direito me trouxe, através das várias experiências internacionais que vivi, foi esta visão abrangente do mundo. Este lado da diplomacia e das relações internacionais e do conhecimento das instituições comunitárias influenciou-me muito. Também influenciou algumas das temáticas dos guiões que escrevo. Outro aspeto em que o Direito me ajuda é, sem dúvida, nos aspetos formais, como os contratos e as negociações. O facto de ter tido alguns professores brilhantes instigou em mim esta vontade de argumentar e de negociar. Ajuda-me imenso nas negociações a convencer as pessoas. Consegui facilmente convencer atores conhecidos a trabalhar em alguns dos meus filmes, quando não havia sequer um orçamento razoável para os convencer.

 

Como é que fez isso?

Percebi que podia haver muitos motivos, para além do orçamento, para convencer atores a entrarem nos nossos filmes. Uma tática que utilizamos muito foi o tentar ter um acordo inicial com um ator muito consagrado, que tenha ganho um Óscar ou que tenha estado nomeado. A partir do momento em que conseguimos este acordo, é muito mais fácil convencer atores mais novos, porque todos querem trabalhar com alguém desse gabarito. Tive oportunidade de trabalhar com atores absolutamente incríveis, uns que ganharam Óscares e outros que não. Alan Arkin, Bruce Dern, James Earl Jones, David Spade e também alguns atores mais controversos como Steven Seagal, Lindsay Lohan e outros.

 

O que é que o fascina na sua profissão?

A inocência de continuar a acreditar que é possível fazer a diferença e inspirar. Alguns cineastas mais conservadores vão dizer que a missão de alguém que faz um filme não é de todo inspirar, nem influenciar. Eu não concordo. Acredito que sim, que há um poder enormíssimo. Ter um pincel na mão, ou uma caneta para escrever, ou uma câmara para filmar pode ser uma arma muito positiva. Se for bem utilizado, claro. Acredito que a nossa missão, como cineastas, também pode ser a de fazer a diferença. Entretenimento sim, mas também partilhar, mostrar algo de novo, ensinar – História por exemplo – e dar alento. O que não quer dizer que um bom filme seja dar todas as respostas. Pelo contrário. Um bom filme faz a diferença, porque coloca as boas questões, em vez de dar as respostas, que poderão levar o público, ou uma parte do público, a chegar a conclusões, por vezes profundíssimas e abaladoras.

 

Assume muitas funções de liderança na sua profissão. O que é um bom líder?

Ser um bom líder é ser-se líder servindo os outros. Se eu pensar que quero liderar para que todos me sirvam, é certo que não vai funcionar. É precisamente o contrário. Eu sou líder quando sirvo os outros. Houve muitas pessoas da Católica que me inspiraram a este nível, porque tinham precisamente esta visão. Os meus melhores dias de filmagens são sempre aqueles onde consegui que o meu foco fosse Give the best time to people, de forma a conseguir que cada um desse o seu melhor e se sentisse radiante por isso. Claro que isto, às vezes, acontece à custa de nós próprios nos sentirmos bem. Mas é assim que eu vejo um líder. Um líder só é líder quando serve os outros.

 

Projetos para o futuro?

Agora estou concentrado no filme da história de Inês de Castro. Tenho um fascínio grande pela História. É um episódio lindíssimo da História portuguesa e que, embora tenha havido vários filmes feitos em Portugal sobre ele, lá fora não é de todo conhecido. Estou a investir muito tempo para fazer uma versão em inglês e com um casting internacional. Há quem diga até que foi na história de Inês de Castro que Shakespeare se inspirou para a criação do Romeu e Julieta. Estou, também, a trabalhar num filme baseado nos ataques terroristas no Aeroporto da Bélgica, que aconteceu aqui há uns anos. Entrevistei algumas das vítimas que sobreviveram e estive no aeroporto a acompanhar polícias durante um ano.  Com base nisto, escrevi um guião que, necessariamente, teve de ter alguns elementos de ficção, para não invadir a privacidade das vítimas, mas é profundamente baseado em factos reais. Não há praticamente uma semana em que não tenha uma ideia forte. Uma das coisas que aprendi é que nunca se pode deixar uma ideia na cabeça, é preciso apontá-la logo para que não se esqueça. É isso que eu faço. Às vezes, acordo a meio da noite com boas ideias e vou logo apontá-las.

 

“Há um equilíbrio absolutamente excecional em ser português.”

 

Qual é o seu sonho?

O meu ideal? É conseguir criar e partilhar beleza no meu dia-a-dia. Acho que é isso que os verdadeiros artistas conseguem fazer. Eles conseguem olhar para uma mesma realidade, nem que seja lixo na rua, e ver algo de belo, e a partilha dessa visão poderá inspirar os demais. O meu objetivo com aquilo que faço hoje em dia é criar beleza e transmiti-la.

 

Um português, que vive há tantos anos longe de Portugal, de que é que tem mais saudades?

Acho que há uma Arte de se ser português fora de Portugal. É isso que tenho tentado fazer. Estou fora de Portugal há muitos anos, mas acho que sempre tentei isso espontaneamente. Aquilo de que me tenho apercebido ao longo de tantos anos fora e ao longo de tanto contacto com outras nacionalidades é que há algo de muito equilibrado em ser português. Temos uma simpatia e um calor muito particular. Há um equilíbrio absolutamente excecional em ser português.

 

08-02-2024

Católica é anfitriã da 3ª edição do “Elevate Leadership” do Rotary Portugal

A Universidade Católica Portuguesa no Porto acolheu, a 3 de fevereiro, a sessão de arranque da 3ª edição do “Elevate Leadership”, uma iniciativa do Rotary Portugal - Distrito 1970, que conta com participantes dos mais variados backgrounds. Na edição de 2024, vão estar envolvidos docentes da Universidade Católica.  

Na sessão de abertura Isabel Braga da Cruz, pró-reitora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, enalteceu a iniciativa e reiterou a importância da Universidade “se associar a um projeto que tem como grande objetivo capacitar a sociedade, permitindo aos mais jovens desenvolver competências transversais de liderança.” Estiveram presentes Duarte Besteiro, governador do Rotary Distrito 1970, e Sérgio Almeida, fundador da Academia Paul Harris, que realçou “o alinhamento entre os valores de Rotary e da Universidade Católica Portuguesa, assentes na ética e no propósito”. Durante a sessão foram lidas as mensagens do Presidente da Plataforma de Apoio aos Refugiados em Portugal e do Presidente da República, dedicadas aos novos participantes do Elevate Leadership. 

A Universidade Católica Portuguesa é parceira do projeto "Elevate Leadership - Young Leaders Development Program", uma iniciativa sem fins lucrativos que pretende ser um verdadeiro "elevador de líderes", da qual também faz parte a Fundação AEP e a Fundação Manuel da Mota.

08-02-2024

Homenagem aos docentes com mais de 25 anos ao serviço da Universidade Católica Portuguesa, no Porto

A Universidade Católica Portuguesa no Porto homenageou 51 docentes que registam mais de 25 anos ao serviço da Universidade. Nas palavras de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, pretendeu-se “homenagear aqueles cujo saber, compromisso, paixão, ética e dedicação moldaram, não apenas o conhecimento transmitido em sala de aula, mas também o futuro de muitas vidas de alunos que passaram pela Católica no Porto.”

A cerimónia de entrega de medalhas, que decorreu a 30 janeiro no Auditório Carvalho Guerra, celebrou os docentes de diferentes faculdades da Católica no Porto (Faculdade de Teologia, Faculdade de Direito – Escola do Porto, Escola Superior de Biotecnologia, Católica Porto Business School e Escola das Artes) não apenas pelo mérito académico, mas, essencialmente, pela “contribuição vital para a formação de gerações de líderes, com pensamento crítico e futuros agentes de mudança.”

Isabel Braga da Cruz afirma que “é imperativo expressar o agradecimento que sentimos pelos docentes que têm ensinado e inspirado todos aqueles que passaram pela UCP e pelas várias faculdades do CRP. Cada um contribuiu de forma única para o desenvolvimento académico e humano dos nossos estudantes, guiando-os no seu percurso de aprendizagem com excelência e muito entusiasmo!”

A pró-reitoria destaca também “cada aula, cada orientação, cada projeto de investigação”, enquanto “pedras fundamentais na construção do legado da Universidade Católica Portuguesa e do Centro Regional do Porto.”

A Universidade Católica Portuguesa instituiu, na última cerimónia de arranque do ano letivo, um momento de homenagem aos docentes de carreira que completam 25 e 40 anos de serviço à Universidade, reconhecimento que passará a ser feito anualmente na referida cerimónia.

08-02-2024

Refugiados da Universidade Católica recebidos pelo Presidente da República

Para assinalar o 5.º aniversário do Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, a Universidade Católica promoveu um encontro para os seus estudantes refugiados, tendo estes sido recebidos pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo Sousa, em Belém, no dia 2 de fevereiro.

Durante este momento de encontro, o Presidente dirigiu-se aos estudantes, escutou-os, e fez uma visita guiada ao Palácio, destacando as obras de Paula Rego na capela.

Os estudantes, de várias nacionalidades, tiveram também a oportunidade de reunir com a Reitora da UCP, Isabel Capeloa Gil. Nesse encontro, os alunos puderam agradecer à Universidade a oportunidade de estudar e partilhar as suas aspirações, bem como as dificuldades que por vezes enfrentam.

Para Artem Suprinovych, refugiado ucraniano, esta “foi uma daquelas oportunidades únicas de conhecer pessoalmente pessoas incríveis e de grande influência, de ouvir os seus conselhos e de descobrir sítios fantásticos.” Descrevendo como uma “experiência única” e de “grande valor”, o estudante de Microbiologia na UCP sublinha a “organização perfeita e o programa diversificado e impressionante”, deste encontro dinamizado pela Iniciativa de Apoio a Estudantes Refugiados da UCP.

Os estudantes participaram também na Conferência “Origins and content of the Document on Human Fraternity for World Peace and Living Together”, por Peter Stilwell, diretor do Departamento para o Diálogo Ecuménico e Inter-religioso do Patriarcado de Lisboa. Uma sessão em que foram apresentados os antecedentes e o conteúdo do Documento sobre a Fraternidade Humana, documento que comprova que as religiões podem coexistir a partir do denominador comum de humanidade.

Já no dia 3 de fevereiro, o 2.º dia deste encontro, os estudantes foram acompanhados por Inês Guerra e Inês Espada Vieira, Coordenadora da Iniciativa de Apoio a Estudantes Refugiados da UCP, no workshop “Somos livros humanos: narrativa e indentidade(s)", por Carlos Barros, na Brotéria. O encontro terminou com uma visita guiada ao Teatro Nacional de São Carlos.

07-02-2024

Católica volta a abrir candidaturas para programa de bolsas para refugiados

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A Universidade Católica Portuguesa abre candidaturas ao programa de atribuição de bolsas para refugiados pelo terceiro ano consecutivo. Até 29 de fevereiro, estudantes em situação de emergência humanitária, com documento que comprove a situação, podem candidatar-se a este programa. 

Ao abrigo do programa, serão abertas 14 vagas para cursos de licenciatura e de mestrado em Lisboa, Porto, Braga e Viseu, com isenção de propinas.

Uma das beneficiárias desta iniciativa é Elizabeth Anuoluwapo Odutolu, estudante do Instituto de Gestão e das Organizações da Saúde, na Católica, em Viseu. Acredita que “o ensino universitário desempenha um papel crucial na aquisição de conhecimento e no desenvolvimento de competências dos indivíduos” ao proporcionar “uma plataforma para o crescimento intelectual, o pensamento crítico e a aquisição de conhecimento especializado numa determinada área de estudo”.

Sobre a importância deste programa, a estudante de Gestão acrescenta que “a Universidade Católica desempenha um papel vital na construção do futuro dos seus alunos, alimentando a sua curiosidade intelectual e preparando-os para contribuírem para a sociedade”.

Para efetuar a candidatura a este programa, os candidatos deverão seguir os seguintes passos:

 - Documento que comprove a situação de emergência humanitária;

 - Documento de identificação;

 - Certificado de conclusão do ensino secundário e exames finais, traduzido em língua portuguesa ou inglesa;

 - Curriculum Vitae;

 - Carta de motivação em português ou em inglês;

 - Caso já tenha frequentado o ensino superior: certidão de unidades curriculares realizadas, traduzida para português e inglês.

Realizar a candidatura através do respetivo link, até ao dia 29 de fevereiro:

 - Link de Candidatura Geral

 - Link de Candidatura para a Faculdade de Medicina

Os resultados das candidaturas serão divulgados no dia 11 de abril.

Este programa surge no âmbito do esforço nacional de acolhimento e integração dos refugiados e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas. "A Iniciativa de Apoio a Estudantes Refugiados foi reconhecida como uma Boa Prática pelo Global Compact on Refugees.

Candidate-se ao seu futuro na Católica!

 


 

Open applications for Católica's refugee scholarship programme

Applications to the refugee scholarship programme at Universidade Católica Portuguesa are open until February 29, 2024. This programme is intended for students in a humanitarian emergency, with documentation proving the situation.

Under the programme, 14 vacancies will be open for bachelor's and master's degree programmes in Lisboa, Porto, Braga and Viseu, with exemption of tuition fees. 

One of the beneficiaries of this initiative is Elizabeth Anuoluwapo Odutolu, a student at the Institute of Management and Health Organisations at Católica Viseu. She believes that "university education plays a crucial role in shaping individuals' knowledge, skills, and personal development by providing "a platform for intellectual growth, critical thinking, and the acquisition of specialized knowledge in a particular field of study".

On the importance of this programme, the management student adds that "Universidade Católica plays a vital role in shaping the future of its students, nurturing their intellectual curiosity, and preparing them to contribute to society".

To apply for this programme, applicants should follow the following steps:

  • Check the list of degrees with vacancies in this programme;
  • Learn more about the bachelor and master programmes of the Universidade Católica Portuguesa to choose the one for which they will apply;
  • Prepare the following documents:

 - Document that proves the situation of humanitarian emergency;

 - Identification document;

 - Certificate of completion of secondary education and final exams, translated into Portuguese or English;

 - Curriculum Vitae;

 - Motivation Letter in Portuguese or English;

 - If you have already attended higher education: certificate of course units taken, translated into Portuguese and English.

  • The application should be made by February 29, through the links below:

 - Link de Candidatura Geral

 - Link de Candidatura para a Faculdade de Medicina

The results of the applications will be announced on April 11.

This programme is part of the national effort to welcome and integrate refugees and of the 17 Sustainable Development Goals (SDGs) proposed by the United Nations. The Refugee Student Support Initiative has been recognised as a Good Practice by the Global Compact on Refugees.

 

Apply for your future at Católica!

07-02-2024

Bibliotecas da UCP organizam Ciclo formativo “Sínteses de evidência nas Ciências Saúde: recursos e ferramentas”

As Bibliotecas da Universidade Católica organizam um ciclo formativo, constituído por quatro iniciativas, onde serão abordados diversos tópicos relacionados com o desenvolvimento de trabalhos de síntese de evidência na área das Ciências da Saúde, entre os quais a metodologia do Joanna Briggs Institute, as guidelines e ferramentas PRISMA, a pesquisa sistemática em bases de dados, a gestão das fontes de informação e a publicação.

Este ciclo formativo será aberto a todos os interessados, não existindo inscrições prévias ou limite de participantes, bastando aceder através dos links de cada sessão.

Sínteses de evidência: noções introdutórias | 14 de fevereiro, 15h00-16h30

  • Metodologia Joanna Briggs Institute;
  • PRISMA 2020 e outras ferramentas e guidelines;
  • Registo do protocolo: Prospero e Open Science FrameworK;
  • Descritores de pesquisa: MeSH, CINAHL e APA.

Link da sessão

 

Pesquisa sistemática | 21 de fevereiro, 15h00-16h30

  • Pesquisa avançada e ferramentas de pesquisa na PubMed, EBSCO Host e Cochrane Library.

Link da sessão

 

Gestão de fontes de informação |28 de fevereiro, 15h00-16h30

  • Ferramentas específicas para o processo de seleção de fontes: Rayyan;
  • Gestão de referências bibliográficas: Zotero.

Link da sessão

 

Onde publicar? | 6 de março, 15h00-16h30

  • Métricas associadas às revistas científicas;
  • Seleção de revistas com impacto na Scopus e Web of Science.

Link da sessão

 

Para mais informações, consulte o Portal das Bibliotecas UCP ou o Portal de Formação de Utilizadores.

Também poderá entrar em contacto com a equipa de formação das Bibliotecas da UCP através do endereço eletrónico: formacao.bibliotecas@ucp.pt

06-02-2024

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