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Novidades

Docente da Faculdade de Educação e Psicologia em Luanda como consultora das Nações Unidas

Mariana Barbosa, docente da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) da Universidade Católica Portuguesa, encontra-se em Luanda (Angola), como consultora do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, com o objetivo de realizar atividades de diagnóstico e capacitação na Provedoria da Justiça de Angola.

A docente da FEP, que se tem dedicado às áreas da psicologia da justiça, direitos humanos e paz, deslocou-se a Luanda com vista a colaborar com a Provedoria da Justiça no que concerne aos procedimentos de gestão de queixas, contribuindo para o acesso dos cidadãos à justiça e, consequentemente, para a promoção da sua dignidade e para a salvaguarda de direitos humanos.

O arranque do trabalho de campo foi precedido de uma audiência com a Provedora de Justiça de Angola, Florbela Rocha Araújo, no dia 16 de janeiro.

Durante o encontro, a Provedora de Justiça abordou as atividades desenvolvidas pela instituição, no domínio da tramitação de queixas e formação. Florbela Rocha Araújo falou, igualmente, dos desafios decorrentes da limitação de recursos humanos e do aumento do índice de queixas.

Mariana Barbosa tem agora seu cargo a preparação de um relatório de diagnóstico sobre o sistema de gestão de queixas e a criação de um módulo de capacitação que servirá de base à formação que irá levar a cabo junto de profissionais da Provedoria da Justiça.

 


 

FEP Professor in Luanda as UN consultant

Mariana Barbosa, Professor at the Faculty of Education and Psychology (FEP) of the Universidade Católica Portuguesa, is in Luanda (Angola) as a consultant for the United Nations Development Programme, with the aim of carrying out diagnostic and training activities at the Angolan Ombudsman's Office.

The FEP Professor, who has been studying the areas of psychology of justice, human rights and peace, travelled to Luanda to collaborate with the Ombudsman's Office on complaint management procedures, contributing to citizens' access to justice and, consequently, to the promotion of their dignity and safeguarded human rights.

The start of the fieldwork was preceded by an audience with the Angolan Ombudsman, Florbela Rocha Araújo, on 16 January.

During the meeting, the Angolan Ombudsman discussed the activities carried out by the institution in the field of complaints handling and training. Florbela Rocha Araújo also spoke about the challenges arising from limited human resources and the increase in the number of complaints.

Mariana Barbosa is now in charge of preparing a diagnostic report on the complaints management system and creating a training module that will serve as the basis for the training she will carry out with professionals from the Ombudsman's Office.

 

 

23-01-2024

Financial Times destaca programa internacional de sustentabilidade que conta com a participação da Católica Porto Business School

O Globally Responsible Leadership for Sustainable Transformation, um programa internacional ao nível de pós-graduação da iniciativa da GRLI - The Globally Responsible Leadership Initiative, foi distinguido pelo Financial Times, no âmbito dos Responsible Business Education Awards.

Este programa, inovador e colaborativo, é ministrado por professores de sete universidades GRLI na Ásia, Europa, e América do Norte. Em Portugal, a Católica Porto Business School é o parceiro associado da GRLI neste programa, e é responsável pelo módulo dedicado às parcerias intersectoriais e os respetivos impactos positivos. 

O Globally Responsible Leadership for Sustainable Transformation integra a oferta de formação executiva da Católica Porto Business School. O curso foi especialmente destacado pelo Financial Times como “altamente recomendável” na categoria de  “Os melhores recursos de ensino responsável: materiais inovadores com foco na sustentabilidade financeira”.

Para Raquel Campos Franco, docente e responsável pela coordenação do programa do lado da Católica Porto Business School,  “o curso constitui não só uma excelente oportunidade de aprender sobre os mais recentes temas relacionados com a sustentabilidade em sessões promovidas por várias business schools internacionais, como permite um contacto estreito com participantes de várias geografias, enriquecendo largamente a experiência com realidades, práticas e formas de pensar distintas.”

Alexandra Leitão, docente e diretora adjunta para a Internacionalização na Católica Porto Business School, acrescenta “é de destacar o caráter colaborativo internacional associado a este curso, não só ao nível do desenho do programa e articulação de conteúdos, como ao nível do trabalho entre os participantes para o desenvolvimento de um projeto concreto associado a um setor e empresa.”

Com foco em iniciativas de sustentabilidade, o programa "Globally Responsible Leadership for Sustainable Transformation" é composto por vários módulos que permitem que, estudantes de todo o mundo, trabalhem em grupos integrados em projetos empresariais estratégicos. Teresa Bianchi de Aguiar, uma das participantes nacionais, destaca também alguns aspetos deste programa. Veja quais:
 

A Católica Porto Business School é reconhecida pelo desenvolvimento integral de profissionais para uma sociedade sustentável e global. E há muito que desenvolve múltiplas iniciativas, programas científicos, cursos executivos, investigações e reflexões na área da Sustentabilidade e do Desenvolvimento Responsável. Exemplos disso são o InSuRe.hub, a Pós Graduação em Sustentabilidade e Regeneração, vários cursos executivos na área de ética e sustentabilidade, a inclusão de duas disciplinas optativas ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para alunos de Licenciatura e Mestrado, entre muitos outros.

A próxima edição do programa Globally Responsible Leadership for Sustainable Transformation arranca em março de 2024Saiba mais aqui

Sobre o GRLI - The Globally Responsible Leadership Initiative, saiba mais aqui.

22-01-2024

Reitor da Universidade Católica de Moçambique visita Universidade Católica no Porto

A Universidade Católica Portuguesa no Porto recebeu a visita do Reitor da Universidade Católica de Moçambique, Filipe Sungo, tendo em vista a exploração de oportunidades de cooperação e de iniciativas conjuntas.

A visita integrou um encontro com a pró-reitora do Centro Regional do Porto da UCP, Isabel Braga da Cruz, bem como uma reunião com todos os diretores das faculdades da Católica no Porto: João Pinto, diretor da Católica Porto Business School, Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, Paulo Alves, diretor da Escola de Enfermagem do Porto, Abel Canavarro, diretor-adjunto da Faculdade de teologia e Marta Portocarrero, diretora-adjunta da Faculdade de Direito – Escola do Porto.

Filipe Sungo teve, também, a oportunidade de visitar o campus da Universidade, nomeadamente o Edifício das Artes, o Edifício Américo Amorim, a Biblioteca e o Espaço Maestro Ivo Cruz. A anteceder o almoço, Filipe Sungo reuniu-se com a Católica Porto Business School para analisar as colaborações passadas e identificar novas oportunidades de cooperação.

A visita permitiu o encontro de duas universidades que, através da mesma matriz de valores, partilham, também, uma mesma missão. Isabel Braga da Cruz afirma que “o encontro com outras universidades católicas permite o fortalecimento da nossa missão. A troca de experiências e a formação de parcerias são essenciais, porque nos desafiam e desinstalam.”

 

22-01-2024

“Alimentar uma causa” em parceria com a Universidade Católica, regressa à Fundação de Serralves

O segundo Ciclo de Conversas “Alimentar uma causa” regressa no domingo à Fundação de Serralves, numa parceria científica conjunta com a Universidade Católica Portuguesa no Porto. Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa da Universidade Católica Portuguesa, vai liderar a primeira Conversa que se intitula “Voluntariado Universitário: uma experiência transformadora”. A sessão é aberta ao público e realiza-se a 21 de janeiro, pelas 11h00, na Biblioteca da Fundação de Serralves.

Ao longo de 2024 vão realizar-se nove conversas, lideradas por docentes e investigadores das diferentes faculdades da Universidade Católica Portuguesa no Porto, com o objetivo de sensibilizar o público para a importância da Agenda global para a sustentabilidade. Célia Manaia, membro da comissão executiva do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, salienta a importância da “renovação do Ciclo Alimentar uma Causa, uma frutífera parceria entre a Fundação de Serralves e a Universidade Católica Portuguesa que procura lançar um olhar multidisciplinar sobre temas que nos tocam a todos, todos os dias.”

 

De janeiro a novembro de 2024: Vamos falar sobre Responsabilidade Social

A primeira Conversa realiza-se a 21 de janeiro, às 11 horas, na Biblioteca da Fundação de Serralves. Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa da Universidade Católica Portuguesa, explica que “o voluntariado universitário não é apenas uma atividade extracurricular, é uma oportunidade para os estudantes aplicarem os seus conhecimentos e talentos, desenvolverem-se enquanto pessoas e contribuírem positivamente para a construção de um mundo mais justo e solidário.

Ao longo do ano vão ser muitos os temas abordados. Em fevereiro, Marta Rosas, docente da Faculdade de Direito – Escola do Porto, falará sobre “Direito, acompanhamento e inclusão: o que mudou e o que ainda pode mudar?”. Em março será o momento de Helena Gonçalves, docente e coordenadora do Fórum de Ética da Católica Porto Business School, falará sobre “Idadismo (no trabalho): uma discriminação (in)visível?” “A Arte como fator de transformação social”, é o desafio que nos deixa Cristina Sá, docente da Escola das Artes, em abril. Em maio, Constança Festas, docente da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem no Porto, vai falar sobre “Ser diferente – desafios da inclusão”. “O FUTURO: 12 anos a proteger a vida terrestre com o cidadão” por Conceição Almeida, do projeto das 100 mil árvores, é o tema de junho. Em julho Filipe Pinto, coordenador da Área Transversal em Economia Social, vai falar sobre “Autenticidade ou cosmética? Transparência e impacto nas organizações sociais”. O mês de outubro marca o regresso do Ciclo de Conversas com a presença de Marta Correia e Elisa Veiga, docentes da Escola Superior de Biotecnologia e da Faculdade de Educação e Psicologia respetivamente, vão falar sobre “Saúde e bem-estar dos estudantes universitários: lições da pandemia”. A última sessão do ano, agendada para novembro, será liderada por Mariana Barbosa e Raquel Matos, docentes da Faculdade de Educação e Psicologia, sobre “De pequenino se torce o pepino: prevenir a indiferença social através da imaginação heroica”.

Mais informações disponíveis em: https://www.porto.ucp.pt/ e https://www.serralves.pt/

18-01-2024

CLIL promove 2º Ciclo de Workshops Pedagógicos UCP

Após o sucesso do 1ª Ciclo de Workshops Pedagógicos UCP, o CLIL - Católica Learning Innovation Lab vai organizar o 2º Ciclo de Workshops Pedagógicos, entre os dias 30 de janeiro e 16 de fevereiro de 2024. O arranque acontece com a realização, a 30 de janeiro, do Seminário “Inteligência Artificial no Ensino Superior: Disrupção e Adaptação”. Dividido em 3 painéis diferentes, “Inteligência Artificial: Conhecer a realidade e explorar o seu potencial na investigação”, “Ensinar para um Mundo com Inteligência Artificial” e “Ensinar com Inteligência Artificial”, este seminário reúne especialistas em Inteligência Artificial do meio académico e empresarial, tais como William Hasselberger (Laboratório de Ética Digital da UCP), Isabel Guimarães (Católica Porto Business School), Gonçalo Quadros (Critical Software), e Ana Rita Serra (Microsoft Portugal).

Ao longo de três semanas, serão dinamizadas 25 sessões temáticas por oradores internos e externos à UCP, com o objetivo de fomentar momentos de partilha, pautados pela dinâmica de aprendizagem entre pares. Diferentes temáticas relacionadas com a inovação pedagógica serão abordadas e debatidas entre dinamizadores e participantes. Este ano, além dos workshops online, a iniciativa acolhe as formações presenciais promovidas pelos Projetos CApS – Aprendizagem-Serviço e ERASMUS+ PBL4COLLABTT / PBL4TEA.

O ciclo de workshops é dirigido aos docentes e investigadores dos quatro campi da UCP. As inscrições terminam no dia 29 de janeiro de 2024 e devem ser realizadas no seguinte  Formulário.

18-01-2024

Luís Pina Rebelo: “Para se ser um empreendedor é preciso mais do que uma boa ideia.”

Luís Pina Rebelo é docente da Católica Porto Business School. É licenciado em Gestão pela Universidade Católica e doutorado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, com especialização em Economia e Gestão da Saúde. A Gestão Estratégica e o Empreendedorismo são também duas áreas a que se tem dedicado. Coordena a Pós-Graduação em Empreendedorismo e Business Development e integra o Conselho Fiscal da Associação Nacional de Jovens Empresários. Viagem de sonho? Japão. O que é que o move? “A curiosidade inata por tudo.”

 

Como é que se ensina o Empreendedorismo?

É muito difícil desenvolver interesse pelo Empreendedorismo, ou melhor, o interesse até pode existir, mas é difícil desenvolver empreendedores e em concreto é muito difícil e muito desafiante em Portugal, porque tradicionalmente temos das taxas mais baixas de empreendedorismo, ainda que isso pareça estar a mudar. Historicamente, somos um país reconhecido por ter uma elevada aversão à incerteza, por exemplo. E eu gostaria de contribuir para mudar isso.

 

É licenciado em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade Católica no Porto. Porquê escolher esta área?

Já pensava em Gestão na adolescência, se calhar pelo motivo errado. Acho que quase toda a gente começa a pensar na Gestão pelo motivo errado. Começa a pensar que talvez gostasse de mandar e de ter algum comando sobre as coisas. Ora aqui está um grande erro. Mais tarde é que comecei a encarar a Gestão de forma mais séria, quando, justamente, me deparei com uma vontade de fazer muitas coisas diferentes. Tinha alguma dificuldade em escolher, porque gostava de coisas tão díspares como a Matemática, a Física, as Artes e a Psicologia. Sempre fui um curioso pelo comportamento humano. Também ponderei o Direito, porque tinha boa capacidade de argumentação. Enfim, tudo isto me levou à Gestão, porque percebi que um bom gestor, principalmente na Estratégia e no Empreendedorismo, tem de fazer usar de áreas de conhecimento muito diferentes.

 

É importante dominar várias áreas? Ser-se multitasking?

Precisamente. Ou pelo menos sermos uns constantes curiosos acerca do que nos rodeia. É fundamental. Quando falamos de alguém que trabalha em empreendedorismo temos de pensar em alguém que seja inovador, domine a vertente mais comercial, que compreenda o comportamento do consumidor, que saiba identificar oportunidades e necessidades, mas que também saiba ler os números, que consiga extrair das pessoas o melhor delas, entre outras características. Olho para as pessoas que têm estes perfis muito diversificados e recordo-me do Homem do Renascimento.

 

Como Leonardo da Vinci?

Sim, ele sabia um bocadinho de tudo. Era, de facto, brilhante. Infelizmente para mim, a ideia de Homem do Renascimento é algo que não é muito estimulado hoje em dia, porque a atualidade tende para a especialização. Mas esta visão é algo que me inspira e encontrei no empreendedorismo esta possibilidade de trabalhar em áreas diferentes e de me realizar em dimensões variadas.

 

O que é que mais o marcou durante os seus anos de aluno na Católica?

O meu percurso na Católica ficou muito marcado por uma forte vivência académica. Festas académicas, um estágio de verão em Nova Iorque, fiz parte da fundação da CAtólica SOlidária, o núcleo de voluntariado da Universidade Católica no Porto. O associativismo permitiu-me desde cedo fazer aquilo que eu mais gostava: criar projetos de raiz, mobilizar pessoas, ajudar a perceber qual a melhor forma de fazer uma ideia crescer. Foram anos muito bons.

 

Para além da especialização na área da Gestão Estratégica e do Empreendedorismo, também se vem a especializar na área da Gestão de Saúde…

Doutorei-me em Economia e Gestão de Saúde, precisamente. Motivado pelas minhas experiências de voluntariado. Fiz voluntariado em Angola com crianças e foi uma experiência que me tocou muitíssimo. Fiz voluntariado num hospital que, como se pode imaginar, não tinha praticamente condições ou pelo menos saía totalmente fora daquilo que é a nossa realidade. Deparei-me com uma desorganização total do hospital de lá e com uma total falta de recursos. Foi a partir daí que me comecei a interessar pela organização do nosso sistema de saúde e no fundo pela sustentabilidade do nosso próprio SNS, que, de facto, carece muito de gestão.

 

A Saúde em Portugal tem estado permanentemente na agenda. Não pelos bons motivos…

A Saúde em Portugal, não a privada, porque a privada até tem feito, de facto, desenvolvimentos muito fortes, está muito mal, em termos de gestão. A sustentabilidade do SNS, que visa ser universal e tendencialmente gratuito, já está em causa há muito tempo. É preciso haver algum tipo de resposta para este problema, porque há uma insatisfação generalizada, quer dos pacientes, quer dos profissionais de saúde. Esta insatisfação coincide com uma altura em que, finalmente, foi feita uma coisa que eu próprio já advogava nas minhas aulas. Eu perguntava sempre “Quem é o gestor estratégico do SNS?” e não havia resposta. Como é que um sistema desta dimensão, que é consumidor de recursos em massa, não tem nenhuma entidade gestora a dirigir, estrategicamente, o sistema? Assisti, por isso, com agrado à criação dum órgão de Direção Executiva do SNS (independentemente de quem concretamente é nomeado), no entanto continuamos a assistir a um impasse grande relativamente àquele que será o seu papel e o âmbito da sua atuação. Urge conferir gestão e, nomeadamente, gestão estratégica ao SNS.

 

Essa Gestão que refere não tem de passar obrigatoriamente pelo corte de custos pela via da diminuição de salários dos profissionais?

Não tem obrigatoriamente. A pandemia colocou a nu muitas fragilidades. Durante essa altura, os médicos estiveram de parabéns porque conseguiram ultrapassar uma série de dificuldades. Recordo-me que foi notícia o facto de os médicos terem criado um grupo de Whatsapp para cruzarem disponibilidades hospitalares. Ainda bem que arranjaram esta forma de contornar o problema, mas, ao mesmo tempo, faz-nos perceber que existe uma falta de gestão muito grande. Como é que não há mecanismos instituídos para fazer esse cruzamento de informação? Temos regiões com duplicação (ou triplicação) de serviços e outras em que certos serviços estão deficitários. É preciso fazer um cruzamento da capacidade instalada, é preciso reafetar recursos, gerir melhor alguns deles, compreender o que se pode fazer em termos de logística e de stocks para não haver desperdícios etc. Todas estas questões têm uma solução na Gestão e a solução não tem de passar necessariamente por cortes nos custos e nos salários. Bem pelo contrário, porque fazendo uma correta racionalização, podem libertar-se fundos valiosos para se poder pensar, verdadeiramente, em melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde. A solução para o problema está na gestão.

 

Atualmente, coordena a pós-graduação em Empreendedorismo e Business Development da Católica Porto Business School.

É uma formação que existe precisamente para estimular e apoiar o empreendedorismo. É uma formação em parceria com a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), da qual faço parte do Conselho Fiscal. Eu próprio tentei ser empreendedor quando desenhei o programa deste curso. É um curso que leva à ação! Quisemos ser out of the box para podermos apresentar um programa multidisciplinar de formação muito completo que pretende entregar aos alunos dois outputs muito concretos. Um deles é o apoio concreto para que no final tenham apresentado o seu projeto a uma candidatura a fundos ou financiamento e o outro é que saiam do curso com um plano de negócios pensado e desenhado de fio a pavio. É uma pós-graduação não só dirigida a novos negócios, mas também a negócios já existentes que precisem de um novo caminho, ou até projetos novos em contexto de empresas já estabelecidas.

 

O que é que mais gosta em ser professor?

A possibilidade de aprender, acima de tudo. Os alunos desafiam-me imenso e obrigam-me a ir estudar e investigar temas diferentes. À medida que cresço, cada vez a distância, em idade, dos meus alunos é maior e, por isso, estou sempre a aprender com eles e em contacto com as novas gerações e com as novas formas de pensar. Eles expõem-me permanentemente à atualidade.

 

O que é que distingue a Católica?

É precisamente aquilo que já distinguia a Católica quando há 20 anos entrei para a licenciatura. A Católica tem uma reputação muito presente no mercado. Foi pioneira na área da Gestão e tem uma experiência e um conhecimento muito consolidados que a faz ter a capacidade de potenciar e elevar o talento dos alunos e fazê-los capazes de serem a diferença na sociedade. A Católica estimula a multidisciplinaridade, as competências transversais, a criatividade e a ligação às empresas e organizações. Dou a disciplina de plano de negócios para os alunos finalistas da licenciatura em Gestão, que é das coisas que mais me preenche, e é um excelente exemplo de como a Católica proporciona aos seus alunos oportunidades de desenvolvimento integral e de descoberta.

 

O que diria a um jovem que quer empreender?

Para se ser um empreendedor é preciso mais do que uma boa ideia. É preciso ter a capacidade para viabilizar e implementar. O melhor conselho que posso dar aos jovens que querem empreender é que apostem na formação e no conhecimento. O conhecimento valioso. A formação é indispensável para dar forma concreta a um projeto.

 

Alguém que gosta de aprender áreas muito diferentes, também deve estar sempre a descobrir coisas novas para os tempos livres…

Sim (risos). Recentemente ando a descobrir uma paixão pela jardinagem aos fins de semana. Tento sempre aplicar a minha vertente mais criativa. Entre outras coisas que adoro fazer, sou pai. A paternidade não se pode considerar um hobbie, mas, de verdade, que tiro muito prazer disto. Sempre tive muito interesse em compreender o ser humano e perceber o que é inato, o que é que é desenvolvido, o que é que é genético. O que é que nos faz ser como somos? É um privilégio poder assistir e fazer parte do crescimento das minhas filhas.

 

Também gosta de viajar. Uma viagem que esteja nos seus planos?

Gostava muito de ir ao Japão. É uma cultura diametralmente oposta à nossa e tenho uma grande urgência em conhecer melhor.

 

O que é que o move?

Move-me esta curiosidade inata por tudo e a vontade de fazer a diferença e de poder contribuir para o desenvolvimento de alguma coisa. É isto que me realiza.

 

18-01-2024

Escola das Artes lança programa de concertos, conferências, exposições e performances para não silenciar histórias

“Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” é o tema do programa cultural da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa que pretende estimular o debate sobre o fazer da(s) História(s), mostrando como muitos artistas contemporâneos têm contribuído para a alteração de paradigmas. Uma parceria da Escola das Artes com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA). De 15 de fevereiro a 29 de maio, ao final da tarde de quinta-feira, a cidade do Porto vai receber concertos, conferências, exposições e performances para não silenciar histórias.

Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes e co-curador do programa, sublinha que o ciclo “pretende construir um espaço de debate onde juntos possamos pensar as narrativas históricas e o modo como artistas de diferentes geografias e culturas têm sido motores fundamentais no alargamento e transformação dessa história oficial.” Sobre esta nova edição do programa, o diretor da Escola das Artes completa que “é fruto de um trabalho continuado da Escola das Artes em trazer temáticas com expressão no mundo não só artístico, como atual e global.”

Através da interseção de várias áreas e de conhecimentos múltiplos, onde se cruzam perspetivas de artistas, realizadores, ativistas ou intelectuais, o ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” procura criar um espaço de debate conjunto, onde se reflita sobre como se pode juntar à História outros sujeitos, corpos ou objetos, de modo a, progressivamente, construir um recorte mais amplo e diverso do mundo, dos seus habitantes e dos processos de transformação.

Estão confirmados os concertos, conferências e performances de Lilia Schwarcz, Denilson Baniwa, Pedro Barateiro, Nuno Crespo e Dalton Paula, João Salaviza e Renée Messora, Paulo Catrica, Hélio Menezes, Ayrson Heráclito, Margarida Cardoso, Artur Santoro, Flávio Cerqueira e de Francisco Vidal. A Escola das Artes anunciou também a agenda da Sala de Exposições, que contará com Carla Filipe, Pedro Barateiro, Paulo Catrica e Letícia Ramos.

O ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” é um projeto em co-curadoria entre a intelectual e curadora brasileira Lilia Schwarcz e Nuno Crespo. O ciclo é organizado pela Escola das Artes, em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA). Vai decorrer entre 15 de fevereiro e 29 de maio, às quintas, na Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

 

Mais informações e programa disponível aqui

18-01-2024

Universidade Católica no Porto e Ireland Portugal Business Network assinam protocolo de cooperação

A Universidade Católica Portuguesa no Porto assinou um protoloco de cooperação com a Ireland Portugal Business Network (IPBN), tendo em vista o desenvolvimento de iniciativas de interesse comum.

O protocolo tem como fim promover o estreitamento das relações entre as duas entidades, através de medidas concretas que permitam contribuir de forma mais estruturada para as suas missões, nomeadamente através da melhoria contínua das suas atividades, conscientes dos papéis que desempenham ao nível da responsabilidade social e da sustentabilidade. Nesse âmbito prevêem-se iniciativas referentes a estágios, apoio a alunos, programas de formação, ofertas de emprego, bolsas e prémios, projetos de investigação, entre outros.

O protocolo integra, também, a IPBN no universo das cerca de 70 entidades signatárias do INSURE.hub, uma iniciativa conjunta da UCP no Porto – através da Escola Superior de Biotecnologia e da Católica Porto Business School -, com a Planetiers New Generation, à qual já se associaram entidades nacionais e internacionais, dos mais diversos setores.

Isabel Braga da Cruz afirma que a assinatura deste protocolo “reflete o empenho da Universidade Católica em estabelecer uma política de parcerias e de ligação à comunidade”. “Acreditamos que as parcerias têm o poder de nos fortalecer e nos aproximar da sociedade”, acrescenta.

A assinatura do protocolo, que decorreu a 17 de janeiro, contou com a presença de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa no Porto, e de Geoffrey Graham, presidente da IPBN.

18-01-2024

Vacancy for Junior Doctoral Researcher - Project CATALYSE

17-01-2024

“Somos todos autores nesta luta que precisamos de mitigar”: Abordagem de desafios na comunicação contra a Violência Doméstica

No âmbito do Projeto Hymenaeus, a sessão de formação “Desjuridificar a linguagem no atendimento à vítima de violência doméstica” reuniu cerca de 140 participantes, incluindo profissionais que trabalham na área da resposta à violência doméstica, para refletir sobre a abordagem às suas vítimas. Em Portugal, a utilização de linguagem técnico-jurídica no atendimento as estas vítimas, dificulta a eficácia da comunicação, causando aumento nos níveis de stress.

Apesar de alguns progressos, Marisa Monteiro Borsboom enfatizou a necessidade de simplificar a linguagem, para tornar o acesso à justiça mais democrático, abrangendo não apenas a comunicação escrita, mas todos os aspetos que a envolvem: entoação, gestualidade, empatia e conteúdo visual. Projetos comunicacionais bem-sucedidos, que oferecem manuais claros e adotam formulários simples, foram apresentados enquanto exemplos a considerar.

Da mesma forma, sugeriu a aplicação de uma comunicação inclusiva que abrace as nuances e os ajustes culturais, num país cada vez mais diversificado. A formação de equipas multidisciplinares foi referida como uma iniciativa prática e produtiva para o objetivo da “desjuridificação” da linguagem. No que diz respeito ao desafio iminente da inteligência artificial, esta foi encarada como mais uma ferramenta a utilizar para simplificar a linguagem e adaptá-la às necessidades emergentes.

Defensora da auscultação da vítima e de a trazer para o centro das decisões, Marisa Monteiro Borsboom sublinhou que a luta contra a violência doméstica é uma responsabilidade coletiva, tornando-se urgente humanizar a linguagem jurídica para mitigar este grave problema social e garantir um acesso à justiça mais inclusivo e eficiente.

17-01-2024

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