X

Novidades

A Católica no Porto e a Ciência: o universo da investigação

Porquê celebrar a Ciência? Na Católica no Porto, a investigação conta com sete centros de investigação e mais de 415 docentes e investigadores nas áreas da Biotecnologia, Artes, Direito, Economia, Gestão, Psicologia, Educação, Ciências da Saúde e Teologia. Esta multidisciplinaridade, que tão bem caracteriza a Católica no Porto, dá corpo a uma investigação que é cada vez mais ambiciosa e com um imenso impacto na sociedade.

A investigação na Católica no Porto está atenta não só às fronteiras do conhecimento, mas, também, às suas implicações éticas e sociais. Professores, investigadores e estudantes trabalham com e para a sociedade, desde o cidadão individual, ao parceiro industrial e empresarial, por vezes, ultrapassando as barreiras das áreas disciplinares. E são muitos os projetos de investigação assinados pelos centros de investigação e faculdades da Católica no Porto. Neste Dia Mundial da Ciência, celebrado a 24 de novembro, partilhamos exemplos de alguns dos nossos projetos de investigação que impactaram a sociedade e que contribuem para o seu progresso.

 

Arte, património e alterações climáticas

Como é que através da arte e do património se pode dar resposta ao problema da Mudança Climática? O projeto chama-se “Heritage, art, creation for climate change – living the city: catalyzing spaces for learning, creation and action towards climate change” (HAC4-CG) e tem como objetivo o envolvimento da comunidade no problema das alterações climáticas. Centrado na cidade do Porto, o projeto conta com três linhas de investigação: o envolvimento do cidadão na proteção do património; o envolvimento do cidadão através da criação artística e o papel da governança local, instituições e comunidades na mitigação e adaptação às alterações climáticas. A cidade do Porto é, assim, o caso de estudo para uma abordagem a um problema global.

Liderado pelo Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR), da Escola das Artes, o projeto enquadra-se na resposta à missão do Horizonte Europa Alterações Climáticas, incluindo as Transformações Societais. Este projeto interdisciplinar envolve unidades de investigação parceiras - como o Centro de Estudos em Gestão e Economia (CEGE), o Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), o Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) e o Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) -, o que permite uma maior abrangência e, portanto, maior impacto.

Eduarda Vieira, docente e investigadora da Escola das Artes e coordenadora do projeto, explica que “o impacto previsto engloba o aumento da competitividade e internacionalização da região, a promoção do turismo verde, a criação de redes especificas de indústrias criativas, a proteção do património através da aplicação da Inteligência Artificial à monitorização do património em espaço público e o uso de nanotecnologias para a sua manutenção, a criação de um observatório de práticas de reabilitação na cidade e fenómenos dinâmicos associados (consumos alimentares entre outros), e ainda a criação de recomendações de políticas sustentáveis direcionadas às autoridades regionais destinadas a regular alguns dos atuais drivers económicos como o turismo de massas e promoção da cidade e das comunidades urbanas.”

 

“Inspirarmo-nos na natureza é fundamental”

Sabia que o muco segregado pelos peixes costeiros de Macau e de Portugal desempenha vários papéis ecológicos e fisiológicos? O projeto, desenvolvido pelo Centro de Biotecnologia e Química Fina, da Escola Superior de Biotecnologia, chama-se “Bioactive properties of external mucus isolated from coastal fish of Macao and Portugal” (FISHMUC) e visa explorar as funções, os mecanismos de ação e as propriedades bioativas do muco segregado pelos peixes costeiros de Macau e de Portugal.

“Como parte da procura por soluções sustentáveis para os nossos problemas, como aqueles que comprometem a nossa saúde, inspirarmo-nos na natureza é fundamental. Nesse sentido, os biomas marinhos podem oferecer-nos um conjunto alargado de compostos com propriedades benéficas no nosso organismo, que são conhecidos como compostos bioativos”, explica Ezequiel Coscueta, investigador do projeto. Manuela Pintado, María Emilia Brassesco e Marta Cunha, investigadores do CBQF, integram, também, a equipa de investigação do FISHMUC.

O projeto combina o conhecimento em fisiologia e ecologia de peixes das equipas do Institute of Science and Environment, da University of Saint Joseph - Macau, e do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, do ISPA - Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, com a experiência na extração, isolamento e testes bioativos de compostos naturais da equipa do CBQF. O estudo abrangerá diferentes espécies de peixes, regiões geográficas e habitats e testará várias propriedades bioativas com o objetivo de aumentar o potencial de identificação de moléculas de interesse. 

 

A investigação em Direito: analisar o passado e projetar o futuro

“A criatividade, a inovação e a flexibilidade são caraterísticas importantes em qualquer área da investigação”: as palavras são de Conceição Cunha, investigadora do Católica Research Centre for the Future of Law da Faculdade de Direito – Escola do Porto.

O projeto chama-se Hands-UP e pretendeu responder aos desafios de desmistificar e clarificar o conceito de castigo corporal, e as suas consequências físicas e psicológicas, promovendo a adoção de práticas disciplinares positivas.

Conceição Cunha, explica que no Hands-Up “a análise de velhos costumes e velhos preconceitos acerca da educação das crianças permitiu-nos compreender a gravidade da “escalada de violência” a que muitas são sujeitas, assim como da tolerância social que tem permitido que esta situação se vá perpetuando.”

“Para se tentar resolver este problema tornou-se necessário um estudo interdisciplinar, em que Direito e Psicologia andaram de “mãos dadas”, propondo-se modos diferentes de educar, que implicam a educação dos próprios pais e outros educadores, assim como novas formas de intervenção jurídica, nem sempre passando, necessariamente, pela intervenção penal (que deverá manter-se como ultima ratio), mas exigindo-se tal intervenção nas situações mais graves e face às quais outras formas de intervenção (através da Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo) sejam insuficientes”, acrescentou. Porque, claro, “em primeiro plano deverá estar sempre o interesse da criança.”

Integraram o projeto a promoção de ações de formação em “disciplina positiva” para pais e outros educadores, campanhas de sensibilização da comunidade e sessões de formação sobre maus tratos a crianças para profissionais da área da saúde, educação e justiça.

 

O Estado Regulador em Portugal: um “céu cinzento, com abertas”

“O Estado-Regulador em Portugal: Evolução e Desempenho” é o nome do novo estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) que foi coordenado por Ana Lourenço, docente e investigadora da Católica Porto Business School (CPBS), e que visa analisar a independência das entidades reguladoras em Portugal e o impacto da criação do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão. O estudo, realizado no âmbito do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada (CEGEA), contou ainda com colaboração de um conjunto de docentes da CPBS, nomeadamente: Ricardo Gonçalves e Vasco Rodrigues (autores); Filipa Mota, Mariana Cunha, Rafael Dias e Sandra Coelho (colaboradores).

O estudo analisa o funcionamento, a independência e a politização das entidades reguladoras no desempenho de funções essenciais delegadas pelo Estado, nomeadamente a supervisão de setores económicos como a energia e as comunicações, e a garantia da concorrência.

O ponto de partida foram algumas perguntas muito concretas: A aprovação da Lei-Quadro das Entidades Reguladoras, em 2013, conduziu efetivamente a uma maior independência das entidades reguladoras portuguesas? Que balanço se pode fazer da criação do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão? A sua constituição conduziu a um aumento da rapidez, eficiência e qualidade da justiça? E a resposta a estas e outras questões, chegou através da avaliação da independência de três entidades reguladoras: a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a Autoridade da Concorrência (AdC) e a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM).

“Este é o primeiro estudo que analisa o que mudou no Estado Regulador em Portugal após a aprovação da Lei-Quadro das Entidades Reguladoras e a criação do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão. Fica, em conclusão, a imagem de um “céu cinzento, com abertas”, afirma Ana Lourenço. A investigadora acrescenta, também, que “seria muito bom que outras equipas, usando os mesmos modelos, alargassem a análise a outras entidades reguladoras em Portugal.”

 

O efeito dos jogos de telemóvel na ansiedade

GAIN ou Games for Anxiety Inquired through Neuroscience consiste num projeto de investigação do Human Neurobehavioral Laboratory (HNL), que visa estudar o efeito dos jogos de telemóvel na ansiedade e nas funções neurocognitivas.

Patrícia Oliveira-Silva, diretora do HNL da Faculdade de Educação e Psicologia, explica que se têm adaptado experiências “gamificadas” das neurociências com jogos comerciais desenvolvidos para diminuir a ansiedade ou potenciar a atenção. Desta forma, é possível validar o seu impacto e a eficácia ao nível do funcionamento cerebral. A diretora do HNL explica, também, que esta é a abordagem adotada porque “não seria possível usar métodos de investigação mais tradicionais.”

Este projeto tem como base a parceria com várias empresas, o que representa um novo motor de inovação para a academia. É preocupação do HNL que a investigação realizada tenha uma forte adesão à realidade, porque “apenas desta forma conseguimos dar resposta aos problemas da sociedade.”

 

Software e tratamento de feridas

O projeto ClinicalWoundSupport, do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde do Instituto de Ciências da Saúde – Porto, tem como principal objetivo a investigação, o desenvolvimento e a validação de uma solução de apoio à gestão e de suporte à decisão/ação clínica para a monitorização e tratamento de feridas. Na fase inicial do projeto será dada particular atenção ao estado da arte e identificadas as necessidades dos intervenientes no processo de modo a definir os requisitos da solução. Posteriormente, serão desenvolvidas as diferentes funcionalidades como a ferramenta de captura de imagens de feridas e de pensos de modo a agilizar o processo de registo da ferida, desenvolvidos algoritmos para a determinação semiautomática de propriedades das feridas, nomeadamente os diferentes tipos de tecidos e construídas árvores de decisão para o apoio na monitorização e tratamento das feridas e sistemas de criação de alertas baseados nas informações anteriores.

A solução final, baseada em software, destina-se a dois tipos de utilizadores: por um lado uma aplicação móvel para prestadores de cuidados de saúde no âmbito das feridas, capaz de captar a imagem da ferida, integrar informação clínica diferenciada acerca da mesma, bem como apoiar na seleção da intervenção terapêutica adequada; e por outro uma plataforma Web para gestores de unidades de saúde, responsável por integrar os dados adquiridos em termos da evolução das feridas de acordo com as intervenções terapêuticas implementadas, para possibilitar a identificação das opções mais promissoras em termos de eficácia e custos de gestão.

“A aquisição automática da informação, a precisão e a segurança dos dados recolhidos são três elementos fundamentais para a segurança e qualidade dos cuidados prestados”, explica Paulo Alves, diretor do Instituto de Ciências da Saúde – Porto e investigador do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde.  “Permite ainda a monitorização da evolução da cicatrização e receber recomendações para a otimização dos cuidados”, acrescenta.

A nossa investigação caracteriza-se pelo seu olhar atento ao que acontece à nossa volta, em áreas tão diversas como a envolvente social, o sector empresarial ou as temáticas ambientais, e projeta-se a nível internacional, onde temos vindo a ter impacto crescente.”, afirma Célia Manaia, vice-presidente para a Investigação e Internacionalização da Católica no Porto. “Esta é uma maneira de estar que influencia o modo como inspiramos os nossos estudantes a terem um olhar crítico e vontade de induzir mudanças”, acrescenta.

Afinal, porquê celebrar a ciência na Católica? Porque a Ciência é um dos pilares da Universidade Católica Portuguesa, enquanto parte integrante da sua missão de promover a formação académica de qualidade e o cultivo da ciência, investigação e inovação para o bem-comum.

24-11-2022

RUMO 2022 reúne maior número de empresas de todas as edições

O mês de novembro marcou o regresso do RUMO – Evento de Empregabilidade da Universidade Católica no Porto. O primeiro momento, que decorreu entre os dias 8 e 9 de novembro, reuniu, em formato online, 71 empresas e mais de 500 participações nos Company Spot e Recruitment Lounge. Já em formato presencial, entre 15 e 16 de novembro, 25 Sociedades de Advogados estiveram no RUMO - Especial Advocacia. No total, foram 96 as entidades que marcaram presença na edição do RUMO de 2022.

Este ano, mais do que promover o emprego, o RUMO marcou a forma de viver a Universidade, o mundo do trabalho e o modo como este procura os seus colaboradores. Transversalidade e Transdisciplinaridade foram as palavras de ordem da 12ª edição do evento que colocou, no mesmo ambiente, diferentes áreas de conhecimento – da Gestão/Economia até à Biotecnologia, passando pelo Direito, Artes, Psicologia e Enfermagem.

 

Mais de 70 empresas marcaram presença nas sessões de Company Spot e Recruitment Lounge

Nos espaços virtuaisdo RUMO 2022, os estudantes tiveram a oportunidade de contactar diretamente com mais de 70 empresas. Através do Career Services da Católica no Porto, os estudantes tiveram acesso a apresentações de empresas (Company Spot) e ao contacto direto com o recrutador (Recruitment Lounge), contabilizando, no total, mais de 500 participações.

A 12º Edição do RUMO superou todas as expectativas”, salienta a equipa de Estudantes e Empregabilidade da Universidade Católica no Porto, responsável pela organização do evento. Além de este ter o “maior número de empresas participantes de todas as edições”, confessaram que o objetivo do evento foi o de se “criar oportunidades de conhecer a diversidade e a multiplicidade do mercado de trabalho”. “No final, cada estudante poderá explorar o caminho e o rumo que pretende tomar para a sua vida após a primeira formação universitária”, conclui.

 

O segundo momento presencial e o panorama atual de recrutamento na área da advocacia

Empenhada na capacitação dos seus estudantes para o início da sua vida profissional, a Escola do Porto da Faculdade de Direito organizou o RUMO - Especial Advocacia, em parceria com os gabinete de Estudantes e Empregabilidade. Entre os dias 15 e 16 de novembro, o átrio da Universidade Católica no Porto foi palco de um ambiente de partilha entre estudantes e 25 sociedades de advogados.

Recebemos, sobretudo, questões acerca dos estágios de verão, se existe estágio curricular e a composição da sociedade”, afirmou João Pedro Guedes, advogado associado da Pinto Ribeiro Advogados, um dos participantes desta iniciativa.

Se, de facto, estes momentos mostraram ser cruciais para entidades, onde estas puderam apresentar as suas oportunidades de trabalho e de estágios, sempre ajustadas ao perfil multidisciplinar de um licenciado em Direito. Por seu lado, os estudantes viram nesta experiência, uma janela aberta para o seu futuro.

Mateus Costa é estudante do 2º ano da Licenciatura em Direito da Faculdade de Direito da Escola do Porto e confessa que um evento como este é importante na medida em que as sociedades de advogados “valorizam muito que os estudantes comecem a interessar-se pela empregabilidade desde uma idade muito jovem”. “Os alunos vão falar com as sociedades e perguntam sobre os processos de seleção dos candidatos”, concluiu.

O RUMO - Especial Advocacia permitiu que os estudantes ficassem a conhecer o dia a dia de cada Sociedade e o seu funcionamento, identificassem oportunidades diferenciadoras e descobrissem quais os perfis profissionais mais procurados pelo mercado.

24-11-2022

A cultura organizacional das startups em Portugal: artigo revela cultura empreendedora como a mais saliente

Caracterizar as perceções de cultura dos trabalhadores de startups em Portugal foi o principal objetivo do artigo intitulado “Cultura organizacional e a perceção de autonomia e excesso de trabalho em contexto de Startups”, que resulta da tese de mestrado de Manuel Dala, alumnus do Mestrado em Psicologia e Desenvolvimento de Recursos Humanos da Faculdade de Educação e Psicologia, e que conta também com as docentes e investigadoras Filipa Sobral e Catarina Morais como autoras.

O artigo revela que a cultura empreendedora (inovação e rápida resposta às alterações do meio) é a mais saliente no seu contexto laboral. Além disso, quanto mais presente é esta tipologia de cultura, bem como a cultura de equipa (cujo centro está em torno da entreajuda e coesão), nestes contextos de trabalho, mais positiva a perceção dos trabalhadores sobre a sua autonomia para a realização das tarefas. Relativamente ao excesso de trabalho, apenas a cultura de equipa prediz negativamente esta variável; na cultura empreendedora esta relação não se dá.

Para este estudo foram inquiridos 292 trabalhadores de startups em Portugal, através dos quais se pretendeu compreender a relação entre as características de cultura percecionada e a autonomia e o excesso de trabalho sentido por estes trabalhadores nas funções que exercem.

A combinação entre a cultura empreendedora e a de equipa previne o excesso de trabalho

As características inerentes à cultura empreendedora são percebidas como promotoras de autonomia pelos trabalhadores de startups. No entanto, isso não está associado a uma menor carga de trabalho. Por este motivo, a combinação das características de cultura empreendedora com a cultura de equipa parece ser a fórmula que melhor previne o excesso de trabalho sentido por estes trabalhadores, cuja flexibilidade e autonomia associada aos ambientes de trabalho das startups podem ajudar a mascarar.

O contexto empresarial das startups é uma temática pouco explorada na literatura académica. Ao prestar atenção à cultura destas empresas é possível minimizar potenciais riscos psicossociais para os seus trabalhadores.

23-11-2022

A Tuna da Universidade Católica Portuguesa no Porto: uma manifestação por excelência do viver estudantil

Foi no dia 30 de março de 1990 que a Tuna da Universidade Católica no Porto (TUCP) foi fundada. Uma data memorável para muitos, mas de forma especial para os cerca de 200 tunos que se espalham por 30 gerações diferentes. Uma viagem que já soma 32 anos, mas que aspira a muitos mais. “Manifestação por excelência do viver estudantil”, a TUCP conjuga o rigor e a seriedade do traje académico, o respeito pela tradição, a alegria da juventude e a boémia dos estudantes.

 

“Existe a permanente e a constante necessidade de criar e inovar musicalmente” 

 

A famosa “Tuna de Padrecos”, como tantos gostam de lhe chamar, foi a terceira tuna a ser fundada na cidade do Porto e a sua constituição foi oficializada com o Monumental Batismo pelos padrinhos da Tuna de Engenharia da Universidade do Porto. Apesar de se tratar de um meio competitivo, onde todos lutam por um lugar no pódio, reina o profundo sentido de pertença e um imenso respeito e suporte interpares.

A TUCP é um dos cerca de 30 grupos académicos que a Universidade Católica no Porto acolhe no seu campus. É no Edifício Central que os podemos encontrar com mais frequência, embora os possamos ver a circular pelos diferentes edifícios. Onde estiverem é comum que se oiçam conhecidas melodias, inúmeros éférreás e muitos motivos para celebrar. 

 

 

Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, afirma que a “TUCP é um motivo de muito orgulho para a Católica, pelo papel que desempenha da promoção da cultura musical académica”. A presidente explica que “a sua capacidade de mobilização é imensa” e “que trabalham por uma missão de grande responsabilidade e de compromisso, ao nível da união e animação dos estudantes.”

Tiago Valente, responsável pelas relações públicas da TUCP, afirma que, enquanto grupo estudantil, se movem “pela música, pela aventura, pelo desafio, pela cultura portuguesa, pela tradição e, sempre, pela amizade.”

 

A Tuna de Padrecos

Um ano e meio após a fundação, aquando da primeira aparição no Festival Internacional de Tunas Académicas, um pouco em tom depreciativo, a TUCP foi apelidada de “Tuna de Padrecos”, pelo facto de pertencer à Universidade Católica. Por essa mesma altura, estava a ser criado o atual hino da tuna, que veio a intitular-se “Tuna de Padrecos”. É através deste hino que os membros da TUCP se apelidam de padrecos a si próprios, aliviando, desta forma, o tom pejorativo do epíteto, transformando-o, assim, em algo carinhoso e distinto.

Tiago Valente explica que “os “Padrecos” da Católica são agora distinguidos pelo seu brio e pela postura, mesmo em momentos de boémia” e que depressa este epíteto passou a ser encarado de forma positiva, fazendo, agora, parte da marca distintiva do grupo.

A TUCP também se diferencia pelo Traje “à padreco”, porque os caloiros não vestem o traje académico da maneira habitual.

Tudo nasce da vontade de que os caloiros fossem distinguidos e reconhecidos pelos restantes estudantes da Católica no Porto, mas, também, pelos membros de outras tunas. Assim surge o traje “à padreco”, no qual se encontra presente a analogia óbvia à Universidade Católica. Este pormenor no traje é percetível, mas é, no entanto, secreto. Os mais atentos irão reparar no detalhe que os distingue. Olhos bem abertos e atentos nos corredores do campus da Católica no Porto: vamos à caça dos caloiros da TUCP?

 

 

Cadetes, Caloiros, Tunos, Magíster

Quem é quem? Na hierarquia oficial da Tuna, a distinção é fácil de compreender, porque todos são tunos, embora haja um tuno com uma posição superior que é o Magíster. Este assume funções de liderança e de gestão de toda a atividade do grupo. Atualmente que ocupa este lugar é Afonso Pinheiro. É entre os tunos que, todos os anos, se elege uma direção que, para além do Magíster, também integra um Relações-Públicas, um Secretário, um Tesoureiro e um Diretor Musical. É também eleito em Assembleia Geral de Tunos um Conselho Fiscal e uma Mesa da Assembleia Geral.

Mas, afinal, quem são os cadetes e os caloiros? Estes fazem parte da chamada “hierarquia não oficial”. Sendo a Tuna aberta a todos os homens que frequentam a Universidade Católica Portuguesa no Porto, independentemente da faculdade, do curso, ano ou ciclo de estudos, qualquer pessoa que mostre vontade de entrar para o grupo é designado de cadete.  Esta posição permite que estes alunos usufruam dos ensaios, da sala da Tuna e dos convívios, mas não permite que integrem as atuações. Só passado algum tempo é que a Tuna vai determinar a passagem de cadetes a caloiros, através de uma audição.

Ter talento musical não é condição sine qua non para se fazer parte da tuna. Na audição, a que estão sujeitos todos os cadetes que querem passar a caloiros, são avaliados e muito valorizados o percurso e o esforço e não propriamente a técnica e o conhecimento musical.

 

“A TUCP é excelência no trabalho, no esforço e na dedicação.”

 

Depois de feitos caloiros, estes passam a poder atuar e a usufruir de tudo o que a Tuna tem para oferecer. No entanto, têm de continuar a provar que um dia merecem passar a Tunos, mostrando interesse, presença e esforço a nível musical.  Segundo Tiago Valente, “os caloiros não são membros da Tuna, mas antes uma população flutuante que vai variando, porque há alguns que sentem que não conseguem conciliar o tempo exigido e acabam por não querer continuar. E está tudo bem assim.”

“Mas uma vez Tuno, Tuno sempre”, garante.

 

 

Andar na estrada é a sina das tunas

E não é que o Padrecos colou mesmo? O festival organizado pela TUCP é, também, o “Padrecos”. Teve a sua primeira edição em 1998 e começou por se realizar bienalmente.O festival destaca-se pelo seu modelo de avaliação, pioneiro em Portugal, uma vez que o júri é composto por um membro de cada tuna. Neste modelo existe um Diretor Musical anfitrião que dirige e o “voto próprio” não é permitido por uma questão de imparcialidade.

 

 

Andar na estrada é a sina das tunas e, por isso, a TUCP já coleciona a presença em dezenas e dezenas de festivais ao longo dos anos, tendo ganho muitos prémios. Os festivais são o mais importante, pelo prestígio obtido e pela diversão. No presente mandato, que dura desde Outubro de 2022, a TUCP já regista um total de 82 atuações, metade delas a convite da Universidade, empresas e outros grupos académicos e a outra metade ao serviço de uma empresa com quem estabeleceram um contrato, atuando num navio cruzeiro no Cais da Afurada.

 

 

Ensaiar é condição essencial para uma tuna de sucesso. É nos ensaios que se afinam as vozes, que se criam novas sonoridades, que se descobrem novas letras. É, assim, entre o convívio e a partilha, que nascem alguns dos maiores sucessos como são exemplo o “Sempre que brilha o sol”, a “Maria Lisboa”, a “Desfolhada” ou até a “La cartera”. Mas a “Candeias de Saudade” é especial. Trata-se de um original escrito no início dos anos 90 com o intuito de representar o sentimento de saudade.

“Existe a permanente e a constante necessidade de criar e inovar musicalmente”, confessa o ensaiador da TUCP. Miguel Cristiano afirma, também, que encara a sua missão “com muita honra”, porque a “TUCP é um dos meus projetos de vida. Sabemos bem aquilo que representamos. A TUCP é excelência no trabalho, no esforço e na dedicação. Temos na nossa base de valores a amizade, o companheirismo e a camaradagem.”

 

“Um grupo essencialmente musical, mas não exclusivamente musical.”

 

“É uma honra poder ajudar a construir a TUCP ao longo destes anos todos. É um prazer ajudar gerações de Tunos e caloiros a fazerem mais e melhor. Isto sem nunca descurar a responsabilidade de, humildemente, estarmos a levar o nome da UCP pelo mundo fora”, conclui.

 

 

Uma exímia escola de pandeiretas e um álbum gravado num estábulo

Tocar pandeireta é uma arte e que o diga a TUCP que é conhecia pela “exímia escola de pandeiretas”. A forma elegante, fluida e graciosa como os seus membros interpretam o instrumento foi sendo replicada aqui e ali e, hoje, é uma das marcas que distingue a TUCP das demais.

Esta e outras capacidades, levaram-na, em 1993, a editar o seu primeiro CD, chamado “In Vino Virilitas”. Em plena época do vinil e da cassete, a TUCP inovou e lançou-se no mercado dos CD’s que, na época, era ainda do desconhecimento de muitos. Mas a inovação não ficou por aqui: o disco foi gravado num estábulo, porque era o que a TUCP conseguia suportar na altura.

 

“Somos todos da mesma família e procuramos sempre crescer como uma equipa.”

 

Um dos fundadores e o atual ensaiador confessa que o percurso da TUCP é “recheado de sucessos coletivos que trouxeram repercussões magníficas às vidas individuais de todos os elementos, porque uma experiência de tuna é muito enriquecedora em saberes e experiências.”

 

 

Um espaço para crescer em equipa

Não importa a idade de cada um, não interessa a geração a que cada um pertence: “somos todos da mesma família e procuramos sempre crescer como uma equipa”. A Tuna da Universidade Católica no Porto olha para o futuro com “ambição” e “compromisso” e é alicerçada nesta convicção que continuará alinhada com os seus objetivos e com a vontade de “ser um grupo essencialmente musical, mas não exclusivamente musical.” A TUCP gosta de deixar isto bem claro, porque “são muitas as marcas que a TUCP deixa na vida das pessoas”. As atividades e experiências que proporciona moldam os seus elementos para a sua vida profissional e pessoal: “cada um transporta para a sua vida experiências muito enriquecedoras, como a capacidade de relação, a gestão de tempo, o saber manter as contas em dia, o cuidar e valorizar o património, entre outras.”

 

“Uma vez Tuno, Tuno sempre”

 

A TUCP é, à semelhança dos restantes grupos académicos que habitam o campus, parte essencial do dinamismo e da energia que se vive na Católica no Porto. A TUCP é reflexo da identidade da Universidade Católica e é, também, motor de desafio, inovação e criação ao serviço da comunidade académica.

E para a TUCP não vai nada, nada, nada, nada? TUDO!

23-11-2022

Research Scholarship - Project GenoPhenoTraits4Persitence

22-11-2022

Alumni da Faculdade de Direito – Escola do Porto funda start-up que esteve presente na Web Summit e foi premiada start-up do mês pela Fintech House Lisbon

Uma start-up na área da Web3, cofundada por André Lages, alumni da Pós-Graduação em Direito à Proteção dos Dados Pessoais da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa, esteve presente na Web Summit e foi premiada start-up do mês pela Fintech House Lisbon.

Chama-se Lympid e consiste numa plataforma que irá permitir aos utilizadores uma panóplia de aplicações de investimento nos mercados cripto, algo que não é por si só inovador, mas com características diferenciadas: total transparência nas aplicações de investimento disponíveis e tipo de ativos que compõem as mesmas; identificação de níveis de risco para que o utilizador possa adaptar o tipo de investimento ao seu perfil individual; e auditorias regulares realizadas por entidades externas independentes.

Esteve, nos dias 3 e 4 de novembro, representada na Web Summit, após ter concluído uma ronda bem-sucedida de “Token sale” com investidores como a Luso Digital Assets, Clever, Olisipo Way e Gains Associates, numa altura em que os mercados de criptoativos têm sido fustigados pela incerteza e desconfiança a nível mundial.

Este projeto beneficia de um Grant da 1inch, um dos maiores players mundiais na área dos protocolos descentralizados, num processo que envolveu dezenas de candidaturas, tendo sido a Lympid um dos três projetos selecionados. A Lympid está sedeada na DeHouse no Porto, um espaço físico reservado apenas a empresas na área da Web3 e faz parte da aceleradora BGI, que já apoiou projetos como a SwordHealth e a Feedzai.

O seu Minimum Viable Product (MVP) será lançado a 19 de janeiro de 2023, sendo que, após a participação na Web Summit, a Lympid conta já com mais de 500 pré-subscrições.

 

22-11-2022

Como construir a sustentabilidade? Desafios e Futuro na 2ª conferência do INSURE.Hub

Estar na vanguarda da promoção da inovação, da sustentabilidade e da regeneração é o propósito do INSURE.hub e foi com esse mesmo objetivo que organizou a sua 2ª conferência, onde reuniu vozes de diferentes quadrantes da sociedade envolvidos em processos de inovação disruptivos, circulares, sustentáveis e regenerativos.

O evento, que decorreu a 17 de novembro no campus da Universidade Católica no Porto, que reuniu cerca de 200 participantes e que contou com a MDS como parceiro, apresentou os mais recentes desenvolvimentos nacionais e internacionais sobre o tema da sustentabilidade, inovação e regeneração. O objetivo? Inspirar à mudança, através da força dos exemplos e do impacto positivo que geram na sociedade.

João Pinto, vice-presidente da Católica no Porto e docente da Católica Porto Business School, Manuela Pintado, docente da Escola Superior de Biotecnologia e diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina, e António Vasconcelos, co-líder da Planetiers New Generation, marcaram a abertura do evento. Os co-leaders do INSURE-Hub abriram a conferência com uma apresentação da sua missão, objetivos e parceiros, fazendo ainda referência a uma “nova era de projetos”, que pretendem dar resposta aos principais marcos e desafios que se avizinham, pondo em prática os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, da Estratégia do Pacto Ecológico Europeu e das metas definidas para a Europa 2030.

João Pinto destaca a “oportunidade que este projeto tem de proporcionar uma abordagem interdisciplinar para parceiros e stakeholders e, também, a importância da “articulação com os ecossistemas”. Manuela Pintado referiu que “é o momento para a disrupção e para interagir com diferentes sistemas” e, neste sentido, os “parceiros estão realmente empenhados em apoiar esta transformação”. António Vasconcelos referiu que é uma “honra para a Planetiers colaborar com a Universidade Católica no Porto” e desta forma contribuir “para colocar Portugal na vanguarda da sustentabilidade e inovação na União Europeia.”

“Estamos empenhados em deixar a nossa pegada de sustentabilidade”, afirmou Peter Hanenberg, vice-reitor da Universidade Católica no Porto, durante a sua intervenção que encerrou a parte da manhã da conferência, que ficou marcada por 10 apresentações académicas sobre diferentes tópicos de investigação. O vice-reitor frisou, também, a vocação do campus da Católica no Porto para a multidisciplinaridade e a importância da missão do INSURE.Hub, iniciativa que tem como objetivo criar um ecossistema internacional de conhecimento transdisciplinar que promova soluções de negócio de âmbito circular, sustentável e regenerativo, potenciadas por tecnologias disruptivas.

 

Compromisso, entusiasmo, energia

O INSURE.Hub, que resulta da mobilização da Católica no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation, assume como missão a partilha e transferência de conhecimento, enquanto ferramenta essencial para a prossecução da exigente tarefa de promover a sustentabilidade e de mostrar caminhos inovadores e diferenciadores.

“Compromisso, entusiasmo e energia”: para Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, é assim o “INSURE.hub, um vibrante ecossistema internacional”. A presidente afirmou, durante a sessão de abertura da parte da tarde da conferência, que já são 50 entidades envolvidas nesta iniciativa e relembrou, também, que acaba de ser lançada uma pós-graduação em “Innovation for Sustainable & Regenerative Business”, uma formação, prevista para fevereiro de 2023, que visa preparar profissionais com o conhecimento e competências necessárias para transformar os modelos de gestão atuais e evoluir para uma economia limpa e circular, de acordo com os objetivos do Pacto Ecológico Europeu. A presidente afirmou, também, que a conferência é mais uma oportunidade de “se analisar e compreender profundamente estes temas tão relevantes” e de se partilhar conhecimento “que possa ser aplicado em diferentes organizações.”

A tarde começou com a apresentação de diferentes casos de estudo, seguindo-se a intervenção do orador Paul Hodges, chairman da New Normal Consulting & Infinity Recycling, The World Economic Forum Global Expert, subordinada ao tema “In the wake of a perfect storm: an urgent call to Sustainable Action”. Paul Hodges começou por dizer que vive em Portugal há 3 anos e que vive “apaixonado pela ideia de levar Portugal numa nova direção”: "as energias renováveis são o caminho a seguir", afirmou. 

O orador apelou também à ação e à mobilização de todos, referindo que “Portugal tem aqui a sua oportunidade”: "Queremos resignar-nos ou queremos ir em frente?”. Uma intervenção que ficou marcada por diferentes apelos, desafios e convites à adoção de energias renováveis e alternativas.

 

Construir a sustentabilidade num futuro turbulento. Mas como?

Seguiu-se uma mesa redonda sobre o tema “Building a robust and sustainable future in turbulent times” que contou com a participação de Ana Salomé Martins, Executive Board Member da Symington Family Estates; de José Manuel Pereira Ribeiro, chairman da Lipor; de Filipe Araújo, vice-president da Câmara Municipal do Porto; de Mário Vinhas – COO da MDS; e, também, de Paul Hodges.

José Manuel Pereira Ribeiro referiu a importância deste tema para a empresa da qual é presidente, porque a “Lipor trata do desperdício de cerca de 1 milhão de pessoas”. O presidente da Lipor constatou, também, que “é uma pena não termos tido a oportunidade de falar de sustentabilidade há 20 anos”.

Ana Salomé Martins, durante a sua intervenção, referiu que é necessário “lidar com o problema enquanto ecossistema” e que “um problema sistémico precisa de uma solução sistémica.” “Estamos a enfrentar um grande desafio”, acrescentou.

"Devemos estar todos envolvidos", começou por referir o vice-presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP). Filipe Araújo afirmou que "se quisermos alcançar os objetivos de 2030, temos de o fazer em conjunto" e que no “Porto existe 70% de reutilização de vidro e 50% a 60% de papel e plástico de 20% a 30%". Sobre o plástico concretamente, o vice-presidente da CMP afirma que “podemos fazer muito mais do que estamos a fazer agora.”

Mário Vinhas afirmou que a “sustentabilidade é o nome do meio da MDS”. "Enfrentamos a necessidade de mudar a nossa cultura e só teremos êxito se implementarmos os processos corretos", acrescentou. O COO da MDS referiu, também, que “a mudança deve ser sustentável e rápida".

 

Inovação e sustentabilidade obrigatórias para atingir a neutralidade carbónica até 2050

A sessão de encerramento do evento contou com a presença da Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira: "Tendo em conta as apresentações de hoje, as iniciativas relacionadas com a economia circular tornam-se óbvias e isto está alinhado com o contexto socioeconómico". Para a secretária de Estado "a inovação e a sustentabilidade são obrigatórias para atingir o objetivo da neutralidade de carbono até 2050".

"Todos reconhecemos a natureza obrigatória e a utilidade da implementação das diretrizes da economia circular" e "estamos todos mais conscientes dos grandes desafios a serem ultrapassados até 2050", referiu, também.

No início da tarde decorreram apresentações de diferentes casos de estudo: “Circular and disruptive innovation” (Amyris – Annie Tsong, Chief Strategy & Product Officer), “Business strategy in the challenging context of sustainability” (SONAE – Sónia Cardoso, Head of Sustainability, SONAE SGPS), “Sustainable investment and financing” (KPMG – Martim Santos, Senior Manager KPMG Advisory, Business Transformation and Sustainability), “Digital Transformation and Sustainable Business” (MDS – João Vieira, General Director of Operations Technology), “From waste into product” (LIPOR - Benedita Chaves, Head of Research, Development and Innovation Unit) e “Sustainability as a key element of Leadership” (Corticeira Amorim – Alexandra Godinho, Head of HR). Fez parte, também, do evento um momento musical interpretado pela Atlantic Coast Orchestra, seguido da entrega do MDS Best Papel Award, atribuído a João Almeida, mestre em Finanças pela Católica Porto Business School.

Durante todo o evento, proporcionaram-se diferentes momentos de networking que pretenderam ajudar na troca de ideias, perspetivas e conhecimento, tudo condições essenciais para o progresso e para o desenvolvimento de um mundo mais sustentável. É vocação do INSURE.Hub criar pontes entre a academia e as empresas e organizações. Esta segunda conferência vem concretizar e reforçar a missão deste ecossistema internacional inovador.

22-11-2022

UCP distinguida com Selo de Qualidade Academia Voluntária da CASES

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) foi distinguida com o Selo de Qualidade Academia Voluntária da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social pelo trabalho desenvolvido pela CASO – CAtólica SOlidária, núcleo de voluntariado do Centro Regional do Porto, que conta já com 20 anos de experiência na área do voluntariado Universitário.

O júri da iniciativa, que aprovou a candidatura da Universidade por unanimidade, reconhece que “as práticas, dinâmicas e instrumentos criados e desenvolvidos pela UCP, em prol da promoção da prática de Voluntariado, são merecedoras de distinção”. O Selo de Qualidade será entregue em cerimónia pública, na Culturgest, a realizar no Dia Internacional dos Voluntários, que se assinala no dia 5 de dezembro.

Para Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP), “este selo representa o reconhecimento da qualidade do trabalho que a Universidade tem vindo a fazer na gestão de práticas de voluntariado.  Há 20 anos atrás fomos pioneiros por estruturar o voluntariado e continuamos a ser uma referência de boa prática no contexto das instituições de ensino superior. Não posso deixar de dizer que sinto uma enorme gratidão por todos os que fizeram e fazem parte da história da CASO, coordenadores, responsáveis, alunos, instituições. Tem sido um privilégio acompanhar de perto estes 20 anos. Por último, este selo vem trazer um enorme sentido de responsabilidade para os próximos anos.”

 

20 anos, 1500 alunos, 65 mil horas de trabalho voluntário

A CASO, fundada em 2002, é o núcleo de voluntariado da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Os seus voluntários são maioritariamente estudantes, mas também podem ser docentes, funcionários e antigos alunos. Está, desde 2008, inserida na UDIP e promove o voluntariado na comunidade académica como “marca educativa que transforma para a vida”, fortalecendo as ligações entre a Universidade e a sociedade envolvente.

A CASO nasceu com quatro áreas/instituições de voluntariado organizadas, nas quais começaram por participar 15 estudantes da universidade. Hoje são oito áreas de voluntariado – Ambiente; Abrigo; Cultural; Especial; Exemplo; Profissional; Sabedoria; Vida –, 35 instituições parceiras e mais de 150 estudantes que anualmente participam em atividades de voluntariado. Apresenta um programa de gestão de voluntários, dinâmico, exigente e formativo num percurso de aprendizagem permanente e de serviço na e com a comunidade. Ao longo de 20 anos, passaram pela CASO 1500 alunos, em voluntariado pontual e regular, correspondendo a mais de 65 000 horas de voluntariado, 2.208 dias de 24 horas, o que corresponde a cerca de 7 anos e meio de trabalho voluntário.

As comemorações dos 20 anos da CASO arrancaram a 11 de novembro com um evento que pretendeu reconhecer e agradecer o trabalho dos antigos voluntários, relembrando que o voluntariado deixa marcas para a vida.  Este foi apenas o primeiro evento de um conjunto de quatro momentos. Estão já a ser organizados mais três eventos até ao fim de junho de 2023. Haverá um evento com testemunhos de atuais e antigos voluntários - o CASOTALKS -, uma ação de voluntariado para toda a comunidade e ainda uma conferência internacional onde será apresentado um estudo sobre a transformação e o impacto do voluntariado nos estudantes da Católica no Porto.

21-11-2022

Pages