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Novidades

Prémio Nacional da Animação premeia curta de aluna da Escola das Artes

A curta Tudo o que fica na superfície morre, da aluna Carina Pierro Corso, venceu o prémio de Melhor Filme, categoria Filmes de Escolas, no Prémio Nacional da Animação.
A premiação ocorreu neste fim de semana, em Coimbra, na Festa Mundial da Animação '22.

Tudo o que fica na superfície morre (Carina Pierro Corso)
Entre o afogamento e o aprender a nadar, acompanhamos conflitos internos de um Eu que fala sobre a experiência de ser humano e enfrentar feridas. 

 

31-10-2022

Jornal Diurna. lança primeira edição nacional

O Jornal Diurna., projeto desenvolvido por estudantes da Universidade Católica Portuguesa, apresenta hoje, 31 de outubro, a sua primeira edição nacional.

Fundado em 2020, “o Jornal Diurna. sempre se ambicionou plural, não fosse ele criado por alunos de várias escolas do campus do Porto em que se vive essa realidade tão multidisciplinar,” conta Nuno Brochado de Agarez, diretor nacional.

Partindo do desafio da Reitoria da UCP e após oito edições, o Jornal expande a sua equipa editorial para Lisboa, de forma a refletir os vários campi da Universidade. “Para serem um polo agregador do que de melhor há para oferecer entre os campi do Porto e de Lisboa, respeitando as diferenças e cultivando as sinergias, constituíram-se duas equipas editoriais autónomas, com lideranças próprias, que trabalharão em conjunto para criar cada número a publicar,” explica o estudante da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão.

Esta primeira edição nacional é o resultado do trabalho conjunto entre as duas equipas editoriais, coordenadas pelo fundador e Diretor Nacional, Nuno Brochado de Agarez, e pelas duas Editors-in-Chief, Maria Luís Gaspar (Porto) e Catarina Andrade (Lisboa). Fazem parte da equipa também os editores Daniela Magalhães Costa, Guilherme Santos e Ana Rita Magalhães (Porto) e Maria Pia Silva, Bernardo Torres Pêgo e Pedro Almeida e Brito (Lisboa).

A equipa apela à leitura desta 8.ª edição e ainda à participação nos próximos números, através da rubrica “A Tua Ousadia de Escrever”.

Consultem a nova edição aqui.

31-10-2022

Think Big in Biotechnology Forum: o evento que desafia o mundo à bio-inovação

“Acelerar a bio-inovação, agora!” é o tema da quarta edição do “Biotechnology Innovation Forum: Think Big in Biotechnology”, um evento organizado pela Católica Porto Alumni Biotecnologia e pela Escola Superior de Biotecnologia (ESB). Neste evento que se realiza já a 12 de novembro, online, serão anunciados os vencedores do Amyris Innovation BIG Impact Award, um concurso de Inovação em Biotecnologia promovido em parceria com a Amyris Inc, o seu principal patrocinador.

Destacar e discutir a importância de se preparar terreno para a inovação de base biológica é um dos grandes objetivos do “Think Big in Biotechnology Forum” que se propõe a criar sinergias entre a Biotecnologia e outras áreas, a desenvolver um pensamento crítico, a promover ideias inovadoras e a criar um espaço seguro para um debate aberto que fomente um crescimento saudável.

O evento será constituído por dois painéis. O primeiro, subordinado ao tema “Acelerar a bio-inovação”, contará com a participação de Delfim Ferreira, analista da McKinsey and Co, de Luís Garrido, CEO da Cell4Food, de Maria João Maia, CEO da Corium Biotech, e de Sérgio Silva, CTO da Adapttech. Já o segundo painel, que se vai centrar no tema “Discutir a última geração em inovação biotecnológica”, vai contar com a presença de Benedita Chaves, da LIPOR, de John Melo, CEO da Amyris, e de José Fernando Pinto dos Santos, professor da INSEAD e professor catedrático convidado da Universidade Católica no Porto.

Sendo a Biotecnologia a aplicação de organismos e processos biológicos para o desenvolvimento de novos produtos e serviços, na área médica, ambiental, agrícola ou outra, o evento pretende construir pontes, promover o diálogo e permitir a criação de conhecimento aplicável ao mundo e às necessidades da sociedade.

“Pretendemos sensibilizar os profissionais desta área, que precisam de ser cada vez mais capazes de atravessar os domínios e de falar ao público de forma responsável sobre as implicações mais vastas em torno do motor da inovação que é a biotecnologia”, afirmam Ana Leite Oliveira, docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia, e Hugo Choupina e Anabela Veiga, da ALUMNI, membros da organização do FIB 2022.

Esta edição do evento vai acolher o Amyris Innovation BIG Impact Award, um Concurso de Inovação em Biotecnologia promovido pela Católica Porto Alumni Biotecnologia, em parceria com a ESB, e a Amyris Inc, como seu principal patrocinador. O concurso vai já na 2ª edição e pretende a promoção da inovação em Biotecnologia como motor fundamental do desenvolvimento económico e visa promover novos processos, tecnologias ou serviços que sejam, simultaneamente, comercializáveis e sustentáveis, com um grande impacto positivo e mensurável na sociedade.

31-10-2022

Porto/Post/Doc seleciona duas produções de alunas da Escola das Artes

 

Os filmes How to be a candid woman, de Francisca Dores, e Tudo o que fica na superfície morre, de Carina Pierro Corso, integram o programa do Porto/Post/Doc: Film & Media Festival. As curtas serão apresentadas na seção Cinema Novo, que reúne produções de estudantes de instituições portuguesas.

O festival decorre entre os dias 16 e 26 de novembro.

 
How to be a candid woman (Francisca Dores)
Crítica à representação e educação das mulheres, ao longo dos anos, através do cinema e dos meios de comunicação social.

 

Tudo o que fica na superfície morre (Carina Pierro Corso)
Entre o afogamento e o aprender a nadar, acompanhamos conflitos internos de um Eu que fala sobre a experiência de ser humano e enfrentar feridas.

 

28-10-2022

Bento Amaral: “A convivência com a diferença é essencial.”

Bento Amaral é alumno da Escola Superior de Biotecnologia e leciona a disciplina de Análise Sensorial na Pós-Graduação em Enologia. Dedica a sua vida ao Vinho e lançou, recentemente, um projeto que pretende promover e concretizar a inclusão. Chama-se Humanwinety e promete, através da educação, ser um meio ativo na capacitação para uma integração no mercado de trabalho de minorias que continuam a sofrer de exclusão. Em 2005, sagrou-se campeão mundial de vela e em 2008 representou Portugal nos Jogos Paralímpicos. Inquieto por natureza e sempre cheio de ideias, Bento Amaral afirma que “temos de aprender a descomplicar a vida. Insistimos, constantemente, em limitarmo-nos.”

 

É alumno da Católica. Estudou Engenharia Alimentar, na Escola Superior de Biotecnologia. O que é que o motivou a escolher esta área?

A minha ideia inicial era seguir Engenharia Química, mas, quando eu estava no 12º ano, houve um professor da ESB que me falou da licenciatura em Engenharia Alimentar. Lembro-me que me disse que era um curso muito interessante e eu decidi arriscar. Na altura, frequentei aqui o ano zero e gostei muito da escola. Francamente, confesso que foi a melhor opção que fiz. Era uma área de muitos horizontes.

 

“Foi em Bordéus que me apaixonei pelo mundo dos vinhos.”

 

O que é que mais o marcou durante os seus anos de estudante?

Há uma coisa que se destaca de todas as outras. É a amizade. Tenho muitos amigos da Católica que levei para toda a vida. São dos grandes amigos que tenho. Gente extraordinária com quem me identifico muito. Para além disto, marcou-me a abrangência do plano curricular e os professores. Foram anos muito bons. As disciplinas que compunham o plano curricular do curso eram de uma abrangência enorme: gestão, bioquímica, física, genética, biologia, matemática, marketing, entre outras. Esta diversidade de conhecimentos e os professores de excelência permitiam uma ótima preparação dos alunos para as exigências do mercado de trabalho. As instalações, também, eram de elevado nível e no último ano havia uma oportunidade de estágio no estrangeiro. Isto aliciou-me imenso e era um grande entusiasmo para mim.

 

Acabou por fazer o seu estágio em Bordéus …

E foi em Bordéus que me apaixonei pelo mundo dos vinhos. Antes do estágio reconhecia que era uma área interessante, mas não passava disso. O que me deslumbrou particularmente foi o mundo das provas de vinho, o ambiente que se vive e, claro, toda a ciência envolvida. Para além disto, o mundo dos vinhos tem uma parte muito emocional que me entusiasma imenso.

 

“A memória olfativa é uma ferramenta importantíssima.”

 

Para além do paladar, o que é que também é imprescindível quando falamos em provar um vinho?

Uma das coisas que me apaixonou no mundo de vinho foi ter descoberto o sentido do olfato e o poder que ele tem. É deslumbrante. Quando estava em Bordéus, lembro-me de ir a uma perfumaria cheirar todos os perfumes para treinar o nariz (risos). Quem já é um provador treinado percebe a partir do olfato como é que o vinho se vai desenvolver na boca.

 

Registamos os cheiros na nossa memória?

A memória olfativa é uma ferramenta importantíssima e treina-se de muitas maneiras diferentes. Existem umas caixas, conhecidas como o Nariz do Vinho, que reúnem 64 aromas diferentes e que servem para se treinar o olfato. No fundo, todas as pessoas conseguem cheirar um vinho, todas vão dizer que o vinho cheira a alguma coisa, mas o desafio está em se conseguir distinguir e para isso a memória olfativa é fundamental. O sentido de olfato para mim foi uma verdadeira descoberta. Quando somos crianças relacionamo-nos com o mundo metendo as coisas na boca e só depois é que vem a visão. Mas antes de tudo vem o olfato e talvez não seja por acaso que às vezes dizemos que “cheira a coisas de infância”. O mundo já comunicava connosco através do olfato. Eu fui redescobrir este olfato e estas sensações através dos aromas.

 

Aborda isso nas aulas de Análise Sensorial que leciona na Pós-Graduação em Enologia da ESB?

Sim, ajudo os estudantes a treinar o olfato, porque é uma componente muito importante para quem prova vinho. As sessões costumam ter uma pequena componente teórica, mas são essencialmente aulas práticas. As sessões costumam dividir-se em vinho branco, tinto, rosé, espumante, etc. Atualmente, também fazemos com vinho do porto e chocolate e ainda outras de vinhos e queijos.

 

Também se treina provando maus vinhos?

As primeiras duas sessões são praxes. Começamos por provar soluções de ácido, doce, salgado e amargo para compreender a interferência. De seguida, começamos a provar dezassete vinhos com defeito para terem a perceção de tudo. Só a partir daí é que vão ser capazes de começar a apreciar, também, as qualidades. Seja a provar vinho bom ou mau (risos) tento sempre transmitir a paixão que tenho pelos vinhos. É isto que me realiza profissionalmente e eu gostaria imenso que os meus estudantes também tivessem esta oportunidade de realização.

 

“Queremos desenvolver novas realidades para que estas pessoas com necessidades especiais possam aprender e interagir com o mundo.”

 

Como avalia a posição que Portugal ocupa na área dos Vinhos?

Não considero que estejamos a lutar, neste momento, pelo primeiro ou segundo lugar do campeonato. Diria que estamos ali entre o terceiro e o quarto lugar. Não há dúvida de que o nosso conhecimento tem aumentado, mas falta sabermos comunicar. Há muito a percorrer neste caminho de sabermos comunicar e vender os nossos vinhos e a sua qualidade.

 

Recentemente, deixou o Instituto de Vinhos do Douro e do Porto, uma relação de muitos anos, para se dedicar a um novo projeto na área dos vinhos e da inclusão. Em que consiste?

A minha nova menina dos olhos chama-se Humanwinety. Surge numa altura em que sentia que precisava de crescer profissionalmente e que desejava alguma mudança na minha vida. Através do vinho pretendemos ajudar na integração e na capacitação de pessoas que não têm as mesmas possibilidades que a maioria. Vamos proporcionar formação não só a nível nacional, mas também internacional, nas áreas da enologia, do enoturismo, da hotelaria, da comercialização de vinhos, do atendimento ao cliente, entre outras. Queremos trabalhar não só a componente técnica, mas, também, as soft skills. Para conseguirmos ter a abrangência que desejamos, a formação será feita online e irá atender ao tipo de limitações que as pessoas apresentam. Temos também diferentes parceiros que vão possibilitar a realização de estágios. Tudo isto é orientado para grupos minoritários, quer se trate de minorias étnicas, raciais, de deficiências físicas e cognitivas, entre outras. No fundo, o projeto é direcionado para todas as pessoas que, por determinados motivos, não tenham a mesma facilidade no acesso à formação e integração na sociedade. Queremos promover a inclusão de todos na sociedade, através de formação adequada que permita a integração no mercado de trabalho.

 

O que é que ambiciona para o projeto?

Que daqui a uns anos haja mais gente que pertença a minorias inserida no mercado de trabalho. Estou certo de que desta forma teremos um mundo melhor. Quero que cada pessoa encontre o seu lugar. Um mundo melhor é um mundo mais diverso e um bom exemplo disso é que se eu, que estou numa cadeira de rodas elétrica, fizer uma visita de enoturismo a um grupo de pessoas, não tenho dúvida de que vai ter um impacto muito positivo nelas. Não só vão compreender que tenho uma vida como a dos outros, mas, também, as vai fazer ter melhor perceção sobre a empresa em questão e sobre o seu trabalho. Gostava, também, daqui a uns tempos, de utilizar tecnologia de realidade aumentada ao serviço de casos do espetro de autismo, dos mais simples aos mais complicados. Quero perceber de que forma é que através destas ferramentas conseguimos promover e desenvolver as aprendizagens e a pedagogia. Queremos desenvolver novas realidades para que estas pessoas com necessidades especiais possam aprender e interagir com o mundo.

 

Ideias não lhe faltam …

São uma data de ideias que foram sendo guardadas ao longo do tempo. Para além disso, gosto imenso de ler e a leitura também me faz refletir e me faz ir juntando algumas peças que depois acabam por resultar em ideias para pôr em prática.  

 

“A palavra educação tem na sua origem o conceito de desabrochar, de tirar o melhor da pessoa.”

 

Em Portugal já estamos mais conscientes para a importância da inclusão?

Estou numa cadeira de rodas há 28 anos e noto uma diferença enorme. Acho que as coisas começam a ficar mais equilibradas, mas claro que não estão resolvidas. Hoje em dia, há uma maior consciência para a importância destes temas. Estamos a destruir barreiras e, felizmente, a quebrar certos preconceitos.  

 

Uma coisa é acessibilidade e outra é inclusão. De que forma é que é importante fazermos a sua distinção?

Quando pensamos em acessibilidade pensamos muitas vezes em barreiras físicas. No fundo, é dar acesso a algo, mas uma coisa diferente é permitir que as pessoas a quem já foi dado acesso tenham a verdadeira capacidade e oportunidade de demonstrar todas as suas potencialidades. Aqui, sim, falamos de uma verdadeira inclusão. Em suma, é aquilo que a Humanwinety quer. Não só queremos dar acesso ao mercado de trabalho, mas que, aquando nele inserido, as pessoas possam desenvolver-se e mostrar todas as suas capacidades. É por isso que a Educação é muito importante. É através dela que podemos atingir este objetivo. A palavra educação tem na sua origem o conceito de desabrochar, de tirar o melhor da pessoa. É isto que queremos fazer. Todos nós somos diferentes e cada um na sua diferença tem capacidades e potencialidades únicas.  

 

Como é que se educa para a inclusão?

A convivência com a diferença é essencial. Aqui nas aulas, por exemplo, é engraçado como os alunos se ambientam e me ajudam e me conduzem na minha cadeira de rodas de um lado para o outro. Quando falamos de inclusão tem de se falar de relação. Só em relação e em contacto com realidades diversas é que aprendemos a incluir e a viver em permanente inclusão e integração. Lembro-me que há uns anos uma sobrinha minha escreveu uma redação onde algures tinha de me descrever. Descreveu-me como o tio que tinha cabelos cinzentos e em momento algum referiu a minha cadeira de rodas.

 

“Depois do acidente achava que nunca mais ia conseguir fazer vela. Foi uma realização muito grande perceber que afinal era possível.”

 

Foi aos 25 anos que teve o acidente que o colocou tetraplégico. Como é que um momento trágico como esse pode ser superado?

Eu já era um otimista por natureza (risos). Há aqui uma palavra importante e que comanda tudo: o amor. Muitas vezes aplicamos mal esta palavra. Eu posso dizer que fui profundamente amado pela minha família e pelos meus amigos e, também, por todos os que cuidaram de mim, como os vários profissionais de saúde. Todos me trataram como sendo o Bento e não como o rapaz cuja vida tinha acabado aos 25 anos. Isto fez a diferença toda para que eu não deixasse de acreditar em mim.

 

Praticava vela antes do acidente, mas foi depois que se sagrou campeão mundial em 2005 e que em 2008 representou Portugal nos Jogos Paralímpicos.

Depois do acidente achava que nunca mais ia conseguir fazer vela. Foi uma realização muito grande perceber que afinal era possível. Antes de ter o acidente, a minha ideia era ir fazer vinho para a Austrália. Ironicamente, depois do acidente fui à Austrália, não para fazer vinho, mas precisamente por ser deficiente e por praticar vela. A ironia da vida é extraordinária. As coisas que achamos que nos limitam são supérfluas Temos de aprender a descomplicar a vida. Insistimos, constantemente, em limitarmo-nos. Andamos a correr atrás de felicidade e não paramos para podermos ser alcançados por ela.

 

 

27-10-2022

2ª conferência do INSURE.hub abre portas à Inovação, Sustentabilidade e Regeneração

Inovação, Sustentabilidade e Regeneração: este é o repto da 2ª conferência do INSURE.HUB - Innovation in Sustainability and Regeneration Hub que terá lugar a 17 de novembro, no campus da Universidade Católica Portuguesa no Porto

O programa da conferência visa estar na vanguarda do panorama internacional, tendo a contribuição de profissionais e líderes diretamente envolvidos em processos de inovação disruptivos, circulares, sustentáveis e/ou regenerativos. Através da apresentação de papers e da discussão em torno de diversos casos de estudo, com vozes de diferentes quadrantes da sociedade, pretende-se inspirar, desafiar e promover a mudança

Uma conferência onde a academia e a indústria se cruzam em torno da sustentabilidade

O evento estará dividido em duas partes distintas: uma mais académica com a apresentação e discussão de papers e uma segunda parte mais voltada para o setor empresarial com a discussão de seis casos de estudo, uma mesa redonda com executivos de referência e ainda a intervenção de Paul Hodges, chairman da New Normal Consulting & Infinity Recycling e The World Economic Forum Global Expert.

“Inovação circular e disruptiva”, “Transformação digital e negócios sustentáveis” e “Investimento e financiamento sustentável” são alguns dos temas que serão apresentados no painel dos casos de estudo. Já a mesa redonda, que contará com executivos de topo, vai debruçar-se sobre o tema “Construir um futuro robusto e sustentável em tempos turbulentos.”

O acesso à conferência é gratuito, mas deverá inscrever-se aqui.

Trazer Portugal para a linha da frente

O INSURE.hub, iniciativa que tem como objetivo criar um ecossistema internacional de conhecimento transdisciplinar que promova soluções de negócio de âmbito circular, sustentável e regenerativo, potenciadas por tecnologias disruptivas, resulta da mobilização da Católica no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation. A iniciativa já conta com um ano de atividade e regista mais de 40 entidades nacionais e internacionais associadas, dos mais diversos setores.

A conferência integra um que conjunto de atividades que ambicionam a persecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, da Estratégia do Pacto Ecológico Europeu e das metas definidas para a Europa 2030, contribuindo para trazer Portugal para a linha da frente de países progressivos no seio da EU.

27-10-2022

Candidaturas ao prémio “A União Europeia na minha vida"


O Centro de Documentação Europeia (CDE) da Sede e do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, em parceria com a Representação da Comissão em Portugal, lança o concurso “A União Europeia na minha vida”, destinada a todos os estudantes europeus do primeiro ciclo das várias unidades de ensino, que tenham interesse pelas questões europeias.

Os vencedores irão ganhar uma visita de estudo às Instituições Europeias em Bruxelas sendo o anúncio oficial realizado no dia 17 de fevereiro, através da página de Facebook dos CDE em Portugal. Os CDE da Universidade Católica Portuguesa notificarão os premiados através de email.

As candidaturas deverão ser submetidas através de um formulário próprio dirigido a cada um dos CDE (Sede / Centro Regional do Porto) até ao dia 30 de dezembro de 2022.

Serão premiados os dois ensaios/trabalhos, por cada CDE (Lisboa e Porto), que melhor traduzam os critérios de avaliação manifestos no regulamento, como reflexão crítica, relevância temática, originalidade, problematização, argumentação e clareza.

 

26-10-2022

Projeto de investigação da Católica promove sustentabilidade agrícola na região Mediterrânica

A produtividade agrícola da região do Mediterrâneo está seriamente ameaçada pelas alterações climáticas, degradação do solo e esgotamento dos recursos hídricos. Este cenário é agravado por práticas de gestão agrícola inadequadas, incluindo o uso excessivo de fertilizantes químicos e pesticidas, sobrepastoreio e o excesso de produção em regime de monocultura. É no âmbito destes desafios da agricultura intensiva que surge o ReCROP, coordenado pelo Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Católica no Porto e cofinanciado pelo PRIMA -  Parceria para a Investigação e Inovação na Região Mediterrânica (Horizonte 2020). O projeto nasce da interseção da agricultura com a biotecnologia, contando com a experiência de longos anos da ESB na busca de soluções biotecnológicas baseadas na natureza e na biodiversidade escondida para a regeneração de solos.

Abordando questões técnicas e económicas, o projeto servirá de plataforma de demonstração permitindo chegar aos agricultores e a um público mais vasto, a fim de promover a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis que permitirão superar algumas das ameaças mais graves para os sistemas agrícolas mediterrânicos.

Sofia Pereira, investigadora e coordenadora científica do projeto, afirma que “o ReCROP tem como objetivo promover a sustentabilidade e resiliência dos sistemas de produção agrícola na região do Mediterrâneo através do uso combinado de ferramentas biotecnológicas, como bioinoculantes (fungos micorrízicos e bactérias promotoras de crescimento de plantas) e práticas agronómicas sustentáveis, que incluem esquemas de co-cultivo e de rotação de culturas, aplicação de corretivos, bem como o uso de variedades locais adaptadas e/ou tolerantes.”

O projeto conta com a coordenação das investigadoras Sofia Pereira e Helena Moreira e de Paula Castro, diretora e docente da ESB, e com a colaboração de Eduardo Cardoso, também docente, e do investigador João Cortez.

 

 

Enfrentar as alterações climáticas, melhorar a biodiversidade

O ReCROP apresenta uma solução integrada que vai permitir aos sistemas agrícolas enfrentarem as alterações climáticas através da melhoria da biodiversidade e fertilidade do solo e da conservação da água. Irá também contribuir para o aumento do rendimento das culturas ao mesmo tempo que se providenciam serviços para o ecossistema como o aumento do sequestro de carbono, da matéria orgânica e da reciclagem de nutrientes.

Deste modo, pretende-se dar resposta a uma agricultura intensiva que tem um grande impacto na perda de matéria orgânica e biodiversidade do solo, enquanto favorece a sua erosão, compactação e contaminação.

O projeto abrange a Área Geográfica Mediterrânica - Marrocos, Egito, Tunísia, Itália, França, Portugal e Espanha – e incorpora culturas de elevada importância económica tais como a vinha, os cereais e as plantas aromáticas e medicinais. As práticas agrícolas serão testadas e monitorizadas em diferentes condições edafoclimáticas (7 países) – solos e clima -, incluindo parcelas experimentais numa área climática com influência atlântica (Norte de Portugal e Noroeste de Espanha) e outras em regiões mais secas e quentes no Norte de África.

 

26-10-2022

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