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CAtólica SOlidária arranca com as comemorações dos 20 anos

Já arrancaram as comemorações dos 20 anos da CAtólica SOlidária (CASO), o núcleo de voluntariado da Universidade Católica Portuguesa no Porto, integrado na Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP).

Reconhecer voluntários, Reencontrar a Família CASO, Recordar os bons temos: foram estes os “3 R`s” do primeiro evento que decorreu a 11 de dezembro e que pretendeu celebrar o percurso da CASO e a vida de tantos os que fizeram e fazem parte desta história. Ao longo de 20 anos, passaram pela CASO 1500 alunos, a participar em voluntariado pontual e regular, correspondendo a mais de 65 000 horas de voluntariado, 2.208 dias de 24 horas, o que corresponde cerca de 7 anos e meio de trabalho voluntário.

Isabel Braga da Cruz, presidente da Universidade Católica no Porto, abriu a sessão dando destaque à missão da universidade de formação integral dos estudantes orientada para a realidade global, alicerçada nos princípios da verdade e do respeito pelas pessoas e pelo ambiente. A presidente da Católica no Porto referiu ainda que mais do que “bons técnicos, queremos formar boas pessoas”. Destacou ainda que a missão da CASO está alinhada com o pedido do Papa Francisco no Pacto Educativo Global de formar jovens protagonistas do bem comum, capazes de transformar o mundo e torná-lo num lugar melhor. Terminou fazendo uma analogia com a escolha do dia de S. Martinho para a sessão, lembrando a vida e a lenda deste santo, um cavaleiro gaulês que um dia, no regresso a casa, durante uma tempestade, encontrou um mendigo que lhe pediu uma esmola. Não tendo mais nada consigo, retirou das costas o manto que o aquecia, cortou-o ao meio com a espada e deu-o ao mendigo. Nesse momento, a tempestade desapareceu e um sol radioso começou a brilhar: o milagre ficou conhecido como «o verão de São Martinho».

Fernando Paulo, vereador do Pelouro da Educação e do Pelouro da Coesão Social, em representação do Presidente da Câmara Municipal do Porto, destacou a importância das dinâmicas de voluntariado na cidade. Mais do que números, referiu as sementes que os estudantes voluntários da CASO deixam nas realidades que visitam. Numa palavra dirigida aos voluntários destacou que a dedicação, esforço e empenho destes em muito tem ajudado a melhorar a vida social da cidade, sobretudo daqueles que se encontram em situações de maior vulnerabilidade.

Para Carmo Themudo, coordenadora da UDIP, tem sido um privilégio e responsabilidade acompanhar o crescimento da CASO. “Este tem sido um trabalho de crescimento conjunto, por onde já passaram muitos rostos. Eu dou a cara, mas represento pessoas concretas, coordenadores, responsáveis, alunos, instituições. O maior privilégio é testemunhar como o voluntariado transforma. Muitos dizem que recebem mais do que dão, porque de facto o voluntariado é capaz de tirar o melhor de cada um de nós. É o amor que habita cada ser humano e que nestas alturas sai de nós para outros”, afirmou.

No final da sessão, deram testemunho dois antigos voluntários: Luís Pina Rebelo, voluntário em 2002, e Mariana Rossi, voluntária em 2022. Nas suas intervenções ambos reconhecem que o voluntariado deixa marcas para a vida. Seguiu-se o momento de entrega de uma carta de reconhecimento a cada antigo voluntário presente. Através deste símbolo pretendeu-se reconhecer e agradecer publicamente o tempo de voluntariado dedicado à missão da CASO, a entrega aos outros na construção de um mundo melhor e o respetivo contributo no impacto social obtido, através do serviço desenvolvido, junto da sua comunidade envolvente.  

As comemorações dos 20 anos da CASO continuam

Este foi apenas o primeiro evento de um conjunto de quatro momentos. Estão já a ser organizar mais três eventos até ao fim de junho de 2023. Haverá um evento com testemunhos de atuais e antigos voluntários - o CASOTALKS -, uma ação de voluntariado para toda a comunidade e ainda uma conferência internacional onde será apresentado um estudo sobre a transformação e o impacto do voluntariado nos estudantes da Católica no Porto. Em todos estes momentos pretende-se celebrar 20 anos de voluntariado, compromisso, missão e serviço. Parabéns CASO!

16-11-2022

Católica inaugura Sala Assis de Magalhães

No dia 15 de novembro, nasceu um novo espaço na Universidade Católica Portuguesa no Porto: a Sala Assis de Magalhães. Na inauguração estiveram presentes Assis de Magalhães e família, Artur Santos Silva (presidente honorário do BPI), Isabel Braga da Cruz (presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa).

Assis de Magalhães nasceu em 1928 numa família numerosa, tendo iniciado o seu percurso profissional em tenra idade, estudando e trabalhando em simultâneo. Fundou o Grupo SARCOL, em 1943, que viu consolidar a marca sob a sua carismática liderança, participando na fundação de associações e instituições de renome, nomeadamente o Banco BPI (1981), o CLIP (1986) e a Fundação de Serralves (1989), e mais tarde expandindo a área de negócios para o sector Imobiliário.

O seu mérito como empresário e a sua retidão como pessoa, sempre disponível para ajudar o próximo, foram publicamente reconhecidos através de diversas condecorações e comendas agraciadas.

É para a Universidade Católica Portuguesa no Porto um grande orgulho fazer parte desta homenagem a Assis de Magalhães. Temos vindo a trabalhar no sentido de dar o nome de figuras marcantes da sociedade portuguesa a espaços no nosso campus.  O reconhecimento do legado de pessoas tão relevantes para o país, para a região Norte, para a economia e para toda a sociedade é algo que esperamos poder inspirar também a nova geração de estudantes que por aqui passam” salientou Isabel Braga da Cruz, presidente da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

Alexandra Magalhães, filha de Assis de Magalhães destacou “o meu pai foi toda a vida um grande trabalhador; o que construiu profissionalmente, fê-lo com uma perseverança e capacidade de trabalho ímpares. Foi um líder nato e assim é reconhecido pelos que o rodeiam, que sempre admiraram a sua capacidade negocial, a sua visão estratégica, e a forma como inspira confiança.” Alexandra Magalhães revelou ainda “admiro muito a sua resiliência e a forma como lida com as contrariedades da vida sem medo”.

A inauguração da Sala Assis de Magalhães realizou-se a 15 de novembro, na Universidade Católica Portuguesa no Porto.

16-11-2022

Diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina participa em debate sobre impacto da tecnologia nos sistemas alimentares sustentáveis

“O impacto da tecnologia nos sistemas alimentares sustentáveis” foi o mote da conversa que juntou Manuela Pintado, investigadora e diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CQBF), Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura e da Alimentação, Duarte Torres, diretor da Licenciatura em Ciências da Nutrição da Universidade do Porto e Tiago Brandão, diretor de I&D e Inovação - Super Bock Group, na Tomorrow Summit, um evento organizado pela Federação Académica do Porto, que se realizou entre 10 e 11 de novembro, no Porto.

O debate, que se realizou no segundo dia do evento, inseriu-se no programa que pretendeu liderar a discussão pelo “amanhã”, colocando a tónica na importância das novas gerações agarrarem o seu futuro e marcarem a agenda inovadora.

A edição deste ano decorreu nos dias 10 e 11 de novembro, sendo a Universidade Católica no Porto parceira do evento pelo quinto ano consecutivo. Na Tomorrow Room, a Católica no Porto esteve presente com um espaço de interação entre a academia, as empresas e os estudantes, contribuindo para a promoção do diálogo e para a partilha de conhecimento.

No ano em que se celebra o Ano Europeu da Juventude, a 5ª edição da Tomorrow Summit, organizada pela Federação Académica do Porto, reuniu, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, oradores de empresas, do Governo e da academia.

16-11-2022

“O Estado-Regulador em Portugal: Evolução e Desempenho”, estudo da FFMS, coordenado por docente da Católica Porto Business School

“O Estado-Regulador em Portugal: Evolução e Desempenho”, o novo estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que analisa a independência das entidades reguladoras em Portugal e o impacto da criação do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, foi coordenado por Ana Lourenço, docente da Católica Porto Business School (CPBS). O estudo, realizado no âmbito do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada (CEGEA), contou ainda com colaboração de um conjunto de docentes da CPBS, nomeadamente: Ricardo Gonçalves e Vasco Rodrigues (autores); Filipa Mota, Mariana Cunha, Rafael Dias e Sandra Coelho (colaboradores).

O estudo analisa o funcionamento, a independência e a politização das entidades reguladoras no desempenho de funções essenciais delegadas pelo Estado, nomeadamente a supervisão de setores económicos como a energia e as comunicações, e a garantia da concorrência.

A aprovação da Lei-Quadro das Entidades Reguladoras, em 2013, conduziu efetivamente a uma maior independência das entidades reguladoras portuguesas? Que balanço se pode fazer da criação do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão?  A sua constituição conduziu a um aumento da rapidez, eficiência e qualidade da justiça? Para responder a estas e outras questões, o estudo avalia a independência de três entidades reguladoras – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), Autoridade da Concorrência (AdC) e Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) –, analisando, de seguida, o sistema de indicadores de desempenho estabelecido por cada entidade.
O aprofundamento do Estado-Regulador em Portugal parece ter sido sobretudo desencadeado por pressões externas, revela o estudo, motivadas pelas reformas do setor público noutros países ocidentais, pelas obrigações decorrentes da adesão às instituições europeias, e pela necessidade de assegurar credibilidade junto de instituições internacionais como a Troica. Embora a Lei-Quadro das Entidades Reguladoras tenha vindo estabelecer regras que contribuem para uma maior independência da regulação, permanecem diversas restrições a esta independência, relacionadas com a governação e o regime financeiro e organizacional das entidades reguladoras. Esta Lei-Quadro introduziu mudanças que, contudo, não foram tão longe quanto seria desejável no que respeita à proteção da independência das entidades, pois mantém na esfera do Governo competências que deveriam caber à Assembleia da República, permite a aplicação de cativações e limita a realização de atividades necessárias ao exercício de competências sancionatórias.

Nas três entidades reguladoras analisadas no estudo, as reconduções e saídas antecipadas, que podem ser indícios de politização, não são frequentes e não há, em regra, uma disparidade entre a nomeação de políticos e de pessoas não filiadas em partidos. A ERSE é aparentemente a mais politizada das três entidades, uma vez que, desde a sua fundação em 1995, metade das pessoas nomeadas para a administração detinham experiência política, maioritariamente em cargos governativos. A Autoridade da Concorrência é a entidade que tem sofrido o maior impacto das cativações, sendo também aquela em que a politização das nomeações menos se nota.

O estudo evidencia que as entidades reguladoras analisadas monitorizam a sua atividade, utilizando uma grande diversidade de indicadores para a medir. Ao longo do tempo tem havido uma tendência para aumentar o número e variedade dos indicadores usados, sobretudo os que se centram nos resultados da atividade das entidades. São exemplos destes indicadores os relativos à qualidade do serviço prestado pelas empresas reguladas e aos preços praticados.

Sobre o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, criado em 2011, o estudo conclui que contribuiu para o aumento da celeridade nos recursos das decisões das entidades reguladoras, mas tal não se refletiu num aumento da celeridade dos tribunais aos quais esses processos foram retirados. Os dados recolhidos apontam igualmente para um aumento da eficácia da justiça, mas não é possível concluir que tenha existido um aumento da eficiência da justiça. Aliás, a criação de um tribunal centralizado nacional contribuiu para uma justiça mais distante dos cidadãos, implicando um acréscimo nos custos globais – e o aumento da desigualdade – de acesso à justiça.

O estudo observa ainda que a criação deste tribunal não contribuiu para o aumento significativo da especialização dos juízes e que a qualidade da justiça poderia ser melhorada caso fossem alteradas algumas regras vigentes no que toca à seleção de juízes, à assessoria por peritos e ao recurso das decisões. Resumindo, a reforma judicial ficou incompleta: as decisões das entidades reguladoras continuam a ser escrutinadas por tribunais não especializados, como os tribunais administrativos, e não há coerência no que respeita aos recursos judiciais, uma vez que várias entidades reguladoras continuam a permitir recursos para o Supremo Tribunal de Justiça onde, ao contrário de outros países, os juízes não contam com um quadro de assessores especializados.

São estas as principais conclusões do estudo “O Estado-Regulador em Portugal: Evolução e Desempenho”, de acordo com o qual, na última década, o Estado-Regulador em Portugal mudou, mas pouco e nem sempre para melhor, sendo difícil atribuir de forma inequívoca essa escassa mudança à Lei-Quadro das Entidades Reguladoras e ao novo tribunal especializado. 

A sessão de apresentação do estudo decorreu no dia 14 de novembro. Poderá ter acesso ao estudo e à respetiva sessão de apresentação aqui.

14-11-2022

Research Grant - Project cLabel+

10-11-2022

Católica no Porto e APCER assinam Protocolo de Cooperação

Em linha com a política de parcerias e de ligação à comunidade e ao tecido empresarial, a Universidade Católica no Porto e a APCER assinaram recentemente um protocolo que integra a APCER no universo de mais de 45 entidades signatárias do INSURE.hub. Uma iniciativa conjunta da Universidade Católica Portuguesa no Porto – através da Escola Superior de Biotecnologia e da Católica Porto Business School -, com a Planetiers New Generation, à qual já se associaram entidades nacionais e internacionais, dos mais diversos setores.

No momento da assinatura, estiveram presentes Isabel Braga da Cruz (Presidente da Universidade Católica no Porto) e José Leitão (CEO da ACPER).

10-11-2022

Vacancy of Laboratory Technician - Project HealthyPETFOOD

10-11-2022

João Paulo Vieira: “A linguagem da Católica deve ser a linguagem do Evangelho"

João Paulo Vieira tem 31 anos e é natural de Coimbra. É estudante da Universidade Católica no Porto desde os seus 18 anos e garante que tem uma “grande paixão por esta instituição”, porque é aqui que se sente “em casa”. Atualmente é estudante do doutoramento em Ciências da Educação e a sua investigação prende-se com a missão da Universidade Católica. Para além de também ser professor de Educação Moral ainda tem tempo para se dedicar à formação cristã de jovens e não dispensa de um bom passeio para ver o mar.

 

É estudante na Universidade Católica no Porto há mais de 10 anos. O que é que o liga a esta instituição?

Há treze anos quando entrei na Católica foi praticamente imediato o sentido de pertença a esta casa. Senti logo que fazia parte de uma pequena família. Não foi nada difícil identificar-me profundamente com a Católica e rapidamente isto passou a ser a minha segunda casa. Aqui todos se conhecem, ou conheciam, pelos nomes e isso faz toda a diferença. Rapidamente surgiu em mim uma paixão muito forte pela instituição e nunca mais quis daqui sair. Comecei com o Mestrado Integrado em Teologia, depois fiz um segundo Mestrado em Educação e com especialização em Educação Moral e Religiosa Católica e agora sou estudante do Doutoramento em Ciências da Educação.

 

Mas antes de estudar Teologia, esteve um ano no curso de Anatomia Patológica.

Sempre tive algum gosto pela área da saúde. Sempre tive interesse em compreender as questões do corpo humano na sua dimensão biológica e anatómica. Claro que este meu interesse surge, essencialmente, da minha condição física e da deficiência com que nasci. A minha primeira candidatura ao ensino superior só tinha cursos ligados à saúde. Ainda nem eu imaginava a possibilidade da Teologia. A Teologia surge quando entro para o seminário. Embora tenha acabado por sair, continuei a estudar Teologia e a perceber o verdadeiro interesse que tinha por esta área.

 

O que é que o fascina na Teologia?

O ser humano é um ser espiritual. Nós temos "anima", alma, aquela dimensão que nos distingue dos outros seres, que nos dá "ânimo", ou seja, vida e uma vida pensada, com "lógica". Só por este ponto, o estudo da Teologia já se justificaria, na medida em que a capacidade que o ser humano tem para a dimensão do transcendente deve ser estudada. Embora no meu caso seja difícil desligar daquilo que também é a minha fé. Dentro da Teologia eu tornei-me mais sistemático. Debruçando-me mais sobre aqueles que são os fundamentos da fé cristã.

 

“A fé em Jesus Cristo é uma fé encarnada nas realidades humanas.”

 

O tema da sua tese de mestrado foi sobre o Papa Emérito Bento XVI. Porquê esta escolha?

Porque Bento XVI foi a inspiração para todo o meu curso. O curso acabou por culminar numa tese sobre ele, mas mais concretamente sobre a questão da razão e da ciência. Até que ponto a verdade e a razão são horizonte da fé? Foi este o caminho que quis explorar e foi com muito agrado que desenvolvi este estudo.

 

De que forma é que o conhecimento alimenta a fé?

Posso responder a essa questão através de São Tomás de Aquino: “creio para compreender e compreendo para crer.” A fé tem de se alimentar da razão, porque nós somos seres racionais. O cristianismo baseia-se numa pessoa que é Jesus Cristo. A fé em Jesus Cristo é uma fé encarnada nas realidades humanas e uma das capacidades que Deus reproduz no ser humano, à sua imagem e semelhança, é a inteligência. Esta não pode ser descartada na dimensão da fé. Não podemos dissociar a nossa capacidade intelectual da nossa capacidade transcendental. É isso, que no meu entender, a Teologia deve também tentar fazer: recusar o cientificismo, que por si é estéril, bem como o "fideísmo cego". A razoabilidade é certamente fecunda e "amiga" da fé.

 

“Sempre desejei colocar a Teologia na agenda e dar-lhe voz e espaço.”

 

Para além de Bento XVI, há mais alguém que o inspire e que seja uma referência para si?

Também me inspira um grande homem e santo a quem devo o meu nome: São João Paulo II. Foi um homem que soube compilar aquilo que era a fé da Igreja para o século XXI e para o mundo de hoje. Inspira-me a leitura que soube ter sobre o mundo e da forma como tão humildemente soube governar a Igreja. Há, também, duas figuras muito marcantes na Igreja em Portugal que são os pastorinhos: Santa Jacinta e São Francisco. Têm algo de absolutamente maravilhoso que nós, infelizmente, ainda subvalorizamos. A forma como expressaram aquilo que viram e aquilo em que acreditavam e a pressão com que viveram. É verdadeiramente extraordinário.

 

A sua ligação forte à Universidade Católica e concretamente à Faculdade de Teologia levaram-no a ser Presidente da Associação de Estudantes de Teologia. O que é que o moveu?

O meu envolvimento com a Católica sempre foi imenso. Sempre desejei colocar a Teologia na agenda e dar-lhe voz e espaço. Foi isso que me moveu a ser Presidente da AE de Teologia e, também, acabei por integrar os órgãos da Federação Académica do Porto. Aquilo que me movia era a vontade de afirmar a Teologia na Academia. Claro que a Teologia existia, mas houve sempre um espaço por preencher durante muitos anos e eu quis voltar a ocupar esse espaço. Sempre senti que a minha missão na Católica devia ir muito para além do curso que frequento. Senti uma missão com a própria. O meu desejo é que a Teologia saia fora de portas e não se baste aqui dentro. Nós, enquanto Católica, defendemos uma marca muito própria e por isso temos de deixar a nossa marca nos diferentes espaços e é importante sairmos para a sociedade.

 

“Quero contribuir para a concretização da missão da Católica.”

 

Atualmente é doutorando em Ciências da Educação e a sua tese é especificamente sobre a Universidade Católica. Em que é que consiste a investigação?

Estou a estudar e a investigar sobre como é que a Universidade Católica no Porto, na sua administração, ensino, investigação e vida estudantil vivifica o seu ethos, a sua cultura, a sua identidade. Estamos a cumprir aquilo que é a nossa missão? Estamos a cumprir a missão que a Igreja nos confia? Uma das coisas mais curiosas é que durante toda a minha pesquisa e durante todos os inquéritos que foram realizados tenho notado que há uma preocupação generalizada com este tema, o que significa que é um tema que importa e que as conclusões podem  vir a ser úteis para pensarmos a identidade da nossa Universidade no futuro. Acredito que deste estudo poderão sair conclusões que serão muito úteis para a prossecução da missão da Católica. Este doutoramento vem, também, continuar a dar voz àquela que é a minha paixão e entrega a esta universidade. Quero contribuir para a concretização da missão da Católica. Acredito que temos de ser capazes de seguir aquilo que o Papa Francisco disse relativamente às universidades católicas. O Católica no nome não é uma mortificação. Muito pelo contrário. Enquanto Universidade Católica temos uma proposta muito diferenciadora para oferecer. A nossa linguagem deve ser diferente da linguagem do mundo de hoje, a linguagem da Católica deve ser a linguagem do Evangelho. A nossa identidade assenta na pessoa de Jesus Cristo e não nos podemos esquecer que o espírito cristão tem de estar sempre imbuído em tudo aquilo que fazemos. 

 

“A humanização do dia-a-dia era muito mais transparente.”

 

É, também, professor de Educação Moral e Religiosa Católica. Qual foi a experiência mais marcante até agora?

Comecei a dar aulas em São. Pedro da Cova e foi muito marcante para mim. Foi fascinante dar aulas naquele contexto, naquele sítio e com a idade que eu tinha na altura, 23 anos. Eu era confundido com os próprios alunos (risos). O que mais me marcou foi a autenticidade. A realidade que aqueles alunos viviam, por muito difícil que fosse, era profundamente genuína. A humanização do dia-a-dia era muito mais transparente. Para o bem e para o mal. Eu, por ter esta deficiência, era muitíssimo protegido pelos alunos. Um certo dia, passa um aluno por mim a correr desenfreadamente e acaba por vir contra mim e por me atirar contra a parede. Mal isto aconteceu, houve um aluno, daqueles mais violentos, que foi logo dar um estalo ao miúdo que tinha vindo contra mim. Eles eram altamente protetores connosco. Isto revela um lado muito humano, mas pouco polido, claro. Provavelmente, chegamos aqui à cidade e o que vemos é apenas um polimento aparente. Dá que pensar.

 

Quais são os seus planos para o futuro?

Não faço ideia (risos), mas chega de estudar (risos). Como é que vou deixar a Católica? Pergunto-me isto muitas vezes. Vou ter de arranjar uma desculpa qualquer para continuar a vir cá com frequência. Mas claro que qualquer doutorado que tenha feito aqui o seu projeto, tem obrigação de continuar a contribuir para a investigação e, por isso, a minha relação com a Católica permanecerá. Não sei como será o futuro, mas quero continuar a ensinar, mas também a abraçar outros desafios profissionais. Há muitas consultoras que já começam a contratar pessoas da minha área para os gabinetes de ética, de saúde ou de coesão social. Também me interessa explorar esta área.

 

O que é que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Gosto muito de trabalhar com jovens e dou formação a jovens do 12º ano na Paróquia de Nossa Senhora da Boavista. Também ajudo na preparação de jovens para o Crisma. Para além disso, pertenço a um grupo de canto litúrgico em Coimbra, gosto muito de cantar. Também gosto muito de ir ao ginásio, até porque preciso e porque me faz bem. Tenho prazer em receber amigos em casa, particularmente em contexto de jantar. Gosto imenso de ver o mar, especialmente nos dias em que ele está mais bravio. Viver aqui no Porto, com o mar tão perto, é um privilégio.

 

 

10-11-2022

Fundação Amélia de Mello, Católica e Principia Editora lançam obra sobre "A História Empresarial e os Seus Protagonistas"

"A História Empresarial e os Seus Protagonistas" é o título da obra mais recente sobre Alfredo da Silva, “recordado pela história da economia portuguesa como o maior industrial que o País conheceu”. Sob coordenação de Sofia Salgado, docente da Católica Porto Business School, e com prefácio de Daniel Bessa, esta obra foi lançada a 8 de novembro pela Católica Porto Business School (CPBS) e pela Fundação Amélia de Mello, na Universidade Católica Portuguesa no Porto.

Alfredo da Silva foi um dos maiores industriais em Portugal, que teve também uma forte intervenção nos domínios da banca, dos seguros e do transporte marítimo. Em setembro de 2020, realizou-se na Universidade Católica Portuguesa no Porto, a conferência inaugural das comemorações dos 150 anos do nascimento de Alfredo da Silva, intitulada «A História Empresarial e os Seus Protagonistas». Foi a primeira de um ciclo de conferências a acontecer até junho de 2021 e que visou o reconhecimento do papel dos empresários, do papel da indústria e do papel da livre iniciativa empresarial.

A obra "A História Empresarial e os Seus Protagonistas" reúne os discursos de boas-vindas e de abertura da conferência, proferidos pela Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, pelo Presidente da Fundação Amélia de Mello, Vasco de Mello e pelo então ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira. Discursos que remetem para o tema do evento, a importância de fazer memória e de valorizar protagonistas. Seguem-se textos de Vasco de Mello sobre “Alfredo da Silva: Uma história de empreendedorismo, resiliência e Determinação”; Geoffrey Jones sobre “Alfredo da Silva and the Purpose of Business”. No capítulo “A história empresarial vivida e a inspiração para o futuro: a voz de três Protagonistas” são integrados os textos de “Bons negócios entre primos e irmãos” de Manuel Carvalho; “A importância das pessoas” de Jorge de Melo; “Os valores que passam entre gerações” de António Rios Amorim; e “A capacidade de reinventar e diferenciar” de Isabel Gonçalves Furtado. Está integrado também o texto “Uma homenagem a Alfredo da Silva” de António Saraiva.

Mais informações disponíveis em:
https://alfredodasilva150anos.pt/



É um desafio transpor para esta publicação toda a riqueza de um evento que incluiu vídeos, discursos, apresentações e debate. Optámos por uma estrutura coincidente com a da conferência ocorrida a 28 de setembro de 2020 e vamos apresentar-lhe o que ouvimos.” As palavras são de Sofia Salgado, docente da Católica Porto Business School.

No segundo capítulo do livro é apresentado o “FAME: 20 anos de Casos de Empreendedorismo em Portugal – Mitos e realidades”. A base de dados do projeto FAME inclui 247 casos estudados pelos alunos na disciplina de História e Iniciativas Empresariais (HIE), entre os anos letivos de 2007/2008 e 2020/2021 (com exceção do ano letivo 2010/2011) da Católica Porto Business School. Destes casos foi possível identificar o NIF de 191 empresas em que é desenvolvida a atividade empreendedora estudada no caso.

A sessão de lançamento e apresentação da obra "A História Empresarial e os Seus Protagonistas", organizada pela Fundação Amélia de Mello, o Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa e a Principia Editora, decorreu no dia 8 de novembro, às 17h00, no Edifício Américo Amorim Universidade Católica no Porto.

09-11-2022

Vacancie for Doctorate Researcher - Alchemy Project [5.18]

09-11-2022

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