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José Azeredo Lopes: “Através da guerra na Ucrânia estamos a testar o nosso modelo de relações internacionais.”

José Azeredo Lopes é docente e investigador da Escola do Porto da Faculdade de Direito. É, também, o coordenador do International Studies Programme (ISP), um mestrado inteiramente lecionado em inglês que reforça o caminho de internacionalização da Católica. Especialista da área Internacional, Azeredo Lopes conta-nos que este seu fascínio vem da consciência de que “o mundo é muito mais do que nós”. Apaixonado por gastronomia, confessa que uma das coisas que mais deseja é terminar o seu livro sobre a História da Gastronomia Europeia.

 

Que memórias guarda da sua infância?

Memórias muito felizes de uma família da classe média a viver no Porto. Ir à escola, ter amigos, fazer algumas patifarias. No fundo, só tenho recordações gratas. Sou, também, daquelas pessoas que conheceram um antes (da democracia) e um depois. Tinha treze anos quando se dá o 25 de abril. Foi uma altura, absolutamente, deslumbrante no Porto.

 

“A Católica representa para a cidade do Porto também uma revolução.”

 

O que destaca desses tempos?

Foi um momento extraordinário de abertura da sociedade, de discussão e liberdade, mas de alguns excessos também. No dia 25 de abril, a primeira grande notícia foi a de que não havia aulas, mas também a ideia de se falar numa revolução pela primeira vez – coisa que, para os mais velhos, parecia um pouco assustadora. Não se fazia ideia do que podia ser uma revolução. Esse período marcou-me muito. Apanho em plena entrada na adolescência um período dos mais entusiasmantes, mas, também, com algumas dimensões sombrias. Isto acaba por culminar no verão quente de 75, em que alguns liceus ficaram a ferro e fogo. Na altura eu estava no Liceu D. Manuel II (Rodrigues de Freitas) e foi aí que fiz algumas das grandes amizades da minha vida, do ponto de vista da solidariedade, mas também onde aprendi os valores da lealdade e do amor ao debate e à troca de ideias. Foram anos determinantes.

 

O curso de Direito da Católica no Porto inaugura em 1978 e fez parte da sua primeira turma. É o primeiro curso de Direito do Norte.

O Porto teve vagamente uma faculdade de Direito a seguir à República, de muito curta vida. O Governo deve ter achado que não éramos gente recomendável, gostávamos demasiado da liberdade. Portanto, a Católica, de facto, representa para a cidade do Porto também uma “revolução” simbólica. Finalmente, existia uma Faculdade de Direito no Porto e saiu-me em sorte fazer parte da sua primeira fornada. Durante décadas, estava cristalizado o dogma de que o Direito era em Lisboa e em Coimbra. A abertura da Católica teve um impacto muito relevante na Cidade que, hoje, se torna difícil de explicar, dada a multiplicação de ofertas, a liberdade de escolha, ou a possibilidade de se estudar no estrangeiro. Hoje, tudo isto é mais relativo (creio que ainda bem), mas na altura foi um acontecimento.

 

“Nunca tive dúvidas de que, para onde quer que eu fosse, o meu regresso era sempre aqui.”

 

O que é que mais o marcou ao longo do curso?

O que me marcou foram os professores. Eu gostava muito da área internacional e desde o início a escolhi. O meu grande destaque vai sempre para os professores. Por exemplo, Direito Administrativo é, para mim, uma área um pouquinho desinteressante. Tive, contudo, a sorte de ter um enorme Professor, Rogério Soares. Nunca me passaria pela cabeça (cada um é como é) investir no Direito da Família. E, no entanto, assistir às aulas do Professor Pereira Coelho era um momento de admiração intelectual muito particular e de respeito por uma capacidade de ensinar que nunca terei. O Direito, de forma especial, é influenciado pelas características do docente e eu tive um naipe de professores muito acima da norma.

 

Qual é a importância da docência na sua vida?

Gosto muito de ser professor e, neste momento, não queria fazer outra coisa. A docência foi sempre, desde que comecei a minha carreira e embora com saídas e regressos, o pilar central da minha profissão. Nunca tive dúvidas de que, para onde quer que eu fosse, o meu regresso era sempre para aqui.  Infelizmente, as pessoas têm dificuldade em compreender isso, porque fomos assistindo a uma degradação do conceito de professor. O professor tem, cada vez mais, um papel importante, até de um ponto de vista concorrencial. Mas, ao mesmo tempo, é comum perceber em alguns interlocutores um olhar que diz “coitado, já só é professor”. Naturalmente, sorrio para dentro.

 

Desde cedo que se apercebeu que aquilo que gostava era da área Internacional. Porquê este gosto?

A minha família é bastante internacional. Além disso, esse apego talvez também venha de em pequeno ter andado na Escola Francesa. Pode parecer que não tem muita influência, mas, na altura, havia uma diferença grande entre a escola privada e a escola pública, do ponto de vista da abertura ao mundo (daquilo que, de forma mais bonita, se pode dizer “mundividência”). Esta diferença atenuou-se muito desde então. No final da quarta classe, acabei por ir para uma escola pública, porque o meu pai achou que eu estava a ficar muito copinho de leite (risos). Lidei com um mundo diferente e estou certo de que foi isso que reforçou muito em mim o acreditar na democracia e na defesa de oportunidades iguais para todos, assim como numa obrigação cidadã e política de solidariedade com os vulneráveis. Na Escola Pêro Vaz de Caminha, ali na Rua do Rosário, era de tal forma gritante a diferença que me vi obrigado a ter o meu protetor, porque era um magricela, que deixava copiar. Também aí, com certeza, aprendi a vantagem da negociação. Com o tempo, com a sorte destas experiências, forjei a convicção forte de que o mundo é muito mais do que nós. Podemos fazer o que quisermos neste Portugal que eu adoro, mas ao mesmo tempo não somos “nada”, porque o que quer que aconteça lá fora vai ter um impacto imediato cá dentro. Infelizmente, basta olhar para o que está a acontecer, atualmente, na Ucrânia, e olhar, depois, para a insegurança que sentimos no dia-a-dia ou para a conta do supermercado.

 

Que lições é que a guerra na Ucrânia já nos deu?

Eu acho que quem tem aprendido mais lições é a Rússia, apenas, infelizmente, não é ainda suficiente. A Rússia cometeu o erro capital de olhar para a Europa como um conjunto de países velhos, um bocadinho gordos e muito burgueses e, sobretudo, incapazes de sacrifícios e de se unirem em torno do que quer que fosse. O elemento decisivo foi a Alemanha. Quando a Alemanha dá o sinal de que vai duplicar o orçamento da defesa e renunciar a prazo ao gás russo (e, no imediato, ao Nordstream 2) dá-se uma revolução mental no continente. A Europa é, de longe, quem mais está a pagar por isto. Tem sido um teste permanente ao projeto comum que temos e que se chama União Europeia. A Rússia fez com que tivéssemos de fazer das tripas coração e obrigou-nos a encontrar aquilo que nos une e a desvalorizar, pelo menos durante algum tempo, aquilo que nos possa dividir. Mas, pelo caminho, temos de acarinhar as democracias e não darmos nada por adquirido. É ver-se a subida eleitoral do extremismo na Suécia, em França ou, mais recentemente, em Itália.

 

Como é que olha para a saída do Reino Unido da União Europeia?

Acho que devemos ao Brexit, de alguma maneira, a existência de uma União Europeia mais robustecida. Gosto muito dos britânicos, admiro-os em não poucas coisas e, claro, não queria que eles saíssem. Porém, de alguma maneira, foi preciso que saíssem para que se percebesse algo de fundamental: quem sai não fica melhor (bem pelo contrário). No fundo, conseguiu demonstrar-se com esta aula prática, como nunca, o conjunto de virtudes da União Europeia: aquilo que até aí não tínhamos sido capazes de fazer. É por isso que mantenho que o Reino Unido antieuropeísta foi talvez uma das maiores prendas políticas (prenda involuntária, claro) que foi dada à União Europeia desde há muitos anos. Apesar de todos os defeitos e discussões, é melhor estar dentro da UE e trabalhar para resolver os nossos diferendos, do que sair, porque o custo é muito maior – e a solidão política manifesta.

 

Como é que a Escola do Porto da Faculdade de Direito tem vivido este momento de guerra com a Ucrânia?

A tradição do Internacional da Escola do Porto é a de olhar sempre para a realidade e acabar com as teorias esotéricas assentes num academismo exagerado, onde se pode fazer a disciplina sem estudar um único caso. Não é só a guerra da Ucrânia, aqui na Católica sempre estivemos atentos a tudo o que estava a acontecer. Mas, evidentemente, este é um caso esmagador, perigoso e destruidor. Através da Ucrânia estamos, afinal, a testar o nosso modelo de relações internacionais.

 

De que forma é que o estudo das Relações Internacionais é essencial?

Quando alguma coisa acontece lá fora repercute-se dez vezes em Portugal, duas ou três em França e uma nos Estados Unidos. Mas dez vezes em Portugal porquê? Porque nós somos um país médio pequeno e, portanto, muito aberto ao mundo. É por isto que é difícil governar em Portugal, estamos sempre a ter de gerir impactos que não dependem de nós. E tendo em conta este contexto, o que é que um exercício de inteligência obriga? A que procuremos conhecer cada vez mais e estudar, também, cada vez mais, e com especial destaque as questões internacionais. Curiosamente, noto que há agora mais estudantes a terem gosto pelo internacional.  Por exemplo, há sete milhões de pessoas em risco de morrerem de fome na Somália. Como é que se pode achar que isto não mexe connosco? Claro que sim, e o estudo que levamos a cabo é para interpretarmos de forma o mais competente possível a realidade internacional, seja patológica, seja como conjunto infindável de oportunidades e desafios. Tem de haver solidariedade, mas inteligente (não confundir com caridade, esse é outro capítulo), e é isso que tentamos transmitir aqui na faculdade.

 

“O International Studies Programme corresponde muito aos objetivos estratégicos da Católica.”

 

Estudar Direito na Católica é diferente porquê?

Acho que, passe a imodéstia evidente, somos mais ágeis do que outros a reagir e a pensar “produtos”. Não falo de uma relação de clientela, até porque não gosto nada dessa ideia, mas refiro-me a apresentarmos produtos de conhecimento. Temos essa capacidade e esse dever, também. Somos uma faculdade que tem o dever de manter uma atitude e prática humanistas e, por isso, mais atenta aos problemas que os nossos estudantes possam ter: quer sejam problemas relacionados com a aprendizagem do Direito, quer sejam de âmbito económico ou, no limite, até privado. Temos conseguido este equilíbrio: entre aquele que é o apoio que queremos dar aos nossos estudantes e aquilo que também tem de partir deles, enquanto adultos responsáveis que são. O equilíbrio é sempre uma marca da Católica. Confesso, pessoalmente, uma pequena obsessão com a melhoria da qualidade, com a diferenciação, dizendo aos estudantes de que sejam exigentes e aplaudam a exigência, que compreendam realidades diferentes, que pensem e desenvolvam e estimulem o pensamento crítico.

 

“Olho para a faculdade como uma casa de saberes.”

 

O International Studies Programme (ISP), um programa de mestrado inteiramente em inglês e do qual é coordenador, faz parte da estratégia da internacionalização da Escola do Porto da Faculdade de Direito?

O International Studies Programme corresponde muito aos objetivos estratégicos da Católica. Independentemente do apreço maior ou menor pela língua portuguesa ou à maior ou menor fluência, temos de ensinar mais conteúdos em inglês – esta é a língua franca do séc. XXI. Só estaremos, verdadeiramente, internacionalizados quando recebermos pessoas de fora e conseguirmos conhecê-los, respeitá-los e compreender as suas idiossincrasias. Com isto não estou a sugerir que percamos a nossa identidade ou que a ela renunciemos, até porque se assim for não seremos mais do que estrangeirados. A nossa identidade, temos de manter e até reforçar, com mais exigência e consolidando a capacidade de atrair pessoas de fora e continuando a construir um corpo docente forte e sólido. No âmbito do ISP, temos o projeto de desenvolver, rapidamente, um programa de estágios específico para que os estudantes tenham oportunidade de contactar com organizações internacionais ou outras entidades que toquem o internacional. Estamos, também, a promover a interdisciplinaridade, orientados por esse clichê tão sábio de que “quem só sabe de Direito, nem de Direito sabe”. Lançamos já, também, os International Studies Programme Dialogues, que só neste semestre trazem à Católica dez oradores dos mais qualificados, com temas e leituras do mundo muito diversos. Queremos dar aos nossos alunos a possibilidade de alargarem horizontes para além da sala de aula (sem nunca desvalorizarmos esta), até porque é desta forma que concebo uma faculdade. A faculdade é uma casa de saberes ou não é faculdade.

 

“Nunca tive falta de esperança em Portugal. Somos um país prestigiado na União Europeia.”

 

No final da sua licenciatura também foi um estudante internacional. Estudou durante um ano em Nice. Foi um ano marcante para si?

Imagine que durante um ano vai para uma cidade fantástica estudar só aquilo de que mais gosta. Foi o que me aconteceu. Não tive de escolher as matérias de que gostava menos. Eu gostava de tudo e por isso foi um ano que me marcou muito. Estava a estudar, de forma intensiva, exigente e exclusiva, Direito Internacional e Direito Europeu. Foi talvez o ano que me caiu mais fundo na minha vida, do ponto de vista da aprendizagem. Aprendi sem parar. Também, tudo isto foi vivido na altura da entrada de Portugal nas Comunidades, hoje União Europeia. Nestes dias, é difícil explicar isto, mas havia um fosso tão, mas tão grande entre Portugal e o resto da Europa. Lutávamos bravamente para nos desenvolvermos e a Europa estava a muitos mais quilómetros de distância do que a distância física. Deparei, por exemplo, com métodos de ensino e com uma abordagem muito diferente daquilo que conhecia.

 

Como é que olha para Portugal?

Somos um grande país, e não padeço de qualquer cegueira nacionalista. É bom não esquecer que estamos nisto há quase novecentos anos. Conseguimos ultrapassar coisas muito duras: o povo português tem uma capacidade de adaptação grande, e uma resiliência (palavra muito na moda) acima da norma. Tem sabido aguentar-se e crescer, tem sabido desenvolver-se e criar oportunidades. Por exemplo, o que estamos a fazer na área do comércio externo é muito importante. São as pessoas, sobretudo. As empresas têm tido a capacidade de se reinventar, de se modernizar e de pensar de forma diferente. Também por isso, nunca tive falta de esperança em Portugal. Somos um país prestigiado na União Europeia, acho aliás que a nossa “dimensão” na Europa e noutras esferas é maior do que o “tamanho” do país.

 

Enquanto investigador, que área do globo destacaria como de grande interesse para analisar?

Eu, hoje, olharia muito para o Indo-Pacífico. Acho que é a área mais excitante, onde muita da nossa história coletiva se vai decidir. O mapa já é agora mais oriental, o futuro vai passar por essa região. É no Indo-Pacífico que as peças se estão todas a colocar, é lá também que, com inteligência, temos de nos “colocar” sem a mania das grandezas. Por outro lado, nunca esqueceria África, do Magrebe à África do Sul. Não esqueçamos: vão ser “em breve” (em menos de um século), o continente mais populoso e, com isso, desafios grandes como a sua grandeza.

 

“A abordagem da gastrodiplomacia mostra-nos como na política externa a gastronomia desempenha um papel de relevo.”

 

O que é que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Gosto muito de ler e, também, gosto muito de cozinhar. Gosto, por outro lado, de estudar a gastronomia como expressão de cultura. Tenho, portanto, o sonho de finalmente terminar o livro sobre História Europeia da Gastronomia em que me lancei. Tenho é receio que se trate de uma espécie de obras de Santa Engrácia.

 

Porquê o gosto pela gastronomia?

Conheço muitas cozinhas, tive essa sorte. Defendo a abordagem da gastronomia como cultura. No mestrado, há uma disciplina que se chama Artes, Direito e Relações Internacionais, e uma das sessões é dedicada à gastrodiplomacia. Aí se demonstra que, na política externa, a gastronomia tem um papel de relevo. Um bom exemplo disto é o couscous royal. É um prato do Magrebe, reivindicado (pelo menos) pela Argélia e por Marrocos. Estes dois países não se apreciam muito, por motivos históricos que aqui não interessa desenvolver. Apesar disto, estes dois países conseguiram chegar a um acordo. Qual foi o acordo? A apresentação de uma candidatura comum do couscous como património imaterial da humanidade. Esta relação entre a gastronomia e as relações internacionais é, lá fora, estudada nas faculdades de direito e de relações internacionais. Gostava muito que, entre nós, mais pessoas se ocupassem disto, até porque competência não nos falta para essa reflexão (é pensar-se, por exemplo, em Bento dos Santos).

 

29-09-2022

Artista brasileira Letícia Ramos inicia residência artística na Escola da Artes

 

“O BLOCO TESTEMUNHO - A memory of the world” é o projeto artístico em que Letícia Ramos, artista brasileira que divide o seu tempo entre Portugal e o Brasil, irá trabalhar durante a sua residência artística na Escola das Artes. Um filme onde uma misteriosa esfera prateada aparece num sítio arqueológico urbano e, simultaneamente, noutras partes do globo. A residência de Letícia Ramos na EA decorrerá entre outubro e dezembro de 2022, viabilizada pelo programa InResidence 2022, da Câmara Municipal do Porto.

Letícia Ramos é uma artista-cientista que pesquisa invenções nos meios fotográficos para representar o mundo. Parte de eventos históricos e de fenómenos naturais para tratar as conexões simbólicas entre política, ciência e imaginação, onde o futuro e o passado se sobrepõem. Na sua rigorosa investigação do meio fotográfico analógico, utiliza a escultura, a maquete e técnicas de efeitos especiais para criar paisagens imaginárias, narrativas e fabulações que se formalizam em fotografias, instalações e filmes.

“A residência possibilitar-me-á experimentar, no processo de realização do meu filme, novas ferramentas de construção da imagem fotográfica provenientes do campo da ciência e da arte, assim como dar continuidade aos estudos sobre o impacto que fenómenos geológicos e climáticos podem ter na imaginação”, salienta a artista.

O filme “O BLOCO TESTEMUNHO - A memory of the world” faz parte da série THE SPHERE - The Mystery Inside an Enigma, que usa a ficção e a ciência para conduzir uma série de experiências fotográficas que simulam a aparição simultânea de um objeto esférico em várias partes do planeta, como resultado do degelo polar. O filme foi desenvolvido a partir de maquetes e cenas reais, com a utilização de uma câmara de 16mm controlada por Arduino – uma plataforma hardware/software que permite o desenvolvimento de sistemas interativos.

As obras de Letícia Ramos já foram exibidas em espaços como Jeu de Paume, Tate Modern, Instituto Moreira Salles, Itaú Cultural, Fundação Iberê Camargo, Museu Coleção Berardo, CAPC Musée d’art Contemporain (Bordeaux), Pivô - SP. Os seus trabalhos fazem parte das coleções como a Fundação Botín, Novo Musee de Mônaco, Itaú Cultural, Instituto Moreira Salles, Museu de Arte Moderna SP - RJ e Pinacoteca do Estado de São Paulo.
 

+info sobre residências artísticas na Escola das Artes

 

28-09-2022

Mais de 500 estudantes do ensino básico e secundário participam na mostra do Dia Internacional do Microrganismo

Mais de 500 estudantes do ensino básico e secundário celebraram o fascinante mundo dos microrganismos com a Escola Superior de Biotecnologia (ESB).  No âmbito do Dia Internacional do Microrganismo, comemorado a 17 de setembro, a Faculdade promoveu a 23 de setembro uma mostra ao ar livre que contou com a presença de vários investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) que, com a sua vasta experiência, prepararam e dinamizaram diversas atividades interativas. O objetivo foi o de dar a conhecer a versatilidade e as aplicações dos microrganismos, nomeadamente: no tratamento de águas, na produção de alimentos, no papel dos microrganismos nos ecossistemas, na segurança alimentar, na produção de compostos de interesse biotecnológico, entre outros.

No total eram 21 stands diferentes, nos quais se realizaram jogos e diversas atividades tais como a observação de microrganismos, demonstrações e instalações artísticas, “Combate o desperdício alimentar”, “Há vida no solo”, “O que não queres no teu prato?”, “Kombucha circular”, entre muitas outras. No fim do dia foram sorteados prémios patrocinados pela Escola Superior de Biotecnologia e pela Federation of European Microbiological Societies.

Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, afirma que “este e outros eventos da ESB resultam de um sentir profundo de que a ciência é fascinante e nos desvenda um mundo infinitamente inteligente”. “Acredito que as largas centenas de estudantes de todas as idades que estiveram connosco neste dia nunca mais irão pensar num microrganismo como simplesmente algo pouco agradável ou engano da Natureza”, conclui.

Os mais de 500 estudantes, que se fizeram acompanhar pelos respetivos professores, eram provenientes de escolas dos distritos do Porto (Porto, Rio Tinto, Valongo e Gaia) e Aveiro (Espinho e São João da Madeira). “Diversão”, “alegria”, “aprendi muito de forma diferente”, “enriquecedor”, “ajudaram-nos a fazer uma decisão futura” e “esperamos voltar”: estas foram algumas das palavras mais ouvidas dos alunos acerca desta experiência.

Joana Barbosa, investigadora e membro da organização do evento, partilha que este evento “foi crucial para, de uma forma lúdica e divertida, mostrar aos mais jovens que, apesar dos microrganismos serem causadores de doenças ou mesmo de deteriorarem e contaminarem alimentos, também desempenham um papel benéfico nas nossas vidas.

Dado o sucesso reconhecido por todos os participantes, a organização do evento espera marcar encontro numa próxima edição. “É de valorizar a importância deste tipo de atividades no crescimento e aprendizagem destes alunos, deixando, quiçá, uma micro-semente para a futura geração de novos investigadores,” conclui Joana Barbosa.

 

Crédito das fotografias: Cláudia Neto.

27-09-2022

Escola do Porto da Faculdade de Direito da Católica junta especialistas para debater temas internacionais

“Avaliar o mundo de hoje, em contacto com o amanhã” é o mote do novo ciclo de conferências “ISP Dialogues” da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, no âmbito do International Studies Programme, um Mestrado em Direito Internacional e Europeu da Faculdade, lecionado totalmente em inglês. Sónia Sénica, Vladimiro Feliz, Francisco Proença Garcia, Marcos Perestrello, Ana Santos Pinto, Sofia Moreira de Sousa, João Pedro Matos Fernandes, Francisca Guedes de Oliveira, Paulo Pinto de Albuquerque e Isabel Capeloa Gil são os palestrantes.

“Os ISP Dialogues são uma oportunidade única de exposição dos nossos estudantes a temas críticos no âmbito do direito e das relações internacionais, de modo a poderem avaliar o mundo de hoje, em contacto com o amanhã,” refere Azeredo Lopes, coordenador do International Studies Programme. “Os nossos convidados têm relevância nacional e internacional e as temáticas estão em linha, desde logo com algumas das questões mais difíceis da atualidade e, depois, com os objetivos fundamentais do International Studies Programmme”, salienta Azeredo Lopes. Maria Isabel Tavares, docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito, reitera que “é uma iniciativa dirigida essencialmente aos estudantes da Universidade Católica no Porto, mas que está aberta a toda a comunidade”.

O primeiro ISP Dialogue decorre já dia 29 de setembro, às 14h30 no Auditório Comendador Arménio Miranda (Edifício de Biotecnologia, Universidade Católica Portuguesa, no Porto), sob o tema “Perspetivas sobre a relação entre a Rússia e a Europa após a invasão da Ucrânia,” com Sónia Sénica, professora e investigadora de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa.

As sessões decorrem até ao mês de dezembro, versando os seguintes temas: “O Futuro das Cidades e as Cidades Futuras: Mobilidade, Mudanças Climáticas e Bem-estar Comum,” com Vladimiro Feliz, diretor do CEiiA (13 de outubro); “Geopolítica, Poderes Autoritários e Ameaças à Democracia Liberal”, por Francisco Proença Garcia, do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (19 de outubro); “Parlamentos e Política de Defesa Nacional: O caso português” com Marcos Perestrello, Deputado e Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República (26 de outubro); “Os conflitos do Médio Oriente e a União Europeia: O caso Português”, por Ana Santos Pinto, Professora de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa (9 de novembro); “A União Europeia como ator global”, com Sofia Moreira de Sousa, Embaixadora e Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal (16 de novembro); “Alterações Climáticas: Os desafios de hoje e do futuro”, por João Pedro Matos Fernandes, Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (23 de novembro); “Capitalismo, Democracia Liberal e Pobreza: Porque é que o fosso entre pobres e ricos está a aumentar?”, com Francisca Guedes de Oliveira, membro do Conselho de Administração da AICEP e professora da Católica Porto Business School (30 de novembro); “O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos como promotor de responsabilidade e de políticas de direitos humanos”, com Paulo Pinto Albuquerque, professor Catedrático da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e antigo Juiz do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (7 de dezembro). A Conferência de Encerramento será proferida por Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, sob o tema “A incapacidade de esquecer. Nostalgia e a Reconciliação das Práticas Internacionais” (12 de dezembro).

Com este primeiro conjunto de oradores convidados, de diferentes origens pessoais e profissionais, realiza-se o objetivo de fomentar o pensamento crítico, e de apresentar contextos interdisciplinares e uma abordagem abrangente e humanista do Direito Internacional e Europeu e das relações internacionais aos estudantes do Mestrado em Direito Internacional e Europeu e, neste, aos do International Studies Programme. Os ISP Dialogues são abertos ao público e não requerem inscrição prévia.

27-09-2022

Francisca Ferreira receives award in Poland

22-09-2022

João Pinto: “A Universidade tem um papel fundamental para ajudar outras entidades a fazer um caminho de sustentabilidade.”

João Pinto é natural de Amarante e é vice-presidente da Universidade Católica Portuguesa no Porto e docente da Católica Porto Business School. Especialmente dedicado à área das finanças, divide a sua vida profissional entre a docência, a investigação e a gestão. Nesta entrevista, falamos de algumas memórias de infância, dos desafios profissionais, do INSURE.Hub e do caminho de sustentabilidade que a Católica tem vindo a trilhar. Esperança nas novas gerações? “Tenho muita!”.

 

A sua carreira profissional desdobra-se em três dimensões diferentes: a de professor, a de investigador e a de gestor.    

Sou docente e essa é a atividade que espero ser uma constante em todo o meu percurso. Adoro dar aulas! Depois tenho a parte da investigação, que é muito interessante, porque nos permite aceder a e produzir conhecimento. A investigação alimenta também aquilo que é a atividade do docente. Para além disto, sempre desenvolvi atividades de gestão que enriquecem muito o meu papel enquanto professor e investigador. A experiência que trazemos da prática empresarial é essencial e diferenciadora. Por exemplo, eu leciono uma disciplina de avaliação de empresas e projetos em que o facto de já ter avaliado na prática várias empresas e projetos de investimento me permite ter outra capacidade de transmitir conhecimento aos meus alunos. Falar de financiamento de empresas quando já estivemos em empresas a fechar contratos de financiamento, sejam de pequena dimensão, sejam mais estruturados, com bancos permite-nos proporcionar aos nossos estudantes uma experiência de aprendizagem muito mais enriquecedora. Estas diferentes dimensões da minha prática profissional alimentam-se umas às outras.

 

Dedica-se de forma especial à área das finanças. O que explica o seu fascínio por esta área?

Dentro das Finanças destaco duas áreas que me entusiasmam muito. Por um lado, a área da gestão financeira, que tem a ver com as decisões efetivas e reais do dia-a-dia das empresas, ou seja, tem total aplicabilidade na gestão de qualquer organização. A outra área é a dos mercados financeiros, área que investigo e leciono, e que tem a ver com as operações de financiamento mais estruturadas desenvolvidas por bancos de investimento. Se a primeira área me fascina pelo impacto real e prático no nosso quotidiano, a segunda fascina-me pela sua complexidade e dificuldade.
 

Quais são os maiores desafios de se ser professor?

O maior desafio é conseguirmos cativar a plateia que está à nossa frente. Cativar os alunos, envolvê-los nas matérias, mostrar-lhes que o seu contributo é importante. Ser professor faz-me estar constantemente à procura de novas formas de chamar a atenção dos meus alunos e de os trazer à participação e principalmente conseguir simplificar aquilo que, à partida, é difícil e complexo. Outro desafio importante é ter a capacidade de adaptação, sabermos adaptar o nosso discurso a diferentes públicos é fundamental.

 

“É central para a nós a preocupação com o outro, o respeito, o diálogo com a sociedade, a responsabilidade social, a sustentabilidade.”

 

O que é que aprende mais com os seus alunos?

Os Professores não sabem tudo, nem pouco mais ou menos. Até diria que muitas vezes o nosso papel é introduzir os temas, suscitando curiosidade e vontade aos alunos para saberem mais. Essa é a nossa função. Abrir caminho aos alunos para que eles se desenvolvam e cresçam. Sou muitas vezes confrontado com temas que não conheço e, por isso, sou muito desafiado pelos meus estudantes. Há uns tempos estava numa sessão do MBA e há um participante que me fez uma pergunta sobre um tema que eu não sabia o suficiente para responder. Podia ter dado a volta à questão, contudo estaria a ser desonesto. Quando não se sabe, vai-se à procura, estuda-se e depois pode-se voltar a discutir o assunto. Isto acontece com frequência e não há problema nisso. É um desafio constante sermos confrontados com novidades e dúvidas para as quais ainda não temos resposta.

 

“Queremos ser um agente ativo na educação para a sustentabilidade e alterações climáticas.”

 

O que é que o move enquanto docente e vice-presidente da Católica no Porto?

Enquanto vice-presidente há um grande sentido de missão. É assim que encaro esta função, na certeza de que o meu objetivo é contribuir para uma melhor organização e para uma gestão cada vez mais profissional. Na Católica temos colaboradores com muita qualidade técnica e é preciso potenciar isso. Também sou professor e investigador movido pela missão de criar e transmitir conhecimento de qualidade para que os meus estudantes possam fazer a diferença e possam tomar decisões que impactem positivamente a sociedade e o mundo.

 

O que é que distingue a Universidade Católica?

A Universidade Católica tem uma série de princípios que são diferentes de outras universidades. Estes princípios ajudam-nos claramente a captar estudantes que trazem uma expectativa de uma formação integral. Na Católica formamos os estudantes de um ponto de vista alargado: profissional e pessoalmente. É nossa preocupação formar os nossos estudantes não apenas de um ponto de vista técnico, mas com um cuidado especial para uma formação para a atitude. É central para nós a preocupação com o outro, o respeito, a entrega aos outros, o diálogo com a sociedade, a responsabilidade social, o voluntariado, a preocupação com o ambiente e a sustentabilidade. A nossa missão vai muito para além dos planos curriculares e daquilo que os nossos alunos podem fazer profissionalmente com eles. Queremos mais dos nossos estudantes e é, por isso, que promovemos uma série de iniciativas diferenciadores e inovadoras.

 

“É fundamental empenharmos as nossas capacidades para ajudar outras entidades a conseguirem fazer um caminho de sustentabilidade.”

 

O INSUREHub é um exemplo dessas iniciativas que, neste caso, reforça o compromisso da Católica com a sustentabilidade e com a responsabilidade social. Em que é que consiste?

É uma iniciativa que junta a Católica Porto Business School, a Escola Superior de Biotecnologia e a Planetiers News Generation. É um projeto totalmente inovador que nos permite trabalhar a sustentabilidade, a inovação e a regeneração e que junta vários parceiros numa lógica de network internacional, permitindo oferecer serviços de consultoria e de promoção e transferência de conhecimento. O objetivo é criar um ecossistema internacional de conhecimento que promova soluções de negócio de âmbito circular, sustentável e regenerativo.

 

Qual o balanço que fazem neste quase um ano de atividade?

Atualmente, temos mais de 40 entidades associadas. Estamos a fazer vários estudos em parceria com entidades internacionais desta área e estamos, também, já a trabalhar com alguns dos nossos parceiros e a desenvolver trabalhos de consultoria. Lançámos uma pós-graduação na área da sustentabilidade e regeneração, um pilar importante para o INSURE. Trata-se de uma formação completamente nova e inovadora. Não nos limitámos a pegar num curso de Gestão e a transformá-lo em algo de sustentabilidade, colocando a palavra à frente dos módulos já existentes. Foi construída de raiz e tem muitos inputs da área da biotecnologia. Não deixa de ter os tradicionais temas da gestão como a liderança e a estratégia, mas foca-se muito nos temas da inovação e do empreendedorismo e, a partir daí, nos modelos de negócios sustentáveis e regenerativos. Para além disto, também estamos a trabalhar com a Faculdade de Educação e Psicologia no sentido de se construírem elementos capazes de promover a literacia em sustentabilidade. Queremos ser um agente ativo na educação para a sustentabilidade e alterações climáticas. As frentes de ação do INSURE.Hub são muitas e ainda estamos no fim do primeiro ano da sua existência, mas o balanço é claramente muito positivo.

 

“É cada vez mais comum vermos nos nossos estudantes alguns hábitos como o uso de transportes públicos, a partilha de boleias, o cuidado com a alimentação e com o desperdício.”

 

De que forma é que a Católica pode reforçar ainda mais a sua ação no campo da sustentabilidade?

Nós temos um lastro significativo de atividades nestas áreas. É nossa preocupação incorporarmos dentro da nossa oferta formativa esses temas, mas temos, também, a Católica para a Sustentabilidade (CASUS) e a Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) no Porto. Para além disto, é fundamental empenharmos as nossas capacidades para ajudar outras entidades a conseguirem fazer um caminho de sustentabilidade e regeneração e de transformação dos seus negócios. O caminho de sustentabilidade da Católica não se faz unicamente cá dentro, mas também abrimos as portas para ajudar outros neste processo. O nosso know-how é colocado ao serviço dos nossos parceiros.

 

Considera que a sustentabilidade é uma preocupação dos mais novos? Tem esperança nas novas gerações?

Tenho muita esperança. Em julho, organizei uma Summer School em Sustainable Business em parceria com a Universidade de Viena. Estiveram cá 20 estudantes portugueses e 20 austríacos, durante três semanas, para uma formação intensiva em sustentabilidade. Todos tinham uma preocupação imensa com este tema. As novas gerações estão realmente importadas e envolvidas. Tenho muita esperança nesta nova geração, sei que são inovadores, que têm ideias e que estão, acima de tudo, despertos para tudo o que está a acontecer. É cada vez mais comum vermos nos nossos estudantes alguns hábitos como o uso de transportes públicos, a partilha de boleias, o cuidado com a alimentação e com o desperdício.  

 

Existe algum livro sobre sustentabilidade que recomende?

Becky O’Connor, 2022,“The ESG Investing Handbook – insights and developments in environmental, social & governance investment”, Harriman House.

 

O que é que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Gosto de fazer desporto, faço vários desportos. Normalmente digo que são os meus medicamentos para o stress e para a pressão. Mas, claro, que primeiro está a família. Gosto de passear e viajar com a família.

 

Quais são as suas principais memórias de infância?

Sou de Amarante e tenho memórias de muito pequeno em Vila Caiz, a freguesia onde moravam os meus avós paternos. Muitas das minhas lembranças são a fazer a viagem entre o centro de Amarante e esta localidade de automotora. Recordo-me que, muitas vezes, de repente não sabiam de mim na pré-primária, porque eu estava no meio dos campos com o meu avô, que era agricultor. Já na primária era o meu avô materno que me ia levar e buscar à escola e que depois me deixava nos treinos de futebol. O gosto pelo desporto e pela natureza começou aí.

 

Em criança, o que é que queria ser quando fosse grande?

A minha mãe conta que nos primeiros dias da minha escola primária a professora perguntou o que é que queríamos ser quando fôssemos grandes. Os meus colegas disseram profissões como jogador de futebol, bombeiro e entre outras e quando chegou a minha vez eu respondi que queria ser reformado como o meu avô, pois recebia o seu salário e não fazia nada. Já com 6 ou 7 anos, eu revelava alguma veia para os números: estava a maximizar o valor com o mínimo de esforço (risos).

 

 

22-09-2022

Francisca Guedes de Oliveira indicada para administradora do Banco de Portugal

Francisca Guedes de Oliveira, docente da Católica Porto Business School (CPBS), foi indicada para administradora do Banco de Portugal (BdP).

No recente comunicado do Ministério das Finanças para a administração do Banco de Portugal foram indicados como vice-governadores Clara Patrícia Costa Raposo, atual presidente do ISEG Lisbon School of Economics e Luís Máximo dos Santos, propondo-se a sua recondução no cargo.

Como administradores foram indicados Francisca Guedes de Oliveira, professora na Católica Porto Business School; Helena Maria de Almeida Martins Adegas, atual diretora do Departamento de Mercados do Banco de Portugal; e Rui Miguel Correia Pinto, atual administrador da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários cujo mandato termina este ano.

Uma vez designados para as respetivas funções, juntar-se-ão ao governador Mário Centeno, e administrador Hélder Rosalino.

Francisca Guedes de Oliveira é Vogal do Conselho de Administração da AICEP desde janeiro de 2021. É também Professora Associada na Católica Porto Business School (CPBS) da Universidade Católica Portuguesa no Porto, onde leciona Macroeconomia e Geopolítica e onde, entre outras, já lecionou Matemática, Econometria e Estatística. Entre 2021 e 2022 foi vice-comissária da participação Portuguesa na Expo 2020 Dubai. Doutorada em Economia, tem interesses de investigação em Economia Política e Economia Pública com comunicações em diversas conferências internacionais. Até setembro de 2013 foi diretora do mestrado em business economics e de 2013 a 2020 assumiu a função de diretora adjunta para os programas de mestrado e de gestão do corpo docente da CPBS. É, desde 2015 membro do conselho científico e estratégico do Instituto de Políticas Públicas. Fez parte, entre 2015 e 2020, do conselho de administração da EDPR e entre 2017 e 2020 foi membro da comissão de auditoria e de partes relacionadas desta mesma instituição. Em 2020 foi presidente do conselho fiscal do Unilabs Portugal. Em 2015, fez parte do grupo de trabalho que preparou o contexto Macroeconómico para o Partido Socialista e em 2019 coordenou o grupo de trabalho que desenvolveu o estudo sobre os Benefícios Fiscais em Portugal.

Recorde a entrevista de Francisca Guedes de Oliveira, publicada em abril de 2022.  

21-09-2022

Panorama #22 apresenta exposições, sessões de cinema e concertos

Durante os dias 16 e 17 de setembro, as alunas e os alunos da Escola das Artes tiveram a oportunidade de apresentar seus projetos artísticos à comunidade em mais uma edição do Panorama #22

Na abertura do evento, Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, ressaltou que o Panorama #22 não celebra unicamente o percurso que os finalistas fizeram na Escola das Artes, mas projeta-os no futuro. "O que une todas e todos é a forma como cada um dos projectos finais expressam a diversidade, a liberdade e a permanente experimentação artísticas, que são valores axiais do projeto pedagógico e cultural da EA.", destacou.

Ao todo, foram exibidos 19 filmes, entre animações, documentários, documentários experimentais e ficções. O piso -1 da garagem reuniu 28 projetos expositivos desenvolvidos em licenciaturas e mestrados. O Panorama #22 também contou com três concertos e dois DJ set.

Durante o evento, foi lançado o Anuário 21/22, publicação que celebra as alunas e os alunos finalistas e seus projetos artísticos. +info
 

 

 

Fotografias de Rita Queiroz

21-09-2022

Câmara Municipal de Matosinhos integra INSURE hub, uma iniciativa da Católica

A Câmara Municipal de Matosinhos é o membro mais recente do INSURE.hub - Innovation in Sustainability and Regeneration Hub, uma iniciativa da Universidade Católica Portuguesa no Porto e da Planetiers New Generation, que visa o desenvolvimento de atividades conjuntas para a promoção do conhecimento, da inovação e do empreendedorismo sustentável. A assinatura do memorando de entendimento decorreu no dia 15 de setembro.

Quase um ano depois de ter sido criado, o INSURE.hub conta com cerca de 40 entidades que acreditam na iniciativa que se traduz num espaço de inovação e gestão, numa perspetiva circular,” explica Isabel Braga da Cruz, presidente da Universidade Católica no Porto.

Através da assinatura deste memorando, as instituições envolvidas comprometem-se a trabalhar em conjunto nas temáticas da sustentabilidade e regeneração, contribuindo cada uma e com os restantes parceiros do INSURE.Hub.

Lançado em outubro de 2021, num evento público, o INSURE.hub está já a cumprir o seu grande objetivo: criar um ecossistema vibrante, nacional e internacional, de conhecimento transdisciplinar de âmbito circular, sustentável e regenerativo. São já mais de 40 as entidades que se associaram a esta iniciativa que resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation, em conjunto com organizações nacionais e internacionais que se constituem como líderes de pensamento e agentes de transformação para a Sustentabilidade e a Regeneração.

 

As entidades parceiras:

   

 

 

 

21-09-2022

Universidade Católica no Porto adere ao Pacto do Porto para o Clima

Promovido pela Câmara Municipal do Porto (CMP), o Pacto do Porto para o Clima, concebido com a finalidade de defender o sistema climático global, conta com a Universidade Católica Portuguesa no Porto como subscritora.

Este pacto procura promover a importância da ação coletiva em torno da estabilidade do sistema climático global que se encontra em risco devido à elevada concentração de Gases com Efeito de Estufa (GEE) na atmosfera. Urge um alívio destas emissões para evitar consequências imprevisíveis ao nível dos sistemas natural, económico e social.

O município considera que o caminho rumo à neutralidade carbónica no Porto “é exigente e convoca uma ação coletiva para benefícios coletivos” e que “só poderá ser atingida com ações concretas levadas a cabo por todos os atores.”

A adesão da Católica no Porto a este pacto reflete o compromisso assumido com a promoção do desenvolvimento sustentável e com a proteção da Casa Comum. Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, afirma que a “sustentabilidade está no centro dos objetivos estratégicos da Católica” e que é com “convicção e empenho que a universidade adere a este pacto pelo clima, na certeza de que será uma peça importante neste caminho de sustentabilidade na Cidade do Porto. Estamos fortemente comprometidos com os propósitos do Pacto do Porto para o Clima. Queremos aportar valor científico e de gestão aos nossos parceiros, à nossa cidade.

Através da associação a este pacto, a Católica assume a responsabilidade de estabelecer e partilhar metas e ações concretas; envolver redes de atores no processo de redução de emissões de GEE do Porto; colaborar com o governo local e nacional para definir um contexto favorável para a descarbonização; monitorizar e comunicar o programa e os impactos das medidas implementadas na redução das emissões de GEE; divulgar o progresso conseguido no cumprimento das metas e ações desenvolvidas.

A cerimónia de adesão oficial ao Pacto do Porto para o Clima decorreu a 16 de setembro, na Casa do Roseiral, nos jardins do Palácio de Cristal. O evento contou com a presença de Rui Moreira, presidente da CMP, de Duarte Cordeiro, ministro do Ambiente e da Ação Climática, e de muitas empresas e instituições da região que aderiram ao pacto. A Católica no Porto, enquanto subscritora, esteve representada por João Pinto, vice-presidente da instituição.

21-09-2022

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