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Novidades

Curta com mistura de som de professor da EA está entre os finalistas dos Óscares

A curta de animação "O Homem do Lixo", de Laura Gonçalves, está entre os 15 finalistas que vão concorrer às cinco nomeações da categoria Melhor Curta de Animação nos Óscares de Hollywood.

A curta tem mistura de som do professor da EA José Vasco Carvalho. O filme foi produzido pelo BAP - Animation Studio, produtora que tem entre os fundadores vários alumni da EA.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os finalistas em 10 categorias nesta semana.

"O Homem do Lixo" recebeu dois prémios em Zagreb e esteve presente no Festival de Annecy (um dos maiores festivais de cinema de animação do mundo).

23-12-2022

Católica disponibiliza Cadeiras ODS sobre Ação Climática e Vida Marinha

Atendendo ao êxito e à procura registada pelas Cadeiras ODS – Os grandes desafios da Humanidade, a Universidade Católica Portuguesa dá continuidade à iniciativa, disponibilizando 3 cadeiras dedicadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável #13 – Ação Climática, #14 – Proteger a Vida Marinha e #16 Peace, Justice and Strong Institutions. Quando tanto está em jogo para o futuro da Humanidade, com esta oferta a UCP pretende ajudar a sensibilizar os seus estudantes e futuros líderes para os desafios que se enfrentam.

As cadeiras opcionais destinam-se a qualquer estudante de licenciatura da Universidade, já estando a decorrer cadeira dedicada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável #16, lecionada em inglês (Peace, Justice and Strong Institutions) e no segundo semestre do ano letivo 2022/2023 a UCP disponibiliza duas outras disciplinas que abordam o ODS 13 – Ação Climática e o ODS 14 – Proteger a Vida Marinha.

A Cadeira ODS 13 – Ação Climática será lecionada online, em língua portuguesa, por cinco professores de diferentes faculdades da Universidade Católica, entre 14 de fevereiro e 28 de março. Confere 3 ECTS num total de 18 horas divididas por 6 sessões.

Já a Cadeira ODS 14 – Proteger a Vida Marinha será lecionada em inglês e terá um total de 10 sessões entre 15 de março e 31 de maio, conferindo 5 ECTS.

As Cadeiras ODS – Os grandes desafios da Humanidade pretendem introduzir no curriculum académico dos estudantes de 1.º ciclo disciplinas dedicadas especificamente ao estudo e compreensão de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Desde o ano letivo de 2021/2022, têm vindo a cobrir o ODS 13 – Ação Climática e o ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes, passando a incluir agora o ODS 14 – Proteger a Vida Marinha.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas é constituída por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que visam a criação de um modelo global para erradicar a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas. 

Para a consciencialização de todos para estes desafios comuns e globais, Universidade Católica Portuguesa lançou a iniciativa “Cadeiras ODS”, em 2022, no âmbito do seu Plano de Desenvolvimento Estratégico.

Veja os vídeos das duas cadeiras ODS disponíveis no 2.º semestre do ano letivo 2022/23:

22-12-2022

Comunicado sobre Incidente de Cibersegurança | 21 de dezembro de 2022

A UCP informa que na sequência do incidente de cibersegurança de origem criminosa, cujos efeitos se fizeram sentir no seu campus Porto no passado dia 30 de novembro, foi detetado o comprometimento de alguns dos seus sistemas de informação, tendo sido possível repor gradualmente a disponibilidade dos mesmos, em sequência de um conjunto de medidas prontamente adotadas.

Lamentavelmente e no decurso da investigação, verificou-se que houve acessos ilegítimos e posterior divulgação de dados pessoais de um conjunto ainda não totalmente identificado de pessoas, nomeadamente membros da nossa comunidade académica e clientes da UCP Porto, relativamente às seguintes categorias de dados: nomes, emails pessoais, telemóveis, moradas, números de identificação pessoal, passaportes, entre outros. A informação exposta dos diferentes titulares de dados pode variar.

A UCP está a acompanhar a evolução dos acontecimentos em articulação com as autoridades competentes e continua a tomar todas as medidas adequadas para minimizar o impacto deste ato criminoso.

A divulgação de dados pessoais através de meios públicos pode aumentar o risco do seu uso ilegítimo, nomeadamente para obter outros dados que possam ser usados para comprometer sistemas informáticos com fins fraudulentos. Recomenda-se que tenha uma atenção redobrada com comunicações não solicitadas em que lhe sejam pedidas informações pessoais, passwords ou dados de confirmação e que não clique em ligações ou descarregue anexos provenientes de endereços de e-mail suspeitos.

A Universidade Católica Portuguesa repudia este ato criminoso e lamenta todos os constrangimentos causados à sua comunidade.

Para qualquer esclarecimento adicional sobre este assunto, poderá contactar-nos através do email compliance.rgpd@ucp.pt (Encarregado de Proteção de Dados).

 

Reitoria | Universidade Católica Portuguesa


QUESTÕES FREQUENTES:

 

1. O que aconteceu com mais detalhe?

Os sistemas internos de cibersegurança da Universidade Católica Portuguesa (UCP), no Porto, detetaram o acesso não autorizado a alguns sistemas informáticos, que resultou na disrupção dos mesmos. A UCP mobilizou de imediato uma equipa de especialistas que acionou um conjunto de medidas de contenção e de reposição dos sistemas afetados.

Infelizmente, temos agora evidência de que um número limitado e ainda não totalmente identificado de dados de alguns dos seus alunos, docentes, colaboradores e clientes foram comprometidos. Os dados afetados podem incluir nomes, emails pessoais, telemóveis, moradas, números de identificação pessoal, passaportes, entre outros. A informação exposta relativamente aos diferentes titulares de dados pode variar.

A segurança da nossa comunidade é uma prioridade. Continuaremos a tomar todas as medidas necessárias para minimizar o impacto deste ataque criminoso.

 

2. Que medidas foram tomadas pela Universidade?

A Universidade Católica Portuguesa está a acompanhar a evolução dos acontecimentos em articulação com as autoridades competentes e tomou de imediato todas as medidas necessárias de forma a mitigar a situação.

A UCP implementou um plano de evolução de segurança com os seguintes objetivos:

  • Incremento da resiliência dos sistemas de informação internos a novos ciberataques;
  • Aumento da capacidade de deteção e resposta a incidentes de segurança;
  • A otimização da segurança global da Instituição através da implementação de soluções de segurança e a reestruturação global da arquitetura de segurança interna.

 

3. Os hackers conseguiram aceder aos dados pessoais dos membros da comunidade?

Alguns dados foram acedidos ilegitimamente pelos hackers e podem incluir as seguintes categorias: nomes, emails pessoais, telemóveis, moradas, números de identificação pessoal, passaportes, entre outros. A informação exposta relativamente aos diferentes titulares de dados pode variar.

Neste momento a investigação ainda decorre e não é possível identificar a totalidade dos titulares cujos dados foram acedidos/divulgados, pelo que se recomenda que sejam seguidas todas as medidas de proteção e segurança previstas em 6.

 

4. Onde foram divulgados alguns dos dados pessoais comprometidos neste incidente?

Os dados foram divulgados na dark web. A comunidade cibercriminosa utiliza a dark web para divulgar e comercializar informações roubadas no decorrer de ciberataques. A dark web descreve uma parte da internet que não pode ser acedida através de motores de busca como o Google ou através de navegadores web comummente utilizados.

 

5. Qual o risco que resulta da exposição de dados pessoais na dark web?

A divulgação de dados pessoais através de meios públicos pode aumentar o risco do seu uso ilegítimo, nomeadamente para serem utilizados em ações fraudulentas, roubo de identidade ou para obter outros dados que possam ser usados para comprometer sistemas informáticos.

 

6. O que devo fazer para me proteger?

De forma a incrementar a sua segurança pessoal a nível digital, aconselhamos as seguintes medidas de proteção:

  • Instalar soluções ativas de segurança como um antivírus local;
  • Não confiar em contactos suspeitos via correio eletrónico, chamadas telefónicas ou redes sociais;
  • Garantir sempre uma cópia de segurança atualizada;
  • Alterar as credenciais (passwords) de forma regular.

 

7. Que medidas organizacionais e técnicas tinham sido utilizadas para proteger a Universidade destas intrusões?

A segurança dos membros da nossa comunidade é uma prioridade para a UCP. Assim, ao longo dos últimos anos, temos vindo a reforçar diversas medidas de proteção com o objetivo de incrementar a resiliência, capacidade de deteção e resposta, e segurança digital da Universidade, especificamente nas seguintes vertentes:

  • Segurança de perímetro
  • Análise e filtragem de conteúdos
  • Controlo de Acessos
  • Acessos Remotos
  • Monitorização e Alarmística
  • Políticas de segurança internas

 

21-12-2022

Alunos de escolas do Norte distinguidos em concurso de sensibilização para a importância da água

O que podemos fazer para combater a escassez da água? Foi este o mote para os alunos do ensino secundário, de 80 municípios da região Norte, darem asas à sua imaginação e criarem vídeos quem visem sensibilizar para a importância da água nas nossas vidas. O concurso “Não fiques à seca!” foi promovido pela Universidade Católica no Porto, em parceria com a Águas do Norte, S.A., a Águas do Douro e Paiva e a SIMDOURO – Saneamento do Grande Porto e distinguiu os melhores vídeos feitos em equipa e a título individual.

O concurso “Não fiques à seca!”, esteve em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - Água Potável e Saneamento (ODS6) e Ação Climática (ODS13), e foi pensado para dar a oportunidade a todos os estudantes do ensino secundário, do 10º, 11º e 12º ano e de qualquer área científica, de, através da sua criatividade e competências de comunicação, proceder à realização de um vídeo com uma duração máxima de 3 minutos, através do qual possam transmitir uma mensagem clara, baseada em informação credível e rigorosa, mas ao mesmo tempo criativa e assertiva, cumprindo o objetivo de sensibilizar para a importância e preservação da água.

O concurso contou com a participação de mais de 60 vídeos, tendo o respetivo júri selecionado os melhores nas categorias de vídeo de equipa e a título individual. Desta forma, na categoria de equipa, o 1º prémio foi atribuído aos estudantes da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Real; o 2º prémio aos estudantes da Escola Secundária de Monserrate, em Viana do Castelo; e o 3º prémio à Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, em Vila Nova de Famalicão. Já na categoria individual, o 1º prémio foi atribuído a um aluno da Escola Básica e Secundária Arqueólogo Mário Cardoso, em Guimarães; o 2º lugar a uma aluna da Escola Secundária Eça de Queirós, da Póvoa de Varzim; e em 3º lugar a uma aluna da Escola Secundária de Lousada.

O principal objetivo desta iniciativa foi não só o de alertar os cidadãos de todas as idades, apelando à mudança de comportamentos e hábitos de consumo, como também fomentar uma maior consciência cívica sobre a importância da eficiência hídrica. O concurso foi promovido pela Universidade Católica no Porto, em parceria com as empresas Águas do Norte, Águas do Douro e Paiva e SIMDOURO – Saneamento do Grande Porto.

A cerimónia pública de entrega dos prémios e apresentação dos trabalhos decorrerá no início de 2023, em data a anunciar. Mais informações sobre o concurso disponíveis em Concurso: Não fiques à seca | Universidade Católica Portuguesa no Porto (ucp.pt)

21-12-2022

Vacancy of Applied Research Assistant - Project INCREASE

19-12-2022

Aluno do Mestrado de Finanças da CPBS distinguido na conferência INSURE.hub

João Almeida, aluno do Mestrado em Finanças, recebeu o prémio para melhor paper apresentado na conferência INSURE.hub (Innovation in Sustainability and Regeneration Hub), realizada a 17 de novembro, na Universidade Católica Portuguesa, Porto.

O INSURE.Hub (Innovation in Sustainability and Regeneration Hub) surge de uma parceria estratégica entre a Universidade Católica Portuguesa, através das suas escolas Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia, e a Planetiers New Generation. A conferência, para além de um hub potenciador de mudança, apelou, também, à investigação e produção original de estudos sobre temas específicos, premiando os melhores trabalhos nas várias temáticas.

Assim, o paper de João Almeida - “Green Bonds: An Empirical Analysis of Spread and Choice Determinants​" - escrito, em colaboração, com o professor João Pinto e com o professor Paulo Alves, foi premiado nesta conferência.

Com o objetivo de dar algum contexto, o paper começa por abordar, superficialmente, a questão das alterações climáticas, para depois realçar a importância e a relação do sistema financeiro com esta problemática. Surge, desta forma, o termo Green Finance, um tópico ainda muito recente, explorando-se aquilo que engloba e as suas potenciais definições, nomeadamente um instrumento específico, as Green Bonds.

Em termos de contribuições para a literatura, o artigo compara o spread entre Green Bonds e Corporate Bonds convencionais, reflete se o preço de ambos é influenciado de forma semelhante por diversos fatores de "pricing", e finalmente os determinantes da escolha das empresas entre Green Bonds e Corporate bonds convencionais.

Salientamos que a conferência incluiu membros do corpo docente da Universidade Católica Portuguesa, líderes de pensamento, investigadores e "practitioners" internacionais, empresários, organizações públicas e privadas, nomeadamente João Vieira (General Director of Operations Technology na MDS), Benedita Chaves (Head of Research, Development and Innovation Unit na LIPOR), Paul Hodges (Chairman New Normal Consulting & Infinity Recycling The World Economic Forum Global Expert), Ana Salomé Martins (Executive Board Member na Symington Family Estates), Peter Hanenberg (Vice-rector da UCP) e Luís Rochartre (Senior Advisor na Planetiers New Generation). O objetivo passou por promover soluções de negócio de âmbito circular, sustentável e regenerativo.

É, ainda, importante realçar que no âmbito do INSURE.hub, surge a iniciativa, por parte da Católica Porto Business School, de lançar um novo bloco de cursos de formação executiva, com o nome “Negócios Sustentáveis e Regenerativo”, emergindo uma Pós-Graduação de “Innovation for Sustainable & Regenerative Business”, que promete ilustrar como as empresas podem prosperar e crescer enquanto resolvem alguns dos maiores desafios do mundo e como nós, enquanto indivíduos, podemos fazer a diferença. Os diretores deste novo curso são António Vasconcelos, João Pinto e Manuela Pintado.

19-12-2022

ISP Dialogues trouxe leituras “diferentes, plurais e tolerantes” do mundo

Ao longo do Semestre de Outono, de salas cheias, os International Studies Programme - ISP Dialogues preencheram a agenda de todos os que quiseram fazer parte deste novo ciclo de conferências. 

No total, foram dez as conferências que perfizeram os ISP Dialogues, passando por temas do âmbito do Direito Internacional e Europeu e Relações Internacionais. Temas “transdisciplinares, com olhares diferentes”, explica Azeredo Lopes – Coordenador do International Studies Programme, um mestrado lecionado totalmente em inglês.

“Não se pretendeu (…) que aqui houvesse uma repetição da sala de aula. De forma diferente, sem com ele concorrerem, os ISP Dialogues completam o ensino, muito qualificado, que já propomos aos estudantes, com leituras do mundo diferentes, plurais e tolerantes. Reforçam o pensamento crítico, a capacidade analítica e uma visão global do direito internacional e europeu, num contexto de relações internacionais - em crise permanente”, completou.

Numa iniciativa que acompanhou a componente letiva do International Studies Programme e abriu as suas portas ao público, o Semestre de Outono contou com uma dezena de convidados:

  • Sónia Sénica, Universidade Autónoma de Lisboa
  • Vladimiro Feliz, CEiiA
  • Francisco Proença Garcia, Instituto de Estudos Políticos (UCP)
  • Marcos Perestrello, Comissão de Defesa Nacional – Parlamento português
  • Ana Santos Pinto, Universidade Nova de Lisboa
  • Sofia Moreira de Sousa, Comissão Europeia
  • João Pedro Matos Fernandes, Universidade do Porto
  • Francisca Guedes de Oliveira, AICEP Portugal Global
  • Paulo Pinto de Albuquerque, Faculdade de Direito (UCP)
  • Isabel Capeloa Gil (UCP)

"AVALIAR O MUNDO DE HOJE, EM CONTACTO COM O AMANHÃ"

Este foi o mote do primeiro semestre dos ISP Dialogues, com uma sequência de temas em que se abordou a guerra na Ucrânia, o futuro das cidades, a geopolítica e as ameaças à democracia liberal, os Parlamentos e a Política de Defesa Nacional, o Médio Oriente, a União Europeia como ator global, as alterações climáticas, o capitalismo, a democracia liberal e a pobreza, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos como promotor de responsabilidade e dos direitos humanos e a capacidade de esquecer nas práticas internacionais de reconciliação.

Para Azeredo Lopes, a participação e adesão dos alunos é um dos pontos a destacar: “A adesão a este modelo conforta em muito aquela ideia de que ou desenvolvemos a capacidade de ouvir outros saberes ou saberemos cada vez menos daquilo que achamos já saber”.

Em breve, chega o ISP Dialogues - Semestre de Primavera

O próximo ciclo de conferências aproxima-se e há já detalhes a revelar. “Teremos palestrantes com muita experiência internacional ou em carreiras internacionais. Continuaremos a apostar em saberes diferentes, da economia à psicologia, passando pela diplomacia ou pela cultura. Queremos por outro lado que, até politicamente, estes sejam saberes plurais.”, revela Azeredo Lopes.

“Quando apostamos em ouvir (só) quem pensa como nós, quem não nos confronte com outras ideias, abordagens ou projetos, empobrecemos e, justamente, matamos o diálogo. Ora, se o International Studies Programme foi concebido por forma a que o debate de ideias acompanhe a lecionação, os ISP Dialogues teriam, naturalmente, de refletir esta ambição.”

Brevemente, será revelado o programa completo do Semestre de Primavera dos ISP Dialogues.

 

 

ISP Dialogues - Autumn Semester 2022/23
 

15-12-2022

“O Direito à Alimentação é um direito fundamental.”

No artigo 25.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos está consagrado o direito à alimentação. Alexandra Bento, docente convidada da Escola Superior de Biotecnologia (ESB), explica que o Direito à Alimentação é “um direito fundamental, pois sem alimentos para provir os necessários nutrientes, os indivíduos não podem ter vida.”

Comemorado a 10 de dezembro, data em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948, o Dia Internacional dos Direitos Humanos visa promover a defesa dos Direito Humanos por todo o mundo. A Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica no Porto, associa-se a este tema com uma questão que impera: Portugal cumpre o Direito à Alimentação?

Segundo Alexandra Bento, “a Constituição da República Portuguesa não faz referência explícita ao direito à alimentação nas suas disposições substantivas, no entanto está subjacente a outros, como o direito à vida e o direito à saúde”. A docente alerta, também, para o facto de em Portugal ainda se constarem “situações nas quais não há garantia de um acesso regular a uma alimentação suficiente, adequada e culturalmente aceitável, para uma vida sã e ativa. Este facto não nos deve deixar indiferentes.”

Mas, afinal, o que é o direito à alimentação? “Não é meramente o direito a não ter fome. É, na verdade, o direito de ter acesso regular, permanente e sem restrições, seja diretamente ou por meio de aquisições financeiras, quantitativa e qualitativamente suficiente de alimentos e correspondendo às tradições culturais do povo a que o indivíduo pertence, e que garantem uma vida física e mental, individual e coletiva, digna.”

E como se pode garantir o Direito à Alimentação, plasmado no artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos Humanos? “Devem ser garantidos os princípios da disponibilidade, acessibilidade, sustentabilidade e não discriminação. Sobre o princípio da disponibilidade, os indivíduos devem ter garantido o direito a que os alimentos estejam disponíveis em quantidade e qualidade suficientes para satisfazer as necessidades alimentares, livres de substâncias nocivas e aceitáveis dentro de uma determinada cultura. O princípio da acessibilidade preconiza que o alimento deva ser física e economicamente acessível de maneira que não interfira com o gozo de outros direitos humanos. A sustentabilidade é um princípio fundamental, pois o alimento deve ser seguro e acessível, não só para as gerações presentes como para as gerações vindouras. Por fim, mas igualmente importante, é o princípio da não discriminação, que convenciona que qualquer discriminação no acesso aos alimentos, bem como aos meios e direitos para sua obtenção, por motivos de raça, sexo, cor, idade, língua, religião, opinião política ou outra, de origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou outra condição constitui uma violação do direito à alimentação.”

Alexandra Bento explica que um sistema de proteção alimentar funcional requer não apenas a ratificação dos principais instrumentos internacionais relevantes, mas, também, a sua proteção a nível constitucional e legal, bem como a adoção de medidas e políticas que tornem esse direito efetivo por parte de cada um dos cidadãos portugueses. A docente acrescenta, também, que os autores dos estudos nacionais de insegurança alimentar referem que “as disparidades regionais encontradas nos dados recolhidos sugerem a necessidade de implementar estratégias a nível regional, envolvendo os diferentes sectores com capacidade interventiva.”

O Direito à Alimentação é um desafio, porque se trata de “um desígnio que exige a contribuição de todos os setores da sociedade nacional. Individual ou coletivamente, todos devemos contribuir para garantir o direito básico à alimentação adequada a toda a população portuguesa.”

Alexandra Bento defende que este direito deve ser integrado na Constituição da República Portuguesa: “O Estado tem o dever de garantir o direito humano a uma alimentação adequada delineando políticas que o assegurem. Espera-se que, num momento em que se prevê uma nova revisão constitucional, quem nos representa na Assembleia da República saiba colocar a alimentação de uma forma explicita nos direitos fundamentais de todos os portugueses.”

15-12-2022

A Psicologia e os Direitos Humanos: ensino, investigação e intervenção

“Como as guerras se iniciam nas mentes dos homens, é nas mentes dos homens que as defesas da paz devem ser construídas”: assim está escrito no preâmbulo da Constituição da UNESCO e é, também, alicerçada nesta verdade que a Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), da Universidade Católica no Porto, procura colocar a Psicologia ao serviço dos Direitos Humanos no ensino, na investigação e na intervenção.

Celebrado a 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direito Humanos visa a promoção da defesa dos Direitos Humanos e convida a sociedade a refletir sobre a sua importância e sobre as diversas formas de atuação para a sua defesa e garantia. Mariana Barbosa, docente da Faculdade de Educação e Psicologia, afirma que “a Psicologia, como ciência da mente, tem um papel essencial na prevenção dos conflitos e na promoção dos direitos humanos.”

A Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos, iniciativa conjunta da FEP com a Faculdade de Direito – Escola do Porto e com a Área Transversal de Economia Social, existente desde 2017, e o Mestrado em Psicologia, através de uma unidade curricular inteiramente dedicada à interseção da Psicologia com os Direitos Humanos, são exemplos de como ao nível do ensino a faculdade se tem dedicado ao aprofundamento da temática e à partilha de conhecimento.  

Ao nível da investigação, são exemplos de contributos nesta área a avaliação de impacto do programa de acolhimento da Plataforma de Apoio a Refugiados ou a investigação em torno de áreas como a radicalização, a justiça restaurativa e os processos de reconciliação pós-conflito.

As ações de intervenção, tão essenciais para a promoção da defesa e garantia dos Direitos Humanos, são também uma prioridade para a faculdade, que tem vindo a diversificar as áreas de atuação, contribuindo para uma mais ampla cobertura dos problemas societais: o projeto europeu Safe Zone, que a FEP coordenou a nível nacional, dirigiu-se à capacitação de treinadores e educadores desportivos na prevenção da radicalização e extremismo violento entre os jovens e o Heroic Imagination Project (HIP), um projeto fundado por Philip Zimbardo, professor emérito da Stanford University, e coordenado a nível nacional pela docente Mariana Barbosa, procura prevenir o comportamento bystander e promover comportamentos prossociais em crianças e jovens. Sobre o HIP, a docente da FEP e coordenadora do projeto explica que “parte da premissa de que se conhecermos e estivermos atentos a estas forças situacionais e aos processos psicológicos que nos podem levar ao mal (da desumanização, ao conformismo, à difusão de responsabilidade ou ao efeito bystander), podemos resistir-lhes, dominá-los e contrariá-los: através do ‘treino da imaginação heroica’.”

Ensinar, investigar e intervir são os três verbos que orientam a missão da Faculdade de Educação e Psicologia para a promoção, defesa e garantia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, estabelecida a 10 de dezembro de 1948, pela Organização das Nações Unidas.

15-12-2022

Startup de investigadores da Católica recebe 1º prémio em competição europeia na área da saúde

A Thertac, uma startup da qual fazem parte Carla Pais-Vieira, investigadora do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS), do Instituto de Ciências da Saúde no Porto, e André Perrotta, investigador do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes, da Escola das Artes, recebeu o primeiro prémio do EIT Jumpstarter, uma competição, financiada pela União Europeia, para startups na área da saúde. A última etapa do concurso decorreu, em Cracóvia, a 29 de novembro.

No concurso, que colocou em competição centenas de startups, a Thertac apresentou o plano de negócios para uma empresa na área dos serviços de saúde em reabilitação. A proposta vem no seguimento de uma patente recentemente publicada pelo mesmo grupo que visa implementar novas formas de reabilitação neurológica que sejam mais acessíveis aos consumidores.

Além dos investigadores da Universidade Católica no Porto, a equipa é constituída por Luís Stateri, consultor em gestão e marketing de saúde, Demétrio Matos, do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, e Miguel Pais-Vieira, da Universidade de Aveiro.

A startup tem origem no projeto Thertact-Exo, financiado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa - Prémio Melo e Castro, que visou testar um método de reabilitação que combina o uso de um exoesqueleto, realidade virtual e feedback thermotátil. O projeto combinou avanços na área da robótica, tecnologia das artes, neurociências, psicologia, análise proteica, e reabilitação num único protocolo de reabilitação. A importância do estudo residiu no facto de o exosqueleto ser controlado diretamente pela atividade cerebral do utilizador: ao pensar em caminhar, os comandos cerebrais, registados através de eletroencefalografia, são descodificados em tempo real, servindo como instrução para que o exosqueleto inicie a marcha.

Assista à cerimónia de apresentação e entrega de prémios
15-12-2022

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