A Universidade Católica Portuguesa no Porto acolheu, a 3 de fevereiro, a sessão de arranque da 3ª edição do “Elevate Leadership”, uma iniciativa do Rotary Portugal - Distrito 1970, que conta com participantes dos mais variados backgrounds. Na edição de 2024, vão estar envolvidos docentes da Universidade Católica.
Na sessão de abertura Isabel Braga da Cruz, pró-reitora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, enalteceu a iniciativa e reiterou a importância da Universidade “se associar a um projeto que tem como grande objetivo capacitar a sociedade, permitindo aos mais jovens desenvolver competências transversais de liderança.” Estiveram presentes Duarte Besteiro, governador do Rotary Distrito 1970, e Sérgio Almeida, fundador da Academia Paul Harris, que realçou “o alinhamento entre os valores de Rotary e da Universidade Católica Portuguesa, assentes na ética e no propósito”. Durante a sessão foram lidas as mensagens do Presidente da Plataforma de Apoio aos Refugiados em Portugal e do Presidente da República, dedicadas aos novos participantes do Elevate Leadership.
A Universidade Católica Portuguesa no Porto homenageou 51 docentes que registam mais de 25 anos ao serviço da Universidade. Nas palavras de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, pretendeu-se “homenagear aqueles cujo saber, compromisso, paixão, ética e dedicação moldaram, não apenas o conhecimento transmitido em sala de aula, mas também o futuro de muitas vidas de alunos que passaram pela Católica no Porto.”
A cerimónia de entrega de medalhas, que decorreu a 30 janeiro no Auditório Carvalho Guerra, celebrou os docentes de diferentes faculdades da Católica no Porto (Faculdade de Teologia, Faculdade de Direito – Escola do Porto, Escola Superior de Biotecnologia, Católica Porto Business School e Escola das Artes) não apenas pelo mérito académico, mas, essencialmente, pela “contribuição vital para a formação de gerações de líderes, com pensamento crítico e futuros agentes de mudança.”
Isabel Braga da Cruz afirma que “é imperativo expressar o agradecimento que sentimos pelos docentes que têm ensinado e inspirado todos aqueles que passaram pela UCP e pelas várias faculdades do CRP. Cada um contribuiu de forma única para o desenvolvimento académico e humano dos nossos estudantes, guiando-os no seu percurso de aprendizagem com excelência e muito entusiasmo!”
A pró-reitoria destaca também “cada aula, cada orientação, cada projeto de investigação”, enquanto “pedras fundamentais na construção do legado da Universidade Católica Portuguesa e do Centro Regional do Porto.”
A Universidade Católica Portuguesa instituiu, na última cerimónia de arranque do ano letivo, um momento de homenagem aos docentes de carreira que completam 25 e 40 anos de serviço à Universidade, reconhecimento que passará a ser feito anualmente na referida cerimónia.
Durante este momento de encontro, o Presidente dirigiu-se aos estudantes, escutou-os, e fez uma visita guiada ao Palácio, destacando as obras de Paula Rego na capela.
Os estudantes, de várias nacionalidades, tiveram também a oportunidade de reunir com a Reitora da UCP, Isabel Capeloa Gil. Nesse encontro, os alunos puderam agradecer à Universidade a oportunidade de estudar e partilhar as suas aspirações, bem como as dificuldades que por vezes enfrentam.
Para Artem Suprinovych, refugiado ucraniano, esta “foi uma daquelas oportunidades únicas de conhecer pessoalmente pessoas incríveis e de grande influência, de ouvir os seus conselhos e de descobrir sítios fantásticos.” Descrevendo como uma “experiência única” e de “grande valor”, o estudante de Microbiologia na UCP sublinha a “organização perfeita e o programa diversificado e impressionante”, deste encontro dinamizado pela Iniciativa de Apoio a Estudantes Refugiados da UCP.
Os estudantes participaram também na Conferência “Origins and content of the Document on Human Fraternity for World Peace and Living Together”, por Peter Stilwell, diretor do Departamento para o Diálogo Ecuménico e Inter-religioso do Patriarcado de Lisboa. Uma sessão em que foram apresentados os antecedentes e o conteúdo do Documento sobre a Fraternidade Humana, documento que comprova que as religiões podem coexistir a partir do denominador comum de humanidade.
Já no dia 3 de fevereiro, o 2.º dia deste encontro, os estudantes foram acompanhados por Inês Guerra e Inês Espada Vieira, Coordenadora da Iniciativa de Apoio a Estudantes Refugiados da UCP, no workshop “Somos livros humanos: narrativa e indentidade(s)", por Carlos Barros, na Brotéria. O encontro terminou com uma visita guiada ao Teatro Nacional de São Carlos.
A Universidade Católica Portuguesa abre candidaturas ao programa de atribuição de bolsas para refugiados pelo terceiro ano consecutivo. Até 29 de fevereiro, estudantes em situação de emergência humanitária, com documento que comprove a situação, podem candidatar-se a este programa.
Ao abrigo do programa, serão abertas 14 vagas para cursos de licenciatura e de mestrado em Lisboa, Porto, Braga e Viseu, com isenção de propinas.
Uma das beneficiárias desta iniciativa é Elizabeth Anuoluwapo Odutolu, estudante do Instituto de Gestão e das Organizações da Saúde, na Católica, em Viseu. Acredita que “o ensino universitário desempenha um papel crucial na aquisição de conhecimento e no desenvolvimento de competências dos indivíduos” ao proporcionar “uma plataforma para o crescimento intelectual, o pensamento crítico e a aquisição de conhecimento especializado numa determinada área de estudo”.
Sobre a importância deste programa, a estudante de Gestão acrescenta que “a Universidade Católica desempenha um papel vital na construção do futuro dos seus alunos, alimentando a sua curiosidade intelectual e preparando-os para contribuírem para a sociedade”.
Para efetuar a candidatura a este programa, os candidatos deverão seguir os seguintes passos:
Os resultados das candidaturas serão divulgados no dia 11 de abril.
Este programa surge no âmbito do esforço nacional de acolhimento e integração dos refugiados e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas. "A Iniciativa de Apoio a Estudantes Refugiados foi reconhecida como uma Boa Prática pelo Global Compact on Refugees.
Candidate-se ao seu futuro na Católica!
Open applications for Católica's refugee scholarship programme
Applications to the refugee scholarship programme at Universidade Católica Portuguesa are open until February 29, 2024. This programme is intended for students in a humanitarian emergency, with documentation proving the situation.
Under the programme, 14 vacancies will be open for bachelor's and master's degree programmes in Lisboa, Porto, Braga and Viseu, with exemption of tuition fees.
One of the beneficiaries of this initiative is Elizabeth Anuoluwapo Odutolu, a student at the Institute of Management and Health Organisations at Católica Viseu. She believes that "university education plays a crucial role in shaping individuals' knowledge, skills, and personal development by providing "a platform for intellectual growth, critical thinking, and the acquisition of specialized knowledge in a particular field of study".
On the importance of this programme, the management student adds that "Universidade Católica plays a vital role in shaping the future of its students, nurturing their intellectual curiosity, and preparing them to contribute to society".
To apply for this programme, applicants should follow the following steps:
The results of the applications will be announced on April 11.
This programme is part of the national effort to welcome and integrate refugees and of the 17 Sustainable Development Goals (SDGs) proposed by the United Nations. The Refugee Student Support Initiative has been recognised as a Good Practice by the Global Compact on Refugees.
As Bibliotecas da Universidade Católica organizam um ciclo formativo, constituído por quatro iniciativas, onde serão abordados diversos tópicos relacionados com o desenvolvimento de trabalhos de síntese de evidência na área das Ciências da Saúde, entre os quais a metodologia do Joanna Briggs Institute, as guidelines e ferramentas PRISMA, a pesquisa sistemática em bases de dados, a gestão das fontes de informação e a publicação.
Este ciclo formativo será aberto a todos os interessados, não existindo inscrições prévias ou limite de participantes, bastando aceder através dos links de cada sessão.
Sínteses de evidência: noções introdutórias | 14 de fevereiro, 15h00-16h30
Metodologia Joanna Briggs Institute;
PRISMA 2020 e outras ferramentas e guidelines;
Registo do protocolo: Prospero e Open Science FrameworK;
E se cultivasse leguminosas em casa e com isso ajudasse a alcançar sistemas alimentares mais sustentáveis? E se as leguminosas selvagens ajudassem a melhorar o impacto das utilizações do solo? São provocações do projeto legumES, um projeto de investigação e inovação coordenado cientificamente por Pietro Iannetta, do James Hutton Institute, através da sua nomeação conjunta como Professor Assistente da Universidade Católica Portuguesa e "Invited Senior Scientist" no Grupo de Investigação PlanTech do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), da Escola Superior de Biotecnologia, da UCP - Porto.
Pietro Ianneta explica que “o projeto não desafia apenas a forma como as leguminosas são cultivadas, mas, também, a forma como monitorizamos e respondemos aos impactos da gestão (comportamento humano) no ecossistema e nos sistemas alimentares em geral, uma vez que estes precisam de funcionar melhor do que funcionam atualmente, dadas as pressões das alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a erosão da cultura da boa alimentação.”
O projeto, que acaba de iniciar o seu percurso de investigação e inovação, tem como grande objetivo validar os benefícios das leguminosas para o ecossistema, isto é, dar resposta à necessidade urgente de validar e quantificar os "benefícios dos serviços ecossistémicos" oferecidos pelas leguminosas.
Com a duração de quatro anos, recebeu um financiamento de 6,2 milhões de euros pela Comissão Europeia e pelos governos da Suíça e do Reino Unido. É levado a cabo por um consórcio multidisciplinar de 22 parceiros, de 12 países da UE, mais a Suíça e o Reino Unido. A parceria engloba organizações de investigação e tecnologia, micro, pequenas e médias empresas, grandes empresas e organizações não governamentais, e este complemento reflete o desafio multidimensional que se coloca.
Os "benefícios dos serviços ecossistémicos" das leguminosas
O que são os “benefícios dos serviços ecossistémicos”? Trata-se das funções baseadas nos ecossistemas que, direta ou indiretamente, ajudam a garantir o bem-estar dos organismos e, por conseguinte, do ambiente de que dependem. Estes serviços ou benefícios costumam ser classificados em quatro grandes tipos – abastecimento, regulação, cultura e apoio. Os benefícios incluem disposições críticas como a alimentação, a água potável, o bom estado dos solos e o bom funcionamento dos habitats naturais que sustentam a biodiversidade. Como tal, a quantificação e validação destes benefícios é extremamente importante devido à ameaça existencial colocada pelas alterações climáticas e pela degradação ambiental. Neste contexto de "proteção da vida", as leguminosas são um grupo de plantas extremamente importante em ambientes naturais e cultivados, mas continuam a ser subutilizadas em toda a Europa.
Para tentar ajudar a potenciar uma gestão mais eficaz das leguminosas silvestres e a utilização das leguminosas cultivadas, o projeto legumES adopta abordagens de "investigação cooperativa" e de "co-criação de conhecimentos" - envolvendo agricultores, redes de explorações agrícolas e gestores de terras que se ocupam das leguminosas em ambientes agrícolas e naturais. Esta parceria cooperativa ajudará a garantir a identificação, elaboração e adoção das melhores práticas de conservação e cultivo de leguminosas.
Além disso, esta abordagem procura, também, desenvolver e integrar a utilização de novas abordagens e ferramentas para quantificar os benefícios das leguminosas para o ecossistema. Uma vez que tais metodologias e ferramentas são também de interesse para os gestores de terras e agricultores; embora também apelem a todos os intervenientes da cadeia de valor que procuram evidenciar o seu papel na garantia de ecossistemas mais sustentáveis e resilientes.
Nível muito baixo de cultivo e consumo de leguminosas na Europa
Pietro Iannetta, coordenador do projeto, sublinhou que "em toda a Europa, vivemos uma situação em que temos de regressar aos níveis históricos de cultivo de leguminosas se quisermos avançar e enfrentar os grandes desafios que a civilização enfrenta".
Em muitas culturas alimentares em todo o mundo, as leguminosas cultivadas e silvestres têm historicamente fornecido alimentos ricos em nutrientes como uma importante fonte de sustento para os seres humanos e animais e contribuem, também, para garantir o bem-estar contínuo da terra em que crescem. No entanto, o nível de cultivo e consumo de leguminosas na Europa continua muito abaixo dos limiares mínimos necessários para otimizar a produção sustentável e para ajudar a cumprir as orientações dietéticas recomendadas.
Embora a produção e o consumo de alimentos à base de grãos de leguminosas possam estar a aumentar lentamente, é muito menos provável que esses alimentos sejam derivados de leguminosas cultivadas dentro ou perto das regiões onde são consumidas. A elevada dependência de grãos de leguminosas importados significa que os benefícios multiambientais e socioeconómicos das leguminosas são perdidos.
Marta Vasconcelos, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina e com um currículo vasto no campo das leguminosas, acrescentou que "o apoio a uma agricultura mais sustentável está a mudar para um modelo de 'dinheiro público para bens públicos', o que significa que se procuram benefícios para a função do ecossistema”. “A dimensão exata dos potenciais benefícios oferecidos pelas leguminosas continua por validar e quantificar em termos sociais, ambientais e económicos. Não se trata de uma tarefa simples, uma vez que os benefícios são acumulados e equilibrados em escalas que vão desde o campo e a exploração agrícola até aos níveis regional e nacional, e assim internacionalmente. O projeto legumES analisa as opções de baixo para cima e de cima para baixo, desde os agricultores e as redes de explorações agrícolas até à governação empresarial e às políticas governamentais, respetivamente”, acrescenta.
Um encontro com mais de 60 pessoas de 12 países
Mais de 60 pessoas de 12 países, estiveram reunidas na Universidade Católica Portuguesa no Porto para discutir o legumES e planear a melhor forma de testar como as leguminosas cultivadas em casa podem ajudar a alcançar sistemas alimentares mais sustentáveis e como as leguminosas selvagens podem ajudar a melhorar o impacto das utilizações do solo. Para além do planeamento administrativo para o projeto de 4 anos, foram realizados workshops para determinar quais os serviços ecossistémicos mais importantes a focar.
Pietro Iannetta explica que “a sustentabilidade se transformou na linguagem do marketing moderno e não é de admirar que o mesmo aconteça com os géneros alimentares à base de plantas e, geralmente, de leguminosas. No entanto, é importante que tenhamos as ferramentas, os métodos e as pessoas para valorizar essas afirmações. O legumES ajudará a construir as comunidades necessárias e equipará essas comunidades para validar e equilibrar os vários benefícios oferecidos numa "abordagem de saúde única" - ou seja, optimizada para si e para o planeta.”
Jane Rutledge, pró-reitora e diretora da Escola de Pós-Graduação da Universidade de Maryland Baltimore County (UMBC), esteve de visita à Universidade Católica Portuguesa (UCP), no Porto, no dia 19 de janeiro, onde incluiu uma passagem pela Faculdade de Educação e Psicologia (FEP).
SegundoPatrícia Oliveira-Silva, membro da direção da FEP para a Investigação, Transferência de Conhecimento e Internacionalização, “a visita de Jane Rutledge marca um passo significativo no reforço dos laços académicos e de investigação entre a FEP e a UMBC”.
A visita teve o objetivo de explorar opções de mobilidade para os estudantes da UMBC, estando perfeitamente alinhada com o compromisso da FEP em oferecer oportunidades abrangentes e globais para estudantes internacionais que desejem frequentar programas de formação na faculdade.
Patrícia Oliveira-Silva fala sobre a importância desta visita: “o encontro presencial com os nossos parceiros internacionais tem um poder inegável. Encaro cada encontro com os nossos parceiros como uma oportunidade preciosa para estabelecer colaborações mais fortes. Quando pensamos em internacionalização, pensa-se frequentemente na definição de uma estratégia ou de um conjunto de objetivos. Nós preferimos pensar numa viagem que ajuda a cultivar e a aprofundar a relação com os nossos parceiros internacionais”.
Mentalidade aberta e adaptável para abraçar com entusiamo culturas diversas
Um dos principais objetivos do Plano de Desenvolvimento Estratégico da FEP para a Internacionalização consiste na criação de uma mentalidade aberta e adaptável entre a comunidade para acolher e abraçar com entusiasmo culturas diversas.
“O acolhimento dos nossos parceiros no nosso Campus favorece, em grande medida, a promoção desta mentalidade, uma vez que contribui para a construção de uma relação de confiança e de respeito mútuo, essenciais para a manutenção de parcerias internacionais de longo prazo”, refere a docente da FEP.
“O nosso compromisso com a internacionalização é um compromisso com o futuro - um futuro onde a educação não tem fronteiras”, remata.
O Human Neurobehavioral Laboratory(HNL) organizou a 1ª edição das “Olimpíadas da Sustentabilidade”, uma competição amigável, direcionada a estudantes da Universidade Católica Portuguesa (UCP), no Porto.
Desenvolvida com o objetivo de promover a educação e a consciência ambiental dos estudantes da UCP, a iniciativa teve lugar, no dia 5 de dezembro de 2023, como parte do ambicioso projeto Bioshoes4All - Innovation and empowerment of the footwear industry for a sustainable bioeconomy, do qual o HNL faz parte, e que pretende promover a transição da indústria do calçado para a bioeconomia e a economia circular.
No âmbito das “Olimpíadas da Sustentabilidade”, o HNL lançou o convite a todos os estudantes da UCP para participarem numa competição amigável, em formato “Pub Quiz”.
Foram selecionados 20 alunos para participarem na competição. Cada estudante integrou uma equipa que tinha como desafio demonstrar os seus conhecimentos em matéria de sustentabilidade para a indústria do calçado.
A equipa vencedora foi a BioPower, composta por estudantes da Escola Superior de Biotecnologia, que acertou em 27 das 29 perguntas do “Pub Quiz”.
Patrícia Oliveira-Silva, diretora do HNL e membro da Direção da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), explica que "para incentivar os nossos estudantes a envolverem-se com a temática da sustentabilidade, necessitamos de aprender com as suas ideias frescas e inovadoras. Este é o cerne da compreensão do comportamento humano. É aí que as neurociências e a consciência ambiental se encontram”.
Educar e inspirar para a sustentabilidade
As “Olimpíadas da Sustentabilidade” pretenderam não só educar os estudantes para a temática, mas também inspirá-los. O evento foi pensado para ser, em simultâneo, uma competição e uma plataforma de aprendizagem, permitindo aos alunos trocar ideias e expandir os seus pontos de vista sobre práticas sustentáveis. Ao mesmo tempo, tinha como finalidade enfatizar o papel crucial da nova geração de estudantes na criação de um futuro mais sustentável para a indústria do calçado, fazendo assim a ponte com o projeto Bioshoes4All.
Patrícia Batista, docente e investigadora na FEP, e a responsável pela conceção do evento, afirma: “A criatividade demonstrada pelos alunos nas Olimpíadas da Sustentabilidade excedeu as nossas expectativas, demonstrando o empenho da próxima geração quando é convidada a sentar-se à mesa para discutir questões importantes. O evento também mostra claramente como a consciência ambiental pode ser integrada em iniciativas educativas”.
A docente e investigadora acrescenta igualmente que a ambição do HNL vai para além deste evento. “Pretendemos organizar muitas outras iniciativas que possam incentivar um diálogo contínuo e motivar a ação em matéria de sustentabilidade na nossa comunidade.", refere.
Pedro Ribeiro, outro membro do HNL e parte do comité executivo das “Olimpíadas da Sustentabilidade”, onde foi responsável pelos desafios logísticos, partilhou também a sua visão sobre esta experiência: "No HNL, um dos nossos principais objetivos é a educação e a aplicação do conhecimento científico à sociedade. Atividades como as Olimpíadas da Sustentabilidade permitem-nos fazer exatamente isso e partilhar conhecimentos de uma forma que sabemos ser empolgante e cativante. É por isso que estou tão feliz por sermos parceiros do projeto BioShoes4All”.
Por último, Ana Moreno, também membro do HNL e do comité executivo das Olimpíadas, e responsável por apoiar o desenvolvimento das perguntas do “Pub Quiz”, afirmou: “O meu principal objetivo era ir mais longe do que o formato tradicional de perguntas e respostas e criar uma experiência em que a aprendizagem sobre a sustentabilidade se tornasse uma experiência envolvente e estimulante para todos os participantes. Penso que as perguntas não eram apenas desafios. Tentámos transformá-las em convites para os estudantes explorarem e abraçarem a sustentabilidade no setor do calçado”.
“Esperamos que, ao encorajar o pensamento crítico sobre a sustentabilidade neste setor específico, estejamos a formar uma geração capaz de fazer escolhas sustentáveis no futuro", acrescenta a investigadora que procurou desafiar os participantes na competição a pensarem de forma crítica sobre questões de sustentabilidade no mundo real.
O projeto visa promover a transição da indústria do calçado para a bioeconomia e a economia circular sustentável. O HNL assume o papel de contribuir com a sua linha de investigação sobre os correlatos neurais do comportamento do consumidor.
Patrícia Oliveira-Silva salienta o impacto do projeto: "O âmbito do Bioshoes4All vai para além da mera produção de sapatos ecológicos; representa um movimento em direção a um modo de vida mais sustentável, tendo um impacto significativo, tanto na indústria do calçado como nos compradores".
A docente destaca a importância da colaboração interdisciplinar presente neste projeto: "A parceria entre as neurociências, a ciência ambiental e a indústria do calçado no Bioshoes4All exemplifica o poder das colaborações interdisciplinares na abordagem dos desafios globais. As neurociências não se limitam a compreender o cérebro; trata-se de aplicar o conhecimento adquirido nessa área para criar um mundo mais consciente e sustentável".
O Bioshoes4All iniciou em maio de 2022 e estende-se até 31 de dezembro de 2025.
No contexto da celebração dos 25 anos da Escola das Artes, o escultor Rui Chafes (Lisboa, 1966) será distinguido com o grau de doutor Honoris Causa na Sessão Solene do Dia Nacional da UCP 2024, a 1 de fevereiro, em reconhecimento do seu notável percurso no panorama artístico nacional e internacional.
Na cerimónia, que decorre às 16h00, no Auditório Cardeal Medeiros da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa será, ainda, atribuído o grau de doutor Honoris Causa a Helen Alford, OP.
Prémio Pessoa em 2015, Rui Chafes é um nome consagrado no circuito nacional e internacional de Arte Contemporânea, expondo com regularidade desde os anos 80. A sua obra, de grande depuramento formal e fortemente auto-reflexiva sobre a arte e o objeto artístico, pauta-se por frequentes referências às temáticas e à estética do romantismo alemão, interesse que tem explorado ainda através do exercício de tradução de Novalis, um dos seus autores favoritos, e que frequentemente interpela os seus trabalhos. Expôs individualmente em importantes instituições e eventos, como Museu de Serralves, Bienal de São Paulo, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Museu Colecção Berardo, S.M.A.K, Folkwang Museum, Nikolaj Copenhagen Contemporary Art Center, Fondazione Volume!, Fundação Eva Klabin ou Hara Museum.
Foi distinguido com inúmeros prémios, dos quais se destacam: Prémio AICA de Artes Visuais (2022), Prémio Pessoa (2015), Grã-Cruz da Ordem Pro Mérito Melitense da Ordem Soberana Militar de Malta (2014), Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (2014), Gran Premio A.E.C.A. / ARCO, Madrid (2012), Prémio de Escultura Robert-Jacobsen, atribuído pela Stiftung Würth, Alemanha (2004).
Rui Chafes marcou presença na Escola das Artes em 2021, com um ciclo de conversas com o poeta, cronista e crítico literário Pedro Mexia, intitulado Palavra, Ferro e Fogo - A Partir da Obra de Rui Chafes. Este ciclo foi organizado no contexto da exposição Studentato – uma parceria entre Fundação de Serralves, a Federação Académica do Porto e a Universidade Católica Portuguesa –, presente no campus UCP com a escultura de Rui Chafes, Secreta Soberania (Até que chegue o nosso doce reencontro) e Secreta Soberania (Quando te vejo o mundo à nossa volta deixa, por momentos, de existir).
Vamos “aprender com a Natureza”? A 26 de janeiro, celebra-se o Dia Mundial da Educação Ambiental. A comemoração realiza-se desde a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente em Estocolmo, na Suécia, em 1972, e pretende sensibilizar, alertar e consciencializar para a importância da construção de um futuro mais sustentável, reforçando o papel fulcral que a educação desempenha no processo de transformação e de mudança de comportamentos.
Margarida Silva, docente da Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica Portuguesa no Porto, destaca o papel dos jovens no combate às alterações climáticas e partilha que a prioridade ambiental faz parte da identidade da Faculdade.
O que é a Educação Ambiental?
É a oportunidade de aprender com a Natureza.
Qual o maior desafio da Educação ambiental?
Contribuir para a sobrevivência às alterações climáticas.
Que sinais positivos é que já se têm revelado nesta temática?
A luta pelo nosso futuro climático está a ser liderada pela juventude. Isso é o melhor sinal de que as coisas só podem mudar para melhor com o passar do tempo.
De que forma é que a Educação Ambiental integra a identidade da Escola Superior de Biotecnologia?
Na ESB a prioridade ambiental é o contexto em que tudo o resto decorre. Faz parte do nosso DNA, enquadra e fundamenta cada decisão estratégica e serve também de termómetro para avaliar os resultados no ensino, na administração e na investigação.