A terceira conferência do INSURE.hub veio dar palco à Inovação, à Sustentabilidade e à Regeneração, enquanto componentes centrais para a responsabilidade social das Universidades. A Universidade Católica Portuguesa, como lembrou o vice-reitor Peter Hanenberg, tem como três pilares estratégicos o Ensino, a Investigação e Inovação, e o Serviço e Responsabilidade Social e, por esse motivo, este evento assume especial pertinência, enquanto fórum de encontro entre a academia, as empresas e as organizações.
“Não podemos ser espectadores do futuro, temos de ser atores do futuro”, afirmou Manuela Veloso, a keynote speaker da conferência. É head of J.P. Morgan AI Research & Herbert A e Simon University Professor Emeritus in the School of Computer Science at Carnegie Mellon University e teve a oportunidade de abordar a “interação simbiótica entre o Humano e a Inteligência Artificial”, destacando as “muitas oportunidades da Inteligência Artificial”.
Manuela Veloso afirmou que “o ser humano não tem capacidade de ver e descobrir tudo” e que a Inteligência Artificial “foi inventada por humanos e não caiu na terra como uma espécie de allien”. “Com a Inteligência Artificial é possível fazer muita coisa. A Inteligência Artificial vem dar resposta a muitos problemas críticos”, referiu.
Peter Hanenberg, vice-reitor da UCP, durante a sessão de abertura da conferência, afirmou a missão da investigação da Universidade, tendo destacado algumas das iniciativas da UCP que incorporam os princípios do INSURE.hub. “A investigação na UCP tem como foco o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida das pessoas”, afirmou o vice-reitor, referindo, também, que “precisamos de sustentabilidade e regeneração para enfrentar os desafios. Nada é possível sem co-criação e parceiros.” “Precisamos de assumir o papel de empreendedores de sonhos”, acrescenta.
“Mais do que nunca os temas da sustentabilidade e da regeneração são fundamentais para todas as organizações”, afirmou Isabel Braga da Cruz, pró-reitora do Centro Regional do Porto da UCP, durante a sua intervenção no segundo dia da conferência. Destacou, também, a importância de reunir empresas e entidades em torno dos temas da sustentabilidade e a missão assumida pelo INSURE.hub, “um ecossistema internacional vibrante de conhecimento multidisciplinar e transdisciplinar”.
As oportunidades e os desafios da Inteligência Artificial
Alexandre Palma, docente da Faculdade de Teologia, participou no painel da keynote speaker, tendo sido desafiado a comentar a intervenção e a lançar algumas questões que ajudam a colocar a Inteligência Artificial em perspetiva.
Alexandre Palma desafiou a plateia a pensar de que forma é que a Teologia se pode relacionar com os temas da Sustentabilidade, Tecnologia e Inteligência Artificial. O docente destacou a abordagem positiva e prática que Manuela Veloso trouxe ao tema da Inteligência Artificial. “Enquanto teólogo, sou fascinado por esta black box, que é focada em outputs e inputs: mas o que é que está entre os dois?”, questionou. Alexandre Palma sublinhou, também, a aceleração digital e a velocidade da transição: “Não tenho a certeza se a velocidade deste processo nos está a dar a possibilidade de nos envolvermos e se nos está a dar o tempo necessário para acompanharmos a subida da escada sem falharmos alguns passos.”
Manuela Veloso afirmou que tem uma visão muito positiva relativamente à Inteligência Artificial e às suas oportunidades, porque “acredito na bondade da humanidade.” “Convido-vos a olharem à vossa volta e a apreciarem tudo o que faz uso desta tecnologia. Estamos rodeados de Inteligência Artificial”, disse também. “O desafio é que não estamos a aplicar estas possibilidades nas nossas empresas, indústrias e nos nossos trabalhos”, disse também.
INSURE.hub reúne a academia, as empresas e as organizações
A conferência, que decorreu a 16 e 17 de novembro no campus da UCP-Porto, reuniu mais de 200 pessoas em cada dia, tendo estado presentes muitos investigadores a apresentar os seus papers e estudos e, também, vários representantes de empresas e organizações que vieram partilhar o seu caminho para a sustentabilidade com práticas e projetos inspiradores.
“Innovation and Sustainability: how can universities and organizations converge and collaborate?” foi o nome de uma das mesas redondas que colocou o tema da sustentabilidade e inovação em diferentes perspetivas: a das universidades, a das empresas e a do poder local.
Jenny Lao Phillips, dean da Faculty of Business and Law da University of Saint Joseph em Macau, afirmou que as universidades “podem gerar talento para a Indústria, mas a Indústria tem de partilhar as suas experiências. A colaboração é essencial.” “É urgente trabalharmos mais em conjunto”, acrescentou.
Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP), referiu que “as cidades têm um papel crucial” rumo a um mundo mais sustentável. O vice-presidente da CMP destacou a importância da colaboração com as universidades, afirmando que “todas as estratégias definidas pelo município nos seus vários temas estão a ser desenvolvidas em conjunto com as universidades.”
Luis Silva, partner da KPMG, também integrou este painel que foi moderado por Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia. Luís Silva afirmou que “não existe um rio que separa as empresas das universidades” e que “a colaboração é essencial”. O orador explicou também que as empresas precisam das Universidades “muito para além das necessidades de formação”, dando o exemplo de que as empresas “têm uma enorme necessidade de professores e de conhecimento nos seus projetos.”
O INSUREhub é um exemplo desta colaboração e co-criação entre diferentes quadrantes da sociedade. Procura estar na vanguarda da promoção da inovação, da sustentabilidade e da regeneração e resulta da mobilização da Universidade Católica no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation.
“Existimos para permitir uma profunda transformação e evolução.”
João Pinto, membro da comissão executiva da Católica no Porto e docente da Católica Porto Business School, Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina e docente da Escola Superior de Biotecnologia e António Vasconcelos, da Planetiers New Generation, são os co-líderes do INSURE.hub. Juntos em palco no arranque do segundo dia da conferência, tiveram a oportunidade de apresentar a iniciativa, dando a conhecer a sua missão, o envolvimento dos mais de 70 parceiros, os projetos promovidos e, também, os principais desafios a que querem dar resposta. Segundo os co-líderes, “existimos para permitir uma profunda transformação e evolução.”
Depois da apresentação INSURE.hub pelos seus co-líderes, seguiu-se um momento de apresentações de várias empresas e organizações. Vasco Granadeiro, da Bondalti, Jorge Leal, da Ingenio Magdalena, e Diogo Figueira, da Mendes Gonçalves, participaram no primeiro painel da sessão dedicação aos Industry Cases, moderado por Manuela Pintado. O segundo painel, moderado por Luís Rochartre, senior advisor Planetiers New Generation e industry fellow Católica Porto Business School, contou com a participação de Pedro Baganha, da Domus Social, Alexandra Magalhães, da Sarcol, e Vítor Hugo Gonçalves, da Águas de Monchique.
O Green Deal e o modelo económico da UE
Jorge Portugal, da COTEC Portugal, que sublinhou o papel da União Europeia e a importância de uma “verdadeira ambição de transformação”, foi o moderador da sessão especial dedicada ao Green Deal, que contou com a participação de Annette Bongardt, (FCH e Católica Lisbon, UCP e CICP da Universidade de Évora) e de Francisco Torres (FCH and Católica Lisbon, UCP).
Annette Bongardt e Francisco Torres apresentaram algumas das questões que têm estudado em conjunto, numa apresentação intitulada “O Green Deal e o modelo económico da EU.” Relembraram a essência do Green Deal e desafio da neutralidade carbónica na União Europeia até 2050. O que é que motiva a mudança e a necessidade de transformação? Os oradores referem que é a “visão científica dos danos e dos desafios ambientais multifactorais (entre outros, as alterações climáticas, a perda da biodiversidade, a destruição da camada do ozono, a poluição da água e o stress urbano)”. “Temos de mudar o paradigma” e “a sustentabilidade tem de ser transformar em ações concretas”, reforçam os oradores. Annette Bongardt e Francisco Torres afirmam, também, que temos de “transformar ameaças em oportunidades” e que “a União Europeia sozinha não consegue salvar o planeta.” “A convergência inicial das preferências tornou possível o Green Deal, mas a sua aplicação está a constituir um grande desafio”, acrescentam.
Ciências Naturais e Ciências Sociais: rumo a um mundo mais sustentável
Durante o primeiro dia da conferência, foram apresentados papers nas sessões dedicadas às Ciências Naturais e às Ciências Sociais.
Durante a manhã, as sessões foram moderadas respetivamente por Célia Manaia, docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia, e por António Vasconcelos, co-líder da Planetiers New Generations. Os papers apresentados foram: “Food Safety in Sustainable Local Production of Fruits and Vegetables in Braga and Porto districts”, apresentado por Ariana Macieira, “Transforming Food Production and Waste Management: A Regenerative Approach for Community Empowerment and Environmental Sustainability”, por Derrick Oti, “Unlocking the potential of orange juice side streams: a cascade extraction approach to develop food bio-based ingredients", por Ana Vilas-Boas, “Green and Reliability Method to Extract Phenylethyl Isothiocyanate in a circular economy approach”, por Ana Sofia Sousa, “Promoting business transformation in supply chain demand forecasting through supervised learning”, por João Nuno Gonçalves, “The pricing of sustainable syndicated loan”, por Paulo Alves, “ARTE4US Sustainability at the local level – awareness and literacy with an artistic approach”, por Teresa Sarmento e Catarina Selada, “The Corporate Social Responsibility with Female Leadership”, por Clotilde Passos, “SOLL for an education aligned with the Sustainable Development Goals”, por Andreia Magalhães, e “From Risk to Opportunity: Financial Instruments for Tackling Climate Change”, apresentado por Marcel Piterman.
Durante a tarde, a sessão dedicada às Ciências Naturais foi moderada por João Cortez, diretor do gabinete de Investigação e Inovação da UCP, e a focada nas Ciências Sociais por João Pinto: “Communication in Pharmaceutical Industry in Hybrid Work Environments: Info Wants and Info Seeking Actions of Portuguese Neurologist”, por Amílcar Barreto, “High-fibre breakfast cereals products by valorisation of food industry by-products”, por Diva Santos, “BioShoes4All, Towards Sustainable Footwear: Integrating Agro-Food Byproducts for Eco-Friendly Shoe Components”, por Sara Silva, “Rhodococcus sp. ED55 – a bacterial strain with potential for application in wastewater treatment for effective removal of endocrine disruptors”, por Irina Moreira, “Mycopigments for a sustainable textile industry”, por Ana Paulo, “Sustainable crop cultivation: integrated use of extracellular polymeric substances, biochar, and bioinoculants to enhance maize growth”, por Sofia Almeida Pereira, “Not All Eggs in One Basket: The Need for New Product Portfolio Management”, por Eelko Huizingh, “Science for the Common Good: the contribution of Integral Ecology for Curriculum Innovation”, por Cristina Sá Carvalho, “Narratives on sustainability in education: a close look at the Portuguese Educational Policies”, por Ana Paula Saltos, “RegChain: is Regulatory Technology innovating with Blockchain?”, por Rachel Anastacio, “Promoting Integral Human Development to innovation and business transformation: And what if a territory changes for the better?”, por Maria Alexandra Araújo, e “ESG Framework and Financial Performance”, por Rúben Tiago Pimentel.
“BioShoes4All, Towards Sustainable Footwear: Integrating Agro-Food Byproducts for Eco-Friendly Shoe Components” foi o paper premiado com o KPMG Best Paper Presentation Award e o “The pricing of sustainable syndicated loan” foi premiado com o MDS Best Paper Presentation Award.
Foram dois dias intensos e repletos de muitas oportunidades de partilha de conhecimento e de networking. Uma conferência que é prova viva do compromisso que a UCP assume para com os tópicos da Inovação, Sustentabilidade e Regeneração. Isabel Braga da Cruz, durante a sua intervenção, não deixou de felicitar o INSURE pela “energia, compromisso e entusiasmo”. E assim se faz caminho rumo a um mundo mais sustentável. E, também, já há quarta conferência do INSURE.hub à vista: outubro de 2024. Todos estão convidados.
2023 fica marcado pela comemoração dos 20 anos da CAtólica SOlidária (CASO), o núcleo de voluntariado da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Um ano repleto de celebrações que culmina com a conferência “Inovar com propósito: voluntariado na e com a comunidade”,que teve no centro do debate os dados do recente estudo desenvolvido que demonstram que os impactos percebidos do voluntariado, apesar de diversificados, perduram no tempo e permanecem “vivos” nas várias gerações de voluntários da CASO.
Estudantes e alumni que participaram na CASO avaliaram as experiências de voluntariado como tendo impactado o seu desenvolvimento pessoal (empoderamento pessoal), social (empatia) e cívico (consciência política). Estas foram algumas das conclusões que resultaram de um estudo desenvolvido pela Faculdade de Educação e Psicologia que procurou dar voz às várias gerações de voluntários, estudantes e alumni, que fazem a história da CASO, quanto às experiências de voluntariado que vivenciaram.
Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, durante a intervenção de abertura da conferência, afirmou que a CASO é “símbolo de compromisso e serviço” e “tem um impacto transformador na vida dos estudantes e da sociedade.” A pró-reitora da UCP destacou, também, que os 20 anos da CASO são parte da “marca educativa da UCP que transforma para a vida”, sublinhando a importante missão que a CASO assume de “cultivar a solidariedade da comunidade”.
Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) que detém a gestão da CASO, afirmou que “mais do que estarmos a celebrar anos, estamos a celebrar vidas.”
Carmo Themudo descreve a CASO como “uma família”, explicando que “o nosso tesouro são as pessoas, são elas que fazem parte da nossa história”. A coordenadora da UDIP destaca, também, o papel essencial das instituições parceiras que “ajudam na formação e desenvolvimento dos estudantes”.
272 inquiridos para o estudo de impacto
Intitulado “Impactos percebidos da experiência de voluntariado de estudantes e alumni da UCP-Porto”, o estudo contou com 272 participantes, todos com experiência regular de voluntariado na CASO, que se dividem em três grupos: 1) estudantes voluntários na CASO há 1 ou mais anos; 2) alumni recentes, diplomados há 5 ou menos anos; e 3) alumni experientes, diplomados há mais de seis anos.
O primeiro grupo olha para o voluntariado como experiência de aprendizagem, potenciadora do empoderamento pessoal, orientada para o exercício da cidadania ativa; o segundo vê o voluntariado como uma experiência promotora do desenvolvimento de competências interpessoais e resolução de problemas, aliadas ao exercício de uma cidadania ativa; e para o terceiro grupo o voluntariado é uma experiência gratificante do percurso de vida, com impacto presente, mantendo-se o seu efeito de empoderamento pessoal.
O estudo foi apresentado por Diana Soares e Amanda Franco, docentes e investigadoras da Faculdade de Educação e Psicologia, e por Mariana Rossi, estudante da faculdade, que integram o Católica Learning Innovation Lab.
“Os primeiros 20 anos da CASO são mesmo um caso sério”
“Uma Universidade comprometida: Aprender com e na Comunidade” foi o tema da mesa redonda que juntou Laurinda Alves, autora e professora de Comunicação, Liderança e Ética, Carlos Prieto, Comillas Solidária - Universidade de Comillas, Teresa Guimarães, da APPACDM – Porto, e Manuel Alçada, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Moderada por Filipe Martins, da Área Transversal de Economia Social, o painel discutiu o compromisso das Universidades com o voluntariado e a importância da ligação à comunidade.
“Os primeiros 20 anos da CASO são mesmo um caso sério”, começou por afirmar Laurinda Alves. A autora reforçou, também, a importância de se trabalhar com os alunos as dimensões da ética e do bem-comum: “temos de capacitar os alunos para que saibam olhar à sua volta e perceber quem está em situação de fragilidade.”
Carlos Prieto sublinhou a dimensão “transformadora” do voluntariado e referiu, também, que as Universidades têm de ter um propósito: “Não basta formar bons profissionais. Temos de formar bons profissionais para alguma coisa.” “O voluntariado é um espaço absolutamente privilegiado e as Universidades devem oferecer essas oportunidades, acompanhadas de motivação e acompanhamento”, acrescentou.
Para Teresa Guimarães, “o que mantém vivo o voluntariado é a gratidão, porque é a gratidão que nos leva mais longe”. Teresa Guimarães destaca que as parcerias com as universidades são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento das instituições e da sociedade”.
Manuel Alçada começou por questionar: “Como é que ainda há pessoas que não percebem que o voluntariado faz bem a quem faz e a quem recebe? Porque é que não há mais gente a fazer voluntariado perante tais benefícios comprovados?”. “O voluntariado ensina aquilo que não está nos livros”, acrescentou. Manuel Alçada sublinha também a importância da “valorização do voluntariado”, porque acredita que “promover o voluntariado é promover a aprendizagem”.
A voz dos voluntários
Três voluntários, três testemunhos. Eduardo Lopes e Raquel Montenegro, antigos voluntários da CASO, e Mariana Craveiro, atual voluntária, partilharam os seus testemunhos com a plateia sobre a experiência pessoal de se ser voluntário da CASO.
Eduardo Lopes destacou a importância do voluntariado para a aquisição e desenvolvimento de softskills. “Foi através do voluntariado que descobri o meu rumo profissional e aquilo que quero fazer para o resto da vida”, afirmou. Eduardo Lopes partilha que a CASO “abriu portas para outras realidades” e “ensinou-me a saber colocar-me nos sapatos do outro e a aceitar as diferenças.”
Raquel Montenegro afirmou que a CASO é “uma referência de excelência” e partilhou que “foi na Católica e através do voluntariado que cresci e aprendi os valores fundamentais de uma vida em comunidade”. “O voluntariado transforma vidas. Porque nos ensina a olhar o mundo e para o mundo de uma forma especial. O outro passa a ser alguém que precisa de nós, mas de quem nós também precisamos para sermos felizes”, partilhou.
“Não há contexto mais seguro para desenvolver competências do que no voluntariado”, disse a voluntária Mariana Craveiro. A estudante da Católica partilhou as várias experiências que têm marcado o seu percurso universitário e que não teriam sido possíveis sem o envolvimento com a CASO: o voluntariado na Porto Solidária e a entrega de centenas de refeições nos tempos do confinamento, a participação no programa internacional de voluntariado FLY, durante a sua experiência de Erasmus, o projeto com doentes inimputáveis “Liberdade dos Talentos” que desenvolveu no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo. “Deste caminho com a CASO, levo comigo a certeza de que, quando a vontade é a de ajudar, primeiro dizemos que sim e depois arranjamos sempre forma de concretizar”, foi assim que Mariana Craveiro terminou o seu testemunho.
Seguiram-se os comentários de Sónia Fernandes, da Pista Mágica, e de Raquel Campos, docente da Católica Porto Business School, moderados por Célia Manaia, membro da Comissão Executiva da UCP – Porto e docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia.
Sónia Fernandes destaca que o contacto com a realidade é a motivação para o voluntariado e sublinha a importância de as Universidades estarem ao serviço da comunidade, enquanto “sentido de propósito”. Para Raquel Campos, “o sonho das universidades devia ser que todos os alunos tivessem uma experiência de voluntariado ao longo do percurso.” Para a docente, é importante “desafiar os estudantes para a resolução de problemas concretos”.
O compromisso dos voluntários 23/24
A conferência de encerramento dos 20 anos da CASO também integrou o momento de compromisso dos voluntários do ano letivo 23/24. Neste momento, cada estudante assume, perante as instituições parceiras, a Universidade e os colegas, o compromisso anual com a CASO e com o voluntariado. A CASO arranca com mais de 130 voluntários das várias faculdades da Católica no Porto divididos pelas 8 áreas de voluntariado. Como referiu Carmo Themudo, a CASO tem um papel importante na “concretização da missão da Universidade Católica”.
Encerram-se, assim, as comemorações dos 20 anos da CASO, mas a contagem prossegue. Tal como muitos dizem, “Que venham mais 20!”.
2023 fica marcado pela comemoração dos 20 anos da CAtólica SOlidária (CASO), o núcleo de voluntariado da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Um ano repleto de celebrações que culmina com a conferência “Inovar com propósito: voluntariado na e com a comunidade”,que teve no centro do debate os dados do recente estudo desenvolvido que demonstram que os impactos percebidos do voluntariado, apesar de diversificados, perduram no tempo e permanecem “vivos” nas várias gerações de voluntários da CASO.
Estudantes e alumni que participaram na CASO avaliaram as experiências de voluntariado como tendo impactado o seu desenvolvimento pessoal (empoderamento pessoal), social (empatia) e cívico (consciência política). Estas foram algumas das conclusões que resultaram de um estudo desenvolvido pela Faculdade de Educação e Psicologia que procurou dar voz às várias gerações de voluntários, estudantes e alumni, que fazem a história da CASO, quanto às experiências de voluntariado que vivenciaram.
Isabel Braga da Cruz, pró-reitora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, durante a intervenção de abertura da conferência, afirmou que a CASO é “símbolo de compromisso e serviço” e “tem um impacto transformador na vida dos estudantes e da sociedade.” A pró-reitora da UCP destacou, também, que os 20 anos da CASO são parte da “marca educativa da UCP que transforma para a vida”, sublinhando a importante missão que a CASO assume de “cultivar a solidariedade da comunidade”.
Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) que detém a gestão da CASO, afirmou que “mais do que estarmos a celebrar anos, estamos a celebrar vidas.”
Carmo Themudo descreve a CASO como “uma família”, explicando que “o nosso tesouro são as pessoas, são elas que fazem parte da nossa história”. A coordenadora da UDIP destaca, também, o papel essencial das instituições parceiras que “ajudam na formação e desenvolvimento dos estudantes”.
272 inquiridos para o estudo de impacto
Intitulado “Impactos percebidos da experiência de voluntariado de estudantes e alumni da UCP-Porto”, o estudo contou com 272 participantes, todos com experiência regular de voluntariado na CASO, que se dividem em três grupos: 1) estudantes voluntários na CASO há 1 ou mais anos; 2) alumni recentes, diplomados há 5 ou menos anos; e 3) alumni experientes, diplomados há mais de seis anos.
O primeiro grupo olha para o voluntariado como experiência de aprendizagem, potenciadora do empoderamento pessoal, orientada para o exercício da cidadania ativa; o segundo vê o voluntariado como uma experiência promotora do desenvolvimento de competências interpessoais e resolução de problemas, aliadas ao exercício de uma cidadania ativa; e para o terceiro grupo o voluntariado é uma experiência gratificante do percurso de vida, com impacto presente, mantendo-se o seu efeito de empoderamento pessoal.
O estudo foi apresentado por Diana Soares e Amanda Franco, docentes e investigadoras da Faculdade de Educação e Psicologia, e por Mariana Rossi, estudante da faculdade, que integram o Católica Learning Innovation Lab.
“Os primeiros 20 anos da CASO são mesmo um caso sério”
“Uma Universidade comprometida: Aprender com e na Comunidade” foi o tema da mesa redonda que juntou Laurinda Alves, autora e professora de Comunicação, Liderança e Ética, Carlos Prieto, Comillas Solidária - Universidade de Comillas, Teresa Guimarães, da APPACDM – Porto, e Manuel Alçada, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Moderada por Filipe Martins, da Área Transversal de Economia Social, o painel discutiu o compromisso das Universidades com o voluntariado e a importância da ligação à comunidade.
“Os primeiros 20 anos da CASO são mesmo um caso sério”, começou por afirmar Laurinda Alves. A autora reforçou, também, a importância de se trabalhar com os alunos as dimensões da ética e do bem-comum: “temos de capacitar os alunos para que saibam olhar à sua volta e perceber quem está em situação de fragilidade.”
Carlos Prieto sublinhou a dimensão “transformadora” do voluntariado e referiu, também, que as Universidades têm de ter um propósito: “Não basta formar bons profissionais. Temos de formar bons profissionais para alguma coisa.” “O voluntariado é um espaço absolutamente privilegiado e as Universidades devem oferecer essas oportunidades, acompanhadas de motivação e acompanhamento”, acrescentou.
Para Teresa Guimarães, “o que mantém vivo o voluntariado é a gratidão, porque é a gratidão que nos leva mais longe”. Teresa Guimarães destaca que as parcerias com as universidades são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento das instituições e da sociedade”.
Manuel Alçada começou por questionar: “Como é que ainda há pessoas que não percebem que o voluntariado faz bem a quem faz e a quem recebe? Porque é que não há mais gente a fazer voluntariado perante tais benefícios comprovados?”. “O voluntariado ensina aquilo que não está nos livros”, acrescentou. Manuel Alçada sublinha também a importância da “valorização do voluntariado”, porque acredita que “promover o voluntariado é promover a aprendizagem”.
A voz dos voluntários
Três voluntários, três testemunhos. Eduardo Lopes e Raquel Montenegro, antigos voluntários da CASO, e Mariana Craveiro, atual voluntária, partilharam os seus testemunhos com a plateia sobre a experiência pessoal de se ser voluntário da CASO.
Eduardo Lopes destacou a importância do voluntariado para a aquisição e desenvolvimento de softskills. “Foi através do voluntariado que descobri o meu rumo profissional e aquilo que quero fazer para o resto da vida”, afirmou. Eduardo Lopes partilha que a CASO “abriu portas para outras realidades” e “ensinou-me a saber colocar-me nos sapatos do outro e a aceitar as diferenças.”
Raquel Montenegro afirmou que a CASO é “uma referência de excelência” e partilhou que “foi na Católica e através do voluntariado que cresci e aprendi os valores fundamentais de uma vida em comunidade”. “O voluntariado transforma vidas. Porque nos ensina a olhar o mundo e para o mundo de uma forma especial. O outro passa a ser alguém que precisa de nós, mas de quem nós também precisamos para sermos felizes”, partilhou.
“Não há contexto mais seguro para desenvolver competências do que no voluntariado”, disse a voluntária Mariana Craveiro. A estudante da Católica partilhou as várias experiências que têm marcado o seu percurso universitário e que não teriam sido possíveis sem o envolvimento com a CASO: o voluntariado na Porto Solidária e a entrega de centenas de refeições nos tempos do confinamento, a participação no programa internacional de voluntariado FLY, durante a sua experiência de Erasmus, o projeto com doentes inimputáveis “Liberdade dos Talentos” que desenvolveu no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo. “Deste caminho com a CASO, levo comigo a certeza de que, quando a vontade é a de ajudar, primeiro dizemos que sim e depois arranjamos sempre forma de concretizar”, foi assim que Mariana Craveiro terminou o seu testemunho.
Seguiram-se os comentários de Sónia Fernandes, da Pista Mágica, e de Raquel Campos, docente da Católica Porto Business School, moderados por Célia Manaia, membro da Comissão Executiva da UCP – Porto e docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia.
Sónia Fernandes destaca que o contacto com a realidade é a motivação para o voluntariado e sublinha a importância de as Universidades estarem ao serviço da comunidade, enquanto “sentido de propósito”. Para Raquel Campos, “o sonho das universidades devia ser que todos os alunos tivessem uma experiência de voluntariado ao longo do percurso.” Para a docente, é importante “desafiar os estudantes para a resolução de problemas concretos”.
O compromisso dos voluntários 23/24
A conferência de encerramento dos 20 anos da CASO também integrou o momento de compromisso dos voluntários do ano letivo 23/24. Neste momento, cada estudante assume, perante as instituições parceiras, a Universidade e os colegas, o compromisso anual com a CASO e com o voluntariado. A CASO arranca com mais de 130 voluntários das várias faculdades da Católica no Porto divididos pelas 8 áreas de voluntariado. Como referiu Carmo Themudo, a CASO tem um papel importante na “concretização da missão da Universidade Católica”.
Encerram-se, assim, as comemorações dos 20 anos da CASO, mas a contagem prossegue. Tal como muitos dizem, “Que venham mais 20!”.
A Escola do Porto da Faculdade de Direito recebeu 28 Sociedades e Escritórios de Advogados na 13ª edição do RUMO Especial Advocacia, um evento de empregabilidade anual que procura partilhar as grandes tendências no mundo do Direito.
Ao longo do dia 14 de novembro, no RUMO – especial Advocacia 2023, os alunos e antigos alunos tiveram a oportunidade de conhecer o dia-a-dia das organizações e perceber o seu funcionamento; explorar funções e oportunidades de carreira; identificar oportunidades diferenciadoras (nacionais e internacionais); conhecer programas de estágios existentes; e saber quais são os perfis profissionais procurados pelo mercado.
“O RUMO Especial Advocacia é uma oportunidade de aproximar os nossos alunos e antigos alunos ao panorama atual de recrutamento na área jurídica,” salienta Manuel Fontaine, diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.
Segundo Cláudia Correia, diretora dos Recursos Humanos da TELLES, “as características humanas são fundamentais.” Novas visões, dinamismo e espírito de equipa são alguns dos valores que se esperam dos recém-formados.
Sociedades de Advogados em detalhe
Ao longo do evento os stands serviram de locais privilegiados de comunicação para a apresentação das entidades, trazendo consigo uma narrativa única para se diferenciarem. O destaque recaiu sobre a "Hora do Sócio" que ofereceu momentos de proximidade com os Sócios que proporcionaram aos interessados uma visão aprofundada sobre as suas trajetórias.
Refira-se que as entrevistas com as Sociedades e Escritórios de Advogados reforçaram a qualidade do ensino prático da Escola do Porto da Faculdade de Direito, destacando-a enquanto instituição de referência na construção de valores humanos e de competência dos futuros profissionais de Direito, o que revela os indicadores de empregabilidade altamente satisfatórios.
Estiveram presentes Sociedades e Escritórios de Advogados que pretendem conhecer os estudantes e alumni, mas também partilhar conhecimento sobre as grandes tendências no mundo do Direito, nomeadamente: Abreu & Associados; AdC ADVOGADOS; Andreia Lima Carneiro & Associados, Sociedade de Advogados; Antas da Cunha Ecija & Associados; Cavaleiro & Associados; CCR Legal; Cerejeira Namora, Marinho Falcão; CMS Rui Pena & Arnaut; Cuatrecasas, Gonçalves Pereira; Dower; Eversheds Sutherland FCB; Garrigues; Linklaters LLP; Miranda & Associados; Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva; NFS Advogados; Pacheco de Amorim, Miranda Blom & Associados; Pérez-Llorca; Pinto Ribeiro Advogados; PLMJ – Sociedade de Advogados; PRA - Raposo, Sá Miranda e Associados; RBMS - Rodrigues Bastos, Magalhães e Silva & Associados; SRS Legal - Sociedade Rebelo de Sousa & Advogados Associados; TELLES; Uría Menéndez-Proença de Carvalho; Vieira de Almeida & Associados; Vieira Rocha Advogados; Yolanda Busse, Oehen Mendes & Associados.
Uma das cientistas mais citadas do mundo pelo quarto ano consecutivo é Célia Manaia, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina(CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa.
“É bom saber que o nosso trabalho é apreciado e útil par os nossos pares,” refere a investigadora, acrescentando “é daquelas alturas em que percebemos que fazer investigação é trabalhar numa comunidade enorme e global, e isso é muito interessante!”
Célia Manaia deixa um conselho para os investigadores que iniciam ou iniciaram a sua carreira recentemente:“não trabalhem nunca para os rankings nem para as métricas, mas sempre a dar o seu melhor, em honestidade, criatividade e integridade, e que todos os dias se apaixonem pelo que fazem, do mais simples ao mais sofisticado.”
Dedicando o seu trabalho de investigação à área da microbiologia, em particular no campo da resistência de bactérias aos antibióticos, Célia Manaia vê esta distinção como “um reconhecimento, que vejo também como um incentivo.”
A lista “Highly Cited Researchers 2023”, elaborada pela Clarivate Analytics, empresa norte americana especializada em gestão de informação científica, identifica os 7.125 investigadores a nível mundial que demonstraram influência significativa na sua área de investigação ou áreas científicas, o que corresponde a 1% de todos os cientistas no mundo. Em Portugal, Célia Manaia é um dos 19 cientistas portugueses que integram a lista. Mais informações disponíveis aqui.
A metodologia que determina o "quem é quem" de investigadores influentes baseia-se nos dados e análises realizadas por especialistas em bibliometria e cientistas de dados no Institute for Scientific Information™ da Clarivate.
A investigadora Célia Manaia integra também o ranking “World’s Top 2% Scientists 2023”, coordenado pela Universidade de Stanford.
No dia 20 de novembro, pelas 11 horas, realiza-se o evento de lançamento da recente colaboração entre a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e a empresa internacional BIORBIS, que escolhe Portugal para realizar o seu investimento de investigação e inovação na Europa. A Biorbis é detida maioritariamente pela empresa que lidera a produção de cana-de-açúcar da Guatemala e o top 5 dos produtores de açúcar da América Latina - a IMSA - Ingenio Magdalena. Este programa prevê um investimento privado inicial de 3 milhões, com um potencial de 23 milhões nos próximos 5 anos, no projeto de investigação e inovação que procura desenvolver a próxima geração de biomoléculas, seguras, sustentáveis e de elevado valor.
“Esta colaboração, com um horizonte de 5 anos, começará com a integração de 40 investigadores para desenvolverem um projeto privado de investigação – o CIRCULAS – que será integrado nas instalações do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia,” refere Manuela Pintado, diretora do referido laboratório associado. “A Biorbis irá comercializar novas moléculas sustentáveis a partir de Portugal e resultantes desta parceria, onde 40 investigadores irão procurar ativamente novas fontes e processos para desenvolver moléculas sustentáveis e de elevado valor,” salienta Jorge Leal, co-fundador e co-diretor da Biorbis. “Através desta parceria, que tem por base os princípios da economia circular e que está alinhada com o Green Deal, pretendemos transformar Portugal num hub de desenvolvimento de novas biomoléculas, para serem comercializadas com aplicação em nutrição de plantas, animal, e humana,” acrescenta John Melo, também co-fundador e co-diretor da Biorbis.
Manuela Pintado explica que o projeto prevê “a descoberta, o desenvolvimento e a comercialização de novas biomoléculas. A valorização económica de subprodutos de várias origens para obtenção de novas biomoléculas bem como otimizar fermentação para aumentar a eficiência da sua produção.”
A assinatura do memorando de entendimento entre a Universidade Católica Portuguesa e a Biorbis vai decorrer no dia 20 de novembro, às 11 horas, no Auditório Comendador Arménio Miranda, na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. A entrada é livre, mas sujeita a inscrição.
Aproximar empresas de alunos e de antigos alunos: este é o propósito do RUMO, o evento de empregabilidade da Universidade Católica no Porto que, na edição de 2023, juntou mais de 55 entidades nacionais e internacionais. Entre talks, workshops e conversas em stand, os alunos e alumni da universidade exploraram diferentes oportunidades de carreira nas áreas da Gestão, Economia, Biotecnologia, Artes, Direito, Educação, Psicologia e Enfermagem.
Para Bruna Pereira, uma das muitas estudantes da Universidade Católica Portuguesa no Porto que marcou presença, o RUMO “apresentou um leque grande de oportunidades”. António Sousa, da Continental, partilhou que a empresa “procura profissionais que tenham a capacidade de se adaptarem ao desconhecido, que saibam pensar fora da caixa e que não tenham medo de enfrentar novos desafios.” Joana Alves, da Aveleda, também uma das empresas que participou no RUMO, aconselhou os vários estudantes da Universidade Católica a “mostrarem o que os diferencia, quais as suas competências e a partilharem as suas ambições.”
De acordo com a organização do RUMO, “a Transversalidade e Transdisciplinaridade marcam a forma de viver a Universidade, o mundo do trabalho e o modo como este procura os seus colaboradores.” Neste sentido, “o RUMO promove um ambiente onde diferentes áreas de conhecimento se reúnem e se desafiam! No evento participaram entidades de diferentes áreas de atuação, estando atentas a potenciais candidatos,” acrescenta.
O RUMO é uma iniciativa que se realiza há 13 anos e que procura congregar empresas e estudantes das diferentes áreas de formação da Universidade Católica Portuguesa no Porto.
“Como entrar no mercado de trabalho hoje?”, promovida pela Hays; “Ser Psicólogo: Percursos”, organizada pela Ordem dos Psicólogos Portugueses; “1º Emprego e Empreendedorismo - Programas de Apoio”, com a participação da ANJE, CIEJD, IEFP e VidaEdu; “Auditoria e Consultoria”, com a participação da Deloitte, da EY, da KPMG, e da PwC; “Enfermagem: Carreira Internacional”, com a participação da Amplia Talents, da EMTG, da Global Workingo, da Moving People, da Ventimiguis e da Vitae Professionals, foram algumas das sessões online que integraram o programa do evento que já se realizada há 13 anos na Universidade Católica no Porto.
As 56 entidades que marcaram presença em stand este ano foram: Adecco Portugal; Amnistia Internacional Amplia Talents; Ascendi; Aveleda; Banco L.J. Carregosa; Brasmar; Caixa Geral de Depósitos; CALZEDONIA Group; COFCO International; Colep; Colquímica; Continental Mabor; COSEC - Companhia de Seguro de Créditos; Cotesi; Crowe Portugal; Deloitte; Education First; Engel & Volkers; Exército Português; EY; Força Aérea; Freudenberg; Groupe Leader; Grupo Salvador Caetano; Hitachi Solutions; Hôma; Hotel Infante Sagres; Infineon Technologies; InterContinental Porto; Job Impulse; Knokcare; KPMG; L´Oreal; Lactogal; LGG Advisors; Living Tours; MCA Group; MO Fashion (Grupo Sonae); Moving People; Operação Nariz Vermelho; PwC; Rangel Logistics Solutions; Ryan Portugal; Sodexo; Sonae MC; Sonae Sierra; Symington; Talent Portugal; Teach For Portugal; Transdev; Valor T (Santa Casa da Misericórdia Lisboa); Vitae Professionals; Voltalia Portugal; Wall Street English; Zome Matosinhos.
O evento decorreu a 15 de novembro com atividades presenciais e online. No dia 14 de novembro, realizou-se o RUMO Advocacia, um evento totalmente vocacionado para estudantes e antigos alunos de Direito.
Os alunos do MBA Executivo da Católica Porto Business School tiveram oportunidade, uma vez mais, de participar na Semana Internacional. Este é um dos pontos cruciais do percurso formativo de dois anos que o MBA Executivo oferece a cada edição, por forma a colocar os seus alunos em contacto com alguns dos melhores exemplos internacionais em determinadas áreas.
O diretor executivo da Formação Executiva, Carlos Vieira, salienta que “uma Escola de topo como a Católica Porto Business School tem de colocar os seus alunos sempre em contacto com as melhores práticas”. Para si, “esta é uma vertente que faz todo o sentido quando falamos no nosso grande objetivo, formar os gestores e líderes de futuro”.
Na Suíça, uma das empresas visitadas foi a Schulthess, uma das companhias de referência a nível mundial no desenvolvimento de tecnologia de inovação para máquinas de lavar roupa. Fundada em 1845, a Schulthess está na vanguarda da criação de produtos para vários segmentos: doméstico, comercial e industrial.
Em território germânico, os alunos puderam visitar as instalações da Mercedes-Benz, uma marca cujo nome dispensa apresentações. Conhecida pelos seus veículos automóveis, a Mercedes-Benz é também sinónimo de participação em áreas como a arte e cultura, a sustentabilidade, o design e a inovação.
O MBA Executivo da Católica Porto Business School vai ter em 2024 a sua 20ª edição, da qual vai fazer parte mais uma Semana Internacional, bem como outros pontos formativos distintivos a nível nacional e internacional. Saiba mais aqui.
Terminou no passado sábado a primeira edição da >>| Explorations on Sound and New Media Art Conference, um evento que reuniu na Escola das Artes artistas, músicos, intérpretes, académicos e técnicos para uma viagem estimulante, que ultrapassou os limites da expressão sonora e da experimentação multimédia.
A edição inaugural da conferência juntou participantes nacionais e internacionais para a celebração e reflexão da convergência do som, dos novos media e da expressão artística, explorando um leque diversificado de práticas, teorias e abordagens inovadoras.
O evento contou com a presença de convidados de destaque, como Gabi Wijers, Rosa Menhman e Salomé Voegelin. Participaram, ainda, cerca de 19 oradores distribuídos por diversos painéis.
Incluída na programação da conferência esteve o Workshop “Preservation on New Media Art”, orientado por Gaby Wijers, fundadora e diretora da LIMA – Living Meida Art Foundation. No workshop, que decorreu no primeiro dia, Wijers traçou quatro estratégias principais para a preservação: armazenamento, migração, emulação e interpretação/re-interpretação.
No arranque dos dois dias de palestras, a Comissão Organizadora referiu a importância destes eventos e como “é com prazer que se inicia esta aventura no seio da Escola das Artes e do CITAR enquanto instituições que pretendem ativamente ter uma ação ativa e positiva na criação de conhecimento e massa crítica na arte e academia.”.
Durante o segundo dia, Rosa Menkmann apresentou a palestra “Beyond resolution: Building a practice from compromises in New Media”, na qual discutiu com a audiência as fronteiras entre a criação artística e a investigação.
Na sessão de fecho da Conferência, a artista, escritora e investigadora Salomé Voegelin conduziu os participantes numa viagem única e íntima que cruzou a performance, a escuta coletiva, a poesia e o ativismo, partindo sempre do som como ponto de partida para se olhar o mundo.