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CLIL promove 2º Ciclo de Workshops Pedagógicos UCP

Após o sucesso do 1ª Ciclo de Workshops Pedagógicos UCP, o CLIL - Católica Learning Innovation Lab vai organizar o 2º Ciclo de Workshops Pedagógicos, entre os dias 30 de janeiro e 16 de fevereiro de 2024. O arranque acontece com a realização, a 30 de janeiro, do Seminário “Inteligência Artificial no Ensino Superior: Disrupção e Adaptação”. Dividido em 3 painéis diferentes, “Inteligência Artificial: Conhecer a realidade e explorar o seu potencial na investigação”, “Ensinar para um Mundo com Inteligência Artificial” e “Ensinar com Inteligência Artificial”, este seminário reúne especialistas em Inteligência Artificial do meio académico e empresarial, tais como William Hasselberger (Laboratório de Ética Digital da UCP), Isabel Guimarães (Católica Porto Business School), Gonçalo Quadros (Critical Software), e Ana Rita Serra (Microsoft Portugal).

Ao longo de três semanas, serão dinamizadas 25 sessões temáticas por oradores internos e externos à UCP, com o objetivo de fomentar momentos de partilha, pautados pela dinâmica de aprendizagem entre pares. Diferentes temáticas relacionadas com a inovação pedagógica serão abordadas e debatidas entre dinamizadores e participantes. Este ano, além dos workshops online, a iniciativa acolhe as formações presenciais promovidas pelos Projetos CApS – Aprendizagem-Serviço e ERASMUS+ PBL4COLLABTT / PBL4TEA.

O ciclo de workshops é dirigido aos docentes e investigadores dos quatro campi da UCP. As inscrições terminam no dia 29 de janeiro de 2024 e devem ser realizadas no seguinte  Formulário.

18-01-2024

Luís Pina Rebelo: “Para se ser um empreendedor é preciso mais do que uma boa ideia.”

Luís Pina Rebelo é docente da Católica Porto Business School. É licenciado em Gestão pela Universidade Católica e doutorado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, com especialização em Economia e Gestão da Saúde. A Gestão Estratégica e o Empreendedorismo são também duas áreas a que se tem dedicado. Coordena a Pós-Graduação em Empreendedorismo e Business Development e integra o Conselho Fiscal da Associação Nacional de Jovens Empresários. Viagem de sonho? Japão. O que é que o move? “A curiosidade inata por tudo.”

 

Como é que se ensina o Empreendedorismo?

É muito difícil desenvolver interesse pelo Empreendedorismo, ou melhor, o interesse até pode existir, mas é difícil desenvolver empreendedores e em concreto é muito difícil e muito desafiante em Portugal, porque tradicionalmente temos das taxas mais baixas de empreendedorismo, ainda que isso pareça estar a mudar. Historicamente, somos um país reconhecido por ter uma elevada aversão à incerteza, por exemplo. E eu gostaria de contribuir para mudar isso.

 

É licenciado em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade Católica no Porto. Porquê escolher esta área?

Já pensava em Gestão na adolescência, se calhar pelo motivo errado. Acho que quase toda a gente começa a pensar na Gestão pelo motivo errado. Começa a pensar que talvez gostasse de mandar e de ter algum comando sobre as coisas. Ora aqui está um grande erro. Mais tarde é que comecei a encarar a Gestão de forma mais séria, quando, justamente, me deparei com uma vontade de fazer muitas coisas diferentes. Tinha alguma dificuldade em escolher, porque gostava de coisas tão díspares como a Matemática, a Física, as Artes e a Psicologia. Sempre fui um curioso pelo comportamento humano. Também ponderei o Direito, porque tinha boa capacidade de argumentação. Enfim, tudo isto me levou à Gestão, porque percebi que um bom gestor, principalmente na Estratégia e no Empreendedorismo, tem de fazer usar de áreas de conhecimento muito diferentes.

 

É importante dominar várias áreas? Ser-se multitasking?

Precisamente. Ou pelo menos sermos uns constantes curiosos acerca do que nos rodeia. É fundamental. Quando falamos de alguém que trabalha em empreendedorismo temos de pensar em alguém que seja inovador, domine a vertente mais comercial, que compreenda o comportamento do consumidor, que saiba identificar oportunidades e necessidades, mas que também saiba ler os números, que consiga extrair das pessoas o melhor delas, entre outras características. Olho para as pessoas que têm estes perfis muito diversificados e recordo-me do Homem do Renascimento.

 

Como Leonardo da Vinci?

Sim, ele sabia um bocadinho de tudo. Era, de facto, brilhante. Infelizmente para mim, a ideia de Homem do Renascimento é algo que não é muito estimulado hoje em dia, porque a atualidade tende para a especialização. Mas esta visão é algo que me inspira e encontrei no empreendedorismo esta possibilidade de trabalhar em áreas diferentes e de me realizar em dimensões variadas.

 

O que é que mais o marcou durante os seus anos de aluno na Católica?

O meu percurso na Católica ficou muito marcado por uma forte vivência académica. Festas académicas, um estágio de verão em Nova Iorque, fiz parte da fundação da CAtólica SOlidária, o núcleo de voluntariado da Universidade Católica no Porto. O associativismo permitiu-me desde cedo fazer aquilo que eu mais gostava: criar projetos de raiz, mobilizar pessoas, ajudar a perceber qual a melhor forma de fazer uma ideia crescer. Foram anos muito bons.

 

Para além da especialização na área da Gestão Estratégica e do Empreendedorismo, também se vem a especializar na área da Gestão de Saúde…

Doutorei-me em Economia e Gestão de Saúde, precisamente. Motivado pelas minhas experiências de voluntariado. Fiz voluntariado em Angola com crianças e foi uma experiência que me tocou muitíssimo. Fiz voluntariado num hospital que, como se pode imaginar, não tinha praticamente condições ou pelo menos saía totalmente fora daquilo que é a nossa realidade. Deparei-me com uma desorganização total do hospital de lá e com uma total falta de recursos. Foi a partir daí que me comecei a interessar pela organização do nosso sistema de saúde e no fundo pela sustentabilidade do nosso próprio SNS, que, de facto, carece muito de gestão.

 

A Saúde em Portugal tem estado permanentemente na agenda. Não pelos bons motivos…

A Saúde em Portugal, não a privada, porque a privada até tem feito, de facto, desenvolvimentos muito fortes, está muito mal, em termos de gestão. A sustentabilidade do SNS, que visa ser universal e tendencialmente gratuito, já está em causa há muito tempo. É preciso haver algum tipo de resposta para este problema, porque há uma insatisfação generalizada, quer dos pacientes, quer dos profissionais de saúde. Esta insatisfação coincide com uma altura em que, finalmente, foi feita uma coisa que eu próprio já advogava nas minhas aulas. Eu perguntava sempre “Quem é o gestor estratégico do SNS?” e não havia resposta. Como é que um sistema desta dimensão, que é consumidor de recursos em massa, não tem nenhuma entidade gestora a dirigir, estrategicamente, o sistema? Assisti, por isso, com agrado à criação dum órgão de Direção Executiva do SNS (independentemente de quem concretamente é nomeado), no entanto continuamos a assistir a um impasse grande relativamente àquele que será o seu papel e o âmbito da sua atuação. Urge conferir gestão e, nomeadamente, gestão estratégica ao SNS.

 

Essa Gestão que refere não tem de passar obrigatoriamente pelo corte de custos pela via da diminuição de salários dos profissionais?

Não tem obrigatoriamente. A pandemia colocou a nu muitas fragilidades. Durante essa altura, os médicos estiveram de parabéns porque conseguiram ultrapassar uma série de dificuldades. Recordo-me que foi notícia o facto de os médicos terem criado um grupo de Whatsapp para cruzarem disponibilidades hospitalares. Ainda bem que arranjaram esta forma de contornar o problema, mas, ao mesmo tempo, faz-nos perceber que existe uma falta de gestão muito grande. Como é que não há mecanismos instituídos para fazer esse cruzamento de informação? Temos regiões com duplicação (ou triplicação) de serviços e outras em que certos serviços estão deficitários. É preciso fazer um cruzamento da capacidade instalada, é preciso reafetar recursos, gerir melhor alguns deles, compreender o que se pode fazer em termos de logística e de stocks para não haver desperdícios etc. Todas estas questões têm uma solução na Gestão e a solução não tem de passar necessariamente por cortes nos custos e nos salários. Bem pelo contrário, porque fazendo uma correta racionalização, podem libertar-se fundos valiosos para se poder pensar, verdadeiramente, em melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde. A solução para o problema está na gestão.

 

Atualmente, coordena a pós-graduação em Empreendedorismo e Business Development da Católica Porto Business School.

É uma formação que existe precisamente para estimular e apoiar o empreendedorismo. É uma formação em parceria com a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), da qual faço parte do Conselho Fiscal. Eu próprio tentei ser empreendedor quando desenhei o programa deste curso. É um curso que leva à ação! Quisemos ser out of the box para podermos apresentar um programa multidisciplinar de formação muito completo que pretende entregar aos alunos dois outputs muito concretos. Um deles é o apoio concreto para que no final tenham apresentado o seu projeto a uma candidatura a fundos ou financiamento e o outro é que saiam do curso com um plano de negócios pensado e desenhado de fio a pavio. É uma pós-graduação não só dirigida a novos negócios, mas também a negócios já existentes que precisem de um novo caminho, ou até projetos novos em contexto de empresas já estabelecidas.

 

O que é que mais gosta em ser professor?

A possibilidade de aprender, acima de tudo. Os alunos desafiam-me imenso e obrigam-me a ir estudar e investigar temas diferentes. À medida que cresço, cada vez a distância, em idade, dos meus alunos é maior e, por isso, estou sempre a aprender com eles e em contacto com as novas gerações e com as novas formas de pensar. Eles expõem-me permanentemente à atualidade.

 

O que é que distingue a Católica?

É precisamente aquilo que já distinguia a Católica quando há 20 anos entrei para a licenciatura. A Católica tem uma reputação muito presente no mercado. Foi pioneira na área da Gestão e tem uma experiência e um conhecimento muito consolidados que a faz ter a capacidade de potenciar e elevar o talento dos alunos e fazê-los capazes de serem a diferença na sociedade. A Católica estimula a multidisciplinaridade, as competências transversais, a criatividade e a ligação às empresas e organizações. Dou a disciplina de plano de negócios para os alunos finalistas da licenciatura em Gestão, que é das coisas que mais me preenche, e é um excelente exemplo de como a Católica proporciona aos seus alunos oportunidades de desenvolvimento integral e de descoberta.

 

O que diria a um jovem que quer empreender?

Para se ser um empreendedor é preciso mais do que uma boa ideia. É preciso ter a capacidade para viabilizar e implementar. O melhor conselho que posso dar aos jovens que querem empreender é que apostem na formação e no conhecimento. O conhecimento valioso. A formação é indispensável para dar forma concreta a um projeto.

 

Alguém que gosta de aprender áreas muito diferentes, também deve estar sempre a descobrir coisas novas para os tempos livres…

Sim (risos). Recentemente ando a descobrir uma paixão pela jardinagem aos fins de semana. Tento sempre aplicar a minha vertente mais criativa. Entre outras coisas que adoro fazer, sou pai. A paternidade não se pode considerar um hobbie, mas, de verdade, que tiro muito prazer disto. Sempre tive muito interesse em compreender o ser humano e perceber o que é inato, o que é que é desenvolvido, o que é que é genético. O que é que nos faz ser como somos? É um privilégio poder assistir e fazer parte do crescimento das minhas filhas.

 

Também gosta de viajar. Uma viagem que esteja nos seus planos?

Gostava muito de ir ao Japão. É uma cultura diametralmente oposta à nossa e tenho uma grande urgência em conhecer melhor.

 

O que é que o move?

Move-me esta curiosidade inata por tudo e a vontade de fazer a diferença e de poder contribuir para o desenvolvimento de alguma coisa. É isto que me realiza.

 

18-01-2024

Escola das Artes lança programa de concertos, conferências, exposições e performances para não silenciar histórias

“Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” é o tema do programa cultural da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa que pretende estimular o debate sobre o fazer da(s) História(s), mostrando como muitos artistas contemporâneos têm contribuído para a alteração de paradigmas. Uma parceria da Escola das Artes com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA). De 15 de fevereiro a 29 de maio, ao final da tarde de quinta-feira, a cidade do Porto vai receber concertos, conferências, exposições e performances para não silenciar histórias.

Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes e co-curador do programa, sublinha que o ciclo “pretende construir um espaço de debate onde juntos possamos pensar as narrativas históricas e o modo como artistas de diferentes geografias e culturas têm sido motores fundamentais no alargamento e transformação dessa história oficial.” Sobre esta nova edição do programa, o diretor da Escola das Artes completa que “é fruto de um trabalho continuado da Escola das Artes em trazer temáticas com expressão no mundo não só artístico, como atual e global.”

Através da interseção de várias áreas e de conhecimentos múltiplos, onde se cruzam perspetivas de artistas, realizadores, ativistas ou intelectuais, o ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” procura criar um espaço de debate conjunto, onde se reflita sobre como se pode juntar à História outros sujeitos, corpos ou objetos, de modo a, progressivamente, construir um recorte mais amplo e diverso do mundo, dos seus habitantes e dos processos de transformação.

Estão confirmados os concertos, conferências e performances de Lilia Schwarcz, Denilson Baniwa, Pedro Barateiro, Nuno Crespo e Dalton Paula, João Salaviza e Renée Messora, Paulo Catrica, Hélio Menezes, Ayrson Heráclito, Margarida Cardoso, Artur Santoro, Flávio Cerqueira e de Francisco Vidal. A Escola das Artes anunciou também a agenda da Sala de Exposições, que contará com Carla Filipe, Pedro Barateiro, Paulo Catrica e Letícia Ramos.

O ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” é um projeto em co-curadoria entre a intelectual e curadora brasileira Lilia Schwarcz e Nuno Crespo. O ciclo é organizado pela Escola das Artes, em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA). Vai decorrer entre 15 de fevereiro e 29 de maio, às quintas, na Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

 

Mais informações e programa disponível aqui

18-01-2024

Universidade Católica no Porto e Ireland Portugal Business Network assinam protocolo de cooperação

A Universidade Católica Portuguesa no Porto assinou um protoloco de cooperação com a Ireland Portugal Business Network (IPBN), tendo em vista o desenvolvimento de iniciativas de interesse comum.

O protocolo tem como fim promover o estreitamento das relações entre as duas entidades, através de medidas concretas que permitam contribuir de forma mais estruturada para as suas missões, nomeadamente através da melhoria contínua das suas atividades, conscientes dos papéis que desempenham ao nível da responsabilidade social e da sustentabilidade. Nesse âmbito prevêem-se iniciativas referentes a estágios, apoio a alunos, programas de formação, ofertas de emprego, bolsas e prémios, projetos de investigação, entre outros.

O protocolo integra, também, a IPBN no universo das cerca de 70 entidades signatárias do INSURE.hub, uma iniciativa conjunta da UCP no Porto – através da Escola Superior de Biotecnologia e da Católica Porto Business School -, com a Planetiers New Generation, à qual já se associaram entidades nacionais e internacionais, dos mais diversos setores.

Isabel Braga da Cruz afirma que a assinatura deste protocolo “reflete o empenho da Universidade Católica em estabelecer uma política de parcerias e de ligação à comunidade”. “Acreditamos que as parcerias têm o poder de nos fortalecer e nos aproximar da sociedade”, acrescenta.

A assinatura do protocolo, que decorreu a 17 de janeiro, contou com a presença de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa no Porto, e de Geoffrey Graham, presidente da IPBN.

18-01-2024

Vacancy for Junior Doctoral Researcher - Project CATALYSE

17-01-2024

“Somos todos autores nesta luta que precisamos de mitigar”: Abordagem de desafios na comunicação contra a Violência Doméstica

No âmbito do Projeto Hymenaeus, a sessão de formação “Desjuridificar a linguagem no atendimento à vítima de violência doméstica” reuniu cerca de 140 participantes, incluindo profissionais que trabalham na área da resposta à violência doméstica, para refletir sobre a abordagem às suas vítimas. Em Portugal, a utilização de linguagem técnico-jurídica no atendimento as estas vítimas, dificulta a eficácia da comunicação, causando aumento nos níveis de stress.

Apesar de alguns progressos, Marisa Monteiro Borsboom enfatizou a necessidade de simplificar a linguagem, para tornar o acesso à justiça mais democrático, abrangendo não apenas a comunicação escrita, mas todos os aspetos que a envolvem: entoação, gestualidade, empatia e conteúdo visual. Projetos comunicacionais bem-sucedidos, que oferecem manuais claros e adotam formulários simples, foram apresentados enquanto exemplos a considerar.

Da mesma forma, sugeriu a aplicação de uma comunicação inclusiva que abrace as nuances e os ajustes culturais, num país cada vez mais diversificado. A formação de equipas multidisciplinares foi referida como uma iniciativa prática e produtiva para o objetivo da “desjuridificação” da linguagem. No que diz respeito ao desafio iminente da inteligência artificial, esta foi encarada como mais uma ferramenta a utilizar para simplificar a linguagem e adaptá-la às necessidades emergentes.

Defensora da auscultação da vítima e de a trazer para o centro das decisões, Marisa Monteiro Borsboom sublinhou que a luta contra a violência doméstica é uma responsabilidade coletiva, tornando-se urgente humanizar a linguagem jurídica para mitigar este grave problema social e garantir um acesso à justiça mais inclusivo e eficiente.

17-01-2024

Reitora da UCP é a única portuguesa na lista 50 over 50 da Forbes

Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, é a única portuguesa que consta na lista 50 over 50 da Forbes.

Isabel Capeloa Gil é a primeira mulher a ser nomeada presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas (IFCU) e a sexta reitora da Universidade Católica Portuguesa. Cresceu na China e a sua formação despertou um interesse precoce na investigação de questões de diversidade e conflito no seu trabalho académico. Como reitora da UCP, supervisiona projetos de expansão da universidade; como presidente da IFCU, a associação de universidades católicas mais antiga do mundo, liderou um grupo de trabalho para uma maior representação das mulheres em cargos de liderança académica.

Artigo completo disponível na Forbes.

17-01-2024

Mais de 40 mil pessoas impactadas por projetos da Universidade Católica no âmbito da metodologia Aprendizagem-Serviço

São mais de 40 mil as pessoas impactadas pelas iniciativas decorridas no âmbito das cerca de 110 edições de experiências curriculares e extracurriculares da Universidade Católica Portuguesa que seguiram a metodologia de Aprendizagem-Serviço. Em cinco semestres de implementação do projeto, estiveram envolvidos mais de 1850 estudantes e mais de 60 docentes dos quatro campi da Católica, em articulação com mais de 250 entidades parceiras.

São números muito expressivos que descrevem o projeto CApS – Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social -, que, atualmente, está no sexto semestre de implementação. Um projeto da Universidade Católica Portuguesa, liderado pela Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) e pela Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) da Católica no Porto, com abrangência nacional – tendo, por isso, expressão no Porto, Braga, Viseu e Lisboa – que visa a promoção e institucionalização da metodologia Aprendizagem-Serviço (ApS) na Universidade e a sua disseminação também em outras instituições de ensino superior em Portugal.

As coordenadoras do projeto, Luísa Mota Ribeiro, da FEP, e Carmo Themudo, da UDIP, afirmam que tem sido muito gratificante liderar o Projeto CApS, que tem permitido ensinar e aprender fazendo a diferença na comunidade, e estes números, assim como os testemunhos que diariamente ouvimos, animam-nos a continuar com entusiasmo.

 

Quando a inovação pedagógica e a responsabilidade social se unem

Este modelo de aprendizagem integra-se em linhas de inovação pedagógica e de responsabilidade social em que a UCP tem vindo a apostar, seja através dos profissionais que forma ou do trabalho que desenvolve em parceria com múltiplos interlocutores, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A ApS é uma metodologia educativa que promove nos estudantes uma compreensão mais abrangente e aprofundada dos temas curriculares, a par de um maior sentido de responsabilidade cívica. Nesta experiência, os estudantes desenvolvem os seus conhecimentos e as suas competências quer através da vivência e intervenção numa atividade de serviço que responde a necessidades previamente identificadas na comunidade, quer através de um processo contínuo de reflexão guiada.

As coordenadoras do CApS explicam, também, que a metodologia traz inúmeros benefícios para todos os envolvidos, com destaque para o desenvolvimento de competências por parte dos estudantes, no domínio académico e cognitivo, vocacional e profissional, pessoal, social, cívico, e ético moral.

Lares de idosos, centros de dia, jardins de infância, instituições de apoio a famílias vulneráveis e até a própria Universidade foram alguns dos locais que foram palco das iniciativas e projetos desenvolvidos no âmbito da metodologia ApS, que, na sua maioria, atuaram nas áreas da solidariedade e cooperação, apoio educativo e escolar, promoção da saúde e promoção dos direitos das pessoas.

Em questionários realizados com vista à avaliação das diferentes fases do projeto, vários estudantes foram ouvidos, tendo estes referido que a metodologia ApS tem impacto sobre eles em diferentes domínios, tais como: aplicação prática de conceitos teóricos; a promoção da consciência social; a promoção da auto-realização; a promoção de um sentimento de utilidade; a aproximação à futura prática profissional; o desenvolvimento de competências profissionais; o desenvolvimento da empatia; o aumento da motivação para ajudar os outros; a possibilidade de contacto com novas realidades; e a possibilidade de contactar e integrar uma equipa multidisciplinar.

A par dos benefícios que colhem para o seu desenvolvimento, os estudantes descrevem também o impacto que a aplicação desta metodologia tem nos beneficiários finais: melhoria da qualidade de vida; elevada satisfação/entusiasmo; melhoria da saúde; aumento da motivação; maior bem-estar psicológico; desenvolvimento de capacidades de reflexão; aumento do conhecimento; desenvolvimento do pensamento crítico; maior empatia; maior autoestima; reintegração social, entre outros.

 

A vocação da Católica para a intervenção na sociedade

As parcerias são um eixo central para a concretização do projeto CApS, registando até ao momento um total de 164 parceiros de diferentes setores de atividade e atuação. Dos 83 projetos que decorreram no âmbito das mais de 110 unidades curriculares ou extracurriculares que seguiram esta metodologia 7 são projetos transdisciplinares. A multi e a transdisciplinaridade são, também, uma parte muito relevante da missão da Universidade, que em cada um dos seus quatro campi agrega diferentes áreas do conhecimento. “A transdisciplinaridade enriquece muitos os projetos e traz vantagens. Por um lado, permite a abordagem dos problemas segundo perspetivas diferentes., conforme as áreas do saber envolvidas. Os problemas sociais geralmente são complexos e envolvem múltiplos fatores. Por outro lado, possibilita soluções inovadoras, pois a integração de diferentes perspetivas pode levar a novas ideias e soluções que não seriam possíveis se cada disciplina trabalhasse de forma isolada.”, afirmam.

O projeto conta com o apoio de especialistas internacionais, como consultores e avaliadores externos. O impacto e a eficácia do CApS são avaliados cientificamente, produzindo um conjunto de conhecimentos para melhorar as ações futuras. Os resultados serão divulgados nacional e internacionalmente.

Robert G. Bringle, consultor do Projeto CApS, afirma que a Aprendizagem-Serviço permite enriquecer as aprendizagens dos alunos através do desenvolvimento de parcerias autênticas com a comunidade.

A fase final do projeto ampliará as competências e conhecimentos da Universidade na metodologia permitindo fortalecer a ApS noutras instituições de ensino superior em Portugal. A aposta da Universidade Católica Portuguesa na metodologia Aprendizagem-Serviço prende-se com a sua vocação para a intervenção na sociedade.

16-01-2024

Clínica Jurídica do Porto: Faculdade de Direito e Ordem dos Advogados reforçam cooperação com Programa Pedagógico Inovador

A 9 de janeiro de 2024, a Escola do Porto da Faculdade de Direito e o Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados formalizaram uma adenda ao protocolo de cooperação institucional já existente, no âmbito do lançamento da primeira Clínica Jurídica do Porto, que contará com o apoio da Ordem na nomeação de um representante, que acompanhará as atividades deste Programa inovador.

Inspirada nas metodologias de ensino de conceituadas universidades americanas e europeias, a Clínica Jurídica do Porto pretende proporcionar aos alunos a oportunidade de aplicar os seus conhecimentos em contextos reais. De acordo com Manuel Fontaine “será uma oportunidade para os nossos estudantes lidarem no terreno com temas sociais relevantes, como a discriminação dos mais vulneráveis, a imigração, o tratamento dos idosos, entre outras tantas situações.  Estou confiante de que esta iniciativa será um marco no Ensino Superior. Para além de uma inovação pedagógica, é uma expressão tangível do compromisso da Faculdade em formar profissionais socialmente responsáveis”.

Ao conceder aos alunos a oportunidade de aplicar os seus conhecimentos a casos de estudo reais, a Clínica Jurídica do Porto preparará ainda os futuros profissionais de Direito a aplicar a Lei com sensibilidade e consciência social.

Nesta cerimónia estiveram presentes Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Jorge Barros Mendes, Presidente do Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados, e Manuel Fontaine de Campos, diretor da Escola de Direito.

As inscrições e o regulamento do programa serão divulgados brevemente.

12-01-2024

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