O que é que a Arte nos diz? e Qual o papel dos microrganismos na nossa vida?: Estas foram as duas questões que serviram de ponto de partida para as últimas sessões dos ISP Dialogues. A primeira proferida por Ella Nixon, historiadora de arte e investigadora em Cambridge, e a segunda por Célia Manaia, investigadora e docente da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica.
Dois temas que desafiaram os estudantes do Mestrado em Direito Internacional e Europeu, totalmente lecionado em Inglês, a refletir sobre a relação que existe entre a Arte e a Guerra e de que forma a Arte pode ser um instrumento de poder e de ideologia e também a refletir acerca da importância que os micróbios têm e como são tão necessários para a vida.
A Arte, enquanto experiência humana da guerra
Ella Nixon, na sessão “Art and War: Conflict on Canvas” que decorreu a 18 de outubro, apresentou uma aula muito visual com recurso a muitas referências de Arte, que permitiram aos estudantes terem contacto com diferentes artistas e expressões artísticas em torno do tema da Guerra.
A Arte “retrata a experiência humana da guerra” e “pode difundir ideologia”, afirma a oradora, explicando que a “intencionalidade” está muito presente na produção de Arte.
Durante a sessão, Ella Nixon abordou a Arte, enquanto instrumento ao serviço dos Estados e de que forma estes a utilizaram durante os períodos de guerra. “A Arte é muito vezes utilizada enquanto propaganda política”, explica. “Legitimação mítica” e o “imperialismo como natural” foram algumas das ideias partilhadas.
Os tempos mais modernos também foram referidos durante a sessão, tendo a oradora dado destaque à forma como, atualmente, a Arte é um “meio de auto-expressão” e “um meio de os indivíduos partilharem as suas próprias visões sobre a guerra.”
Ella Nixon desafiou os estudantes a observarem diferentes obras de arte, levando-os a refletir acerca do “poder da arte” e do triângulo “artista-obra-público”.
“Estamos habituados desde crianças a dar toda a atenção ao texto e a olhar para as imagens como mera decoração. Mas as imagens são, verdadeiramente, importantes, porque têm mensagens a comunicar. Não as ignorem”, este foi um dos apelos que a oradora deixou aos estudantes do International Studies Program, numa aula que foi repleta de recursos visuais, tendo permitido aos alunos explorarem a importância das imagens e da Arte. “Integrem as imagens nos vossos trabalhos, elas são importantes e ajudam a melhorar a forma como se olha e se compreende o mundo”, acrescentou.
Os micróbios são determinantes para a saúde
Intitulada “Microbes, those great puppeteers!”, a sessão decorreu a 25 de outubro e pretendeu mostrar como os microrganismos “são poderosos”. Célia Manaia partilhou com os estudantes a relação que existe entre os micróbios e o planeta terra, as pessoas, a sociedade e o progresso científico.
Através da partilha de inúmeras curiosidades sobre o tema, a oradora prendeu a atenção da plateia para um tema que lhes era pouco familiar, tendo, também, admitido ser “muito desafiante falar de micróbios para esta audiência.”
A investigadora explica que “estamos em permanente contacto com microrganismos” e que, contrariamente ao que normalmente se pensa, eles “são bons e importantes para a vida e para o bem-estar”. Célia Manaia reforça a importância de se “saber conviver com os microrganismos” para deles conseguirmos extrair todo o seu potencial.
Com uma variedade de convidados de diferentes origens pessoais e profissionais, os ISP Dialogues, que surgem no âmbito do International Studies Program, fomentam e encorajam o pensamento crítico, contextos interdisciplinares e uma visão abrangente e humanista tanto do Direito Internacional como do Direito Europeu e das Relações Internacionais.
A Católica Porto Business School (CPBS) foi palco esta segunda-feira, 23 de outubro, de um debate em torno de três perspetivas sobre a forma de olhar para o tema da Inteligência Artificial (IA): a conferência “Inteligência Artificial: Olhares cruzados entre Ética, Direito e Tecnologia” foi organizada pelo Fórum de Ética da CPBS e realizada no âmbito da abertura do Curso Executivo de Chief Ethics & Compliance Officer.
Coube ao diretor da CPBS, Rui Soucasaux Sousa, as palavras de abertura da conferência. Para si, é importante, e inerente à própria missão da Escola, “estar na vanguarda do estudo do impacto complexo da IA na sociedade e nas empresas, o que requer uma abordagem multidisciplinar”.
A coordenadora do Fórum de Ética da Católica Porto Business School, Helena Gonçalves, reforçou “a importância que o próprio fórum tem assumido, de uma forma transversal, na sensibilização da ética nas organizações”. A docente salientou as ligações com a temática da IA e lançou o desafio aos convidados presentes para se fazer um livro com reflexões sobre o futuro da IA.
A conferência ficou marcada pelo painel de debate, moderado por Alberto Castro, diretor não executivo do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada, e que teve como convidados o co-fundador e chairman da Critical Software, Gonçalo Quadros, Steven S. Gouveia, investigador do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, e Pedro Miguel Freitas, docente e investigador da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.
Gonçalo Quadros, que iniciou o debate, começou por dizer que o ser humano está perante um salto no poder computacional como não se viu em quase um século: “aumenta mais hoje numa hora do que em 90 anos”. Falou sobre a importância da IA em todos os setores, mas alertou para o perigo de softwares que criem sociedades distópicas, terminando ao dizer que, “com os deepfakes, a democracia está em perigo”.
Para Pedro Miguel Freitas, “o regulador tem tentado manter uma posição tecnologicamente neutra”. A própria evolução da posição final do Parlamento Europeu sobre a IA é sinal disso. “Há uma aposta na literacia digital, o que é informação versus desinformação” explicou, aproveitando para sublinhar a importância da definição legal de IA – “nem demasiado abrangente nem demasiado restritiva”.
A terminar, Steven S. Gouveia comparou o deslumbramento com a IA ao deslumbramento com a época dos Descobrimentos, dizendo que “é necessária uma bússola ética que guie a sociedade”. O investigador abordou ainda a autoria da arte feita por robots e a importância da aplicação da IA na identificação de diferentes tipos de cancros de pele, reforçando, contudo, que a IA ainda está longe de substituir “o que é hoje a relação entre paciente e médico”.
A conferência foi realizada em formato híbrido (presencial e online) e contou com um elevado número de inscritos. Entre eles, os novos alunos do Curso Executivo de Chief Ethics & Complicance Officer que arrancou esta semana. Este programa é uma das muitas apostas da Católica Porto Business School na área de Ética e Sustentabilidade.
Esta iniciativa, dinamizada pelo Fórum de Ética, é uma das muitas desenvolvidas por este grupo de trabalho. O Fórum de Ética da Católica Porto Business School é um espaço de encontro que tem como objetivo promover a ética empresarial, através da troca de experiências, da reflexão conjunta e da criação e partilha de conhecimento.
O projeto Católica In!, organiza, durante o mês de novembro, no Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa (UCP), um Ciclo de Workshops 360º: Pense #SMARTER, estabeleça as metas que importam.
Estes Workshops, realizados em três etapas, contam com o apoio do Gabinete de Estudantes e Empregabilidade e são baseados no programa da Universidade de Queensland “Life Goals: Create the Life You Want". O objetivo consiste em auxiliar os(as) alunos(as) na definição e planeamento de objetivos SMARTER visando alcançar o sucesso pessoal e académico.
“Os Workshops 360º são cursos práticos, de curta duração, e têm o ensejo de assegurar que todos aprendem, trabalhando e analisando temas e problemas autênticos da nossa realidade, em ordem a (re)pensar ideias, pressupostos e/ou esquemas mentais“,acrescenta Cristina Palmeirão, membro da equipa de coordenação do projeto e docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.
As inscrições estão abertas até 31 de outubro nos Centros Regionais de Braga e do Porto da Universidade Católica Portuguesa, através do preenchimento deste formulário.
Todos(as) os(as) participantes terão direito a certificado de participação.
O “Católica in! Inovar para Incluir”, projeto conjunto dos Centros Regionais de Braga e do Porto da Universidade Católica Portuguesa, tem em vista a integração e o sucesso académico de alunos(as) do primeiro ano de Licenciatura.
Este projeto é apoiado pelo “Skills 4 Pós-COVID - Competências para o futuro no Ensino Superior”, financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do POCH – Programa Operacional Capital Humano (POCH- 02-53I2-FSE-000026), através do FSE – Fundo Social Europeu. O “Católica in! Inovar para Incluir” arrancou no segundo semestre do ano letivo de 2022/2023, e prolonga-se até ao primeiro semestre de 2023/2024, nos campi do Porto e de Braga da Universidade Católica Portuguesa.
Uma constelação de obras sobre o SAAL, programa estatal de construção habitacional criado após o 25 de Abril em Portugal, e uma escultura lumnica na fachada do Edifício das Artes. “SAAL Neon 2023”, da artista plástica portuguesa Ângela Ferreira, é o título da próxima exposição que vai estar patente na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa no Porto. A inauguração está agendada para o dia 19 de outubro, às 19h, e a entrada é livre.
“A temática do SAAL aqui escolhida como mote de trabalho foca-se no lado participativo dos habitantes que colaboraram na construção das suas casas,” esclarece a artista plástica Ângela Ferreira. SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local) é o nome de um programa estatal de construção habitacional que emerge após a Revolução dos Cravos em Portugal e que tentou suprir as necessidades habitacionais de populações desfavorecidas. “A escultura anima uma imagem remanescente de um filme, que mostra o transporte de um balde de cimento entre personagens. O aspeto humano e colaborativo da construção de uma nova sociedade é aqui celebrado”, desvenda a artista plástica sobre a escultura lumnica que será instalada na fachada do Edifício das Artes.
Nuno Crespo, curador da exposição e diretor da Escola das Artes, salienta “a exposição de Ângela Ferreira a dois atos – na sala de exposições e na fachada do edifício – é uma enorme honra e demonstra o trabalho que temos feito para que a Escola das Artes seja para os artistas, mas também para os docentes e alunos, um espaço de co-criação.”
A exposição “SAAL Neon 2023” é inaugurada dia 25 de outubro, às 19 horas, na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica, e estará patente até 5 de fevereiro de 2024. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.
EXPOSIÇÃO “SAAL NEON 2023” ÂNGELA FERREIRA · 25 OUT 23 · 05 FEV 24 Curadoria: Nuno Crespo Entrada Livre · de terça a sexta · 14H30 – 19H00 Local: Sala de Exposições da Escola das Artes
Rua de Diogo Botelho, 1327, 4169-005 Porto
Biomédica; Economia e Gestão; Medicina Clínica; Agricultura, Pescas e Floresta; Biologia. Estas são as grandes áreas dos nove investigadores da Universidade Católica Portuguesa (UCP) que integram o ranking “World’s Top 2% Scientists 2023”, elaborado pela Universidade de Stanford (EUA). Um ranking que avalia também o impacto gerado para a ciência, ao longo da carreira dos investigadores.
Na área da Biomédica destacam-se três investigadoras: Célia Manaia e Paula Teixeira, do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia (CBQF/ESB); e Paula Ravasco, do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde da Faculdade de Medicina (CIIS/FM).
Em Economia e Gestão também são três os investigadores em destaque: Filipe Santos e Ilídio Barreto, da Unidade de Investigação Empresarial e Económica da Católica Lisbon School of Business & Economics (CUBE/CLSBE) e Rui Sousa, do Centro de Estudos em Gestão e Economia, da Católica Porto Business School (CEGE/CPBS).
Na área da Medicina Clínica, o destaque é para João C. Fernandes, do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia. As investigadoras Manuela Pintado e Marta Vasconcelos, do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia (CBQF/ESB), destacaram-se nas áreas da Agricultura, Pescas e Floresta, e da Biologia, respetivamente.
Se analisado o impacto gerado para a ciência, ao longo da carreira dos investigadores da Universidade Católica Portuguesa, são seis os investigadores que integram o ranking: Célia Manaia, Manuela Pintado, João C. Fernandes, Paula Teixeira e Paula Castro, do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia; e Paula Ravasco, do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde da Faculdade de Medicina.
Para a reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, “a presença sólida dos nossos investigadores e da sua investigação neste ranking, reconhecido internacionalmente, é um enorme orgulho e demonstra o impacto da investigação para a comunidade.”
O ranking “World’s Top 2% Scientists 2023”, coordenado pela Universidade de Stanford, identificou cerca de 200 mil Investigadores de todo o mundo em 22 áreas científicas e 174 subáreas, avaliando o impacto da Investigação realizada em 2022 e ao longo da carreira. O estudo pode ser consultado aqui.
As instalações de Maria Miguel Pratas, Miguel Ribeiro e Benjamim Gomes, alumni da Escola das Artes, integram a programação do festival Mucho Flow, um festival de descoberta musical que acontece de 2 a 4 de novembro, em Guimarães.
LOW INTERSECTION OF BENIGN MACHINES, da autoria de Maria Miguel Pratas e Miguel Ribeiro, e Leviatã Magnético ou Experiências com Automagnetofagismo, de Benjamim Gomes, criadas no âmbito da Licenciatura em Som e Imagem e do Mestrado em Cinema da Escola das Artes, vão estar abertas ao público nos dias 2 e 4 de novembro, em locais a divulgar brevemente.
Este ano, o Mucho Flow será em formato “multi-venue”, em que várias salas de espetáculos, espalhadas pela cidade, servirão de palco aos artistas do cartaz, desdobrando a descoberta de novas tendências numa redescoberta de Guimarães e dos seus equipamentos culturais.
“Que utilidade tem a educação superior em tempo de guerra? Como pode a universidade cumprir uma missão de esclarecimento e aspiração em tempos tão conturbados como os que vivemos?” Foi com esta reflexão que a Reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP) iniciou a Cerimónia Nacional de Abertura do Ano Letivo e de Entrega de Diplomas, no dia 18 de outubro.
Num evento que reuniu a comunidade académica na celebração dos recém-graduados e no acolhimento aos novos estudantes, Isabel Capeloa Gil destacou “o papel da universidade num mundo em guerra, repudiando, sem condições, o bárbaro ataque terrorista do Hamas a civis em Israel” e expressou “a enorme preocupação face às condições tremendas do cerco de Gaza e a perda colossal de vidas humanas daí decorrente”.
Para a Reitora da UCP, os problemas de hoje “exigem a ação de múltiplos protagonistas, pluralismo, diálogo, compromisso e sobretudo pensamento em profundidade”. Uma missão da qual uma instituição universitária não pode alhear-se, defendeu Isabel Capeloa Gil.
“Para formarmos empreendedores de sonhos, como os que hoje recebem o seu diploma, a universidade tem de promover uma preocupação profunda com a razão de ser das coisas, o contexto em que se manifestam e o seu impacto”, afirmou, acrescentando: “A universidade é a casa de todos os saberes do mundo, de todas as suas memórias, de todas as suas vozes. E é isso que a torna tão irrequieta e tão profundamente universal.”
Isabel Capeloa Gil deixou ainda uma palavra de “parabéns à comunidade académica e científica da Universidade Católica pelo comprometimento, pela ambição e pelo desempenho”. Aos docentes de carreira, que receberam pela primeira vez as Medalhas de Mérito por 25 e 40 anos de serviço, agradeceu “a dedicação e o contributo para a construção da nossa universidade que é grande, porque é feita de grandes pessoas”.
Já Paulo Portas,alumnus da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito, partilhou que “a Católica não se esquece” e deixou vários conselhos aos jovens presentes. “Aproveitai do digital o que tem de luminoso e ganhai alguma distância do que tem de perigoso. Googlar não é estudar, um tweet não é uma licenciatura, um post não é um doutoramento, uma sociedade de influencers não é uma comunidade de sábios”, começou por referir. “A mochila de conhecimento que levais daqui dai-vos uma grande responsabilidade: a de não aceitar a destruição do conhecimento e a de promover uma cultura de exigência e qualidade nos debates do espaço público hoje e amanhã”.
Também presente na cerimónia esteve Aníbal Cavaco Silva, que entregou o Prémio Democracia e Desenvolvimento, instituído pelo próprio em 1995, a duas alunas da Católica Lisbon School of Business and Economics. Ao expressar a satisfação em regressar à Universidade Católica, onde foi professor, comentou que acompanha “sempre com muito interesse a sua aposta na qualidade, na excelência, na difusão dos valores que a informam e o prestígio nacional e internacional que tem vindo a conquistar”.
Nesta ocasião, foram também entregues os Prémios UCP/Caixa Geral de Depósitos aos estudantes com as melhores notas de cada licenciatura, por João Guilherme.
Naquela que foi a sua primeira sessão oficial como Magno Chanceler da UCP, o Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério encerrou a cerimónia com uma oração e palavras de congratulação a toda a comunidade académica. “Felicito e congratulo, porque é uma instituição onde está institucionalizada a obrigatoriedade do ‘eu’ se abrir ao ‘todo’. A Católica é verdadeiramente um laboratório de valores, de ética, mas sobretudo de humanidade”, afirmou.
“Food and Environmental Transition: time to listen to nature” é o título da Conferência internacional onde a ativista ambiental Vandana Shiva, cientista e membro do conselho do Fórum Internacional sobre Globalização, conhecida também como "Gandhi dos grãos", fará um keynote speech. Um evento organizado pela Universidade Católica Portuguesa no Porto, no âmbito do INSURE.hub – uma iniciativa da Escola Superior de Biotecnologia e da Católica Porto Business School com a Planetiers New Generation –, e pela Fundação de Serralves. A conferência realiza-se a 30 de outubro, a partir das 14h30, no Auditório da Fundação de Serralves.
Discutir e refletir sobre temas na área da sustentabilidade, regeneração, biodiversidade e sistemas alimentares que terão impacto na sociedade nos próximos 100 anos são os objetivos desta conferência internacional.
A conferência será dividida em três partes distintas. O primeiro painel irá abordar o tema da “Biodiversidade e Regeneração” e contará com a participação de Helena Freitas, diretora do Parque de Serralves, onde abordará a natureza e o futuro tendo como exemplo o parque; Luis Rochartre, consultor sénior da Planetiers New Generation & INSURE.hub que irá falar sobre a nova era de investimentos de base natural que exploram créditos voluntários de carbono, e de António Vasconcelos, co-líder da Planetiers NG e do INSURE.hub para abordar o tema da emergência de líderes empresariais progressistas com propósitos regenerativos sustentáveis.
O segundo painel terá como tema “Sistemas Alimentares” e contará com a presença de Marta Vasconcelos, professora e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa que irá abordar o tema da diversificação das fontes de proteínas;Manuela Pintado, professora da Escola Superior de Biotecnologia e diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF/ESB/UCP) e co-líder do INSURE.hub que abordará o tema da valorização do desperdício alimentar. Haverá também uma apresentação de Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores do Continente, e de Pedro Rocha sobre o projeto Noocity.
Vandana Shiva, cientista e activista ambiental indiana, fundadora da organização não governamental Navdany, que tem como principal objetivo a promoção e conservação da agricultura biológica, biodiversidade de sementes e dos direitos dos trabalhadores da Índia, fará uma apresentação na terceira e última parte da Conferência. Para comentar esta apresentação, o painel contará com a participação de Helena Freitas, Manuela Pintado e de Filipe Araújo (vice-presidente da Câmara Municipal do Porto), com moderação de Arminda Deusdado, jornalista e diretora-geral da produtora Farol de Ideias.
A abertura da Confência “Food and Environmental Transition: time to listen to nature” ficará a cargo de Ana Pinho, chairman da Fundação de Serralves, e de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa | Porto. A conferência terá lugar no Auditório da Fundação de Serralves no dia 30 de outubro, pelas 14h30. A entrada é livre, mediante inscrição prévia.