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O que é a Educação Ambiental? “É a oportunidade de aprender com a Natureza”

Vamos “aprender com a Natureza”? A 26 de janeiro, celebra-se o Dia Mundial da Educação Ambiental. A comemoração realiza-se desde a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente em Estocolmo, na Suécia, em 1972, e pretende sensibilizar, alertar e consciencializar para a importância da construção de um futuro mais sustentável, reforçando o papel fulcral que a educação desempenha no processo de transformação e de mudança de comportamentos.

Margarida Silva, docente da Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica Portuguesa no Porto, destaca o papel dos jovens no combate às alterações climáticas e partilha que a prioridade ambiental faz parte da identidade da Faculdade.

 

O que é a Educação Ambiental?

É a oportunidade de aprender com a Natureza.

Qual o maior desafio da Educação ambiental?

Contribuir para a sobrevivência às alterações climáticas.

Que sinais positivos é que já se têm revelado nesta temática?

A luta pelo nosso futuro climático está a ser liderada pela juventude. Isso é o melhor sinal de que as coisas só podem mudar para melhor com o passar do tempo.

De que forma é que a Educação Ambiental integra a identidade da Escola Superior de Biotecnologia?

Na ESB a prioridade ambiental é o contexto em que tudo o resto decorre. Faz parte do nosso DNA, enquadra e fundamenta cada decisão estratégica e serve também de termómetro para avaliar os resultados no ensino, na administração e na investigação.

26-01-2024

Marta Mendonça: “quero intervencionar objetos dos quatro cantos do mundo” | Dia do Conservador-Restaurador

Com uma enorme paixão por História e Arte, Marta Mendonça “sabia que algo nas Artes” a chamava, mas não tinha a certeza do quê. Hoje, aos 20 anos, conta-nos que foi na Conservação e Restauro que encontrou a resposta.

“Comecei a pesquisar sobre a área, vi e revi inúmeros vídeos de intervenções, quase compulsivamente,” confessa a finalista da licenciatura em Arte, Conservação e Restauro da Católica, no Porto. Foi assim que descobriu “um mundo especial, perfeito, e do qual queria fazer parte.”

Para a futura conservadora-restauradora, “a Arte, em todas as suas formas, foi, e é, um registo da evolução do Homem”. Acredita que “cabe aos profissionais preservar essa identidade coletiva e zelar pela longevidade de determinados objetos, que são marcas de certas culturas e cronologias.”

Decidida a fazer parte deste mundo e dedicada a esta missão, Marta escolheu o curso de Conservação e Restauro na Universidade Católica devido ao equilíbrio teórico-prático e porque “pareceu ser a melhor opção, desde o plano de estudos, ao tempo de contacto direto com a obra artística, que em muito ajuda na formação do conservador-restaurador.”

Após conversar com a coordenadora da licenciatura, Carla Felizardo, no Open Day da Escola das Artes, “não havia quaisquer dúvidas”, e candidatou-se unicamente ao curso na UCP.  “Não poderia ter feito uma escolha melhor. Sinto-me concretizada e verdadeiramente feliz nesta instituição de ensino”, afirma hoje, certa da sua decisão.

Sobre o curso, destaca as “atividades dinamizadas nas Campanhas de Inverno e de Verão, que ensinam verdadeiramente como funciona uma equipa de trabalho,” em contexto profissional, explica a estudante.

Quanto ao futuro e certa de que as ferramentas recolhidas “ao longo dos últimos três anos serão devidamente aplicadas” no mundo que a espera, Marta confessa os seus vários planos: “quero colocar ‘as mãos na massa’, quero poder tocar e trabalhar em várias obras de arte, quero intervencionar objetos dos, e nos, quatro cantos do mundo.”

Mas desses quatro cantos “há um ‘pedaço’ de terra no mediterrâneo, que se chama Itália, que sempre suscitou” o seu interesse. Não fosse esta a casa da peça de arte que mais gostaria de restaurar, caso pudesse escolher qualquer uma no mundo. “Fascinada pelo Renascimento italiano, e pelo trabalho mecenático dos Médici, Florença é guardiã de uma das minhas obras de arte favoritas. Adoraria poder intervencionar A Primavera, de Sandro Botticelli. Há qualquer coisa de especial naquela obra em particular.”

26-01-2024

José Carlos Carvalho: “Mais do que dar respostas, a Teologia coloca questões.”

José Carlos Carvalho tem 55 anos, é natural do Porto e é professor e investigador da Faculdade de Teologia. Em 1987, chega à Católica para a licenciatura em Teologia, tendo prosseguido os estudos nesta área, especializando-se em Teologia Bíblica. O seu percurso de formação passou, também, por Roma e por Jerusalém. A fé faz falta ao mundo? “Se houvesse mais fé, o mundo seria muito melhor.”

 

É licenciado, mestre e doutorado em Teologia. Porquê estudar Teologia?   

Foi em 1987 que entrei para Teologia, tinha 18 anos. Eu tinha muita curiosidade e gosto pela Teologia e muito interesse pela Doutrina Social da Igreja, pela procura das razões da fé. Tinha, também, muita vontade em dialogar para ir à busca de um sentido. A Teologia obriga-nos a pensar profundamente. Durante a minha juventude tive uma vida bastante ativa na minha paróquia e, naturalmente, este gosto pela Teologia também surge por alguma influência de pessoas que foram uma referência para mim, como era o pároco e alguns capelães que serviam na paróquia. Durante o curso, ainda surgiu a possibilidade de seguir a via ministerial e até cheguei a frequentar dois anos de Seminário. Depois, em liberdade, percebi que afinal a minha vocação não era essa.

 

“Ter estado na Terra Santa deu solo ao que eu estava a estudar.”

 

A licenciatura correspondeu à sua expectativa?

Correspondeu pelo conhecimento que me proporcionou, pela capacidade de ler criticamente a realidade da própria Igreja, mas, também, do mundo. Acima de tudo, pela abertura de perspetivas que me abriu ao diálogo com os diferentes saberes.

 

A Teologia é multidisciplinar?

Diria que é interdisciplinar…. A Teologia tem o seu método próprio, mas agrega e dialoga com vários saberes. Para se pensar a Teologia, são precisos conselhos e critérios da Filosofia, conhecimento da Linguística, conhecimento de algumas línguas antigas, o conhecimento da História do pensamento e, também, algumas ciências humanas, como a Psicologia, a Sociologia, a Pedagogia e a Antropologia. Ao refletir sobre a condição humana, a Teologia tem necessariamente de dialogar e receber o contributo destas várias ciências.

 

“Quando eu conheço totalmente, deixa de haver mistério.”

 

A Teologia tem de ser estudada e pensada de forma aberta?

Aberta e arejada! A Teologia na Católica é aberta. Desde logo, porque convive com outras faculdades no mesmo espaço e, por isso, temos uma tendência natural para este diálogo. A boa Teologia é arejada e é isso que mais me fascina. Claro que dentro da Teologia, como em qualquer outra área, acabamos por nos especializar. Mas até essa especialização nos deve obrigar ao diálogo e ao confronto.

 

A que é que a Teologia vem dar resposta?

Mais do que dar respostas, a Teologia coloca questões. A resposta da mundividência cristã é uma resposta global, mas ela vem colocar questões que são, também, colocadas pelas ciências humanas e também pelas ciências mais exatas. Refiro-me à busca de sentido e à ânsia da esperança. A Teologia coloca no centro a humanidade. É um olhar sobre a pessoa humana. A Teologia olha para a pessoa humana com outras ferramentas, que outras áreas de conhecimento não possuem, porque ela é inspirada por uma base da revelação e por um testemunho, que é o testemunho de Jesus.

 

Quem estuda Teologia pode cair no erro de racionalizar demasiado e esquecer a dimensão do mistério?

É o perigo da racionalização absoluta do mistério. Nessa altura, deixa de haver mistério.
Deixa de haver aquela transcendência à qual a pessoa humana aspira. Chamamos a isto a dimensão apofática, isto é, a realidade é sempre maior do que as palavras e é algo que as palavras nunca vão conseguir conceptualizar. Quando eu conheço totalmente, eu deixo de ter mistério.

 

Vem a especializar-se na vertente bíblica.

A Faculdade de Teologia propôs-me um caminho na investigação na área bíblica. Propôs-me ir para Roma estudar esta área, para o Pontifício Instituto Bíblico. Sempre gostei de línguas e para estudar a Bíblia é necessário ter conhecimento de algumas línguas antigas. Foi uma oportunidade única. Fui com um grande espírito de missão, porque ia com a condição de trazer conhecimento nesta área para a faculdade.

 

Dos três anos de estudo em Roma, um semestre foi feito na Terra Santa …

Sim, estive cerca de 8 meses na Universidade Hebraica, em Jerusalém. Estar no terreno onde a Escritura foi sendo composta, redigida e formada dá outra encarnação. Ter estado na Terra Santa deu solo ao que eu estava a estudar. Aquele contacto com a arqueologia bíblica, com o terreno e com a memória é muito importante. Em Roma, também vivi um tempo fundamental. Foi lá que tive contacto com os maiores exegetas e com a investigação de ponta. Tive alguns professores que são verdadeiros monstros nesta área e tive contacto com investigadores estrangeiros de referência.

 

Para quem não é crente, porque é que a Bíblia importa?

Norbert Frye, nos Estados Unidos, em 1984, escreveu um livro que diz que o grande código da cultura ocidental é a Bíblia. Não é possível compreender a cultura ocidental sem a gramática que é a Sagrada Escritura. Foi a Bíblia que deu a mundividência e que formou a Cultura ocidental, ainda que muitos não gostem disso.

 

Esse desconforto é evidente na sociedade de hoje?

Claro que é. Existe claramente uma tendência revisionista. Infelizmente, há pessoas sem memória que, por isso, não conseguem fazer uma ampla leitura da História. Porquê renegar tantas pessoas que deram um contributo fundamental para a promoção dos direitos humanos e para o progresso da civilização? Porque é conveniente fazê-lo? Muitos dos grandes cientistas da modernidade eram cristãos: o Galileu, o Copérnico, o Kepler. Felizmente, na Católica, temos muita liberdade. Nós não discutimos pessoas, nós discutimos argumentos. É por isso que o debate na Faculdade de Teologia e no Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião é muito livre. Numa universidade discutem-se razões, não se avaliam pessoas. Aqui não há lugar para a política do cancelamento.

 

Faz falta que no mundo haja mais fé?

Sempre que a fé vence a indiferença e a incredulidade é uma vitória do sentido. Fé esclarecida, claro. Há muita fé radical e fundamentalista e essa não interessa a ninguém. Aliás, isso nem é fé, isso é ideologia. Se houvesse mais fé, o mundo seria muito melhor.
Aqui fica, também, a crítica aos cristãos. Se os cristãos vivessem mais autenticamente a sua fé, o mundo seria muito melhor. Estou convencido de que a fé pacifica, aumenta a alegria, cultiva a comunhão e promove o progresso e o bem-estar, descartando a guerra e a violência.

 

A fé não tem ilusões sobre a humanidade?

A fé não tem uma conceção idílica da humanidade. Isso era o que o Leibniz achava… A fé sabe que o ser humano é pecador e violento, mas, ainda assim, acredita nela e sabe que a humanidade é muito mais capaz do que aquilo que ela é. Mas não tem ilusões e sabe que ela é frágil e violenta.

 

“Todos têm de ter lugar na nossa comunidade.”

 

Continua ligado à Paróquia que, de certa forma, o trouxe até à Teologia?

Nunca deixei de estar ligado à Paróquia do Marquês que foi onde cresci, onde me formei e onde, também, me casei. Continuo por lá. Depois de trinta e tal anos de catequista, agora estou envolvido num grupo que se chama Fé e Luz e que acolhe pessoas com deficiência mental, integrando-as em várias atividades e missões. Todos têm de ter lugar na nossa comunidade.

 

25-01-2024

FLY 2024 - Voluntariado Internacional: “vão sempre fazer um bocadinho de diferença para o sítio onde forem e nas vidas das pessoas que encontrarem.”

O FLY, programa europeu de voluntariado e aprendizagem-serviço, acaba de abrir candidaturas para todos os alunos da Universidade Católica que desejem realizar uma experiência de voluntariado internacional. No total, estão preparados mais de 30 projetos distintos em 14 países.  

O programa, que reforça o compromisso das universidades participantes com o desenvolvimento sustentável, pretende – sobretudo - sensibilizar as comunidades universitárias para os problemas de migração e dos refugiados e das pessoas em risco de exclusão social e realçar projetos de cuidados às pessoas e à comunidade. 

“Desta experiência, trago muito boas memórias, trago um bocadinho de cada pessoa com quem estive.”

Maria Barros, aluna da Universidade Católica no Porto, recorda a experiência do verão de 2023, em Bilbau (Espanha): “sempre fiz voluntariado aqui [em Portugal] e surgiu este projeto de ir mais longe, de sair do país, e decidi experimentar – porque não?”. Acabou por trabalhar com crianças e jovens numa instituição local que queria dinamizar a sua comunidade imigrante. 

“Desta experiência, trago muito boas memórias, trago um bocadinho de cada pessoa com quem estive”, refere Maria Barros, que planeou e acompanhou as crianças e jovens em oficinas artísticas e de expressão. “Vão sempre fazer um bocadinho de diferença para o sítio onde forem e nas vidas das pessoas que encontrarem”, conclui. 

João Souza, também estudante da UCP no Porto e participante no FLY em 2022, no Quénia, refere que “descrever a experiência será sempre difícil”. “Estive em contacto com uma realidade muito distinta de tudo o que já vivi, mas este lado difícil não se compara às grandes aprendizagens que tive em Nyumbani. Saio daqui transformado, grato e com uma enorme sensação de dever cumprido.”  

 

Interessado/a? A Católica está a dinamizar sessões de apresentação

A apresentação do FLY vai ocorrer online no dia 15 de fevereiro e em regime presencial e online no dia 19. As sessões destinam-se aos estudantes dos quatro campi da UCP. 

As candidaturas para o programa terminam a 26 de fevereiro. Os alunos selecionados irão ter de participar em formação inter-universitária e ainda em encontros com as organizações de voluntariado. Todos os voluntários selecionados pela Universidade Católica Portuguesa receberão apoio nas despesas relacionadas com a formação dos seus alunos, bem como uma bolsa para apoio no alojamento e de alimentação. 

Coordenado pelas Universidades espanholas de Comillas (Madrid), Universidade de Deusto (Bilbao) e ESADE (Barcelona), o FLY 2024 junta, para além da Universidade Católica Portuguesa, as Universidades Loyola (Andaluzia, Espanha), LUMSA (Roma, Itália) e Mateja Bela (Banská Bystrica, Eslováquia) e IQS (Barcelona, Espanha).  Cada uma destas instituições apresenta projetos de voluntariado e/ou de aprendizagem-serviço, no país de origem, no sentido de, paralelamente, receber e convidar alunos das universidades parceiras. 

25-01-2024

Faculdade de Direito da Universidade Católica e Tribunais Judiciais estabelecem parceria para estágios curriculares

A Escola do Porto da Faculdade de Direito assinou ontem um protocolo com três Tribunais Judiciais, para alargar a oferta de estágios curriculares a estas instituições. A partir de fevereiro, 34 estudantes de Direito terão a oportunidade de obter um melhor entendimento da realidade dos tribunais e do trabalho dos juízes.

Em três tribunais judiciais – Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este e Tribunal Judicial da Comarca do Porto – os alunos serão acompanhados, supervisionados e avaliados por um juiz orientador, em colaboração com um docente da Escola. O Conselho Superior de Magistratura pretende, com estes estágios, estimular o interesse dos estudantes pela carreira da magistratura.

Empenhada em garantir um estágio adaptado ao nível de formação dos estudantes, a Faculdade de Direito reforça o seu compromisso em oferecer oportunidades de ligação à prática jurídica, enriquecedoras e relevantes para o desenvolvimento individual e profissional do aluno.

Nesta cerimónia estiveram presentes Ausenda Gonçalves, Juíza Presidente do Tribunal Judicial da Comarca do Porto, Helena Maria de Castro Almeida Tavares, Juíza Presidente do Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este, Jorge Manuel Duarte Bispo, Juiz Presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, Rita Fabiana Soares, Juíza e membro do Conselho Superior de Magistratura, Manuel Fontaine Campos, Diretor da Escola e Armando Triunfante, Coordenador dos Estágios Curriculares.

24-01-2024

Católica Porto Business School em parceria com o CQF Institute para o Mestrado em Finanças

A Católica Porto Business School anuncia uma nova parceria com o CQF Institute no âmbito do seu Mestrado em Finanças. Esta colaboração marca o início de uma nova era de crescimento académico e de desenvolvimento profissional para os alunos do Mestrado em Finanças da Católica Porto Business School, que agora têm a possibilidade de aderir gratuitamente ao CQF Institute.

Fundado em 2014, o CQF Institute é uma organização que reúne profissionais de finanças quantitativas de todo o mundo, e o órgão que concede o Certificado em Finanças Quantitativas (CQF). Esta associação entre as duas instituições abre portas a uma riqueza de recursos, incluindo eventos creditados pelo CPD Certification Service - Continuing Professional Development, conferências exclusivas e palestras técnicas ministradas por especialistas de grande notoriedade na área, bem como oportunidades incomparáveis ​​de networking e progressão de carreira.

Através desta parceria, o CQF Institute reafirma o seu compromisso em enriquecer a próxima geração de talentos financeiros, fornecendo aos estudantes as ferramentas e os conhecimentos necessários para prosperarem no mundo acelerado das finanças quantitativas, melhorando a sua jornada educacional com conhecimentos práticos.

 

Sobre o Certificado em Finanças Quantitativas (CQF)

Criado pelo Dr. Paul Wilmott, o Certificado em Finanças Quantitativas (CQF) é a maior qualificação profissional em finanças quantitativas e é reconhecido por empresas financeiras em todo o mundo. Desde a sua criação, em 2003, que o CQF se tornou na qualificação de referência para a indústria de serviços financeiros. Atualmente, existem mais de 9.000 alumni espalhados por mais de 90 países, que trabalham nas maiores instituições financeiras e escolheram o CQF para impulsionar as suas carreiras.

A primeira fase de candidaturas para os mestrados decorre até ao próximo dia 29 de fevereiro. Descubra toda a nossa oferta formativa aqui.

23-01-2024

Isabel Capeloa Gil: "No centro da missão da universidade católica está a procura da verdade que é também uma afirmação de confiança"

"Estamos reunidos em Roma para honrar a visão daqueles que vieram antes de nós e ousaram criar uma coligação de boa vontade entre distintas universidades parceiras, diversas na sua missão e realidade, unidas na busca do conhecimento e no compromisso com o avanço da ciência e da educação", destacou a Reitora da Universidade Católica Portuguesa e Presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas (IFCU), Isabel Capeloa Gil, na celebração do centenário da IFCU.

Segundo a primeira mulher presidente da Federação, "a criação da IFCU em 1924 é um marco no compromisso do fomento do crescimento intelectual e espiritual à escala global", para promover "o diálogo, o intercâmbio e a cooperação entre as universidades católicas de todo o mundo e criar um paradigma para a paz".

Definida como "global, colegial e uma reconhecida plataforma de diplomacia académica, a Federação construiu uma reputação como uma voz chave na defesa do ensino superior católico e é reconhecida na Constituição Apostólica ExCorde Ecclesdiae pelo seu papel específico (EC, 35)", comentou Isabel Capeloa Gil.

Durante 100 anos, "a IFCU tem servido como plataforma para a partilha das melhores práticas, alimentando um sentido de solidariedade global, fomentando a criação e o desenvolvimento de associações regionais (na Europa, América do Norte e do Sul, África e Ásia) e trabalhando com estas no compromisso conjunto da procura da verdade e da sabedoria", salientou a Presidente.

A IFCU também "se dedica a promover a justiça social, reflectida nos seus esforços para enfrentar os desafios globais, e a inclusão entre os seus mais de 240 membros", e "tem sido fundamental na promoção do diálogo intercultural, reconhecendo a importância de compreender e apreciar as diferentes vozes. É por isso que o nosso Plano de Desenvolvimento Estratégico, que está a evoluir desde 2018, se designa 'Uma Voz Global para um Futuro Comum'", sublinhou Isabel Capeloa Gil.

No entanto, à medida que o tempo muda, surgem novos desafios, e a Reitora da Universidade Católica destacou os 4 mais importantes. O primeiro é uma questão cultural, ligada a "uma crise de valores religiosos, particularmente nas sociedades ocidentais e no Norte global"; o segundo é o stress financeiro, expresso na "queda do recrutamento, na diminuição do financiamento público e na incapacidade de inspirar os doadores".

O terceiro desafio é provocado pela "crise da verdade e da confiança, com a inteligência artificial generativa a provocar manipulações, deep fakes e, adicionalmente, uma crescente crítica da ciência baseada em evidências na sequência da pandemia da COVID-19". E, por último, "a disrupção do emprego de valor acrescentado".

Confrontada com estes desafios, Isabel Capeloa Gil sublinha a proposta de valor da universidade católica como "estruturada em torno da defesa inalienável da dignidade, humana e do planeta". A Reitora afirma que: "Somos lugares de desconforto porque o objetivo aspiracional deriva da insatisfação, como disse o Papa Francisco aos estudantes reunidos na Universidade Católica Portuguesa por ocasião das JMJ. Insatisfação perante a desigualdade, a iniquidade, o desfiguramento e o abuso."

Nesse sentido, as universidades católicas "procuram a justiça social, mas este é um trabalho lento que requer um bom storytelling. Mudar quem conta a história e como ela é contada é mudar o mundo".

 

Leia o discurso completo

 

23-01-2024

Docente da Faculdade de Educação e Psicologia em Luanda como consultora das Nações Unidas

Mariana Barbosa, docente da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) da Universidade Católica Portuguesa, encontra-se em Luanda (Angola), como consultora do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, com o objetivo de realizar atividades de diagnóstico e capacitação na Provedoria da Justiça de Angola.

A docente da FEP, que se tem dedicado às áreas da psicologia da justiça, direitos humanos e paz, deslocou-se a Luanda com vista a colaborar com a Provedoria da Justiça no que concerne aos procedimentos de gestão de queixas, contribuindo para o acesso dos cidadãos à justiça e, consequentemente, para a promoção da sua dignidade e para a salvaguarda de direitos humanos.

O arranque do trabalho de campo foi precedido de uma audiência com a Provedora de Justiça de Angola, Florbela Rocha Araújo, no dia 16 de janeiro.

Durante o encontro, a Provedora de Justiça abordou as atividades desenvolvidas pela instituição, no domínio da tramitação de queixas e formação. Florbela Rocha Araújo falou, igualmente, dos desafios decorrentes da limitação de recursos humanos e do aumento do índice de queixas.

Mariana Barbosa tem agora seu cargo a preparação de um relatório de diagnóstico sobre o sistema de gestão de queixas e a criação de um módulo de capacitação que servirá de base à formação que irá levar a cabo junto de profissionais da Provedoria da Justiça.

 


 

FEP Professor in Luanda as UN consultant

Mariana Barbosa, Professor at the Faculty of Education and Psychology (FEP) of the Universidade Católica Portuguesa, is in Luanda (Angola) as a consultant for the United Nations Development Programme, with the aim of carrying out diagnostic and training activities at the Angolan Ombudsman's Office.

The FEP Professor, who has been studying the areas of psychology of justice, human rights and peace, travelled to Luanda to collaborate with the Ombudsman's Office on complaint management procedures, contributing to citizens' access to justice and, consequently, to the promotion of their dignity and safeguarded human rights.

The start of the fieldwork was preceded by an audience with the Angolan Ombudsman, Florbela Rocha Araújo, on 16 January.

During the meeting, the Angolan Ombudsman discussed the activities carried out by the institution in the field of complaints handling and training. Florbela Rocha Araújo also spoke about the challenges arising from limited human resources and the increase in the number of complaints.

Mariana Barbosa is now in charge of preparing a diagnostic report on the complaints management system and creating a training module that will serve as the basis for the training she will carry out with professionals from the Ombudsman's Office.

 

 

23-01-2024

Financial Times destaca programa internacional de sustentabilidade que conta com a participação da Católica Porto Business School

O Globally Responsible Leadership for Sustainable Transformation, um programa internacional ao nível de pós-graduação da iniciativa da GRLI - The Globally Responsible Leadership Initiative, foi distinguido pelo Financial Times, no âmbito dos Responsible Business Education Awards.

Este programa, inovador e colaborativo, é ministrado por professores de sete universidades GRLI na Ásia, Europa, e América do Norte. Em Portugal, a Católica Porto Business School é o parceiro associado da GRLI neste programa, e é responsável pelo módulo dedicado às parcerias intersectoriais e os respetivos impactos positivos. 

O Globally Responsible Leadership for Sustainable Transformation integra a oferta de formação executiva da Católica Porto Business School. O curso foi especialmente destacado pelo Financial Times como “altamente recomendável” na categoria de  “Os melhores recursos de ensino responsável: materiais inovadores com foco na sustentabilidade financeira”.

Para Raquel Campos Franco, docente e responsável pela coordenação do programa do lado da Católica Porto Business School,  “o curso constitui não só uma excelente oportunidade de aprender sobre os mais recentes temas relacionados com a sustentabilidade em sessões promovidas por várias business schools internacionais, como permite um contacto estreito com participantes de várias geografias, enriquecendo largamente a experiência com realidades, práticas e formas de pensar distintas.”

Alexandra Leitão, docente e diretora adjunta para a Internacionalização na Católica Porto Business School, acrescenta “é de destacar o caráter colaborativo internacional associado a este curso, não só ao nível do desenho do programa e articulação de conteúdos, como ao nível do trabalho entre os participantes para o desenvolvimento de um projeto concreto associado a um setor e empresa.”

Com foco em iniciativas de sustentabilidade, o programa "Globally Responsible Leadership for Sustainable Transformation" é composto por vários módulos que permitem que, estudantes de todo o mundo, trabalhem em grupos integrados em projetos empresariais estratégicos. Teresa Bianchi de Aguiar, uma das participantes nacionais, destaca também alguns aspetos deste programa. Veja quais:
 

A Católica Porto Business School é reconhecida pelo desenvolvimento integral de profissionais para uma sociedade sustentável e global. E há muito que desenvolve múltiplas iniciativas, programas científicos, cursos executivos, investigações e reflexões na área da Sustentabilidade e do Desenvolvimento Responsável. Exemplos disso são o InSuRe.hub, a Pós Graduação em Sustentabilidade e Regeneração, vários cursos executivos na área de ética e sustentabilidade, a inclusão de duas disciplinas optativas ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para alunos de Licenciatura e Mestrado, entre muitos outros.

A próxima edição do programa Globally Responsible Leadership for Sustainable Transformation arranca em março de 2024Saiba mais aqui

Sobre o GRLI - The Globally Responsible Leadership Initiative, saiba mais aqui.

22-01-2024

Reitor da Universidade Católica de Moçambique visita Universidade Católica no Porto

A Universidade Católica Portuguesa no Porto recebeu a visita do Reitor da Universidade Católica de Moçambique, Filipe Sungo, tendo em vista a exploração de oportunidades de cooperação e de iniciativas conjuntas.

A visita integrou um encontro com a pró-reitora do Centro Regional do Porto da UCP, Isabel Braga da Cruz, bem como uma reunião com todos os diretores das faculdades da Católica no Porto: João Pinto, diretor da Católica Porto Business School, Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, Paulo Alves, diretor da Escola de Enfermagem do Porto, Abel Canavarro, diretor-adjunto da Faculdade de teologia e Marta Portocarrero, diretora-adjunta da Faculdade de Direito – Escola do Porto.

Filipe Sungo teve, também, a oportunidade de visitar o campus da Universidade, nomeadamente o Edifício das Artes, o Edifício Américo Amorim, a Biblioteca e o Espaço Maestro Ivo Cruz. A anteceder o almoço, Filipe Sungo reuniu-se com a Católica Porto Business School para analisar as colaborações passadas e identificar novas oportunidades de cooperação.

A visita permitiu o encontro de duas universidades que, através da mesma matriz de valores, partilham, também, uma mesma missão. Isabel Braga da Cruz afirma que “o encontro com outras universidades católicas permite o fortalecimento da nossa missão. A troca de experiências e a formação de parcerias são essenciais, porque nos desafiam e desinstalam.”

 

22-01-2024

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