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Entrega dos Diplomas de Mestrado em 2022/23: “prontos para impactar positivamente o mundo!”

São mais de 550 os diplomados de Mestrado pela Universidade Católica Portuguesa no Porto no ano letivo de 2022/23. “Hoje é apenas o início da viagem para a qual se têm vindo a preparar”, disse Margarida Mano, vice-reitora da UCP, durante a cerimónia de bênção e entrega de diplomas, um momento único de celebração e de reconhecimento de todos os novos mestres.

“Estais prontos para impactar positivamente o mundo”, afirmou a vice-reitora da UCP, “estais prontos para conduzir o leme durante a tempestade, para guiar os outros num mundo cada vez mais global, para serem uma referência de ética na ciência, nos tribunais, nas indústrias, nos hospitais e nas empresas”. Margarida Mano concluiu a sua intervenção, desafiando os estudantes: “Exorto-vos a levarem para o mundo este forte sentido de luz e resiliência!”

“Aos nossos estudantes transmitimos a visão de que cada um pode fazer a diferença”, referiu Isabel Braga da Cruz, pró-reitora do Centro Regional do Porto da UCP. “Um bom profissional é acima de tudo um bom cidadão!”, afirmou, explicando que a vontade da UCP é que os seus alunos “sejam ativos em múltiplas dimensões, como a ética, a solidariedade ou a sustentabilidade.”

 

Os estudantes deixam na Católica a sua marca

“Estamos certos de que, pela via do bom desempenho profissional, cada antigo estudante será no futuro o nosso melhor embaixador”, referiu Isabel Braga da Cruz. “Que o conhecimento adquirido na Católica seja um farol e que vos ilumine em cada passo das vossas vidas!”, rematou.

Miguel Mesquita, licenciado em Som e Imagem e mestre em Cinema pela Escola das Artes, representou todos os novos diplomados, num discurso marcado pela emoção e gratidão pelos seis anos que viveu na Católica. “O que a Universidade me deu foi uma perspetiva preparatória do que é a vida adulta, com tudo o que esta comporta de gratificante e de difícil”, disse também. Miguel Mesquita destacou o “forte sentido de comunidade”, “a estreita relação com os professores”, “as amizades” e “as muitas iniciativas promovidas na vida associativa”.  

“Sou mais um entre os demais alunos, mais um com a sua história, com as suas experiências e memórias, mais um que ocupou esta casa, lhe deu uso e extraiu algo e ao fazê-lo talvez tenha deixado um pouco sua marca. É disto que esta Católica é feita: da soma do que cada um aqui vive e aqui deixa”, conclui.

A cerimónia de entrega de diplomas decorreu a 24 de novembro e a plateia do Auditório Ilídio Pinho estava repleta de estudantes, familiares e amigos. Marcaram, também, presença os docentes e diretores das faculdades da Universidade Católica no Porto: Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem – Porto, Faculdade de Educação e Psicologia, Escola Superior de Biotecnologia, Faculdade de Teologia, Escola do Porto da Faculdade de Direito, Católica Porto Business School e Escola das Artes.

 

Mãos à obra para a construção de um mundo diferente

Também D. Manuel Linda, bispo da Diocese do Porto, felicitou todos os novos mestres pelo percurso percorrido. “Temos de pôr mãos à obra para a construção de um mundo diferente”, afirmou. “É essencial o contributo de quem tem um diploma, de quem tem conhecimento, de quem recebeu uma formação humanista de base.” “Vocês são portadores de toda esta técnica humana que vos permite dar um contributo muito valioso para a construção da sociedade nova. Não o recusem”, concluiu.

Durante a cerimónia, para além da entrega dos diplomas de mestrado, decorreu, também, o momento de entrega de prémios de mérito das faculdades e das instituições parceiras: Prémio Professor João Baptista Machado, Prémio Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem – Porto, Prémio Cerejeira Namora, Marinho Falcão, em Direito Fiscal, Prémio Garrigues, Prémio Rainha Santa Isabel, Prémio Caixa Geral de Depósitos – Católica Porto Business School, Prémio Caixa Geral de Depósitos – Escola do Porto da Faculdade de Direito e Prémio Caixa Geral de Depósitos – Escola das Artes.

 “Aqui e agora”, como referiu a vice-reitora Margarida Mano, começa a viagem para os mais de 550 novos mestres da Universidade Católica no Porto. A Católica é e será sempre este lugar atento e próximo que se orgulha e que acompanha de perto o percurso de todos os que por aqui passaram. A todos desejamos: Boa viagem!

27-11-2023

O Clima, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Futuro

Participe, informe-se e contribua para as soluções: com uma série de eventos focados nas alterações climáticas toda a comunidade da Universidade Católica no Porto tem a oportunidade de integrar o lado certo da História.

Embora os noticiários lembrem diariamente as más notícias de todo o mundo existe um plano global para ultrapassar as dificuldades e curar as feridas, tanto sociais como ecológicas,” salienta Margarida Silva, docente da Escola Superior de Biotecnologia e co-organizadora das iniciativas. Chama-se Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, foi adotado pelas Nações Unidas em 2015 e assenta na paz, solidariedade, justiça, igualdade e direitos humanos no seu sentido mais lato. O plano traçado, com os seus 17 objetivos (ODS) e 169 metas é ambicioso, demanda a colaboração de todos e a Universidade Católica está a fazer a sua parte.

Neste fim de ano a exploração dos ODS vai focar-se essencialmente no nº 13: o da Ação Climática. Todos os ODS são importantes, mas se a Humanidade não encontrar uma forma de estabilizar o clima as restantes prioridades – sociais, ecológicas e económicas – vão esbater-se num pano de fundo onde extremos de chuva e seca, incêndios e vendavais, subida do nível do mar e descida das reservas agrícolas tomam conta do ritmo dos dias.

O evento principal decorre dia 5 de dezembro, da parte da tarde, e consiste num painel-debate focado nas razões profundas da incapacidade internacional de resolver as alterações climáticas nas últimas cinco décadas. Este momento é seguido por uma sessão onde grupos de trabalho (com funcionários, estudantes e docentes) identificam ideias e oportunidades para aproximar o campus da Universidade Católica no Porto das melhores boas práticas ambientais.

Venha usufruir, aprender e contribuir ao longo destes dias!

29 de novembro, 17:30 - 19:30, Sala EC 024
Sessão de debates sobre alterações climáticas com a Sociedade de Debates da Católica Porto

30 de novembro, 14:30 - 17:00, Sala EP
SUSTARTE: Oficina de Expressão Artística «Tecendo Consciência Ambiental»

4 de dezembro, 9:30 - 13:00, Átrio do EC
Experimente o Mural do Clima e o Kahoot do Futuro, sozinh@ ou em conjunto com colegas e amigos

5 de dezembro, 9:30 - 10:30 ou 11:00 - 12:30, junto à CASO (sala jardim)
Mãos na Terra: ação de voluntariado por um campus mais sustentável

5 de dezembro, 10:00 - 17:30, junto ao Auditório Carvalho Guerra
SUSTARTE: Exposição de Arte Ambiental «Reflexões Visuais»

5 de dezembro, 13:00 - 14:00, Auditório Carvalho Guerra
Olimpíadas da Sustentabilidade

5 de dezembro, 14:30 - 16:00, Auditório Carvalho Guerra
Painel-debate «Alterações climáticas: entre o colapso e a impotência»

5 de dezembro, 16:00 - 17:30, Auditório Carvalho Guerra
Grupos de trabalho «Ideias para adiar o fim do mundo»

5 de dezembro, 18:30 - 20:00, Auditório Ilídio Pinho
Cineclube EA: «Taming the Garden» de Salomé Jashi

 

Esta iniciativa enquadra-se no ciclo de eventos de sensibilização para os ODS organizado ao longo de 2023 pela Universidade Católica Portuguesa. Todas as atividades estão abertas ao exterior.

27-11-2023

Católica Porto Business School debateu a relação entre ética e sucesso empresarial

“In good conscience: do the right thing while building a profitable business” é o título da obra apresentada na Católica Porto Business School, no passado dia 23 de novembro, pelas 18 horas. Escrito por Oriol Iglesias, docente da ESADE, e Nicholas Ind, docente da Kristiania University College, o livro é o resultado do trabalho de investigação conduzido pelos autores nos últimos cinco anos, junto de empresas como a Unilever, a Patagonia ou a Tesco.

Durante a sessão, os autores abordaram a relação entre a ética e o sucesso empresarial e procuraram responder a questões como “As organizações, as marcas têm consciência?” e “Como podemos montar negócios com novos estilos de liderança que permitem construir um negócio lucrativo sem comprometer as gerações futuras?”, mostrando que é possível construir um negócio lucrativo sem comprometer os valores éticos.

Para Oriol Iglesias, que tem trabalhado, a nível profissional e académico, nas áreas do marketing e da gestão de marcas, “as empresas têm de construir uma consciência organizacional que permita guiar aquelas que são as melhores ações e decisões estratégicas”.

Nicholas Ind acrescentou que o trabalho realizado em conjunto com Iglesias permitiu criar “um modelo de gestão orientado para a transformação das empresas, que fomente essa consciência enquanto se desenvolve um negócio que seja rentável”. Ind sublinhou ainda que a necessidade de construção de uma consciência organizacional é suportada pela extensa investigação que tem sido realizada acerca do tema. “E as nossas sugestões concretas, ao longo do livro, pretendem dar exemplos a quem o ler, ajudar nessa transição que se pretende sempre que seja o mais natural possível”, explicou.

A mudança tem de passar, também, pelos grandes temas da atualidade, como as alterações climáticas ou as desigualdades sociais. Oriol Iglesias lembrou que estas são questões que preocupam, por exemplo, consumidores e colaboradores. “A preocupação com estes temas, por parte das empresas, leva a mudanças nas mesmas, à criação de negócios mais éticos e, em consequência, mais rentáveis, ao posicionarem-se de forma positiva perante as pessoas”, sustentou o autor.

A temática do livro e todas as questões inerentes vão também ao encontro do extenso trabalho que tem sido realizado pela Católica Porto Business School, já há vários anos e em várias áreas de atuação, nomeadamente através do seu Fórum de Ética e do INSURE.hub.

24-11-2023

TMG Group: de Portugal para o Mundo e do Mundo para os ISP Dialogues

Os ISP Dialogues receberam Isabel Furtado, CEO da TMG Group, durante a conferência "From Portugal to the World" realizada a 22 de novembro. Apelidada por Isabel Braga da Cruz como “mulher do mundo”, a neta do fundador do Grupo partilhou a trajetória e os valores fundamentais que moldaram o percurso da empresa ao longo das décadas.

Isabel Furtado faz parte da terceira geração que integra a TMG Group, empresa famalicense fundada pelo avô Manuel Gonçalves, em 1937. Dando os primeiros passos enquanto fábrica de fiação e tecidos, a empresa expandiu a sua atividade com a produção de PVC nos anos 50 que lhe abriu portas à indústria automóvel ao fornecer algumas das principais marcas internacionais, Volvo e SAAB.

Enfrentando os desafios da globalização e a concorrência da China no virar do século, a TMG Group arriscou de forma inovadora na produção de interiores para automóveis. “Ainda hoje é a inovação que nos permite crescer e avançar”, salienta.

Atualmente o Grupo emprega 650 profissionais e fornece mundialmente as gigantes da indústria automóvel. Com 22% de produtos exportados para a China e com uma fatia expressiva de 68% da produção destinada à Europa, a empresa detém uma presença robusta no mercado, incluindo no de carros elétricos, tendo a Fischer e a Ineos como algumas das mais recentes marcas parceiras.

Valores e estratégias de sucesso
Isabel Furtado destacou ao longo da conferência os elementos-chave que permitem o crescimento sustentado da empresa. De acordo com a CEO, baseiam-se na transformação digital, na sustentabilidade, no cuidado com as pessoas, na gestão eficiente do cash flow e na constante vontade de adaptabilidade e inovação. Da mesma forma, partilhou com o público algumas lições que retirou ao longo da sua carreira enquanto empresária - a importância de saber trabalhar em equipa, de dar o bom exemplo aos demais, de ser determinada e de não ter medo de arriscar. “O que vocês quiserem, vocês conseguem. Lutem por isso!”.

Conquistas pessoais
Questionada sobre a sua experiência enquanto mulher no mundo industrial do automóvel, Isabel Furtado ressaltou a importância de manter sempre uma atitude profissional, mesmo que num ambiente predominantemente masculino. “Tenho muito cuidado sobre a forma como me apresento e falo”. Em relação à abordagem familiar, perante um negócio geracional, a palestrante estabelece protocolos e regras para garantir uma clara separação entre os aspetos particulares e profissionais.

A próxima conferência terá lugar no dia 29 de novembro, às 11:00 na sala Porsche, e contará com a presença de Indra McCormick , subordinada ao tema “Australia: opportunities and challenges in the Indo Pacific”.

 

23-11-2023

Maria Dória: “Ter tempo para as pessoas é o mais importante.”

Maria Dória trabalha nos Recursos Humanos e é a colaboradora mais antiga da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Soma 46 anos ao serviço da Universidade e a partir do dia 1 de dezembro estará reformada. O seu percurso começou desde os primórdios da Católica no Porto, quando apenas tinha 19 anos e tinha acabado de regressar de uma aventura de três anos em Londres. Na Católica, assumiu diferentes funções sempre com grande empenho e lealdade e para si “o mais importante são as pessoas”. Uma pessoa inspiradora? O Professor Carvalho Guerra. Planos para a reforma? Família, amigos e aprender a fazer tapetes de Arraiolos. De que é que vai ter mais saudades? Das pessoas.
Até já, Maria!

 

Está na Universidade Católica no Porto há 46 anos, praticamente desde o primeiro dia. Como é que vem aqui parar?

Vim parar à Universidade Católica por causa do Professor Carvalho Guerra. O Professor conhecia os meus pais e, na altura, procuravam uma pessoa para a abertura da Universidade e eu fui convidada. Tinha 19 anos. Eu era praticamente da mesma idade que a maioria dos estudantes que, naquele ano, inauguraram a Universidade Católica Portuguesa no Porto, na Licenciatura em Direito. Alguns dos quais são, atualmente, professores da casa.

 

Antes de vir trabalhar para a Católica, viveu cerca de três anos em Londres. Como foi essa experiência?

Foi um tempo em que eu desabrochei. Tinha 16 anos quando fui para Londres. Fui para lá depois de ter terminado no Porto a Escola Comercial. Tinha uma tia a viver em Londres e os meus pais quiseram que eu fosse para lá, porque vivíamos aqueles tempos em que não se sabia o que se esperar da situação política em Portugal. Em Londres estudava inglês e trabalhava num hostel. Foram anos maravilhosos.

 

No primeiro ano, o edifício onde funcionava a Católica no Porto era na Torre da Marca.

Precisamente. É um edifício que fica em frente ao Palácio de Cristal. O responsável na altura pela Torre da Marca era o Dr. Godinho de Lima. De repente, viu o seu edifício ser invadido por cerca de oitenta e tal estudantes cheios de energia que gostavam de fazer umas asneiras (risos). Faziam trinta por uma linha e eu era praticamente da idade deles. Ria-me perdidamente. Era eu que tocava o sino para dar as entradas e as saídas das aulas. Veja lá que há um dia em que decidem roubar-me o sino. Não houve aulas para ninguém (risos).

 

“Foi com o Professor Carvalho Guerra que aprendi a ouvir as pessoas.”

 

Durante esses primeiros tempos que funções assumiu?

Eu era a única a trabalhar para a Católica nesse primeiro ano e, por isso, fazia de tudo, literalmente. Fazia serviço administrativo, garantia que, no final das aulas, as salas ficavam com as mesas e cadeiras alinhadas, lançava as pautas, datilografava o que me pediam. Quando as notas saíam nós não tínhamos onde as afixar e, nesses momentos, eu dava o meu número de telefone aos alunos. O resultado é que eu chegava a casa e tinha os alunos a ligarem-me para saber a sua nota. Era uma maneira muito caseira de se trabalhar, muito familiar. A maioria dos processos são, hoje em dia, impensáveis, mas, há 46 anos, foi assim que a Católica começou.

 

Trabalhou com o Professor Carvalho Guerra de uma forma muito próxima. Que importância é que teve na sua vida?

Aprendi muito com o Professor Carvalho Guerra. O que hoje sou devo-o em grande parte ao Professor. Por algum motivo é conhecido por tantas pessoas como “Pai Guerra”. Tem uma característica que para mim é fundamental: tinha sempre a porta aberta do gabinete. A qualquer hora, qualquer pessoa podia lá entrar. Ele tinha sempre tempo e ouvia as pessoas como se não tivesse mais nada para fazer. Foi com ele que aprendi a ouvir as pessoas e a fazer disso uma prioridade.

 

Quando é que a Católica se muda para a Foz, mais concretamente para o Edifício do Paraíso?

Cerca de um ano e meio depois. Quem não conheceu a Universidade Católica na altura, nem imagina como é que isto na Foz era. Só existia o Edifício do Paraíso e o resto era tudo campo e havia cavalos. Lembro-me que nos dias de inverno em que anoitecia cedo, tínhamos de sair do edifício acompanhados pelo Sr. Carvalho que nos guiava com uma lanterna. Gostávamos tanto do Sr. Carvalho, temos muitas saudades dele. Era contínuo, um excelente funcionário da casa e era de uma simplicidade maravilhosa. Na altura, também entrou para a Universidade a Rosa Lina, outra pessoa que também acompanha a Católica no Porto praticamente desde os primórdios.

 

Ao longo do seu percurso na Universidade, assumiu diferentes funções. No início fez um bocado de tudo, depois passou pela Contabilidade e também pelos Recursos Humanos. O que é que mais a preencheu?

Os Recursos Humanos, precisamente por causa do contacto com as pessoas.

 

30 anos depois de ter estado a trabalhar no campus da Foz, foi chamada para ir para o campus da Asprela, onde funcionava a Escola Superior de Biotecnologia e a Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem. É verdade que houve quem assinasse um abaixo-assinado para não sair da Foz?

É verdade, alguns professores (risos). Mas para mim era claro que se a minha chefia me pedia para eu estar num determinado local eu não podia dizer que não, por isso recusei qualquer abaixo assinado que simpaticamente foi assinado pelas pessoas que não queriam que eu fosse para longe. Fui para a Asprela e integrei uma equipa nova de RH, dirigida pela Cláudia Cunha, a quem devo o ter sido maravilhosamente bem recebida e acolhida. Chegou, também, a fazer parte dessa equipa a Cláudia Cabral, com quem, mais tarde, vim a integrar o gabinete jurídico e com quem, atualmente, divido gabinete, novamente inseridas na Direção de Recursos Humanos. É aqui que encerro o meu percurso na Católica que fica, também, marcado por funções, lugares e equipas diferentes.

 

“Quero gozar bem estes tempos.”

 

Passados 46 anos, o sentimento é de missão cumprida?

Acima de tudo, aquilo que orienta a minha vida, e que naturalmente orientou o meu trabalho ao longo de 46 anos na Universidade, foi a vontade de ajudar os outros. Mais do que missão cumprida, sinto que é um dever cumprido. O dever e o compromisso de ajudar e de apoiar os outros são centrais na minha vida. Não o faço por obrigação, faço-o por verdadeiro gosto.

 

É uma boa ouvinte?

Sempre procurei ir ao encontro das pessoas e para isso sempre me propus a ouvi-las. Para o que fosse preciso, seja para temas relacionados com a Universidade, seja outros temas de âmbito pessoal. Faço por olhar para as pessoas como pessoas. Para mim, essa é a regra número um. É uma regra que considero extremamente importante para a instituição. Temos de olhar para as pessoas como pessoas e não como números. Foi sempre isso que tentei fazer.

 

Que característica considera indispensável para quem trabalha com pessoas?

Ter tempo. Ter tempo para as pessoas é o mais importante. Pode estar a cair tudo o que está atrás de mim, mas, naquele momento, se alguém precisar de mim, eu tenho de lá estar. Para o que ficou por fazer naquele momento há sempre solução.

 

“Saio com um enorme carinho pelas pessoas.”

 

Está a poucos dias de se reformar. Qual a sensação?

A partir do dia 1 de dezembro sou oficialmente pensionista (risos). Há fases para tudo. Há a fase de se trabalhar e há a fase de se ser reformado. Quero gozar bem estes tempos. Será um tempo para gozar com a família, com os amigos e, muito importante, comigo mesma também.

 

Que planos tem para os próximos tempos?

Vou ter mais tempo para os meus dois netos, certamente, mas há muitas outras coisas que me vão ocupar. Gosto muito de desporto e, também, estou interessada em começar a ter aulas numa Universidade Sénior para aprender a fazer tapetes de Arraiolos. E para começar bem a reforma, vou já no início de dezembro para a Madeira. A família do lado do meu pai é da Madeira e, apesar de já lá ter ido várias vezes, é sempre bom voltar.

 

De que é que vai ter mais saudades da Católica?

Das pessoas. Saio com um enorme carinho pelas pessoas. Levo-as comigo!

 

23-11-2023

Escola Superior de Biotecnologia e Biorbis: Parceria vai transformar Portugal num hub de novas biomoléculas

Desenvolver a próxima geração de biomoléculas. Este é o grande objetivo da parceria entre o Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e a Biorbis que foi anunciada num evento a 20 de novembro. Uma sessão que contou também com a presença do Secretário de Estado para Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz.

Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, partilhou a enorme importância desta parceria que é lançada “num momento em que a Universidade está a recentrar a sua missão não apenas na investigação, onde somos excelentes, mas também em fazer da Universidade um espaço de reinvenção contínua, integrando uma diversidade de ideias, experiências e práticas, e em particular reforçando as pontes entre disciplinas, comunidades, e muito especificamente com a indústria e os mercados.” Isabel Capeloa Gil reforçou também que “esta jointventure nasce num momento em que se vê uma transição mundial para a bioeconomia.

A colaboração entre a Universidade Católica Portuguesa e a Biorbis tem um horizonte de 5 anos e terá início com a integração de 40 investigadores para desenvolverem um projeto privado de investigação – o CIRCULAS.  Este programa prevê um investimento privado inicial de 3 milhões, com um potencial de 23 milhões nos próximos 5 anos, no projeto de investigação e inovação que procura desenvolver a próxima geração de biomoléculas seguras, sustentáveis e de elevado valor.

Partilhamos os valores humanistas e juntos, aliando o talento à investigação em prol de um mundo mais amigo do Ambiente, vamos conseguir grandes resultados,” as palavras foram proferidas pelo CEO da Ingenio Magdalena e co-fundador da Biorbis, Jorge Leal. “A Ingenio Magdalena lidera a produção de cana-de-açúcar na Guatemala e integra o top 5 dos produtores de açúcar da América Latina,” salientou, acrescentando “e orgulhamo-nos de ser uma empresa que tem implementado um sistema que permite a circularidade total.” Mas neste projeto, “vemos um potencial enorme de crescimento porque o desenvolvimento de biomoléculas de nova geração vai permitir dar mais valor aos nossos subprodutos e inspirar e ajudar muitas empresas a atingir o desperdício zero, através da reconversão dos seus resíduos em subprodutos com criação de valor.” 

Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina, destacou o trabalho que tem sido desenvolvido pelos investigadores que fazem parte deste laboratório associado na área da fermentação e desenvolvimento de biomoléculas. “Temos uma equipa multidisciplinar, laboratórios com equipamento de topo e procedimentos standardizados que nos permitem ser ágeis na resposta às necessidades e exigências do mercado empresarial,” referiu. O projeto prevê “a valorização económica de subprodutos identificados pela Biorbis para obtenção de novas biomoléculas bem como otimizar fermentação para aumentar a eficiência da sua produção,” concluiu.

Jorge Portugal, diretor da COTEC Portugal, realçou a importância de trazer para Portugal “um projeto tão importante e transformativo que alia a ciência e a tecnologia para tornar a economia mais produtiva e sustentável nas próximas décadas.” O diretor da COTEC Portugal salientou também que “em paralelo, é muito importante para o país ter políticas públicas de base científica.

A abordagem multidisciplinar é a chave da economia e a combinação de diferentes áreas do conhecimento permite construir projetos que aliam a ciência à indústria, como o que agora vemos nascer,” referiu Bernardo Ivo Cruz, secretário de Estado para a Internacionalização, no encerramento da sessão.

A assinatura do memorando de entendimento entre a Universidade Católica Portuguesa e a Biorbis decorreu no dia 20 de novembro, no Auditório Comendador Arménio Miranda, na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa.

23-11-2023

Projeto da Católica para identificação de bactérias nosocomiais resistentes a antibióticos vence 8ª edição do programa Born from Knowledge, BfK Ideas

Rapid Phage Sensing foi o projeto vencedor da 8ª edição do programa Born from Knowledge, BfK Ideas, na categoria “Health, Biotechnology and Food”. Desenvolvido por Cláudia Maciel, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina, da Escola Superior de Biotecnologia (ESB), trata-se de um dual purpose lab-on-a-chip que integra dois módulos independentes que permitem a deteção e identificação de bactérias nosocomiais resistentes a antibióticos.

O Rapid Phage Sensing é um dispositivo portátil, cost-efficient, de elevada especificidade e sensibilidade, constituindo um sistema analítico rápido, automatizado e robusto, que vem dar resposta à epidemia de resistência a antibióticos.

Para Cláudia Maciel, “o reconhecimento da tecnologia RapidPhageSensing, desenvolvida em colaboração com investigadores do LAQV-Requimte, constitui um incentivo para a continuidade e consolidação do projeto, perspetivando a implementação desta solução inovadora”. A investigadora explica, também, que a distinção permitiu “despertar o interesse de stakeholders que serão determinantes para a transferência da tecnologia para o mercado”.

“É com muito orgulho que vejo reconhecido o trabalho desenvolvido pela Cláudia, reconhecimento materializado com a atribuição deste prestigiado prémio.  A Cláudia é, sem dúvida, uma pessoa 'nascida para o conhecimento' e o projeto premiado é um exemplo bem-sucedido de algo 'nascido do conhecimento'.” – afirma Paula Teixeira, docente e investigadora da ESB e orientadora de doutoramento de Cláudia Maciel.

 

Reconhecimento da excelência e inovação da investigação do CBQF

Paula Teixeira lembra, também, que a nova tecnologia “não podia ser mais oportuna”, uma vez que “enfrentamos uma epidemia de resistência a antibióticos ...”. “Como líder do grupo “Food & Nutrition” do CBQF, vejo este prémio reconhecer a excelência e a inovação da nossa investigação e um incentivo para continuarmos empenhados em promover uma cultura de excelência na investigação e gerar conhecimento científico que contribua para dar resposta aos muitos desafios da sociedade”, acrescenta.

A atribuição deste prémio contempla a participação na próxima edição do Programa de Aceleração em Ciência e Tecnologia, o BfK – Rise, que permitirá estruturar um plano estratégico go-to-market e obter financiamento para a implementação desta tecnologia.

Cláudia Maciel recordou, também, que “a atribuição da distinção “Born From Knowledge”, pelas mãos de Elvira Fortunato, Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, “foi de grande simbolismo, dada a iminência da World Antimicrobial Awareness Week”.

Promovido pela Agência Nacional de Inovação, BfK Ideas visa impulsionar a transferência de conhecimento das Instituições de Ensino Superior para o tecido empresarial. Rapid Phage Sensing (ESB/CBQF, da Universidade Católica), Flattie (da Universidade de Aveiro) e Inclusive Programming (da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) foram os três projetos distinguidos pelo programa. Na 8.ª edição do concurso foram apresentados 21 projetos inovadores semifinalistas. A final decorreu a 16 de novembro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

 

23-11-2023

Bolsas de estudo Porto de Conhecimento atribuídas pela Universidade Católica no Porto

Sete estudantes da Universidade Católica Portuguesa no Porto receberam a bolsa de estudo Porto de Conhecimento para o ano letivo 23/24. Trata-se de um apoio à prossecução dos estudos, concedido por instituições de ensino superior privado, universitário e politécnico, parceiras da Câmara Municipal do Porto (CMP).

Para além dos sete estudantes, também dois estudantes da Católica no Porto receberam o diploma de conclusão de licenciatura realizada ao abrigo deste programa de bolsas.

A cerimónia de atribuição de bolsas e de entrega de diplomas de conclusão decorreu a 14 de novembro, na Super Bock Arena, tendo Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP, marcado presença.

Para Isabel Braga da Cruz “a parceria com a CMP permite apoiar a prossecução dos estudos de vários jovens e permite promover o envolvimento da comunidade com o Ensino Superior.”

O programa municipal Porto de Conhecimento visa a capacitação e o aumento da literacia científica da comunidade educativa, enriquecendo a cultura científica da população, contribuindo para o desenvolvimento sustentado e para a construção da cidadania plena.

Na cerimónia de atribuição das bolsas, Fernando Paulo, vereador da educação, afirmou que "a educação é a força motriz que impulsiona a inovação, a criatividade e a resolução de problemas, criando um ambiente propício para a realização individual e coletiva".

A participação da Universidade Católica Portuguesa neste projeto, com a atribuição das bolsas de estudo é reconhecida pela Câmara Municipal do Porto como “um importante contributo para a capacitação e qualificação dos jovens do município na construção do seu projeto de vida”.

 

Fotografia: Câmara Municipal do Porto

22-11-2023

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