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Novidades

Candidaturas às licenciaturas da Católica a decorrer

14 licenciaturas e uma dupla licenciatura. Um campus, interdisciplinaridade no ensino e na investigação e elevadas taxas de empregabilidade. Estão a decorrer as candidaturas às licenciaturas das faculdades da Universidade Católica Portuguesa no Porto, para o ano letivo de 2026/2027.

Os candidatos à Universidade Católica no Porto podem iniciar a sua candidatura através do portal online, mesmo que ainda não disponham dos resultados dos exames nacionais, uma vez que estes poderão ser submetidos posteriormente.

As faculdades da Universidade Católica no Porto disponibilizam licenciaturas de excelência, reconhecidas tanto no contexto nacional como internacional, proporcionando uma experiência académica diferenciada num campus multidisciplinar. A sua formação destaca-se por uma abordagem integral, que conjuga o rigor técnico com o desenvolvimento de competências transversais fundamentais para o futuro profissional dos estudantes. 

Católica Porto Business School
Economia | Gestão | Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão

Escola das Artes:
Cinema | Conservação e Restauro | Som e Imagem

Escola Superior de Biotecnologia:
Bioengenharia | Ciências da Nutrição | Ciências e Sociedade | Microbiologia

Escola do Porto da Faculdade de Direito:
Direito | Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão

Faculdade de Educação e Psicologia:
Psicologia

Faculdade de Teologia:
Ciências Religiosas (EaD) | Teologia

Escola de Enfermagem (Porto):
Enfermagem

Tem dúvidas? Contacte o Apoio às candidaturas.
 t | 939 450 000/012 
@| candidaturas.porto@ucp.pt  e admissions.porto@ucp.pt

23-07-2026

Católica Porto Teen Academy inspira jovens estudantes a explorar o futuro académico e profissional

Durante três semanas, centenas de estudantes do ensino secundário viveram o verão de forma diferente, entre laboratórios, tribunais, estúdios e salas de aula, desafiando-se em diferentes áreas do conhecimento. A edição de 2026 da Católica Porto Teen Academy voltou a abrir as portas da Universidade Católica Portuguesa no Porto a jovens de todo o país, proporcionando-lhes uma experiência de proximidade ao ensino superior.

Nos oito cursos promovidos pela Católica Porto Business School, Escola das Artes, Faculdade de Direito – Escola do Porto, Escola Superior de Biotecnologia, Faculdade de Educação e Psicologia e Escola de Enfermagem (Porto), os participantes tiveram oportunidade de experimentar, em primeira mão, o quotidiano universitário e conhecer melhor as profissões que ambicionam seguir.

 

 

Experimentar antes de escolher

Aprender fazendo e dialogando – assim propunham os programas de atividades diversas, com forte componente prática e imersiva. Através de simulações, workshops, visitas a instituições parceiras e projetos colaborativos, os participantes puderam desenvolver competências, pôr os seus interesses à prova e esclarecer dúvidas com estudantes e profissionais das áreas que os fascinam.

"Começamos pela parte teórica, pelo contexto, e depois passamos para a prática, para mexermos e vermos realmente se é isso que queremos fazer", conta Maria Figueira, participante da Nursing Academy: best way to choose a future!. As atividades organizadas pela Escola de Enfermagem (Porto) incluíram uma visita ao Hospital Pedro Hispano – ULS de Matosinhos, e também momentos práticos em laboratório de simulação clínica onde, como garante a participante, "parece mesmo que estamos a atuar". 

Também no curso da Faculdade de Direito – Escola do Porto, os participantes puderam participar em debates e simulações de julgamento, que os desafiaram a argumentar e pensar criticamente. Dos dias de atividades “À Descoberta do Direito”, Carlota Gonçalves destaca o contacto enriquecedor com novas pessoas e ideias: "Conhecer pessoas de vários contextos impactou-me, e impactou-me também ter as minhas ideias e as minhas certezas totalmente testadas". A participante destacou ainda a experiência de assistir a um julgamento em tribunal e a visita a um estabelecimento prisional, como momentos marcantes de contacto com o quotidiano das diferentes profissões jurídicas.

Já o programa do curso “Psicologia em Movimento” combinou diálogo e experiências práticas, para explorar as diferentes áreas de atuação da psicologia. Madalena Gil destacou a atividade de contacto com o projeto “Waves in You”, uma iniciativa que utiliza o surf como ferramenta de intervenção psicossocial junto de crianças e jovens migrantes e refugiadas, como um dos momentos mais marcantes da semana. “Foram dias inesquecíveis, e voltaria, sem dúvida, a repetir” o curso de verão da Faculdade de Educação e Psicologia, partilha a jovem.

Bioengenharia, microbiologia, química, alimentação e nutrição, genética molecular e biologia celular estiveram no centro de múltiplas atividades laboratoriais, no “Experimenta com Ciência”, da Escola Superior de Biotecnologia. Para muitos, esta foi uma oportunidade para confirmar interesses e conhecer melhor a oferta formativa. Rodrigo Pinto destacou as aprendizagens adquiridas, as relações construídas ao longo da semana e o impacto da experiência numa escolha mais informada para o futuro académico e profissional.

Também a Young Enterprise, da Católica Porto Business School, aproximou os participantes do mundo dos negócios. "É aprender economia e gestão, ao mesmo tempo que estamos divertidos", resumiu Margarida Sousa. A participante destacou a aprendizagem de bases teóricas, as orientações dos especialistas, e o desafio de desenvolver, em equipa, um projeto de negócio na área da restauração.

Na Escola das Artes, os diferentes programas permitiram explorar o cinema, o som e imagem e a conservação e restauro através da experimentação artística e tecnológica. No Atelier Criativo de Som e Imagem, foi entre “luzes, câmara e ação” que os participantes puderam contactar com diferentes fases de uma produção audiovisual. Madalena Rocha partilha ter conseguido aproveitar ao máximo o curso: “foi uma oportunidade de fazer algo na área que eu quero estudar no futuro".

Já o Short Film Project foi descrito por Catarina Guerra como um curso “inspirador”. A participante sublinhou a disponibilidade dos professores e monitores, que a apoiaram no processo colaborativo de criação de uma curta-metragem, da conceção da ideia à edição final.

"Experimentar trabalhar com novos materiais" e “contactar com novas obras e pinturas” foi o que mais marcou Francisca Bonfim, que participou na Oficina de Conservação e Restauro. O curso convidou os jovens a conhecer diferentes técnicas de preservação do património e a pôr mãos à obra, em atividades práticas que reproduzem o trabalho desenvolvido por profissionais da área.

Um primeiro contacto com o contexto universitário

Para muitos participantes, esta foi a primeira experiência num contexto universitário. Entre novas amizades, aprendizagens e contacto direto com diferentes áreas do conhecimento, a Teen Academy continua a afirmar-se como uma oportunidade para descobrir interesses, conhecer as licenciaturas da Universidade Católica Portuguesa no Porto e dar os primeiros passos numa escolha mais informada do percurso académico e profissional. 
 

23-07-2026

Dupla Licenciatura na Católica no Porto conta uma década a pensar para além das fronteiras entre o Direito e a Gestão

Há dez anos, a Universidade Católica Portuguesa lançou uma formação pioneira em Portugal: a Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão. Cinco anos após a entrada da primeira geração de diplomados no mercado de trabalho, o programa afirma-se como uma resposta para quem acredita que "os desafios da vida real raramente pertencem apenas a uma área do conhecimento", como refere Rita Eiras, finalista da Dupla. "Esta formação tornou-me mais preparada para analisar situações complexas, tomar decisões mais fundamentadas e adaptar-me a diferentes contextos profissionais".

Uma aposta pioneira que continua a fazer sentido

Ao longo da última década, o curso formou 154 diplomados e alcançou uma taxa de empregabilidade de 100%.

Criada no ano letivo de 2015/2016, fruto da colaboração entre a Faculdade de Direito – Escola do Porto e a Católica Porto Business School, a Dupla Licenciatura permite concluir, em cinco anos (10 semestres), duas licenciaturas completas – uma em Direito e uma em Gestão. Mas, mais do que reunir dois cursos num único percurso, a proposta assenta na articulação entre duas áreas complementares, preparando os estudantes para exercer profissões ligadas ao Direito, à Gestão e aos múltiplos contextos em que estas disciplinas se cruzam. A integração de saberes, o desenvolvimento de competências transversais e a preparação para carreiras de dimensão internacional são alguns dos traços distintivos do programa.

Os percursos dos seus estudantes e diplomados mostram como esta formação se traduz, na prática, em oportunidades profissionais diversificadas.

Da Católica para um mercado global

Há cinco anos, Filipe Mendes integrava a primeira geração de diplomados da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão. Hoje, trabalha em Nova Iorque, como Legal Engineer na Harvey, onde faz a ponte entre soluções de inteligência artificial para o setor jurídico e as necessidades dos clientes.

Ao olhar para o seu percurso, considera que a conjugação entre Direito e Gestão foi determinante. "Ter uma visão organizacional e de negócio mais abrangente permite-me responder com maior agilidade às necessidades do dia a dia", afirma. "É muito mais fácil ser um profissional completo e preparado se conhecermos melhor as organizações, o mundo e as suas regras."

Um percurso para quem procura mais do que uma licenciatura

O programa continua a atrair estudantes que procuram um percurso interdisciplinar. É o caso de Manuel Vasconcelos, atualmente no 3.º ano, para quem "escolher este curso foi não ter de escolher entre as duas áreas de que gostava."

Ao longo da formação, destaca sobretudo a oportunidade de desenvolver competências que vão além do conhecimento técnico. "Desenvolvi outras competências que surgem da conciliação de duas formas de pensar muito diferentes: o rigor e o detalhe do raciocínio jurídico, de um lado, e a visão mais prática da Gestão, do outro." A capacidade de alternar entre estas perspetivas tornou-se, nas suas palavras, "o melhor treino" para o futuro

Prestes a concluir o percurso, Rita Eiras faz o balanço sublinhando a exigência curricular, a preocupação em aproximar teoria e prática e o incentivo à participação ativa na vida universitária. "Percebi que, para aproveitar verdadeiramente as oportunidades oferecidas pela Católica, não bastava assistir às aulas. Era necessário envolver-me, participar e procurar experiências que complementassem a formação académica." Para além dos conhecimentos adquiridos, Rita destaca o desenvolvimento de competências como a organização, a resiliência e a capacidade de gerir diferentes responsabilidades. Marcaram-na ainda a proximidade dos docentes e a rede de contactos construída ao longo do percurso.

“Uma formação sólida e reconhecida”

Em 2015, a criação da Dupla Licenciatura partiu da “convicção de que o mercado de trabalho estava a evoluir mais rapidamente do que os modelos tradicionais de formação”, explica Luísa Anacoreta, coordenadora do programa pela Católica Porto Business School. O objetivo era garantir que os estudantes concluíssem o percurso com "uma formação sólida e reconhecida" em ambas as áreas, através de "duas licenciaturas obtidas em simultâneo", indo além de uma formação híbrida. A Dupla Licenciatura foi igualmente desenhada tendo em vista a “compatibilidade com os requisitos das profissões jurídicas, das ordens profissionais e das melhores práticas académicas internacionais”. Trata-se, por isso, de “um programa exigente, que obriga a muito método e organização”, sublinha.

Uma década depois, esta visão mantém-se atual. Para Ana Teresa Ribeiro, coordenadora do programa pela Faculdade de Direito, "com a criação deste programa, antecipámos uma necessidade que hoje é evidente: formar profissionais capazes de compreender simultaneamente a dimensão jurídica e a dimensão da gestão das organizações. Dez anos depois, verificamos que esta aposta continua a fazer todo o sentido e que os nossos diplomados são altamente valorizados pelo mercado de trabalho".

Luísa Anacoreta aponta também que estes resultados se refletem no perfil dos estudantes e no percurso dos diplomados. "Temos alunos muito talentosos, com grande capacidade de trabalho, curiosidade intelectual e ambição", afirma. A diversidade das carreiras seguidas pelos antigos estudantes demonstra "a versatilidade da formação e a sua capacidade para abrir portas em múltiplos setores de atividade".

As candidaturas à Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão para o ano letivo 2026/2027 já se encontram abertas. A 1.ª fase decorre até 24 de julho e a 2.ª fase terá lugar de 27 de julho a 11 de agosto. Todas as informações sobre o processo de candidatura, condições de acesso e plano de estudos estão disponíveis aqui.
 

 

23-07-2026

Projeto ELEVATE seleciona 12 equipas para Programa Europeu de Aceleração

Após avaliar 23 candidaturas, o projeto europeu ELEVATE, coordenado pela Universidade Católica Portuguesa, selecionou 12 equipas para a primeira edição do seu Programa Europeu de Aceleração. As equipas selecionadas desenvolvem projetos nas quatro áreas estratégicas do programa, nomeadamente Inteligência Artificial, Alimentação e Biotecnologia, Biomedicina e Saúde e Indústrias Culturais e Criativas. Das 12 equipas selecionadas, um terço é da Universidade Católica Portuguesa, representando o Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia, a Faculdade de Medicina e o Instituto de Computação e Ciência de Dados. As restantes equipas são provenientes de instituições de Itália (três), Alemanha (três) e Dinamarca (uma).

Durante 12 semanas, as equipas terão acesso a um programa de aceleração que combina formação especializada em áreas fundamentais para o apoio ao empreendedorismo e criação de start-ups, sessões de mentoria individualizada e oportunidades de networking com parceiros académicos, empresariais e investidores. O programa reúne ainda formadores e mentores de universidades, empresas e organizações de inovação de referência em Portugal, Itália e Dinamarca.

O programa inclui uma Immersion Week, que decorrerá no início de dezembro em Trieste (Itália), reunindo todas as equipas para uma semana intensiva de formação, mentoria, networking e contacto com o ecossistema local de inovação. A iniciativa culminará com o evento final de apresentação dos projetos, no qual será atribuído um prémio de 5.000 euros à equipa vencedora de cada uma das quatro áreas temáticas.

“O papel central da Universidade Católica Portuguesa neste programa, em que integra também a equipa de formadores e mentores, reflete o seu compromisso com a promoção do empreendedorismo, da inovação e da transferência de conhecimento para a sociedade”, refere João Cortez, diretor do Research and Innovation Office da Universidade Católica Portuguesa e coordenador do projeto ELEVATE.

Um catalisador europeu para a inovação

Transformar conhecimento em soluções com impacto real na sociedade - este é o objetivo do ELEVATE, um projeto europeu liderado pela Universidade Católica Portuguesa que promove o empreendedorismo e a inovação nas áreas da Alimentação e Biotecnologia, Biomedicina, Inteligência Artificial e Indústrias Culturais e Criativas. Financiado pela iniciativa EIT HEI da União Europeia, o ELEVATE reúne instituições de ensino superior e parceiros empresariais de Portugal, Itália e Dinamarca (Università degli Studi di Trieste (Itália); Università Cattolica del Sacro Cuore (Itália); Aarhus University (Dinamarca); Food4Sustainability CoLAB (Portugal); TecmaFoods (Portugal); MateraHub (Itália)).

"O Programa de Aceleração ELEVATE oferece um ambiente único, ligando três ecossistemas europeus de inovação através de uma abordagem interdisciplinar que integra quatro áreas estratégicas distintas. Ao aproximar o conhecimento académico dos desafios reais da sociedade, o ELEVATE apoia o desenvolvimento de soluções inovadoras com impacto económico e social," destaca João Cortez.

Foram recebidas 23 candidaturas provenientes de 10 países, incluindo 13 que envolvem universidades da Transform4Europe (aliança de universidades europeias) e três de equipas que participaram anteriormente em atividades de formação do ELEVATE.

22-07-2026

Universidade Católica Portuguesa associa-se ao Happiness Camp para refletir sobre o futuro das organizações

A Universidade Católica Portuguesa associa-se ao Happiness Camp 2026, a maior conferência europeia dedicada à Sustentabilidade Humana e ao Futuro do Trabalho, que terá lugar no dia 24 de setembro, na Alfândega do Porto.

Num contexto marcado pela rápida evolução da inteligência artificial, pela transformação digital e pela redefinição dos modelos de trabalho e de liderança, esta parceria reforça o compromisso da Universidade Católica Portuguesa com a promoção do pensamento crítico, da inovação e da reflexão sobre os desafios que moldam o futuro das pessoas e das organizações.

Mais do que uma conferência, o Happiness Camp reúne líderes responsáveis pelas áreas de talento, cultura organizacional e desempenho para refletir sobre um dos grandes desafios que hoje se colocam às organizações: como construir empresas de elevado desempenho sem comprometer a sustentabilidade humana. Através de casos de estudo, debates entre executivos e da partilha de metodologias e experiências concretas, o evento promove a discussão de estratégias e soluções aplicáveis aos desafios do mundo do trabalho.

A edição de 2026 reunirá algumas das mais influentes vozes internacionais nas áreas da inteligência artificial, comportamento humano, saúde digital, employer branding, cultura organizacional e liderança. Entre os especialistas confirmados encontram-se João Pinto, dean e professor de Finanças da Católica Porto Business School e Co-Leader do INSURE.Hub, Reha Jhunjhunwala (WHOOP), Adam Hickman (The Walt Disney Company), Camille Phillips (Meta), Miriah Steiger (TikTok), Beena Ammanath (Deloitte AI Institute).

Ao longo do dia serão abordados temas como a inteligência artificial responsável, a biometria, a liderança, o futuro do trabalho, a atração e desenvolvimento de talento, o bem-estar organizacional e o impacto da tecnologia nas pessoas e nas organizações.

 

Mais informação

22-07-2026

Finalistas de Enfermagem realizam Compromisso Profissional na Sé Catedral do Porto

No dia 10 de julho de 2026, os recém-licenciados em Enfermagem da Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa reuniram-se na Sé Catedral do Porto para realizar o seu Compromisso Profissional, integrado na Eucaristia de Ação de Graças, presidida D. Roberto Mariz com a presença do celebrante Padre José Pedro Azevedo, Capelão da Sé Catedral do Porto e Capelão da UCP no Porto.

Realizada anualmente, esta cerimónia constitui um dos momentos mais marcantes da vida académica dos estudantes, assinalando a conclusão da sua formação e a entrada na profissão. Num gesto carregado de simbolismo, os novos enfermeiros agradeceram o percurso realizado e assumiram publicamente, através de um juramento inspirado no original de Florence Nightingale, o compromisso de exercer a Enfermagem com competência, responsabilidade, integridade e respeito pela dignidade da pessoa humana.

Perante a comunidade académica, familiares e amigos, os recém-licenciados reafirmaram a sua dedicação aos valores éticos, humanistas e científicos que orientam a prática da Enfermagem e que marcaram o seu percurso formativo na Universidade Católica Portuguesa.

Um dos momentos mais significativos da celebração foi a bênção das mãos dos futuros enfermeiros, um gesto profundamente simbólico que recorda o papel das mãos enquanto instrumento de cuidado, proximidade, conforto e esperança junto daqueles que mais necessitam.

Na sua intervenção, o Diretor da Escola de Enfermagem (Porto) da UCP sublinhou a importância deste compromisso público, agradecendo a confiança que os estudantes e as suas famílias depositaram na instituição ao longo destes anos. Reafirmou, igualmente, a missão da Escola de continuar próxima dos seus diplomados, acompanhando-os nesta nova etapa da sua vida profissional.

A cerimónia contou com a presença, para além de familiares e amigos dos finalistas, atuais estudantes da Escola de Enfermagem (Porto) e da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem, de representantes da Reitoria e Pró-Reitoria da Universidade Católica Portuguesa, das Direções da Escola de Enfermagem (Porto e Lisboa), da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem, da Ordem dos Enfermeiros, de docentes e colaboradores (atuais e anteriores) e também de representantes de diversas instituições parceiras.

 

16-07-2026

Mafalda Duarte: "Dar visibilidade científica à saúde da mulher não é apenas importante, é urgente."

Mafalda Duarte é estudante do Doutoramento em Psicologia Aplicada na Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa. Licenciada pela University of Warwick e mestre pela Queen Mary University of London, regressou a Portugal para aprofundar uma área que considera urgente investigar: a saúde psicológica das mulheres durante a perimenopausa e a menopausa. Nesta entrevista, fala sobre o percurso que a levou até à Psicologia, e à sua investigação de doutoramento. Reflete ainda sobre a importância de dar maior visibilidade científica à saúde da mulher, uma vez que “a saúde da mulher tem sido historicamente negligenciada”.

 

Como surgiu o seu interesse pela área da Psicologia?

A minha ligação à Psicologia começou discretamente através de livros de desenvolvimento pessoal que o meu pai me oferecia durante a minha adolescência. Obras como Os 7 Hábitos dos Adolescentes Altamente Eficazes, de Sean Covey, ou Anormalmente Bom, de Nuno Fontes, abriram conversas sobre temas como comportamento, emoções e processos de pensamento - sem que eu soubesse, na altura, que estava a explorar fundamentos da psicologia. Fascinava-me a ideia de que uma mudança de perspetiva tem o poder de transformar o que sentimos, como agimos e, em última instância, quem somos. Quando, mais tarde, associei esse interesse à Psicologia enquanto disciplina, a decisão de a seguir foi menos uma escolha e mais uma descoberta sobre mim própria.

 

“Surgiu um tema sobre o qual não tinha dúvidas que queria aprofundar, e o doutoramento era o caminho natural para o fazer.”

 

É estudante de Doutoramento em Psicologia Aplicada na Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa. Porquê esta escolha?

Este programa foi, para mim, uma escolha evidente - não só por ser lecionado em inglês, língua à qual estou habituada em contexto académico, mas também porque me ofereceu um equilíbrio que procurava. Após alguns anos fora, quis regressar a Portugal sem, no entanto, fechar a porta a uma eventual continuação de carreira no Reino Unido. Este doutoramento permitiu-me fazer exatamente isso: estar em Portugal, mas manter uma ligação ao contexto académico internacional. Estou a aproveitar o melhor dos dois mundos, e a aprender muito com as diferenças entre duas culturas académicas que, sendo distintas, têm cada uma os seus pontos fortes. Quanto à temática sobre a qual me tenho debruçado, foi o mestrado em Terapias Psicológicas, onde estava a construir o meu caminho para a psicologia clínica, que me conduziu a um tema que foi crescendo em mim de forma inesperada: a saúde mental das mulheres durante a menopausa. Trata-se de uma área profundamente subinvestigada, que considero urgente explorar. Foi esse sentido de necessidade, juntamente com o interesse que desenvolvi pelo tema, que me levou a querer continuar. Sendo honesta, o doutoramento nunca tinha estado nos meus planos. O que aconteceu foi que surgiu um tema sobre o qual não tinha dúvidas que queria aprofundar, e o doutoramento era o caminho natural para o fazer.

 

Como tem sido a sua experiência no doutoramento?

Tem sido uma experiência muito positiva. Tenho a sorte de ter orientadores que me apoiam e cujo conhecimento, experiência e dedicação ao meu projeto têm feito toda a diferença. O doutoramento exige autonomia e uma gestão do tempo que, de certa forma, se assemelha a trabalhar por conta própria. Ainda assim, nunca me senti sozinha: o corpo docente tem superado as minhas expectativas, não só pela excelência científica, mas sobretudo pela disponibilidade para ouvir e ajudar. Estou a aprender coisas que nunca imaginei explorar, e uma das grandes mais-valias deste programa é precisamente essa proximidade com os professores.

 

“A saúde da mulher tem sido historicamente negligenciada, e isso é um problema global.”

 

Atualmente, está a desenvolver uma investigação sobre a saúde física e psicológica das mulheres entre os 40 e os 55 anos. Como surgiu o interesse por este tema?

É dentro desta faixa etária que a maioria das mulheres experiencia a perimenopausa - a fase de transição hormonal que antecede a menopausa. O meu interesse por este tema surgiu de uma experiência pessoal: testemunhar de perto o impacto que esta fase pode ter no bem-estar de uma mulher próxima. Na altura, eu própria estava a atravessar a adolescência, e não pude deixar de reparar nas semelhanças: alterações de humor, irritabilidade, mudanças no corpo físico - tudo despoletado por alterações hormonais. A grande diferença é que a adolescência é universalmente reconhecida e, de certa forma, socialmente tolerada. A menopausa, nem tanto. Na altura em que atravessam esta fase, a maioria das mulheres tem responsabilidades profissionais a tempo inteiro, são cuidadoras, têm compromissos que não "permitem" uma fase de maior instabilidade. E, no entanto, a perimenopausa acontece, com ou sem espaço para isso. O que mais me marcou foi o silêncio à volta do tema: a falta de conversa, a falta de informação e, muitas vezes, a falta de reconhecimento por parte de quem rodeia estas mulheres, até dos próprios profissionais de saúde. Quando comecei a aprofundar a investigação existente e a perceber que muitos profissionais de saúde não se sentem preparados para lidar com pacientes nesta fase da vida, por lacunas na sua formação médica, a vontade de contribuir para esta área tornou-se muito clara. Encaro o meu projeto de investigação como uma missão!

 

Quais são os principais objetivos do estudo que está atualmente a desenvolver?

O estudo tem dois objetivos principais. Em primeiro lugar, identificar quais os sintomas subjetivos que as mulheres associam à perimenopausa, com particular atenção aos sintomas cognitivos, como alterações na memória e na atenção. Em segundo lugar, comparar dados entre mulheres em Portugal e no Reino Unido, de forma a perceber se existem diferenças nas perceções dos sintomas e em que medida fatores relacionados com saúde e estilo de vida influenciam a sua intensidade.

 

É importante dar maior visibilidade científica a esta fase da vida das mulheres?

Absolutamente. A saúde da mulher tem sido historicamente negligenciada, e isso é um problema global. Estamos em 2026 e só agora estamos a descobrir, por exemplo, que as alterações hormonais da menopausa colocam as mulheres em maior risco de desenvolver doenças cognitivas, como a doença de Alzheimer, ou doenças cardiovasculares. Só recentemente foi reconhecido que os sintomas de ataque cardíaco nas mulheres diferem dos sentidos pelos homens - o que significa que há mulheres que sofreram ataques cardíacos sem que ninguém, incluindo elas próprias, o soubesse. Da mesma forma, a terapia de reposição hormonal - o tratamento mais direcionado para os sintomas da menopausa - foi durante muito tempo considerada de risco, e só recentemente começou a ser reabilitada na comunidade médica. Por todas estas razões, dar visibilidade científica à saúde da mulher nesta fase da vida, e em todas as outras, não é apenas importante, é urgente. A boa notícia é que o interesse está a crescer: cada vez mais investigadores se dedicam a esta área, e organizações de grande dimensão estão a reconhecer e a investir neste tema. O meu projeto pretende ser uma contribuição, ainda que modesta, para essa mudança.

 

"Encaro o meu projeto de investigação como uma missão!"

 

Que perspetivas tem para o futuro e que áreas gostaria de continuar a explorar?

Para além do estudo que estou atualmente a desenvolver, já tenho planeados os próximos passos da minha investigação. Um dos estudos que pretendo realizar procura medir, de forma objetiva, a performance cognitiva de mulheres na perimenopausa que experienciem sintomas de "brain fog" - um termo que descreve a sensação de nevoeiro mental, dificuldades de concentração e lapsos de memória. O objetivo será uma potencial validação científica daquilo que as mulheres reportam há muito tempo. A longo prazo, o meu objetivo é especializar-me na saúde cognitiva das mulheres durante a perimenopausa e aprofundar a compreensão de como as variações hormonais influenciam a performance cognitiva nesta fase da vida.

 

16-07-2026

Rei de Inglaterra nomeia alumna da Escola Superior de Biotecnologia Comendadora da Ordem do Império Britânico

Luísa Freitas dos Santos, alumna da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa (ESB-UCP), no Porto, foi nomeada Comendadora da Ordem do Império Britânico (CBE) pelo rei Carlos III, no âmbito da Lista de Honras de Ano Novo do Reino Unido.

A distinção reconhece os seus serviços prestados à engenharia farmacêutica e foi entregue pessoalmente pelo monarca numa cerimónia no Castelo de Windsor.

Atualmente vice-presidente global da Cadeia de Abastecimento Clínico na farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK), Luísa Freitas dos Santos soma mais de duas décadas de carreira na área do desenvolvimento de fármacos, tendo liderado equipas de investigação e desenvolvimento em cinco países diferentes.

O seu percurso académico começou precisamente na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade católica Portuguesa, instituição que, como já tinha reconhecido publicamente, foi determinante na obtenção de uma base sólida em engenharia, que lhe permitiu prosseguir um doutoramento em Engenharia Química no Imperial College London.

Luísa Freitas do Santos manifestou-se profundamente honrada por receber a distinção das mãos do rei, sublinhando que a considera um reconhecimento coletivo do trabalho desenvolvido ao longo de trinta anos junto de colegas brilhantes e dedicados, tanto dentro como fora da área da engenharia farmacêutica.

Agradeceu ainda o contributo e o incentivo de todos aqueles com quem trabalhou, recordando que, apesar dos avanços conseguidos no desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas, há ainda um longo caminho a percorrer.

A investigadora afirmou estar mais determinada do que nunca a continuar a melhorar os resultados em saúde e a incentivar mais pessoas a seguir carreiras nas áreas da ciência e da engenharia.

A cerimónia em Windsor foi descrita pela própria como um dia especial, vivido junto da família, que a apoiou ao longo de todo o seu percurso profissional, adiantando ter saído do castelo inspirada para continuar a colocar o seu trabalho ao serviço dos outros.

Outras distinções

Esta não é a primeira vez que o percurso de Luísa Freitas dos Santos é reconhecido a nível internacional. A engenheira portuguesa já tinha sido eleita Fellow da Royal Academy of Engineering, a mais alta distinção atribuída a um engenheiro no Reino Unido.

O CBE agora atribuído junta-se, assim, a um percurso que começou no Porto e que já levou Luísa Freitas dos Santos a ocupar posições de destaque na indústria farmacêutica britânica, reforçando a visibilidade internacional da Escola Superior de Biotecnologia e dos seus antigos alunos.

15-07-2026

Projeto de IA em Engenharia Biomédica da Católica selecionada para o TechLaunch 2026 nos EUA

O NeuroSDR, projeto liderado pelo professor Pedro M. Rodrigues, docente da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e investigador  do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), foi selecionado para integrar o TechLaunch 2026 – From Invention to Impact!, um dos programas internacionais de empreendedorismo mais prestigiados promovidos pelo UT Austin Portugal Program.

O reconhecimento não se ficou pela seleção. O projeto obteve também financiamento destinado a apoiar o seu desenvolvimento e certificação, num percurso que visa agora a chegada ao mercado.

O NeuroSDR recorre a inteligência artificial para diagnosticar e prever a doença de Alzheimer com vários anos de antecedência em relação ao aparecimento dos primeiros sintomas, através da análise avançada de dados médicos.

Esta capacidade de deteção precoce representa um contributo significativo para a investigação em neurociência e para a saúde pública, ao abrir caminho a intervenções mais atempadas e a uma melhor gestão da doença.

Como resultado da sua seleção para o TechLaunch 2026, a equipa do NeuroSDR terá agora a oportunidade de apresentar o projeto a investidores internacionais durante a semana de encerramento do programa, que decorrerá em Austin, no Texas, Estados Unidos da América, em novembro.

Esta distinção reforça o papel da Universidade Católica Portuguesa, através da Escola Superior de Biotecnologia e do CBQF, na produção de investigação de ponta com aplicação real na área da saúde, e abre novas perspetivas de internacionalização para um projeto com elevado potencial de impacto social.

Parabéns à equipa do NeuroSDR por esta conquista!

15-07-2026

Católica atribui mais de 114 mil euros em bolsas para alunos do 1.º ano de licenciatura ou mestrado integrado com maior subida da média

A Universidade Católica Portuguesa atribuiu, ao longo dos anos letivos de 2024/2025 e 2025/2026, um total de 51 Bolsas UCP4SUCCESS, uma iniciativa desenvolvida no âmbito do UCP4SUCCESS, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através do programa Impulso Mais Digital - Programa de Promoção do Sucesso e Redução do Abandono Escolar no Ensino Superior.

Criadas para complementar os mecanismos de apoio já existentes, as Bolsas UCP4SUCCESS distinguem-se por reconhecerem não apenas o desempenho académico dos estudantes, mas sobretudo o seu progresso e capacidade de superação. A iniciativa procura responder a um dos principais desafios do ensino superior: garantir que fatores económicos, sociais ou motivacionais não se transformem em obstáculos à permanência e ao sucesso académico.

Ao longo dos três períodos de atribuição - 1.º semestre de 2024/2025, 2.º semestre de 2024/2025 e 1.º semestre de 2025/2026 - foram recebidas 179 candidaturas elegíveis dos quatro campi da Católica e atribuídas 51 bolsas (7 em Braga, 24 em Lisboa, 15 no Porto e 5 em Viseu), correspondendo a um investimento global de 114 495 €.

As Bolsas UCP4SUCCESS destinam-se a estudantes inscritos pela primeira vez no 1.º ano de licenciatura ou mestrado integrado, premiando aqueles que demonstram maior evolução académica relativamente ao seu ponto de partida. O processo de seleção combina uma análise de mérito relativo (70%), baseada na evolução entre a nota de ingresso e a média académica obtida no respetivo semestre do curso, com a avaliação da condição socioeconómica do estudante (30%).

Cada bolsa tem um valor de 2.245 euros, contribuindo para criar condições mais favoráveis para que os estudantes possam dedicar-se ao seu percurso académico.

A adesão dos estudantes tornou as Bolsas UCP4SUCCESS uma das iniciativas de maior impacto e reconhecimento no âmbito do projeto, evidenciando a importância de medidas que conciliam mérito académico e apoio socioeconómico, reforçando o compromisso da Universidade Católica Portuguesa com uma educação mais inclusiva, equitativa e centrada no sucesso de cada estudante.

 

13-07-2026

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