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Novidades

Investigadores de Biotecnologia na Católica lideram participação nacional em evento europeu de colaboração em sustentabilidade e bioeconomia

O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), da Universidade Católica Portuguesa, teve um papel ativo no evento de matchmaking do projeto CROSSPATHS, realizado em Bruxelas, no dia 25 de março de 2026. O evento reuniu investigadores, inovadores, decisores políticos e organizações de apoio de toda a Europa, com o objetivo de construir consórcios alinhados com políticas no âmbito do Horizonte Europa, Cluster 6, com foco na sustentabilidade, sistemas alimentares, biodiversidade e bioeconomia.

Em representação da liderança científica e estratégica do CBQF, Manuela Pintado, diretora e investigadora sénior do centro, participou num painel dedicado aos principais fatores de sucesso em projetos europeus, destacando o forte alinhamento do CBQF com o Pacto Ecológico Europeu e a estratégia Farm to Fork.

O CBQF esteve também representado por Sara Nunes Silva, investigadora com especialização em economia circular, e Ana Paulo, gestora de investigação, que contribuíram para as discussões sobre colaboração internacional e desenvolvimento de consórcios.

O evento evidenciou ainda a força do ecossistema português de investigação e inovação. A par do CBQF, várias instituições portuguesas participaram e contribuíram para o diálogo sobre colaboração europeia, incluindo o MORE CoLAB, o Instituto Superior Técnico, o Instituto Politécnico de Bragança, a Agência Nacional de Inovação (ANI) e o CoLab4Food.

O evento de matchmaking do CROSSPATHS reforçou a importância de combinar excelência científica com networking estratégico e alinhamento com políticas na construção de projetos europeus competitivos - áreas em que o CBQF continua a afirmar um papel consistente e ativo.

31-03-2026

“Passos que Salvam”: Caminhada une saúde, convívio e solidariedade no Porto

No passado dia 29 de março, a Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa promoveu a caminhada solidária “Passos que Salvam”, juntando estudantes, docentes, colaboradores e famílias num percurso de 3,5 km que combinou atividade física, convívio e solidariedade.

O evento contou com aquecimento conduzido por estudantes e enfermeiros, atividades para os mais novos e uma sessão prática de suporte básico de vida, permitindo aos participantes aprender técnicas essenciais de primeiros socorros num ambiente seguro e educativo.

Paralelamente, a caminhada apoiou a Cáritas Diocesana do Porto, com recolha de roupa interior nova e donativos monetários. A iniciativa contou com o patrocínio do Grupo de Farmácias Cruz&Reis.

A “Passos que Salvam” destacou-se pelo entusiasmo dos participantes e pelo impacto positivo na comunidade, sublinhando o papel da Escola na promoção da saúde, do conhecimento e da solidariedade.

30-03-2026

Católica em destaque em podcast europeu sobre liderança educativa e inovação pedagógica

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) integra o terceiro episódio de uma série de podcasts promovida pela European University Association (EUA), dedicada à análise dos principais desafios e dinâmicas emergentes no Ensino Superior europeu.

O episódio conta com a participação de Diana Soares, professora da Faculdade de Educação e Psicologia e coordenadora do Católica Learning Innovation Lab (CLIL), em conversa com Thérèse Zhang, subdiretora para a Política de Ensino Superior da EUA. O debate centra-se na articulação entre a liderança educativa, o desenvolvimento profissional docente e a inovação pedagógica. 

Ao longo da entrevista, Diana Soares evidencia a aposta do CLIL em modelos pedagógicos sustentados em evidências, bem como a valorização da investigação em ensino e aprendizagem enquanto eixo estruturante da missão universitária. É ainda sublinhada a promoção de uma cultura institucional que encara o ensino como uma prática reflexiva, intencional e academicamente fundamentada.

Outro dos pontos em destaque é a dimensão colaborativa do ensino, com enfoque na importância da criação de redes de partilha de práticas, do trabalho interinstitucional e do desenvolvimento profissional contínuo do corpo docente. Neste contexto, reforça-se o papel das instituições na capacitação de docentes enquanto agentes de mudança e liderança pedagógica no Ensino Superior.

A conversa assinala igualmente a criação do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior (CNIPES), entendido como um marco relevante para o reforço da qualidade e da articulação entre instituições, bem como para a consolidação de uma agenda nacional orientada para a inovação pedagógica.

O episódio completo encontra-se disponível aqui.

27-03-2026

Isabel Quelhas: “Ensinar é um misto de um enorme privilégio e de uma grande responsabilidade”

Isabel Quelhas, docente da Escola de Enfermagem (Porto) e da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa, traçou um percurso marcado pela prática clínica, pelo ensino e pela investigação. Formada em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem da Imaculada Conceição - que viria a integrar a Universidade Católica, é especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica e doutorada em Enfermagem pela UCP. Tem-se dedicado à investigação sobre a maternidade em contextos adversos, particularmente no de reclusão e, nesta entrevista, partilha algumas descobertas desse trabalho. Reflete ainda sobre os desafios da prática e a importância de um ensino que forma para “um cuidado competente, eticamente robusto e justo para todos”.

 

Como foi o início do seu percurso académico na enfermagem?

Entrei muito jovem, com 18 anos, num curso único, que realmente põe à prova, desde muito cedo, a maturidade e a responsabilidade. O curso de Enfermagem foi muito trabalhoso e exigente; uma novidade a cada novo ano, e a cada nova área. Mas foi, provavelmente, a melhor decisão que fiz na vida, em termos profissionais.

 

E após concluir essa formação, começou a exercer.

Comecei a trabalhar em cuidados intensivos, a área que mais me desafiava, com a qual julgava que iria aprender mais. E assim foi, é uma experiência muito impactante. O curso dá-nos bases para a vida profissional, mas ainda assim não nos pode preparar para tudo o que vamos encontrar. Foi um contexto de trabalho exigente: do ponto de vista físico, trabalhamos por turnos, 12 horas seguidas, às vezes, sem nos sentarmos; mas também a nível emocional, lidamos com a vida e com a morte de muito perto. Três anos depois, ingressei na docência, na mesma escola onde me formei. Depois, fiz uma especialização dentro da Enfermagem e fiz o percurso (também mais ou menos) óbvio em termos académicos: o mestrado e o doutoramento.

 

Atualmente, como encara o desafio de ensinar?

Faz-me sentido poder, de uma forma muito próxima, estar junto dos estudantes, e, através da ciência, mas também do exemplo, aportar os valores humanistas, e cristãos, que importam, que podem fazer a diferença na formação holística dos nossos estudantes. Ensinar é, efetivamente, um misto de um enorme privilégio e de uma grande responsabilidade. O privilégio reside em estar atualizada em tudo o que emerge, estar em contacto com uma fase da vida da pessoa absolutamente estruturante - que é esta fase da formação académica - podendo, estou convicta, influenciar estes estudantes. São jovens muito desenvolvidos, com imensas capacidades, com muito mais oportunidades do que outrora tinham - e isso é uma riqueza humana muito grande. Contudo, temos a enorme responsabilidade de procurar ser transformadores no seu processo de amadurecimento pessoal e profissional que o curso exige, ajudando-os a superar aspetos menos favoráveis e a tirar partido das suas qualidades e das portas abertas que têm para o seu futuro.

 

“É nos momentos mais difíceis que, como enfermeiros, podemos ser mais significativos junto das crianças e dos pais.”

 

Especializou-se em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica. O que a fascinou nesta área?

Em todo o meu percurso, sempre fiquei mais sensível e mais atenta às situações da infância e da parentalidade. A enfermagem consegue estar junto das pessoas nos processos de vida; nesta área, da conceção até à entrada na vida adulta. E as alegrias são enormes: a notícia de que alguém vai ser pai/mãe, de que o filho nasceu, de que é saudável, de que está a crescer bem, de que tem êxito na escola, que faz muitos amigos - tudo isto são ótimas notícias, que partilhamos e vivemos com muita intensidade. Mas também não podemos ignorar que as coisas não correm sempre bem: as crianças adoecem, as crianças morrem, as crianças nascem com deficiências. Hoje temos esta realidade: por um lado salvamos muitas crianças, conseguimos que elas sobrevivam nascendo mais cedo, mas este resultado não é isento de circunstâncias extremamente impactantes na vida daquela família. E, portanto, há este misto de alegrias e tristezas, mas, no equilíbrio entre o que é difícil e o que é muito bom, ganha, sem dúvida, o muito bom. Os estudantes frequentemente questionam-me, dizendo “eu gosto muito de crianças, mas doentes acho que seria muito difícil, para mim, de ver e de ajudar”. Eu faço-os pensar que, quando gostamos muito de algo ou de alguém, temos de aceitar o bom e o menos bom. É nos momentos mais difíceis que, como enfermeiros, podemos ser mais significativos junto das crianças e dos pais: podemos transformar aquele déficit, aquele problema, em algo menos penoso, aliviar o sofrimento e ajudar a ultrapassá-lo.

 

Tem-se focado na investigação sobre parentalidade em contextos adversos, mais especificamente em reclusão. Que descobertas fez neste processo?

A preocupação com as questões da parentalidade tem estado presente no meu percurso profissional, contudo, comecei a investigar esta área mais específica dos contextos adversos no decurso do meu doutoramento: procurei compreender como é ser mãe em contexto de reclusão e, na verdade, descobri muitas coisas. Percebi que estas mães estão focadas nos filhos, de uma forma muito intensa. Para algumas delas, ser mãe daquele filho deu outro significado à experiência de maternidade que tinham até ali, provavelmente devido à dependência única delas para o cuidado do filho, não podendo, enquanto reclusas, contar com mais ninguém. Por outro lado, percebi também que estas crianças têm uma mãe a tempo inteiro, algo que muitas vezes não acontece cá fora, onde o trabalho e outras responsabilidades impõem que deixemos os nossos filhos ao cuidado de outros. Embora as crianças sejam retiradas de um contexto de liberdade, na verdade, até determinada idade isso não é totalmente percetível para elas, e importa salientar que ali têm o privilégio de ter uma mãe que as cuida permanentemente - podendo essa convivência prolongar-se até aos cinco anos. O regime prisional exige igualmente que estas mulheres desempenhem adequadamente o papel de mães, e este é, em grande parte das situações, bem assumido por elas. Ainda assim, há circunstâncias que revelam constrangimentos importantes: no contexto prisional, são, antes de tudo, reclusas e só depois mães, e isso pode colidir com alguns direitos previstos na legislação. Por exemplo, hoje está consagrado o acompanhamento parental quando uma criança está hospitalizada, mas uma reclusa não o pode fazer da mesma forma: funciona como visita e necessita da presença de um guarda, o que limita esse direito. São apenas algumas das minhas observações - foi um admirável novo mundo, um contexto muito desconhecido, não apenas para mim, mas também para a própria enfermagem, e compreender estas realidades, penso que pode ter sido um contributo importante para cuidar melhor destas mães e destas crianças.

 

“O cuidado, que nunca se pode distanciar da boa prática, tem sempre um lado pessoal, em que cada um incorpora as ferramentas e técnicas à sua medida, no seu entendimento, da sua forma.”

 

Fala em vários desafios e situações mais difíceis. Como é que se prepara um estudante de enfermagem para estes cenários?

Ensinamos, desde o primeiro ano, a comunicação, uma área vasta e absolutamente transversal. Ensinamos, particularmente, a comunicar com as crianças e com os pais, e aqui também se inclui a transmissão de más notícias, e, portanto, antes de mais, há uma preparação académica para esta assistência. E, depois, há a incorporação desta formação naquilo que cada um é. Não podemos esquecer que os jovens já nos chegam aqui com 18 anos, com um carácter, uma personalidade, que não tem de se transformar durante o curso, mas tem que ser trabalhada no sentido das exigências do curso e da profissão. O cuidado, que nunca se pode distanciar da boa prática, tem sempre um lado pessoal, em que cada um incorpora as ferramentas e técnicas à sua medida, no seu entendimento, da sua forma – e o amadurecimento profissional também ajudará nessa definição.

 

Recomenda algum filme ou série na área da saúde infantil?

A série “Adolescência” leva-nos para um período da vida absolutamente paradigmático nesta fase da área pediátrica, e que retrata circunstâncias atuais da adolescência muito impactantes e verdadeiramente desafiantes para a parentalidade contemporânea. Julgo que todos devemos ver, especialmente quem tem ou pensa ter filhos.

 

Que palavras partilharia com alguém que está agora a começar o curso?

É preciso encarar este curso como uma profissão para toda a vida, lembrando que temos de ser muito competentes, pois cuidar do outro exige excelência. Diria que o objetivo é desenvolver um cuidado competente, eticamente robusto e justo para todos.

Serão quatro anos de desenvolvimento, através de toda a componente teórica, mas também prática - pois o curso tem uma forte componente prática. Assim, terão a oportunidade de preparar este percurso que os levará a assumirem a profissão - dará muito trabalho, será bastante exigente, mas se for o que realmente querem, será seguramente muito prazeroso.

 

26-03-2026

Três estudantes da Católica Porto Business School apurados para a fase nacional das Olimpíadas Universitárias de Economia

Três estudantes da Licenciatura em Economia da Católica Porto Business School foram selecionados para representar a Escola na fase nacional das II Olimpíadas Universitárias de Economia, que terá lugar em Coimbra, nos dias 10 e 11 de abril.

A fase escolar decorreu no passado dia 18 de fevereiro, reunindo 17 alunos num momento de avaliação e competição académica. No final, foram apurados Tomás Câmara, que alcançou o primeiro lugar, Alexandre Ferreira, em segundo, e Jessica Lin, em terceiro.

Promovidas pela Ordem dos Economistas e pela Associação Une Dois Mundos, as Olimpíadas Universitárias de Economia são uma iniciativa de âmbito nacional dirigida a estudantes de licenciatura nas áreas de Economia e Gestão. A competição tem como objetivo estimular o pensamento crítico, aprofundar o interesse pela economia e promover a partilha de conhecimento entre estudantes de diferentes instituições de ensino superior.

A presença da Católica Porto Business School nesta iniciativa tem vindo a afirmar-se de forma consistente. Na edição de 2025, Gonçalo Sousa, estudante da Licenciatura em Economia, conquistou o segundo lugar nacional, evidenciando a qualidade da formação e a preparação dos alunos da Escola.

 

25-03-2026

Docente da Faculdade de Educação e Psicologia é a única portuguesa no grupo europeu que discute o futuro da utilização estratégica de dados nas universidades

Patrícia Oliveira-Silva, vice-diretora da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP‑UCP) para o Posicionamento Global e diretora do Human Neurobehavioral Laboratory (HNL), é a única representante portuguesa no novo Thematic Peer Group (TPG) da European University Association (EUA). O grupo reúne 25 líderes académicos de 18 países para refletir sobre como as universidades podem usar os seus dados de forma mais estratégica.

Um espaço europeu de reflexão sobre governação e qualidade dos dados

Os TPG da EUA são equipas especializadas que juntam peritos e dirigentes universitários para analisar desafios estruturais no ensino superior europeu. Cada grupo tem um número restrito de membros e produz recomendações que orientam políticas e práticas institucionais.

No caso deste TPG, o foco está nas práticas emergentes de utilização de dados institucionais, abordando temas como qualidade dos dados, literacia em dados, governação e soberania da informação, bem como o papel dos dados na transformação digital e na tomada de decisão baseada em evidência.

“As universidades precisam de ter acesso a dados rigorosos, e de coragem para os interpretar”

Para Patrícia Oliveira‑Silva, esta participação representa uma oportunidade única para contribuir para o debate europeu sobre governação informada: “Nos projetos que lideramos sobre a internacionalização do ensino superior, temos refletido frequentemente sobre o que sustenta uma boa governação e uma tomada de decisão verdadeiramente informada. E há pelo menos três aspetos que me parecem indispensáveis: as universidades precisam de ter acesso a dados rigorosos, de saber interpretá‑los e de ter a coragem de deixar que essa interpretação oriente as suas decisões.”

A docente sublinha ainda que os desafios não são apenas tecnológicos, mas também científicos, institucionais e éticos, exigindo abordagens interdisciplinares e colaborativas.

Contributo alinhado com projetos de investigação da FEP‑UCP

A integração de Patrícia Oliveira‑Silva neste TPG articula‑se diretamente com o trabalho de investigação que tem vindo a desenvolver na FEP‑UCP, especialmente através dos projetos INSPIRE e IMPACT‑iLab.

O projeto INSPIRE analisa o impacto da mobilidade internacional e das experiências interculturais no desenvolvimento pessoal, social e académico dos estudantes. Com base em dados longitudinais, procura apoiar a criação de políticas institucionais de internacionalização mais eficazes e informadas.

Já o IMPACT‑iLab, desenvolvido em parceria com Catherine Montgomery (Universidade de Durham, Reino Unido), explora métodos inovadores de análise de dados sobre ensino, mobilidade, participação e inclusão, visando apoiar políticas universitárias mais reflexivas e estrategicamente orientadas.

Uma contribuição portuguesa para o debate europeu

A participação de Patrícia Oliveira‑Silva no TPG da EUA reforça o contributo português para a discussão estratégica sobre dados no ensino superior. Num momento em que as universidades enfrentam desafios crescentes ligados à governança da informação, à transparência institucional e à transformação digital, este trabalho posiciona a FEP‑UCP no centro de um debate europeu decisivo para o futuro das instituições de ensino superior.

 

24-03-2026

Católica oferece 15 bolsas de estudo a refugiados para o ano letivo 2026-2027

A Universidade Católica Portuguesa abre no dia 23 de março, as candidaturas ao seu programa de bolsas de estudo destinado a estudantes refugiados. Ao todo, estão disponíveis 15 vagas para cursos de licenciatura e de mestrado, em Lisboa, Porto, Braga e Viseu, com isenção de propinas.

O programa, que decorre pelo 5.º ano consecutivo, destina-se a estudantes em situação de emergência humanitária, com documento que a comprove.

As candidaturas decorrem de 23 de março a 7 de abril.

Segundo Inês Espada Vieira, Coordenadora da Iniciativa de Apoio a Estudantes e Investigadores Refugiados, “Apoiar estudantes refugiados a fazer ou completar as suas formações académicas beneficia não só a pessoa, como a sua família, a comunidade e toda a sociedade portuguesa.”

A responsável acrescenta: “No quinto ano desta Iniciativa, estamos ainda mais seguros de que esta oportunidade é fundamental para um novo futuro para o estudante, não apenas como vítima da guerra, mas como protagonista de uma vida plena, autónoma, produtiva, significativa. Já são vários os estudantes refugiados que concluíram as suas formações na Católica. Os seus exemplos são inspiradores para os colegas e para a comunidade que vê neles testemunho de superação e de integração”.

Este programa surge no âmbito do esforço nacional de acolhimento e integração de pessoas refugiadas e do cumprimento da Agenda 2030 proposta pelas Nações Unidas.

Para se candidatar, siga os seguintes passos:

Preparar os seguintes documentos:

 - Documento que comprove a situação de emergência humanitária;

 - Documento de identificação;

 - Certificado de conclusão do ensino secundário e exames finais, traduzido em língua portuguesa ou inglesa;

 - Curriculum Vitae;

 - Carta de motivação, em português ou em inglês;

 - Caso já tenha frequentado o ensino superior: certidão de unidades curriculares realizadas, traduzida para português e/ou inglês.

- Declaração de honra em como é elegível como estudante internacional.

 

CANDIDATURAS

 

23-03-2026

Estudantes da Católica preparam-se para experiência de voluntariado internacional transformadora

Estudantes dos campi de Braga, Lisboa e Porto da Católica participaram num encontro de formação do FLY, o programa de voluntariado internacional promovido pelas Universidades Jesuítas de Espanha (UNIJES) e pela Universidade Católica Portuguesa. A formação contou com a participação de mais de 180 estudantes das várias universidades e incluiu várias dinâmicas com o objetivo de capacitar os voluntários para as missões que decorrem no verão, em países da Europa, África, Ásia e América, atuando em contextos como Migrações, Exclusão Social e Cuidado de Pessoas e Comunidade.

A formação decorreu de 13 a 15 de março, na Casa San José, em El Escorial, iniciou‑se com o embarque simbólico dos estudantes na experiência. Em seguida, cada uma das grandes áreas de projeto promoveu dinâmicas que evidenciaram que, em contextos vulneráveis, o maior risco não está na intensidade inicial, mas no desgaste progressivo. Por isso, reforçou‑se a importância de uma atitude profissional sustentada, capaz de garantir coerência, estabilidade e autoridade ao longo de todo o percurso.

“Este fim de semana foi muito enriquecedor, desafiando-me pela língua e pelo contacto com pessoas novas.”, revela Lucília Pestana, estudante de Psicologia do campus de Lisboa. “Aprendi a comunicar de formas diferentes, a trabalhar em equipa e a refletir sobre temas importantes. Levo comigo mais confiança e abertura para novas experiências.”

Os voluntários participaram em diferentes atividades, aprofundando as suas motivações, expectativas e o compromisso coletivo. No momento final, cada grupo preparou a sua partida através da definição de papéis, da construção dos compromissos de equipa e dos acordos de convivência, reforçando a coesão e fortalecendo os laços entre todos.

Para Diana Silva, estudante de mestrado em Psicologia do campus de Braga, a experiência proporcionou o contacto com os futuros colegas: “Esta formação de voluntariado internacional permitiu-me conhecer melhor a equipa com a qual vou trabalhar durante um mês na Bolívia. Senti que cada dinâmica tinha um propósito claro, ajudando-nos a criar ligação com os voluntários e a preparar-nos para os desafios do voluntariado. Saio desta experiência com confiança, motivação e entusiasmo para iniciar a minha missão de voluntariado, sabendo que tenho uma equipa fantástica ao meu lado.”

Sarah Nascimento, estudante de Enfermagem do campus do Porto, afirma que o convívio a fez aprender “que o sucesso do projeto começa na sintonia entre os voluntários, tornando esta experiência muito enriquecedora.”

“Ver o entusiasmo dos estudantes por abraçar esta experiência é uma certeza de que são jovens de mudança. Desde 30 membros de staff, que permitiram o planeamento e a execução de todas as dinâmicas, aos 185 estudantes que se envolveram em cada atividade para tornar o verão dos outros melhor.”, sublinha Constança Barbosa, coordenadora da CASO, “É um espírito de serviço e compromisso muito importante para jovens universitários.”

No total, 10 estudantes da Católica dos campi de Braga, Lisboa e Porto vão participar em missões de voluntariado no verão em Espanha, Itália, Brasil, Angola e Bolívia.

 

20-03-2026

Estudantes da Católica preparam-se para experiência de voluntariado internacional transformadora

Estudantes dos campi de Braga, Lisboa e Porto da Católica participaram num encontro de formação do FLY, o programa de voluntariado internacional promovido pelas Universidades Jesuítas de Espanha (UNIJES) e pela Universidade Católica Portuguesa. A formação contou com a participação de mais de 180 estudantes das várias universidades e incluiu várias dinâmicas com o objetivo de capacitar os voluntários para as missões que decorrem no verão, em países da Europa, África, Ásia e América, atuando em contextos como Migrações, Exclusão Social e Cuidado de Pessoas e Comunidade.

A formação decorreu de 13 a 15 de março, na Casa San José, em El Escorial, iniciou‑se com o embarque simbólico dos estudantes na experiência. Em seguida, cada uma das grandes áreas de projeto promoveu dinâmicas que evidenciaram que, em contextos vulneráveis, o maior risco não está na intensidade inicial, mas no desgaste progressivo. Por isso, reforçou‑se a importância de uma atitude profissional sustentada, capaz de garantir coerência, estabilidade e autoridade ao longo de todo o percurso.

“Este fim de semana foi muito enriquecedor, desafiando-me pela língua e pelo contacto com pessoas novas.”, revela Lucília Pestana, estudante de Psicologia do campus de Lisboa. “Aprendi a comunicar de formas diferentes, a trabalhar em equipa e a refletir sobre temas importantes. Levo comigo mais confiança e abertura para novas experiências.”

Os voluntários participaram em diferentes atividades, aprofundando as suas motivações, expectativas e o compromisso coletivo. No momento final, cada grupo preparou a sua partida através da definição de papéis, da construção dos compromissos de equipa e dos acordos de convivência, reforçando a coesão e fortalecendo os laços entre todos.

Para Diana Silva, estudante de mestrado em Psicologia do campus de Braga, a experiência proporcionou o contacto com os futuros colegas: “Esta formação de voluntariado internacional permitiu-me conhecer melhor a equipa com a qual vou trabalhar durante um mês na Bolívia. Senti que cada dinâmica tinha um propósito claro, ajudando-nos a criar ligação com os voluntários e a preparar-nos para os desafios do voluntariado. Saio desta experiência com confiança, motivação e entusiasmo para iniciar a minha missão de voluntariado, sabendo que tenho uma equipa fantástica ao meu lado.”

Sarah Nascimento, estudante de Enfermagem do campus do Porto, afirma que o convívio a fez aprender “que o sucesso do projeto começa na sintonia entre os voluntários, tornando esta experiência muito enriquecedora.”

“Ver o entusiasmo dos estudantes por abraçar esta experiência é uma certeza de que são jovens de mudança. Desde 30 membros de staff, que permitiram o planeamento e a execução de todas as dinâmicas, aos 185 estudantes que se envolveram em cada atividade para tornar o verão dos outros melhor.”, sublinha Constança Barbosa, coordenadora da CASO, “É um espírito de serviço e compromisso muito importante para jovens universitários.”

No total, 10 estudantes da Católica dos campi de Braga, Lisboa e Porto vão participar em missões de voluntariado no verão em Espanha, Itália, Brasil, Angola e Bolívia.

20-03-2026

Celso Costa: “Feitos extraordinários surgem de uma dedicação extraordinária.”

Celso Costa é fundador e CEO do Next Level Hub, uma empresa dedicada à inovação no comportamento humano. Com licenciatura em Psicologia e mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, ao longo do seu percurso, tem tido experiências em contextos muito diversos (de hospitais e unidades de cuidados paliativos a projectos de formação e desenvolvimento organizacional), que moldaram a sua visão sobre o potencial transformador da Psicologia. Um conselho para os estudantes da Católica? “Work hard, play hard.”

 

É licenciado e mestre em Psicologia pela Faculdade de Educação e Psicologia da Católica. Porque escolheu a Universidade Católica para estudar?

A decisão de estudar na Católica resumiu-se a 3 fatores: a credibilidade da Universidade e o perfil do corpo docente, o acompanhamento próximo dos alunos e a entrada com bolsa de mérito no curso.  Recordo a minha experiência na Católica com carinho e saudade!

 

“Se não pudermos curar, podemos cuidar. Se não conseguimos reparar algo, podemos acompanhar e estar presentes e disponíveis”

 

A sua tese de mestrado centrou-se na Experiência de Perda e no Processo de Luto, no contexto de uma Unidade de Cuidados Paliativos. O que é que destaca deste seu projeto de investigação?

Destacaria o papel da Espiritualidade. A Espiritualidade é um fenómeno incrível através do qual se podem encontrar recursos extraordinários de esperança, resiliência, capacidade de adaptação e perspetivas sobre a vida. No Luto, a Espiritualidade é um facilitador da continuidade da ligação com a pessoa perdida. Seja através de crenças religiosas, ou de formas únicas e criativas de pensar sobre a vida, a morte e a posterioridade, foi uma das dimensões que mais sobressaiu na forma como as pessoas que participaram no estudo se reorganizavam após a perda de alguém próximo e significativo.

 

De que modo essa investigação e os estágios em contexto hospitalar marcaram a sua forma de estar enquanto psicólogo? 

Mostraram-me o potencial da Psicologia, quer enquanto ciência que nos permite compreender fenómenos complexos e subjetivos, quer enquanto área de intervenção que nos permite modificar crenças, atitudes, estados emocionais e comportamentos. Trabalhar em contexto hospitalar, e em particular em Cuidados Paliativos, permite-nos um entendimento muito próximo da vulnerabilidade, do sofrimento e da superação humana. Estas experiências mostraram-me como mesmo perante circunstâncias de vida tão complexas e difíceis, como acontece com o aproximar do fim da vida, há sempre algo que podemos fazer. Se não pudermos curar, podemos cuidar. Se não conseguimos reparar algo, podemos acompanhar e estar presentes e disponíveis. É a liberdade última de cada pessoa, escolher a forma como encara as circunstâncias que enfrenta, como afirmou Viktor Frankl.

 

“É na necessidade contínua de ser cada vez melhor que encontro a principal motivação para continuar a aprender.”

 

Mais tarde, decidiu fazer uma pós-graduação em Inovação e Empreendedorismo. Porque fez sentido juntar estas áreas à Psicologia? 

Sempre pensei na Psicologia como uma área científica com grande potencial para se fundir com outras áreas, sendo a Economia e a Gestão um dos exemplos. Ter ideias é fácil. Mas é na execução destas ideias que muitos projetos falham. Ao longo do seu percurso académico na Universidade, os psicólogos aprendem muito sobre Psicologia, mas pouco sobre outras áreas. Vi na Inovação e Empreendedorismo a oportunidade perfeita para aprender modelos, processos e sistemas, que me aproximaram da área da Gestão, e me deram bases sólidas para idear e concretizar diferentes ideias ao longo do meu percurso. Recordo-me de ouvir o Professor Pedro Dias falar sobre a importância destes temas, e encontrar aí a certeza de que esta seria uma aposta vencedora.

 

Ao longo do seu percurso, tem trabalhado em contextos muito diversos: hospitais, lares, ONG, associações profissionais. Qual é hoje o maior desafio para quem trabalha com sofrimento psicológico? 

Os psicólogos que só sabem de Psicologia vão encontrar sérios desafios neste tipo de trabalho. Intervir sobre o sofrimento psicológico, é na verdade, intervir com a Pessoa em sofrimento. O conhecimento do ponto de vista técnico (de diagnóstico e intervenção) é necessário, mas insuficiente. Qualquer intervenção eficaz será sempre realizada a partir da qualidade e profundidade da relação e conexão que se constrói com o Outro em sofrimento. Esta relação é como uma ponte, a partir da qual se transportam mercadorias valiosas (técnicas de intervenção). Os psicólogos mais eficazes sabem muito de Psicologia, mas exploram também outras áreas relevantes: da Biologia e Neurociências, à Economia e Gestão, ou da Sociologia à Literatura. O principal desafio para qualquer profissional que trabalha com sofrimento psicológico é encontrar um posicionamento em que consegue estar próximo, mas robusto emocionalmente. O sentir e o pensar são ambos importantes. Mas o desafio é conseguir que o sentir não se sobreponha ao pensar.

 

A formação contínua tem sido uma constante no seu percurso, incluindo psicoterapia, supervisão e docência. O que o motiva a continuar a aprender?  

Vivemos num mundo cada vez mais VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo). Com a aceleração da velocidade a que o mundo se transforma, surgem desafios novos e realidades diferentes de forma contínua. As competências são fundamentais, e muitas vezes, transcendentais. Mas o conhecimento está a ficar com um prazo de validade cada vez mais curto.

Há 15 anos, inovar era visto como um nice-to-have, uma ferramenta de “ataque” para impulsionar a diferenciação. Hoje a inovação é um must-have e uma ferramenta de “defesa” sem a qual ficamos desatualizados e, consequentemente, com uma eficácia de ação diminuída. A formação contínua é por isso imprescindível. Procuro que tudo o que faço profissionalmente seja intencional, rigoroso e útil, e que sobretudo acrescente valor aos contextos e pessoas em que intervenho. É na necessidade contínua de ser cada vez melhor que encontro a principal motivação para continuar a aprender.

 

Fundou e envolveu-se em vários projetos focados no desenvolvimento de competências pessoais e profissionais, como o Coaching Students to Success. O que é que o atrai neste tema?

Sempre ouvi que a missão da Educação era preparar para a vida. Ao iniciarmos o nosso percurso, desde o Primeiro Ciclo ao final do Ensino Universitário, as notas continuam a ser principal métrica de desempenho, maioritariamente obtidas a partir de testes e exames, para os quais o principal incentivo é memorizar (temporariamente) conteúdo para a obtenção de um valor numérico. No entanto, ao transitarmos para o mercado de trabalho, percebemos rapidamente que as notas deixam de ser uma métrica de desempenho, assumindo as competências este papel.

Este fenómeno, apelidado pelo World Economic Forum de “skills gap”, despertou o meu interesse para o papel e valor fundamental das competências transversais. Ou seja, competências com impacto do ponto de vista profissional, mas também pessoal. Vejo no desenvolvimento de competências pessoais e profissionais um dos melhores antídotos para o panorama de imensa estagnação que encontramos na Educação atualmente: conteúdos obsoletos, metodologias pedagógicas desatualizadas, e um foco excessivo em conteúdos e notas.

 

É CEO do Next Level Hub. O que é que o levou a empreender no mundo da Psicologia?

No Next Level Hub definimo-nos como uma empresa de inovação em comportamento humano. A Psicologia está no centro do que fazemos, mas o nosso trabalho cruza também várias outras áreas (da Psicoterapia às Neurociências, da Economia Comportamental à Gamificação) permitindo-nos desenvolver soluções mais completas para desafios humanos complexos.

Atuamos em dois grandes contextos. Na Educação, através do Next Level Hub, desenvolvemos programas de soft skills premiados para crianças e jovens, bem como formação dirigida a contextos educativos. No contexto organizacional, através da Next Level Corporate, desenhamos e implementamos programas de desenvolvimento totalmente customizados para empresas, em áreas como liderança, cultura organizacional, change management, saúde mental e comunicação estratégica. Construir e fazer crescer esta empresa tem sido uma aventura exigente, mas profundamente apaixonante. Somos uma equipa de psicólogos - cerca de 80% formados na Universidade Católica Portuguesa - unidos por uma forte ambição comum e por uma cultura muito alinhada. Aquilo que estamos a construir juntos é um dos pilares mais fortes do nosso trabalho.

 

O que é que mais o entusiasma?

Aquilo que mais me entusiasma é a possibilidade de transformar conhecimento em ação, passar dos problemas para as soluções, e das palavras para o impacto real. Seja ao concretizar a nossa visão de sermos “os parceiros perfeitos da Educação”, seja ao transformar a capacidade das organizações em potenciar pessoas, cultura e desempenho, sentimos que estamos a contribuir para um movimento cada vez mais relevante: aplicar a ciência do comportamento humano para criar contextos onde pessoas e organizações podem realmente prosperar.

 

Que mensagem deixaria a estudantes ou jovens profissionais que procuram tirar o melhor de si, pessoal e profissionalmente?

Work hard, play hard. Porque feitos extraordinários surgem de uma dedicação extraordinária. Mas essa dedicação à vida profissional nunca deve ser feita à custa da vida pessoal. Tal como fazem os atletas de alta competição: treinam com estratégia e intensidade, mas são igualmente rigorosos e comprometidos com a forma como recuperam e cuidam do seu equilíbrio.

 

19-03-2026

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