Na passada segunda-feira, 1 de junho, a Católica Porto Business School voltou a reunir os alunos finalistas das licenciaturas num dos momentos mais simbólicos do seu percurso académico: o Chill Sunset, iniciativa que assinala o encerramento de uma etapa particularmente marcante na vida dos estudantes e celebra os laços construídos ao longo dos anos na Escola.
Depois da apresentação final da disciplina de Projeto Final, os estudantes juntaram-se a docentes, colaboradores e equipas da Escola num momento de convívio pensado para celebrar o fim do percurso académico na Católica Porto Business School, um dos últimos momentos vividos em conjunto antes da conclusão da licenciatura.
Ao longo do dia, os alunos apresentaram os seus projetos da disciplina de Projeto Final perante júris compostos por docentes da Escola e profissionais do mercado, num exercício que representa o culminar do trabalho desenvolvido durante o semestre e uma oportunidade de aproximação à realidade empresarial.
Mais do que o encerramento de um ciclo, o Chill Sunset simboliza a passagem para uma nova fase, marcada pela entrada no mercado de trabalho, pela continuação de estudos ou por novos desafios profissionais. Um percurso que, apesar de concluir uma etapa, mantém uma ligação duradoura à Escola e à comunidade alumni da Católica Porto Business School.
Na sessão de encerramento, o Dean da Católica Porto Business School, João Pinto, e a diretora adjunta para as Licenciaturas, Helena Correia, deixaram uma mensagem aos finalistas, assinalando a relevância deste momento e desejando sucesso para a nova etapa que agora se inicia.
Entre fotografias, reencontros e celebração, o Chill Sunset voltou a afirmar-se como um dos momentos mais especiais do calendário académico da Católica Porto Business School, um último marco vivido em comunidade, antes de novos começos.
A Universidade Católica Portuguesa esteve em destaque no Encontro de Alto Nível OEI – Santa Sé, realizado a 29 de maio, no Vaticano, e que reuniu ministros e ministras da Educação de toda a Ibero-América, responsáveis institucionais e representantes da Santa Sé. Sob o tema “Mapas de Esperança para uma Agenda Educativa Regional: Saúde Mental, Tecnologias Digitais e Educação”, o encontro afirmou a educação como uma das principais respostas a um dos desafios mais urgentes das sociedades contemporâneas: a saúde mental.
Neste contexto de elevada relevância política e institucional, dois docentes da Universidade Católica Portuguesa (UCP) protagonizaram um momento central do programa - uma intervenção de natureza académica dirigida diretamente aos decisores políticos da região, funcionando como uma intervenção de enquadramento científico, ético e pedagógico para os ministros presentes.
Uma “aula” para decisores políticos internacionais
No primeiro painel do encontro, Alex Villas Boas, professor da Universidade Católica, apresentou a intervenção “Educação, Busca de Sentido e Mapas de Esperança”, defendendo a necessidade de recentrar a educação na formação integral da pessoa, numa articulação entre conhecimento, interioridade e responsabilidade ética
Por sua vez, Susana Costa Ramalho, também professora da UCP, abordou “Saúde Mental e Educação como problema estrutural e crescente”, evidenciando que a relação entre educação e saúde mental deve ser entendida como um eixo estruturante das políticas públicas e não como uma dimensão complementar.
Estas intervenções, apresentadas diretamente a ministros da Educação de toda a Ibero-América, ofereceram uma síntese rigorosa entre investigação académica, diagnóstico social e visão estratégica, contribuindo para fundamentar o diálogo político subsequente sobre currículo, pedagogia, formação docente e governação educativa.
Um enquadramento ético e humanista desde a Santa Sé
O encontro foi também marcado por fortes contributos da Santa Sé, que reforçaram a dimensão ética e humanista da reflexão educativa. Na sessão de abertura, o Cardeal José Tolentino de Mendonça sublinhou a importância de uma educação que vá além da dimensão técnica e instrumental, colocando a pessoa no centro e promovendo uma visão integral do desenvolvimento humano.
Este enquadramento converge com a visão que inspira o encontro, que propõe “desenhar novos mapas de esperança” a partir de uma educação capaz de integrar competências técnicas, emocionais, sociais e éticas, respondendo aos desafios do mundo digital e à crise de sentido contemporânea.
Já o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, na sua conferência, destacou a urgência de uma ação coordenada entre educação e outras áreas sociais para responder ao crescimento dos problemas de saúde mental entre os jovens, sublinhando que este é um desafio que exige políticas públicas integradas e uma colaboração efetiva entre instituições.
Educação e saúde mental: um desafio estrutural
O encontro reforçou o consenso internacional de que a saúde mental constitui hoje um fenómeno estrutural e crescente, com impacto direto na aprendizagem, na permanência no sistema educativo e na coesão social.
A evidência científica apresentada indica que muitas perturbações de saúde mental têm início na infância e adolescência, sendo frequentemente agravadas por fatores como desigualdades sociais, pressão académica e exposição intensiva ao digital.
Neste cenário, a escola emerge como espaço privilegiado de intervenção, devendo integrar de forma sistemática competências socio emocionais, promover ambientes inclusivos e articular-se com famílias e comunidades.
Conhecimento académico ao serviço das políticas públicas
A intervenção dos docentes da Universidade Católica Portuguesa destacou o papel das universidades como ponte entre ciência, ética e decisão política. Ao levar investigação e reflexão diretamente ao espaço de debate entre ministros, a Universidade contribuiu para uma abordagem mais informada, integrada e humanista das políticas educativas.
O próprio desenho do encontro confirma esta visão, ao promover a cooperação entre governos, organizações internacionais e instituições académicas como base para respostas eficazes e sustentadas.
Uma agenda comum para o futuro
O encontro apontou para três eixos fundamentais de ação: cuidar, valorizando a saúde mental como condição essencial da aprendizagem; conectar, promovendo uma integração digital ética e inclusiva; e transformar, renovando a educação como motor de desenvolvimento humano e social.
Neste quadro, a participação da Universidade Católica Portuguesa ganha particular relevância, não apenas pelo contributo científico dos seus docentes, mas também pela sua capacidade de influenciar agendas internacionais e de afirmar uma visão de educação centrada na dignidade da pessoa e no bem comum.
O evento encerrou com uma carta de compromisso assinado entre os Estados Ibero-americanos de seguir a aprofundar o debate e desenvolver investigação e formas de intervenção neste campo.
O CBQF Day 2026, subordinado ao tema "Biotechnology for a Changing World", reuniu investigadores, estudantes, representantes da indústria e parceiros institucionais do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa num dia intenso e cheio de ideias.
O resultado? Uma jornada que demonstrou, com clareza, que a biotecnologia já não é apenas uma promessa de futuro, é uma resposta concreta ao presente.
A diretora do CBQF, Manuela Pintado, resumiu bem o espírito do evento na sessão de abertura, lembrando que "num contexto global marcado por rápidas transformações ambientais, tecnológicas e sociais, a biotecnologia assume um papel decisivo na construção de soluções sustentáveis e inovadoras”.
Ao seu lado, Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, sublinhou o papel estratégico do CBQF no ecossistema de investigação nacional.
Três minutos para mudar o mundo
Um dos momentos mais aguardados da manhã foi a sessão "Three-minute Project", moderada pelos investigadores Freni Tavaria e António Rangel. O formato é desafiante por natureza e cada investigador tem exatamente três minutos para apresentar o seu projeto de forma clara, envolvente e compreensível para uma audiência diversa.
É um exercício de comunicação científica tão necessário quanto exigente. Os projetos apresentados cobriram um espectro amplo das linhas temáticas do CBQF, mostrando que a investigação que se faz no Porto tem relevância direta para problemas que vão da segurança alimentar à saúde pública, passando pela sustentabilidade ambiental e pela inovação industrial.
Um pedaço de história
O evento serviu também para recordar e mostrar um pedaço da história da Escola Superior de Biotecnologia e do CBQF.
O Microscópio Eletrónico de Varrimento de Baixo Vácuo, que chegou à instituição em 1999, é um equipamento com um sistema de microanálise de raios X por dispersão de energia, permitindo a observação e caracterização morfológica de amostras, sendo especialmente adequado para a análise de materiais não condutores, sem necessidade de revestimento metálico prévio.
Com uma longa tradição na escola e depois de mais de duas décadas a servir investigação e investigadores, repousa agora em exposição nas instalações da ESB, onde pode ser visto por toda a comunidade.
Da bancada ao mercado
A mesa-redonda "CBQF Biotechnology: From Internal Excellence to Value Creation", moderada pelos investigadores Catarina Amorim e João Bebiano Costa, trouxe quatro vozes com perspetivas muito diferentes sobre o mesmo problema: como é que a excelência científica se transforma em valor real?
Ana Machado (ICBAS-UP), Nadine Reis (Lipor), Vasco Esteves (Tecmafoods) e Raquel Madureira (CBQF/ESB/UCP) debateram a transferência de conhecimento, refletindo que as empresas e os centros de investigação precisam de aprender a falar a mesma língua, não apenas em conferências, mas no dia a dia dos projetos.
A conclusão implícita foi partilhada por todos os participantes, ou seja, a inovação que fica na gaveta não serve ninguém.
Role-playing
A tarde reservou ainda espaço para algo menos convencional, com um jogo de role-playing que serviu para colocar investigadores e outros participantes em situações que testam competências de negociação, comunicação e resolução de problemas fora do contexto laboratorial habitual.
Esta edição do CBQF Day funcionou como um ponto de encontro entre mundos que precisam de trabalhar em conjunto: a investigação de ponta, a indústria, o setor ambiental e a academia.
E o tema escolhido (Biotechnology for a Changing World) não foi acidental. Vivemos num momento em que as respostas biotecnológicas são cada vez mais necessárias, e o CBQF posiciona-se como um dos centros portugueses com capacidade real para as produzir.
O desafio é garantir que essa capacidade se traduz em impacto. Não apenas em publicações e projetos aprovados, mas em soluções que chegam ao mercado, às políticas públicas e, em última análise, às pessoas.
Como referiu na sessão de encerramento Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, “a criação de conhecimento é a nossa missão enquanto universidade”, frisando ainda que “a ligação e o que damos à sociedade é fundamental para um trabalho bem feito”.
Para celebrar o Dia da Criança, a Biblioteca do Paraíso acolhe, no mês de junho de 2026, uma exposição dedicada ao universo da infância.
Através de uma cuidada seleção de livros esta exposição convida os visitantes a redescobrir o imaginário infantil, os contos, as memórias e os símbolos associados à infância, presentes na obra e no espólio bibliográfico de Dalila Pereira da Costa.
A exposição pretende assinalar a importância da criança enquanto centro da imaginação, da criatividade e da construção cultural. Entre páginas ilustradas, narrativas intemporais e objetos editoriais de especial significado, o público é convidado a revisitar o encanto da infância e a refletir sobre o papel da leitura no crescimento e na formação pessoal.
A entrada é gratuita e aberta à comunidade académica e ao público em geral, promovendo o acesso à cultura, ao livro e à memória literária.
Alunos internacionais participaram, no dia 28 de maio, na Cerimónia para Estudantes em Mobilidade da Universidade Católica Portuguesa no Porto. O evento marcou o encerramento de mais um semestre de mobilidade e celebrou a experiência académica, cultural e pessoal vivida pelos alunos durante a sua passagem pela Universidade.
Ao longo do semestre, a Católica acolheu estudantes de inúmeras nacionalidades, cuja presença contribuiu para um ambiente académico mais diverso, multicultural e enriquecido pela partilha de diferentes perspetivas e experiências. Foi este o momento de os celebrar, com a entrega de certificados que reconheceram o percurso académico desenvolvido, bem como o esforço, a dedicação e a coragem destes jovens que decidiram deixar o conforto dos seus países de origem para estudar no Porto.
Fazendo o balanço do semestre, os estudantes relatam uma experiência marcante de aprendizagem. Artur, estudante de Direito proveniente da Chéquia, destacou a proximidade dos docentes e a dinâmica das aulas como aspetos diferenciadores: “Eu gostei muito da educação aqui na Católica por ser bastante focada em debates e nos incentivar a dar a nossa opinião. Os professores são muito comunicativos e ajudam-nos bastante”, sublinhou. “Acredito que a Católica me deu conhecimentos muito valiosos”. Também Luzie, estudante alemã de Cinema recordou com entusiasmo as aprendizagens proporcionadas pelo contacto com a cultura portuguesa: “A minha cadeira favorita foi Portuguese Culture Language, porque adorei aprender mais sobre Portugal e a sua cultura.”
O evento terminou com um sunset de convívio, proporcionando um momento de encontro e partilha entre os estudantes e a comunidade académica. O fim de tarde ficou marcado pelas atuações das Tunas da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, oferecendo aos participantes uma última experiência da tradição académica portuguesa. “Foi um momento de grande diversão, onde se criaram novas memórias e, acima de tudo, se reviveram os melhores momentos do semestre”, partilharam os estudantes.
Assinalou-se, assim, o fim de uma etapa marcada pela descoberta, pela aprendizagem e pelas amizades construídas além-fronteiras, numa cerimónia organizada pelo International Office e pela associação de estudantes International Life at Católica (IL@C), promotora de iniciativas que enriquecem a experiência internacional na universidade. Ao despedir-se destes estudantes, a Católica celebra também o contributo que trazem para a vida do campus, reforçando a sua aposta na internacionalização e na construção de uma comunidade académica global e intercultural.
A Universidade Católica Portuguesa (UCP) marcou presença na NAFSA 2026 Annual Conference & Expo, um dos maiores e mais prestigiados eventos mundiais dedicados à educação internacional, que decorreu em Orlando, na Flórida, reforçando a sua estratégia de internacionalização e o seu posicionamento global no ensino superior.
Sob o tema “Global by Design”, a edição de 2026 reuniu milhares de profissionais, líderes académicos e decisores de mais de uma centena de países para debater os desafios e oportunidades da mobilidade internacional, a inovação no ensino superior e as estratégias de cooperação académica à escala global.
Presença habitual neste encontro internacional, a UCP esteve representada por elementos da Direção de Global Engagement e do International Office do Porto, integrando o stand da Agência Nacional Erasmus+ de Portugal, em conjunto com outras instituições de ensino superior portuguesas.
A participação na NAFSA permitiu consolidar relações institucionais já existentes e estabelecer novos contactos com universidades e parceiros de diferentes geografias, reforçando oportunidades de colaboração nas áreas da mobilidade académica, da investigação e dos projetos internacionais. O encontro constituiu ainda uma oportunidade para partilhar boas práticas na gestão de iniciativas multiculturais e na implementação de programas de cooperação internacional.
A presença ativa num palco global como a NAFSA reforça o compromisso da Universidade Católica Portuguesa com a internacionalização e com o fortalecimento de redes globais de colaboração académica, criando oportunidades de mobilidade, investigação e cooperação para toda a comunidade universitária.
A Escola das Artes marcou presença na edição de 2026 do Serralves em Festa, que decorreu entre 29 e 31 de maio, reunindo centenas de artistas e uma programação multidisciplinar contínua ao longo de três dias. Concertos, performances, instalações, cinema e oficinas ocuparam os vários espaços de Serralves, afirmando o evento como um dos mais relevantes momentos de encontro entre práticas artísticas contemporâneas.
A participação da Escola das Artes destacou-se pela forte presença de estudantes da Licenciatura em Som e Imagem, do Mestrado Digicrea e do Doutoramento em Ciência e Tecnologia das Artes, com projetos distribuídos pelo Museu, Biblioteca, Jardim da Casa e Zona da Cozinha. Esta integração reforçou o compromisso da escola com a experimentação artística e a inserção dos seus estudantes em contextos profissionais e de grande visibilidade pública.
Entre os artistas participantes estiveram Bryan Izurieta, Dila Yumurtacı, Jéssica Gaspar, Guy Fleisher, Mia Braga Smith, Dilnaz Gabdolla, Evangelos Aslanidis, Ho-Ting Wei, Paula Molina, Victor Galles e Rita Castanheira, cujos trabalhos atravessaram práticas performativas, instalativas e colaborativas.
Liquid Reality, de Paula Molina
Mia Braga Smith, Double Sided Coins & [Redacted Statements]
As instalações apresentadas na Casa de Serralves, patentes entre 29 e 31 de maio, exploraram diferentes relações entre corpo, tecnologia, política e perceção. Liquid Reality, de Paula Molina, propôs uma experiência interativa centrada na dissociação entre corpo e realidade através de distorção e fragmentação digital. Mia Braga Smith, com Double Sided Coins & [Redacted Statements], convidou à reflexão sobre as narrativas ocultas por detrás das aparências.
The Voice of Gravity, de Ho-Ting Wei
SHYRAQ, Dilnaz Gabdolla
Home v2.0, Evangelos Aslanidis
Rita Castanheira, partymode101.mp4
Também em exposição, The Voice of Gravity, de Ho-Ting Wei, estabeleceu uma relação direta entre voz, respiração e movimento físico, enquanto The Weight of Statements, de Victor Galles, abordou a tensão entre esforço físico e desconstrução psicológica. Em SHYRAQ, Dilnaz Gabdolla apresentou uma instalação vídeo imersiva que reflete sobre censura e sistemas políticos, e Home v2.0, de Evangelos Aslanidis, utilizou dados meteorológicos em tempo real para gerar uma experiência audiovisual dinâmica. Rita Castanheira apresentou partymode101.mp4, explorando o avatar como extensão identitária nas relações humano-tecnológicas.
Bryan Izurieta, Allpa Samay
No campo performativo, a 31 de maio, Bryan Izurieta apresentou Allpa Samay, uma performance que fundiu referências ancestrais e contemporâneas numa experiência sonora imersiva centrada na memória e na transformação.
Também a 31 de maio, o workshop Multispecies Attunement: Fungi, conduzido por Dila Yumurtacı, Jéssica Gaspar e Guy Fleisher, propôs uma abordagem sensorial e colaborativa de ligação entre corpo, ambiente e organismos vivos, incentivando práticas de escuta, movimento e atenção partilhada.
A participação da Escola das Artes nesta edição do Serralves em Festa evidenciou a diversidade e qualidade das práticas desenvolvidas pelos seus estudantes, sublinhando o papel da instituição na formação de artistas capazes de intervir criticamente no panorama contemporâneo.
14 licenciaturas e uma dupla licenciatura. Um campus, interdisciplinaridade no ensino e na investigação e elevadas taxas de empregabilidade. A 1 de junho tem início a primeira fase de candidaturas às licenciaturas das faculdades da Universidade Católica Portuguesa no Porto, para o ano letivo de 2026/2027, prolongando-se até 21 de julho.
Os candidatos à Universidade Católica no Porto podem iniciar a sua candidatura através do portal online, mesmo que ainda não disponham dos resultados dos exames nacionais, uma vez que estes poderão ser submetidos posteriormente.
As faculdades da Universidade Católica no Porto disponibilizam licenciaturas de excelência, reconhecidas tanto no contexto nacional como internacional, proporcionando uma experiência académica diferenciada num campus multidisciplinar. A sua formação destaca-se por uma abordagem integral, que conjuga o rigor técnico com o desenvolvimento de competências transversais fundamentais para o futuro profissional dos estudantes.
A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, foi palco da final do III Biofase, Congresso de Investigação em Bioengenharia no Ensino Secundário, num evento que reuniu dezenas de jovens investigadores de escolas de todo o país.
O programa combinou conferências plenárias com especialistas da área (a investigadora Ana Oliveira falou sobre a forma como a bioengenharia está a transformar o tratamento de doenças e a investigadora Fátima Poças apresentou desenvolvimentos em materiais de embalagem) com sessões de apresentações orais, mesas redondas temáticas, visita às instalações do laboratório e a longa e animada sessão de discussão de posters da tarde.
No total, foram apresentados oito trabalhos em formato oral e vinte e seis posters científicos, cobrindo temas tão variados como a qualidade do ar interior, bioplásticos, nano-materiais de prata, sensores de frescura alimentar, proteção solar de base marinha e combate a parasitas tropicais.
No final da tarde, chegou o momento mais aguardado, o da entrega dos prémios. Três equipas foram distinguidas pela qualidade científica, clareza comunicativa e impacto potencial dos seus projetos. As respetivas professoras orientadoras foram convidadas a subir ao palco ao lado dos seus alunos, num reconhecimento que se estendeu igualmente ao trabalho de acompanhamento e inspiração que tornou cada projeto possível.
Melhor apresentação oral
O prémio de melhor apresentação oral, no valor de 250 euros, coube à equipa da Escola Básica e Secundária de São Martinho do Porto, que viajou até ao Porto para defender o seu Gelipack.
O projeto explora o potencial da macroalga Gelidium corneum, abundante na costa portuguesa, como matéria-prima para a produção de filmes bioplásticos comestíveis à base de agar-agar.
O trabalho percorreu três etapas metodológicas rigorosas, desde extração do agar, a formulação dos filmes com glicerol e aditivos alimentares e a caracterização das suas propriedades físicas, mecânicas e de biodegradabilidade.
As aplicações vislumbradas incluem revestimentos comestíveis para frutas frescas, saquetas de chá biodegradáveis e cápsulas para suplementos alimentares e valeu o prémio ao grupo formado por Kaixin Cheng, Caetana Neves, Bianca Christo e Emiliana Diviza, orientado pela professora Ana Sofia Costa.
Prémio para o melhor poster
Num congresso realizado a poucos quilómetros da sua escola, os alunos da Escola Secundária da Maia conquistaram o prémio de melhor poster com o projeto B-Cycle. A ideia é desenvolver cápsulas biodegradáveis protetoras para sementes, cujo invólucro é produzido a partir do acetato de celulose extraído dos filtros de cigarros, um dos resíduos mais abundantes e persistentes do planeta.
Cada cápsula integra ainda um gel nutritivo feito de resíduos alimentares, para estimular a germinação. A aplicação prevista é a reflorestação de áreas afetadas por incêndios, transformando dois problemas ambientais numa única solução circular.
O júri destacou a qualidade visual do poster e a solidez da argumentação científica. A professora Isabel Allen subiu ao palco com os quatro elementos do grupo (Afonso Freitas, Francisco Vaguinho, João Dias e Maria Clara Sousa) para receber o galardão de 250 euros.
Menção honrosa
A menção honrosa, no valor de 100 euros, foi atribuída ao grupo da Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Oeiras, pelo seu trabalho em torno do Trypanosoma congolense, o parasita responsável pela Tripanossomíase Animal Africana, também conhecida por Nagana.
A equipa testou o efeito da Aphidicolin no bloqueio do ciclo celular do parasita, utilizando microscopia de fluorescência para avaliar a viabilidade celular e as fases do ciclo. Embora nenhuma das concentrações testadas tenha sido eficaz no bloqueio, os resultados abrem caminho para novos tempos de incubação a explorar, numa linha de investigação com potencial impacto real no combate a uma doença que causa enormes perdas económicas em África.
A professora Cristina Maria Cardoso Dias partilhou o palco com os cinco membros do grupo (Emanuela Araújo, Laura Soares, Frederico Santos, Margarida Dias e Murilo Pereira) num momento de merecido reconhecimento.
Ensino Secundário e investigação
O encerramento do Biofase III deixou no ar a certeza de que este congresso cumpre cada vez melhor a sua missão de aproximar a escola secundária do mundo da investigação.
Permite ainda desenvolver nos alunos a confiança nas suas próprias ideias e mostrar que a bioengenharia pode ser, e é, já, uma ferramenta nas mãos de quem ainda está a aprender. Na quarta edição, o nível será ainda mais alto. E isso é razão de sobra para voltar.
Com a missão de proporcionar uma formação académica de excelência, assente no compromisso ativo com a qualidade, a inovação e a melhoria contínua das práticas pedagógicas orientadas para o desenvolvimento integral dos estudantes, a Universidade Católica lança a 2.ª edição do Prémio de Inovação Pedagógica.
O objetivo desta iniciativa é incentivar e distinguir o mérito reconhecido em práticas pedagógicas inovadoras.
Destinada a docentes e investigadores da Católica, de acordo com o estipulado em regulamento próprio, esta iniciativa prevê a atribuição de até três prémios.
As candidaturas serão avaliadas por um júri nomeado para o efeito, de acordo com os critérios definidos no regulamento.
A submissão das candidaturas deve ser efetuada através do formulário online, decorrendo o respetivo prazo entre 1 e 30 de junhode 2026.
Todas as condições inerentes à candidatura ao prémio podem ser consultadas no Regulamento do Prémio de Inovação Pedagógica da Universidade Católica Portuguesa.