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A experiência de pós-doutoramento de Mehmet Ceylan no Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano

O Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP) recebeu o investigador Mehmet Ceylan, da HKU – Universidade Hasan Kalyoncu, na Turquia, para a realização do seu pós-doutoramento - uma experiência que conjugou exigência científica, colaboração interdisciplinar e descoberta cultural. O que começou como uma coincidência familiar, associada à vinda da sua esposa para o Porto, transformou-se numa oportunidade de desenvolvimento académico no CEDH.

Motivado pelo perfil científico do Centro e pela diversidade de projetos na área da educação e da psicologia, Mehmet encontrou no CEDH e na FEP-UCP um contexto fértil para aprofundar a sua investigação e estabelecer novas ligações académicas.

 

Uma investigação centrada nos desafios contemporâneos da educação

Sob a orientação de Luísa Antunes Ribeiro, docente da FEP-UCP e coordenadora do Doutoramento Internacional em Psicologia Aplicada, Mehmet desenvolveu um projeto centrado no impacto da utilização da tecnologia na aprendizagem da matemática na educação de infância. Num momento em que os recursos digitais assumem uma presença crescente nos primeiros anos de escolaridade, o objetivo central do estudo é compreender de que forma as ferramentas tecnológicas podem contribuir para a aprendizagem das crianças.

A investigação, baseada numa revisão sistemática e numa meta-análise de estudos internacionais, encontra-se ainda em curso. No entanto, “os primeiros insights sugerem que a eficácia depende largamente da integração num enquadramento pedagógico significativo, e não apenas da tecnologia”, sublinha Mehmet.

O investigador destaca ainda o papel determinante da sua orientadora, salientando o rigor metodológico, a precisão científica e o acompanhamento constante que marcaram o desenvolvimento do projeto desde a sua fase inicial.

 

Um ambiente académico aberto e colaborativo

A escolha do CEDH foi igualmente influenciada pelo ambiente interdisciplinar promovido no seio do Centro de Investigação. Para Mehmet, a convivência com investigadores de diferentes áreas e o contacto próximo com estudantes de doutoramento foram fatores decisivos para uma integração rápida e enriquecedora.

“Segui o trabalho dos investigadores do CEDH e reconheci um grupo forte, a produzir investigação de elevada qualidade em várias áreas da educação e psicologia”, refere. “Vi este ambiente interdisciplinar como uma oportunidade para desenvolver projetos colaborativos, integrando os meus interesses com perspetivas complementares.”

A participação em iniciativas como as Learning Coffee sessions é apontada como um exemplo claro da dinâmica científica do CEDH, criando espaços regulares de partilha, reflexão e desenvolvimento profissional que o investigador considera particularmente valiosos.

 

O Porto como cenário de equilíbrio e inspiração

Para além da dimensão académica, a experiência de viver no Porto assumiu um papel central durante esta etapa. Mehmet descreve a cidade como um espaço que promove um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal, condição que considera essencial para investigadores estrangeiros.

“Se tivesse de descrever a minha experiência numa palavra, seria ‘desfrute’. O Douro, os pôr-do-sol, a costa e o centro histórico criam uma atmosfera única. O campus está numa área excecional; poder almoçar junto ao mar é um verdadeiro privilégio.”, menciona. 

 

Um convite à participação ativa e ao futuro da investigação

Na fase final do seu pós-doutoramento, Mehmet prepara agora a publicação dos resultados do estudo, encarando esta experiência como um passo importante para a sua participação em futuros projetos internacionais e interdisciplinares na área da educação de infância.

Ao refletir sobre a sua passagem pelo CEDH, deixa uma mensagem de reconhecimento e incentivo aos futuros investigadores: “Gostaria de expressar o meu sincero apreço ao CEDH e à FEP-UCP por proporcionarem um ambiente de investigação encorajador e intelectualmente estimulante. Em particular, iniciativas como as sessões de Learning Coffee e outras atividades de formação criam espaços valiosos para o intercâmbio académico, colaboração e desenvolvimento profissional. Eu encorajaria fortemente os futuros investigadores a envolverem-se ativamente nestas oportunidades.”

16-02-2026

OPEN CALL para estudantes da Católica participarem na T4EU WEEK: Community, Communities

Já abriram as candiaturas para a T4EU Week "Community, Communities: Engage to Transform", que decorre de 25 a 29 de maio, em Lisboa, dedicado à ideia de uma comunidade de comunidades, onde diferentes grupos se unem em torno de um objetivo comum.

Há 15 vagas para estudantes de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento da Católica, que receberão apoio financeiro para cobrir as despesas de viagem e alojamento (6 dias e 5 noites) para a sua participação.

Esta é uma oportunidade única de viver o espírito da Aliança Transform4Europe e partilhar experiências com colegas das 11 universidades europeias que compõem a aliança.

O programa inclui três cursos temáticos, refletindo as principais áreas de transformação da T4EU: Digital Transformation, Societal Transformation e Environmental Transformation. Os dias serão divididos, com as manhãs dedicadas a sessões conjuntas que reúnem todos os participantes, enquanto nas tardes os participantes se envolverão em atividades práticas, aplicadas e específicas da comunidade. 

Os cursos são lecionados em inglês, num formato híbrido (com uma vertente online e outra presencial) e conferem 3 ECTS.

Para se candidatar, os estudantes deverão preencher o formulário até dia 8 de março, e submeter uma carta de motivação.

 

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Catálogo de Cursos

 

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13-02-2026

Centro de Conservação e Restauro reforça colaboração com a Comunidade de Madrid e o Museu do Prado

Durante três meses, duas estagiárias espanholas irão colaborar com a Escola das Artes, no nosso arquivo de películas radiográficas, no Centro de Conservação e Restauto (CCR).

Maria Esteban Ruiz e Marta Fernandez Gonzalez encontram-se ao abrigo do programa Erasmus, no âmbito da formação em Técnicas Radiográficas Aplicadas ao Estudo de Obras de Arte, promovida pela Comunidade de Madrid, em articulação com o Museu do Prado.

Atualmente, encontram-se a desenvolver um trabalho técnico especializado que inclui a identificação, catalogação, digitalização e acondicionamento das películas radiográficas existentes no arquivo. Paralelamente, será criada uma base de dados que permitirá disponibilizar a professores, alunos e investigadores, não apenas as imagens digitalizadas, mas também os respetivos relatórios de interpretação. Estão ainda previstas outras atividades a desenvolver durante este periodo na Escola das Artes. 



 

13-02-2026

“Devemos entender a universidade como estúdio e espaço de experimentação” defende a Reitora da Católica em fórum europeu

European Learning & Teaching Forum decorreu na sede da Católica, em Lisboa, reunindo cerca de 300 especialistas de 42 países. Evento privilegiou reflexão sobre o futuro do ensino superior.

O futuro do ensino superior e os impactos da inteligência artificial, das alterações demográficas e das novas tendências no mercado laboral estiveram em destaque na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, ao acolher o 2026 European Learning & Teaching Forum da European Association University (EUA).

O evento reuniu cerca 300 especialistas, entre membros de equipas reitorais, líderes académicos, professores, investigadores, educadores e decisores políticos, oriundos de mais de 140 universidades e outras instituições educativas, de 42 países.

Pretendendo ser uma plataforma de reflexão e partilha de boas práticas, o 2026 European Learning & Teaching Forum incluiu sessões plenárias, painéis de discussão, estudos de caso, workshops e apresentações práticas e interativas.

A sessão de abertura contou com a participação da Reitora da Universidade Católica Portuguesa, que defendeu a ideia de “entender a universidade como estúdio e espaço de experimentação”, onde “a aprendizagem acontece através do envolvimento, do diálogo, da crítica e da colaboração”.

“Imaginar a universidade como um estúdio é reconhecer que a aprendizagem e o ensino devem ser dinâmicos e experimentais. Significa capacitar os estudantes como co-criadores do conhecimento. Significa incentivar abordagens interdisciplinares perante desafios societais complexos”, sublinhou Isabel Capeloa Gil.

Nessa lógica, destacou a importância de assumir o risco, de valorizar a inovação, de promover estruturas de governação flexíveis e de qualidade, de ter colaboradores capazes de se adaptar aos novos ambientes académicos e organizacionais e de compreender que “a excelência na investigação e a excelência na educação não são prioridades concorrentes, mas compromissos que se reforçam mutuamente”.

“As nossas universidades devem assentar na liberdade académica, ancorar-se na autonomia institucional, estar comprometidas com a integridade e a qualidade e, ainda assim, ser suficientemente ágeis para responder a transformações profundas”, resumiu a Reitora.

A mesma mensagem quis passar a Vice-Presidente da EUA e Ex-Reitora da Universidade de Belgrado, Ivanka Popović, recordando o objetivo da EUA de “desencadear um efeito multiplicador, promovendo uma motivação contínua que permita aperfeiçoar a ação pedagógica em benefício dos estudantes”.

“Transformar o ensino superior não significa abandonar os seus valores fundamentais. Significa reforçá-los e adaptá-los a um mundo em mudança. Num tempo em que a tecnologia pode gerar respostas instantâneas, o ensino superior deve continuar a formar indivíduos capazes de pensamento crítico, de ações responsáveis e de contribuir para a sociedade. Isto exige instituições abertas à inovação, mas firmemente comprometidas com a qualidade e a equidade. Exige políticas públicas coerentes e comunidades académicas motivadas, reconhecidas e solidárias”, apontou, por sua vez a Secretária de Estado do Ensino Superior, Cláudia Sarrico.

“Investir em quem ensina e apoia os estudantes é investir no futuro das nossas sociedades”, frisou a Governante, que também esteve no arranque do encontro.

Ao longo dos dois dias do 2026 European Learning & Teaching Forum foram abordados temas como o papel da tecnologia na literacia dos estudantes e nas instituições académicas, a inovação pedagógica sustentável, o desenvolvimento profissional do staff académico e as carreiras académicas e a cooperação universitária a nível europeu, entre outros.

 

13-02-2026

Milena Rouxinol: “Precisamos de alimentar a ideia de que é imperioso tratarmo-nos bem uns aos outros”

Milena Rouxinol é docente na Faculdade de Direito - Escola do Porto e Provedora de Ética da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Nesta entrevista, fala sobre a sua paixão pelo Direito do Trabalho, da relevância do Direito Antidiscriminação e da educação para a tolerância. Dá também a conhecer o trabalho de um Provedor de Ética, e relembra a importância de comunicar de “forma aberta, cuidadosa e construtiva.”

 

Como foi o seu percurso até ao Direito e a partir dele?

Acho que nunca me imaginei a fazer outra coisa, não sei exatamente explicar porquê, mas a ideia de justiça sempre esteve muito presente na minha forma de estar. Durante o curso, apercebi-me de que gostava de ensinar – investigar só veio depois. Tinha uma professora que, nas aulas práticas, fazia parecer mais fácil tudo o que nas aulas teóricas parecia tão complexo: esquematizava os conteúdos, apresentava-os de uma forma acessível, descodificava o essencial da mensagem. Ficava deslumbrada e lembro-me de pensar “Eu acho que sou capaz de fazer isto”, de transformar uma massa muito rica, mas relativamente informe de conhecimentos, em algo mais facilmente inteligível. E essa ideia foi-me acompanhando.
No final da licenciatura, quando a maioria dos meus colegas seguiu para a Ordem dos Advogados, eu sabia que não queria ser advogada. Então, optei por uma pós-graduação em Direito do Trabalho, quase por acaso. E foi aí que me apaixonei verdadeiramente por esta área. Pouco depois, surgiu a oportunidade de começar a trabalhar em Direito do Trabalho e esse gosto cresceu mais ainda, o que tornou natural o percurso para o mestrado e, mais tarde, para o doutoramento.

 

O que a fascina no Direito do Trabalho?

O Direito do Trabalho regula uma relação muito especial. Do ponto de vista jurídico, trata-se de uma relação entre dois sujeitos, como tantas outras, mas tem algo mais: o trabalho envolve diretamente a própria pessoa do trabalhador. O trabalho não é separável de quem o realiza, e isso introduz uma dimensão de pessoalidade muito marcada na relação laboral. Por outro lado, o trabalhador encontra-se, estruturalmente, numa posição de maior vulnerabilidade ou desnível face à entidade empregadora. Isto coloca desafios muito específicos ao Direito.
No contexto atual, o Direito do Trabalho é frequentemente apresentado como uma ferramenta ao serviço da competitividade económica ou da resolução de crises. Penso que essa função, a poder afirmar-se. é apenas lateral. A sua razão de ser é outra: a proteção, o cuidado e o equilíbrio da relação laboral. É essa dimensão humana, quase do foro da ética, que me seduz e que me mantém profundamente ligada a esta área.

 

No mundo do trabalho temos assistido a várias transformações, como a digitalização, a inteligência artificial, novas formas de emprego. Como é que o Direito do Trabalho consegue acompanhar todos estes desafios?

O Direito do Trabalho é relativamente jovem - forma-se sobretudo no final do século XIX e início do século XX. Inicialmente centrado no contexto da fábrica – que esteve na sua origem –, foi-se progressivamente alargando a novos ambientes, regulando hoje realidades como o teletrabalho, a utilização de meios digitais de controlo do desempenho, ou o fenómeno das plataformas digitais.
No entanto, estas transformações acontecem a uma velocidade vertiginosa e legislar bem é quase intrinsecamente incompatível com legislar rápido. Por vezes, o legislador avança de forma algo experimental, ajustando e corrigindo posteriormente, quando o contexto político o permite. Numa visão de conjunto, embora nem sempre com a rapidez e o grau de apuramento desejáveis, o esforço de adaptação é evidente. Basta olhar para o Código do Trabalho português, em vigor desde 2009, que já foi objeto de mais de vinte alterações. Portanto, há, sim, uma tentativa clara de ir modernizando o Direito do Trabalho. Se isso é sempre conseguido, ou bem conseguido, é menos inequívoco…

 

“Procuramos encontrar um equilíbrio entre o cuidado e a exigência académica necessária para preparar os alunos adequadamente para a sua vida profissional.”

 

O que distingue o ensino de Direito na Universidade Católica?
Oferecemos um ensino de qualidade, assente num corpo docente muito qualificado. Temos uma grande preocupação com a vertente prática, no sentido de preparar efetivamente os estudantes para os desafios profissionais que irão encontrar. Isso reflete-se não apenas nas metodologias pedagógicas, mas também nas iniciativas de aproximação ao mundo profissional, como os protocolos estabelecidos com diversas entidades, nomeadamente, sociedades de advogados. A dimensão internacional tem também sido reforçada, com o ensino de unidades curriculares em inglês, que potenciam a captação de estudantes estrangeiros, mas também a preparação dos nossos alunos para percursos académicos e profissionais internacionais. Além disso, a instituição tem um perfil particularmente acolhedor. Num contexto em que o ensino do Direito se tornou cada vez mais exigente, procuramos dar aos alunos apoio e orientação, e encontrar um equilíbrio entre esse cuidado e a exigência académica necessária para os preparar adequadamente para a sua vida profissional.

 

“Estou convencida, não só como professora, mas como cidadã, de que a tolerância se fomenta essencialmente com conhecimento”

 

Qual é a sua principal preocupação enquanto docente? O que procura transmitir aos seus alunos?

No plano dos conhecimentos técnicos, procuro transmitir rigor, mas sempre de forma clara, estruturada e facilmente apreensível. Além disso, e sobretudo por lecionar numa área que o permite, procuro também despertar nos alunos alguma consciência social, sensibilizá-los para a realidade concreta das relações de trabalho, que muitos ainda não conhecem plenamente, quer pela sua idade, quer pelos contextos em que cresceram. Tento, com equilíbrio, mostrar-lhes que a realidade é mais ampla e complexa do que o seu universo imediato. E, do ponto de vista da relação com eles, tento, acima de tudo, mostrar-me como uma pessoa normal, falível, próxima. Acredito que esta humanização contribui para um ambiente de confiança e proximidade, permitindo que os alunos sintam que podem contar comigo no seu percurso académico.

 

“O Direito Antidiscriminação existe precisamente para contrariar o enraizamento dos preconceitos sociais.”

 

Leciona também a unidade curricular de Direito Antidiscriminação. Porque é que este tema é tão relevante nas relações laborais?

O próprio Código do Trabalho consagra um capítulo dedicado ao princípio da igualdade e da não discriminação, e, ao nível da União Europeia, existem várias diretivas especificamente orientadas para esta matéria. Nas relações laborais está em jogo algo absolutamente essencial: o emprego. Para além da dignidade pessoal, que é sempre afetada numa situação de discriminação, uma decisão discriminatória pode significar a exclusão do mercado de trabalho ou a perda do sustento. A realidade mostra-nos que continuam a existir múltiplas formas de discriminação no contexto laboral – desde desigualdades salariais entre homens e mulheres, até discriminações com base na religião, na origem ou noutras características pessoais. O Direito Antidiscriminação constrói-se, em grande medida, a partir destas situações concretas e procura estabelecer limites claros a práticas que perpetuam desigualdades.

 

Como é que trabalha estas questões com os alunos e de que forma procura promover uma cultura de tolerância?

Estou convencida, não só como professora, mas como cidadã, de que a tolerância se fomenta essencialmente com conhecimento. Combater a desinformação é essencial para reduzir preconceitos, estereótipos e leituras simplistas da realidade.
No ensino do Direito Antidiscriminação, uma das ferramentas mais eficazes é o trabalho com casos reais. Ao analisar situações concretas, os alunos são levados a confrontar as suas perceções imediatas com as respostas que o Direito foi construindo ao longo do tempo. Todos temos tendências automáticas de pensamento; muitas vezes, aquilo que parece banal e até “compreensível” não é juridicamente aceitável. O Direito Antidiscriminação existe precisamente para contrariar o enraizamento dos preconceitos sociais. Esse confronto crítico é, a meu ver, uma poderosa ferramenta de formação cívica e académica.

 

É Provedora de Ética na Universidade Católica no Porto. Qual é a importância desta figura numa universidade?

Existe um canal próprio de comunicação através do qual qualquer membro da comunidade pode apresentar denúncias relativas a alegadas violações das regras éticas. A Universidade rege-se por um Código de Ética e de Conduta, um documento sintético, assente em alguns princípios estruturantes, suficientemente abrangentes para enquadrar uma grande diversidade de situações.
O Provedor de Ética não tem funções decisórias. Ainda assim, o seu papel é relevante, tanto para quem apresenta uma denúncia, ao encontrar uma pessoa identificável, acessível, que assegura confidencialidade, escuta ativa e imparcialidade, como para a pessoa denunciada, que pode apresentar a sua versão num espaço não hierárquico, antes de qualquer desenvolvimento formal. E tudo isto parece-me essencial do ponto de vista da transparência e do bom funcionamento da instituição.

 

Como podemos contribuir para uma comunidade académica eticamente saudável?

Precisamos de alimentar a ideia de que devemos tratar-nos bem uns aos outros. Não se trata apenas de respeito, mas de gentileza e cuidado. Muitas vezes desconhecemos as lutas e os desafios pessoais de quem está do outro lado, e pequenos comportamentos podem funcionar como gatilhos emocionais. Uma parte significativa dos conflitos poderia ser evitada se as pessoas comunicassem de forma mais aberta, cuidadosa e construtiva.

 

O que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Gosto muito de fazer puzzles. É um exercício que exige atenção e paciência, mas que me permite desligar completamente de outras preocupações. Ocupa-me o suficiente para não estar, por exemplo, a mexer no telemóvel, mas ativa zonas do pensamento diferentes das que uso no trabalho. Também corro, quase todos os dias. Tendo eu uma profissão eminentemente intelectual e exigente, sinto que essa parte mais física ajuda a minha produtividade, o foco e também - porque não dizê-lo? - a autoestima: encontro também aí uma parte do que gosto de cultivar em mim. E leio bastante mesmo fora do foro jurídico. Gosto de romances em torno de histórias verídicas, ou que poderiam sê-lo.

 

Que livro ou autor recomendaria?

Descobri este ano, por recomendação de uma amiga, a obra de uma autora portuguesa, Dulce Maria Cardoso. Apaixonei-me e li praticamente toda a sua obra; foi uma descoberta muito marcante. Destacaria, em particular, O Retorno e Eliete.
São livros que retratam pessoas normais, com qualidades e fragilidades, e que mostram como os comportamentos humanos podem ser contados e interpretados de múltiplas formas, consoante o ponto de vista. Aquilo que, à primeira vista, pode ser facilmente censurado, ganha outra densidade quando é narrado do prisma de quem o vive e o sente. Essa capacidade de nos colocar no lugar do outro, de compreender a complexidade das decisões humanas, de cultivar empatia e tolerância, é algo que encontrei de forma muito especial em Dulce Maria Cardoso, além de uma escrita extraordinariamente bela. E ainda tem um sentido de humor, nas entrelinhas, subtil, que é encantador.

 

12-02-2026

Arte, tecnologia e cosmologias contemporâneas em diálogo na nova programação da Escola das Artes

Artistas, tecnólogos criativos, curadores, escritores e pensadores reúnem contributos que atravessam múltiplas áreas temáticas: do espiritual e do mítico às infraestruturas sociotecnológicas e às lógicas (des)coloniais, projetando futuros especulativos. Entre fevereiro e maio de 2026, a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa apresenta “Art + Tech x Cosmos =”, um ciclo que integra conferências, concertos, exposições e performances. A conferência de abertura realiza-se a 19 de fevereiro, com Joasia Krysa, curadora do programa, que estará à conversa com as curadoras de arte digital Val Ravaglia e Pita Arreola.

O programa “Art + Tech x Cosmos =” tem curadoria de Joasia Krysa com Nuno Crespo, Daniel Ribas e José Alberto Gomes, e explora como a arte e a tecnologia estão interligadas, como as práticas criativas respondem à crescente complexidade do mundo e como histórias e futuros diversos convergem para gerar novas formas. “Como o título sugere, o programa adota uma abordagem cosmológica, envolvendo-se com o pensamento tecnológico não ocidental e realidades multidimensionais partilhadas,” salientam os curadores.

Art + Tech x Cosmos =” resulta do envolvimento da Escola das Artes com práticas artísticas experimentais no interior dos quais nascem diálogos e relações entre investigação, criação artística e os desafios sociais e culturais contemporâneos,” salienta Nuno Crespo, curador e diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa

Art + Tech x Cosmos = | Performances, Conferências, Concertos
Serão duas as performances ao longo do programa. A primeira realiza-se no dia 26 de fevereiro pelas 18h30. Danielle Brathwaite-Shirley apresenta uma performance imersiva e participativa que cruza o videojogo, a animação, o som e a narrativa ficcional.

Através de tecnologias digitais interativas, a artista cria um espaço de confronto crítico e reflexão sobre identidade, poder e opressão sistémica. A 8 de abril é a vez de Günseli Yalcinkaya. Esta sessão propõe uma reflexão híbrida entre pensamento crítico e prática artística, cruzando investigação cultural, ficção especulativa e performance. Num formato que desafia as fronteiras entre conferência académica e acontecimento performativo, a artista convoca narrativas contemporâneas para questionar tecnologia, poder e imaginação coletiva, convidando o público a uma experiência simultaneamente intelectual e sensorial.

O programa de conferências de “Art + Tech x Cosmos =” reúne um conjunto de vozes de referência no cruzamento entre arte, tecnologia e pensamento crítico. Ao longo do ciclo, Legacy Russell, Diana Policarpo, Tabita Rezaire, o coletivo Keiken (representado por Hana E. Amori) e João Melo propõem reflexões que atravessam identidade, poder, espiritualidade, memória, ecologias digitais e futuros especulativos, explorando práticas artísticas e investigativas que questionam as infraestruturas tecnológicas e culturais contemporâneas. O programa encerra com uma conferência conjunta de Joasia Krysa e Libby Heany, que reúne perspetivas curatoriais e artísticas sobre arte, ciência e tecnologia, convidando à reflexão sobre práticas emergentes, investigação e imaginação de futuros possíveis.

A nova temporada dos Dashed Concerts prolonga-se até maio de 2026. O próximo concerto está agendado para dia 5 de março com Lime68k. A 16 de abril está confirmada a presença de Luca Argel, assim como João Pimenta Gomes (30 de abril) e Nuno Loureiro (14 de maio).

Até ao final do primeiro semestre de 2026, a Escola das Artes apresenta duas novas exposições integradas neste programa: uma dos Teatro Praga com inauguração em março e uma de Rodrigo Cass em maio.

De 29 de junho a 3 de julho, decorrerá a oitava edição da Porto Summer School on Art & Cinema, este ano em associação com XVI Lisbon Summer School for the Study of Culture.  O tema em destaque será “Disobedience” enquanto prática artística e ideia, explorando as suas múltiplas formas, dinâmicas e limites.

Todos os momentos irão decorrer no Católica Art Center, estrutura que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea. O Católica Art Center integra a Sala de Exposições; o Auditório Ilídio Pinho, que tem programação semanal de cinema e encontros com artistas; e a Blackbox mais vocacionada para as artes performativas.

Mais informações e programa disponíveis aqui:

Art + Tech x Cosmos =
Concertos, conferências, exposições e performances

 


JOASIA KRYSA
Joasia Krysa é curadora e professora de Investigação em Exposições na Liverpool School of Art and Design, com um cargo adjunto na Bienal de Liverpool. Foi curadora-chefe da 2.ª Bienal de Helsínquia (2023) e co-curadora da 9.ª Bienal de Liverpool (2016) e da DOCUMENTA 13 (2012). Trabalhando na intersecção entre arte e tecnologia, o seu trabalho curatorial foi apresentado em importantes instituições internacionais, incluindo o Whitney Museum of American Art de Nova Iorque, o KANAL Centre Pompidou de Bruxelas, o ZKM Center for Art and Media de Karlsruhe, o Museu de Arte de Helsínquia e a Tate Modern de Londres. As suas publicações recentes incluem os livros Curating Intelligences: Reader on AI and Future Curating (London Open Humanities Press 2025) e Helsinki Biennial: New Directions May Emerge (Helsinki Art Museum 2023), um capítulo na Bloomsbury Encyclopaedia of New Media Art (Londres 2025) e o próximo The Routledge Companion to Art and Technology (Londres/Nova Iorque 2027).

PITA ARREOLA
Pita Arreola é diretora de programas do arebyte Digital Art Centre, em Londres, e cofundadora do Off Site Project, uma plataforma curatorial dedicada a apoiar novos talentos da área de new media. Desde 2017, Pita trabalhou com mais de 200 artistas de todo o mundo no desenvolvimento de projetos experimentais que exploram criticamente o impacto social das tecnologias emergentes. De 2021 a 2024, foi curadora de arte digital no Victoria and Albert Museum. É também coeditora de Digital Art:1960s-Now (V&A, Thames & Hudson, 2024), um livro que explora as histórias por trás da arte digital.

VAL RAVAGLIA
Val Ravaglia é curadora de arte internacional na Tate Modern, em Londres. Tem um interesse especial em práticas curatoriais transdisciplinares e recentemente foi curadora da exposição Electric Dreams: Art and Technology Before the Internet (2024-25), destacando a arte inspirada na inovação científica entre os anos 1950 e o início dos anos 1990; a exposição está atualmente patente no OGR, em Turim, até 10 de maio de 2026. Val ajudou na reorganização completa das exposições da Tate Modern na preparação para a expansão do museu em junho de 2016. Foi curadora assistente da Turbine Hall Commission 2017 da SUPERFLEX e da retrospectiva de Nam June Paik na Tate Modern em 2019, co-curou a exposição gratuita A Year in Art: Australia 1992 (2021-23) e liderou a exposição itinerante da Tate The Dynamic Eye: Beyond Op and Kinetic Art, nas suas versões no Porto (2023) e Istambul (2024). A sua próxima exposição é uma exposição individual de Julio Le Parc, com inauguração na Tate Modern a 11 de junho de 2026. 

aestheticbricolage.wordpress.com

11-02-2026

MBA Executivo da Católica promove “Business Speed Dating” para testar ideias de negócio com especialistas do mercado

A Católica Porto Business School reuniu, a 7 de fevereiro, um painel de especialistas de topo para avaliar as ideias de negócio desenvolvidas pelos alunos da 20.ª edição do MBA Executivo, no âmbito da unidade curricular de Plano de Negócios. A sessão decorreu em formato de “Business Speed Dating”, promovendo um contacto direto, exigente e estruturado entre equipas e mentores.

Ao longo da manhã, no campus da Faculdade, foram apresentados e discutidos sete projetos com analistas e executivos com experientes nas áreas da inteligência artificial, investimento, estratégia empresarial, “fintech”, medicina dentária, inovação tecnológica e propriedade intelectual. Cada grupo recebeu feedback orientado para a validação de mercado, robustez do modelo de negócio e potencial de escalabilidade.

Entre os mentores estiveram Clara Gonçalves (cofundadora e COO da Inductiva.AI), Luís Gustavo Martins (cofundador da AMPinvest), Jorge Condesso (CEO e fundador do Magellan Atlantic Capital Fund), Sandro Mota Oliveira (executivo focado em estratégia e crescimento internacional), Ana Cristina Figueiredo Gomes (médica dentista com prática clínica avançada), Adriana Guimarães Leal (profissional experiente em banca de investimento e “fintech”), Rui Pedro Oliveira (consultor estratégico e especialista em propriedade intelectual e inovação tecnológica) e Teresa Sarmento (Senior Researcher e Service Design no CEiiA).

As ideias apresentadas refletiram tendências emergentes e desafios atuais, com propostas nas áreas da sustentabilidade ambiental, saúde móvel, digitalização operacional, economia de bem-estar premium, créditos de carbono, dispositivos médicos e soluções SaaS para a construção e logística.

Para Vitor Verdelho, tratou-se de uma manhã intensa, marcada por diálogos de elevado nível que contribuirão para a maturação dos projetos. Susana Costa e Silva destacou a importância de confrontar as ideias com especialistas de mercado, integrando perspetivas de inovação, finanças, operações e propriedade intelectual.

A iniciativa reforça a aposta do MBA Executivo numa aprendizagem aplicada e orientada para a prática, aproximando os alunos do ecossistema empresarial e desafiando-os a transformar ideias em negócios consistentes e viáveis.

O MBA Executivo já arrancou com as inscrições para a 22ª edição que vai ter início em outubro de 2026. Conheça o plano de estudos em maior detalhe aqui

11-02-2026

Dia Nacional da Universidade: "A universidade afirma-se como criadora e não reprodutora"

No Dia Nacional da Universidade, Isabel Capeloa Gil salientou “a universidade afirma-se como criadora e não reprodutora, como espaço de transmissão responsável e de desenvolvimento autónomo da pessoa”.

É neste horizonte que se inscreve o tema do ano académico, a “Diaconia da Cultura”. Ao entender a universidade como serviço, a Reitora destacou a Católica como espaço de diálogo, discernimento e criação cultural, afirmando que “o nosso papel não é prescrever a partir da cátedra, mas orientar no caminho a partir do diálogo à volta da mesa”.

Na sessão solene, que decorreu a 6 de fevereiro em Lisboa, a Universidade Católica Portuguesa atribuiu o grau de Doutor Honoris Causa ao designer francês Philippe Starck, reconhecendo o seu contributo para a arte, o design e a cultura contemporânea.

Na apresentação do doutorando, a Pró-Reitora com o pelouro da Inovação e Empreendedorismo, Céline Abecassis-Moedas, salientou que Philippe Starck se distingue como um criador singular, cuja abordagem alia inovação e compromisso. Recordou que “no seu nível mais profundo, o design não é sobre objetos, mas sobre emoção, significado e relações”, e que “um objeto deve fazer mais do que funcionar bem: deve fazer-nos sorrir, refletir e, por vezes, perturbar-nos ligeiramente”.

Referindo-se à dimensão ética e humanista do trabalho do homenageado, Céline Abecassis-Moedas destacou que “Starck é uma ilustração viva de uma Diaconia da Cultura, onde a criatividade se torna serviço”, reforçando o impacto cultural e social do seu design na vida quotidiana e nos espaços que molda.

Philippe Starck agradeceu a distinção e refletiu sobre o papel do design como linguagem transformadora, reafirmando a criação como gesto de serviço e sublinhando que “estamos aqui para servir, antes de mais, para servir”, participando assim “nesta história extraordinária da nossa humanidade na Terra”.

O encerramento da sessão ficou a cargo de D. Rui Valério, Magno Chanceler da Católica, que sublinhou o papel da Universidade como espaço de diálogo, discernimento e esperança. Afirmou também que “a missão desta Universidade Católica é ser uma Diaconia da Cultura” e acrescentou: “o serviço — a Diaconia — que presta à sociedade não é apenas a formação de profissionais competentes, mas também a salvaguarda de uma razão aberta, capaz de dialogar com o transcendente. Leva à concretização e à prática da transformação do mundo, esse mesmo horizonte contemplado”.

A sessão contou ainda com a imposição das insígnias e a entrega das cartas doutorais aos novos doutores da Universidade Católica Portuguesa e com a atribuição de medalhas aos colaboradores que celebraram 25 e 40 anos de serviço à instituição. Foi, também, apresentado o novo logotipo da Católica. "A identidade institucional de uma universidade nunca é estática", destacou Isabel Capeloa Gil. A Reitora acrescentou que “o novo logo mostra-se como um gesto de fidelidade dinâmica enquanto se reexprime para um novo tempo”, refletindo três dimensões fundamentais: “a continuidade da missão e a renovação da linguagem, a evolução das instituições num mundo em transformação, e a inovação artística que é intrínseca a uma instituição em transformação”.

Discurso da Reitora  |  Veja aqui o vídeo da nova identidade

 

10-02-2026

Formação em Gestão e Liderança da Católica Porto Business School capacita dirigentes da ULS Gaia Espinho

A Católica Porto Business School está a concluir o Roadmap to Health Excellence – Programa Avançado de Gestão e Liderança na Saúde, um programa customizado e desenvolvido à medida da Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho (ULSGE). O programa decorreu entre novembro e fevereiro, com aulas realizadas no Hospital Eduardo Santos Silva, e vai ter a sua conclusão a 18 de fevereiro com uma cerimónia de entrega de diplomas. A iniciativa envolveu dezenas de profissionais de saúde, maioritariamente médicos e Diretores de Serviço, bem como membros do Conselho de Administração e quadros dirigentes.

O programa surge num momento particularmente relevante para o setor, marcado pela reestruturação do Serviço Nacional de Saúde e pela criação das Unidades Locais de Saúde, que reforçaram a necessidade de maior coordenação, eficiência e integração entre hospitais e cuidados de saúde primários. Neste contexto, torna-se cada vez mais determinante que os profissionais de saúde adquiram competências sólidas de gestão e liderança, capazes de sustentar decisões mais informadas e responder à crescente complexidade organizacional.

Desenhado como um programa customizado da Católica Porto Business School, o Roadmap to Health Excellence teve como objetivo capacitar os participantes com uma visão sistémica e estratégica da ULS, aliando conhecimentos técnicos de gestão nas áreas da estratégia, operações, finanças, liderança e transformação digital, a uma abordagem prática e orientada para os desafios reais do setor. Paralelamente, o programa funcionou como um espaço privilegiado de partilha de experiências entre pares, promovendo o networking e a criação de sinergias entre profissionais com responsabilidades de liderança.

Este programa reforça o posicionamento da Católica Porto Business School como uma referência nacional na formação em Gestão da Saúde, área em que a Escola conta com um percurso consolidado, incluindo 15 edições da Pós-Graduação em Gestão na Saúde, uma vasta rede de alumni e um portefólio formativo acreditado por diversas entidades do setor. A Escola tem ainda sido convidada por organizações como a Ordem dos Médicos para desenvolver formação especializada em diferentes regiões do país.

A experiência do Roadmap to Health Excellence abre caminho à replicação deste modelo junto de outras Unidades Locais de Saúde. Está prevista uma segunda edição do programa ainda em 2026, dando continuidade a esta colaboração e ao compromisso com o desenvolvimento de lideranças capazes de gerar impacto positivo e sustentável no sistema de saúde. 

 

09-02-2026

Biotecnologia na Católica: Nova solução para regeneração de osso e cartilagem entra em laboratório

Investigadores do Centro de Investigação em Biotecnologia e Química Fina, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, estão a desenvolver uma solução osteocondral injetável inovadora, baseada em dois materiais distintos. O trabalho centra-se na garantia da compatibilidade entre os componentes, no desempenho em termos de manuseamento e na relevância biológica para os tecidos de cartilagem e osso. Os trabalhos do projeto HYBROS – Hybrid Osteochondral Scaffold encontram-se já em fase de implementação técnica e experimental, após o seu arranque oficial.

Um dos principais objetivos desta etapa é o desenvolvimento de um protocolo simplificado, com gelificação rápida, que permita integrar ambos os materiais num único fluxo de trabalho eficiente. Esta abordagem é essencial para assegurar a escalabilidade do processo e a sua compatibilidade com futuras fases de fabrico e de translação clínica.

O projeto HYBROS resulta de uma colaboração internacional entre a GreenBone Ortho (Itália), a Stemmatters (Portugal) e o Smart BioMaterials Consortium (Países Baixos), contando com o apoio do VInnovate 2024 Call, uma iniciativa da Vanguard Initiative dedicada à aceleração de projetos de investigação e desenvolvimento translacional.

Em Portugal, a participação do Centro de Investigação em Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica Portuguesa é cofinanciada pelo Programa Regional do Norte 2021–2027 (NORTE 2030), gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

06-02-2026

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