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Católica Porto Business School em mais 2 rankings mundiais do Financial Times

A Católica Porto Business School acaba de alcançar um novo marco no seu percurso internacional, ao passar a integrar os rankings do Financial Times Executive Education 2026, nas categorias de programas abertos (“Open Enrolment”) e formação customizada (“Custom”), com destaque para o crescimento, a internacionalização e as parcerias académicas.

A Escola passa a integrar o grupo das melhores instituições mundiais de Formação Executiva, alcançando a 85.ª posição mundial no ranking de programas abertos — dirigidos a profissionais e executivos individuais — e a 99.ª posição mundial ex aequo no ranking de programas customizados, desenvolvidos à medida das necessidades das organizações.

Para João Pinto, Dean da Católica Porto Business School, este reconhecimento “confirma o caminho de crescimento e afirmação internacional que a Escola tem vindo a construir”: “A entrada da Católica Porto Business School nos rankings mundiais do Financial Times Executive Education 2026 é uma conquista muito significativa para a nossa Escola. Mais do que uma presença num ranking, este resultado reconhece a consistência do trabalho que temos desenvolvido na formação de líderes, profissionais e organizações, com uma proposta assente em rigor académico, proximidade com o mundo empresarial e impacto real.”

Entre os indicadores em destaque, surge a dimensão internacional: nos programas abertos, a Católica Porto Business School alcança a 21.ª posição mundial em "International Location", indicador associado à oferta de programas fora do país e da região de origem, e a 41.ª posição em "International Participants", o que reflete a capacidade de atrair participantes de diferentes geografias.

Também a colaboração académica internacional merece destaque, com a Católica Porto Business School a alcançar a 36.ª posição mundial em "Partner Schools" no ranking "Open-Enrolment" e a 51.ª posição no mesmo indicador no ranking "Custom". Este critério avalia a quantidade e qualidade de programas desenvolvidos em parceria com outras Business Schools acreditadas internacionalmente pela EQUIS ou AACSB.

No ranking de programas abertos, a Católica Porto Business School evidencia ainda um desempenho positivo em termos de diversidade, com 53% de participantes mulheres, um resultado alinhado às tendências internacionais de diversidade e inclusão na formação executiva.

Ainda em destaque, surge o desempenho alcançado no ranking FT Executive Education – Custom, onde a Católica Porto Business School atinge a 9.ª posição mundial no indicador "Revenue Growth", que avalia o crescimento do peso das receitas provenientes dos programas customizados e a capacidade de gerar continuidade na relação com as organizações. 

Para Paulo Alves, Vice-Dean da Católica Porto Business School, com o pelouro da Qualidade e Acreditações, estes resultados reforçam a importância do trabalho contínuo de melhoria, qualidade e internacionalização da Escola: “A presença nos rankings do Financial Times é particularmente relevante porque resulta de critérios exigentes, que combinam dados institucionais, avaliação de participantes e clientes, internacionalização, parcerias e impacto da formação. Estes resultados mostram que a Católica Porto Business School tem hoje uma base sólida de reconhecimento internacional, mas também nos desafiam a continuar a elevar a qualidade da experiência dos participantes e das organizações. É esse compromisso com a melhoria contínua que está no centro da nossa estratégia de qualidade e acreditações.”

A entrada simultânea nos dois rankings Financial Times Executive Education 2026 junta-se a outros reconhecimentos internacionais da Católica Porto Business School - por exemplo, a acreditação "Triple Crown" - EQUIS, AMBA e AACSB -, só detida por 1% de escolas de negócios em todo o mundo -, reforçando o posicionamento da Escola como uma escola de negócios de referência e excelência e orientada para o desenvolvimento de profissionais, líderes e organizações num contexto global em transformação.

Com este novo marco, a Católica Porto Business School afirma a sua ambição de continuar a crescer no mercado da Formação Executiva, reforçando a ligação às empresas, a internacionalização da sua oferta e o impacto dos seus programas na capacitação de talento e na transformação das organizações.

20-05-2026

14 Estudantes da Católica distinguidos com o Prémio Caixa Mais Mundo 2025/2026

Na edição 2025/2026 do Prémio Caixa Mais Mundo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) foram distinguidos 14 estudantes das diferentes faculdades da Católica. A cerimónia de entrega, realizada em Lisboa, voltou a reconhecer o mérito académico e a apoiar estudantes no acesso e permanência no ensino superior.

Os prémios, no valor de 1500,00€ e 1000,00€, foram atribuídos em diversas categorias, incluindo Prémios de Mérito para os melhores alunos de Licenciatura, Bolsas de Estudo para estudantes com necessidades económicas e um Prémio de Mérito para estudante de nacionalidade PALOP.

Nesta edição, foram distinguidos os seguintes estudantes:

Católica Porto Business School: João Filipe Oliveira Flores

Escola das Artes: Ana Isabela Pinheiro Veloso, Maria Ferreira Borges e Madalena Pereira Coelho de Mendes Cardoso

Faculdade de Ciências Humanas: Laura Marques Ramos e Francisco Maria de Azevedo Ferreira

Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem: Beatriz Maria Monteiro Tavares Fernandes

Faculdade de Direito, Escola do Porto: Maria Francisca Tinoco Fernandes, Simone Ferreira Pinto e Matilde Lucas Queirós

Faculdade de Direito, Escola de Lisboa: Marieth de Assunção Lucas

Faculdade de Medicina: Diogo de Andrade do Rosário

Faculdade de Teologia: Rúben Rodrigues Dias

Instituto de Estudos Políticos: Inês Gonçalves Barreto

O Prémio Caixa Mais Mundo pretende promover a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior, distinguindo o mérito académico dos estudantes que concluíram o ensino secundário e incentivando o prosseguimento dos seus percursos académicos. 
A coordenação do processo nacional de seleção esteve a cargo do Gabinete de Responsabilidade Social da Católica.

 

20-05-2026

Universidade Católica no Porto reforça internacionalização com visita de counsellors de colégios internacionais

A Universidade Católica Portuguesa no Porto recebeu a visita de um grupo de cerca de 30 counsellors de colégios internacionais da América Latina e de África, provenientes de países como Brasil, Equador, Colômbia e Moçambique.

Durante a visita, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a Universidade Católica no Porto, a sua oferta formativa, as infraestruturas e a dinâmica académica do campus, estabelecendo um contacto direto com a realidade da instituição. A iniciativa permitiu ainda estreitar relações com profissionais que desempenham um papel fundamental na orientação de estudantes do ensino secundário no processo de escolha do ensino superior.

A visita foi promovida pelo International Office da Universidade Católica, em parceria com a BMI e decorreu no dia 15 de maio, no âmbito das atividades de captação de estudantes internacionais. A iniciativa reforça o compromisso da Universidade Católica com a internacionalização e com a promoção da sua oferta formativa em mercados globais.

18-05-2026

Escola das Artes em destaque no IndieLisboa com prémio e alumni distinguidos

A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa foi parceira da 23.ª edição do IndieLisboa, que decorreu entre 30 de abril e 10 de maio de 2026, reforçando a sua ligação ao cinema contemporâneo e à criação emergente.

No âmbito da parceria, o Indielisboa atribuiu o Prémio Escola das Artes para Melhor Curta-Metragem ao filme Lover, Lovers, Loving, Love, de Jodie Mack, apresentado na secção Silvestre.

Nesta edição, dois alumni da Escola das Artes foram também distinguidos no festival. Francisco Moura Relvas recebeu o Prémio Novo Talento MCFly da Competição Nacional com o filme Coroa de Espinhos, enquanto Maria Moreira e Victor Hugooli venceram o Prémio MUTIM da secção Novíssimos com Abril de Helena.

A Escola das Artes participou ainda na mesa-redonda O que procuram atualmente os festivais de curtas-metragens na sua programação?, moderada por Daniel Ribas, professor da EA. A conversa reuniu Anna Henckel-Donnersmarck, John Canciani e Sigrid Hadenius, num encontro dedicado às tendências e critérios atuais da programação de festivais internacionais de curtas-metragens.

16-05-2026

Bruna Bandeirinha: “O áudio e a imagem têm de conversar muito bem entre si para criar algo com pleno sentido”

Bruna Bandeirinha é licenciada em Som e Imagem e mestre em Som e Imagem - Design de Som pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Desde cedo interessada pelo universo artístico, reconhece que a escolha do curso se deveu à curiosidade “em saber como eram feitos os projetos audiovisuais”. Atualmente a trabalhar como freelancer, tem vindo a afirmar-se pela sua versatilidade em diversas funções técnicas e criativas, assumindo que se adapta às “necessidades de cada projeto”. Nesta entrevista, recorda o seu percurso académico e reflete sobre o seu processo criativo.

 

Como surgiu o seu interesse pela arte?

Sempre estive rodeada de música. Lembro-me de acordar ao fim-de-semana, quando era criança, e de ter música pela casa toda… Ou de estar com o meu avô e vê-lo a tocar harmónica, e de ele me fazer microfones para eu brincar. Também em pequenina, adorava criar histórias com os meus bonecos. E acredito que o meu interesse nasceu de tudo isso.

 

E como surge a escolha pela Licenciatura em Som e Imagem?

Para mim, foi uma escolha que fez muito sentido, pois sempre tive bastante interesse em saber como eram feitos os projetos audiovisuais. Na altura de escolher o curso, tinha desenvolvido um gosto pela edição de vídeos - e senti que este curso me ia dar a oportunidade de conhecer e desenvolver igualmente a área do som e da música.

 

“A identidade artística é algo mutável e adaptável às situações e fases da vida”

 

Que experiências destaca da licenciatura na Católica?

Foi uma boa experiência, com a qual consegui aprender conceitos e desenvolver competências que utilizo diariamente no meu trabalho. Todos os projetos foram importantes para crescer e explorar a criatividade. Mas houve um trabalho que me marcou no formato de longa-metragem – um projeto proposto pelo professor Henrique Manuel Pereira, sobre o Lar das Irmãzinhas dos Pobres, no Pinheiro Manso. Um Milagre Todos os Dias foi a minha primeira experiência com a criação e desenvolvimento de histórias e, através dele, conheci pessoas fantásticas com experiências de vida inspiradoras.

 

Prosseguiu para o Mestrado em Som e Imagem – Design de Som. Qual foi a inspiração para o projeto de final de mestrado - o EP “Meta”

O objetivo com este EP foi criar algo que se aproximasse do cinema. Dessa forma, pensei em criar uma banda sonora para uma história que escrevi na licenciatura.

 

Este projeto reflete a sua identidade artística?

Sinto que essa identidade artística é algo mutável e adaptável às situações e fases da vida, mas este projeto ajudou-me a direcionar-me para aquilo que quero fazer na área da música.

 

Quais são os ingredientes essenciais para se contar uma boa história no audiovisual?

Paciência, atenção ao detalhe, compreensão, interesse na história que se quer contar e muita paixão.

 

“O áudio e a imagem têm de conversar muito bem entre si para criar algo com pleno sentido.”

 

Tem participado em vários projetos em diferentes funções, desde a captação e direção de som, à produção e à fotografia. Que valor é que esta versatilidade acrescenta ao seu trabalho?

Essa versatilidade vem muito das necessidades de cada projeto. A compreensão das diferentes áreas (e “artes”) é importante, devido à relação entre elas. E ter essa experiência facilita-me a comunicação e compreensão com outros profissionais quando estou inserida num projeto, e ajuda-me a pensar de uma forma integrada e não só singular, num projeto audiovisual. O áudio e a imagem têm de conversar muito bem entre si para criar algo com pleno sentido.

 

Quais são as suas principais influências artísticas?

Uma das minhas grandes inspirações é a Billie Eilish - e o seu irmão FINNEAS. Gosto muito da criatividade deles e da maneira como incluem pequenos detalhes que fazem toda a diferença nas suas músicas.

 

Que sonhos e ambições profissionais tem para o futuro?

Uma das minhas grandes ambições profissionais é passar do trabalho como freelancer à construção de uma agência criativa, onde consiga incluir novas áreas e trabalhar com outros profissionais. Que possamos formar uma comunidade próxima, unida e onde se valorize mais a colaboração.

 

14-05-2026

Católica acolhe conferência, "40 anos de Portugal na UE: Sucessos e Desafios"

Realizou-se no dia 12 de maio, no campus do Porto da Universidade Católica Portuguesa, a conferência comemorativa dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia. A sessão reuniu representantes do meio académico e institucional para refletir sobre o percurso europeu do país e os desafios futuros da integração europeia.

Na intervenção de abertura, a reitora da Católica, Isabel Capeloa Gil, destacou a forma como a adesão à União Europeia marcou a transformação de Portugal nas últimas décadas, associando a identidade nacional ao projeto europeu. Nas suas palavras, o projeto europeu assenta num conjunto de valores fundadores — entre os quais a Democracia, o Estado de Direito, a dignidade da pessoa e as liberdades fundamentais, bem como os direitos sociais ao trabalho, à educação e à saúde. Citando Hannah Arendt, evocou ainda o “direito a ter direitos” como expressão do ideal humanista e civilizacional europeu.

Nesse sentido, lembrou a necessidade de reafirmar o compromisso europeu, sintetizado na ideia de que “afirmar a Europa hoje é recusar a indiferença, essa deriva”, sublinhando que o projeto europeu exige compromisso, responsabilidade e visão estratégica.

Isabel Capeloa Gil destacou ainda o papel das instituições de ensino superior na construção da Europa, afirmando que “a Universidade é um pilar da ideia de Europa”, defendendo uma articulação entre universidades, políticas industriais e sistemas de inovação.

Para o comissário das comemorações dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, Carlos Coelho, o país viveu nas últimas quatro décadas “uma transformação sem paralelo na nossa história moderna”, referindo a adesão como “uma escolha civilizacional” e apelando a uma leitura do futuro europeu com ambição e responsabilidade.

Já o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, realçou o papel das cidades na construção do projeto europeu, considerando-as “espaços decisivos para o futuro da União Europeia

No seu discurso, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, alumni da Universidade Católica Portuguesa, destacou os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia como um período de “grande transformação” na história do país, sublinhando o consenso político e social em torno da integração europeia e o impacto desta escolha na modernização de Portugal. Prestou ainda homenagem aos “pioneiros” do projeto europeu português, apontando Francisco Sá Carneiro e Mário Soares como figuras centrais da visão europeísta da democracia portuguesa.

Montenegro alertou para o atual contexto de instabilidade internacional, marcado pelo regresso da guerra à Europa e por múltiplos focos de conflito, defendendo que a União Europeia enfrenta um momento de “viragem” que exige maior coesão, competitividade e autonomia estratégica. Nesse quadro, sublinhou que Portugal deve continuar a assumir um papel ativo na construção europeia, reforçando a sua influência e contribuindo para uma Europa mais forte e preparada para os desafios globais.

Seguiram-se dois painéis com intervenções de António Costa (em vídeo), Isabel Mota e Augusto Mateus no primeiro, e de José Manuel Durão Barroso (em vídeo), Francisco Assis e Paulo Rangel no segundo, reunindo diferentes perspetivas sobre o percurso e os desafios da integração europeia.

O encerramento da conferência contou com a intervenção do Presidente da República, António José Seguro, que elencou as transformações registadas em Portugal ao longo dos 40 anos de integração europeia e o impacto da pertença à União Europeia na vida dos cidadãos, desde a mobilidade à proteção social e ao acesso ao conhecimento. Como afirmou: “somos cidadãos europeus em todas as dimensões: económica, social, institucional e cultural”.

António José Seguro alertou ainda para a persistência de desigualdades económicas e sociais e para os desafios que se colocam ao projeto europeu, defendendo maior coesão, competitividade e eficácia na capacidade de decisão da União Europeia.

No final, deixou um apelo à responsabilidade coletiva, sublinhando que celebrar os 40 anos da adesão deve ser também um compromisso com o futuro, pedindo um papel ativo de Portugal no projeto europeu.

13-05-2026

Exposição “Um como parte de uma textura” reúne estudantes da Escola das Artes

Entre os dias 13 e 16 de maio, o espaço Branda acolhe a exposição coletiva "Um como parte de uma textura", que propõe uma nova forma de experienciar obras de arte em conjunto.

Partindo da ideia de que tendemos a separar as coisas para lhes atribuir significado individual, a exposição questiona a forma tradicional de observar arte enquanto sequência de objetos isolados. Em vez disso, propõe um espaço onde as obras coexistem, se sobrepõem e “sangram” umas para as outras, criando uma textura comum sem perderem a sua identidade própria.

A exposição desafia o público a olhar para além do foco individual de cada peça, entendendo o que existe em redor não como distração ou ruído, mas como parte integrante da experiência artística. O objetivo não é diminuir a singularidade de cada obra, mas enriquecê-la através do diálogo e da proximidade com as restantes.

Participam nesta exposição estudantes de mestrado da Escola das Artes. André Faria e Ayue Wu representam o Mestrado em Som e Imagem, enquanto Evangelos Aslanidis, Ho-Ting Wei e Victor Galles integram o programa de Mestrado DIGICREA.

A inauguração acontece já hoje, às 18h30. Nos restantes dias, a exposição estará aberta ao público entre as 15h00 e as 20h00.

13-05-2026

Alumni da Católica Porto Business School podem obter certificação internacional em sustentabilidade gratuitamente

Os alumni da Católica Porto Business School vão poder, durante o mês de maio, realizar gratuitamente a certificação internacional TASK™, uma iniciativa da Sulitest, uma organização global que desenvolve ferramentas de avaliação e promoção da literacia em sustentabilidade no ensino superior e no contexto profissional. 

O TASK™, The Assessment of Sustainability Knowledge, é um certificado internacional que avalia competências em áreas como alterações climáticas, economia circular, biodiversidade, direitos humanos e governança sustentável. 

Ao concluírem a avaliação, os participantes obtêm um certificado que valida o seu nível de conhecimento em sustentabilidade, uma competência cada vez mais valorizada no contexto académico e profissional. A certificação inclui ainda uma componente formativa, com recomendações de estudo personalizadas para aprofundamento dos temas avaliados. 

Esta iniciativa reforça o compromisso da Católica Porto Business School com a promoção da sustentabilidade e com a valorização contínua dos seus alumni, proporcionando-lhes acesso a ferramentas que respondem às exigências crescentes do mercado de trabalho.

 

12-05-2026

Da Psicologia à política europeia: a experiência de uma estudante da Faculdade de Educação e Psicologia na European Student Assembly 2026

Debater a democracia europeia no Parlamento Europeu, colaborar com estudantes de vários países e transformar conhecimentos académicos de Psicologia em propostas políticas, foram alguns dos desafios vividos por Ana Raquel Oliveira, estudante do 3.º ano da Licenciatura em Psicologia da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP), na European Student Assembly (ESA) 2026, que decorreu em Estrasburgo.

A estudante foi selecionada para integrar o painel “Strengthening Democracy and Engaging Citizens”, cujo objetivo era identificar formas de reforçar a participação democrática na União Europeia.

O contributo da estudante para o reforço da democracia e o envolvimento dos cidadãos

Ao longo de três dias de trabalho, Ana Raquel Oliveira juntou-se a estudantes oriundos de diferentes países, áreas científicas e contextos culturais. Numa fase inicial desta assembleia, os estudantes foram desafiados a elaborar uma recomendação de política. A estudante da FEP-UCP desenvolveu uma proposta focada na educação para a cidadania europeia e nos princípios da democracia.

“Eu criei [a recomendação de uma política] que envolvia a criação de uma disciplina escolar (substituindo a Educação para a Cidadania), que visava maiores de 16 anos, a perceberem melhor o funcionamento da UE, em que poderiam contribuir e aprender mais sobre a democracia em si.”  

Embora apenas dez recomendações tenham sido selecionadas para apresentação final, Ana Raquel Oliveira manteve uma participação ativa nos trabalhos do painel, contribuindo para o aperfeiçoamento das propostas do grupo e garantindo o cumprimento dos parâmetros exigidos.

Trabalhar a democracia em contexto europeu

Para a aluna, um dos momentos mais marcantes da sua experiência em Estrasburgo foi a entrada no Parlamento Europeu, uma vez que “nunca tinha feito nada do género e senti mesmo uma responsabilidade grande na confiança que em mim tinha sido depositada”. 

Outro momento impactante foi o “Meet and Greet”, onde se encontrou presencialmente com os colegas de painel, que até ao momento só conhecia à distância.

O trabalho em equipa revelou-se especialmente enriquecedor, dada a diversidade cultural dos participantes. Ana Raquel relata que “algumas ideias funcionavam bem em certos países e outras não tanto”. Graças a esta diversidade teve a oportunidade de aprender muito sobre outras culturas e simultaneamente dar a conhecer a cultura portuguesa.

Psicologia, pensamento crítico e competências transversais

Os conhecimentos adquiridos ao longo da Licenciatura em Psicologia, nomeadamente nas áreas do desenvolvimento e da psicologia social, foram mobilizados na fase de conceção da proposta de política.

Paralelamente, a participação na ESA2026 contribuiu para o desenvolvimento de várias competências transversais, com destaque para o pensamento crítico.

“A etapa que mais me permitiu [por o pensamento crítico] em prática foi o debate que realizámos com outros painéis, dado que tive de refletir mais profundamente para compreender e posicionar-me face às recomendações apresentadas”, relata.

A estudante salienta ainda o apoio da Faculdade de Educação e Psicologia, em particular da docente Patrícia Oliveira-Silva, ao longo de todo este processo, bem como o contributo da Aliança Transform4Europe (T4EU). A T4EU foi fundamental na componente logística em Portugal e no contacto com outros participantes e projetos europeus durante a estadia em Estrasburgo.

O futuro de uma cidadã europeia

A participação na ESA2026 teve um impacto significativo na forma como Ana Raquel Oliveira encara o seu papel enquanto cidadã europeia, pois percebeu que “todos temos voz dentro da União Europeia e que há muitas formas de participar, nomeadamente através deste tipo de projetos”.

A experiência contribui igualmente para que se sentisse realizada a nível pessoal: “estou mesmo muito orgulhosa por ter conseguido participar e por poder dizer que já vivi algo desta importância no Parlamento Europeu”.  

Da ESA 2026, Ana Raquel retira uma aprendizagem central: “As oportunidades são mesmo muito mais do que aquelas que imaginamos”.  Durante três dias, foi-lhe possível expandir a sua rede de contactos e informar-se sobre diversos futuros projetos, nomeadamente o projeto EUC Voices.

Aos alunos que possam vir a candidatar-se a iniciativas europeias como esta, Ana Raquel deixa uma mensagem encorajadora: “Inscrevam-se no máximo de oportunidades possível fora da universidade! Muitas vezes, não participamos por medo ou incerteza, mas, falando por experiência própria, são precisamente essas experiências que mais nos fazem crescer e abrir horizontes! Como vamos saber se não tentarmos?”

Na perspetiva de Patrícia Oliveira-Silva, Vice-Diretora para o Posicionamento Global da FEP-UCP: "Há algo muito especial em ouvir os nossos estudantes descreverem o momento em que entram no Parlamento Europeu e percebem que pertencem realmente àquele espaço. Muitas vezes, estes são palcos que nunca imaginaram alcançar e é precisamente isso que queremos, ajudá-los a perceber que a sua voz também pertence aos contextos de tomada de decisão. Essa é uma das dimensões mais transformadoras da internacionalização".

A European Student Assembly 2026 decorreu entre os dias 20 e 22 de abril de 2026, em Estrasburgo.

12-05-2026

Menos desperdício, mais futuro: o espírito do I Fórum de Ciências & Sociedade

A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa recebeu o I Fórum de Ciências & Sociedade, uma iniciativa que juntou mais de 60 alunos do ensino secundário à volta de ciência, cidadania e sustentabilidade num mesmo espaço de reflexão e intervenção.

O encontro destacou o papel dos estudantes como agentes ativos na procura de soluções para problemas reais, com especial enfoque na redução do desperdício alimentar. Mais do que um concurso, o fórum afirmou-se como uma experiência de aprendizagem prática e colaborativa, desenhada para aproximar o conhecimento científico dos desafios concretos da sociedade.

Partindo de um tema ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os participantes foram convidados a identificar um problema, conceber uma resposta e apresentá-la em vídeo, num exercício que cruzou diferentes perspetivas e áreas do saber.

Ao longo da iniciativa, ficou claro que a interdisciplinaridade foi um dos seus maiores valores. Como sublinhou Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, a ciência só cumpre verdadeiramente o seu papel quando ajuda e intervém na sociedade e os problemas complexos dificilmente se resolvem a partir de uma única disciplina.

 

Os premiados

O Grande Prémio desta primeira edição distinguiu a equipa do Colégio Alemão, autora do projeto “Caixa Receita”, composta por Ana Araújo, Sofia Oliveira e Leonor Magalhães. O grupo recebeu um cartão-presente no valor de 400 euros, numa distinção que valorizou não só o vídeo e o trabalho desenvolvido, mas também os resultados alcançados na participação no trabalho intergrupos.

O prémio de melhor vídeo foi atribuído à Escola Secundária Garcia de Orta, no Porto, com o trabalho “Clube de Voluntariado Garcia de Orta”, realizado por Francisco Carvalho, Diogo Almeida, Manuel Lopes e Benedita Pacheco. A proposta foi a mais votada, somando 38 votos, e valeu à equipa um cartão-presente de 200 euros.

Já o prémio de trabalho com os melhores resultados, atribuído pelo júri interno, também distinguiu a Escola Secundária Garcia de Orta, desta vez com o projeto “Crescer sem desperdício”, desenvolvido pelas alunas Leonor Costa, Leonor Batista, Mafalda Begonha e Maria Luís. Este reconhecimento incluiu igualmente um cartão-presente de 200 euros.

 

Uma resposta concreta

O tema escolhido para esta primeira edição centrou-se na contenção do desperdício alimentar, um desafio particularmente atual e com impacto direto nas escolas, nas famílias e nas comunidades. Ao trabalhar esta matéria, os jovens foram convidados a pensar não apenas em ideias, mas em soluções concretas, aplicáveis e com potencial de mudança real.

Sara Velho, da Divisão Municipal de Gestão Ambiental da Câmara Municipal do Porto, salientou precisamente essa dimensão prática, lembrando que o combate ao desperdício é também uma questão de responsabilidade e justiça social. Na sua intervenção, destacou ainda a importância de propostas concretas e exortou os alunos a serem ambiciosos, mas sobretudo objetivos.

Tim Hogg, coordenador da Licenciatura em Ciências & Sociedade, destacou por sua vez o privilégio de acompanhar o entusiasmo e as ideias dos estudantes, sublinhando que a combinação de saberes é uma alavanca fundamental para a mudança. E lembrou, ainda, que a licenciatura da Escola Superior de Biotecnologia responde precisamente a esse desafio, promovendo uma formação que cruza conhecimento, ação e impacto social.

 

Um fórum com futuro

Esta primeira edição deixou a promessa de continuidade e reforçou a ideia de que a ciência ganha força quando dialoga com a sociedade. Ao envolver estudantes, professores e entidades parceiras, o fórum mostrou que é possível transformar aprendizagem em participação cívica e consciência crítica.

Num tempo em que os grandes desafios exigem respostas integradas, o I Fórum de Ciências & Sociedade provou que há espaço para uma nova forma de pensar a escola, a cidadania e o papel da ciência. E provou, sobretudo, que os mais jovens têm muito para dizer quando lhes é dado o palco certo para o fazer.

11-05-2026

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