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Reitora da Católica recebe galardão de Consagração de Carreira nos Prémios Dona Antónia

A Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, foi distinguida com o Prémio Consagração de Carreira na 38ª edição dos Prémios Dona Antónia, uma iniciativa da Sogrape.

Criados em 1988, os Prémios Dona Antónia reconhecem mulheres portuguesas que se destacam pelo seu percurso, talento e contributo para uma sociedade mais justa, inclusiva e qualificada e pretendem valorizar o talento feminino.

Enquanto vencedora do Prémio Consagração de Carreira, Isabel Capeloa Gil foi descrita pelo júri do galardão como uma “referência incontornável da vida pública portuguesa” pela “sua atividade académica, científica e institucional, aliada à defesa da educação, da cultura e do pensamento crítico como motores do desenvolvimento”, e como “uma das mais influentes figuras do ensino superior em Portugal”, graças ao seu percurso académico e de gestão “amplamente respeitado em Portugal e além-fronteiras”.

“Isabel Capeloa Gil tem liderado um processo de internacionalização e inovação que contribuiu para afirmar a Universidade Católica entre as mais prestigiadas da Europa”, apontou ainda o coletivo presidido por António Lobo Xavier.

“O exemplo da Dona Antónia continua a abrir portas hoje para muitas mulheres jovens”, salientou por sua vez Isabel Capeloa Gil, sobre este prémio, aproveitando para deixar-lhes uma mensagem especial. “Nunca deixem de acreditar que é possível. Acreditem que têm as competências necessárias e quando as oportunidades surgem, abracem-nas. Se não surgirem, criem as oportunidades. O mais importante para um futuro de sucesso é ter confiança em si e podem ter a certeza de que são capazes”, frisou a reitora. “A herança que gostava de deixar para o futuro é o exemplo de que mesmo em ambientes em que as mulheres têm uma percentagem muito reduzida de liderança, com integridade e sentido de propósito, tudo é possível”, acrescentou.

Ao receber este Prémio, Isabel Capeloa Gil integra o grupo de mulheres "Ferreirinha", cuja visão, determinação e capacidade de transformar positivamente a sociedade refletem os valores associados a Antónia Adelaide Ferreira, empresária nascida em 1811 que marcou a história do Douro e da produção de vinho do Porto ao assumir a liderança dos negócios familiares aos 33 anos.

 

VEJA AQUI O VIDEO

 

08-07-2026

Porto Summer School on Art & Cinema 2026: A desobediência como prática artística

Entre 29 de junho e 3 de julho, realizou-se a oitava edição da Porto Summer School on Art & Cinema, que, numa edição especial organizada em parceria com a XVI Lisbon Summer School for the Study of Culture e o Lisbon Consortium, decorreu pela primeira vez na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa. Dedicada ao tema Disobedience, a Summer School reuniu artistas, curadores, cineastas e investigadores internacionais para refletir sobre a desobediência enquanto prática artística e cultural, através de um programa que articulou seminários, conferências, exposições e projeções de cinema.

Um dos momentos centrais desta edição foi a apresentação de Disobedience Archive (The Agitational Billboard), com curadoria de Marco Scotini, display expositivo concebido por Ângela Ferreira e assistência curatorial de Alessia Riva, na Galeria Fundação Amélia de Mello da Universidade Católica Portuguesa. Iniciado em 2005 por Marco Scotini, Disobedience Archive é um arquivo de vídeo em permanente transformação dedicado às relações entre prática artística e ação política. A sua apresentação em Lisboa reuniu dezoito obras organizadas em torno dos núcleos Gender DisobedienceInsurgent Communities and Colonialism, convocando trabalhos de artistas e cineastas como Ege Berensel, Seba Calfuqueo, Simone Cangelosi, Marcelo Expósito & Nuria Vila, Ali Essafi, Maria Galindo & Mujeres Creando, Ruy Guerra, Sara Jordenö, Sarah Maldoror, Angela Melitopoulos, Carlos Motta, Sana Na N'Hada, Pinar Ogrenci, Daniela Ortiz, Güliz Sağlam, Tita Salina & Irwan Ahmett, Sim Chi Yin e Mohanad Yaqubi.

A intervenção de Ângela Ferreira reinterpretou a figura histórica do agitational billboard enquanto dispositivo expositivo, propondo um espaço de circulação de vozes dissidentes, memórias de resistência e narrativas alternativas. A inauguração foi antecedida por uma conversa entre a artista e Marco Scotini, e moderação do diretor da EA Nuno Crespo, que abriu o programa público da Summer School com uma reflexão sobre o papel da arte e do arquivo na construção de formas de resistência e de transformação social.

Ao longo da semana, o programa público expandiu os debates da Summer School para diferentes espaços da cidade. Na Cinemateca Portuguesa realizaram-se duas sessões dedicadas às relações entre cinema, ativismo e desobediência: Gender Disobedience, com Corpo Fechado – The Devil's Work (2018), de Carlos Motta, e Kiki (2016), de Sara Jordenö; e Diaspora Activism, com Adventures in Mozambique and the Portuguese Tendency To Forget (2016), de Ângela Ferreira, e R21 aka Restoring Solidarity (2022), de Mohanad Yaqubi. O programa encerrou na Culturgest com a projeção de The Natural History of Destruction (2022), de Sergei Loznitsa, seguida de uma conversa entre o realizador e Isabel Capeloa Gil, proporcionando uma reflexão sobre memória, violência e representação histórica.

Ao longo da Summer School, convidados como Ana Longoni, Ângela Ferreira, Ato Quayson, Gabrielle Civil, Marco Scotini, Markus Messling, Sergei Loznitsa, Sumathi Ramaswamy e Tânia Ganito contribuíram para uma discussão interdisciplinar sobre a desobediência enquanto forma de crítica, emancipação e produção de conhecimento. As diferentes sessões abordaram temas como o ativismo artístico, a desobediência civil, as práticas decoloniais, a resistência quotidiana e a contestação dos sistemas dominantes de poder, evidenciando o papel das artes e do cinema como espaços privilegiados para imaginar novas formas de ação coletiva. A edição de 2026 afirmou-se, assim, como um espaço de encontro entre investigação, criação artística e debate público, reforçando o compromisso da Porto Summer School on Art & Cinema com a reflexão crítica sobre os desafios contemporâneos e com a construção de um programa internacional que cruza arte, cinema e pensamento.

07-07-2026

Estudantes da Universidade Católica recebem o Crisma

Realizou-se na Sé Catedral do Porto, no dia 4 de julho, o Crisma de 80 estudantes, ligados a movimentos e grupos da Diocese, numa cerimónia emotiva presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Linda. Concelebraram o Padre José Pedro Azevedo, responsável da pastoral universitária do Porto (CIMT) e capelão da Universidade Católica no Porto, o Padre Luís Lencastre também ligado à Pastoral Universitária, o Padre José Paulo, capelão da Universidade Lusíada, os Padres António Pamplona, Gonçalo Castro Fonseca e Nuno Tovar de Lemos do Centro Universitário dos Jesuítas (CREU) e o Padre Jorge Oliveira do Vega (Opus Dei). Na mesma cerimónia fez ainda a primeira comunhão, um estudante da Universidade Católica.

Para a Universidade Católica no Porto, foi um dia muito especial pelo culminar de mais um caminho de preparação para o Crisma de 16 dos seus estudantes, reforçando assim a sua identidade e missão católica. No fim do dia vários estudantes partilharam e agradeceram a experiência inesquecível que tinham vivido.

Alexandre Almeida, da Licenciatura em Direito, que fez a 1ª comunhão e o Crisma referiu que “O dia 4 de julho foi para mim, transformador. A Primeira Comunhão e o Crisma significaram um receber pleno e consciente da minha fé católica, um passo muito feliz e sem igual na minha vida.”

Teresa Pacheco, da Licenciatura em Enfermagem, destacou que Nascer e crescer na fé católica é uma bênção, mas descobrir Deus de forma consciente e sentir verdadeiramente o Seu amor é uma graça ainda maior. O Crisma foi, para mim, um encontro profundamente transformador, que reforçou a certeza de que é em Deus que encontro a minha maior alegria.

Diogo Sequeira, da Licenciatura em Direito, disse também que É com tremenda alegria que descrevo o sacramento do Crisma. Confirmei, de forma refletida e consciente, que creio no Senhor. Foi acolher o Seu amor infindável e receber o Seu mandamento de amor - um amor e uma bondade infinitos, inexplicáveis. Crismar foi aproximar-me desse amor e ser acolhido nessa infinita bondade. Aceitei que nasci para amar, e que esse amor não é uma obrigação, mas algo que vem de dentro do coração. Amar, aprender a amar, porque eu nasci para amar!”

O caminho de preparação dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa de diferentes faculdades foi organizado pela Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) com a colaboração de Tomás Cantista, docente da Escola do Porto da Faculdade Direito. Os estudantes foram convidados a conhecer e a aprofundar as temáticas centrais da fé e da vida cristã: a Igreja, a Fé, a Esperança, o Amor a Deus e ao próximo, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, o Espírito Santo e os Seus dons, a Oração, o Compromisso, a Missa, a Reconciliação, entre outros temas.

Ficou a promessa de novos encontros no próximo ano letivo, quer para os já crismados, quer para novos estudantes que queiram iniciar o caminho de preparação.

07-07-2026

Estudantes da Universidade Católica recebem o Crisma

Realizou-se na Sé Catedral do Porto, no dia 4 de julho, o Crisma de 80 estudantes, ligados a movimentos e grupos da Diocese, numa cerimónia emotiva presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Linda. Concelebraram o Padre José Pedro Azevedo, responsável da pastoral universitária do Porto (CIMT) e capelão da Universidade Católica no Porto, o Padre Luís Lencastre também ligado à Pastoral Universitária, o Padre José Paulo, capelão da Universidade Lusíada, os Padres António Pamplona, Gonçalo Castro Fonseca e Nuno Tovar de Lemos do Centro Universitário dos Jesuítas (CREU) e o Padre Jorge Oliveira do Vega (Opus Dei). Na mesma cerimónia fez ainda a primeira comunhão, um estudante da Universidade Católica.

Para a Universidade Católica no Porto, foi um dia muito especial pelo culminar de mais um caminho de preparação para o Crisma de 16 dos seus estudantes, reforçando assim a sua identidade e missão católica. No fim do dia vários estudantes partilharam e agradeceram a experiência inesquecível que tinham vivido.

Alexandre Almeida, da Licenciatura em Direito, que fez a 1ª comunhão e o Crisma referiu que “O dia 4 de julho foi para mim, transformador. A Primeira Comunhão e o Crisma significaram um receber pleno e consciente da minha fé católica, um passo muito feliz e sem igual na minha vida.”

Teresa Pacheco, da Licenciatura em Enfermagem, destacou que Nascer e crescer na fé católica é uma bênção, mas descobrir Deus de forma consciente e sentir verdadeiramente o Seu amor é uma graça ainda maior. O Crisma foi, para mim, um encontro profundamente transformador, que reforçou a certeza de que é em Deus que encontro a minha maior alegria.

Diogo Sequeira, da Licenciatura em Direito, disse também que É com tremenda alegria que descrevo o sacramento do Crisma. Confirmei, de forma refletida e consciente, que creio no Senhor. Foi acolher o Seu amor infindável e receber o Seu mandamento de amor - um amor e uma bondade infinitos, inexplicáveis. Crismar foi aproximar-me desse amor e ser acolhido nessa infinita bondade. Aceitei que nasci para amar, e que esse amor não é uma obrigação, mas algo que vem de dentro do coração. Amar, aprender a amar, porque eu nasci para amar!”

O caminho de preparação dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa de diferentes faculdades foi organizado pela Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) com a colaboração de Tomás Cantista, docente da Escola do Porto da Faculdade Direito. Os estudantes foram convidados a conhecer e a aprofundar as temáticas centrais da fé e da vida cristã: a Igreja, a Fé, a Esperança, o Amor a Deus e ao próximo, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, o Espírito Santo e os Seus dons, a Oração, o Compromisso, a Missa, a Reconciliação, entre outros temas.

Ficou a promessa de novos encontros no próximo ano letivo, quer para os já crismados, quer para novos estudantes que queiram iniciar o caminho de preparação.

07-07-2026

Do laboratório ao mercado: Innovation Day 2026 debateu o futuro da indústria alimentar

O Innovation Day 2026, organizado pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, teve como mote "Food Structure for a Better Future", um tema que colocou no centro do debate a forma como a estrutura dos alimentos, ao nível molecular e microscópico, influencia a qualidade, a saúde e a sustentabilidade daquilo que chega à mesa dos consumidores.

Este ano, o evento contou com uma presença reforçada de investigadores internacionais de renome e de representantes da indústria, o que permitiu momentos de partilha de conhecimento e de networking mais alargados.

Inovar melhor

Na sessão de abertura Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, referiu a importância da colaboração entre diferentes disciplinas para se promover um futuro mais sustentável. “O tópico desta edição não podia ser mais atual e os avanços nesta área estão a criar alimentos mais saudáveis e sustentáveis”, frisando ainda que “o desafio não é apenas inovar mais, é inovar melhor”.

Ao longo do programa, destacaram-se apresentações de investigadores internacionais. Mario M. Martinez, professor associado na Universidade de Valladolid, abordou as implicações metabólicas, prebióticas e exposómicas de polissacarídeos funcionalizados de forma incidental.

Já Maud Langton, professora na Universidade Sueca de Ciências Agrárias (SLU), apresentou o trabalho desenvolvido no processamento de leguminosas para alimentos mais saudáveis.

José Bonilla, professor assistente de Estrutura e Processamento de Alimentos na Universidade de Copenhaga, mostrou como a compreensão das estruturas alimentares à escala microscópica pode orientar decisões de inovação.

Lília Ahrné, professora catedrática de Ciência e Tecnologia Alimentar na SLU, explicou de que forma a escolha do processo produtivo molda as propriedades finais do produto, ligando a microestrutura à qualidade percebida pelo consumidor.

Mesa-redonda junta ciência e indústria

Um dos momentos mais aguardados do Innovation Day 2026 foi a mesa-redonda "Innovation in Practice – Industry Insights on Food Structure and Product Development", moderada por Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF).

A discussão reuniu três vozes da indústria alimentar portuguesa, com Miguel Azevedo, diretor de Inovação e Desenvolvimento na Decorgel Produtos Alimentares, Ana Machado Silva, gestora de I&D e Inovação na Sonae e Gonçalo Abreu Teixeira Oliveira, diretor financeiro (CFO) do GERMEN, BetterFoods Group.

Este painel permitiu confrontar a investigação apresentada durante a manhã com os desafios reais sentidos pelas empresas, desde a otimização de processos até à criação de produtos alimentares mais saudáveis e sustentáveis, sem perder de vista a viabilidade económica.

O encerramento oficial ficou a cargo de Manuela Pintado, para quem “a palavra inovação é transversal a tudo o que fazemos”, salientando ainda a importância de se “reforçar a ligação entre universidades, empresas e a sociedade.

Uma nota final para a dedicatória deste evento à memória da Engenheira Raquel Moreira, recentemente desaparecida e uma das principais forças por detrás da organização de mais um Innovation Day.

07-07-2026

“Shark tank” do MBA Executivo desafia participantes a apresentar planos de negócio perante painel de investidores

O módulo de Business Plan da 20.ª edição do MBA Executivo da Católica Porto Business School terminou com a apresentação de sete projetos em equipa perante um painel de investidores e especialistas do ecossistema empresarial e financeiro. 

Ao longo do semestre, as equipas foram desafiadas a identificar problemas concretos do mercado, validar soluções, desenvolver modelos de negócio e preparar a apresentação dos seus projetos, num exercício que procurou aproximar a experiência académica das exigências do empreendedorismo e da inovação. 

Os projetos apresentados abordaram áreas como a descarbonização da logística e a eficiência energética, a digitalização da construção, a saúde e a longevidade, a resposta a cenários de emergência, a gestão de dados ESG e o bem-estar e consumo consciente. 

O painel de investidores foi composto por Adriana Leal, Executive Director da Raize e administradora não executiva do Banco Português de Fomento, Ricardo Vieira Alves, vogal do conselho de administração da Cuidafarma, Rita Vilas-Boas, Partner da Angel Invest, Jorge Condesso, CEO e fundador da Magellan Atlantic Capital Fund, Céu Carvalho, R&D&I Grants and Incentives Partner da KPMG Portugal, e Jorge Morgado, membro do Board do Banco BAI. 

Durante o desenvolvimento dos projetos, os participantes contaram com o acompanhamento dos docentes Vítor Verdelho, empreendedor, professor visitante da Católica Porto Business School e especialista em biotecnologia e inovação, e Susana Costa e Silva, professora associada da Católica Porto Business School, diretora do Mestrado em Gestão, co-diretora do Doutoramento em Gestão e co-diretora do CIGMA – Centre for Impact in Global Management. 

A apresentação final permitiu aos participantes colocar à prova as suas propostas perante um painel de profissionais com experiência na avaliação de projetos de investimento, recebendo feedback sobre a viabilidade das soluções, o potencial de mercado e a robustez dos modelos de negócio. 

Esta componente do MBA Executivo procura proporcionar uma experiência próxima da realidade empresarial, desafiando os participantes a desenvolver projetos sustentados em evidência de mercado e a comunicar as suas propostas num contexto semelhante ao de uma apresentação a investidores. 

O MBA Executivo já arrancou com as inscrições para a 22ª edição que vai ter início em outubro de 2026. Conheça o plano de estudos em maior detalhe aqui.

06-07-2026

Bibliotecas da Católica promovem duas sessões de formação sobre a Overton

As Bibliotecas Católica promovem duas sessões de formação dedicadas à utilização da base de dados Overton, nos dias 13 de julho e 7 de outubro, entre as 10h00 e as 11h00.

A inscrição é gratuita, mas obrigatória, através do formulário disponível aqui.

A Overton disponibiliza a maior base de dados mundial de políticas públicas e literatura cinzenta, reunindo mais de 25 milhões de documentos provenientes de governos, organizações internacionais e outras entidades.

O acesso ao recurso está disponível para toda a comunidade da UCP. Para utilização fora do campus, é necessário efetuar um registo com o endereço de e-mail institucional da Universidade (xxx@ucp.pt).

Para mais informações ou apoio na utilização deste recurso, contacte as Bibliotecas através do e-mail: biblioteca.porto@ucp.pt.

03-07-2026

Universidade Católica contribui para estratégia de inovação em Ciências da Vida e da Saúde no Norte

O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), laboratório associado e unidade de investigação da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, integra a Plataforma Regional de Especialização Inteligente (PREI) para as Ciências da Vida e da Saúde da Região Norte. A iniciativa Bridges4Health pretende reforçar a colaboração entre a investigação, o sistema de saúde, as empresas e as entidades públicas, acelerando a inovação e a resposta aos desafios da saúde nas próximas décadas.

Estruturada em quatro domínios estratégicos - Medicina de Precisão, Investigação Clínica, Dispositivos e Tecnologias Biomédicas e Microbioma e Saúde -, a Bridges4Health visa promover projetos colaborativos que aproximem a investigação da prática clínica, acelerem a transferência de tecnologia e impulsionem o desenvolvimento de novos produtos, serviços e soluções capazes de melhorar os cuidados de saúde e a qualidade de vida dos cidadãos.

"O Centro de Biotecnologia e Química Fina assume a coordenação do domínio do Microbioma e Saúde e é responsável por várias ações de implementação do projeto, o que evidencia o reconhecimento da excelência científica e do impacto da investigação que desenvolve nas áreas da biotecnologia, microbiologia, nutrição e engenharia biomédica," afirma Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina. "Este envolvimento reforça o nosso compromisso com uma investigação colaborativa, interdisciplinar e orientada para a inovação, contribuindo para o desenvolvimento de soluções para a promoção da saúde e da qualidade de vida dos cidadãos," acrescenta.

Na área do Microbioma e Saúde, os investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina vão aprofundar o papel do microbioma humano na saúde e na doença, promovendo, com os restantes parceiros da plataforma, o desenvolvimento de estratégias inovadoras de prevenção, diagnóstico e terapêutica, bem como de aplicações clínicas baseadas na modulação do microbioma. “A evidência científica demonstra o impacto do microbioma em múltiplas patologias e respostas terapêuticas, tornando este domínio relevante para cuidados de saúde mais eficazes e personalizados,” explica Manuela Pintado.

A Bridges4Health integra a Estratégia de Especialização Inteligente da Região Norte (S3 Norte 2027) e tem como missão mapear e fortalecer o ecossistema regional das Ciências da Vida e da Saúde, definindo prioridades de investimento e promovendo uma estratégia colaborativa que impulsione o desenvolvimento científico, tecnológico, económico e social da região.

O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF/ESB/UCP) é um dos quatro parceiros do consórcio Bridges4Health, uma plataforma coordenada pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e pelo Centro Clínico Académico de Braga (2CA-Braga), em colaboração com a Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas (UCIBIO) da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.

A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, marcou presença no dia 30 de junho de 2026 na reunião de trabalho dedicada à Plataforma Regional de Especialização Inteligente em Ciências da Vida e da Saúde - PREI Bridges4Health, que decorreu na sede da CCDR NORTE, no Porto. A sessão reuniu representantes das 14 Unidades Locais de Saúde da Região Norte, do IPO do Porto e da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, num encontro orientado para reforçar a articulação entre investigação, prestação de cuidados de saúde, inovação empresarial e desenvolvimento regional.

02-07-2026

Manuel Dinis: “Tive de ter a coragem de assumir que a arte seria parte do meu futuro”

Manuel Dinis é estudante da Licenciatura em Conservação e Restauro na Escola das Artes da Universidade Católica, e guitarrista na banda Nunca Mates o Mandarim. Nesta entrevista, fala sobre o percurso que o levou a encontrar a licenciatura que o “apaixona” - “um curso completo, que inclui a vertente artística, mas também a vertente mais científica”. Dá também a conhecer o processo criativo dentro da banda, e alguns momentos que o marcaram, incluindo a participação no Festival da Canção, e a “energia única” de pisar palcos como o do Primavera Sound. Sobre conciliar os estudos com a música, partilha o “equilíbrio enriquecedor” de gerir tempo e motivação entre as duas áreas, deixando ainda uma palavra de “perseverança” a quem procura o seu caminho na área artística.

 

Que conselho daria a alguém que está a pensar estudar na Escola das Artes?

Se estão a pensar em entrar aqui é porque já há alguma coisa que vos puxa - seja para cinema, para som e imagem ou para conservação e restauro. O principal conselho que daria é explorar bem o curso e o ambiente antes de tomar uma decisão: olhar para o plano curricular completo, visitar a faculdade, conhecer as oficinas, os materiais e, se possível, falar com professores e estudantes. Participar em Open Days, e outras atividades na faculdade também ajuda muito a perceber o contexto em que vamos estar.
E depois, para quem possa ter dúvidas, como eu tive, há uma coisa que acho essencial: a perseverança. Houve alturas em que me senti completamente perdido, sem perceber muito bem qual seria o meu caminho. Mas continuei a procurar, a experimentar coisas novas… E dei tempo ao tempo. As coisas acabam por se alinhar - e encontrei algo de que realmente gosto.

 

“Ao ver o plano curricular de Conservação e Restauro, adorei o facto de ser um curso completo, que inclui a vertente artística, mas também a vertente mais científica”

 

Como é que descobriu o interesse pela Conservação e Restauro?

Antes de mais, tive de ter a coragem de perceber que gostava de fazer outra coisa e de assumir que a arte seria parte do meu futuro. Desde os 13 anos, comecei a tocar guitarra e o meu sonho era ser músico. Quando terminei o secundário, fiz um Gap Year. Trabalhei numa livraria, que tinha uma parte de encadernação e percebi logo aí que gostava daquela área manual. Ao ver o plano curricular de Conservação e Restauro, adorei o facto de ser um curso completo, que inclui a vertente artística, mas também a vertente mais científica, para conhecer os materiais e saber restaurá-los. Foi essa perspetiva completa do Restauro que me trouxe cá.

 

Que balanço faz da licenciatura até agora?

Acabei por me apaixonar pela área. É um curso que nos forma em aspetos muito diferentes, desde história da arte, fotografia, cadeiras práticas, escultura, físico-química. E descobri que gosto mais de algumas coisas do que imaginava: fascinou-me uma cadeira, logo no primeiro ano, sobre materiais inorgânicos, sobre metais e pedra, ou seja, restauro de igrejas e mosteiros; e agora mais recentemente, o papel.

 

A música continua a ter um papel importante na sua vida - é guitarrista na banda “Nunca mates o mandarim”. Como surgiu este projeto musical?

Somos três - eu, o Campelo (o baterista) e o Amorim (o vocalista) - e já nos conhecíamos brevemente. Eu andava cheio de vontade de tocar e eles já estavam também a trocar ideias e músicas entre si. A certa altura, perceberam que precisavam de mais uma pessoa para contribuir para o processo e lembraram-se de mim. Fomos tomar um café e percebemos logo que estávamos todos na mesma página.  Nunca Mates de Mandarim foi o nome escolhido, é uma referência ao livro O Mandarim, de Eça de Queiroz. O nosso vocalista estava muito inspirado em Eça para escrever as letras e as temáticas das músicas, e a expressão surge precisamente na última frase do livro, quase como uma moral da história.

 

Quais as suas principais referências artísticas?

Na literatura, primeiro, Gabriel García Marques - escreveu um dos meus livros favoritos. Na música, as minhas influências são os Beatles, John Mayer, e, na música portuguesa, Jorge Palma e Rui Veloso inspiram-me muito. Normalmente as pessoas não associam a pintura à música, mas há um pintor, Bosch, que eu sinto que influencia a minha música, nem que seja de forma inconsciente, com os mundos que cria na sua obra. Tem obras fantásticas e horripilantes.

 

O que é que querem dizer, enquanto banda, neste momento artístico?

Neste momento, por exemplo, com a música do Festival da Canção, preocupamo-nos em refletir sobre aquilo que nós vivemos e sentimos enquanto jovens - e que acreditamos que outras pessoas possam também sentir. Falar sobre algo que não é bem liberdade, mas talvez uma certa emancipação da nossa geração. A emancipação pessoal e artística são temas que nos guiam, como a cidade e a gentrificação, que estão também muito presentes na escrita do João (Amorim). Agora vamos para novos horizontes, quem sabe de que é que vamos falar a seguir…

 

“Há um equilíbrio que é enriquecedor. Posso ter estado num grande concerto, mas volto à sala de aula como qualquer aluno, para aprender coisas que ainda não sei.”

 

Que momentos em palco mais o marcaram e o que tem aprendido com essas experiências?

O concerto na Feira do Livro do Porto. Foi diferente, porque não estávamos à espera; quando chegámos ao palco, estava tudo cheio e sentimos, pela primeira vez, essa ligação muito forte com as pessoas. Estávamos a tocar em casa, toda a gente estava “na mesma onda que nós” e houve uma resposta às músicas que nos marcou muito. Tocar no Primavera Sound foi outra experiência incrível. Foi o maior palco que pisámos e não imaginávamos fazê-lo tão cedo. Mais do que o nome do festival, marcou-me a sensação de olhar em frente e ver tanta gente. Estar ali em cima e sentir aquela energia faz-nos querer continuar a tocar.
Estas oportunidades dão-me experiência, dão-me contacto com outras pessoas, e ajudam-me a refinar o que eu faço. Em cada concerto acabo por tocar alguma coisa de forma diferente e por descobrir melhor o meu som. Portanto, têm enriquecido de forma imensa o meu percurso artístico.

 

Como compatibiliza a vida artística com os estudos?

É desafiante, mas é possível. Apesar dos vários desafios, como a gestão de tempo, há um equilíbrio que é enriquecedor. Às vezes, chego à faculdade e os meus colegas dizem-me: “vi-te na televisão”, e logo a seguir estamos a falar de madeiras. Posso ter estado num grande concerto no dia anterior, mas depois volto à sala de aula como qualquer outro aluno, para aprender coisas que ainda não sei. Gosto muito desse contraste porque me ajuda a manter uma certa rotina e também alguma humildade.

 

Integra também a Tuna da Universidade Católica Portuguesa – Porto.

Sim. A tuna deu-me um novo ânimo para viver a faculdade para além das aulas e um certo sentimento de pertença à vida académica. Embora seja mais um desafio de conciliação, é também muito gratificante.

 

Que perspetivas tem agora para o futuro?

Neste momento, o objetivo passa por terminar a licenciatura e continuar para o mestrado em Conservação e Restauro de Bens Culturais, aqui na Católica. Ao mesmo tempo, quero continuar a desenvolver o percurso da banda e perceber, passo a passo, como as duas áreas podem crescer em conjunto. Embora a música seja a minha grande vocação, viver exclusivamente dela é um percurso difícil e imprevisível. Gosto da ideia de ter uma área profissional com a qual também me identifico e que consigo imaginar a conciliar com a música no futuro.

 

02-07-2026

Cursos da Universidade Católica com taxa de empregabilidade acima da média nacional

De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), as licenciaturas e mestrados integrados da Universidade Católica apresentam elevadas taxas de empregabilidade.

A taxa média de emprego dos diplomados da Católica é de 98,1%, superior em 4 pontos percentuais à média nacional, o que confirma a grande procura do tecido empregador pelos diplomados da Universidade. 

A Universidade Católica continua a apostar em formações inovadoras, conjugando uma sólida formação ética e humanista com competências técnicas altamente especializadas. 

30-06-2026

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