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Novidades

Nova edição da Católica Porto Teen Academy já com inscrições abertas

A academia de verão Católica Porto Teen Academy volta a abrir as portas do campus aos alunos de secundário, para uma experiência imersiva de exploração de diversas áreas do saber, e de reflexão informada sobre o seu futuro académico e profissional. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas.

Nesta edição, a Universidade Católica Portuguesa no Porto reúne cursos presenciais preparados pelas suas seis faculdades -  Escola das Artes, Escola Superior de Biotecnologia, Católica Porto Business School, Escola de Enfermagem (Porto), Escola do Porto da Faculdade de Direito e Faculdade de Educação e Psicologia . No total, são 8 programas pensados para apoiar os estudantes do ensino secundário numa decisão ponderada sobre o curso superior e a universidade, através do contacto direto com o mundo das profissões.

Com programas dinâmicos e envolventes, os vários cursos de verão equilibram informação e experimentação, promovendo o contacto direto com o ambiente académico, com docentes e estudantes, e a vivência concreta de diferentes áreas de formação da Universidade Católica.

Cursos:
•    Young Enterprise | Católica Porto Business School – 6 a 10 de julho
•    À Descoberta do Direito | Faculdade de Direito – 29 de junho a 3 de julho 
•    Experimenta com Ciência | Escola Superior de Biotecnologia – 6 a 10 de julho
•    Nursing Academy: best way to choose a future | Escola de Enfermagem (Porto) – 13 a 16 de julho
•    Psicologia em Movimento | Faculdade de Educação e Psicologia – 1 a 3 de julho
•    Oficina de Conservação e Restauro | Escola das Artes – 6 a 8 de julho
•    Short Film project | Escola das Artes – 8 a 10 de julho
•    Atelier Criativo de Gravação Live | Escola das Artes – 6 a 8 de julho

No site da Teen Academy estão disponíveis todas as informações sobre cada curso: a apresentação, o programa, a equipa responsável, detalhes acerca das inscrições e as regras de funcionamento.

Para mais esclarecimentos: teenacademy@ucp.pt


 

02-03-2026

Estudante da Faculdade de Educação e Psicologia selecionada para a European Student Assembly 2026

Ana Raquel Oliveira, estudante do 3.º ano da Licenciatura em Psicologia da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP‑UCP), foi selecionada para integrar a European Student Assembly 2026 (ESA26), que reunirá 250 estudantes europeus no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. 

A estudante recebeu a notícia através de um e-mail enviado pela organização e descreve este momento como particularmente marcante: “Fiquei muito feliz por ter sido selecionada. É uma oportunidade única de ir ao Parlamento Europeu e ter contacto direto com a mudança.” 

Uma perspetiva da Psicologia no painel sobre Democracia e Participação Cívica

Na ESA26, Ana Raquel integrará o painel “Strengthening Democracy and Engaging Citizens”, que procura identificar formas de reforçar a participação democrática na União Europeia. A estudante escolheu este grupo por acreditar que o seu percurso lhe permite contribuir de forma relevante para a discussão.

O painel tem como objetivo propor alternativas que promovam a participação ativa dos cidadãos e, dessa forma, fortalecer a democracia europeia. Ana Raquel destaca que a Psicologia oferece ferramentas essenciais para compreender processos de interação, educação, empatia e envolvimento cívico, que considera centrais para o tema.

A participação na ESA26 representa, para a estudante, uma oportunidade de contacto com diferentes culturas, perspetivas e formas de pensar, aspetos que considera fundamentais para o seu crescimento académico e pessoal. A experiência permitirá também aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento da União Europeia e sobre o papel dos cidadãos na tomada de decisões que os afetam.

Uma experiência europeia desafiante e enriquecedora

Com a ida a Estrasburgo, Ana Raquel espera conhecer novas pessoas, refletir sobre diferentes realidades e sentir que contribui para um objetivo comum. Reconhece que participar num contexto internacional e formal será desafiante, mas acredita que isso terá impacto positivo na sua confiança, comunicação em público e competências relacionais. Trabalhar com estudantes de outras áreas e nacionalidades é, para si, uma oportunidade de contacto direto com a diversidade de experiências e conhecimentos presentes na Europa.

O apoio da Universidade Católica e da Aliança T4EU

A estudante destaca o papel da Universidade Católica Portuguesa e da Aliança Transform4Europe (T4EU), que lhe deram a conhecer a iniciativa e a acompanharam após a seleção. Sublinha que esta experiência complementa a sua formação por desafiá-la a sair da zona de conforto e por lhe permitir aprender em contextos que vão além da Psicologia.

No final, deixa um conselho simples e direto, refletindo aquilo que esta oportunidade representa para si: “Arrisquem e saiam da vossa zona de conforto.

26-02-2026

Economics Meets Yourself junta gerações da comunidade de Economia da Católica Porto Business School

A Católica Porto Business School promoveu, no passado dia 18 de fevereiro, a quarta edição do Economics Meets Yourself, iniciativa que reúne alunos da Licenciatura em Economia, docentes do Departamento de Economia e alumni da Escola, num momento de convívio e partilha de percursos profissionais. 

O encontro decorreu no restaurante do Edifício Américo Amorim e contou com a presença de Sofia Nogueira da Silva, Professora Auxiliar da Católica Porto Business School, como oradora convidada. A sessão constituiu uma oportunidade para os estudantes conhecerem de perto um percurso académico e profissional marcado pela ligação entre a economia, a regulação e a política de saúde. 

Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Sofia Nogueira da Silva é doutorada em Economia e mestre em Economia da Saúde pela Universidade de York (Reino Unido). Ao longo da sua carreira, tem desenvolvido trabalho académico e colaborado com diversas entidades nacionais e internacionais, integrando o Advisory Board do Observatório dos Seguros de Saúde da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e colaborando com entidades como a Comissão Europeia, o Banco Mundial, o Ministério da Saúde, o Tribunal de Contas, a Autoridade da Concorrência, o Infarmed, a Associação Portuguesa de Seguradores e a Fundação Francisco Manuel dos Santos. 

Entre 2016 e 2023, foi Presidente da Entidade Reguladora da Saúde e foi Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Economia da Saúde e integrou a Direção do CEDIPRE – Centro de Estudos de Direito Público e Regulação da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. 

Durante a sua intervenção, destacou a importância de uma formação sólida em Economia como base para percursos profissionais diversificados e com impacto na definição de políticas públicas, sublinhando o papel da análise económica na regulação e na tomada de decisão. 

O encontro terminou com um momento de diálogo entre estudantes, docentes e alumni, reforçando o espírito de proximidade que caracteriza a comunidade da Católica Porto Business School e a importância de manter uma ligação ativa entre diferentes gerações de economistas formados na Escola.

Nos dias 16 de abril e 26 de maio realizam-se os Open Days da Católica Porto Business School, dedicados à apresentação da oferta formativa de 1.º ciclo: Licenciatura em Gestão, Licenciatura em Economia e Dupla Licenciatura em Direito e Gestão. Inscrições aqui.

26-02-2026

Seleção de filmes do Mestrado em Cinema apresentada no Encuentro Audiovisual 2026 na Colômbia

Uma seleção de filmes do Mestrado em Cinema da Escola das Artes será apresentada num encontro internacional na Facultad de Artes - Pontificia Universidad Javeriana, na Colômbia.

Esta encontro audiovisual reúne um conjunto de trabalhos recentes do programa de Mestrado em Cinema, apresentando olhares contemporâneos que atravessam a ficção, o documentário e a experimentação audiovisual. As obras refletem diferentes abordagens autorais e exploram novas formas de pensar e produzir cinema no contexto atual.

Programação:

• O Fantasma da Virgem – Patrícia Pereyra (2024, 14 min, documentário)
• A Rapariga Projectada – Francisco Noronha (2023, 28 min, ficção)
• Supervádios – Ricardo Salgado (2024, 30 min, documentário)
• Nunca Estive Tão Perto – Francisca Dores (2022, 17 min, documentário / experimental)
• Litoral – Francisco Dias (2023, 13 min, ficção)
• Febre Postal – Vasco Vasconcelos (2022, 32 min, documentário)

O Encuentro Audiovisual 2026: Movimientos/Reflejos, organizado pela Pontificia Universidad Javeriana, propõe uma semana de encontros entre especialistas, criadores e público interessado, através de oficinas, conversas e mostras de obras. 

Esta iniciativa realiza-se em parceria com o Mestrado en Creación Audiovisual da Pontificia Universidad Javeriana, um programa académico centrado na investigação-criação a partir de práticas artísticas.

26-02-2026

Alumna da Faculdade de Direito nomeada presidente do Instituto de Registos e Notariado

Blandina Soares, alumna da Escola do Porto da Faculdade de Direito, irá presidir o Instituto de Registos e Notariado a partir de 1 de março.

Com um percurso de mais de duas décadas na Administração Pública, marcado pela especialização nas áreas dos registos e do notariado, Blandina Soares chega à liderança do IRN depois de ter coordenado a Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificada (eBUPi), um projeto estratégico para a modernização e organização do território.

Licenciada pela Escola do Porto da Faculdade de Direito, construiu uma carreira assente em funções de elevada responsabilidade técnica, consultiva e estratégica. O seu trajeto distingue-se ainda pela participação ativa em diversos grupos de trabalho nacionais e europeus, pela produção científica relevante e por uma intervenção regular em conferências e ações de formação avançada.

Entre 2013 e 2024 integrou de forma permanente o Conselho Consultivo do IRN, tendo participado em múltiplos grupos de trabalho, designadamente no âmbito do Regulamento Europeu das Sucessões e da Propriedade Rústica.

Assume a partir de 1 de março a presidência do Instituto, nomeação que nos honra e inspira.

26-02-2026

Ana Carolina Cruz: “A alimentação é uma das formas de amor mais puras”

Ana Carolina Cruz é licenciada em Ciências da Nutrição pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Descreve-se como “sonhadora” e deseja “contribuir para uma sociedade mais informada através da literacia e da educação alimentar”. Durante a sua licenciatura, integrou o Conselho Pedagógico da Escola Superior de Biotecnologia e realizou dois estágios em contextos comunitários, com crianças e idosos. Nesta entrevista, explica a importância da Nutrição, como base “do cuidado, da prevenção e do futuro”.

 

Que valores leva consigo da sua formação na Escola Superior de Biotecnologia?

Da Católica, levo valores como o rigor científico, o espírito crítico, o sentido de responsabilidade e uma forte consciência humana. Esta formação ensinou-me a olhar para cada pessoa de forma integral, respeitando o seu contexto, e consolidou o meu compromisso para com uma nutrição empática e de qualidade.

 

Que mensagem deixaria aos novos estudantes que agora iniciam o seu percurso em Ciências da Nutrição?

Diria para procurarem o equilíbrio entre o estudo e as atividades extracurriculares. Aproveitem ao máximo esta fase tão especial! Arrisquem, experimentem e participem no que a Escola Superior de Biotecnologia oferece. Quem sabe se não acabam por descobrir, tal como eu, novas paixões pelo caminho...

 

“O meu objetivo é contribuir para uma sociedade mais informada através da literacia e da educação alimentar.”

 

Porque escolheu o curso de Ciências da Nutrição e o que é que a fascina nesta área?

Durante o ensino secundário, apesar de saber que a universidade seria o passo seguinte, tive alguma incerteza quanto à área que queria seguir. Nesse período de pesquisa e reflexão, descobri, quase por acaso, um vídeo acerca do curso de Ciências da Nutrição e o interesse foi imediato. À medida que fui conhecendo melhor o curso, as suas áreas de atuação, e o seu impacto real na saúde e na vida das pessoas, tive a certeza de que este seria o meu caminho. Preparei-me com empenho para o acesso ao curso e candidatei-me à Universidade Católica Portuguesa. Ser admitida foi um dos momentos mais felizes da minha vida! Hoje, já licenciada, posso afirmar que a Nutrição vai muito além da alimentação saudável. O que mais me entusiasma é a sua profunda dimensão humana. A alimentação é uma das formas de amor mais puras, presente desde a infância até à velhice, e tem um impacto que permanece na memória e na saúde ao longo de toda a vida.

 

“A intervenção comunitária é fundamental, pois permite-nos compreender as pessoas que estão do outro lado, os seus desafios diários”

 

Como é que descreve a sua experiência académica na Escola Superior de Biotecnologia?

A minha experiência académica foi muito enriquecedora e exigente, mas também acolhedora. Destaco a proximidade entre estudantes e docentes, que cria um ambiente de apoio fundamental para a aprendizagem e para o crescimento pessoal. Foram quatro anos de grande evolução, nos quais consegui conciliar os estudos com atividades extracurriculares, preparando-me com confiança para o futuro.

 

Integrou o Conselho Pedagógico da Escola Superior de Biotecnologia...

Juntei-me pela vontade de participar de forma mais ativa na vida académica e de contribuir para a melhoria da experiência dos estudantes. Foi um desafio que me obrigou a sair da zona de conforto e permitiu-me desenvolver soft skills fundamentais, como a gestão do tempo, a comunicação e o sentido de responsabilidade.

 

No quarto ano da licenciatura, estagiou na Casa Sacerdotal da Diocese do Porto e no Centro Social Paroquial do Padrão da Légua. De que forma é que estas experiências moldaram a sua visão sobre o papel do nutricionista?

São experiências que guardo com muita nostalgia e carinho, sobretudo pelo modo como fui acolhida, e que reforçaram o meu gosto pela Nutrição. Tive a oportunidade de trabalhar em contextos reais com duas populações distintas - idosos e crianças -, o que exigiu uma constante capacidade de adaptação e empatia. Acredito que a intervenção comunitária é fundamental na nossa formação, pois permite-nos compreender as pessoas que estão do outro lado, os seus desafios diários. Ajuda-nos também a perceber de que modo os fatores socioeconómicos, culturais e emocionais influenciam as escolhas alimentares. Essa compreensão está na base de uma prática mais humanista, ética e consciente da realidade, permitindo-nos desenvolver estratégias adequadas às necessidades de cada grupo e contexto e, assim, mais eficazes.

 

“Uma alimentação saudável perfeita não existe, mas procuro sempre fazer escolhas conscientes e adequadas à minha rotina diária.”

 

Mencionou a importância das atividades curriculares no seu percurso. Qual gostaria de destacar?

O projeto “Todos pra Mesa”, uma iniciativa de educação alimentar infantil desenvolvida pela nutricionista Catarina Trindade (também alumna da ESB). Durante um mês, participei nos campos de férias do projeto, onde dinamizámos diversas atividades com crianças, incluindo a confeção diária de receitas para almoços e lanches. O grande objetivo era mostrar que comer de forma equilibrada não tem de ser aborrecido. Através de dinâmicas onde as crianças podiam “pôr as mãos na massa”, incentivámo-las a experimentar novos sabores e a desenvolver uma relação mais positiva com a comida. Esta experiência permitiu-me colocar a teoria em prática, num contexto pedagógico, e testemunhar o potencial da nutrição como ferramenta de mudança. Aprendi que, quando se constrói uma base sólida desde cedo, o impacto nas escolhas futuras é determinante. Também, hoje em dia, a minha alimentação é mais equilibrada, variada e colorida, mas não é perfeita. Uma alimentação saudável perfeita não existe, mas procuro sempre fazer escolhas conscientes e adequadas à minha rotina diária.

 

Atualmente, está a especializar-se em Educação Alimentar. Considera que é uma dimensão importante das Ciências da Nutrição?

Embora ainda seja pouco valorizada pela sociedade, estou convicta de que o seu reconhecimento será crescente. É essencial saber comunicar e compreender as dificuldades associadas à mudança de comportamentos, capacitando as pessoas para que façam escolhas informadas e autónomas. Há ainda desafios, associados à desinformação, à diversidade sociocultural e à necessidade de conciliar a personalização com a base da evidência científica.

 

Que papel gostaria de desempenhar na construção de uma sociedade mais consciente e saudável?

Considero-me uma pessoa sonhadora e o meu objetivo é contribuir para uma sociedade mais informada através da literacia e da educação alimentar, de forma criativa e dinâmica. Para mim, a Nutrição é a base de tudo: do cuidado, da prevenção e do futuro.

 

Que livro/podcast recomendaria a quem se interessa por esta área?

Recomendo o livro “Novos Mitos que Comemos”, do nutricionista Pedro Carvalho, pela sua abordagem muito acessível. Na área da educação alimentar, destaco o podcast “Histórias Pra Mesa”, que considero particularmente interessante por dar voz às crianças e às suas perceções sobre a alimentação.

 

25-02-2026

Católica no Porto mobiliza 120 estudantes para uma semana de missão e serviço

Depois do sucesso das edições anteriores, 120 estudantes das várias licenciaturas da Católica no Porto participaram, de 2 a 9 de fevereiro, nas Missões Universitárias, integradas no Projeto Missão País, e distribuídos por duas localidades: Carrazeda de Ansiães (Missão I) e Alquerubim – Albergaria (Missão II).

Ao longo de uma semana, e inspirados no tema “A paz seja convosco”, os missionários organizaram-se em pequenos grupos de 4 a 5 estudantes, colocando-se ao serviço de diversas instituições locais, como lares, escolas, ATL’s e centros de apoio a pessoas com deficiência. A ação missionária integrou ainda a tradicional atividade de “porta-a-porta”, levando conversa, companhia e momentos de oração e escuta às famílias visitadas. Um dos pontos alto da semana foi a apresentação da peça de teatro “Entre pratos e copos”, interpretada por um grupo de missionários e aberta à participação da comunidade local, reunindo vários habitantes das regiões acolhedoras.

A Missão País é um projeto de inspiração católica que promove, em inúmeras faculdades portuguesas, uma semana de voluntariado e evangelização. A edição de 2026, que termina no final de fevereiro, mobilizou 4300 estudantes, provenientes de 60 faculdades de várias regiões do país (Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Aveiro, Braga, Leiria, Santarém, Algarve, Madeira, Covilhã, Setúbal e Açores) e dinamizou 75 missões em todo o território nacional.

A experiência marcou profundamente os estudantes da Católica no Porto. Para Vitória Archer, estudante da licenciatura em Gestão, a semana foi transformadora: “A minha experiência da missão foi única, foi uma semana na qual tive oportunidade de conhecer outras realidades e aumentar a minha capacidade de lidar com os outros e ajudar o próximo. Sinto que sem esta experiência não teria também crescido tanto sozinha, pois a missão deu-me a oportunidade de repensar sobre a minha vida pessoal e sobre a minha fé como cristã! Acredito mesmo que a missão me mudou como pessoa, sem dúvida para algo melhor!”

Também Francisco Guimarães, do Mestrado em Direito e Gestão, destaca a profundidade da vivência: “A Missão País foi o projeto que integrei durante o meu tempo na Universidade Católica que mais sentido fez. Mergulhar numa comunidade marcada pela solidão, pelo envelhecimento e pela indiferença tornou-se numa semana que não esqueço facilmente. É uma semana em que conseguimos conjugar a oração, a fé e o voluntariado, é uma semana onde não existem momentos de seca, onde a alegria aparece em todo o lugar e onde enchemos os corações, quer os nossos, quer o das pessoas da comunidade que nos recebe.”

“A Missão País foi, para mim, um verdadeiro encontro com as pessoas de Alquerubim. No “porta-a-porta”, entre conversas e partilhas, fui conhecendo as suas histórias e percebendo o impacto que a proximidade e a presença podem ter na vida de alguém. Este ano ouvi uma frase que me marcou: “Crer para ver e não ver para crer.” Ver pessoas com tão pouco que dão tanto. Ver que a verdadeira alegria está nos gestos mais simples. Ver esperança em contextos difíceis. Ver que um simples abraço, ou conversa, faz a diferença. Acima de tudo, nessa semana de missão, aprendi que, às vezes, não precisamos da resposta exata e perfeita, mas sim da presença e companhia uns dos outros”, afirma Benedita Almeida, estudante de Economia.

24-02-2026

Católica completa 5 anos de Aprendizagem-Serviço

No final do 1.º semestre do ano letivo em curso, a Católica completou a 10.ª Etapa de Projetos de Aprendizagem-Serviço, cumprindo assim um ciclo de 5 anos consecutivos de consolidação desta metodologia de aprendizagem e de responsabilidade social.

Lançado em 2020, o projeto CApS – Católica Aprendizagem‑Serviço é hoje marca identitária da Universidade, contribuindo para a institucionalização da ApS na Universidade Católica e para o reconhecimento nacional e internacional da Universidade como referência na institucionalização da metodologia ApS.

Na Etapa 10 que agora termina, foram implementados 14 projetos, distribuídos pelos três campi envolvidos:

  • 3 em Braga,
  • 2 no Porto 
  • 9 em Lisboa.

Os projetos foram implementados em diversas Faculdades: Filosofia e Ciências Sociais, Ciências Humanas, Ciências da Saúde e Enfermagem, Teologia, Psicologia e Educação.

Destes 14 projetos, 8 foram implementados em contexto de licenciatura (Serviço Social, Enfermagem e Psicologia) e 6 de mestrado (“Psicologia da Educação e Desenvolvimento Humano”, “Psicologia do Trabalho e das Organizações”, “Psicologia do Bem-Estar e Promoção da Saúde”, “Gerontologia Social Aplicada” e “Ciências Religiosas”).

Os estudantes sublinham o caráter transformador da ApS, destacando o desenvolvimento de competências essenciais, a consciência social e o contacto com contextos reais de aprendizagem. “Ajudou-me a desenvolver sentido de responsabilidade, adaptação a novas rotinas e melhor compreensão da dinâmica de trabalho numa enfermaria”, afirmou uma aluna, enquanto outra destacou que a experiência constituiu “uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, que me levou a valorizar ainda mais a importância do serviço à comunidade no processo de aprendizagem.” Para alguns, a participação nos projetos permitiu ainda “enfrentar dificuldades que poderão surgir no mundo do trabalho”, enquanto outro testemunho sublinha que a metodologia incentiva a reflexão crítica sobre o papel dos estudantes como agentes de mudança, mostrando que “pequenas intervenções podem ter impacto real na vida das crianças e na comunidade.”

A Equipa CApS faz um balanço muito positivo de todo o trabalho desenvolvido pelo CApS ao longo destes 5 anos e já se prepara para iniciar a Etapa 11, que conta com uma implementação muito significativa de projetos nos 4 campi, reforçando a visão da Universidade enquanto universidade transformadora ao serviço do bem comum.

20-02-2026

Eduardo Sorte: “Gosto de olhar para a minha obra como um retrato”

Eduardo Sorte é músico e estudante da Licenciatura em Som e Imagem da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Destaca a Católica como determinante na sua formação, proporcionando experiências académicas e criativas que lhe permitem explorar diferentes linguagens artísticas e desenvolver novos projetos. Paralelamente, frequenta o Conservatório de Música do Porto e tem acumulado experiências artísticas diversas. Nesta entrevista, partilha o seu percurso enquanto artista, a importância da formação, o papel da música na sua vida e os planos musicais para 2026.

 

Como é que a música surgiu na sua vida?

A música foi algo que surgiu gradualmente na minha vida, até ocupar o lugar fundamental que tem hoje. Foi a prática da composição que me levou a relacionar-me mais profundamente com a música. Foi quando me apercebi da sensação de alívio e libertação que a composição me trazia, que entendi que a música era bem mais importante na minha vida. Quando comecei a fazer orquestração das minhas canções, por volta dos 12 anos, rapidamente surgiu o interesse de explorar outros instrumentos, compreender as suas linguagens para explorar nos meus arranjos.

 

Como é que se foi construindo enquanto artista?

Acredito que a construção de um artista não se separa da construção da sua própria identidade, enquanto indivíduo. A música que toco, que interpreto, que estudo e que componho foi sempre um reflexo do que sou e do que procuro interiormente. Concordo inteiramente com Quincy Jones, quando diz: “A tua música nunca será mais ou menos, do que aquilo que tu és, enquanto ser humano”.
Neste sentido, o tempo que dedico à leitura, à escuta de entrevistas a pessoas que admiro, à exposição da cultura, ao constante questionamento daquilo a que chamo “certezas” são processos que me enriquecem enquanto ser humano e artista.

 

De que forma é que a formação é fundamental nesse caminho?

Os primeiros passos, numa academia como a Valentim de Carvalho, foram enriquecedores e determinantes. Ao nível performativo, pela aprendizagem para colaborar em equipas numerosas, e pela integração de espetáculos heterogéneos, fora da minha zona de conforto, destacaria a Escola do Rock de Paredes de Coura, onde realizei residências artísticas por alguns anos. No mundo académico, a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e a licenciatura em Som e Imagem tiveram um impacto imenso, levando-me ao contacto com pessoas, obras e caminhos inspiradores, que apontam a necessidade de prosseguir estudos para continuar a crescer a todos estes níveis.

 

“É um curso que nos oferece uma paisagem rica sobre diferentes formas de arte, que nos leva a encontrar novos caminhos e possibilidades artísticas.”

 

O que mais o tem marcado na licenciatura?

A pluralidade de projetos que envolvem diferentes técnicas, meios artísticos e processos de pensamento tem sido extremamente enriquecedora. As cadeiras teóricas como História da Arte, Pensamento Contemporâneo, Teoria dos Media, Iconografia e Semiótica tiveram um impacto enorme em mim e na minha conceção do mundo e da arte.
É um curso que nos oferece uma paisagem rica sobre diferentes formas de arte, fundamentos teóricos e históricos que nelas existem, e uma desformatação implícita que nos leva a encontrar novos caminhos e possibilidades artísticas, fundindo tudo o que aprendemos.

 

Há algum projeto desenvolvido no âmbito da licenciatura que o tenha marcado de forma especial?

É difícil escolher um dos vários projetos em que estive envolvido. Um dos trabalhos que mais me marcaram no âmbito da licenciatura foi o Projeto 4, desenvolvido em grupo, com o acompanhamento dos professores Marcelo Reis e Lorena Alves. Efetivamente, foi um projeto que envolveu várias esferas diferentes, incluindo música, programação, construção, escolha do material e montagem da instalação. Um projeto que foi um desafio a vários níveis, mas que se tornou numa grande aprendizagem e experiência. Foi exibido publicamente na sala MOCAP da Universidade Católica, onde recebemos pessoas de dentro e de fora da Universidade.

 

“Procuro explorar em mim o que é universal à experiência humana. Sentimentos de paixão, saudade, alegria, solidão, esperança, questões existenciais... “

 

Paralelamente, estuda no Conservatório de Música do Porto e tem tido várias experiências performativas. Como gere estas diferentes exigências e ritmos?

Gere-se com paixão, é preciso gostar muito do que se faz e cada projeto ser mais aliciante que trabalhoso. Gere-se através da organização do tempo e da definição clara das prioridades. Por vezes, há momentos em que é complicado conciliar todas as tarefas, o que me obriga a avançar no trabalho com a maior antecedência possível. Contudo, já não me vejo de outra forma.

 

Como descrevia a sua obra? Que temas procura explorar e com que linguagens ou estilos mais se identifica?

Gosto de olhar para a minha obra como um retrato. Procuro explorar em mim o que é universal à experiência humana. Sentimentos de paixão, saudade, alegria, solidão, esperança, questões existenciais...
Em termos de estilos e linguagem, foi sempre difícil para mim escolher apenas uma estética, uma identidade, uma só coisa. Sou muitas e demasiadas coisas para mostrar apenas ser um só, e penso: não seremos todos assim? Mutáveis, plurais e amórficos. Dentro do portfólio que tenho, os géneros musicais variam de música eletrónica, para rock alternativo, para jazz contemporâneo, para folk/country, canções de autor, música pop… Todos estes universos musicais apaixonam-me.
Nas letras, a poesia de Sophia de Mello Breyner, Fernando Pessoa e os seus heterónimos, Florbela Espanca, Daniel Faria, entre outros, são autores que me ajudaram a encontrar formas disruptivas de usar a linguagem, para captar algo maior. O uso de uma linguagem poética, metafórica e alegórica é um estilo que gosto de explorar, pois permite uma margem de interpretação maior para o ouvinte mergulhar em si mesmo, naquilo que deveras sente e pensa, quando ouve a canção.

 

Que artistas mais o inspiram?

David Bowie, Fiona Apple, Radiohead, Jon Brion, os Beatles, Maria João Pires, Jorge Palma, entre muitos outros, são pessoas que me inspiraram imenso com os seus percursos e identidades. Penso que as nossas influências são importantes, até para descobrirmos mais sobre nós, sobre o que gostamos e sobre o que verdadeiramente nos inspira.

 

Acredita que a música pode ter um papel transformador na sociedade?

Não diretamente. Acho que a mudança estará sempre na mão de quem age, de quem se une a favor de uma causa concreta, de quem se move diretamente num corpo social e o altera. Nesta linha de pensamento, a música em si, isolada de qualquer contexto, não acho que tenha força suficiente para alterar estruturas sociais, enraizadas na cultura. No entanto, somos movidos por emoção, pela sensibilização a favor de uma causa, pela empatia e, nisto, acredito que a música e a arte podem agir.
A música altera o nosso estado de espírito, a poesia também informa, a imagem desvia o nosso foco para onde deve ser dirigido. Acredito que a música pode plantar sementes dentro de nós, que um dia poderão levar-nos a agir. Mas a verdadeira mudança, para mim, não se encontra na arte – encontra-se, sim, no indivíduo.

 

“É muito importante sabermos bem o que queremos para não nos trairmos e agirmos com assertividade e confiança”

 

Que projetos vão marcar o seu ano de 2026?

Neste momento, tenho a sorte de vários projetos estarem a ocorrer em simultâneo. A promoção de 2 singles, o Ser ou Não Ser e o Chuva do Meu Olhar, e do meu EP, está em curso desde finais de 2025 até hoje. Estou responsável pela orquestração dos arranjos do Liceu Francês Internacional do Porto, que serão apresentados no concerto solidário das escolas internacionais da Casa da Música, já em março. Estou encarregue da composição da banda sonora de 3 projetos de alunos finalistas do curso de Som e Imagem. Datas de concertos e gravações estão agendadas para o arranque do ano. Academicamente falando, o projeto final da licenciatura em Som e Imagem e a Prova de Aptidão Artística do Conservatório de Música estão a avançar, e serão para apresentar em maio-junho de 2026.

 

Que conselho deixaria a outros estudantes que queiram conciliar a formação académica com uma prática artística ativa?

Primeiro, aconselharia a experimentarem muito e colaborarem com outros artistas. No entanto, também acredito que é fundamental existir um foco, uma direção, uma estratégia bem definida que oriente essa exposição a novas experiências. Um outro conselho que daria é definirem bem as prioridades entre a vida académica, profissional e pessoal. É muito importante sabermos bem o que queremos para não nos trairmos e agirmos com assertividade e confiança, principalmente, quando o resultado não é o que esperávamos ou desejávamos, o que acontece algumas vezes, à medida que se vai vivendo e aprendendo. É importante, também, fazermos aquilo que verdadeiramente gostamos e que nos move. Por fim, a formação é um pilar importante, ter motivação suficiente para suportar adversidades, confiar no valor que temos e acreditar nos nossos objetivos e sonhos. Partilho um conselho que já ouvi algumas vezes nesta área: “se vens para aqui, tens de gostar muito disto!”.

 

19-02-2026

Universidade Católica adere à Rede Igreja + Segura

A Universidade Católica Portuguesa formalizou, no passado dia 16 de fevereiro, a sua adesão à Rede Igreja + Segura, através da assinatura da respetiva Carta de Compromisso, numa sessão realizada em Lisboa. Esta iniciativa, promovida pelo Grupo VITA, visa promover ambientes verdadeiramente seguros, transparentes e responsáveis em entidades do contexto da Igreja Católica em Portugal que trabalham com crianças, jovens e pessoas vulneráveis.

A adesão à Rede corresponde à Fase 1 do percurso Igreja + Segura, assumindo publicamente princípios e medidas essenciais de prevenção, escuta, transparência e apoio. Numa segunda fase, as instituições podem avançar para um processo de auditoria independente, que sustenta a atribuição do Selo Protetor Igreja + Segura, com diferentes níveis de reconhecimento.

Além da Universidade Católica, também a Fundação Santa Rafaela Maria, o Instituto S. João de Deus, a Paróquia de Santa Isabel, a Catequese do Patriarcado de Lisboa e o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, assinaram esta carta sublinhando a dimensão colaborativa e em rede desta iniciativa.

Na cerimónia estiveram presentes o Vice-Reitor José Manuel Pereira de Almeida, a Administradora Helena Brissos de Almeida, a Diretora de Responsabilidade Social Rita Paiva e Pona e a Diretora do Gabinete de Reitoria Rita Seabra Brito.

Esta adesão vem reforçar o caminho que a Universidade Católica já tem vindo a percorrer desde 2019, quando assumiu um compromisso formal de proteção de menores e pessoas em situação de vulnerabilidade, assente numa política de tolerância zero no que respeita a maus-tratos e abusos.

Ao integrar a Rede Igreja + Segura, a Universidade reafirma a sua responsabilidade na promoção de uma cultura de cuidado e bom trato, fortalecendo práticas de prevenção e de apoio, contribuindo para ambientes de confiança e proteção.

 

18-02-2026

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