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Novidades

Menos desperdício, mais futuro: o espírito do I Fórum de Ciências & Sociedade

A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa recebeu o I Fórum de Ciências & Sociedade, uma iniciativa que juntou mais de 60 alunos do ensino secundário à volta de ciência, cidadania e sustentabilidade num mesmo espaço de reflexão e intervenção.

O encontro destacou o papel dos estudantes como agentes ativos na procura de soluções para problemas reais, com especial enfoque na redução do desperdício alimentar. Mais do que um concurso, o fórum afirmou-se como uma experiência de aprendizagem prática e colaborativa, desenhada para aproximar o conhecimento científico dos desafios concretos da sociedade.

Partindo de um tema ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os participantes foram convidados a identificar um problema, conceber uma resposta e apresentá-la em vídeo, num exercício que cruzou diferentes perspetivas e áreas do saber.

Ao longo da iniciativa, ficou claro que a interdisciplinaridade foi um dos seus maiores valores. Como sublinhou Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, a ciência só cumpre verdadeiramente o seu papel quando ajuda e intervém na sociedade e os problemas complexos dificilmente se resolvem a partir de uma única disciplina.

 

Os premiados

O Grande Prémio desta primeira edição distinguiu a equipa do Colégio Alemão, autora do projeto “Caixa Receita”, composta por Ana Araújo, Sofia Oliveira e Leonor Magalhães. O grupo recebeu um cartão-presente no valor de 400 euros, numa distinção que valorizou não só o vídeo e o trabalho desenvolvido, mas também os resultados alcançados na participação no trabalho intergrupos.

O prémio de melhor vídeo foi atribuído à Escola Secundária Garcia de Orta, no Porto, com o trabalho “Clube de Voluntariado Garcia de Orta”, realizado por Francisco Carvalho, Diogo Almeida, Manuel Lopes e Benedita Pacheco. A proposta foi a mais votada, somando 38 votos, e valeu à equipa um cartão-presente de 200 euros.

Já o prémio de trabalho com os melhores resultados, atribuído pelo júri interno, também distinguiu a Escola Secundária Garcia de Orta, desta vez com o projeto “Crescer sem desperdício”, desenvolvido pelas alunas Leonor Costa, Leonor Batista, Mafalda Begonha e Maria Luís. Este reconhecimento incluiu igualmente um cartão-presente de 200 euros.

 

Uma resposta concreta

O tema escolhido para esta primeira edição centrou-se na contenção do desperdício alimentar, um desafio particularmente atual e com impacto direto nas escolas, nas famílias e nas comunidades. Ao trabalhar esta matéria, os jovens foram convidados a pensar não apenas em ideias, mas em soluções concretas, aplicáveis e com potencial de mudança real.

Sara Velho, da Divisão Municipal de Gestão Ambiental da Câmara Municipal do Porto, salientou precisamente essa dimensão prática, lembrando que o combate ao desperdício é também uma questão de responsabilidade e justiça social. Na sua intervenção, destacou ainda a importância de propostas concretas e exortou os alunos a serem ambiciosos, mas sobretudo objetivos.

Tim Hogg, coordenador da Licenciatura em Ciências & Sociedade, destacou por sua vez o privilégio de acompanhar o entusiasmo e as ideias dos estudantes, sublinhando que a combinação de saberes é uma alavanca fundamental para a mudança. E lembrou, ainda, que a licenciatura da Escola Superior de Biotecnologia responde precisamente a esse desafio, promovendo uma formação que cruza conhecimento, ação e impacto social.

 

Um fórum com futuro

Esta primeira edição deixou a promessa de continuidade e reforçou a ideia de que a ciência ganha força quando dialoga com a sociedade. Ao envolver estudantes, professores e entidades parceiras, o fórum mostrou que é possível transformar aprendizagem em participação cívica e consciência crítica.

Num tempo em que os grandes desafios exigem respostas integradas, o I Fórum de Ciências & Sociedade provou que há espaço para uma nova forma de pensar a escola, a cidadania e o papel da ciência. E provou, sobretudo, que os mais jovens têm muito para dizer quando lhes é dado o palco certo para o fazer.

11-05-2026

António Rios de Amorim na Católica Porto Business School: “Não se pode parar a inovação”

A cortiça já chegou ao espaço. Está em foguetes da SpaceX, em mísseis de defesa, em campos desportivos, na indústria automóvel e até em soluções acústicas feitas a partir de ténis reciclados. “O desperdício é matéria-prima nas mãos erradas”, resumiu António Rios de Amorim, presidente e CEO da Corticeira Amorim, durante a sessão “Conversations with a Leader”, promovida pela Ireland Portugal Business Network, com o apoio da Católica Porto Business School. 

Prestige Partner do Corporate Club da Católica Porto Business School, a Corticeira Amorim esteve no centro de uma conversa que cruzou liderança, inovação, sustentabilidade e o posicionamento de Portugal numa economia global em transformação. A conversa, moderada por Sofia Salgado Pinto, Professora Afiliada Sénior da Católica Porto Business School, percorreu os desafios da indústria da cortiça, a transformação dos hábitos de consumo, a pressão regulatória europeia e o papel de Portugal numa economia global em mudança. 

“Os países tradicionais estão a perder peso, os emergentes estão a crescer”, afirmou António Rios de Amorim, apontando os Estados Unidos e a Índia como mercados estratégicos para o futuro da indústria. Apesar de França continuar a ser o principal mercado da Corticeira Amorim, considera que “o maior investimento deve ser feito nos Estados Unidos”, não apenas pelo poder de compra, mas também pela capacidade de distribuição. 

A conversa começou inevitavelmente pelo vinho, setor historicamente ligado à cortiça e hoje confrontado com novas tendências de consumo. A quebra no consumo de vinho, o crescimento das opções low alcohol e alcohol-free, bem como a influência crescente das redes sociais e dos influenciadores digitais, estiveram em destaque. “Não se pode parar a inovação”, afirmou o gestor, referindo exemplos como novas soluções microbiológicas para rolhas ou a utilização de cera de abelha em determinados processos. 

Mas foi sobretudo na diversificação da cortiça que António Rios de Amorim centrou grande parte da conversa. A flexibilidade, leveza e resistência do material abriram portas a aplicações muito além das rolhas de vinho. “Tudo o que se move quer materiais leves e duráveis. É isso que a cortiça é”, explicou. 

Hoje, a Corticeira Amorim fornece materiais para a indústria aeroespacial — “os foguetões da SpaceX têm cortiça Amorim” —, para a defesa, para a mobilidade e para soluções de isolamento térmico e acústico. Em parceria com a Nike, a empresa desenvolveu também o projeto Nike Grind, que reutiliza componentes de sapatos usados para criar novos materiais.

A sustentabilidade e a circularidade surgiram como temas centrais ao longo da sessão. Questionado sobre a oportunidade industrial para Portugal num contexto europeu marcado por forte regulação, António Rios de Amorim defendeu que a soberania industrial será cada vez mais importante. “Na Europa precisamos de ser soberanos em algumas indústrias. Não as podemos perder.” Para Portugal, acredita que a vantagem competitiva continua a estar nas pessoas: “Temos uma localização geográfica única, temos talento. O nosso melhor ativo são as pessoas.” 

Para o General Manager da IPBN,  Arnold Delville, esta “foi uma oportunidade única para ouvir António Rios de Amorim partilhar a sua visão sobre o futuro da indústria da cortiça e da economia portuguesa. Foi uma honra receber esta segunda conversa da série 2026 em parceria com a Católica Porto Business School”.

Houve ainda espaço para discutir o futuro das empresas familiares. António Rios de Amorim recordou o momento em que a indústria temeu que as rolhas de plástico e as tampas de alumínio substituíssem definitivamente a cortiça. “Pensámos que tinha acabado, mas não desistimos”, afirmou. “Os melhores vinhos do mundo continuam a confiar na cortiça.” 

A resposta passou por transformar risco em oportunidade, apostar em inovação e profissionalizar a governação da empresa. “Criámos um modelo de governance em que qualquer pessoa pode gerir a empresa”, explicou, sublinhando, ainda assim, a importância de a família continuar envolvida no futuro do grupo. 

08-05-2026

Católica reúne especialistas para debater o impacto da IA e das tecnologias emergentes

Como é que as tecnologias emergentes podem transformar economias, organizações e a própria sociedade? O que é necessário para orientar esta disrupção em direção a um futuro próspero? Foi em torno deste mote que o Católica Centre for Thriving Futures (CCTF) juntou investigadores, líderes empresariais e especialistas num evento focado na partilha de conhecimento e no diálogo.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, abriu o evento com uma intervenção que sublinhou a importância “do propósito, da responsabilidade e da interdisciplinaridade” no debate sobre a IA e a tecnologia e que destacou o papel central das três faculdades que integram o CCTF: a Católica Porto Business School, a Faculdade de Direito – Escola do Porto e a Faculdade de Biotecnologia. Enquanto pró-reitora da UCP para a sustentabilidade, reafirmou que este é um “compromisso transversal à instituição, que atravessa o modo como ensina, investiga e se relaciona com a sociedade”.

Wayne Visser, diretor do CCTF, lançou cinco provocações que serviram de fio condutor para todas as conversas que se seguiram e que propõem uma mudança de paradigma em cinco frentes: futuro, inovação, tecnologia, inteligência artificial e impacto.

  • A nossa abordagem ao futuro tem de mudar - de muito mais tarde e muito longe para muito mais cedo e perto de casa.
  • A nossa abordagem à inovação tem de mudar - de prever o futuro e planear para ensaiar o futuro e adaptar.
  • A nossa abordagem à tecnologia tem de mudar - de tecnologias de divisão e desespero para tecnologias de inclusão e esperança.
  • A nossa abordagem à inteligência artificial tem de mudar - de uma IA que vai mais longe e mais depressa para uma IA que vai mais largo e com mais sabedoria.
  • A nossa abordagem ao impacto tem de mudar - de uma sustentabilidade que faz menos mal para uma regeneração que promove o bem. 

Seguiu-se a conferência com o keynote speaker do evento, James Arbib, co-fundador da RethinkX, autor de Stellar, centrada na convergência entre energia solar de baixo custo, baterias, transporte eléctrico autónomo, inteligência artificial e robótica humanoide emergente e no argumento de que esta combinação não representa uma transição gradual, mas uma rutura a nível sistémico, com custos em colapso na energia, na inteligência e no trabalho físico a desencadearem uma reinvenção rápida e auto-reforçada da economia e da sociedade.

Regulação europeia da IA e aplicações em Biotecnologia

Pedro Freitas e Pedro Rodrigues, docentes da Faculdade de Direito e da Faculdade de Biotecnologia respetivamente e membros da equipa do CCTF, apresentaram resultados da investigação em curso sobre dois temas: a regulação da inteligência artificial na União Europeia e a aplicação da IA em Biotecnologia nas ciências da saúde. A sessão explorou o enquadramento jurídico que está a tomar forma na Europa, bem como casos concretos de utilização em contexto biomédico.

Seguiram-se dois painéis: o primeiro sobre “Como a IA está a mudar as empresas” e o segundo “Como a IA está a mudar a sociedade”.

O primeiro painel, moderado por Lyal White, do Gordon Institute of Business Science, contou com a participação de Sara Mendes (Innovation Manager na Sogrape), Tokyo Tarek (Director of Applied AI na Mindera) e Felipe Ferreira (Head of Strategy, Data & AI na Worten Portugal). A discussão organizou-se em torno de duas perguntas: quais as inovações ou tecnologias baseadas em IA que já têm impacto disruptivo no mercado, e quais as que têm potencial transformador, mas carecem ainda de maior suporte, seja de investimento, seja de enquadramento de política pública.

O segundo painel, moderado por Wayne Visser, juntou Pedro Santa Clara (fundador da Shaken Not Stirred), Paulo Dimas (CEO do Center for Responsible AI) e João Costa Ribeiro (Open Innovation Intelligence Lead na Galp). O debate aprofundou duas questões: em que medida os riscos sociais, éticos e ambientais da IA estão a ser adequadamente endereçados, e quais as melhores oportunidades para que a IA produza um impacto positivo nas dimensões ambiental, social e de governação.

E se liderar fosse menos sobre responder à última crise e mais sobre sentir o que está a emergir?

A tarde foi dedicada a um Diálogo Estratégico sobre “O que significa liderar a partir do futuro?”, orientado por Martin Calnan, titular da Cátedra UNESCO para a Literacia do Futuro na École des Ponts Business School, por Cam Danielson e Pamela Fuhrmann, co-fundadores do Conscious Leadership Institute e da One Earth Leadership, e pelo Professor Lyal White, director do Porter Institute Africa Hub no Gordon Institute for Business Science. A sessão explorou o que significa liderar a partir do futuro, uma abordagem que coloca a tónica não na resposta à crise imediata, mas na capacidade de antecipar o que está a emergir e de questionar os futuros que as organizações estão implicitamente a construir.

Sobre o Católica Centre for Thriving Futures

O Católica Centre for Thriving Futures da Universidade Católica Portuguesa tem como missão melhorar a saúde da natureza, da sociedade e da economia através de investigação aplicada, interdisciplinar e baseada em evidência, sobre tendências e boas práticas em política, tecnologia e finanças que possam contribuir para um futuro melhor para Portugal e além-fronteiras. Para cumprir esta missão, o CCTF reúne a expertise da Católica Porto Business School, da Faculdade de Direito – Escola do Porto e da Escola Superior de Biotecnologia, desenvolvendo uma análise orientada para a sustentabilidade nas áreas da ciência de dados e da inteligência artificial, da inovação em bioeconomia e das finanças e relatório ESG.
 

07-05-2026

Estudantes da Universidade Católica coloriram as ruas do Porto no Cortejo da Queima das Fitas

As cores da Universidade Católica Portuguesa voltaram a marcar presença nas ruas do Porto, no tradicional Cortejo Académico da Queima das Fitas. Estudantes de diferentes cursos desfilaram pela cidade, num momento simbólico que assinala o “culminar de mais um ano académico, marcado pelos sorrisos e pelas novas experiências”. Das roupas às capas e insígnias, cada detalhe refletiu a identidade dos vários percursos académicos, num ambiente de celebração, orgulho e partilha.

Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa para o Campus do Porto, desejou “as melhores felicidades para todos os estudantes da Católica”, incentivando-os a “usufruir deste momento de coesão e de amizade”.

Participaram no desfile estudantes da Faculdade de Direito, da Católica Porto Business School, da Escola das Artes, da Escola Superior de Biotecnologia, da Escola de Enfermagem (Porto), da Faculdade de Educação e Psicologia e da Faculdade de Teologia. Em comum, o orgulho de pertencer à Universidade Católica e a valorização de um percurso marcado pelo crescimento pessoal e académico: “uma casa onde fomos muito felizes e onde tivemos a oportunidade de aprender e crescer muito”.

Entre os caloiros, que começam agora a “construir memórias para a vida”, e os finalistas, para quem o cortejo representa “a concretização de um sonho” e “o fruto de muito trabalho”, vive-se também o início de uma nova etapa. “Agora começa a parte mais divertida: aplicar, na prática, aquilo que aprendemos”, partilham. A emoção estende-se às famílias e amigos, que se juntaram a este tão aguardado momento.

A Queima das Fitas do Porto é organizada pela Federação Académica do Porto e tem o apoio dos municípios do Porto e Matosinhos. A edição de 2026 conta com uma agenda preenchida entre os dias 2 e 9 de maio.

07-05-2026

Universidade Católica reforça cooperação internacional com visita da Universidad Pontificia Comillas

No âmbito da parceria estratégica Erasmus+, a Universidade Católica Portuguesa recebeu a Universidad Pontificia Comillas para uma jornada de trabalho e partilha institucional. A visita teve como objetivo principal o estreitamento dos laços entre ambas as instituições, que mantêm uma colaboração sólida e ativa.

Novos horizontes e mobilidade académica

Durante a reunião de trabalho, foram analisados os indicadores das mobilidades atuais, que abrangem as áreas de Direito, Enfermagem e Psicologia. O balanço extremamente positivo do intercâmbio de estudantes e docentes serviu de base para uma discussão ambiciosa sobre o futuro: a exploração de novas eventuais áreas de parceria, visando alargar o espetro de colaboração científica e pedagógica entre as duas universidades pontifícias.

Inovação em foco: visita aos laboratórios

O encontro culminou com uma visita guiada pelo campus. O grande destaque do percurso foram os laboratórios de Enfermagem, onde a tecnologia de simulação clínica e os recursos de aprendizagem prática impressionaram as visitantes, reafirmando o compromisso da nossa universidade com o ensino de excelência e a inovação na saúde.

Esta visita, que decorreu a 23 de abril, reforça a identidade europeia da UCP e a importância estratégica da rede de parceiros internacionais na construção de um espaço de ensino superior dinâmico e sem fronteiras.

A Universidad Pontificia Comillas é um dos parceiros mais antigos e próximos da Universidade Católica, partilhando não só a matriz identitária, mas também uma visão comum sobre a formação integral do aluno e a investigação de alto impacto na Península Ibérica.

07-05-2026

Universidade Católica Portuguesa leva projeto de inclusão e empregabilidade ao Norte do país

Desde janeiro de 2025, o Peer2Peer já realizou 9 edições no Norte do país, envolvendo 175 participantes: 92 pessoas com deficiência ou neurodivergência e 83 estudantes universitários. Esta expansão resulta da parceria entre a Universidade Católica Portuguesa no Porto e a Nova SBE – Fundação Universidade Nova de Lisboa e tem como objetivo preparar estudantes do ensino superior e pessoas com deficiência para a entrada no mercado de trabalho em todos os distritos Norte. Ao longo de várias semanas, os grupos de trabalho formados desenvolvem competências profissionais, sociais e pessoais, desconstroem preconceitos relativos à inclusão e constroem relações de amizade.

 

"Sei que a minha incapacidade não me vai definir, vai-me tornar mais forte.”

Um dos momentos mais marcantes do programa é a sessão "Mercado de Trabalho", onde os participantes ouvem empresas com práticas de recrutamento inclusivo e colaboradores com deficiência que partilham as suas experiências profissionais.

"Queremos pessoas com vontade de trabalhar, e que correspondam às necessidades da vaga em aberto. [...] É um trabalho feito em conjunto, e desta forma temos feito caminho de sucesso na contratação de colaboradores com deficiência", partilhou a responsável pela contratação de novos colaboradores numa das empresas parceiras do Projeto.

Uma colaboradora com deficiência há mais de dez anos na mesma empresa, deixou também um testemunho marcante: “Sei que a minha incapacidade não me vai definir, vai-me tornar mais forte. Ao integrar esta empresa, foi-me destacado um Buddy, que me acompanhou no processo de integração – e não me senti sozinha um único momento. Hoje, estou contratada há mais de dez anos.”

 

Um projeto com impacto crescente

Criado em 2018, o Peer2Peer expandiu-se para o Norte no âmbito do programa Parcerias para a Inovação Social, da estrutura de missão Portugal Inovação Social 2030, contando ainda com o apoio dos investidores sociais Fundação Amélia de Mello e Associação São Bartolomeu dos Alemães. A Universidade Católica Portuguesa assume nesta parceria um papel central, ancorando no Porto uma iniciativa que prepara para a empregabilidade e para a inclusão. 

 

06-05-2026

Comunicação fraudulenta dirigida a estudantes da Católica

A Universidade Católica Portuguesa foi alvo de uma comunicação fraudulenta (phishing) dirigida a estudantes da nossa instituição. A mensagem em causa, que aparentava ter origem na Universidade, não foi enviada pelos nossos serviços.

Informamos que enviámos a todos os estudantes uma comunicação alertando para esta situação, tendo sido partilhadas orientações claras sobre como proceder. A situação encontra-se a ser monitorizada e estão a ser adotadas as medidas necessárias para salvaguardar a segurança de todos.

Reforçamos a importância de manter práticas seguras na utilização do correio eletrónico, nomeadamente:

  • Não clicar em links suspeitos ou de origem desconhecida;
  • Não fornecer dados pessoais, credenciais de acesso ou informações bancárias por email;
  • Eliminar de imediato emails fraudulentos.

Todas as questões relacionadas com estas mensagens fraudulentas devem ser encaminhadas para os serviços de informática da Universidade através do email: helpdesk@ucp.pt

Agradecemos a vossa atenção e colaboração.

06-05-2026

Dia Nacional da Faculdade de Teologia: “Uma Teologia que não viva na relação falha na sua essência”

No dia em que a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa assinala o seu Dia Nacional, a comunidade académica reuniu-se para celebrar aquilo que a distingue e une: a sua identidade que, nas palavras do seu diretor, Luís M. Figueiredo Rodrigues, "respira através de vários pulmões". A única faculdade de Teologia do país, com presença em Lisboa, Porto e Braga, e cada vez mais no Ensino a Distância graduado, afirmou, uma vez mais, o seu compromisso com a excelência académica, com o diálogo interdisciplinar e com a formação de pessoas capazes de pensar a fé com rigor e de a viver com profundidade.

Num ano em que a Faculdade completa 59 anos de existência, o evento, que decorreu a 30 de abril, em Lisboa, foi um convite à reflexão sobre o que significa estudar, investigar e viver a Teologia no mundo contemporâneo e reuniu estudantes, docentes e colaboradores num ambiente animado e fraterno, onde a alegria e o sentido de pertença se fizeram sentir ao longo de todo o dia.


“Não nos é pedido para escolher entre o rigor intelectual e o estar enamorado por Deus.”

Na sessão de abertura, realizada no Auditório Cardeal Medeiros, o diretor da Faculdade recordou que a Sagrada Escritura deve ser "a alma da Teologia" e que estudar Teologia não é acumular saberes, mas entrar num "encontro vivo com Alguém". Nessa linha, sublinhou que a Teologia não pode ser praticada em modo isolado: "A Teologia não se faz de modo isolado, não é um depósito de saberes." A Faculdade é, acima de tudo, uma comunidade e isso implica cultivar relações fraternas. "Não permitam que o colega que veem ao vosso lado seja um estranho", desafiou o diretor.

"Não nos é pedido para escolher entre o rigor intelectual e o estar enamorado por Deus. Pedem-nos os dois.”, afirmou Luís M. Figueiredo Rodrigues. “Uma Teologia que não viva na relação falha na sua essência”, recordou, aludindo ao mistério trinitário como paradigma de toda a existência: "Deus revelou-se como Trindade, ou seja, em relação pura."


O diálogo entre o Direito e a Teologia

"O Direito não é uma ciência, é uma arte.”, começou por dizer Eduardo Vera-Cruz Pinto, diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, na conferência "A Influência do Direito Romano no Ocidente". Desta premissa decorreu uma reflexão sobre a relação entre Direito, justiça e paz, que, segundo o conferencista, "têm de estar sempre presentes". “A paz só se consegue pela justiça”, afirmou.

Citando Ratzinger, recordou que "a razão ilumina tanto o Direito como a Teologia", defendendo que é precisamente esse fundo comum que torna possível e necessário o diálogo entre as duas áreas de conhecimento.

Eduardo Vera-Cruz Pinto recordou a necessidade de um “chão comum”. A saída passa “por recuperar a ideia de que o Direito é uma arte e não uma técnica”. Passa também por repensar o direito natural à luz dos desafios contemporâneos. "Falta um Direito natural que parta da universalidade do Direito", afirmou. "Quando se dialoga com base cultural e com base genuína de coração, as coisas podem acontecer de forma diferente das que estão agora a acontecer”, concluiu. 

O programa da manhã incluiu também a entrega dos Prémios de Mérito Universitário da Fundação Amélia de Mello, distinguindo os estudantes que mais se destacaram ao longo do seu percurso académico na Faculdade. Na edição de 2024, o prémio foi atribuído a Samuel Afonso, do Mestrado em Ciências Religiosas EaD, e na edição de 2025, a Simão Ferreira Nunes, do Mestrado Integrado em Teologia. Um momento de reconhecimento que reforça o compromisso institucional com a excelência e com o acompanhamento dos seus alunos.

Ainda durante a manhã, o Grupo de Teatro do Seminário dos Olivais apresentou a peça Semente de Cristãos, que evoca a história de São Genésio, patrono do teatro e dos atores. Trata-se de um comediante romano que, ao simular em palco o batismo cristão para entreter o imperador Diocleciano, foi surpreendido por uma conversão genuína.  


"Um dia de festa, de celebração, de memória e de projeção da esperança"

Durante a tarde, a comunidade participou entusiasticamente num programa cultural, que incluiu uma visita aos jardins e ao Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e, também, uma visita aos vitrais de Almada Negreiros na Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

O Dia Nacional da Faculdade de Teologia culminou com uma celebração litúrgica presidida por D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa e Magno Chanceler da Universidade Católica Portuguesa, que descreveu o Dia da Faculdade como "um dia de festa, de celebração, de memória e de projeção da esperança". O Patriarca de Lisboa sublinhou o que torna a Teologia singular entre os saberes: a sua vocação de síntese. “A Teologia oferece a possibilidade de uma perspetiva integral. A Teologia é um lugar de síntese.”

D. Rui Valério lançou, também, um desafio sobre como deve ser cumprida a vocação da Teologia: “Para cumprir plenamente a sua vocação, a própria Teologia deve tornar-se serva. "A vocação não é conhecer mais, mas ver mais profundamente. Uma teologia que não se ajoelha não cumpre o Evangelho."

A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa celebra este ano 59 anos de dedicação ao ensino, à investigação e à reflexão crítica no domínio da Teologia. Com uma oferta formativa que conta com licenciaturas, mestrados, doutoramentos e programas avançados, a Faculdade distingue-se pelo diálogo aberto entre a tradição teológica e a sociedade contemporânea.

05-05-2026

Católica Porto Business School é finalista dos Prémios Marketeer 2026

A Católica Porto Business School é uma das marcas finalistas dos Prémios Marketeer 2026, na categoria Estabelecimentos de Ensino. As votações já estão a decorrer.

A competição que distingue todos os anos as marcas, personalidades e empresas que têm um impacto significativo em Portugal, nomeia nesta 18ª edição marcas de diferentes categorias, que vão desde a Grande Distribuição aos Festivais de Música, Seguros e Telecomunicações, passando pelo Grande Consumo, Turismo e Banca e Saúde. 

A lista de finalistas é elaborada através de um cruzamento de avaliações por parte da redação e do Conselho Editorial da Marketeer.   

As votações para os Prémios Marketeer 2026 estão abertas até ao dia 17 de maio.



votar aqui

 

Os vencedores vão ser conhecidos numa cerimónia a decorrer no dia 28 de maio no Convento do Beato, em Lisboa. 

05-05-2026

A Semana Europeia da Sensibilização para a Saúde Mental assinala-se em maio

A Semana Europeia de Sensibilização para a Saúde Mental, promovida pela organização Mental Health Europe, decorre anualmente no mês de maio, com o objetivo de promover o diálogo sobre a saúde mental, combater o estigma e reforçar a sua importância. 

Esta iniciativa tem vindo a consolidar-se, reunindo organizações governamentais, instituições e cidadãos de toda a Europa. O objetivo é sensibilizar para a importância da saúde mental e reforçar a sua presença na agenda pública, social e política. Trata-se de uma oportunidade relevante para reforçar o compromisso coletivo com o bem-estar e contribuir para uma sociedade mais consciente. 

Todos os anos, esta iniciativa é dedicada a um tema específico. A edição de 2026 decorre entre os dias 11 e 17 de maio, sob o mote “Mais fortes juntos: priorizar a saúde mental numa Europa em mudança”. Este tema reconhece os desafios que caracterizam o contexto europeu atual e sublinha a importância da solidariedade, da esperança e do apoio mútuo. 

No ensino superior, esta iniciativa reforça o papel das universidades na promoção da saúde mental através da promoção de ambientes saudáveis, inclusivos e de apoio mútuo, e do desenvolvimento de uma cultura institucional que valoriza o bem-estar psicológico como parte integrante do sucesso académico e pessoal.

Neste sentido, o UCP2 Mental Health disponibiliza aos estudantes da Universidade Católica um conjunto de iniciativas de promoção da saúde mental. No âmbito da promoção e prevenção, são desenvolvidos workshops com o propósito de aumentar a literacia em saúde mental, desenvolver estratégias de autocuidado e primeiros socorros psicológicos.

O UCP2 Mental Health disponibiliza também apoio psicológico individual para estudantes nos quatro campi da Universidade. Este serviço está, também, disponível para docentes e colaboradores nos campi de Lisboa, Braga e Viseu. 

Cuidar da saúde mental é uma responsabilidade de todos. 

04-05-2026

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