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Universidade Católica no Porto encerra mais um ano de voluntariado com balanço de impacto e compromisso social

A CASO – Católica Solidária, o núcleo de voluntariado da Universidade Católica no Porto, encerrou mais um ano letivo de voluntariado com um balanço muito positivo da atividade desenvolvida. Ao longo do ano, mobilizou 150 voluntários regulares, integrados em 34 instituições parceiras.

O encerramento do ano foi assinalado com dois momentos de encontro, celebração e reflexão, que reuniram voluntários e instituições parceiras para partilhar experiências, reconhecer o trabalho desenvolvido e preparar os desafios do próximo ano letivo.

No dia 26 de maio, os estudantes voluntários participaram num encontro dedicado à partilha das experiências vividas ao longo do ano. Durante a sessão, foram convidados a refletir sobre as principais conquistas, os maiores desafios, os momentos mais marcantes do seu percurso de voluntariado e as aprendizagens que levam desta experiência para a sua vida pessoal, académica e futura prática profissional. O encontro incluiu ainda uma atividade dinâmica — um bingo temático sobre voluntariado — e terminou com um momento de convívio entre os participantes.

Entre os testemunhos partilhados, destacam-se frases que evidenciam o impacto humano desta experiência: “Consegui proporcionar momentos felizes a pessoas que ganharam um lugar muito especial no meu coração” e “Senti que a minha presença marcou realmente a semana dos idosos.”

O encerramento do ano foi também assinalado com um encontro dedicado às instituições parceiras, realizado no dia 8 de julho. A sessão teve início com a formação “Como potenciar o marketing digital (site e redes sociais) nas organizações sociais”, dinamizada por Rui Neves Moreira, alumni da Universidade Católica Portuguesa e Managing Partner da Kreab Porto. Seguiu-se a apresentação do balanço das atividades desenvolvidas ao longo do ano e um momento de auscultação e preparação do próximo ano letivo, com a partilha de contributos e sugestões por parte das entidades parceiras.

Apesar do encerramento do ano letivo, a atividade da CASO prossegue durante o verão. No âmbito do voluntariado internacional, seis estudantes participarão no programa FLY/VUELA, uma experiência de voluntariado intercultural, interdisciplinar, intensiva e interuniversitária.

As participantes irão desenvolver projetos em três continentes: três no Brasil, uma em Espanha, uma em Itália e uma em Angola. As áreas de intervenção incluem o acompanhamento de pessoas migrantes, de pessoas em situação de exclusão social e o desenvolvimento de projetos centrados no cuidado das pessoas e das comunidades.

13-07-2026

VIII Encontro CARE debate o futuro da investigação num mundo em transformação

Realizou-se no dia 8 de julho, na sede da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, o VIII Encontro CARE: Research, Culture and Defence, uma iniciativa que reuniu cerca de 120 docentes, investigadores e estudantes de doutoramento e pós-doutoramento para refletir sobre o contributo da investigação científica na compreensão e resposta aos desafios atuais.

Num contexto global marcado por tensões geopolíticas, transformações culturais e avanços tecnológicos, o encontro centrou-se na relação entre investigação, cultura e defesa, explorando questões relacionadas com a responsabilidade académica, a preservação do património cultural e o papel do conhecimento científico na promoção da segurança, da resiliência e dos valores fundamentais das sociedades contemporâneas.

A sessão de abertura contou com a intervenção de Peter Hanenberg, Vice-Reitor da Universidade Católica Portuguesa, seguindo-se a keynote “The global challenge and the future of research”, proferida por Peter Lievens, da KU Leuven.

Ao longo do encontro, investigadores da Católica partilharam perspetivas e experiências sobre estas temáticas, promovendo um debate interdisciplinar em torno do papel das instituições de ensino superior na construção de uma investigação ética e socialmente relevante.

A destacar ainda as mesas redondas sobre questões de segurança e inovação bem como um debate moderado por Isabel Capeloa Gil, reitora da Católica, que contou com a participação de Peter Lievens, do Reitor da Universidade Nova, Paulo Pereira, e dos investigadores Elif Nur Fırat Karalar (Koç Üniversitesi Istanbul) e Pedro Simas (CBR, UCP).

Com esta oitava edição, o Encontro CARE reafirmou o seu papel como um espaço privilegiado de diálogo e reflexão estratégica sobre a investigação na Universidade Católica Portuguesa, promovendo o intercâmbio de ideias e a construção de novas perspetivas para uma ciência impactante e transformadora.

 

13-07-2026

Universidade Católica no Porto encerra mais um ano de voluntariado com balanço de impacto e compromisso social

A CASO – Católica Solidária, o núcleo de voluntariado da Universidade Católica no Porto, encerrou mais um ano letivo de voluntariado com um balanço muito positivo da atividade desenvolvida. Ao longo do ano, mobilizou 150 voluntários regulares, integrados em 34 instituições parceiras.

O encerramento do ano foi assinalado com dois momentos de encontro, celebração e reflexão, que reuniram voluntários e instituições parceiras para partilhar experiências, reconhecer o trabalho desenvolvido e preparar os desafios do próximo ano letivo.

No dia 26 de maio, os estudantes voluntários participaram num encontro dedicado à partilha das experiências vividas ao longo do ano. Durante a sessão, foram convidados a refletir sobre as principais conquistas, os maiores desafios, os momentos mais marcantes do seu percurso de voluntariado e as aprendizagens que levam desta experiência para a sua vida pessoal, académica e futura prática profissional. O encontro incluiu ainda uma atividade dinâmica — um bingo temático sobre voluntariado — e terminou com um momento de convívio entre os participantes.

Entre os testemunhos partilhados, destacam-se frases que evidenciam o impacto humano desta experiência: “Consegui proporcionar momentos felizes a pessoas que ganharam um lugar muito especial no meu coração” e “Senti que a minha presença marcou realmente a semana dos idosos.”

O encerramento do ano foi também assinalado com um encontro dedicado às instituições parceiras, realizado no dia 8 de julho. A sessão teve início com a formação “Como potenciar o marketing digital (site e redes sociais) nas organizações sociais”, dinamizada por Rui Neves Moreira, alumni da Universidade Católica Portuguesa e Managing Partner da Kreab Porto. Seguiu-se a apresentação do balanço das atividades desenvolvidas ao longo do ano e um momento de auscultação e preparação do próximo ano letivo, com a partilha de contributos e sugestões por parte das entidades parceiras.

Apesar do encerramento do ano letivo, a atividade da CASO prossegue durante o verão. No âmbito do voluntariado internacional, seis estudantes participarão no programa FLY/VUELA, uma experiência de voluntariado intercultural, interdisciplinar, intensiva e interuniversitária.

As participantes irão desenvolver projetos em três continentes: três no Brasil, uma em Espanha, uma em Itália e uma em Angola. As áreas de intervenção incluem o acompanhamento de pessoas migrantes, de pessoas em situação de exclusão social e o desenvolvimento de projetos centrados no cuidado das pessoas e das comunidades.

13-07-2026

Católica Porto Business School distinguida com Menção Honrosa no Prémio de Excelência Logística

A Católica Porto Business School foi distinguida com uma Menção Honrosa na edição de 2026 do Prémio de Excelência Logística, na categoria de Academia, reconhecimento atribuído pela Associação Portuguesa de Logística (APLOG) a projetos académicos que se destacam pelo seu contributo para o desenvolvimento do conhecimento e da inovação no setor. 

A distinção reconhece o trabalho desenvolvido pela Escola na área da logística, valorizando a produção de conhecimento com aplicação ao contexto empresarial e o contributo da investigação académica para a resposta aos desafios das organizações. 

A categoria Academia do PEL distingue trabalhos, cursos e projetos promovidos por instituições de ensino superior que evidenciem relevância para a investigação e para o setor empresarial, bem como um grau de inovação associado. 

Com esta Menção Honrosa, a Católica Porto Business School vê reconhecido o seu contributo para a aproximação entre a academia e as empresas, através da criação e disseminação de conhecimento orientado para a prática e para os desafios da gestão da cadeia de abastecimento e das operações. 

A cerimónia de entrega dos prémios teve lugar na Adega do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras.

 

13-07-2026

Summer School sobre Desobediência reúnem 140 participantes de 30 nacionalidades na Católica

Cerca de 140 participantes de 30 nacionalidades partilharam experiências e conhecimento na 16.ª Lisbon Summer School for the Study of Culture e na 8ª Porto Summer School on Art & Cinema, que decorreram em associação na sede da Universidade Católica Portuguesa em Lisboa.

Organizadas em parceria pelo The Lisbon Consortium e pela Escola das Artes da Católica, as iniciativas exploraram a temática da desobediência como prática artística e cultural, reunindo estudantes, artistas, curadores, cineastas e investigadores internacionais.

O programa incluiu palestras, seminários, masterclasses, workshops, conferências e projeções de cinema, que decorreram na sede da Católica e em diversos espaços da cidade, como a Cinemateca, a Culturgest e o Centro Cultural de Belém.

Foi também inaugurada a exposição Disobedience Archive (The Agitational Billboard), com curadoria de Marco Scotini e display expositivo concebido por Ângela Ferreira, na Galeria Fundação Amélia de Mello, na sede. Antes da inauguração, e abrindo o programa das Summer Schools ao público, decorreu uma reflexão entre a artista e Marco Scotini, com moderação do diretor da Escola das Artes, Nuno Crespo, sobre o papel da arte e do arquivo na construção de formas de resistência e de transformação social.

O programa terminou na Culturgest com a projeção do filme The Natural History of Destruction (2022), de Sergei Loznitsa, seguida de uma conversa entre o realizador e a reitora da Católica, Isabel Capeloa Gil, abordando temas como a memória, a violência e a representação histórica.

Durante as Lisbon Summer School for the Study of Culture e Porto Summer School on Art & Cinema, convidados como Ana Longoni, Ângela Ferreira, Ato Quayson, Gabrielle Civil, Marco Scotini, Markus Messling, Sergei Loznitsa, Sumathi Ramaswamy e Tânia Ganito contribuíram para uma discussão interdisciplinar sobre a desobediência enquanto forma de crítica, emancipação e produção de conhecimento. As diferentes sessões abordaram temas como o ativismo artístico, a desobediência civil, a resistência quotidiana e a contestação dos sistemas dominantes de poder, evidenciando o papel das artes e do cinema como espaços privilegiados para imaginar novas formas de ação coletiva.

13-07-2026

Carmo Themudo é distinguida com a Medalha de Mérito da Cidade do Porto

Carmo Themudo, responsável pela Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa da Universidade Católica Portuguesa no Porto, recebeu a Medalha de Mérito da Cidade do Porto, uma relevante distinção atribuída pelo Município do Porto.

A atribuição da Medalha de Mérito da Cidade reconhece o percurso e o contributo de Carmo Themudo para a comunidade, distinguindo o seu compromisso cívico, profissional e humano ao serviço das pessoas e da sociedade.

"Recebo esta distinção com surpresa, algum embaraço, mas também com muita gratidão. Esta medalha representa simultaneamente um incentivo a continuar e um compromisso com aquilo que dá sentido à minha vida: amar e servir as pessoas e as comunidades (pessoais e profissionais) de que faço parte, com dedicação, resiliência e um sorriso”, afirma Carmo Themudo.

Carmo Themudo é alumna da Católica Porto Business School e coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP), cuja missão é dar rosto à missão evangelizadora da universidade e proporcionar aos estudantes a oportunidades de SER+. Oriunda de uma família numerosa, Carmo Themudo garante que foi através do exemplo que aprendeu a importância do serviço aos outros e é, por isso, que faz do voluntariado e da entrega dimensões essenciais na sua vida.

A cerimónia de atribuição decorreu a 9 de julho, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Porto.

Recorde a entrevista completa com Carmo Themudo para a rubrica Pessoas em Destaque em setembro de 2022

09-07-2026

Pedro Braga Falcão: “Tudo o que somos enquanto cultura está sempre em diálogo com o nosso passado.”

Pedro Braga Falcão é docente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e investigador no Centro de Estudos de História Religiosa. Leciona e investiga em áreas que vão do latim, ao grego e à história das religiões, e estes temas acompanham-no desde a infância, numa casa onde a etimologia das palavras fazia parte do quotidiano. Nesta entrevista, reflete sobre a importância das línguas clássicas para a Teologia, uma área que "oferece aos alunos a possibilidade de compreender o mundo de forma estruturada, mas também ousada". Fala ainda do diálogo entre a Antiguidade e a contemporaneidade, do trabalho de tradução da Bíblia, da escrita e da música - "o grande fio condutor" da sua vida.

 

Que memórias guarda da sua infância?

Eu sou filho de pais açorianos. Muitos dos meus parentes foram para a América, outros para o Canadá, e só a minha família é que foi para o continente, para uma aldeia no concelho de Sintra, onde vivíamos um bocado isolados. O que eu guardo com maior saudade, que é uma coisa que recorre muito na minha poesia, é o cheiro a pinheiro. A minha infância é o cheiro a pinheiro.

 

Como é que surgem os estudos clássicos na sua vida?

O meu pai era de uma aldeia muito pobre, Rabo de Peixe, e naquele contexto, só ia estudar ou quem tinha posses ou quem a Igreja pudesse tomar sob a sua alçada. Na altura, havia uma missão holandesa por ali, repararam no meu pai, e foi para o seminário, onde estudou latim. Cresci com ele a falar e a ensinar-me sobre a etimologia das palavras. A minha mãe é de filosofia, portanto também estava sempre a falar do grego. O bichinho das clássicas sempre foi demasiado forte, pelo que na Faculdade optei pelo curso de Línguas e Literaturas Clássicas, onde me formei em latim e grego.

 

E continuou os estudos nesta área...

Depois fiz o mestrado em Literatura Latina, o doutoramento também, em torno da obra de um dos grandes poetas da antiguidade, que é Horácio, o poeta do carpe diem. Paralelamente, tive sempre estudos musicais, também fiz uma licenciatura em viola de arco e neste momento os meus interesses estendem-se por todas estas áreas. Entrei para a Católica, há vinte anos, na qualidade de professor de Latim.

 

“Há no fenómeno religioso uma gramática e uma vontade poética comuns e extremamente ricas”

 

Qual é a importância do estudo das línguas clássicas na Teologia?

O património de que a teologia fala, em grande medida, só é acessível por um conhecimento mais profundo, não só dos estudos bíblicos, mas também das línguas da Bíblia e da cultura cristã ocidental, fundamentalmente, o latim, o hebraico e o grego. Estudar teologia sem esta noção das línguas clássicas seria o mesmo que fazer um curso de literatura alemã sem saber alemão.

 

Ensina também História das Religiões na Faculdade de Teologia.

Esta é uma cadeira que eu tenho particular gosto em dar. Falo na religião antiga grega e romana, mas também sobre o budismo, o hinduísmo, o islão, o judaísmo. Ao ensinarmos e ao falarmos destas culturas e destas religiões, acabamos por dar aos alunos uma sensação de partilha de um mundo muito rico e muito diverso. Isto também enriquece a fé cristã, na medida em que a fé amadurece pelo diálogo. Penso que é evidente que há no fenómeno religioso uma gramática e uma vontade poética comuns e extremamente ricas, pelo menos na minha mundividência.

 

O que é que distingue o ensino da Teologia?

A Teologia é uma área de saber permanentemente em diálogo com a Língua, com a Filosofia, com a Sociologia, com a Antropologia, com a Igreja. É um curso que se distingue muito de todos os outros, pelo próprio objeto de estudo, e que, na sua dinâmica, oferece aos alunos a possibilidade de compreenderem o mundo de uma forma estruturada, do ponto de vista científico, mas, também, ousada, a partir de uma coisa tão inefável como é Deus.

 

“[Traduzir] é uma hipótese única de conhecer outra alma com dois mil anos, de ler devagar estes poetas e trabalhar o seu pensamento”

 

Que temas tem mais recentemente investigado?

A minha questão de fundo é esta gramática ritual comum com que podemos interpretar a realidade muito recuada da convivência da religião antiga, grega e romana, com o cristianismo emergente. Estamos a falar dos primeiros dois, três, quatro séculos. Tenho esta intuição - e há muita coisa produzida sobre isto - de que nós ao estudarmos o cristianismo à luz daquilo que se costuma chamar paganismo, podemos perceber melhor o cristianismo, e vice-versa. Também conseguimos perceber melhor a identidade antiga que vai dar origem à civilização europeia. Este é um dos principais temas que orientam o meu trabalho, mas as investigações tendem a ser mais concretas. Por exemplo, o meu próximo artigo será sobre a perseguição religiosa que foi feita pelos romanos, muito antes do cristianismo, aos festivais de Baco, que estavam a ser introduzidos em Roma.

 

Também trabalha na tradução de textos a partir das línguas clássicas. O que significa esse trabalho, para si?

O Aníbal Fernandes, que é um dos grandes tradutores que nós temos, costuma dizer “traduzo para ler mais devagar”. E, para mim, é precisamente isto, particularmente com a poesia antiga, que é aquilo que eu mais gosto de traduzir. É uma hipótese única de conhecer outra alma com dois mil anos, de ler devagar estes poetas e trabalhar o seu pensamento – é arrepiante, não é? É uma graça infinita. Ao mesmo tempo, como escritor, trabalho a minha própria técnica de escrita. E depois, claro, o mundo bíblico. Seja-se crente ou não, os evangelhos, por exemplo, lê-los em grego e traduzi-los do grego é das coisas mais bonitas que podem acontecer na vida, porque todas aquelas palavras têm ecos lá dentro. A forma como os evangelhos estão organizados, como foram estruturados, do ponto de vista literário, é uma coisa fascinante.

 

Tem também trabalhado num projeto de tradução da Bíblia, para a Conferência Episcopal Portuguesa.

Este projeto faz parte de um grande plano que a Igreja tinha desde o Concílio do Vaticano II de ter uma tradução completa da bíblia, cientificamente sólida, para uso litúrgico. E daí partiu-se para um projeto fundamentalmente financiado pela Igreja Portuguesa, para o qual fui convidado pelo, então, Padre Tolentino Mendonça, com quem mantive uma relação próxima na Faculdade.
O nosso trabalho é muito minucioso. Agora está quase acabar, mas dediquei-lhe longas horas por semana nos últimos 10 anos. Recebíamos as traduções de todo o mundo lusófono e depois fazíamos uma revisão científica, literária e litúrgica, muito complexa, que implicou, naturalmente, ir sempre ao original e procurar uma necessária uniformização. O projeto é, por natureza, participativo: todos os meses colocamos textos novos no site e estamos à procura de ecos da comunidade dos leitores, que depois avaliamos. E essa idiossincrasia de participação, no meu conhecimento, é única em projetos como este.

 

O que o fascina neste diálogo entre aquilo que foi a Antiguidade e aquilo que é a Criação Contemporânea?

Tudo o que nós somos enquanto cultura - e mesmo contracultura -, está sempre em diálogo com o nosso passado. A cultura dita ocidental está sedimentada na maneira greco-romana de ver o mundo. Eu costumo dizer que os classicistas são por natureza otimistas. Conhecer de onde viemos tem essa dupla vantagem: de perceber porque fazemos coisas belas - como a noção de direito, que é uma coisa romana e uma condição imprescindível para a vida em sociedade; e também porque fazemos coisas más e como nos libertamos delas. A escravatura, por exemplo, era uma realidade perfeitamente aceitável para gregos e romanos e é hoje reconhecida como algo abjeto, pavoroso. O cristianismo foi uma revolução no sentido em que introduziu algo que faltava na antiguidade, que é a noção da dignidade humana, da pessoa, do outro, da alteridade - uma conquista lenta, sinuosa da Igreja, mas uma mensagem central no cristianismo.

 

“A música é o grande fio condutor de tudo isto, é a argamassa que liga todas as minhas experiências.”

 

E de que forma é que esse conhecimento contagia a sua própria criação, enquanto escritor?

Se o autor opta por uma via sincera, então aquilo que estudou, leu e o inspirou acaba por soar naquilo que faz e integra a sua atitude na escrita. Acho que isso é o que alimenta aquilo que eu faço. Eu costumo apresentar-me como um autor desconhecido do final do século XX. Sou um bocadinho um pós-moderno, não sou um escritor particularmente clássico, nem que procure muito o gesto da forma, mas não deixo de ter uma grande âncora na palavra, enquanto ato etimológico.

 

E a música?

A música é o grande fio condutor de tudo isto, é a argamassa que liga todas as minhas experiências. Até a experiência mais inefável, uma experiência do divino, é incomensuravelmente, para mim, mais imediata pela música, seja como ouvinte, seja como executante. Tenho gostos muito variados: agora estou a ouvir Bach, e depois já me apetece ouvir Joy Division, Pixies, música renascentista, ou música folclórica da Geórgia. Se eu quero estar num determinado estado de espírito, para escrever, eu sei que música quero ouvir, e é a partir daí que tudo nasce. Mas se estiver a trabalhar ou a escrever um artigo sobre a vírgula no século XV d.C. não consigo com música. Como instrumentista, entrei recentemente no Grupo Arte Minima na dupla capacidade de músico, mas também de especialista em textos litúrgicos antigos escritos em latim. Tenho agora o prazer de estar a explorar a música renascentista - a sua notação, ambiência e estética - e a viola da braccio, e de ver cruzar os meus vários interesses neste universo.

 

Alguma recomendação cultural?

Ouvir, mas ouvir mesmo, a Paixão segundo São João, de Bach, do princípio ao fim, com o libreto à frente e com a tradução. É uma experiência por que acho que toda a gente devia passar na vida.

 

09-07-2026

Empreendedores dão vida às suas ideias no Programa de Aceleração Bloom Your Biz #Porto

Quinze empreendedores apresentaram 12 ideias de negócio no Demo Day do Programa de Aceleração Bloom Your Biz #Porto, assinalando a conclusão de um percurso intensivo de capacitação empreendedora. Perante um painel de júri, parceiros e convidados, os participantes deram a conhecer projetos que refletem talento, criatividade e determinação, demonstrando o potencial das suas propostas e o trabalho desenvolvido nos últimos meses.

Realizado no passado dia 30 de junho, o Demo Day marcou o culminar do processo de aceleração de negócios do programa, promovido pela Fundação Aga Khan Portugal, em parceria com a Universidade Católica no Porto, através da sua Área Transversal de Economia Social. O Bloom Your Biz #Porto tem procurado contribuir para um ecossistema empreendedor mais diverso e inclusivo na cidade, apoiando empreendedores no desenvolvimento de ideias de negócio sustentáveis e geradoras de impacto.

Ao longo dos últimos meses, os(as) participantes desenvolveram as suas ideias através de um percurso de formação, mentoria e acompanhamento personalizado, adquirindo competências nas áreas da liderança, comunicação, marketing, gestão financeira e desenvolvimento de modelos de negócio. O Demo Day representou o culminar deste processo, proporcionando a oportunidade de apresentar os seus projetos através de um pitch, demonstrando não apenas a viabilidade das suas propostas, mas também a evolução pessoal e empreendedora alcançada ao longo do programa.

Na sessão de abertura, Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, sublinhou que "quando a academia se liga à comunidade, o conhecimento transforma-se em impacto". "É nesta ligação que encontramos alguns dos exemplos mais relevantes de inovação social, inclusão e desenvolvimento humano", acrescentou, desafiando os participantes a aproveitarem ao máximo esta oportunidade para “aprender, crescer e acreditar no potencial das suas ideias”.

Os projetos apresentados evidenciaram a diversidade de talentos existentes na cidade do Porto e abordaram diferentes áreas de atividade, desde a moda sustentável e as indústrias criativas até iniciativas de impacto social, bem-estar, ilustração, produtos artesanais e valorização da diversidade cultural. Em comum, todos refletiram uma forte vontade de transformar competências, paixões e experiências de vida em negócios com propósito e impacto positivo.

O evento contou ainda com a avaliação de um júri multidisciplinar, que reconheceu a qualidade e o potencial das ideias apresentadas. No final da sessão, foram distinguidos três projetos: 1.º Prémio – Miasà; 2.º Prémio – Ikiway; 3.º Prémio – TilloMethod – unPlug.

Mais do que uma competição, o Demo Day constituiu um espaço de celebração, aprendizagem e networking, onde os(as) empreendedores(as) puderam partilhar as suas histórias, receber feedback construtivo e estabelecer novas ligações com parceiros do ecossistema de empreendedorismo e inovação social.

O percurso, contudo, não termina aqui. Após o Programa de Aceleração, os projetos iniciam agora uma nova etapa através do Programa de Incubação, onde continuarão a beneficiar de acompanhamento especializado, mentoria e ligação à rede de incubadoras parceiras do Bloom Your Biz #Porto, reforçando as condições para transformar as ideias apresentadas em negócios sustentáveis e geradores de impacto.

O Bloom Your Biz #Porto continua, assim, a afirmar-se como um programa que acredita no potencial das pessoas e na força do empreendedorismo como ferramenta de inclusão, capacitação e transformação social.

09-07-2026

Católica no Porto volta a reunir gerações de Alumni em mais uma edição do Alumni Fest

Um momento de matar saudades, de regressar à alma mater e de rever colegas e professores. Foi assim a 5ª edição do Alumni Fest, o encontro anual dos Alumni da Universidade Católica no Porto que celebra a ligação entre a Universidade e os seus antigos alunos. A iniciativa reuniu cerca de 325 alumni provenientes das diferentes faculdades.

O evento, que decorreu a 4 de julho, proporcionou, num ambiente familiar e de grande proximidade, a partilha de experiências pessoais e profissionais, reforçando o sentimento de pertença que continua a unir gerações de antigos alunos.

Para Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, “O Alumni Fest é muito mais do que um encontro de antigos estudantes; é a celebração de uma comunidade que continua viva, dinâmica e comprometida com os valores que partilhou durante a sua passagem pela Universidade Católica. É sempre inspirador ver diferentes gerações de alumni regressarem à sua Universidade para reencontrar colegas, partilhar percursos e renovar laços que perduram muito para além dos anos académicos. Estes momentos recordam-nos que a Católica é uma comunidade para a vida, onde o conhecimento, a amizade e o sentido de responsabilidade para com a sociedade continuam a unir-nos e a fortalecer a nossa identidade comum."

Para muitos participantes, o Alumni Fest é, acima de tudo, uma oportunidade para regressar a um lugar que continua a fazer parte da sua identidade. "Há lugares que nunca deixam de ser nossos. No Alumni Fest da Católica no Porto, os reencontros transformaram-se em abraços, as memórias voltaram às conversas e a alegria de rever velhos amigos fez reviver o espírito da escola", partilhou Clara Braga, alumna da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem.

O ambiente de reencontro foi igualmente destacado pelos alumni das diferentes faculdades. "Voltámos ao lugar onde tantas histórias começaram. Entre sorrisos, abraços e memórias, percebemos que o verdadeiro legado da universidade são as pessoas", afirmou José Vasco Carvalho, alumnus da Escola das Artes. Já Maria Pintado, alumna da Faculdade de Educação e Psicologia, resumiu o espírito da iniciativa: "Reencontros, conversas e novas memórias. É isso que torna o Alumni Fest especial!".

Os alumni da Católica foram também convidados a apoiar o Fundo Alumni para Alunos, o sistema de suporte social que tem como objetivo ajudar os atuais estudantes em situação de maior vulnerabilidade financeira.

O sentido de comunidade marcou igualmente os testemunhos de outros participantes. Para Maria José Negócio, alumna da Faculdade de Teologia, "o Alumni Fest é um regresso ao passado com olhos postos no futuro porque construir um mundo melhor começa em cada pequeno gesto hoje. Somos UCP." Já Ricardo Lacerda e Rui Costa Lima, alumni da Escola Superior de Biotecnologia, sublinharam que o "Alumni Fest é a oportunidade anual para voltar a encontrar pessoas, histórias e memórias que continuam a fazer parte de nós, e para reacender amizades que o tempo não apaga", destacando ainda que a edição deste ano ficou marcada pela homenagem a Raquel Moreira, cuja dedicação à comunidade académica permanece viva na memória dos alumni.

O entusiasmo foi também partilhado por Dário Freitas e José Graça, alumni da Faculdade de Direito – Escola do Porto: "Foi bonita a festa, este ano com mais calor e animação! Obrigado, Católica!". Também Tiago Teixeira, alumnus da Católica Porto Business School, afirma que o Alumni Fest é “mais do que um reencontro, é uma boa forma de reforçar a rede e as amizades criadas durante o percurso académico.”

O Alumni Fest é uma iniciativa conjunta da Universidade com as várias Associações Alumni (Escola Superior de Biotecnologia, Faculdade de Direito – Porto e Faculdade de Educação e Psicologia) e com as diferentes dinâmicas de alumni da Católica Porto Business School, Escola das Artes, Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem e Faculdade de Teologia no Porto.

08-07-2026

Alumni da Católica distinguidos com bolsas Fulbright para 2026/2027

Três antigos alunos da Universidade Católica Portuguesa foram distinguidos com bolsas Fulbright para o ano académico de 2026/2027, um reconhecimento que lhes permitirá desenvolver projetos de investigação e prosseguir percursos de formação nos Estados Unidos da América.

Entre os distinguidos está Francisco Garcia, Alumni do Instituto de Estudos Políticos, onde concluiu o Mestrado em Ciência Política, que recebeu a Bolsa Fulbright para doutoramento, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Na University of Notre Dame, iniciará um doutoramento em Ciência Política, centrando a sua investigação na teoria política e na história do pensamento moral e político. O seu projeto analisa a evolução do conceito de virtude política, desde a Antiguidade até à filosofia moderna.

Cristina Filipe, Alumni da Escola das Artes e investigadora do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR), foi distinguida com a Bolsa Fulbright para Professores e Investigadores com doutoramento com o apoio do Camões I.P.. Durante o período da bolsa, realizará investigação no Museum of Arts and Design, em Nova Iorque. O projeto incide sobre joalharia contemporânea, práticas curatoriais e estudos de arquivo, dando continuidade ao trabalho científico que desenvolve no CITAR.

Francisco Rodrigues, Alumni da Escola Superior de Biotecnologia, foi selecionado para a Bolsa Fulbright para Investigação, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). O seu projeto será desenvolvido no Wake Forest Institute for Regenerative Medicine, da Wake Forest University, nos Estados Unidos. 

Criado em 1946, o Programa Fulbright apoia a realização de projetos de estudo, investigação e docência entre Portugal e os Estados Unidos, constituindo um dos principais instrumentos de cooperação académica entre os dois países. Desde a sua criação, tem contribuído para a formação avançada de estudantes, investigadores e docentes e para o desenvolvimento de parcerias entre instituições de ensino superior e centros de investigação.

08-07-2026

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