O Grupo de Nutrição e Saúde do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) orgulha-se de partilhar a sua mais recente publicação “Phytochemical and Functional Diversity of Enzyme-Assisted Extracts from Hippophae rhamnoides L., Aralia cordata Thunb., and Cannabis sativa L.” (Diversidade Fitoquímica e Funcional dos Extratos Enzimaticamente Assistidos de Hippophae rhamnoides L., Aralia cordata Thunb. e Cannabis sativa L), que resultou de uma colaboração com investigadores de Centros de Investigação da Lituânia.
Este estudo foi desenvolvido no âmbito de uma tese de doutoramento e envolveu a colaboração multidisciplinar entre investigadores do CBQF e do Centro de Investigação para a Agricultura e Florestas da Lituânia, da Universidade de Ciências da Saúde da Lituânia, do Instituto de Investigação de Ciências Naturais e Tecnológicas, bem como do Jardim Botânico da Universidade Vytautas Magnus, na Lituânia.
A doutoranda Viktorija Januskevice passou parte do seu programa de doutoramento no CBQF, com o objetivo de caracterizar os extratos de Hippophae rhamnoides L. (espinheiro-marítimo), Aralia cordata Thunb. e Cannabis sativa L. (cânhamo), obtidos com um método inovador, rápido e sustentável. O estudo mostrou níveis relevantes de atividade antioxidante para todos os extratos de folhas e identificou o potencial antidiabético e a atividade antibacteriana das folhas de espinheiro-marítimo, destacando assim a eficácia da metodologia.
Há um mês, a Católica Porto Business School acolheu mais uma vez alunos internacionais para uma semana de imersão. Nesta ocasião, os participantes foram os alunos do Global Education MBA da WU Executive Education (Vienna University of Economics and Business), que se deslocaram ao Porto para a semana internacional denominada "International Immersion Innovation and Sustainability Week". O evento decorreu de 1 a 5 de julho, proporcionando aos alunos uma experiência enriquecedora de aprendizagem, networking e partilha de conhecimento no campus da Católica Porto Business School.
Este programa imersivo foi coordenado cientificamente por João Pinto, Professor de Finanças Sustentáveis e Diretor da Católica Porto Business School, Manuela Pintado, Professora Associada da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, e Ricardo Morais, Professor Auxiliar de Gestão na Católica Porto Business School. O principal objetivo da semana foi preparar os participantes para a agenda da sustentabilidade em todas as suas dimensões, expondo-os às práticas e pensamentos mais recentes sobre sustentabilidade e regeneração, de forma a capacitá-los à tomada de decisão acertada em qualquer organização.
A metodologia de aprendizagem utilizada foi a de "Action-Learning", que se caracteriza por requerer uma participação ativa dos estudantes. Este tipo de metodologia garantiu um ensino de qualidade através da discussão de casos, projetos aplicados a problemas reais em empresas parceiras, jogos de simulação, dinâmicas de grupo, iniciativas empresariais e tutoriais com a equipa docente.
Durante a semana de imersão, os alunos participaram em várias sessões: "Inovação Radical para o Impacto Global" com Diego Soroa, Chief Transformation Officer da Capital Certainty e Professor na IE Business School, "Inovação Circular e Disruptiva" com Manuela Pintado, "Pensamento Sistémico e Sustentabilidade como Elemento Chave da Liderança" com António Vasconcelos, Líder Executivo da Planetiers New Generation e co-líder do INSURE.Hub - Innovation in Sustainability and Regeneration Hub, “Estratégia empresarial no contexto da Economia Circular e Sustentabilidade” com Luís Rochartre, Industry Fellow na Universidade Católica Portuguesa do Porto. Além disso, os alunos colaboraram em projetos de Ação Aplicada em grupo com Ricardo Morais.
Complementando a experiência académica, os estudantes visitaram empresas portuguesas reconhecidas pelas suas práticas sustentáveis e gestão de desperdício, como a Amorim, LIPOR, SONAE e Sogrape.
A semana internacional culminou numa atividade de teambuilding em barco à vela, aproveitando os recursos próximos da Católica Porto Business School, o oceano, seguida de uma sessão de encerramento e entrega de diplomas.
Se és nosso novo estudante de licenciatura, fica atento ao e-mail onde receberás toda a informação em detalhe diretamente enviada pela Faculdade. Se não és nosso estudante, ainda te poderás candidatar até 29 de agosto.
Começa mais um ano letivo na Universidade Católica Portuguesa no Porto. 2024/25 promete desafiar todos os que escolheram a Católica para estudar e para percorrer caminho rumo aos seus sonhos.
Setembro marca o arranque do novo ano académico com programas de acolhimento que pretendem promover uma boa integração a todos os estudantes. Os novos alunos de licenciatura estão convidados a participar na sessão de acolhimento, um momento de celebração que contará com a presença de Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa. O evento decorre a 5 de setembro, pelas 19h30, no Auditório Ilídio Pinho. Em paralelo, cada faculdade preparou, igualmente, sessões de acolhimento próprias.
Se és nosso novo estudante de licenciatura, fica atento ao e-mail onde receberás toda a informação em detalhe diretamente enviada pela Faculdade. Se não és nosso estudante, ainda te poderás candidatar.
Ao iniciarmos o precioso tempo de descanso que a pausa estival nos oferece, importa agradecer, refletir e descansar.
Agradecer o vosso compromisso com a missão e a visão da Católica, de construir diariamente uma sociedade mais digna e sustentável através da educação e da ciência.
Refletir e recordar os momentos do ano letivo que passou. Sobretudo lembrar as palavras luminosas do Santo Padre no dia 3 de agosto de 2023 na nossa Sede: 'Uma das parábolas de Jesus diz que quem encontra a pérola de grande valor é aquele que a procura com inteligência e espírito de iniciativa, e dá tudo, arrisca tudo o que tem para a obter (cf. Mt 13, 45-46). Procurar e arriscar: estes são os dois verbos do peregrino.' Procurar e arriscar são orientação para quem busca a verdade científica, são orientação para uma universidade inovadora e por isso inevitavelmente inquieta. Só assim podemos formar coreógrafos e empreendedores de sonhos, como o Papa Francisco nos desafia a fazer.
Que esse momento rico da nossa história nos inspire também no próximo ano letivo e sempre no nosso percurso de vida.
E porque criar o sonho, exige também o tempo para descansar, que esta pausa de verão seja ocasião para cada um se dar tempo e renovar o olhar sobre a riqueza infinda do nosso mundo. Da beira-mar à montanha, umas boas férias!
Isabel Capeloa Gil
Reitora
Nota: A Universidade Católica Portuguesa no Porto encontra-se encerrada de 12 a 23 de agosto. Contudo, a Loja do Candidato permanece sempre aberta para receber todos os candidatos, bem como alguns espaços do Centro de Biotecnologia e Química e Fina (CBQF).
Joachim Karl, aluno da licenciatura de Gestão da Católica Porto Business School, destacou-se ao vencer a "Tech Challenge" do UnternehmerTUM, um dos maiores centros de startups da Europa. Durante o programa de mobilidade na TUM - Technical University of Munich, Karl e a sua equipa foram vencedores da competição de empreendedorismo com o projeto “RideSync”.
Após esta conquista, os alunos desenvolveram uma aplicação-protótipo do projeto para se candidatarem ao Hult Prize. A equipa conseguiu alcançar as finais globais no Dubai, tendo o seu projeto sido selecionado entre as 3,6% melhores de 10.000 startups em concurso.
Nas palavras dos estudantes, "o RideSync é uma solução que combina o transporte de encomendas e passageiros num sistema eficiente. O nosso método de rotas semi-flexíveis permite que os autocarros façam paragens tanto em pontos fixos quanto flexíveis. As paragens fixas são pré-determinadas, enquanto as paragens flexíveis são localizadas entre elas e só são feitas quando um cliente solicita uma recolha ou entrega. Além disso, os nossos autocarros entregam e recolhem encomendas em cada paragem fixa, ao lado dos pontos de recolha de encomendas.”
A equipa de Joachim Karl pretende continuar a trabalhar no projeto, com o objetivo de melhorar os transportes urbanos e o mercado logístico na Alemanha, na Europa e no mundo.
A Católica Porto Business School assume o compromisso de se tornar uma escola global, e procura reforçá-lo através das oportunidades de internacionalização que proporciona aos seus alunos.
A Universidade Católica Portuguesa, representada pela Pró-Reitora Isabel Braga da Cruz, participou na conferência "O Papel da Academia no Combate à Pobreza", um evento que reuniu diversas personalidades e especialistas para discutir a importância das instituições académicas na luta contra a pobreza. A conferência, organizada pela EAPN Portugal, faz parte do Ciclo de Debates “O combate à pobreza como um desígnio nacional” e teve lugar no dia 25 de julho, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto.
Isabel Braga da Cruz, ressaltou a missão da Universidade Católica em promover uma formação académica de qualidade e cultivar a ciência para o bem comum, alinhada aos princípios do humanismo cristão. Durante a sua intervenção, destacou ainda os pilares fundamentais da instituição: Ensino, Investigação e Inovação e Serviço e Responsabilidade Social dando exemplos concretos do que a Universidade desenvolve que em cada destes pilares.
Exemplo disso, é a unidade curricular sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que introduz no curriculum académico dos estudantes de 1.º ciclo, disciplinas dedicadas especificamente ao estudo e compreensão de vários ODS, como Ação Climática, Proteger a Vida Marinha e Paz, Justiça e Instituições.
Outra iniciativa mencionada por Isabel Braga da Cruz foi a nova unidade curricular "Ser + Cidadão", que oferece uma experiência de voluntariado significativa e está aberta a estudantes de todas as áreas. A Pró-Reitora da UCP destacou ainda a formação contínua oferecida pela universidade, como Cursos Avançados ou Pós-Graduações, como a Pós Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos, ou o Curso Avançado em Transparência e prestação de contas nas Organizações de Economia Social (que contam com as suas candidaturas abertas) e outros módulos que promovem conhecimento sobre parcerias intersetoriais e que, na sua generalidade, promovem a capacitação, a transferência de conhecimento e representam o compromisso contínuo da Universidade Católica em contribuir para a comunidade.
No campo da investigação, foram ainda destacados alguns dos estudos e investigações pertinentes, como o estudo «Importância Económica e Social das IPSS em Portugal: Central de Balanços 2021» ou o estudo "O Impacto Social das Fundações Portuguesas" tendo sido evidenciado que este último permitiu que um projeto de educação financeira de uma fundação fosse inserido no Plano Nacional de Educação
Em termos de Voluntariado no campo, foi ainda destacado o papel da UDIP e da CASO, que anualmente organizam ações de voluntariado regular, com 8 áreas SER+, que possibilita aos estudantes da UCP oportunidades semanais de voluntariado; voluntariado pontual, com várias ações de recolha de bens essenciais; internacional, como o projeto FLY e o GAS África; e ainda o voluntariado Corporativo, que será iniciado de forma estruturada no próximo ano, através de bolsa de horas para colaboradores e docentes.
Criar alianças estruturais e sistémicas envolvendo os Sector Empresarial, Público e Economia Social permitindo atuar como peças fundamentais para desenho da solução, promover fóruns de discussão, colaborar na procura de respostas integradas, que conciliem diferentes perspetivas, de diferentes áreas, foram algumas das ideias apresentadas a pensar no futuro. "Através da formação de líderes, pesquisa aplicada, parcerias estratégicas e extensão universitária, podemos ser agentes de transformação social rumo a uma sociedade mais justa e inclusiva”, concluiu Isabel Braga da Cruz.
A conferência de abertura “Fundamentalismo, Complexidade e Inclusão”, esteve a cargo de David António Rodrigues, da Universidade de Lisboa e Conselheiro Nacional de Educação. Participaram ainda na mesa redonda e debate outras figuras relevantes da Academia, como António Sousa Pereira, Reitor da Universidade do Porto, Fernando Ramos, Reitor da Universidade Portucalense Infante D. Henrique, Fernando Guerra em representação da Universidade de Coimbra e Joana Silva, Professora Associada na Católica Lisbon School of Business & Economics que participou através de um vídeo. O evento encerrou com um debate e comentários finais de Alcides Monteiro, da Universidade da Beira Interior.
Nesta edição, que comemora os 50 anos do 25 de abril, a Revista propõe alguns balanços acerca do caminho feito nas últimas cinco décadas, nas áreas do acesso e massificação da educação, educação de infância, administração escolar, regulação e autonomia e educação intercultural.
“A democracia muito deve à educação e esta muito deve às políticas democráticas, num movimento em espiral e de interação contínua, com ganhos claros no desenvolvimento humano e social, na equidade e na justiça social.”, refere Joaquim Azevedo, docente na FEP e diretor da Revista.
Esta edição contém ainda resultados de investigação sobre a justiça curricular e autorregulação das aprendizagens.
“Percorrido este meio século, novos e grandes desafios emergem na sociedade e nas escolas, fruto sobretudo das céleres mudanças socioculturais e tecnológicas. As políticas públicas de educação, é sempre bom relembrá-lo, dependem das nossas escolhas, não caem do céu. Permanece tudo em aberto, nas nossas mentes e nas nossas mãos. E é muito bom termos uma estrada para andar!”, acrescenta o docente.
A edição número 28 da Revista é composta por oito artigos científicos, sujeitos a revisão por pares, e que se debruçam sobre os seguintes temas:
Sobre a Revista Portuguesa de Investigação Educacional
A Revista, editada pela Universidade Católica Editora, dedica-se ao estudo, à prática e à investigação no âmbito das Ciências da Educação ou das Ciências Sociais e Humanas com relevância para a área da Educação. Era publicada tradicionalmente em formato papel e, a partir de 2011, passou a ser publicada em formato eletrónico.
Sob o mote “CLIL on the road”, o Católica Learning Innovation Lab (CLIL) deu início aos workshops Itinerantes - uma nova iniciativa de formação e desenvolvimento pedagógico que irá levar a inovação pedagógica aos quatro campi da UniversidadeCatólica Portuguesa (UCP).
Com a duração de 2 horas, e em formato presencial, os workshops itinerantes destinam-se aos docentes e investigadores dos quatro campi da UCP, e visam debater a inovação pedagógica e experimentar novas metodologias de ensino e aprendizagem, aplicadas ao contexto de cada faculdade.
“Com esta experiência, queremos fazer-nos à estrada, e levar a inovação pedagógica a todos os campi da nossa Universidade. Trata-se de um projeto ambicioso, mas verdadeiramente essencial para a criação de uma comunidade docente ativa na área da inovação pedagógica, e com vontade de explorar novas metodologias em contexto de aula”, refere Diana Soares, coordenadora do CLIL - Laboratório de Inovação Pedagógica da UCP.
Primeiro workshop presencial decorreu na Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem
A Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE), no Porto, foi a primeira faculdade da Universidade Católica a receber os workshops itinerantes. A formação decorreu no dia 24 de julho e contou com um grupo de docentes bastante interessados em explorar novas metodologias de ensino-aprendizagem, aplicadas ao contexto da enfermagem.
Para Maitê Gil, Especialista em Educação e Desenvolvimento Profissional Docente do CLIL: “Este primeiro workshop foi uma verdadeira partilha de experiências e de conhecimento. Conseguimos perceber o que de bom já é feito a nível pedagógico nesta faculdade e, em conjunto, pensar em novas possibilidades a explorar em sala de aula”.
Os workshops são dinamizados pela equipa do CLIL, contando com a participação dos representantes das diferentes Unidades Académicas que integram a equipa alargada do laboratório. Neste workshop, estiveram envolvidos João Neves Amado e Constança Festas, docentes na Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE), e membros da equipa alargada do CLIL.
O CLIL volta “à estrada” já em setembro, para visitar outras faculdades da UCP.
O projeto “O FUTURO”, uma iniciativa conjunta da Área Metropolitana do Porto (AMP) e da Universidade Católica Portuguesa, tem sido um pilar essencial na conservação ambiental e na promoção da sustentabilidade na região. Desde a sua criação em 2011, o projeto tem dedicado esforços significativos ao restauro ecológico, plantando mais de 137.000 árvores e arbustos nativos e transformando áreas degradadas em exuberantes florestas urbanas. Através da combinação de plantação de espécies autóctones, monitorização contínua e envolvimento da comunidade, o “O FUTURO” não só enriquece a biodiversidade local, mas também educa e mobiliza cidadãos em prol da conservação da natureza. A celebração do Dia Mundial da Conservação da Natureza sublinha a importância deste trabalho, destacando a necessidade urgente de ações que protejam e restauram os nossos ecossistemas.
Pode-nos falar um pouco sobre "O FUTURO – projeto das 100.000 árvores" e os seus principais objetivos?
O projeto FUTURO germinou em 2011 no contexto do CRE.Porto e resulta do conhecimento acumulado e da dinâmica de participação e colaboração gerada durante a elaboração do Plano Estratégico de Ambiente da Área Metropolitana do Porto (2003-2008). O FUTURO é coordenado pela Área Metropolitana do Porto (AMP) e pela Universidade Católica Portuguesa, sendo um esforço planeado que resulta da sinergia entre os municípios da AMP, organizações locais e de cidadãos. O objetivo é criar e manter florestas urbanas nativas na região, com o intuito de enriquecer a sua biodiversidade, sequestrar carbono, melhorar a qualidade do ar, proteger os seus solos e contribuir para uma melhor qualidade de vida das pessoas. Ao mesmo tempo, espera-se informar e formar os cidadãos sobre a importância da floresta nativa e estimular a participação de todos os interessados em atividades de criação e melhoria das florestas metropolitanas. O FUTURO surge como o primeiro grande esforço de restauro ecológico de áreas florestais da região, que não se preocupa apenas com a plantação de árvores, mas também com a monitorização das áreas nos primeiros anos pós plantação, de modo a verificar o bom desenvolvimento do bosque nativo plantado e ajustando as operações de manutenção no terreno de acordo com o necessário. Para isso também, o FUTURO dedica-se à produção de espécies nativas características da região e dos seus habitats, em viveiro certificado, para promover o património natural. A transformação do território acontece também proporcionando experiências ao cidadão através da participação ativa em ações de voluntariado (plantação, controlo de plantas invasoras e manutenção), visitas guiadas e ações de capacitação que pretendem aumentar o conhecimento sobre as espécies nativas e a importância das árvores. O projeto FUTURO está alinhado e contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: ação climática (ODS 13) e proteger a vida terreste (ODS 15).
Qual é o papel específico da Universidade Católica no Porto, no desenvolvimento deste projeto?
A Universidade Católica no Porto assegura a equipa técnica que realiza a gestão do projeto, a nível regional e junto dos parceiros municipais. Uma equipa multidisciplinar, em áreas de formação que se complementam, em engenharia do ambiente, biologia e inovação. As principais contribuições da equipa técnica materializam-se no: planeamento das intervenções no terreno; apoia à preparação de novas áreas de intervenção (angariação de recursos materiais e financeiros); gestão de um viveiro certificado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas; mobilização do cidadão e a gestão da bolsa de voluntariado; promoção e dinamização de formação de técnicos, operacionais, comunidade escolar e público em geral; e a alimentação da rede de parceiros, organizações não governamentais, especialistas, empresas e outros stakeholders que possam contribuir para o enriquecimento do projeto.
Como é que este projeto contribui para a conservação da natureza e a sustentabilidade na Área Metropolitana do Porto?
Desde 2011, o projeto conta com 212 hectares de área intervencionada e plantadas mais de 137.000 árvores e arbustos nativos nos 17 Municípios da AMP, contribuindo para aumentar e enriquecer a mancha verde na região com espécies autóctones, que potenciam os serviços de ecossistema na sua plenitude. As áreas FUTURO, outrora terrenos incultos, degradados, queimados e/ ou com a presença de espécies invasoras foram e são recuperados para albergar mais vida com a plantação de espécies autóctones que atraem a flora e fauna respetiva e promovem a regeneração espontânea nos locais. A “Rede de Biospots do Porto” e os “Bosques Norte Litoral” são exemplos de iniciativas em contexto urbano e periurbano, respetivamente, de como se pode recuperar áreas sem uso, para promover bosques nativos que aumentam a biodiversidade local, contribuem para uma amenização paisagística, e as árvores e arbustos, com a sua maturidade, serão sequestradores de carbono e contribuirão para a regulação do clima e para absorção dos poluentes atmosféricos. (O FUTURO de 2011-2018)
Qual é a importância do Dia Mundial da Conservação da Natureza para iniciativas como esta?
Em Portugal, neste dia também se celebra o Dia Nacional da Conservação da Natureza, instituído pela Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 73/98, de 29 de junho, em homenagem ao movimento associativo de defesa do ambiente, demonstrando que os projetos de conservação da nossa biodiversidade são relevantes na sociedade. O projeto FUTURO aposta na educação-ação no seu dia-a-dia de implementação junto dos parceiros municipais e cidadãos, de modo a angariar novas áreas para promover a sua valorização ecológica, como também proporcionar momentos profícuos aos que querem contribuir de forma ativa na conservação da Natureza.
Quais são os próximos passos e as metas futuras do projeto "O FUTURO"?
O projeto FUTURO está a caminhos dos seus 13 anos de atuação na Área Metropolitana do Porto e afirma a sua pertinência para a promoção e valorização do património ambiental na região com o contínuo trabalho de zelar pelas áreas florestais intervencionadas, mas com a ambição de alcançar mais 100 hectares de área nova e plantar mais 75.000 árvores nativas até 2026. No próximo inverno, as ações de restauro ecológico com voluntários irão retomar e o leitor poderá participar ativamente na transformação nativa do território. As oportunidades de voluntariado são sempre divulgadas no site do projeto, onde também as entidades que queiram contribuir para a floresta nativa, podem conhecer o HECTARE, um programa de Mecenato, que pretende apoiar diretamente os bosques do FUTURO.
Qual é a importância de celebrar o Dia Mundial da Conservação da Natureza
Celebrar o Dia Mundial da Conservação da Conservação da Natureza, instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, é reconhecer o desequilíbrio dos ecossistemas, a extinção das espécies, a desfragmentação e perda de habitat e, consequentemente, tornar estas fragilidades em oportunidades para sensibilizar a população, assim como dar voz para que estes problemas sejam tidos em conta nas agendas políticas. Em fevereiro de 2024, assinalou-se uma decisão importante, a favor da Natureza, com a aprovação pelo Parlamento Europeu da Lei do Restauro da Natureza, onde se prevê que os 27 Estados-membros da União Europeia recuperem pelo menos 90% dos habitats em mau estado até 2050. Enaltecendo a urgência da Conservação da Natureza para o bem comum. Ao celebrar este dia, a comunidade UCP afirma-se no papel, nas palavras do Papa, de “zeladores da Natureza… uma dádiva que recebemos e da qual temos que cuidar para o futuro”.