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Novidades

Dino D’Santiago na Porto Summer School on Art & Cinema: a arte de gingar que conquistou o público na Escola das Artes

Arrancou ontem a 6ª edição da Porto Summer School on Art & Cinema com Dino D’Santiago, um dos grandes intérpretes atuais, que estreou o palco da Escola das Artes e abriu o programa público. Até 21 de junho, a Summer School oferece à cidade do Porto um conjunto de iniciativas abertas à comunidade.

“Como Seria”, “Kriolu” e “Mundu Nôbu” foram alguns dos temas tocados pelo artista durante o Showcase. Dino D’Santiago, visivelmente entusiasmado, entregou uma performance a solo, na blackbox do Auditório Ilídio Pinho, apresentando a sua inovadora mistura de ritmos cabo-verdianos com a música urbana e eletrónica global.

A sua energia contagiante tem vindo a conquistar todos os que encontra e, na Escola das Artes, o artista encontrou um público à sua medida que vibrou a cada momento.

Entre música e dança, o cantor iniciou uma importante discussão sobre temas emergentes e conflitos atuais. Numa conversa intimista, partilhou memórias de infância e do seu percurso, falou de fé, carreira e dos seus projetos de intervenção social.

Houve ainda espaço para projetar o vídeo produzido no workshop da tarde, no âmbito da Summer School, que resultou na criação coletiva do tema “Cuidado”, uma música que nas palavras de Dino D’Santiago “nos faz olhar, sentir, pensar e agir”.

Diretamente da blackbox, a Escola das Artes fez transmissão online do evento para quem não teve oportunidade de assistir ao vivo. Este ano, a Porto Summer School on Art & Cinema terá emissão em direto dos seus principais eventos no Canal de Youtube e no site da Escola das Artes.

Há muito para ver até sexta-feira na Escola das Artes. Programa público disponível aqui.

20-06-2024

Exposição Enciclopédia Negra pela primeira vez em Portugal

Ampliar a visibilidade de personalidades negras até hoje pouco conhecidas

 

A exposição Enciclopédia Negra, que pela primeira vez é mostrada fora do Brasil, é composta por mais de 100 retratos de personalidades negras como políticos, artistas, sambistas, advogados e engenheiros, entre outros, que foram sistematicamente invisibilizados pela história oficial. Esses retratos são, na sua maioria, ficções porque, na história da pintura, estas personagens não existem: o retrato era apenas usado pelas classes privilegiadas. A inauguração realizou-se a 20 de junho na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, onde ficará patente até 4 de outubro . O dia terminou com uma roda de falar com MC Carol, Farofa e DJ Dorly, no Pátio das Artes.

A exposição Enciclopédia Negra faz parte de um amplo projeto, que se iniciou em 2016, e que pretende ampliar a visibilidade de personalidades negras até hoje pouco conhecidas,” explica Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes. Contou com o apoio da editora Companhia das Letras, do Instituto Ibirapitanga, da Pinacoteca de São Paulo, do Soma e dos 36 artistas que aderiram ao convite e lhe deram realidade. A mostra traz mais de 100 obras que se pautaram nos verbetes escritos para o livro homónimo de autoria de Flavio Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Moritz Schwarcz, que apresenta 417 verbetes e mais de 550 biografias.

Um constrangedor silêncio invade os arquivos da escravidão, os livros didáticos e acervos de obras visuais,” refere Lilia Moritz Schwarcz, uma das curadoras da exposição, acrescentando “neles, as referências acerca da imensa população escravizada negra que teve como destino o Brasil – praticamente a metade dos 12 milhões e meio de africanos e africanas que aportaram no país, desde inícios do século XVI até mais da metade do século XIX, são ainda muito escassas.” Também é pouco mencionado o protagonismo de negros, negras e negres que conheceram o período do pós-abolição; aquele que se seguiu à Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, a qual, longe de ter sido um ato isolado, correspondeu a um processo coletivo de luta pela liberdade, protagonizado por negros, libertos e seus descendentes.

Os curadores da exposição entendem que “Narrar é uma forma de fazer reviver os mortos e cada tela traz uma linda história: foram pessoas que se agarraram ao direito à liberdade; profissionais liberais que romperam com as barreiras do racismo; mães que lutaram pela alforria de suas famílias; professoras e professores que ensinaram seus alunos a respeito de suas origens; indivíduos que se revoltaram e organizaram insurreições; ativistas que escreveram manifestos, fundaram associações e jornais; líderes religiosos que reinventaram outras Áfricas no Brasil.

A Enciclopédia Negra pretende, também, contribuir para o término do genocídio dessa população. Pois tornar estas histórias mais conhecidas e dar rostos a estas personalidades colabora para a reflexão por trás das estatísticas, que nos acostumamos a ler todos os dias nos jornais, “naturalizando” histórias brutalmente interrompidas; seja fisicamente, seja na memória.

Esta é a última de quatro exposições do ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões”, um programa em co-curadoria entre Lilia Schwarcz e Nuno Crespo, que contemplou uma agenda de concertos, conferências, exposições e performances. O ciclo é organizado pela Escola das Artes, em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA). A exposição estará patente ao público até 4 de outubro.

Mais informações: Enciclopédia Negra - Apresentação | Escola das Artes (ucp.pt)


Exposição “ENCICLOPÉDIA NEGRA”
Curadoria:
Flavio Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Moritz Schwarcz
Patente ao público de 20 de junho a 4 de outubro
Entrada Livre · 14H30 – 19H00
Local: Sala de Exposições da Escola das Artes
Universidade Católica Portuguesa - Porto
Rua de Diogo Botelho, 1327, 4169-005 Porto

 

20-06-2024

Luís Marques: “Queremos ser um MBA com cada vez mais reputação naquilo que é o conceito da sustentabilidade e do impacto social.”

Luís Marques é diretor do MBA Executivo da Católica Porto Business School e administrador da Rangel. Natural de Coimbra, viveu toda a sua infância em Soure. É licenciado em Contabilidade e Auditoria, mestre e doutorado em Gestão. No ano em que se celebram os 20 anos do MBA da Católica, confessa que “a grande ambição é continuarmos a ajudar as pessoas a terem um elevado impacto na nossa sociedade.” Nos tempos livres? BTT e ler.

 

Este ano, celebram-se os 20 anos do MBA Executivo da Católica Porto Business School. Enquanto diretor do programa, o que é que ambiciona para os próximos anos?

A grande ambição é continuarmos a ajudar as pessoas a terem um elevado impacto na nossa sociedade. Queremos ser um MBA com cada vez mais reputação naquilo que é o conceito da sustentabilidade e do impacto social.

 

O que é que distingue o MBA Executivo da Católica Porto Business School?

O que destaco do nosso MBA não é oque penso, mas, sim, o que os alunos nos dizem. O que nos distingue é a relação muito próxima com os alunos. Isto faz parte da nossa genética enquanto Universidade Católica. A reputação do nosso MBA prende-se com a ligação e a proximidade que proporcionamos e com a forma como nós acolhemos. A qualidade do nosso campus, o nosso corpo docente e as inúmeras experiências profissionais que cada um traz para as suas aulas, as relações duradouras e muito intensas que os alunos criam, quer entre eles, quer com os professores. Outra grande marca do nosso MBA é a agilidade na adaptação. Nós adaptamo-nos muito rapidamente àquilo que são as novas tendências e as novas competências das matérias. Na Católica primamos pela qualidade. Um nosso aluno dizia-nos que sabia que se precisasse de alguma coisa que a Católica estaria sempre de portas abertas. Isto mostra uma grande confiança em nós, no nosso acompanhamento e na nossa dedicação com cada estudante.

 

É licenciado em Contabilidade e Auditoria. Como é que surge o seu interesse por esta área?

A partir dos 14 anos, comecei a trabalhar nas férias escolares. Isto marcou-me muito. Ajudava muito o meu pai nas suas tarefas. Nesse tempo, o meu pai dedicava-se às contabilidades, só mais tarde é que optou por ser empresário. Quando eu estava de férias, ia com o meu pai para os clientes dele. Foi aí que comecei a gostar muito de contabilidade e tesouraria. Isto influenciou-me muito e, a partir de um determinado momento, o meu objetivo de vida era ser revisor oficial de contas. Mais tarde, ingresso no curso de Contabilidade e Auditoria na Universidade de Aveiro. Ainda quando estudava, fui contratado para uma sociedade de revisores oficiais de contas. Depois, entrei para aquela que se chama hoje PWC. Foi aí que me mudei para o Porto.

 

Viveu em Soure durante a sua juventude. Que memórias guarda desses tempos?

Sou natural de Coimbra, mas vivi a minha juventude e adolescência em Soure. Da minha infância só tenho memórias boas, memórias muito saudáveis do ambiente rural. Soure, apesar de ser uma vila e sede de Concelho, é muito próxima de aldeias. Os meus avós viviam todos em aldeias que ficavam a três ou quatro quilómetros da vila, o que me permitia estar muito tempo com eles. Lembro-me das conversas com os meus avós e com os meus pais e dos conselhos que me deram. Cresci num ambiente muito saudável. Íamos para a escola a pé, todos se conheciam, dizíamos bom dia, boa tarde e boa noite. Lembro-me que era fácil conciliar os estudos com outras atividades. Joguei futebol, pratiquei Karaté e fui locutor numa rádio. Foi uma infância plena e muito animada, mas cheia de ensinamentos. No meu décimo ano, na Escola Secundária, formou-se um grupo de pessoas que se queria candidatar à Associação de Estudantes. Era um grupo de pessoas sem filiação partidária e que iria competir com duas listas apoiadas por partidos políticos. Lembro-me de um dia em que sou convidado para participar numa reunião deste grupo que se estava a formar e de se estar a discutir quem deveria ser a pessoa que iria presidir à direção desta lista. Com muita surpresa minha, alguém algures na sala diz que essa pessoa devia ser o Luís. Eu! Eu fiquei muito surpreendido porque naquele momento disseram que era eu e nem me perguntaram se eu queria. Basicamente, informaram-me que eu ia ser o candidato. Eu senti uma responsabilidade que até ao momento nunca tinha sentido. Foi muito marcante. Foi uma responsabilidade para cuidar dos outros.

 

Ganharam?

Ganhamos! Na altura não percebia como é que tínhamos ganho, mas depois percebi que, apesar de as máquinas partidárias terem apoiado as listas concorrentes e apesar de a minha lista não ter orçamento, nós tínhamos pessoas de grande valor que eram grandes influenciadores nas suas aldeias. Depois de ter ganho, tive uma grande lição sobre sociedade.

 

Começou a sua carreira na área da contabilidade e auditoria. Cumpriu o seu objetivo de ser revisor oficial de contas. Mas eis que a gestão lhe aparece pelo caminho …

Estava eu a trabalhar na atual PwC, quando um antigo professor de Aveiro me telefona a convidar para ser diretor financeiro do Porto de Aveiro. Foi um convite inesperado. Não foi uma decisão fácil, porque implicava mudar a direção da minha carreira. Implicava sair da área da auditoria para ir trabalhar para a área da gestão. Houve vários fatores que depois acabaram por orientar a minha decisão, mas acabei por aceitar. De facto, se eu me tivesse mantido como auditor também teria sido muito feliz, mas a verdade é que estou muito mais realizado nesta área.

 

Atualmente, é administrador da Rangel. O que é que mais o desafia nesta área?

O que me desafia mais é trabalhar num grupo português, um grupo familiar que tem a ambição de ser um grupo global. No setor da logística e dos transportes, concorremos com grandes empresas mundiais, como por exemplo a DHL, e isso dá-me uma grande satisfação. Somos um grupo que se bate com os grandes competidores internacionais. A internacionalização é outro fator que nos desafia muito e, atualmente, estamos em 9 países. A nossa cultura e rotina de trabalho é de porta aberta. O meu gabinete e de qualquer outra pessoa está sempre de porta aberta para o que for preciso. Somos próximos. Somos muito ágeis, há toda uma dinâmica de agilidade e de foco no cliente, que me atrai muito e que me desafia diariamente.

 

Quando é que vem para a Universidade Católica?

A Católica fez-me uma oferta para vir dar aulas e eu aceitei no mesmo dia (risos). Estávamos em 2011. Vim logo para o MBA e para a formação executiva, concretamente para a área do controlo de gestão e de estratégia.

 

A vida académica também é uma dimensão importante na sua vida?

É essencial para mim, porque me realiza imenso. Aliás, é esta relação que existe entre a minha atividade no setor empresarial e a parte académica que me desafia muito. Nunca ambicionei ser académico a tempo inteiro. Gosto de fazer parte deste ecossistema onde posso ser prático nas empresas e ao mesmo tempo estar nas aulas e partilhar as minhas experiências com os estudantes. Eu levo para a universidade muito daquilo que aprendo nas empresas e trago para as empresas muito daquilo que aprendo na universidade. Esta forma de ver a minha profissão e a minha vida no geral parte dos ensinamentos que tive em criança. Tenho uma visão de plenitude e uma visão holística da vida. Acredito que as coisas não existem separadas. Tudo está interligado. Tudo está em harmonia.

 

O que é que traz harmonia ao seu dia-a-dia?

Faço exercício físico todos os dias às 6 da manhã. Atualmente corro e vou com a companhia das minhas duas cadelas. Tenho a felicidade de viver muito perto do mar. Em família, todos os dias tomo o pequeno-almoço com a minha mulher e com o meu filho. Confesso que esta minha rotina matinal me ajuda muito a encarar o meu dia de trabalho com mais alegria. Quando eu saio de casa para o trabalho, já saio com um grande sorriso. Quando chego à Rangel, tenho sempre grandes desafios à minha espera. Aqui trabalha-se sempre com uma grande motivação. A Católica também faz parte do meu equilíbrio, quer seja a dar uma aula, quer seja a responder a algum estudante ou em atividades da direção do MBA.

 

O que gosta mais de fazer nos tempos livres?

Pratico bicicleta de montanha, BTT. Gosto muito de ler, especialmente biografias, tenho lido muitas nos últimos anos.

 

Um bom sítio para fazer BTT em Portugal?

O Gerês é fantástico.

 

 

20-06-2024

Projeto Integrado do Mestrado em Engenharia Alimentar recebe reconhecimento internacional


Um artigo intitulado “A project-based learning approach to promote innovation and academic entrepreneurship in a master's degree in food engineering” foi recentemente premiado com o Tanner Award por estar entre os três artigos mais visualizados no Journal of Food Science Education.

O artigo apresenta e reflete sobre a iniciativa do Mestrado em Engenharia Alimentar da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, que articula diversas disciplinas com o objetivo de desenvolver nos estudantes, competências fundamentais para as empresas do setor alimentar. Trata-se do desenvolvimento de um Novo Produto Alimentar, no qual os estudantes têm a oportunidade de conceber, especificar e desenvolver um produto inovador, incluindo um protótipo e a embalagem adequada, uma análise do respetivo mercado e uma análise económica.

Os estudantes são também encorajados e apoiados a participarem em programas e concursos relevantes de inovação e empreendedorismo no setor alimentar. Entre estes destacam-se o Concurso Ecotrophelia, que desafia os estudantes a desenvolverem produtos alimentares sustentáveis, ou o Programa de Mentoria Comendador Arménio Miranda, que proporciona orientação e apoio personalizado para jovens empreendedores.

Este reconhecimento internacional e a participação em programas de prestígio são reflexos do compromisso contínuo da Escola Superior de Biotecnologia em promover a excelência académica e preparar os seus estudantes para enfrentarem os desafios do mundo real na indústria alimentar.

19-06-2024

Católica Porto Business School e BBDouro assinalam reforço da colaboração

A Católica Porto Business School e a BBDouro aprofundaram a sua já antiga parceria, com a inclusão da empresa náutica portuense no Corporate Club da Escola. A par dessa nova visibilidade junto de toda a comunidade interna, a BBDouro é também um novo parceiro do INSURE.hub, pelo seu compromisso constante com a sustentabilidade das suas práticas empresariais. 

A assinatura do novo protocolo contou com a presença da pró-reitora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Braga da Cruz, do diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, e do CEO da BBDouro, Diogo Barros. Para João Pinto, “este momento tem um duplo significado: assinala o aumento do conjunto de empresas que fazem parte do nosso ‘core’ corporativo, e com quem mantemos excelentes relações, e reforça a nossa capacidade de impactar de forma positiva a sociedade, através da promoção dos princípios da sustentabilidade e da regeneração”. 

Diogo Barros salientou a importância e relevância de tornar ainda mais forte a ligação a uma instituição com o prestígio da Católica Porto Business School, continuando a contribuir para o ‘teambuilding’ dos muitos programas da Escola, através de sessões náuticas construídas à medida. O CEO da BBDouro referiu ainda quão prestigiante é tornar-se membro do INSURE.hub, vendo reconhecido o esforço que tem sido feito, por exemplo, nos programas de limpeza de praias, onde a sua empresa já recolheu mais de 120 kg de lixo. 

19-06-2024

Projeto do CEDH investiga as relações laborais de mulheres no contexto desportivo


Um projeto de doutoramento em curso no Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP) está a explorar as experiências e os desafios laborais das mulheres no desporto, com particular foco naquelas que assumem cargos de liderança.

A investigação designada “Trabalhadores contingentes em posições de liderança: o caso das mulheres em contexto desportivo e as suas relações laborais” visa estudar o nível de apoio organizacional percecionado pelas mulheres em contexto desportivo, bem como a avaliação que fazem da conciliação entre a sua vida profissional e pessoal, as suas ambições e perspetivas de carreira, e as suas perceções de auto-eficácia de liderança.

A avaliação de todas estas perceções e experiências será feita considerando a comparação entre homens e mulheres, bem como o cargo que os participantes ocupam. É objetivo do estudo dar especial enfoque aos participantes em cargos de liderança, como por exemplo, treinadores de formação, que acompanham as camadas jovens”, refere Daniela Alves, responsável pelo projeto e estudante do Doutoramento em "Applied Psychology: Adaptation and change in contemporary societies" da FEP-UCP.

O projeto irá também envolver uma análise intercultural entre Portugal e Espanha, para identificar similaridades e diferenças nas experiências de ambos os países.

Recolha de dados no Comité Olímpico de Portugal

Para dar início ao projeto, a investigadora realizou uma missão de quatro dias ao Comité Olímpico de Portugal, onde recolheu dados acerca da participação portuguesa feminina e masculina nos Ciclos Olímpicos, incluindo atletas, staff e indivíduos em posições de liderança (treinadores, chefes de missão, etc.).

Estes dados irão permitir mapear cronologicamente a participação feminina no contexto desportivo e as posições que foram ocupando, comparando a sua realidade com a participação masculina”, explica a doutoranda, orientada pela docente da FEP, Filipa Sobral.

Objetivo: promover a paridade de género no desporto

O projeto espera contribuir para a disseminação de informação acerca das relações laborais das mulheres em contexto desportivo, especialmente das treinadoras.

Daniela Alves deseja que a sua investigação dê um contributo para a promoção da paridade de género no desporto e para a melhoria das condições de trabalho oferecidas às mulheres.

A visita ao Comité Olímpico de Portugal enquadra-se numa missão financiada pelo CEDH.

 

18-06-2024

Católica no Porto recebeu a Conferência “Virtuous Leadership: Cultivating character for sustainable success”

No dia 15 de maio de 2024, a Universidade Católica no Porto recebeu a Conferência “Virtuous Leadership: Cultivating character for sustainable success”, proferida por Alexandre Havard. O evento reuniu docentes e estudantes universitários, executivos e entusiastas da liderança interessados em desenvolver sistemas de liderança eficazes e positivamente impactantes.

Alexandre Havard, fundador do Virtuous Leadership Institute, tem como missão promover um sistema original de liderança fortemente inspirado nas virtudes clássicas e Cristãs. Para Alexandre Harvard a liderança está ao alcance de todos e o que garante uma boa liderança é o carácter do líder, ou seja, as suas virtudes. Humildade, Prudência, Coragem, Justiça, Magnanimidade, são algumas das virtudes-base para uma liderança sólida e sustentável.

Nascido em França, mas com raízes familiares Russas, Havard estudou Direito em Paris e exerceu a profissão de advogado em Estrasburgo e Helsínquia. Actualmente vive e trabalha em Moscovo, onde ministra, aí como em muitos outros países, seminários sobre as virtudes da liderança.

A conferência contou também com a apresentação de António Guedes, Co-CEO da Aveleda, que a partir da sua experiência pessoal como católico, compartilhou como procura cultivar o caráter e a ética na liderança da sua empresa.

O evento, realizado em parceria com a ACEGE (Associação Católica de Empresários e Gestores), foi uma oportunidade única para os participantes aprenderem e refletirem sobre como é que as suas próprias ações podem contribuir para um mundo melhor através da liderança virtuosa.

Mais informação: Virtuous Leadership – Virtuous Leadership (vlportugal.pt)

 

18-06-2024

Filme de professora da EA premiado no Festival de Animação de Annecy

O filme de animação “Percebes”, de Alexandra Ramires, professora da Escola das Artes, e Laura Gonçalves, foi premiado como melhor curta-metragem no prestigiado Festival de Cinema de Animação de Annecy

A curta foi produzida por dois professores de animação da Escola das Artes, David Doutel e Vasco Sá, com edição de som de Bernardo Bento, professor de Sound Design da EA, e mistura de som de José Vasco Carvalho, coordenador do Mestrado de Som e Imagem da EA.

O filme é uma produção do Bando à Parte (BAP - Animation Studio), produtora que tem entre os fundadores vários alumni da EA.

 

 

PERCEBES
Portugal, França, 2024, ANI, DOC, 11'30'"

Realização: Alexandra Ramires (Xá), Laura Gonçalves
Produção: David Doutel, Vasco Sá, BAP – ANIMATION STUDIOS
Edwina Liard, Nidia Santiago, IKKI FILMS
Argumento: Alexandra Ramires (Xá), Laura Gonçalves, Regina Guimarães
Música: Nicolas Tricot
Som: Bernardo Bento
Animação: Inês Teixeira, Joana Teixeira, Leonor Pacheco, Laura Equi, Carolina Bonzinho

Sinopse: Com o mar e um Algarve urbano como pano de fundo, seguimos um ciclo completo da vida de um molusco especial chamado PERCEBES. No percurso da sua formação até ao prato, cruzamos diferentes contextos que nos permitem compreender melhor esta região e aqueles que nela habitam.

18-06-2024

Faculdade de Educação e Psicologia lança nova Pós-Graduação em Psicologia do Desporto e da Performance

No momento em que se joga o Europeu de futebol e se aproximam os jogos Olímpicos

 

Um desportista ou performer, independentemente da modalidade ou arte performativa, tem de desenvolver sólidas competências psicológicas para superar todos os desafios. O foco, a determinação e o planeamento podem ser a chave, se suportados em profissionais preparados. É com base nesta premissa que nasce a nova Pós-graduação em Psicologia do Desporto e da Performance, da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, dirigida especificamente a psicólogos. A 21 de junho realiza-se uma aula aberta online com a presença de Joana Cerqueira (Psicóloga do Futebol Clube do Porto), Sérgio M. Vaz (Psicólogo do Sport Lisboa e Benfica) e Carlos Fernandes (Psicólogo do Desporto e Performance e um dos coordenadores da nova Pós-graduação).

“A Pós-Graduação em Psicologia do Desporto e da Performance foi desenhada para desenvolver conhecimentos e competências específicas nos psicólogos, tornando-os mais capazes de realizar intervenção psicológica com os diferentes agentes - atletas, performers, treinadores, entre outros - destes contextos”, salienta Catarina Morais, uma das coordenadoras da nova Pós-graduação em Psicologia do Desporto e da Performance e docente da Faculdade de Educação e Psicologia. Carlos Fernandes, psicólogo do Desporto e também coordenador da nova formação, explica que “os Psicólogos do Desporto e da Performance trabalham com o objetivo central de desenvolver de forma integral o indivíduo, procurando melhorar o seu rendimento, bem-estar e competências psicológicas que se apresentem como relevantes para a obtenção de sucesso no contexto desportivo e/ou de performance,” acrescentando que “estes contextos exigem dos psicólogos competências de intervenção específicas.”

Esta nova aposta permite um elevado aprofundamento das temáticas e experiências trazidas pelos profissionais. Destinada exclusivamente a psicólogos, esta Pós-Graduação privilegia o trabalho realizado presencialmente, o qual assentará, sobretudo, em metodologias experienciais, para que, através de uma forte componente prática, os formandos possam desenvolver competências de atuação nestes contextos. Esta componente decorrerá em regime intensivo (sábados completos), com o “propósito de criar condições para a realização de exercícios de prática simulada e incrementar a experiência emocional associada às tarefas, como forma de potenciar a aprendizagem e retenção dos conhecimentos”, refere Catarina Morais.

Esta Pós-Graduação conta com um corpo docente com uma vasta experiência de intervenção em contextos de Desporto e Performance, apresentando ainda, como elemento diferenciador, o investimento no desenvolvimento de competências de intervenção nos próprios psicólogos, através de uma metodologia que convida o formando ao seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional, permitindo-lhe potenciar a sua capacidade de tomada de decisão, critério e coerência na intervenção.

A 21 de junho, a partir das 12h30, realiza-se uma aula aberta online sob o tema “O que nunca ninguém me disse sobre a psicologia do desporto e performance”, com a presença de Joana Cerqueira (Psicóloga do Futebol Clube do Porto) e Sérgio M. Vaz (Psicólogo do Sport Lisboa e Benfica) e Carlos Fernandes (Psicólogo do Desporto e Performance e um dos coordenadores da nova Pós-graduação). Um evento aberto ao público, mas sujeito a inscrição.

18-06-2024

João Sampaio Costa: “O que distingue a Católica é a aprendizagem de proximidade.”

João Sampaio Costa tem 22 anos, é natural da Guarda e é estudante da licenciatura em Direito da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa. É fundador do CLEAF, o Clube de Literatura, Escrita, Arte e Filme, um grupo académico da Católica que pretende reunir os estudantes que querem explorar as várias dimensões da Cultura. Próximo destino? Japão, em mobilidade internacional. Boa viagem!

 

Porquê escolher a licenciatura em Direito?

Escolhi Direito, embora também tivesse o entusiasmo com a Ciência Política e com as Relações Internacionais. No fundo, nestas áreas o que me interessa é a forma como as pessoas se organizam na sociedade, seja através de processos ou de instituições.

 

Dentro do Direito que áreas têm despertado mais interesse em si?

A propriedade intelectual! Dentro da área da propriedade intelectual, interesso-me muito pelo Direito de Autor. Talvez porque eu próprio escreva muito. Interessa-me perceber como é que eu protejo as minhas obras e as de outros autores e artistas.

 

“O ADN jurista é um programa inovador da Católica.”

 

No próximo semestre vai fazer mobilidade internacional.

Vou fazer mobilidade para o Japão. A cultura do Japão interessa-me muitíssimo. Leio mangá, vejo anime e todos os origamis que estão espalhados pelo campus fui eu que os fiz. O Japão fascina-me muito. Têm uma cultura muito peculiar. A filosofia associada ao Japão é das coisas que mais me interessa. É parte da razão pela qual eu quero ir lá. Vou fazer cadeiras mais associadas à filosofia e às artes, literatura e escrita criativa.

 

Qual é a primeira coisa que vai fazer quando chegar ao Japão?

Trajar e provar saqué! Tenho muita curiosidade. É uma bebida alcoólica fermentada tradicional do Japão.

 

É o fundador do Clube de Literatura, Escrita, Arte e Filme (CLEAF). Em que é que consiste?

Este clube já está a ser pensado há algum tempo, mas, oficialmente, nasceu este semestre. O grande objetivo é reunir as pessoas que se interessam por estas áreas. O CLEAF é um grupo académico que quer ser um lugar que acolhe todos os que querem falar e partilhar sobre Arte, Literatura, Cinema e outras formas de Cultura. Sempre estive muito ligado a grupos académicos e senti que na Católica havia espaço para este clube.

 

Que atividades é que o CLEAF propõe?

Vamos organizar clubes de literatura, workshops de poesia portuguesa, de sonetos e até poesia japonesa, vai existir também uma plataforma onde os associados podem publicar os seus textos e poemas, vamos promover workshops de origamis, de pintura, bordados e modelagem. Vamos também querer fazer a transmissão de alguns filmes. Estamos muito entusiasmados com todo o potencial que o CLEAF tem. Estamos satisfeitos por podermos contribuir para algo tão importante e por estarmos a promover algo que vale a pena e que tem impacto na Católica e nos seus alunos.

 

De onde é que surge este seu interesse pela cultura e pelas humanidades?

O meu pai é a minha maior influência. O meu pai pinta desde muito cedo e sempre me emprestou vários livros. E se eu queria algum que ele não tinha, não descansava enquanto não me arranjava. Apesar da sua área de trabalho ser a gestão industrial, é muito dado às artes, pintura, desenho e moldagem.

 

O que é que distingue a Universidade Católica?

A aprendizagem de proximidade! Os professores estão sempre a desafiar-nos e a acompanharem-nos no nosso percurso.

 

Participou no programa ADN Jurista da Faculdade de Direito – Escola do Porto. De que forma é que isso marca o seu percurso?

O ADN jurista é um programa inovador da Católica que trabalha o estudante para ser uma pessoa eficaz. Trabalhamos a nossa postura, a nossa fala, a maneira como escrevemos, apresentamos e argumentamos. Tudo isto são competências úteis na sala de aula, mas são especialmente úteis para o resto da nossa vida, este programa marcou muito o meu percurso académico e estou grato à Católica por desenvolver este género de programas.

 

“Move-me a vontade de transformar o mundo.”

 

Também integrou outros grupos académicos como a Sociedade de Debates. Porque é que o Associativismo é tão importante para si?

Acredito que sozinho não posso fazer nada, por muito competente que possa eventualmente ser. Acredito na força do coletivo e o associativismo é isso mesmo. Gosto que um objetivo comum mobilize toda uma equipa. É do trabalho de equipa que podem nascer soluções excecionais. Em equipa os resultados perduram, ganham força e sentido.

 

Planos para quando regressar do semestre no Japão?

Quero fazer o Mestrado em Direito aqui na Católica e especializar-me na área da propriedade intelectual, do cibercrime e tecnologia. Se serei advogado, magistrado ou até outra opção como a consultoria, não sei ainda. Vou levar todas essas questões comigo para o Japão. Sei que, independentemente do que for, tem de ser algo que me desafie muito e que me obrigue a ler, a estudar e a investigar.

 

O que é que o move?

A vontade de transformar o mundo e de o impactar de alguma forma.

 

Livros marcantes?

O Livro do Desassossego de Bernardo Soares, Fernando Pessoa. Marcou-me muito. O meu livro favorito de sempre chama-se Zen and the Art of Motorcycle Maintenance, do autor Robert M. Pirsig. Já li este livro umas 5 ou 6 vezes. O livro relata uma viagem entre um pai e um filho de mota pelos Estados Unidos. É um ensaio sobre a beleza de conduzir. Influenciado por este livro, comecei agora a tirar a carta de mota (muitos risos).

 

 

13-06-2024

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